10 séries novas pra maratonar no fim de semana chuvoso
As novidades de streaming destacam a esperada estreia de “Wandinha”, série baseada em “A Família Adams” com o toque genial do diretor Tim Burton. Mas também há bons suspense, romance, drama, comédia, animação e ação entre os lançamentos recentes das plataformas. Confira abaixo 10 destaques da programação recente dos streamings para aproveitar o clima chuvoso e maratonar no fim de semana. | WANDINHA | NETFLIX A série da filha caçula da Família Addams não é um reboot ou remake, mas uma narrativa inédita da franquia, que mostra Wandinha pela primeira vez como uma jovem adulta, sem perder sua adorável personalidade que a torna um ícone do blasé. Após passar por oito escolas diferentes em cinco anos, ela é enviada pela família para a Nevermore Academy (ou Academia Nunca Mais), onde precisará se relacionar com novos colegas, todos sobrenaturais como ela, enquanto aprende a dominar suas habilidades psíquicas emergentes, frustra uma monstruosa onda de assassinatos que aterroriza a cidade e resolve um mistério que envolveu seus pais 25 anos atrás. Com destaque para Jenna Ortega (“Pânico 5”), que encarna Wandinha à perfeição, o vasto elenco inclui Catherine Zeta Jones (“A Máscara do Zorro”) e Luis Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”) como Morticia e Gomez Addams, Isaac Ordonez (“Uma Dobra no Tempo”) como Feioso (Pugsley) e Fred Armisen (“Los Espookys”) como o Tio Chico, além de Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), Thora Birch (Gamma em “The Walking Dead”), Riki Lindhome (“Entre Facas e Segredos”), Jamie McShane (“Mank”), Hunter Doohan (“Your Honor”), Georgie Farmer (“Treadstone”), Moosa Mostafa (“The Last Bus”), Emma Myers (“Girl in the Basement”), Naomi J. Ogawa (“Skylin3s”), Joy Sunday (“Cara Gente Branca”), Percy Hynes White (“The Gifted”) e Christina Ricci, que foi a Wandinha dos filmes de “A Família Addams” dos anos 1990. Desenvolvida por Alfred Gough e Miles Millar (criadores de “Smallville” e “Into the Badlands”), a série também chama atenção pelo visual gótico estilizado sob comando de um especialista: Tim Burton, responsável por vários terrores cômicos e juvenis ao longo da carreira, como “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “Edward Mãos de Tesoura” (1990). | BEM-VINDOS AO CLUBE DA SEDUÇÃO | STAR+ A história do Chippendales, clube pioneiro do strip-tease masculino, ganhou uma minissérie focada na ascensão e queda de seu fundador, Somen “Steve” Banerjee, vivido por Kumail Nanjiani (de “Os Eternos”). Criada pelo própria Nanjiani em parceria com Robert Siegel (“Pam & Tommy”), a trama segue a trajetória de Banerjee desde que ele era um pobre imigrante indiano, passando pela criação do Chippendales no final da década de 1970 e culminando no envolvimento dele numa trama de assassinato. Embora a história de Banerjee não seja das mais conhecidas, alguns dos personagens que aparecem na série são bem famosos, como é o caso do falecido cineasta Peter Bogdanovich (“A Última Sessão de Cinema”), interpretado por Philip Shahbaz (“SEAL Team”), e da playmate Dorothy Stratten – vivida por Nicola Peltz (“Bates Motel”) – cujo assassinato pelo marido Paul Snider (Dan Stevens, de “Apóstolo”) rendeu várias manchetes em 1980. A direção é de Matt Shakman (“WandaVision”) e o elenco ainda conta com Annaleigh Ashford (“B Positive”), Juliette Lewis (“Yellowjackets”), Quentin Plair (“Roswell, New Mexico”), Robin de Jesus (“tick, tick… BOOM!”) e Andrew Rannells (“Black Monday”). | ECHO 3 | APPLE TV+ O thriller de ação estrelado por Luke Evans (“A Bela e a Fera”), Michiel Huisman (“Game of Thrones”) e Jessica Ann Collins (“A Hora