Séries Homeland e The Affair são renovadas
O canal pago americano Showtime renovou as séries “Homeland” e “The Affair”, que atualmente exibem os episódios finais de suas temporadas correntes. “The Affair” segue para seu terceiro ano em 2016, enquanto “Homeland” chegará a sua 6ª temporada. Após sofrer com uma 3ª temporada fraca, pela insistência em manter o personagem de Damien Lewis na trama, “Homeland” reencontrou seu rumo criativo no ano passado e vem se mantendo como uma das melhores séries de ação e espionagem da TV americana. A atração também lidera a audiência do Showtime, assistida por 2,4 milhões de telespectadores em média. “The Affair” também caiu nas graças da crítica, mas seu ritmo mais lento atrai menos público, sendo sintonizada por 1,4 milhões de telespectadores. Mesmo assim, ambas se destacam com mais audiência que a maioria da programação paga da TV americana no quarto trimestre de 2015. Faltando apenas dois episódios para concluir seus atuais arcos, as duas séries exibem seus finais de temporada no próximo dia 20 de dezembro.
Wayward Pines vai continuar com uma inesperada 2ª temporada
A rede americana Fox surpreendeu positivamente aos fãs de séries com o anúncio da renovação de “Wayward Pines”, que vai ganhar uma 2ª temporada na televisão norte-americana. A surpresa se dá por conta da demora da definição. Produzida pelo cineasta M. Night Shyamalan (“A Visita”), a atração foi exibida como uma minissérie e teve seu final exibido há quase cinco meses. Mas como o desfecho foi aberto, muitos fãs clamavam por mais histórias passadas naquele universo, que rendeu um público cativo graças à sucessão de reviravoltas e combinações inesperadas de gêneros. “’Wayward Pines’ foi um grande sucesso para nós no último verão”, disse o presidente da Fox David Madden, no comunicado sobre a renovação. “Ficamos absolutamente deslumbrados com o mundo misterioso e surpreendente criado por M. Night Shyamalan e seu time, e reviravoltas narrativas que atraíram a audiência desde o primeiro dia. A segunda temporada levará o suspense, a visão do futuro e os dramas que perseguem os personagens a novos níveis, e mal podemos esperar para que os fãs continuem nesta jornada no ano que vem”. A trama iniciou como um suspense sinistro, com a chegada do agente do Serviço Secreto Ethan Burke (Matt Dillon, de “Crash: No Limite”) ao vilarejo de Wayward Pines, em busca de dois agentes federais desaparecidos. Ele logo descobre um complô na cidade, que controla seus moradores e os impede de partir. Mas nada era o que parecia. O mistério revelou-se, na verdade, uma sci-fi apocalíptica, passada no futuro, no qual a pitoresca Wayward Pines é tudo o que resta da humanidade. As reviravoltas surpreendentes, com direito a mudança de gêneros, estrearam diante de 3,7 milhões de telespectadores e não perderam público. Ao contrário, chegaram a ser assistidas por mais de 4 milhões de pessoas ao vivo. São números elevados para o verão americano. Por isso, mesmo que o trailer do último capítulo tenha sido anunciado como o final da atração, os executivos da Fox procuraram Shyamalan para novos episódios. O problema é que a continuação jamais esteve prevista. Isto porque toda a história foi contada, adaptando para o formato de minissérie a história do best-seller “Pines”, de Blake Crouch. O cineasta, porém, também ficou animado com o resultado e teve várias reuniões com o roteirista e criador da adaptação, Chad Hodge (série “The Playboy Club”), para imaginar a continuação, que, segundo deu a entender o final, será centrado no jovem Charlie Tahan (“A Morte e a Vida de Charlie”), filho dos personagens de Matt Dillon e Shannyn Sossamon (“A Entidade 2”). O excelente elenco original ainda incluía Melissa Leo (“O Lutador”), Carla Gugino (“Watchmen”), Toby Jones (“Capitão América: O Primeiro Vingador”), Hope Davis (série “The Newsroom”), Sarah Jeffery (“Descendentes”) e Reed Diamond (“O Homem Que Mudou o Jogo”), além de participações de Juliette Lewis (“Álbum de Família”) e Terrence Howard (“Homem de Ferro”). Mas a maioria dos personagens que eles interpretavam morreu ao longo da minissérie. Agora, “Wayward Pines” vai retornar no verão norte-americano de 2016 (entre junho e agosto), em data a ser divulgada.
