Cindy Williams, estrela de “Loucuras de Verão”, morre aos 75 anos
A atriz Cindy Williams, famosa por produções como “Loucuras de Verão” (1973), “A Conversação” (1974) e a série “Laverne & Shirley” (1976-83), morreu aos 75 anos, em Los Angeles. A informação foi confirmada pela família da artista nesta segunda-feira (30/1), Zak e Emily Hudson, filhos de Cindy, revelaram na noite de segunda (30/1) que a estrela morreu no último dia 25. A causa da morte não foi divulgada. “A morte de nossa gentil e hilária mãe, Cindy Williams, nos trouxe uma tristeza insuperável que nunca poderia ser verdadeiramente expressa”, diz o comunicado, assinado pela porta-voz da família, Liza Cranis. Cindy veio de uma família humilde. Sua mãe foi garçonete e seu pai trabalhou numa empresa de equipamentos eletrônicos. Ela e a família viveram em Dallas por mais de 9 anos, mas tiveram que se mudar por causa do histórico de confusões do seu pai alcoólatra. Depois de atuar em peças na escola, ela foi eleita a “garota mais engraçada da turma” – turma que incluía a futura estrela Sally Field (vendedora de dois Oscars, por “Norma Rae e Um Lugar no Coração”). Em seguida, se formou em Teatro na Los Angeles City College e lá começou a aumentar seu círculo de amigos. Para se sustentar, a jovem chegou a trabalhar de atendente em uma loja de panquecas e servia drinks na famosa boate Whisky a Go Go, onde atendeu celebridades como Jim Morrison e Joe Cocker. Em busca de trabalho como atriz, ela protagonizou dezenas de comerciais e fez pequenas participações em filmes como o trash “Beware! The Blob”, onde interpretava a mocinha devorada pelo monstro gosmento. As coisas começaram a mudar depois de “Loucuras de Verão” (1973), de George Lucas, onde desempenhou o principal papel feminino. “Eu me lembro de assistir o corte final ao lado de Harisson Ford e ele dizendo que o filme tinha ficado muito legal”, relembrou a atriz em entrevista ao programa “Today” em 2015, por ocasião do lançamento de seu livro de memórias. Graças a “Loucuras de Verão”, Cindy conquistou sua primeira – e única – indicação ao BAFTA (o Oscar britânico) na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Ela acabou perdendo o prêmio para Ingrid Bergman, por “O Assassinato No Expresso Oriente” (1974). A comédia de carros e rock’n’roll, passada em 1962, também foi um sucesso enorme entre o público de cinema e de rádio (a trilha com clássicos chegou a ganhar dois volumes) e conseguiu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Em seguida, Cindy trabalhou em outro longa indicado ao prêmio da Academia: “A Conversação” (1974), de Francis Ford Coppola, onde interpretou uma mulher em perigo. E podia ter se tornado ainda mais conhecida, porque fez teste para o papel de princesa Leia, de “Guerra nas Estrelas”, na esperança de voltar a trabalhar com o diretor de “Loucuras de Verão”. Ela acabou perdendo o personagem para Carrie Fisher, mas acabou encontrando outro papel marcante pelo qual passou a ser sempre lembrada: a Shirley da sitcom “Laverne & Shirley”. Em 1975, Cindy e Penny Marshall foram convidadas a aparecer num episódio da série “Happy Days”, pioneira das sitcoms nostálgicas, passada nos anos 1950. Na trama, elas participam de um encontro duplo com Fonzie (Henry Winkler) e Richie (Ron Howard, o namorado de Cindy em “Loucuras de Verão”), só que exibiram uma química inesperada e roubaram as cenas dos protagonistas. O produtor de “Happy Days”, Garry Marshall, imediatamente viu o potencial da dupla e desenvolveu um spin-off de “Happy Days” para contar a história de Laverne DeFazio e Shirley Wilhelmina Feeney, colegas de colégio, que dividiam um porão em Milwaukee e trabalhavam como operárias numa fábrica de bebidas. “Laverne & Shirley” estreou em 1º lugar na audiência em 26 de janeiro de 1976 e se tornou a série mais vista dos EUA entre 1977 e 1979. E um dos motivos do sucesso é que as atrizes se atiravam literalmente na trama. A sitcom – gravada diante de uma plateia de 450 pessoas – foi considerada a produção mais física do gênero desde “I Love Lucy” na era de ouro da TV, e exigia tanto de Penny e Cindy que elas foram homenageadas pela Associação dos Dublês dos EUA por sua capacidade de enfrentar desafios diante das câmeras. Em entrevista para a TV Academy Foundation, Cindy disse que o momento que mais sente orgulho de sua carreira foi “fazer 450 pessoas gargalharem”. “Eu lembro que fui muito feliz fazendo isso”, relembrou a artista. A série durou oito temporadas (até 1983), mas terminou sem Cindy no elenco. No final do sétimo ano, ela se casou com o ator e musicista Bill Hudson. Antes disso, ainda fez no cinema “E a Festa Acabou” (1979), continuação de “Loucuras de Verão”, e depois de alguns anos longe das telas devido ao nascimento de sua filha, retornou à TV como a mãe dos personagens de Dweezil Zappa e Moon Unit Zappa (os filhos do roqueiro Frank Zappa) na comédia “Normal Life” (de 1990). Ela ainda viveu outra mãe na comédia “Getting By” (1993-94) e engatou diversas participações em sitcoms, como “8 Regrinhas Básicas”, “Girlfriends”, “Sam & Cat” e “Estranho Casal”. Além disso, trabalhou atrás das câmeras, emplacando um grande sucesso como co-produtora da comédia “O Pai da Noiva” (1991), estrelada por Steve Martin, e sua sequência de 1995. Sua autobiografia, “Shirley, I Jest!: A Storied Life”, foi publicada em 2015. Sete anos depois, ela percorreu o país fazendo o show solo “Me, Myself & Shirley”, onde compartilhou memórias de sua carreira. Incansável, Cindy continuava trabalhando e chegou a completar a gravação da série musical “Sami”, que estreia em abril na Amazon Prime Video.