Mais Escura”) envolve o sequestro de uma brilhante cientista americana na fronteira entre Colômbia e Venezuela, e a determinação de seu marido e seu irmão, ambos integrantes das forças especiais, de realizar um resgate arriscado, travando uma guerra explosiva contra terroristas no interior da floresta amazônica. A trama é inspirado no romance homônimo de Amir Gutfreund (“Valley of Tears”), que já rendeu uma série israelense, “When Heroes Fly”, e foi adaptada pelo roteirista Mark Boal (vencedor do Oscar por “Guerra ao Terror”), que já explorou uma missão de militares dos EUA na América do Sul no thriller “Operação Fronteira”, da Netflix. A direção dos primeiros episódios está a cargo do cineasta argentino Pablo Trapero (“O Clã”). | DECEIT | HBO MAX O true crime britânico traz Niamh Algar (“Raised by Wolves”) como uma policial envolvida numa investigação polêmica dos anos 1990. Ela é enviada disfarçada para obter evidências que garantiriam a condenação de um suspeito de assassinato. Mas ao usar a sedução para se aproximar, vê-se pressionada a ir além dos limites para cumprir a missão, criando controvérsia na Justiça e na mídia, que passou a considerar o caso a armadilha mais infame já realizada pela polícia do Reino Unido. Criada por Emilia di Girolamo (“Lei & Ordem: Reino Unido), a produção rendeu a Algar indicação ao BAFTA TV (o Emmy britânico) de Melhor Atriz, e também é estrelada por Eddie Marsan (“Ray Donovan”) e Harry Treadaway (“Mr. Mercedes”). | SANGUE E ÁGUA 3 | NETFLIX A produção adolescente de suspense, melodrama e romance da África do Sul retorna com um novo mistério para se afastar dos limites da escola de Ensino Médio que marcaram suas primeiras temporadas. Originalmente, a série da cineasta Nosipho Dumisa (da “janela indiscreta” sul-africana “Nommer 37”) acompanhava Puleng (Ama Qamata), uma jovem que se transferia para uma nova escola, frequentada pela elite, com o objetivo de investigar em segredo se uma aluna chamada Fikile (Khosi Ngema) era na verdade sua irmã, sequestrada ainda bebê – um crime que abalou sua família. Agora, o clima de “high school thriller” vira suspense de gente grande, envolvendo o desaparecimento da mãe de Fikile e a suspeita de que os responsáveis sejam os integrantes da mesma rede de sequestradores que a raptou na infância. Diante da inoperância da polícia, as jovens protagonistas e seus amigos decidem fazer suas próprias investigações, envolvendo-se em situações de muito mais perigo, ao se depararem com criminosos armados. | SOMEBODY | NETFLIX O novo suspense sul-coreano acompanha uma desenvolvedora de software antissocial, que se torna obcecada por um serial killer. Ao descobrir que ele usa o aplicativo de namoro que ela criou para selecionar seus alvos, ela desenvolve um crush mortal, identificando-se com a frieza do psicopata porque também finge ser quem não é para conviver na sociedade. Criada por Ji Wan Han (“Ghost Detective”), junta Kang Hae-Lim (“Live On”) e Kim Young-kwang (“Mission: Possible”) nos papéis principais. | REPÚBLICA SELVAGEM | HBO MAX A série alemã de fotografia primorosa acompanha um grupo de delinquentes juvenis obrigados a realizar atividades ao ar livre para ressocialização. Durante uma escalada nas montanhas dos Alpes, conduzida por instrutores e funcionários do serviço social, um membro do programa morre violentamente. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu e os jovens enfrentam uma decisão difícil. Devem esperar que as autoridades recuperem o corpo e investiguem o crime, podendo ser incriminados? Ou escapar e tomar seu destino em suas próprias mãos? Ao tomar uma decisão arriscada, a trama se torna uma luta pela sobrevivência em meio a situações inóspitas, que renderam comparações dos críticos alemães ao clássico “Senhor das Moscas”. Vale apontar que os episódios escritos por Jan Martin Scharf (criador de “Bárbaros”, da Netflix) e outros acabam num cliffhanger, mas a Deutsche Telekom, que produz a atração, ainda não sinalizou qual será o destino da produção. | MAGGIE, A VIDENTE | STAR+ A personagem do título é uma vidente de verdade, que ganha a vida fazendo previsões sobre o futuro das pessoas. Até que um dia, ao atender um cliente charmoso, descobre seu próprio futuro, ao ter uma visão de seu casamento com ele. A revelação tira seu chão e ela busca ajuda das amigas para lidar com o fato de que um desconhecido aleatório será seu marido. A comédia romântica com humor ácido e personagens carismáticos foi criada por Justin Adler e Maggie Mull, respectivamente criador e produtora de “Life in Pieces”, e traz a atriz Rebecca Rittenhouse (“Era uma Vez em… Hollywood”) como protagonista. | ENCANTADO’S | GLOBOPLAY A nova série da Globoplay é uma comédia sobre uma família negra, algo ainda raro de se ver nesse Brasil que a cada dia se revela mais racista. A atração se passa em Encantado, bairro que compõe a região do Méier, no subúrbio do Rio, onde dois irmãos dividem sua herança: um mercadinho do pai, que morreu recentemente. Enquanto ela se dedica a tocar o negócio que garante a sobrevivência da família, ele aproveita o espaço do mercadinho para realizar ensaios noturnos da escola de samba que também foi fundada por seu pai. Criada pelas estreantes Renata Andrade e Thais Pontes numa oficina para roteiristas negros da Globo, a atração destaca Luís Miranda (“Mister Brau”) e Vilma Melo (“Segunda Chamada”) como os protagonistas, e o veterano Tony Ramos (“Getúlio”) como um bicheiro de olho no mercadinho/quadra de samba. | QUE CHEGUE A VOCÊ – KIMI NI TODOKE | NETFLIX O anime clássico desembarca na Netflix de surpresa. Para quem não conhece, a história baseada no mangá shōjo (feminino) criado por Karuho Shiina e publicado desde 2005 gira em torno de uma secundarista introvertida, que por andar de cabeça baixa e com cabelos sobre o rosto é apelidada maldosamente de Sadako por seus colegas de classe – Sadako é a Samara original japonesa, do terror “O Chamado”. Com boatos de que ela é amaldiçoada, a jovem nunca consegue se aproximar de ninguém, até que o garoto mais popular da escola começa a falar com ela, permitindo que todos a vejam com outros olhos. O desenho original é da Nippon TV e foi produzido de 2009 a 2011, dividindo-se em duas temporadas de 38 episódios. Todos os capítulos foram disponibilizados pela Netflix. Além dessa série, a obra de Shiina também foi adaptada para o cinema, num filme live-action de 2010 do diretor Naoto Kumazawa (“O Hino do Coração”), e vai virar uma série live-action no ano que vem.
Globoplay vai lançar série sobre torcida do Corinthians
A Globoplay prepara uma série documental sobre a torcida do Corinthians. Intitulada “Sou Corinthians”, a atração será lançada na plataforma da Globo no próximo dia 15, véspera da comemoração de 10 anos da conquista do segundo título do Mundial de Clubes pelo time. Com quatro episódios, a série vai explorar como as vitórias e as crises enfrentadas pelo Corinthians contribuíram para formar sua torcida, conhecida pelo seu fanatismo. A produção vai contar com depoimentos de jogadores que participaram da vitória no Mundial, como Danilo, Emerson Sheik e o goleiro Cássio, além de grandes nomes da história da equipe como Rivellino, Neto, Wladimir e Walter Casagrande Jr. As entrevistas são comandadas pelos jornalistas Edgar Alencar e Victor Pozella, do núcleo de Esportes da Globo.