Lady Gaga grita para comemorar indicação ao Globo de Ouro
A cantora e agora atriz Lady Gaga foi ao Twitter para surtar, após não conseguir se conter e começar a gritar de verdade em seu apartamento. Ela está comemorando sua primeira indicação a um prêmio de interpretação, revelada nesta quinta (10/12) com o anúncio dos candidatos ao Globo de Ouro 2016. “Peço desculpas aos meus vizinhos porque eu ainda estou gritando no meu apartamento em Nova York. Estou indicada como atriz para o Globo de Ouro. Que sonho. Isso é real?”, ela escreveu. É real. Gaga concorre como Melhor Atriz de Telefilme ou Minissérie por “American Horror Story”. A organização do Globo de Ouro fez várias concessões neste ano, forçando a transformação de dramas em comédias para incluir mais astros entre os indicados a seu troféu. Com vários nomes populares, a aposta é clara no aumento de audiência na transmissão da premiação. Mas também houve a preocupação de selecionar talentos que ainda buscam maior reconhecimento nos EUA, caso do brasileiro Wagner Moura, que concorre como Melhor Ator de Série de Drama por “Narcos”. Em “American Horror Story: Hotel”, Lady Gaga interpreta a condessa Elizabeth, que é dona do hotel luxuoso que dá título a esta temporada da série. Logo no primeiro episódio, Gaga participou de uma cena de orgia sangrenta, contracenando com Matt Bomer (“Magic Mike”). A cerimônia de premiação do Globo de Ouro está marcada para o dia 10 de janeiro em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT.
Wagner Moura é Indicado ao Globo de Ouro por Narcos
A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood divulgou nesta quinta (10/12) a lista de indicados ao troféu Globo de Ouro 2016. E uma das grandes novidades da premiação foi a inclusão de Wagner Moura entre os nomeados como Melhor Ator de Série Dramática, por seu papel como o traficante Pablo Escobar em “Narcos”. Moura irá disputar o troféu com concorrentes de peso, como Jon Hamm (“Mad Men”), Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) e Liev Schreiber (“Ray Donovan”), além do também estreante na categoria Rami Malek (“Mr. Robot”). Mas tem, a seu favor, o fato de “Narcos” ter sido lembrada na disputa de Melhor Série de Drama, onde enfrentará o vencedor do Emmy “Game of Thrones” e mais três novidades do prêmio, “Mr. Robot”, “Empire” e “Galavant”. As duas últimas séries, por sinal, fazem mais barulho do que sentido nesta lista, caindo na velha “problemática” do Globo de Ouro, que, por sua posição no calendário, sempre tenta lançar “novidades”, ao mesmo tempo em que não abre mão das candidaturas mais populares. Este dilema já rendeu premiações absolutamente inócuas, como a precipitação na vitória de “Brooklyn Nine-Nine” como Melhor Série de Comédia em 2014, na metade de sua temporada inicial. Era tão boa que, depois disso, a série nunca mais foi lembrada pelo Globo de Ouro – nem pelo Emmy, Critics Choice, etc. Já a lembrança de Wagner Moura consagra um trabalho que foi muito questionado na Colômbia e no Brasil pelo detalhe do sotaque, mas subestimado pela força de sua interpretação. Ignorando a polêmica, o Globo de Ouro reconheceu a dedicação do ator, que inclusive o levou, nos últimos meses, a se instalar na região em que viveu Escobar, visando aprimorar as peculiaridades da fala local para continuar o show na 2ª temporada de “Narcos”. Sua inclusão também aumenta a torcida brasileira pela premiação, já que, infelizmente, o Globo de Ouro ignorou “Que Horas Ela Volta?” em sua porção cinematográfica, na disputa de Melhor Filme Estrangeiro. O único candidato latino acabou sendo o chileno “O Clube”, de Pablo Larraín. Entre as atrizes, a indicação de Lady Gaga por “American Horror Story”, na categoria de Telefilmes ou Minisséries, também tende a