“Acapulco” é renovada para 3ª temporada
A Apple TV+ anunciou a renovação de “Acapulco”, série de comédia estrelada e produzida pelo comediante mexicano Eugenio Derbez, para sua 3ª temporada. A atração é inspirada pelo filme “Como se Tornar um Conquistador”, estrelado por Derbez em 2017, e foi desenvolvida por Austin Winsberg (criador de “Zoey e a Sua Fantástica Playlist”), Eduardo Cisneros (do fenômeno “Não Aceitamos Devoluções”) e Jason Shuman (que escreveu com Cisneros a comédia “Half Brothers”). A trama acompanha um jovem mexicano que consegue seu emprego dos sonhos em 1984, trabalhando num resort luxuoso na praia de Acapulco. Mas ele logo percebe que o trabalho é muito mais complicado do que imaginava, levando-o a questionar todas as suas crenças e morais. Curiosamente, esta premissa é apenas ligeiramente abordada no filme que inspirou a série – bem no começo, quando o amante latino do título internacional ainda estava em forma. A história de “Como se Tornar um Conquistador”, porém, era outra, acompanhando o protagonista já numa fase de ex-bonitão (Derbez), que precisa aprender a se virar após a mulher rica e mais velha com quem ele se casou há 25 anos resolve trocá-lo por um homem mais jovem. Derbez participa como narrador dos episódios, que se passam como um flashback da juventude de seu personagem, Máximo Gallardo. O papel do jovem Máximo é interpretado por Enrique Arrizon (“Aceleradas”). Veja abaixo o trailer da 2ª temporada.
Séries “Deixa Ela Entrar” e “Gigolô Americano” são canceladas
O canal pago americano Showtime anunciou o cancelamento das séries “Deixa Ela Entrar” (Let the Right One In) e “Gigolô Americano” (American Gigolo). As duas atrações eram baseadas em filmes e terminam após apenas uma temporada produzida. Além disso, a emissora decidiu não exibir a inédita “Three Women”, que já tinha sido totalmente gravada com Shailene Woodley (“Divergente”), Betty Gilpin (“GLOW”) e DeWanda Wise (“Jurassic World: Domínio”). Os cancelamentos vieram à tona durante o anúncio da fusão do canal com a Paramount+ nos EUA. Com a fusão, o Showtime passou a se chamar Paramount+ with Showtime. A mudança não afeta o mercado internacional. No Brasil, o conteúdo da Showtime já era oferecido pela Paramount+ desde 2021. Tanto “Deixa Ela Entrar” quanto “Gigolô Americano” foram lançados no país pela plataforma da Paramount Global. Durante a apresentação da fusão para o mercado norte-americano, nesta segunda (30/1), o CEO da Paramount, Bob Bakish, anunciou que a empresa “diminuirá o investimento de áreas com baixo desempenho e que representam menos de 10% de nossas visualizações. Já iniciamos conversas com nossos parceiros de produção sobre qual conteúdo faz sentido no futuro e quais programas têm potencial de franquia”. Adaptado do romance de mesmo nome de Lisa Taddeo, “Three Women” chegou ao Showtime após um leilão acirrado entre plataformas rivais. Segundo a Variety, a Paramount vai agora vender a série pronta para os antigos interessados no projeto. “Gigolô Americano” era baseada no filme de Paul Schrader de 1980 e trazia Jon Bernthal (o “Justiceiro” da Marvel) como Julian Kaye, profissional do sexo que foi vivido pelo então galã Richard Gere há 40 anos. A trama se passava 15 anos depois da história original, acompanhando o protagonista após sair da prisão pelo crime em que foi falsamente implicado. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista-produtor David Hollander, um dos principais escritores de “Ray Donovan”, que já tinha lidado com a indústria do sexo no longa “Censura Máxima” (2000). Mas ele foi demitido durante as gravações, após denúncia e investigação de mau comportamento nos sets, deixando o cargo de showrunner nas mãos de Nikki Toscano – que trabalhou em “Revenge”, “Bates Motel” e na recente “The Offer”. “Deixa Ela Entrar” adaptava o livro do autor sueco John Ajvide Lindqvist, que inspirou o filme original “Deixa Ela Entrar” (2008) e sua refilmagem “Deixe-me Entrar” (2010), estrelada por Chloe Moretz e assinada por Matt Reeves (o diretor de “Batman”). A história acompanha um pré-adolescente que, vítima de bullying de seus colegas de classe, encontra conforto na amizade com a garotinha estranha que acaba de se mudar para seu prédio. O detalhe é que a menina é uma vampira muito velha, embora aparente ter a mesma idade que ele, e sua chegada coincide com uma série de assassinatos sangrentos que começaram a abalar a população local. A série foi desenvolvida por Andrew Hinderaker, roteirista de “Penny Dreadful” e criador de “Away”, e enfatizava o relacionamento da vampira com seu “pai”, trazendo o ator mexicano Demián Bichir (“Mundo em Caos”) no principal papel adulto da trama. Já a menina era vivida por Madison Taylor Baez, a jovem Selena de “Selena: A Série”. A escalação com intérpretes latinos era completamente diferente das versões anteriores, mas as mudanças também atingiram o menininho loiro da adaptação original, que foi interpretado por um ator mirim negro, Ian Foreman (“Merry Wish-Mas”). O elenco também incluía a brasileira Fernanda Andrade (“A Filha do Mal”). Veja os trailers nacionais das duas séries canceladas.