4ª temporada de “Você” ganha pôster e nova data de estreia
A Netflix divulgou um novo pôster da 4ª temporada de “Você” (You), que mostra Joe (Penn Badgley) em Londres, após seguir Marienne (Tati Gabrielle) até Paris. A arte também fez uma pequena correção da data de estreia dos novos episódios, que vão chegar em streaming um dia antes do previsto inicialmente. Detalhes de como Joe vai parar na capital inglesa ainda não foram revelados, mas ele virou um professor e aparentemente se tornou bem considerado na comunidade Acadêmica – os anos de atendente de livraria devem ter ajudado. A mudança de cenário também é acompanhada por um novo elenco coadjuvante. A plataforma confirmou nada menos que 14 atores novos na produção, com destaque para Ed Speelers (“Downton Abbey”), Lukas Gage (“Euphoria”), Tilly Keeper (“EastEnders”), Amy Leigh Hickman (“Safe”) e Charlotte Ritchie (“Call the Midwife”). Os novos episódios serão divididos em duas partes, com a primeira leva marcada para 9 de fevereiro e a segunda para o mês seguinte, em 9 de março de 2023. Não, Joe, as pessoas não estão flertando, é só o sotaque britânico mesmo. 🧢🩸 A primeira parte da temporada 4 de Você chega dia 9 de fevereiro e a segunda parte chega no dia 9 de março. pic.twitter.com/4VMg86Q4jI — netflixbrasil (@NetflixBrasil) November 24, 2022
Atriz de “Downton Abbey” vai estrelar série sobre ska inglês dos anos 1980
A atriz Michelle Dockery, conhecida pelo seu trabalho em “Downton Abbey” e “Good Behavior”, vai estrelar a série “This Town”, mais uma criação do prolífico roteirista Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”, “See” e “Taboo”). A série vai contar a história de uma família e de quatro jovens que são atraídos para o mundo do ska e do movimento antirracista das bandas da gravadora 2 Tone (fundada pelo tecladista Jerry Dammers do The Specials), que explodiram na Inglaterra em meio ao punk rock do final dos anos 1970 e início dos 1980, unindo jovens negros e brancos numa irmandade musical. “Este é um projeto muito próximo do meu coração”, disse Knight, em comunicado. “É sobre uma época que vivi e conheço bem e envolve personagens com quem sinto que cresci. É uma carta de amor para [as cidades de] Birmingham e Coventry, mas espero que pessoas de todo o mundo se identifiquem com ela.” Desenvolvida para a rede britânica BBC, a série chegou a considera o título “Two Tone” antes de adotar o nome de “This Town”, as primeiras palavras do hit “Ghost Town” (1981) da banda The Specials. Serão seis episódios, que contarão ainda com Nicholas Pinnock (“Marcella”) e David Dawson (“Meu Policial”) no elenco. Ainda não há previsão de estreia. Michelle Dockery será vista a seguir no thriller de ação “Boy Kills World”, estrelado por Bill Skarsgård (“It – A Coisa”), sem previsão de estreia. Steven Knight tem diversos projetos encaminhados, entre eles a minissérie “The Veil”, estrelada por Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”), e uma série sobre o mundo do boxe clandestino do final do século 19, ambas sem previsão de lançamento. Veja abaixo o clipe de “Ghost Town” e do hit “A Message to You Rudy” (1979), ska jamaicano clássico que virou hino da geração 2 Tone em gravação dos Specials.
Documentário de Flordelis terá capítulo extra na Globoplay
A equipe da série documental “Flordelis: Questiona ou Adora”, da plataforma Globoplay, gravou um episódio extra da atração nesta terça (22). O novo episódio vai mostrar o julgamento da ex-deputada, que chegou ao fim na semana passada com a condenação de Flordelis a 50 anos de prisão pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. A série está entre as mais vistas da plataforma da Globo. A realização de um episódio extra servirá para compensar uma deficiência em relação a uma produção concorrente. O caso ganhará outra série em breve, “Flordelis: Em Nome da Mãe”, que será lançada na HBO Max em dezembro. Esta atração pretendia trazer como diferencial justamente o acompanhamento do julgamento da ex-deputada. Flordelis ficou conhecida nacionalmente na década 1990 pela adoção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ela ganhou a mídia após adotar 37 crianças que estavam fugindo de um ataque na Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. A missionária pregava que a família era “seu bem maior”, e com esse discurso foi eleita deputada. O assassinato do pastor Anderson do Carmo aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. A ex-deputada recebeu pena de 50 anos e 28 dias de prisão pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio (por tentativas de envenenar a vitima), uso de documento falso (pelo plano de uma carta fraudada) e associação criminosa armada. Além disso, mais sete pessoas foram condenadas pelo crime, incluindo filhos biológicos, adotados e afetivos de Flordelis.