reverberar, mas com outro sentido, pelo apelo da cantora no circo das celebridades. O reconhecimento a seu possível talento dramático parece um risco calculado, visando atrair maior audiência à transmissão do prêmio, ainda que torne ainda mais tênue a credibilidade da premiação, conferida por cerca de 70 jornalistas paparicados pela indústria do entrenimento. Com o que lhe resta de reputação, a disputa de cinema materializa uma liderança de “Carol”, que obteve cinco indicações. Mas, curiosamente, o filme de Todd Haynes (também indicado como Melhor Diretor) só poderá levar no máximo quatro estatuetas, já que suas duas protagonistas, Cate Blanchett e Rooney Mara, concorrem entre si. O dado curioso é que, apesar de vencedor o Festival de Cannes como Melhor Atriz, Rooney Mara tem sido listada como Coadjuvante nas disputas oficiais de Hollywood, inclusive no prêmio do Sindicato dos Atores (SAG Awards). Esta confusão de categorias é uma das características do Globo de Ouro, que não leva em consideração a forma como outras premiações procedem. Isto pode ser conferido até na competição televisiva, que lista a série “Orange Is the New Black” como comédia, apesar de o Emmy ter definido oficialmente a produção como drama. Com quatro indicações, “A Grande Aposta” também renderá disputa entre seu elenco. Christian Bale e Steve Carell entraram, de forma surpreendente, na lista de Melhor Ator de Comédia. A categoria, por sinal, é bem engraçada. Afinal, além dos astros do drama financeiro, inclui ainda Matt Damon pela sci-fi “Perdido em Marte”, Mark Ruffalo pelo drama indie “Sentimentos que Curam” e, por incrível que pareça, Al Pacino por “Não Olhe para Trás”, um filme que é realmente comédia (e musical). Por estas e outras, ver o Globo de Ouro sempre é divertido. Por outro lado, é notável a ausência do elenco de “Spotlight” (destacado na disputa do Sindicato dos Atores) nas categorias de Ator e Coadjuvantes de Drama. Assim como a de Johnny Depp, por “Aliança do Crime”. Talvez devessem tê-lo incluído como Ator de “Comédia”, no lugar de Al Pacino. Mesmo sem menções a seu superelenco, “Spotlight”, que venceu o Gotham Awards e lidera as seleções de fim de ano da crítica americana, acabou lembrado na disputa de Melhor Filme, contra “Carol”, a superprodução “O Regresso”, o surpreendente suspense indie “O Quarto de Jack”, que venceu o Festival de Toronto, e o blockbuster “Mad Max: Estrada da Fúria”, que combina as duas qualidades preferidas do Globo de Ouro: novidade (é de fato inovador) e popularidade (maior bilheteria entre todos os indicados). A cerimônia será realizada no dia 10 de janeiro, em Los Angeles, com apresentação do comediante britânico Ricky Gervais e transmissão ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos indicados ao Globo de Ouro 2015″ state=”closed”] Indicados ao Globo de Ouro 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] CINEMA MELHOR FILME – DRAMA O Regresso Spotlight – Segredos Revelados Carol O Quarto de Jack Mad Max: Estrada da Fúria MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL Joy: O Nome do Sucesso Perdido em Marte Descompensada A Grande Aposta A Espiã que Sabia de Menos MELHOR DIRETOR Alejandro González Iñarritu (O Regresso) Ridley Scott (Perdido em Marte) Todd Haynes (Carol) George Miller (Mad Max) Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados) MELHOR ATOR – DRAMA Bryan Cranston (Trumbo: Lista Negra) Leonardo DiCaprio (O Regresso) Michael Fassbender (Steve Jobs) Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa) Will Smith (Concussion) MELHOR ATRIZ – DRAMA Cate Blanchett (Carol) Rooney Mara (Carol) Brie Larson (O Quarto de Jack) Saoirse Ronan (Brooklyn) Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa) MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL Christian Bale (A Grande Aposta) Steve Carell (A Grande Aposta) Matt Damon (Perdido em Marte) Al Pacino (Não Olhe Para Trás) Mark Ruffalo (Sentimentos que Curam) MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso) Amy Schumer (Descompensada) Melissa McCarthy (A Espiã que Sabia de Menos) Maggie Smith (A Senhora da Van) Lily Tomlin (Grandma) MELHOR ATOR COADJUVANTE Idris Elba (Beasts of No Nation) Mark Rylance (Ponte dos Espiões) Michael Shannon (99 Homes) Sylvester Stallone (Creed) Paul Dano (Love & Mercy) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) Jane Fonda (Youth) Alicia Vikander (Ex_Machina) Helen Mirren (Trumbo: Lista Negra) Kate Winslet (Steve Jobs) MELHOR ANIMAÇÃO Anomalisa O Bom Dinossauro Divertida Mente Peanuts Shaun, o Carneiro MELHOR FILME ESTRANGEIRO Son of Saul (Hungria) O Clube (Chile) Cinco Graças (Turquia/França) O Novíssimo Testamento (Bélgica/França) O Esgrimista (Finlândia/Alemanha) MELHOR ROTEIRO Quentin Tarantino (Os Oito Odiados) Tom Mccarthy e Josh Singer (Spotlight – Segredos Revelados) Charles Randolph e Adam Mckay (A Grande Aposta) Emma Donoghue (O Quarto de Jack) Aaron Sorkin (Steve Jobs) MELHOR TRILHA SONORA Carter Burwell (Carol) Alexandre Desplat (A Garota Dinamarquesa) Ennio Morricone (Os Oito Odiados) Daniel Pemberton (Steve Jobs) Ryuichi Sakamoto e Alva Noto (O Regresso) MELHOR CANÇÃO ORIGINAL Writing’s On The Wall (007 Contra Spectre) Simple Song #3 (Youth) See You Again (Velozes & Furiosos 7) One Kind of Love (Love and Mercy) Love Me Like You Do (Cinquenta Tons de Cinza) [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] TELEVISÃO MELHOR SÉRIE – DRAMA Empire Game of Thrones Mr. Robot Narcos Outlander MELHOR SÉRIE – COMÉDIA OU MUSICAL Orange is The New Black Silicon Valley Transparent Casual Mozart in the Jungle Veep MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME American Crime American Horror Story Flesh & Bone Wolf Hall Fargo MELHOR ATOR – DRAMA Liev Schreiber (Ray Donovan) Jon Hamm (Mad Men) Rami Malek (Mr. Robot) Wagner Moura (Narcos) Bob Odenkirk (Better Call Saul) MELHOR ATRIZ – DRAMA Robin Wright (House of Cards) Viola Davis (How To Get Away With Murder) Caitriona Balfe (Outlander) Eva Green (Penny Dreadful) Taraji P. Henson (Empire) MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL Jeffrey Tambor (Transparent) Aziz Ansari (Master Of None) Gael García Bernal (Mozart In The Jungle) Rob Lowe (The Grinder) Patrick Stewart (Blunt Talk) MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL Gina Rodriguez (Jane The Virgin) Julia Louis-Dreyfus (Veep) Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend) Jamie Lee Curtis (Scream Queens) Lily Tomlin (Grace and Frankie) MELHOR ATOR – MINISSÉRIE OU TELEFILME Oscar Isaac (Show Me a Hero) Patrick Wilson (Fargo) Idris Elba (Luther) David Oyelowo (Nightingale) Mark Rylance (Wolf Hall) MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE OU TELEFILME Queen Latifah (Bessie) Lady Gaga (American Horror Story: Hotel) Sarah Hay (Flesh & Bone) Felicity Huffman (American Crime) Kirsten Dunst (Fargo) MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE/MINISSÉRIE OU TELEFILME Alan Cumming (The Good Wife) Damian Lewis (Wolf Hall) Ben Mendelsohn (Bloodline) Tobias Menzies (Outlander) Christian Slater (Mr. Robot) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE/MINISSÉRIE OU TELEFILME Joanne Froggatt (Downton Abbey) Uzo Aduba (Orange is The New Black) Regina King (American Crime) Judith Light (Transparent) Maura Tierney (The Affair) [/symple_column][/symple_toggle]
Leonardo DiCaprio e Johnny Depp vão disputar o SAG Awards, troféu do Sindicato dos Atores de Hollywood