HBO troca protagonistas de “My Brilliant Friend”. Veja primeira foto das novas Lenu e Lila
A HBO trocou as protagonistas de “My Brilliant Friend”. A primeira foto da 4ª e última temporada da série apresenta as novas intérpretes das amigas geniais da escritora Elena Ferrante. A atriz Alba Rohrwacher é a nova Elena Greco, a Lenu (vivida nas temporadas anteriores por Margherita Mazzucco), enquanto Irene Maiorino assume o papel de Lila Cerullo (que era interpretada por Gaia Girace). Um detalhe curioso é que Alba é irmã da cineasta Alice Rohrwacher, que dirigiu episódios da 2ª temporada. Alba Rohrwacher também é uma estrela aclamada na Itália, que já venceu a Copa Volpi de Melhor Atriz no Festival de Veneza por “Corações Famintos” (2014). Menos conhecida, Irene Maiorino atuou em “Gamorra: A Série” (2014-2021). A 4ª temporada completa a adaptação completa da Tetralogia Napolitana de Elena Ferrante, numa coprodução entre a HBO e a rede pública italiana Rai. A saga literária de Ferrante, que no Brasil ficou conhecida como “A Amiga Genial”, acompanha as amigas Lenu e Lila da infância à vida adulta, tendo como pano de fundo a história da Itália na metade final do século 20. O último volume se chama “História da Menina Perdida”. “Quando decidimos trazer para a tela a obra-prima de Elena Ferrante, a Tetralogia Napolitana, sabíamos que a história de Elena e Lila tinha que ser contada em sua totalidade. É emocionante e agridoce embarcar nesta quarta e última temporada”, disse Francesca Orsi, vice-presidente de programação da HBO na Itália, em comunicado oficial. “My Brilliant Friend” encerrou sua 3ª temporada em 27 de fevereiro de 2022 e os novos episódios ainda não tem previsão de estreia.
Adama Niane, ator de “Lupin”, morre aos 56 anos
O ator francês Adama Niane, que viveu um dos principais antagonistas da série “Lupin”, morreu no domingo (29/1), aos 56 anos. A causa da morte do artista, que viveu o ex-presidiário Léonard Kone na produção da Netflix, não foi informada. O protagonista de “Lupin”, Omar Sy, lamentou a morte do colega nas redes sociais: “Eu estendo minhas profundas condolências aos entes queridos de Adama Niane, um ator imenso, ao lado do qual tive a oportunidade e o prazer de atuar. Um homem de rara benevolência. Que sua alma descanse em paz.” Na série da Netflix, Kone foi um criminoso a serviço do vilão Hubert Pellegrini (Hervé Pierre). Nascido em Paris, Niane começou a trabalhar em produções televisivas nos anos 1990 e teve uma longa carreira como ator. Antes de “Lupin”, ele também se destacou na minissérie inglesa “The Last Panthers” (2015), que ficou conhecida por ter como trilha uma das últimas músicas de David Bowie. Entre seus trabalhos de cinema, destacam-se ainda os filmes “Baise-moi” (2000), “35 Doses de Rum” (2008), da premiada cineasta Claire Denis, “Um Amor Necessário” (2019), “Estranhos em Casa” (2019) e “Felicidade” (2020). Seu último papel foi na minissérie policial “L’île aux 30 Cercueils”, lançada em 2022 na França.
Criadores de séries canceladas acusam Warner Bros. Discovery de “ferir diversidade”
Os criadores e showrunners de “Tuca & Bertie”, “Gordita Chronicles” e “Whistleblower”, séries canceladas e excluídas do catálogo da HBO Max, acusaram a Warner Bros. Discovery de “ferir os trabalhadores e a diversidade”, uma vez que a maioria das atrações canceladas eram comandadas por minorias. A acusação foi feita por meio de uma carta aberta, publicada no site do WGA, o Sindicato dos Roteiristas dos EUA. “As baixas desta megafusão incluem inúmeros projetos criados por, apresentando e/ou centrados nas experiências de mulheres e pessoas de cor”, afirma o post, citando vários títulos que foram descartados pela empresa desde que David Zaslav assumiu o posto de CEO. A publicação cita como exemplos notáveis “’Batgirl’, um dos poucos filmes de super-heróis convencionais a apresentar uma atriz principal latina; ‘Full Frontal With Samantha Bee’, um dos poucos programas noturnos apresentados por mulheres; ‘Gordita Chronicles’, uma série sobre uma família de imigrantes dominicanos cuja showrunner era uma mulher latina; ‘Tuca & Bertie’, uma série animada com duas protagonistas dubladas por atrizes não brancas, e ‘Chad’, uma série sobre um adolescente iraniano nos EUA, criada e estrelada pela comediante iraniana-americana Nasim Pedrad”. Claudia Forestieri, criadora de “Gordita Chronicles”, falou na publicação que “eu entrei na televisão para combater os estereótipos negativos do mainstream a respeito das comunidades latinas e contar histórias como ‘Gordita Chronicles’, que apresenta uma jovem dominicana que imigra com sua família para Miami. A showrunner [Brigitte Muñoz-Liebowitz] e eu fizemos tudo ao nosso alcance para preparar a série para o sucesso, e a 1ª temporada foi regada com críticas positivas e fortes números de audiência”, explicou ela. “Mas após a fusão, a HBO Max recebeu um novo mandato de sua liderança da Discovery para cortar custos e ‘Gordita Chronicles’ foi cancelada apenas cinco semanas após a primeira exibição e agora será removida da plataforma. Os executivos do estúdio alegaram que o cancelamento refletia o ‘rebranding’ da HBO – por implicação, se distanciando de séries sobre famílias latinas. Essa fusão forneceu evidências bastante nítidas e imediatas de que a consolidação da indústria não apenas prejudica a diversidade e a inclusão, mas também pode contribuir para o apagamento dos latinos americanos.” Lisa Hanawalt, criadora de “Tuca & Bertie”, também se manifestou, afirmando: “eu originalmente criei ‘Tuca & Bertie’ para a Netflix, mas quando eles a cancelaram depois