Séries derivadas de X-Men têm pilotos encomendados
A Fox encomendou o piloto de duas séries derivadas do universo dos quadrinhos dos X-Men, baseadas nos personagens Legião e Clube do Inferno. O anúncio indica que Marvel e Fox conseguiram entrar em acordo, após diversas brigas de bastidores – com a Marvel cancelando a revista do Quarteto Fantástico para não promover o filme do estúdio rival. Para demonstrar o apaziguamento, as séries serão produzidas pelo cineasta Bryan Singer, o roteirista Simon Kimberg e a produtora Lauren Shuler Donner (todos da franquia “X-Men”) em parceria com o executivo da Marvel Jeph Loeb (“Agents of SHIELD” e “Demolidor”). A série “Legion” (título original) vai contar a história de David Haller, diagnosticado como esquizofrênico, que após passar por vários hospitais psiquiátricos começa a acreditar que as vozes e as visões que o perseguem são reais. E são mesmo, pois, na verdade, ele é filho do mutante Charles Xavier, fundador dos “X-Men” e um dos maiores telepatas do mundo. O filho esquizofrênico do Professor X foi criado por Chris Claremont (responsável pelos quadrinhos originais de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) em 1985, na revista dos Novos Mutantes. Mas a série deve ter como base a revista “X-Men Legacy”, que explora melhor o personagem. O episódio piloto de “Legion” será escrito por Noah Hawley (criador da série “Fargo”) para o canal pago FX. A outra série, “Hellfire”, vai se focar no Clube do Inferno, sociedade de supervilões milionários, também criada por Chris Claremont, que encontrou sua inspiração num episódio da série britânica dos anos 1960 “Os Vingadores”. Assim como naquela série e no filme “X-Men: Primeira Classe” (2011), que apresentou o grupo no cinema, o piloto também vai se passar nos anos 1960. A trama acompanhará um jovem agente especial que investiga uma mulher com habilidades extraordinárias que trabalha para uma sociedade clandestina de ricaços. “Hellfire” está sendo desenvolvido pelos roteiristas Patrick McKay e JD Payne (ambos envolvidos no remake de “Flash Gordon”). E, além dos executivos citados de “X-Men” e da Marvel, contará com produção de Evan Katz e Manny Coto (ambos da série “24 Horas”) para o canal Fox. Os dois pilotos precisam ser aprovados para “Legion” e/ou “Hellfire” virarem série.
Comédia O Casamento do Meu Melhor Amigo vai virar série
A rede americana ABC encomendou o roteiro de uma série baseada na comédia romântica “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, sucesso estrelado por Julia Roberts, Dermot Mulroney e Cameron Diaz em 1997. Segundo o site Entertainment Weekly, a ideia é mostrar na série o que acontece após o fim do filme, quando, sem conseguir sabotar o casamento do ex-namorado (Mulroney), Julianne (personagem de Julia) parte com seu amigo gay George (Rupert Everett) de volta para Nova York. O roteirista do filme, Ron Bass, está desenvolvendo a atração com Jessica Amento (atriz de “Sonny Entre Estrelas”), e a série será produzida pelo casal Jerry Zucker e Janet Zucker, produtores do longa original. Para virar série, o roteiro precisa ganhar sinal verde para se tonar um piloto, que, após gravado, passará novamente por aprovação ou rejeição.
Próxima temporada será a última de Beauty and the Beast
O canal americano CW anunciou que a próxima temporada de “Beauty and the Beast” marcará o final da série. Segundo o site Variety, apesar do apoio dos fãs, a baixa audiência levou ao seu cancelamento. Lançada em 2012, “Beauty and the Beast” traz Kristin Kreuk (série “Smallville”) como uma Bela policial e Jay Ryan (série “Terra Nova”) como uma Fera alterada geneticamente. Mas, apesar de gerar fãs apaixonados, a produção nunca decolou nos EUA, mantendo uma média de apenas 800 mil telespectadores por episódio. O CW encontrou uma solução apaziguadora ao renovar a atração para sua 4ª temporada, permitindo aos produtores encerrarem a trama nos vindouros episódios da atração. As gravações, por sinal, encerram-se em novembro. Mas os 13 últimos episódios só serão exibidos na próxima temporada de verão, entre junho e setembro de 2016. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Universal.