Trailer da Parte 2 de “La Casa de Papel: Coreia” destaca ação
A Netflix divulgou três novos pôsteres e o trailer legendado da Parte 2 de “La Casa de Papel: Coreia”. Repleta de ação, a prévia mostra o confronto entre os ladrões e a polícia, além de explorar as reviravoltas da trama. A adaptação da famosa série espanhola introduz contextos políticos coreanos à nova trama, ao se passar após uma imaginária unificação das Coreias. Replicando o que aconteceu na unificação da Alemanha, após o fim das fronteiras os antigos norte-coreanos reparam que continuam pobres, enquanto os milionários do Sul se tornam mais ricos. O desejo de ajuste de contas move o novo Professor e seu grupo, que resolvem tomar posse da fortuna do país num grande assalto. Em vez das célebres máscaras de Salvador Dali, os coreanos também adotam um disfarce diferente: Yangban, um dos 12 personagens tradicionais das máscaras usadas em celebrações de ruas pela população pobre coreana desde o século 12. Yangban representa um aristocrata que costuma ser objeto de zombaria na dança com máscaras. Muito apropriado, já que os ladrões pretendem atacar o sistema que sustenta os mais ricos. O elenco destaca Yoo Ji-tae (“Oldboy”) como o Professor, Park Hae-soo (“Round 6”) como Berlim, Jeon Jong-seo (“Em Chamas”) como Tóquio, Lee Won-jong (“Hand: The Guest”) como Moscou, Kim Ji-hun (“The Flower of Evil”) como Denver, Jang Yoon-ju (“Three Sisters”) como Nairóbi, Lee Hyun-woo (“To the Beautiful You”) como Rio, Kim Ji-hoon (“Voice”) como Helsinki, Lee Kyu-ho (“#Alive”) como Oslo e a sumida Kim Yunjin (de “Lost”) como Woo Jin, a versão sul-coreana da inspetora Raquel. Além destes, a Parte 2 vai incluir uma nova personagem na trama, a ladra Seul, vivida por Lim Ji Yeon (do filme “Spiritwalker: Identidade Perdida”). Os roteiros são assinados por Ryu Yong-jae (“Invasão Zumbi 2: Península”) e a direção é de Kim Hong-sun (das séries “Black” e “Voice”). Os novos episódios estreiam em 9 de dezembro.
Copenhagen Cowboy: Série do diretor de “Drive” ganha trailer da Netflix
A Netflix divulgou o trailer de “Copenhagen Cowboy”, nova série do cineasta dinamarquês Nicolas Winding Refn (de “Drive” e “Demônio de Neon”). A prévia destaca o conhecido estilo do diretor, que passou a assinar apenas NWR. São muitas cenas com iluminação neon, personagens estáticos e violência sangrenta, ao som de uma trilha eletrônica. O resultado é, caracteristicamente, mais parecido com um vídeo de moda que um trailer de série de ação. “Copenhagen Cowboy” é a segunda série da carreira de Refn, que em 2019 lançou a pouco vista “Too Old to Die Young”, estrelada por Miles Teller (“Top Gun: Maverick”), pela Amazon Prime Video, além de sua primeira dinamarquesa em 15 anos. A trama de neon noir gira em torno de uma jovem heroína chamada Miu (Angela Bundalovic, de “The Rain”) que trafega pelo submundo do crime de Copenhague. O elenco ainda destaca as estreantes Lola Winding Refn e Lizzielou Winding Refn, que são filhas do diretor, além de Zlatko Buric (“2012”), Mikael Bertelsen (“Superclásico”) e Per Thiim Thim (“Anti”). A estreia está marcada para 5 de janeiro.