de apenas uma temporada, brigamos para que a série fosse para a rede Adult Swim da Warner. A série protagonizada por mulheres tinha sido um sucesso cult e uma queridinha da crítica – os executivos da Warner sabiam que precisava de apoio publicitário e tempo para aumentar os espectadores no espaço da animação adulta dominado por homens”, contou ela. Porém, segundo Hanawalt, o problema novamente foi o mesmo. “A fusão ocorreu pouco antes do lançamento da temporada mais recente, e quase todos que trabalhavam na equipe de marketing de ‘Tuca & Bertie’ foram demitidos. Em seguida, vários dos principais executivos do Adult Swim e HBO Max saíram em meio à turbulência. Os projetos de marketing planejados para promover a nova temporada não aconteceram. Então descobrimos que a série havia sido cancelada”, contou ela. “Já é mais difícil para programas centrados em mulheres, e essa fusão nos custou o apoio de que precisávamos para prosperar”. Por fim, Moisés Zamora também contou a sua experiência criando a série “Whistleblower”, “um drama focado em mulheres advogadas e defensoras que lutaram contra uma cultura de assédio sexual e corrupção nas forças armadas dos EUA, alcançando ganhos históricos após o assassinato da soldado mexicana-americana Vanessa Guillén em Fort Hood”. Zamora explicou que “após um processo de licitação com vários canais, vendi o ‘Whistleblower’ para a HBO Max em fevereiro de 2021. Durante o desenvolvimento, só recebemos elogios dos nossos executivos. As protagonistas eram três mulheres BIPOC [abreviação para negras, indígenas ou pessoas de cor], e era uma história que eu estava animado para contar. Apesar de tudo, a série foi cancelada logo após a fusão, antes de entrar em produção. A especulação da imprensa é que a nova empresa está se concentrando mais no que é visto como conteúdo voltado para o ‘americano médio’. Mas comunidades negras, asiáticas e latinas também são ‘americanos médios’”. A carta aberta do WGA denuncia “a série de fusões que nos trouxe até aqui – primeiro a fusão de US$ 85 bilhões da AT&T-Time Warner e depois a fusão de US$ 43 bilhões da WarnerMedia-Discovery”. “Cada uma prometeu criar um concorrente melhor, mas, em vez disso, deixou a entidade fundida sobrecarregada de dívidas e focada em cortar custos para racionalizar essas desastrosas decisões de negócios”, aponta o texto. “No entanto, a mania de fusões da mídia não mostra sinais de desaceleração; a última especulação da indústria é que a Comcast pode tentar adquirir a Warner Bros. Discovery”, continua a postagem. “Sem uma intervenção do governo, esse ciclo de consolidação reativa provavelmente continuará até deixar apenas três ou quatro empresas controlando todo o conteúdo, enquanto os criadores e consumidores de conteúdo pagam o preço por essas fusões dispendiosas”.
Phoebe Dynevor deixa “Bridgerton” e não aparecerá na 3ª temporada
A atriz Phoebe Dynevor, protagonista das duas primeiras temporadas de “Bridgerton”, não vai participar da próxima temporada da atração. A informação partiu da própria atriz, em entrevista ao site Variety. “Bem, eu fiz minhas duas temporadas”, disse ela quando questionada sobre seu futuro em “Bridgerton”. “Fiz o que queria com essa personagem e ela teve um ótimo arco. Se eles me chamarem de volta no futuro, quem sabe?” Em outra entrevista, desta vez para o site ScreenRant, Dynevor reforçou que “infelizmente não estou na 3ª temporada. Potencialmente no futuro. Mas a 3ª temporada, estou animada para assistir como espectadora”. Seu contrato previa apenas duas temporadas e agora ela se junta a Regé-Jean Page, intérprete do Duque de Hastings, na vida após a série. Primeiro a abandonar a atração, Page só foi contratado para uma temporada e decidiu não estender o acordo para aparecer em novos capítulos. A nova temporada também trará outra mudança. A nova showrunner, Jess Brownell, decidiu se focar nos personagens Colin (Luke Newton) e Penelope (Nicola Coughlan), pulando o terceiro livro da franquia de Julia Quinn. “Bridgerton” é uma adaptação das obras de Quinn. Depois de adaptar “O Duque e Eu”, o primeiro volume da saga literária, com foco em Daphne Bridgerton (Dynevor), a filha mais velha da família Bridgerton, e “O Visconde que Me Amava”, em que o solteiro mais cobiçado da temporada de bailes foi Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey), a 3ª temporada vai se focar em “Os Segredos de Colin Bridgerton”, o quarto livro. A mudança faz sentido no contexto da série, já que a relação dos dois teve mais desenvolvimento nas duas primeiras temporadas do que o arco de Benedict (Luke Thompson), foco do terceiro livro, “Um Perfeito Cavaleiro”. Além disso, no último episódio da 2ª temporada, Penelope ouviu Colin dizer que jamais se casaria com ela, gancho clássico de trama romântica. “Como assistimos a esses dois atores em nossas telas desde a 1ª temporada, já estamos investidos neles. Sabemos quem eles são como pessoas”, disse Brownwell à Variety. “Eu sinto que, especialmente na última temporada, há esses momentos de tensão entre eles, em que Colin quase percebe que Penelope sente algo por ele, mas não chega lá. Em vez de deixar essa dinâmica de lado, queríamos empurrá-la para a 3ª temporada. Realmente parecia o momento perfeito para começar.” A 3ª temporada de “Bridgerton” ainda não tem previsão de estreia. Mas o público poderá ver Phoebe Dynevor em outras produções, como no drama “Fair Play”, vendido recentemente para a Netflix pelo valor de US$ 20 milhões, e a comédia “The Threesome”, sobre um casal que decide fazer sexo a três. Nenhum dos dois filmes tem data de lançamento definida.