O Sindicato de Atores dos Estados Unidos (Screen Actors Guild, ou SAG na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira (9/12) os indicados ao seu prêmio anual, o SAG Awards 2016, considerado uma das principais prévias do Oscar. Nos últimos anos, os vencedores do SAG também venceram o Oscar em suas categorias. A lista antecipa os prováveis candidatos ao Oscar, juntando astros de primeira grandeza. Dois dos astros mais populares de Hollywood, Leonardo DiCaprio (por “O Regresso”) e Johnny Depp (“Aliança do Crime”), foram selecionados entre os atores, numa disputa que ainda inclui Michael Fassbender (“Steve Jobs”), Bryan Cranston (“Trumbo”) e o vencedor do Oscar passado, Eddie Redmayne (agora por “A Garota Dinamarquesa”). Já a seleção feminina foi marcada pela renovação. Cate Blanchett (“Carol”) e Helen Mirren (“A Mulher Dourada”) são os rostos mais conhecidos, numa categoria de poucas estrelas. Esperava-se a presença de Jennifer Lawrence (por “Joy”), mas ela foi preterida por outras jovens, como Brie Larson e Saoirse Ronan, muito elogiadas por, respectivamente, “O Quarto de Jack” e “Brooklyn”. A inclusão de Sarah Silverman (“I Smile Back”) pode ser considerada a maior surpresa, já que ela estava fora do radar, mas mesmo a performance de Helen Mirren sinaliza falta de opções americanas. Seu filme “A Dama Dourada” foi muito mal recebido pela crítica. Uma avaliação possível é que há esperanças para Regina Casé no Oscar, que não se restringe a atores sindicalizados e já deu, anteriormente, indicação a Fernanda Montenegro (pelo belíssimo “Central do Brasil”). Casé e Camila Márdila foram, inclusive, reconhecidas nos EUA este ano, ao dividirem o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sundance. Além de Jennifer Lawrence, outras ausências chamaram atenção, como Sylvester Stallone, que era aposta da crítica como Melhor Coadjuvante por seu desempenho em “Creed”, além dos atores de “Spotlight”, Michael Keaton e Mark Ruffalo. A seleção rendeu algumas curiosidades, a começar pela nomeação dupla de Helen Mirren, que também concorre como Atriz Coadjuvante por seu trabalho em “Trumbo”. Este, por sinal, foi o único filme a obter três indicações, aparecendo ainda na disputa de Melhor Elenco. Vale observar que “Trumbo” é também o único selecionado nesta categoria a ter representantes na disputa de protagonistas. Dos demais, “Beasts of No Nation” e “Spotlight” foram lembrados apenas por seus Coadjuvantes, respectivamente Idris Elba e Rachel McAdams, enquanto “A Grande Aposta” e “Straight Outta Compton” não aparecem em nenhuma outra categoria. Ironicamente, porém, um filme que obteve duas indicações, “Carol”, não foi considerado por seu Elenco. Nas categorias de TV, os destaques são “Game of Thrones”, “House of Cards” e “Homeland”, todas com três nomeações. Entre as comédias, “Veep”, “The Big Bang Theory” e “Modern Family” foram as mais lembradas, com duas indicações cada. A cerimônia do 22º SAG Awards está marcada para o dia 30 de janeiro, em Los Angeles, com transmissão no Brasil pelo canal pago TNT. [symple_toggle title=”LISTA COMPLETA DOS INDICADOS AO SAG AWARDS 2016″ state=”closed”] [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] INDICADOS AO SAG AWARDS 2016 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] CATEGORIAS DE CINEMA Melhor Ator Bryan Cranston, Trumbo Johnny Depp, Aliança do Crime Leonardo DiCaprio, O Regresso Michael Fassbender, Steve Jobs Eddie Redmayne, A Garota Dinamarquesa Melhor Atriz Cate Blanchett, Carol Brie Larson, O Quarto de Jack Helen Mirren, A Dama Dourada Saoirse Ronan, Brooklyn Sarah Silverman, I Smile Back Melhor Ator Coadjuvante Christian Bale, A Grande Aposta Idris Elba, Beasts of No Nation Mark Rylance, Ponte dos Espiões Michael Shannon, 99 Homes Jacob Tremblay, O Quarto de Jack Melhor Atriz Coadjuvante Rooney Mara, Carol Rachel