Demolidor: primeiro teaser da 2ª temporada inclui o Justiceiro e Elektra
O site Netflix divulgou o primeiro teaser da 2ª temporada da série “Demolidor”. O vídeo abre com uma longa recapitulação, acompanhada por elogios da crítica à 1ª temporada, antes de apresentar as primeiras cenas do próximo ano da produção. A prévia passa rapidamente pelos personagens centrais, Matt Murdock/Demolidor (Charlie Cox), Karen Page (Deborah Ann Woll) e Foggy Nelson (Elden Henson), além de registrar o retorno de Claire Temple (Rosario Dawson) e as chegadas de Elektra (Elodie Yung, de “G.I. Joe: Retaliação”) e do Justiceiro (Jon Bernthal, da série “The Walking Dead”). “Demolidor” foi apenas a primeira de cinco produções do universo Marvel previstas para o site de streaming Netflix. Sua 2ª temporada ainda não tem data de estreia oficial, mas será lançada em 2016. Antes disso, em 20 de novembro, estreia a segunda série da Marvel no Netflix, “Jessica Jones”, que também trará Rosario Dawson reprisando a personagem Claire Temple.
Super-herói Cavaleiro da Lua pode virar série do Netflix
O site Netflix pode adaptar os quadrinhos do Cavaleiro da Lua, um dos personagens que vem sendo ogitado como candidato a série desde 2010. O rumor foi requentado pelo site Heroic Hollywood. Maldosamente chamado de “Batman de Marvel”, Marc Spector era um mercenário que, ao ser abandonado para morrer no Egito, tem uma visão com o deus egípcio da lua e decide se transformar em super-herói. Assim como Batman, ele assume a identidade de um milionário e se mostra um mestre dos disfarces, trabalhando também como um taxista comum para obter informações do submundo do crime. Criado em 1975 por Doug Moench, como coadjuvante de uma história em quadrinhos do Lobisomem, o personagem apareceu em vários gibis antes de ganhar sua revista própria em 1980. Segundo a especulação, o Cavaleiro da Lua pode ser introduzido numa das séries de super-heróis produzidas pelo Netflix, seguindo o exemplo do Justiceiro, que estreará em 2016 na 2ª temporada de “Demolidor”. Após essa participação, ele ganharia uma série própria. Nem Marvel nem Netflix confirmam os planos para o personagem.
Série policial Rookie Blue é cancelada
A rede americana ABC decidiu não renovar sua parceria com o canal canadense Global para produzir a 7ª temporada de “Rookie Blue”. O anúncio já era esperado, uma vez que a série policial chegou a sua “conclusão natural”, nas palavras da própria criadora, Ilana Frank. A conclusão, no caso, foi o casamento dos personagens principais Andy (Missy Peregrym) e Sam (Ben Bass), que desde o começo alimentaram a tensão sexual da atração. Além disso, o cancelamento veio após seis temporadas, gerando episódios suficientes para mostrar a transformação da turma de policiais novatos que justificava o título em tiras veteranos. O final foi ao ar em 29 de julho nos EUA. A última temporada, porém, obteve a pior audiência de toda a série, 30% mais baixa que a anterior, com média de 3,6 milhões de telespectadores.
Séries Defiance e Dominion são canceladas
O canal pago americano SyFy cancelou duas séries cultuadas de sua programação, “Defiance” e “Dominion”. “Defiance” era a série de maior audiência do SyFy, mas tinha um custo de produção muito elevado, por conta dos efeitos visuais, que inviabilizavam sua manutenção. Além disso, sua trama chegou num ponto propício para o cancelamento. Criada por Rockne S. O’Bannon (da cultuada série “Farscape”), a série era ambientada em um futuro próximo, após a Terra ser devastada por uma guerra interplanetária e um armistício dar início à convivência entre a humanidade e diversas espécies alienígenas. A trama se passava na cidade Defiance, erguida sobre as ruínas de Saint Louis, que servia como uma espécie de campo de refugiados e era comandada por duas forças da lei, o xerife Jeb Nolan (Grant Bowler) e a prefeita Amanda Rosewater (Julie Benz). A série foi encerrada ao final de sua 3ª temporada, com um desfecho que mostrou Nolan rumo ao espaço distante. O episódio foi assistido por 1,9 milhão de telespectadores em 28 de agosto. “Dominion”, por sua vez, era uma adaptação do filme “Legião” (2010) desenvolvida por Vaun Wilmott (roteirista de “Sons of Anarchy”). A trama se passava após os eventos mostrados no filme e acompanhava um jovem soldado (Christopher Egan, da série “Kings”), que descobre ser o improvável salvador da humanidade, após o arcanjo Gabriel (Carl Beukes, de “Mandela”) declarar aberta a temporada do apocalipse. O cancelamento foi motivado pela baixa audiência da 2ª temporada, em torno de 800 mil telespectadores por episódio, uma queda de 45% em relação ao público da temporada inaugural. Infelizmente, o último episódio, exibido no dia 1º de outubro, não trouxe conclusão para a trama, introduzindo um novo embate, contra Lúcifer, que jamais se materializará.