Pais de vítimas querem processar Netflix pela série sobre incêndio na boate Kiss
Um grupo de pais de vítimas do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, pretende processar a Netflix pelo lançamento de “Todo Dia a Mesma Noite”, série dramática sobre a tragédia. O incêndio, que completou dez anos na última sexta (7/1), deixou 242 mortos e mais de 600 feridos. “Nós fomos pegos de surpresa, ninguém nos avisou, ninguém nos pediu permissão”, disse o empresário Eriton Luiz Tonetto Lopes, coordenador do grupo de pais, ao jornal gaúcho Zero Hora. Ele perdeu a filha Évelin Costa Lopes, de 19 anos, na tragédia. “Nós queremos saber quem está lucrando com isso. Não admitimos que ninguém ganhe dinheiro em cima da nossa dor e das mortes dos nossos filhos”, acrescentou. Ao todo, mais de 40 pais se juntaram para tomar uma medida contra a plataforma, em protesto contra a transformação da tragédia em entretenimento. Segundo a advogada da causa, Juliane Muller Korb, as famílias não são contra documentários (como a Globoplay também lançou na semana) ou obras jornalísticas, mas se opõem à forma como a Netflix lidou com a história. “A comercialização da tragédia incomodou muitos. A morte de pessoas vai gerar lucro à Netflix”, disse a representante à imprensa. Segundo ela, alguns pais voltaram a ter crise de ansiedade e de pânico só por ver o trailer sendo exibido na televisão. A série é baseada no livro de mesmo nome, escrito pela jornalista Daniela Arbex, e mistura realidade e ficção ao acompanhar a história de quatro familiares específicos, todos interpretados por atores. Curiosamente, o protesto dos 40 pais não conta com apoio da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, criada para representar todas as vítimas do incêndio em 2013. Essa associação emitiu uma nota defendendo a série. “A produção não retrata de forma individual os 242 jovens assassinados, mas sim um recorte das quatro famílias de pais que foram processados. Todos familiares de vítimas e sobreviventes retratados por personagens da obra estavam cientes e em concordância. Além disso, reiteremos que não estamos movendo nenhum processo contra as produções, nem pretendemos, por acreditarmos na potência das produções na luta por justiça e a luta por memória”, diz o comunicado da entidade.
Annie Wersching, atriz de “24 Horas” e “Star-Trek: Picard”, morre de câncer aos 45 anos
A atriz americana Annie Wersching, que teve destaque na série “24 Horas”, morreu neste domingo (29/1) aos 45 anos, por complicações de um câncer diagnosticado em 2020. Wersching surgiu pela primeira vez nas telas num episódio de 2003 de “Star Trek: Enterprise” e rapidamente chamou atenção pela aparência marcante. Ruiva e sardenta, ela começou a ser vista em diversas atrações nos anos seguintes, de “Angel: O Caça-Vampiros” a “Sobrenatural”. A carreira da atriz mudou de status em 2009, quando ela foi escalada no papel da agente do FBI Renee Walker em “24 Horas”. Assumindo o segundo papel mais importante da 7ª temporada, ela dividiu o protagonismo dos episódios com Keefer Sutherland, e voltou a aparecer no 8º ano para encenar a morte de sua personagem num dos últimos capítulos da série, encerrada em 2010. Depois disso, Wersching passou a interpretar mais papéis constantes. Entre as participações recorrentes, destacam-se a 6ª e 7ª temporadas de “The Vampire Diaries”(2015-16), em que viveu a mãe vampira dos irmãos protagonistas. A atriz também teve papéis recorrentes em “Bosch” (entre 2014 e 2021), “Timeless” (2017-18) e “Rookie” (2019-22), e protagonizou as três temporadas de “Fugitivos da Marvel” (Runaways, 2017–19), na pele de uma das mães malignas dos jovens heróis da trama. Sua última personagem fechou um círculo, trazendo-a de volta à franquia “Star Trek” como a Rainha Borg da 2ª temporada de “Picard”, exibida em 2022. Além das séries que a tornaram conhecida, Wersching fez alguns aparições pequenas no cinema e trabalhou na indústria dos videogames. Seu desempenho mais famoso nesse meio foi como Tess no jogo original de “The Last of Us”. A atrize Jeri Ryan, que trabalhou com ela em “Picard”, lamentou a perda nas redes sociais. “Que luz linda e brilhante perdemos hoje. Tive muita sorte de ter tido a chance de trabalhar e brincar com a incrível Annie Wersching. Meu coração se parte por sua linda família e por todos que tiveram a sorte de conhecê-la.”