Dead City: Série derivada de “The Walking Dead” ganha primeiro teaser
A plataforma AMC+ divulgou o primeiro teaser da série derivada de “The Walking Dead” focada em Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Maggie (Lauren Cohan). Intitulada “The Walking Dead: Dead City”, a série vai se passar na ilha de Manhattan, coração de Nova York, que será mostrada pela primeira vez no apocalipse zumbi. Na premissa adiantada pelos produtores, o lugar foi isolado do continente e, até recentemente, vinha se mantendo como um paraíso protegido dos zumbis. Com roteiro de Eli Jorné, responsável por vários capítulos de “The Walking Dead”, a nova produção vai mostrar a improvável dupla formada por Negan e Magge chegando à Manhattan, onde encontra um mundo paralelo e caótico. Além desse projeto, a trama de “The Walking Dead” também vai continuar num spin-off de Daryl (Norman Reedus) passado na França e numa terceira série centrada em Rick (Andrew Lincoln) e Michonne (Danai Gurira), que sumiram há algumas temporadas da série principal. A série principal, “The Walking Dead”, acabou no domingo passado (20/11) com um final sinaliza o começo das novas atrações. Ainda sem previsão de estreia, “Dead City” deve chegar em 2023, junto com o lançamento da AMC+ no Brasil.
Trailer de “Patrulha do Destino” introduz ameaça da 4ª temporada
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer legendado da 4ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol). A prévia destaca uma nova aparição do místico Willoughby Kipling (Mark Sheppard), que avisa aos heróis sobre a ameaça de um vilão chamado Immortus. Nos quadrinhos da DC Comics, o General Immortus vive há séculos estudando as guerras e sua longevidade tem relação com a aparência rejuvenescida da Patrulha do Destino. Por sinal, sua introdução deve servir para explicar porque alguns dos heróis continuam iguais a como eram há mais de meio século. A trama da 4ª temporada vai encontrar a equipe numa nova viagem no tempo e diante de sua iminente dizimação, quando precisará decidir de uma vez por todas o que é mais importante: sua própria felicidade ou o destino do mundo. Desenvolvida por Jeremy Carver (“The Exorcist”), a série é estrelada por April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o Ciborgue, além de Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Introduzida no terceiro ano como a supervilã Madame Rouge, Michelle Gomez (“Doctor Who”) também segue no elenco, agora como a versão regenerada de sua personagem. Os novos episódios vão estrear em 8 de dezembro nos EUA.
José Padilha faz acordo e encerra processo por lucros de “Narcos”
O diretor brasileiro José Padilha entrou em acordo e encerrou o processo que movia contra o produtor Eric Newman, sob a alegação de ter sido passado para trás na divisão dos lucros da série “Narcos”, da Netflix. Segundo informações do The Hollywood Reporter, o caso foi resolvido fora dos tribunais e não irá mais à julgamento em dezembro, como estava sendo previsto. No entanto, os detalhes do acordo são confidenciais e não deverão vir à publico. No processo aberto em agosto na Corte Superior de Los Angeles, Padilha alegava que o produtor estava ocultando milhões de dólares gerados pela série que ele desenvolveu para a Netflix. O acordo de Padilha lhe daria direito a metade de toda a receita gerada pela atração, incluindo bônus oferecidos pela empresa Gaumont Television. “Apesar de ter voluntariamente aceitado a confiança depositada nele pelos Autores, e em violação desta relação de confiança, Newman (tanto individualmente quanto em nome da sua produtora Spahn Ranch) fez com que os lucros de ‘Narcos’ fossem pagos única e diretamente aos Réus, sem fazer com que os Autores soubessem que essas receitas de ‘Narcos’ foram recebidas pelos réus”, afirma a queixa apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles. Em outras palavras, o produtor recebeu sozinho toda a renda de “Narcos” e não avisou para Padilha que havia recebido dinheiro a mais (sendo que metade desse dinheiro seria do brasileiro), apesar do contrato entre eles prever que “cada parte recebesse uma quantidade igual de Receitas Brutas em todos os momentos”. Padilha não foi a única pessoa que entrou com processo pelos lucros de “Narcos”. A executiva Katie O’Connell Marsh processou a Gaumont em 2018 por quebra de contrato, afirmando que também não recebeu a sua parte das receitas brutas geradas por “Narcos”, e ainda das séries “Hannibal”, “Hemlock Grove” e “F Is for Family”. “Narcos” foi exibida por três temporadas no streaming da Netflix, centrada no traficante colombiano Pablo Escobar, interpretado pelo ator Wagner Moura. Após este período, a série ganhou um derivado, “Narcos: México”, que durou mais três temporadas.