McAdams, Spotlight Helen Mirren, Trumbo Alicia Vikander, A Garota Dinamarquesa Kate Winslet, Steve Jobs Melhor Elenco Beasts of No Nation A Grande Aposta Spotlight Straight Outta Compton Trumbo Melhor Elenco de Dublês em Filme Evereste Velozes & Furiosos 7 Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros Mad Max: Estrada da Fúria Missão Impossível: Nação Secreta [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] CATEGORIAS DE TELEVISÃO Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie Idris Elba, Luther Ben Kingsley, O Rei Tut Ray Liotta, Texas Rising Bill Murray, A Very Murray Christmas Mark Rylance, Wolf Hall Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie Nicole Kidman, Grace de Monaco Queen Latifah, Bessie Christina Ricci, The Lizzie Borden Chronicles Susan Sarandon, The Secret Life of Marilyn Monroe Kristen Wiig, The Spoils Before Dying Melhor Ator em Série Dramática Peter Dinklage, Game of Thrones Jon Hamm, Mad Men Rami Malek, Mr. Robot Bob Odenkirk, Better Call Saul Kevin Spacey, House of Cards Melhor Atriz em Série Dramática Claire Danes, Homeland Viola Davis, How to Get Away With Murder Julianna Margulies, The Good Wife Maggie Smith, Downton Abbey Robin Wright, House of Cards Melhor Ator em Série de Comédia Ty Burrell, Modern Family Louis C.K., Louie William H. Macy, Shameless Jim Parsons, The Big Bang Theory Jeffrey Tambor, Transparent Melhor Atriz em Série de Comédia Uzo Aduba, Orange is the New Black Edie Falco, Nurse Jackie Ellie Kemper, Unbreakable Kimmy Schmidt Julia Louis-Dreyfus, Veep Amy Poehler, Parks and Recreation Melhor Elenco de Série Dramática Downton Abbey Game of Thrones Homeland House of Cards Mad Men Melhor Elenco em Série de Comédia The Big Bang Theory Key & Peele Modern Family Orange is the New Black Transparent Veep Melhor Elenco de Dublês em Série The Blacklist Game of Thrones Homeland Demolidor The Walking Dead Prêmio por Conjunto da Obra Carol Burnett [/symple_column] [/symple_toggle]
Legends of Tomorrow: Novo trailer e pôster apresentam os heróis da próxima série da DC Comics
A rede americana CW divulgou o primeiro pôster e o terceiro trailer de sua nova série de super-heróis, “Legends of Tomorrow”, que irá juntar os coadjuvantes de “Arrow” e “The Flash” numa equipe de combatentes do crime. A prévia é repleta de ação, muitos efeitos visuais e destaca a ameaça de Vandal Savage (Casper Crump, do vindouro filme “Tarzan”), supostamente morto ao final do crossover de “Arrow” e “The Flash”, exibido na primeira semana de dezembro nos EUA. Para impedir um futuro sombrio, moldado pelo imortal Savage, um viajante do tempo volta ao passado para reunir o grupo de personagens díspares e enviá-los para outra era, com o objetivo de impedir a ascensão do vilão. O grupo das lendas do amanhã inclui Brandon Routh (“Superman: O Retorno”), que interpreta o super-herói Eléktron em “Arrow”, Victor Garber (“Argo”), que vive o Dr. Martin Stein (metade do super-herói Nuclear) em “The Flash”, Franz Drameh (série “River”), intérprete de Jax (a outra metade de Nuclear), Dominic Purcell (série “Prison Break”), que faz o vilão Onda Térmica em “The Flash”, Wentworth Miller (também da série “Prison Break”), o Capitão Frio em “The Flash”, Caity Lotz (“A Batalha do Ano”), que se torna Canário Branco, após sua personagem original (Canário Negro) morrer na 3ª temporada de “Arrow”, Falk Hentschel (“O Ataque”) e Ciara Renée (série “Crime Stoppers Case Files”) introduzidos no recente crossover como Gavião Negro e Mulher Gavião, além de Arthur Darvill (série “Doctor Who”), intérprete do viajante do tempo Rip Hunter, que é o responsável por juntar os personagens no mesmo time. “Legends of Tomorrow” vai estrear em 21 de janeiro nos EUA, com apenas 16 episódios em sua 1ª temporada.