“A Misteriosa Sociedade Benedict” é cancelada após duas temporadas
A Disney+ cancelou “A Misteriosa Sociedade Benedict”, série de aventura infantil estrelada por Tony Hale (de “Veep”), que teve duas temporadas em streaming. A notícia chega mais de um mês após o final da 2ª temporada e foi revelada pelo co-criador Phil Hay e o astro da atração nas redes sociais. “Queridos amigos, a 2ª temporada marcará o fim da jornada de ‘A Misteriosa Sociedade Benedict’ na Disney+. Amamos todos que ajudaram a tornar essa experiência verdadeiramente especial e fazê-la um evento de afirmação de vida. Sem arrependimentos – muito orgulhoso do que fizemos!”, Hay escreveu. “A beleza do streaming é que o programa vive no Disney+ e você pode encontrá-lo sempre que quiser. Alerta de spoiler sobre como a história termina: as crianças ficam amigas para sempre.” Baseada no romance best-seller de Trenton Lee Stewart, a série seguia a história de quatro órfãos talentosos que, após vencerem uma competição por uma bolsa de estudos, são selecionados e recrutados pelo excêntrico Sr. Benedict (Tony Hale) para salvar o mundo de uma crise global conhecida como “A Emergência” – e de seu irmão gêmeo do mal. Desenvolvida pelos roteiristas Phil Hay e Matt Manfredi (ambos de “Policial em Apuros”) e com direção do cineasta James Bobin (“Os Muppets”), a série destacava também um elenco mirim formado por Emmy DeOliveira (“Flacked”), Seth Carr (“Esquadrão de Cavaleiros”), a pequena russa Marta Kessler (“Survive”) e o estreante Mystic Inscho, além de Kristen Schaal (“O Último Cara da Terra”) como a professora responsável por selecioná-los. “Difícil dizer adeus à ‘A Misteriosa Sociedade Benedict’, mas estou incrivelmente agradecido à Disney TV Studios e Disney+ por nos permitir duas temporadas desta linda história escrita por Trenton Stewart”, Tony Hale escreveu em seu Instagram, ao lado de uma foto do elenco. Dear friends- season 2 will mark the end of THE MYSTERIOUS BENEDICT SOCIETY’s journey on Disney+. We love everyone who helped make this truly special and indeed life-affirming experience happen. No regrets- so proud of what we made! (1/3 ) — Phil Hay (@phillycarly) January 29, 2023 So grateful to every one of you who who made a place for our show in your home & heart. From author @TrentonLeeStew1 to geniusii @MrTonyHale & @kristenschaaled to our partners @toddzer1 & @DSwim & writers to the kids, their families, 20th, D+, our whole cast & crew ..(2/3) — Phil Hay (@phillycarly) January 29, 2023 You made it wonderful and we loved every minute. The beauty of streaming is that the show lives on Disney+ and you can find it whenever you want to visit. Spoiler alert for how the story ends: the kids stay friends forever. ❤️❤️❤️❤️ — Phil Hay (@phillycarly) January 29, 2023 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tony Hale (@mrtonyhale)
Séries: Produções sobre a Boate Kiss marcam estreias da semana
A lista de estreias serializadas da semana destaca duas atrações sobre o incêndio da Boate Kiss: uma obra com atores na Netflix e uma produção documental na Globoplay. Ambas lembram a fatídica festa que resultou em centenas de mortos e também a impunidade, com a busca por justiça dos parentes e amigos das vítimas da tragédia gaúcha, que completa uma década nesta sexta (27/1). A programação também é marcada pela estreia de diversas séries novas de fantasia juvenil, com fantasmas, lobisomens, multiverso e super-heróis. Mas também há produções adultas, inclusive um comédia estrelada por ninguém menos que Harrison Ford. Confira abaixo 10 novidades para acompanhar nesse fim de semana. | TODO DIA A MESMA NOITE | NETFLIX A minissérie recria, de forma dramática, uma das maiores tragédias da história do Brasil: o incêndio na Boate Kiss, que matou 242 pessoas em Santa Maria, Rio Grande do Sul, em 2013. A produção adapta o livro homônimo da jornalista Daniela Arbex sobre a história dos sobreviventes e dos familiares dos jovens mortos na tragédia. A escritora é consultora de roteiro dos cinco episódios, que foram escritos por Gustavo Lipsztein (“O Paciente – O Caso Tancredo Neves”) e dirigidos por Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”). O elenco inclui Erom Cordeiro (“Filhas de Eva”), Paulo Gorgulho (“Segunda Chamada”), Leonardo Medeiros (“A Menina que Matou os Pais”), Thelmo Fernandes (“Sob Pressão”), Bianca Byington (“Boca a Boca”), Débora Lamm (“Amor de Mãe”), Flavio Bauraqui (“Pureza”), Laila Zaid (“Orgulho e Paixão”), Bel Kowarick (“O Rebu”), Nicolas Vargas (“Desalma”) e vários atores gaúchos. O incêndio na Boate Kiss aconteceu em 27 de janeiro de 2013 causado pelo uso de um artefato pirotécnico em ambiente fechado. Além de custar a vida de 242 pessoas, deixou outras 680 feridas. Segundo as investigações, a casa noturna funcionava com mais gente do que a capacidade permitida. Dez anos depois, a luta por justiça continua. | BOATE KISS – A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA | GLOBOPLAY Além da a versão ficcional do incêndio da Boate Kiss na Netflix, o aniversário de uma década da tragédia também inspirou uma produção documental da Globoplay. São cinco episódios, em que o jornalismo da Globo se debruça sobre as causas da enorme fatalidade e acompanha a repercussão do caso junto às famílias das vítimas e as autoridades locais. A obra traz entrevistas com familiares e sobreviventes, além de imagens da cobertura da imprensa, de celulares das vítimas e áudios que os serviços de emergência receberam na tragédia – que neste sábado (27/1), completa 10 anos. O documentário é produzido e narrado por Marcelo Canellas, jornalista da TV Globo formado pela Universidade Federal de Santa Maria e que desde o início esteve próximo do caso por sua trajetória pessoal na cidade. | FALANDO A REAL | APPLE TV+ A série de comédia traz Jason Segel (“How I Met Your Mother”) como um terapeuta que se