Série de TV vai mostrar os últimos dias da vida de Michael Jackson
A Warner Bros. vai produzir uma série de TV sobre os últimos dias da vida de Michael Jackson, informou o site Deadline. O projeto está sendo desenvolvido pelo escritor e produtor Tavis Smiley, com base em um livro de sua autoria, “The Triumph and Tragedy of Michael Jackson’s Last Days”, a ser lançado em junho de 2016. A obra conta as derradeiras 16 semanas da vida do rei do pop. Ainda sem título ou previsão de estreia, a série mostrará ao espectador como foram as semanas finais do artista, sua busca por privacidade e as fragilidades, pouco conhecidas do público, que ele enfrentava no âmbito pessoal. A produção pretende preencher com detalhes a época dos ensaios de Michael Jackson para uma turnê que nunca aconteceu, e que já foram exumados no cinema, por meio do documentário “This Is It” (2009). O acordo com o produtor também prevê outras séries derivadas de seus livros. Também estão em desenvolvimento adaptações de “Death Of A King: The Real Story Of Dr. Martin Luther King, Jr.’s Final Year”, sobre o último ano de vida de Martin Luther King, com produção do cineasta J.J. Abrahams (“Star Wars: O Despertar da Força”), e “My Journey with Maya”, que traz as memórias do autor sobre seus 30 anos de amizade com a poeta americana Maya Angelou.
Diretores dos filmes Carrossel, Meu Passado Me Condena e Tatuagem desenvolvem séries de TV
A produção de séries ganhou grande impulso no Brasil com a chamada Lei da TV Paga, que estabeleceu cotas para a produção nacional na programação da TV por assinatura. De forma curiosa, cineastas de sucesso estão a frente de alguns dos novos projetos atualmente em desenvolvimento. A mais adiantada é a série infantil “Z4”, que já gravou o piloto, com participação do cantor Paulo Miklos (“Carrossel – O Filme”) e quatro atores da novela “Chiquititas”, do SBT – Matheus Chequer, Matheus Lustosa, Gabriel Santana e Filipe Bragança. A direção ficou a cargo de Alexandre Boury (também de “Carrossel: O Filme”) e os produtores negociam com diversos canais. Já definida para o canal Universal, “Beco” foi criada pelos atores Paulo Verlings (novela “Babilônia”) e Pablo Sanábio (novela “O Rebu”). A série conta as desventuras de um homem em sérias dificuldades financeiras. A produção é dirigida por Julia Rezende (franquia “Meu Passado Me Condena”) e deverá começar a ser gravada no primeiro semestre do ano que vem. Para completar, Hilton Lacerda, diretor de “Tatuagem” (2013), repetirá a parceria com o ator Jesuíta Barbosa em “Conto que Vejo”, série desenvolvida para o Canal Brasil. A atração, de cinco episódios, será uma antologia baseada em contos de escritores do Nordeste.
Nova obra de George R.R. Martin pode virar série de TV
O escritor George R.R. Martin pode ter mais uma de suas obras transformada em série de televisão. O autor dos livros que inspiraram a serie “Game of Thrones” anunciou em seu blog pessoal que o canal pago Cinemax (parte do conglomerado da HBO) encomendou um roteiro baseado em seu conto “The Skin Trade”, lançado em 1989. A trama, chamada por Martin de “lobisomens noir”, fez parte do livro “Dark Visions”, antologia de terror que reúne histórias de autores variados, entre eles Stephen King. A história de Martin já tinha ganhado uma versão em quadrinhos em 2013. “Se eles gostarem do roteiro, faremos um piloto. E se gostarem do piloto, bem, quem sabe, teremos uma série no ar”, escreveu entusiasmado Martin. A adaptação do conto será feita por Kalinda Vazquez, roteirista de series como “Prison Break” e “Once Upon a Time”. “Eu adoraria poder conduzir esse roteiro, mas essa não era uma opção”, comentou o escritor, justificando-se em seguida. “Eu tenho esse livro para terminar. Você sabe qual”, disse, em referência à pressão para a entrega do sexto livro da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo”, uma vez que “Game of Thrones” já superou a história dos volumes publicados.