Powers: Trailer da 2ª temporada revela assassinato da Retro Girl
A rede PlayStation divulgou o trailer da 2ª temporada de “Powers”. O vídeo mostra que a série finalmente vai abordar a trama inicial dos quadrinhos em que se baseia, com o assassinato da Retro Girl (Michelle Forbes) e a investigação do crime pelos policiais Christian Walker (Sharlto Copley) e Deena Pilgrim (Susan Heyward) – apesar de nenhum dos três personagens parecerem com os desenhos originais. Também estão garantidas muita violência e novos personagens superpoderosos. “Powers” adapta os quadrinhos de Brian Michael Bendis (criador da heroína Jessica Jones) e Michael Avon Oeming sobre o policial Christian Walker, um ex-super-herói que, após perder seus poderes, passa a trabalhar na divisão Powers, especializada em crimes envolvendo pessoas superpoderosas. Produzida pela Sony, “Powers” foi desenvolvida pelo próprio Bendis em parceria com Charlie Huston (telefilme “All Signs of Death”) e é a primeira série exibida com exclusividade na rede do PlayStation. A 2ª temporada estreia em 2016, em data ainda a ser definida.
Produtor de Dexter será responsável pela série do super-herói Punho de Ferro
A próxima produção da Marvel para o site Netflix começou a ganhar forma. A série “Punho de Ferro” definiu seu showrunner. O site oficial da Marvel anunciou a contratação do produtor e roteirista Scott Buck, que trabalhou na mesma função nas séries “Dexter” e “A Sete Palmos” (Six Feet Under). “Punho de Ferro” será a quarta e última série de super-herói da Netflix, após “Demolidor”, “Jessica Jones” e “Luke Cage”, e antes da reunião prevista de todos os heróis na minissérie “Defensores”. Na descrição oficial da Marvel, a série vai encontrar Daniel Rand em sua volta para Nova York, depois de passar anos distante, numa terra mística onde treinou kung fu e desenvolveu o poder de transformar seu punho em ferro.
Ator de The Walking Dead é mordido por fã entusiasmada
O ator Norman Reedus, que interpreta o personagem Daryl Dixon de “The Walkind Dead”, foi mordido por uma fã durante uma convenção dedicada a série, a Walker Stalker Con de Nova York. Segundo o site TMZ, uma mulher, que não teve seu nome revelado, se aproximou do ator para tirar uma foto e em seguida mordeu-lhe o peito. Os seguranças foram rapidamente acionados e escoltaram a fã para fora do evento. Ainda de acordo com o site, Reedus não precisou de atendimento médico e não quis prestar queixa à polícia. Em vez disso, tratou o caso de forma bem-humorada, postando uma foto no Instagram em que aparece vestindo uma camiseta que estampa a seguinte frase: “Não me morda” (a imagem acima). Atualmente em hiato, “The Walking Dead” retoma a segunda parte de sua 6ª temporada em 14 de fevereiro, com exibição simultaneamente nos EUA e no Brasil, onde é transmitida pelo canal pago Fox. A série já se encontra renovada para seu sétimo ano de produção.
Série The Blacklist é renovada para sua 4ª temporada
A rede americana NBC anunciou oficialmente a renovação da série “The Blacklist” para sua 4ª temporada. A notícia já não era surpresa, uma vez que o criador da série, Jon Bokenkamp, havia adiantado a renovação durante uma entrevista no podcast The Blacklist Exposed. “Sabíamos disso faz algum tempo. É uma dessas coisas difíceis de manter em segredo. Mas sim, estamos renovados para a 4ª temporada. Esperamos não estragar as coisas, temos muitas histórias pra contar”, declarou Bokenkamp. Em sua 3ª temporada, a série vem mantendo uma média de 6,5 milhões de espectadores por episódio, liderando as noites de terça na NBC. Atualmente em hiato, “The Blacklist” retorna em 7 de janeiro para a segunda parte da temporada. Além de “The Blacklist”, a NBC também já renovou antecipadamente as séries “Chicago Fire”, “Chicago PD” e “Blindspot”.