encontra em luto pela morte da esposa, e durante um surto começa a quebrar as regras e a dizer a seus clientes exatamente o que pensa. Ignorando seu treinamento e ética, ele se vê fazendo grandes mudanças na vida das pessoas – incluindo na sua – para preocupação de seu mentor, vivido por Harrison Ford (“Star Wars: O Despertar da Força”). Ford interpreta o Dr. Phil Rhodes, um psicólogo realista e pioneiro em terapia cognitivo-comportamental, que também enfrenta seus próprios problemas, tendo sido recentemente diagnosticado com Parkinson. A atração foi criada por Bill Lawrence e Brett Goldstein, produtores de “Ted Lasso”, e pelo próprio Segel, e o elenco ainda conta com Christa Miller (“Scrubs”), Jessica Williams (“Love Life”), Michael Urie (“Um Crush para o Natal”), Luke Tennie (“Players”) e Lukita Maxwell (“Generation”). A equipe ainda conta com o cineasta James Ponsoldt, que dirige episódios da série após comandar Segel no drama “O Fim da Turnê” (2015). | GUERREIRAS | NETFLIX A minissérie francesa se passa em 1914, um mês após a França ingressar na 1ª Guerra Mundial, quando as mulheres se tornaram maioria nas cidades e passaram a ocupar postos antes impossíveis. A trama acompanha quatro protagonista, uma prostituta, uma gerente de fábrica, a madre superiora de um convento transformado em hospital e uma enfermeira feminista. Apresentadas individualmente, elas logo se cruzam na luta em meio à luta pela sobrevivência diante da invasão alemã. Com forte doses de melodrama, a série criada por Cécile Lorne (“H24”) é estrelada por Audrey Fleurot (“Intocáveis”), Julie De Bona (“Dias de Glória”), Camille Lou (“Mimadinhos”), Sofia Essaïdi (“Nostalgia”) e ainda destaca a veterana Sandrine Bonnaire (“O Acontecimento”). | LOCKWOOD & CO. | NETFLIX A série sobrenatural que fez a atriz Ruby Stokes abandonar “Bridgerton” é baseada na franquia literária de Jonathan Stroud e segue um trio de caça-fantasmas juvenis de Londres, cidade onde apenas os caçadores de fantasmas mais habilidosos se aventuram para combater espíritos malignos. Stokes vive uma das três protagonistas: Lucy Carlyle, uma jovem dotada de poderes psíquicos, que encontra emprego com Anthony Lockwood e George Karim numa agência semi-amadora de detecção paranormal. Em meio a um mercado dominado por adultos, a empresa comandada pelos jovens tem um único e importante propósito: desvendar um grande mistério que mudará para sempre o curso da História – ou, ao menos, justificará suas carreiras nessa indústria competitiva. Escrita, produzida e dirigida por Joe Cornish, diretor de “O Menino que Queria Ser Rei” e roteirista de “Homem-Formiga”, a atração também conta com o estreante Cameron Chapman e Ali Hadji-Heshmati (“Holby City”) no elenco central, respectivamente nos papéis de Lockwood e Karim. | WOLF PACK | PARAMOUNT+ A nova série de lobisomens do criador de “Teen Wolf” ´r sinfdestaca em seu elenco Sarah Michelle Gellar (a eterna “Buffy: A Caça-Vampiros”) e o brasileiro Rodrigo Santoro (“Westworld”). Santoro interpreta um guarda florestal dedicado a proteger o meio-ambiente, que é pai adotivo de dois adolescentes que testemunharam o ataque de uma criatura assassina durante um incêndio florestal. Quando uma investigadora começa a buscar pistas sobre o ataque, ele passa a ajudá-la, guardando segredo do que houve com os filhos. O elenco inclui os jovens Armani Jackson (“O Último Caçador de Bruxas”), Bella Shepard (“The Wilds”) e os estreantes Chloe Rose Robertson e Tyler Lawrence Gray em papéis centrais. Além de estrelar, Gellar é coprodutora da atração, que não é um spin-off de “Teen Wolf”, mas adaptação de uma coleção de livros de Edo Van Belkom. Sem gerar empolgação, a série foi considerada fraca pela crítica americana, com apenas 33% de aprovação no Rotten Tomatoes. | EXTRAORDINÁRIA | STAR+ A comédia britânica de fantasia se passa num mundo onde todos tem superpoderes, exceto Jen, que lembra Mirabel (de “Encanto”) esperando seu poder aparecer. Como o poder não surge, ela sente-se ficando pra trás, num emprego sem futuro e com um ficante voador que não tem intenção de comprometer. Para sua sorte, Jen tem uma amiga otimista, Carrie, que a impede de cair na autopiedade. Jen divide um apartamento com essa amiga e o namorado dela, além de um gato de rua, e todos – inclusive o gato, que se transforma em garoto – tentam confortá-la, enquanto ela tenta despertar seu possível superpoder. Bem mais divertida que a premissa indica, a atração criada por Emma Moran (“Have I Got News for You”) e produzida por Sid Gentle (“Killing Eve”) destaca Máiréad Tyers (“Belfast”) como Jen, Sofia Oxenham (“Cursed: A Maldição do Lago”) como Carrie, Bilal Hasna (“Screw”) como o namorado Kash, e Luke Rollason (“Jack”) como o gato, e já estreou renovada para 2ª temporada. | MILA NO UNIVERSO | NETFLIX A série de aventura e sci-fi juvenil acompanha Mila (Laura Luz) que em seu 16º aniversário descobre um artefato que pode levá-la a universos paralelos. Com o poder de alterar realidades em mãos, a jovem embarca numa jornada para encontrar com sua mãe Elis (Malu Mader), que sumiu após descobrir a existência de múltiplos universos – passando a ser perseguida por um grupo misterioso chamado ‘Os Operadores’”. A história lembra uma mistura de “Loki” com “Uma Dobra no Tempo”, sem um quinto do orçamento dessas produções. O elenco de “Mila no Multiverso” também conta com a modelo Yuki Sugimoto (Juliana), o cantor Dani Flomin (Pierre) e o ator João Victor (Vinícius), além de participações de Danilo de Moura (“Esposa de Aluguel”), Felipe Montanari (“Garota da Moto”), Amanda Lyra (“Tea For Two”) e Rafaela Mandelli (“Desnude”), entre outros. | EXPRESS 2 | LIONSGATE+ A criação do espanhol Iván Escobar, responsável pelo sucesso “Vis a Vis”, gira em torno de uma equipe especializada em resolver casos de sequestros-relâmpago. Após ser vítima desta modalidade de