A detetive adolescente Nancy Drew pode virar policial em nova série
A detetive mirim Nancy Drew pode ganhar uma nova série. Segundo o site The Hollywood Reporter, a rede americana CBS aprovou a produção de um piloto da atração, que terá uma abordagem inusitada, trazendo a personagem adulta, aos 30 anos de idade, trabalhando como detetive do Departamento de Polícia de Nova York. Curiosamente, algo similar foi cogitado para “Veronica Mars” em 2008, numa série que mostraria a ex-detetive adolescente trabalhando no FBI. Na época, o projeto foi descartado pelo canal CW, mas um teaser acabou integrando o lançamento em Blu-ray da 3ª e última temporada da série cultuada. Nancy Drew, por sinal, é uma das inspirações originais de “Veronica Mars”. A personagem surgiu em 1930, desenvolvida pelo editor Edward Stratemeyer numa icônica série literária escrita sob o pseudônimo de Carolyn Keene, atribuído a vários escritores-fantasmas. Em seu contexto original, ela era uma pré-adolescente que vivia com seu pai na cidadezinha de River Heights, resolvendo mistérios que envolviam os jovens da vizinhança. A menina só começou a crescer a partir dos anos 1980, quando uma nova série literária, “The Nancy Drew Files”, passou a incluir enredos românticos. Os mistérios de Nancy Drew já venderam mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, tendo sido traduzidos em 45 línguas diferentes. A personagem também já apareceu em cinco filmes e duas séries televisivas (nos anos 1970 e 1990), além de games de computador e produtos variados. O filme mais antigo, “Nancy, A Detetive”, é de 1938. O mais recente foi lançada no cinema em 2007. Intitulado “Nancy Drew e o Mistério de Hollywood”, trazia Emma Roberts (série “Scream Queens”) no papel-título. Os responsáveis pela nova adaptação são Joan Rater e Tony Phelan, ambos produtores de “Grey’s Anatomy” e “Madame Secretary”. Mas para virar série o projeto precisará passar pela produção e aprovação do piloto, que por enquanto ainda não tem cronograma previsto.
Série Extant, estrelada por Halle Berry, é cancelada
A rede americana CBS anunciou o cancelamento de “Extant”, série estrelada por Halle Berry, após duas temporadas. Glenn Geller, presidente de entretenimento do canal, declarou que “a CBS, Halle Berry e os produtores decidiram concluir a narrativa de ‘Extant’ após a conclusão empolgante e apropriada da última temporada”. Já a atriz Halle Berry concluiu afirmando que está orgulhosa da série e que o último ciclo “pareceu o lugar natural para terminar a jornada de Molly”. Entretanto, o final da temporada foi assistido por 4,6 milhões de telespectadores, o que significa que a produção perdeu metade de sua audiência desde a estreia em 2014, vista por 9,4 milhões de telespectadores “Extant” foi criada por Mickey Fisher (“Summer Nuts”) e acompanhava a astronauta vivida por Berry, que após uma missão solitária no espaço, regressa grávida de uma forma de vida alienígena. Produzida por Steven Spielberg, “Extant” encerrou sua 2ª e agora última temporada em nos EUA. Halle Berry, porém, permanecerá no canal, produzindo uma nova atração, a série jurídica “Legalease”, criada por Steven Lichtman (roteirista de “The Good Wife”). Ainda não se sabe se Berry também estrelará o drama. Com o fim de “Extant” e “Under the Dome”, apenas “Zoo” voltará à programação de verão da CBS em 2016. Por conta disso, a rede deve aprovar novas produções. Uma delas já foi confirmada, a série de comédia “Brain Dead”, sobre um ataque alienígena ao congresso americano, criada pelo casal Robert and Michelle King (criadores de “The Good Wife”).
Halt and Catch Fire é renovada para sua 3ª temporada
O canal pago americano AMC renovou a série “Halt and Catch Fire”, querida da crítica e ignorada pelo público, para sua 3ª temporada. Segundo o site Deadline, a decisão foi tomada após muitas considerações e reuniões com a equipe criativa, e levou em conta a qualidade da atração, apesar de sua baixa audiência. A 2ª temporada foi assistida por um universo de apenas 520 mil telespectadores por episódio, número inferior ao da 1ª temporada, que correu risco de cancelamento com uma audiência média de 760 mil. Para viabilizar a continuação da trama, os criadores da série, Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers, assumiram o dia-a-dia da produção, acumulando a função de showrunners que era exercita até então por Jonathan Lisco (“Southland”). A série é ambientada durante o boom da informática no Vale do Silício, durante os anos 1980, e narrada a partir da visão de quatro indivíduos: o visionário Joe MacMillan (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), o casal de engenheiros de computação Gordon Clarke (Scoot McNairy, de “Argo”) e Dona Clark (Kerry Bish, também de “Argo”) e a programadora punk Cameron Howe (Mackenzie Davis, de “Perdido em Marte”). Enquanto a 1ª temporada acompanhava os esforços para a criação do computador portátil, a 2ª mostrou a chegada da internet. 10 novos episódios foram encomendados para 3ª temporada, que por enquanto ainda não tem data de estreia prevista.