“The Walking Dead” quase teve um final bem diferente
A série “The Walking Dead” exibiu seu último episódio no domingo (20/11) com um desfecho que, além de encerrar a série, serviu de base para o início de diversas atrações derivadas, atualmente em desenvolvimento. Entretanto, a despedida da atração deveria ser bem diferente. O desfecho com (spoilers!) as aparições surpresas de Rick (Andrew Lincoln) e Michonne (Danai Gurira) não era a primeira opção dos realizadores, que acreditavam que os dois não estariam disponíveis para as gravações. Um final totalmente diverso chegou a ser gravado e, segundo o site Insider, mostrava uma grande passagem de tempo. Após a cena de Daryl pegando a estrada, a câmera avançaria para mostrar que aquela estrada conduzia à Atlanta. Em seguida, a câmera mostraria um van rodando pela Freedom Parkway, a mesma estrada que Rick atravessou à cavalo na 1ª temporada da série. Dentro da van, o público veria versões crescidas das crianças da série, como Judith, RJ, Hershel, Coco e Gracie, entre outras, numa missão para resgatar novos sobreviventes e levá-los para a segurança de suas comunidades. Desta forma, a série mostraria que as comunidades prosperaram e eles continuariam o legado de seus pais. Em certo momento, RJ enviaria uma mensagem pelo rádio, dizendo: “Se você consegue me ouvir, responda. Aqui quem fala é Rick Grimes”. RJ, claro, é a abreviatura de Rick Grimes Jr. A frase é uma referência direta a uma fala do pai do rapaz na 1ª temporada, após Rick sair do hospital em que despertava no mundo dos zumbis, e usar um rádio para tentar contato com a civilização. O episódio terminaria com alguém respondendo ao chamado de RJ com um “Alô?”. Esse final seria mais parecido ao adotado pelo escritor Robert Kirkman para encerrar a franquia nos quadrinhos. Porém, uma vez que os realizadores conseguiram agendar as gravações com Lincoln e Gurira (meses após as gravações principais já terem sido encerradas), essa versão do desfecho acabou descartada. O final oficial de “The Walking Dead” está disponível no Brasil entre os destaques atuais da plataforma Star+.
Wilko Johnson, roqueiro e ator de “Game of Thrones”, morre aos 75 anos
O músico Wilko Johnson, famoso guitarrista da banda britânica Dr. Feelgood e ator da série “Game of Thrones”, morreu na segunda-feira (21/11) aos 75 anos. Ele chegou a ser diagnosticado com câncer terminal, mas tinha superado a doença e viveu por uma década após ter recebido a sentença de morte natural. John Wilkinson, seu nome de batismo, nasceu em 12 de julho de 1947, em Canvey Island, uma cidade petroleira na Inglaterra. Ele estudou literatura anglo-saxônica na Universidade de Newcastle e trabalhou como professor antes de formar o Dr. Feelgood em 1971 com amigos locais. Em uma época de glamour extravagante e rock progressivo, eles tocavam uma versão de blues e R&B minimalista e raivosa, vestidos com ternos e gravatas baratos que os faziam parecer como “ladrões de banco de má qualidade”, conforme definiu o próprio Johnson certa vez. O visual “mod sem dinheiro” e o rock tocado de forma veloz e barulhenta chegou a ser chamado de “pub rock”, mas foi precursor do movimento punk e acabou inspirando muitas outras bandas, que impulsionaram a explosão punk do Reino Unido. Sua abordagem raivosa de rockabilly também foi o estopim de um revival do gênero. Com três álbuns influentes e um disco ao vivo estouradíssimo, eles estiveram à beira da fama global, chegando ao 1º lugar no Reino Unido com turnês marcadas pelos Estados Unidos e um contrato vultoso com a CBS Records. Mas tudo isso ruiu em 1977, quando Johnson saiu da banda em meio a atritos com o vocalista Lee Brilleaux, que morreu em 1994. Johnson disse mais tarde que se a banda tivesse sido capaz de seguir os pedidos de seus empresários para se comportarem, “tenho certeza de que