crime, a psicóloga criminal Bárbara e sua família tentam resolver novos casos toda a semana. Maggie Civantos, que estrelou “Vis a Vis” e “As Telefonistas”, tem o papel principal. Na 2ª temporada, ela descobre que os sequestros relâmpagos são apenas a ponta do iceberg de uma indústria construída e sustentada pelo medo. E que a empresa que os emprega, Zentral Risk, é um dos principais participantes de um sistema de corrupção abrangente e generalizado que continua a colocar a vida de sua família em risco. | O IMORTAL | HBO MAX O thriller espanhol se passa no submundo do crime de Madri durante os anos 1990, quando controle do tráfico e das boates estavam nas mãos da gangue Los Miami, cuja mera menção gerava pânico. “O Imortal” era o chefão de todos eles. Cheia de ação, tensão e violência, a série é uma recriação de seu reinado de terror. Inspirado em fatos reais, o projeto foi concebido pelo produtor José Manuel Lorenzo (“Sem Notícias de Deus”) e traz Álex García (“Sagrada Família”) no papel-título. O elenco ainda inclui Jon Kortajarena (“Alto Mar”), María Hervás (“A Família Perfeita”), Claudia Pineda (“Desejo Sombrio”) e a cantora Chanel Terrero (“Cupido”)
Criadora de “Killing Eve” desenvolve série de “Tomb Raider” para a Amazon
A roteirista, produtora e atriz Phoebe Waller-Bridge (criadora de “Fleabag” e “Killing Eve”) está desenvolvendo uma série baseada no game “Tomb Raider” para a plataforma Prime Video. O projeto, que está em fase de desenvolvimento, é resultado de um novo contrato da artista com o Amazon Studios, firmado na quinta-feira (26/1). Waller-Bridge não planeja estrelar a adaptação, que já gerou versões de cinema estreladas por Angelina Jolie (“Lara Croft: Tomb Raider” e “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida”) e Alicia Vikander (“Tomb Raider: A Origem”), além de uma série anime dublada por Hayley Atwell na Netflix. Além de escrever, Waller-Bridge vai produzir a nova série, que se soma a outro projeto da artista em desenvolvimento na Amazon: “Sign Here”, baseada no livro homônimo de Claudia Lux. Phoebe Waller-Bridge é uma das roteiristas-atrizes-produtoras mais premiadas da atualidade, tendo vencido prêmios como Emmy, BAFTA, Globo de Ouro, entre muitos outros. Como atriz, ela será vista a seguir nos filmes “Indiana Jones e a Relíquia do Destino”, que chega aos cinemas em junho, e “Imaginary Friends”, com estreia marcada para maio de 2024.
“The Last of Us” é renovada para 2ª temporada
A HBO anunciou a renovação de “The Last of Us”, após a série quebrar recordes de audiência nos EUA. Ao atualizar os números de exibição, o canal informou que o episódio de estreia ultrapassou 22 milhões de telespectadores no mercado interno, desde seu lançamento na noite de 15 de janeiro. Os dados incluem o público da HBO Max. Segundo o canal, o público deve ser ainda maior ao final da contabilização do segundo capítulo, que vem registrando o “maior crescimento de audiência numa segunda semana entre todas as séries dramáticas na história da HBO”. A atração também está sendo bastante elogiada pela crítica e, atualmente, tem uma aprovação de 97% no site Rotten Tomatoes. Baseada num game criado por Neil Drukmann e adaptado por Craig Mazin (“Chernobyl”), a série se passa no mundo pós-apocalíptico depois que uma pandemia de fungos destruiu quase toda a civilização, afetando o cérebro dos infectados a ponto de torná-los monstros. “Craig e Neil, ao lado da produtora Carolyn Strauss, e o restante de nosso elenco e equipe fenomenais, redefiniram o gênero com sua temporada de estreia magistral de ‘The Last of Us’”, disse Francesca Orsi, vice-presidente executiva de programação da HBO, em comunicado. “Depois de realizar esta 1ª temporada inesquecível, mal posso esperar para ver esta equipe se destacar novamente na 2ª temporada.” Apesar da executiva elogiar toda a temporada, o público só viu até agora os dois primeiros capítulos. Mas a opinião geral, registrada nas redes sociais, parece concordar com os elogios de Orsi. “Sinto-me humilde, honrado e francamente impressionado com o fato de tantas pessoas terem sintonizado e se conectado com nossa releitura da jornada de Joel e Ellie. A colaboração com Craig Mazin, nosso incrível elenco e equipe, e a HBO superou minhas já altas expectativas”, acrescentou o produtor executivo Druckmann. “Agora temos o prazer absoluto de poder fazer isso novamente com a 2ª temporada! Em nome de todos da Naughty Dog e PlayStation, obrigado!” “The Last of Us” segue o contrabandista Joel (o astro de “The Mandalorian”, Pedro Pascal), contratado para levar Ellie (Bella Ramsey, de “Game of Thrones), uma adolescente de 14 anos que pode representar a cura da infecção, de uma zona de quarentena para uma organização que trabalha para acabar com a pandemia. Mas o que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e de partir o coração, conforme os dois atravessam os Estados Unidos e passam a depender cada vez mais um do outro para sobreviver. O elenco também inclui Gabriel Luna (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), Nico Parker (“Dumbo”), Murray Bartlett (“The White Lotus”), Merle Dandridge (“The Flight Attendant”), Anna Torv (“Mindhunter”), Jeffrey Pierce (“Castle Rock”), Nick Offerman (“Parks and Recreation”) e Storm Reid (“Euphoria”). Para a adaptação, Craig Mazin se juntou ao próprio criador do game, Neil Druckmann, e alinhou um trio de cineastas consagrados em festivais internacionais para a edição dos episódios: o russo Kantemir Balagov (premiado no Festival de Cannes de 2019 por “Uma Mulher Alta”), a bósnia Jasmila Žbanić (de “Quo Vadis, Aida?”, drama vencedor do Spirit Award de Melhor Filme Internacional) e o iraniano Ali Abbasi (Melhor Direção da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2018 pelo perturbador “Border”, também conhecido como “Gräns”). Assista abaixo ao trailer da série.