seríamos multimilionários. Mas nós não conseguimos. Nós éramos de Canvey Island. Éramos apenas grandes amigos e nos separamos”. Apesar da separação, Dr. Feelgood continua na ativa até a morte do cantor, mas Wilko Johnson seguiu em frente. Passou a tocar na banda de Ian Dury, os Blockheads, antes de formar sua própria banda e uma base devota de fãs, principalmente no Reino Unido e no Japão. Além de música, Johnson também se arriscou como ator. Ele foi convidado e aceitou interpretar o personagem Ilyn Payne, um cavaleiro mudo que serve ao rei Baratheon (Robert e seu herdeiro Joffrey) em quatro episódios da série “Game of Thrones”, entre a 1ª e a 2ª temporada (2011-2012). Em 2012, Johnson foi diagnosticado com câncer de pâncreas e recebeu a notícia de que tinha pouco tempo de vida. A perspectiva da morte reviveu sua energia criativa. Ele recusou a quimioterapia e decidiu fazer uma turnê de despedida, gravando um álbum “final”, “Going Back Home”, com Roger Daltrey do The Who. “De repente, me vi em uma posição em que nada mais importava”, disse ele à Associated Press em 2013. “Normalmente, sou um miserável comum, que reclamava da cobrança de impostos e com todas as coisas com as quais nos preocupamos no cotidiano. E de repente nada disso importava mais. Você passa a andar na rua e se sentir intensamente vivo. ‘Oh, olhe para aquela folha!’ Você olha em volta e pensa: ‘Estou vivo. Não é incrível?’” Mas um fã do Dr. Feelgood, que também era especialista em câncer, surgiu em sua vida se oferecendo para lhe ajudar. Johnson aceito. Passou por uma cirurgia para remover seu tumor de quase três quilos, e anunciou em 2014 que estava livre do câncer. Ele lançou outro álbum, “Blow Your Mind” em 2018, e fez shows com sua Wilko Johnson Band até o mês passado. Ao saber da morte do colega, Roger Daltrey prestou uma homenagem. “Mais do que tudo, Wilko queria ser poeta”, escreveu ele no site oficial do The Who. “Tive a sorte de conhecê-lo e tê-lo como amigo. Sua música continua viva, mas não há como escapar da cortina final desta vez.” Lembre abaixo o pioneirismo de Dr. Feelgood com Wilko Johnson e a recente parceria mod do guitarrista com Roger Daltrey (tocando um clássico do repertório do Dr. Feelgood).
The Walking Dead: Série derivada de Daryl ganha primeiras fotos
O canal pago americano AMC divulgou as primeiras três fotos do spin-off de “The Walking Dead” focado no personagem de Daryl Dixon (Norman Reedus). Inicialmente, a série seria estrelada por Daryl e Carol, mas a atriz Melissa McBride acabou desistindo, deixando o parceiro sozinho na nova atração. A série vai se passar alguns meses após o final de “The Walking Dead”, que foi ao ar no domingo (20/11), com exibição pela plataforma Star+ no Brasil. A trama vai encontrar Daryl descobrindo que foi parar na França, após ser surpreendido e ficar desacordado numa emboscada, durante uma missão de reconhecimento. Ao chegar lá, ele deve encontrar não só um mundo novo, como pistas sobre o começo da pandemia, mutações e pesquisas de uma cura para a infecção que transforma os mortos em zumbis. Esses temas foram introduzidos na cena pós-créditos de “The Walking Dead: Um Novo Universo”, que revelou um laboratório francês coberto de pichações de que “os mortos nasceram aqui”. Na cena, um único cientista retorna ao local, mas é morto por um homem não identificado que revela que os cientistas franceses estão todos mortos ou presos. O atirador também os culpa por “tornar [o vírus] pior” em uma referência velada às variantes de zumbis. Além da série de Deryl, serão lançadas outras duas produções derivadas de “The Walking Dead”, centradas nos “casais” Rick e Michonne, e Negan e Maggie. Ainda não há previsão para a estreia dessas séries, que devem chegar ao Brasil por uma nova plataforma de streaming: AMC+, anunciada nesta terça (22/11).