Doctor Who: Trailers e fotos do especial de Natal destacam a volta de River Song
Doctor Who vai passar o Natal com a família. Ao menos, com sua esposa, River Song. A BBC divulgou o título, as fotos e até uma prévia do próximo especial natalino da série sci-fi, que confirmam a volta da personagem vivida por Alex Kingston. Intitulado “The Husbands of River Song”, o especial marcará o primeiro encontro entre a atual encarnação do Doctor Who, vivido por Peter Capaldi, com sua esposa. Afinal, o casamento aconteceu quando o alienígena favorito do Reino Unido ainda era interpretado por Matt Smith. A participação de River Song, vista em 15 episódios da série, também servirá para suprir a ausência da já saudosa Clara Oswald (Jenna Coleman) e confortar o Doutor e seus fãs, após o trágico final da 9ª temporada. Mas River não deve se tornar integrante fixa da atração, pois o produtor executivo Steven Moffat já adiantou que a próxima companheira (ou companheiro) do Doutor será uma personagem nova. Um dos trailers divulgados, inclusive, dá a entender que o especial pode representar o primeiro encontro entre o Doutor e River, que também é uma viajante do tempo. Aparentemente, ela vem do passado, antes de conhecer o Doutor, e estaria casada com outro homem, por isso o título – “os maridos de River Song”, em tradução literal.
Veja os primeiros teasers da série animada do Menino Maluquinho
A Oca Animation aproveitou sua participação no final da Comic-Con Experience para divulgar seus projeto de séries animadas baseadas no famoso personagem Menino Maluquinho, criação do cartunista Ziraldo. Uma delas, voltada à fase do Bebê Maluquinho, teve apenas fotos divulgadas, mas a série do Menino Maluquinho propriamente dito ganhou dois teasers, que podem ser conferidos abaixo. Além delas, Ziraldo adiantou, durante sua participação no evento paulista, que o personagem também vai ganhar novo filme, ainda sem data prevista para lançamento. Criado em quadrinhos em 1980 por Ziraldo, “O Menino Maluquinho” já rendeu dois filmes, em 1995 e 1997, com Samuel Costa no papel-título. O primeiro foi dirigido por Helvécio Ratton (“Batismo de Sangue”) e o segundo por ninguém menos que Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”). O personagem também rendeu uma série, “Um Menino muito Maluquinho”, com roteiros dos cineastas Cao Hamburguer (“Xingu”) e Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”). As séries da Oca serão as primeiras adaptações animadas do personagem. O desenho “O Menino Maluquinho” terá animação convencional, enquanto “O Bebê Maluquinho” será produzido por meio de computação gráfica. Ainda não há previsão para as estreias.
Robert Loggia (1930 – 2015)
Morreu o ator Robert Loggia, especialista em papéis de gângsteres, mas que também se destacou em outros gêneros, recebendo indicações ao Oscar e ao Emmy. Ele faleceu na sexta (4/12), aos 85 anos, após uma luta de cinco anos com o Alzheimer. Nascido em Nova York, em 3 de janeiro de 1930, Salvatore Loggia era filho de um sapateiro italiano e estudou jornalismo, antes de decidir se matricular no Actors Studio e americanizar seu nome para tentar a carreira de ator. Sua estreia aconteceu em “Marcado pela Sarjeta” (1956), cinebiografia do boxeador Rocky Graziano, em que interpretou um gângster que tenta convencer Rocky (Paul Newman) a entregar uma luta. A descendência siciliana, o rosto forte e a voz rugosa lhe renderiam diversos personagens do gênero, fazendo com que Loggia se especializasse em tipos mafiosos. Seu segundo papel refletiu a tendência, ao trazê-lo como líder corrupto de um sindicato, no drama “Clima de Violência” (1957). Mas ele era capaz de muito mais, como demonstrou ao conseguir o papel principal na peça “O Homem do Braço de Ouro”, que foi estrelada por Frank Sinatra no cinema, e na montagem de “As Três Irmãs”, de Anton Chekov, dirigida por Lee Strasberg, o chefão do Actors Studio. Para evitar ficar estereotipado, Loggia fechou contrato com a Disney para viver o mocinho de uma minissérie de faroeste, “The Nine Lives of Elfego Baca”, exibida no programa “Abertura Disneylândia”. A trama se baseava na vida real do cowboy Elfego Baca, que se tornou famoso ao sobreviver sem nenhum arranhão a um tiroteio de 36 horas contra 80 bandidos, façanha que lhe rendeu o cargo de delegado federal e, mais tarde, uma carreira de advogado bem-sucedido e político. Exibida na TV em 1958, a minissérie foi posteriormente reeditada com a duração de um filme e lançada nos cinemas em 1962, sob o título “Elfego Baca: Six Gun Law”. Ele se manteve na TV após o fim da produção, fazendo participações em diversas séries clássicas, mas geralmente como vilão. Ao longo da carreira, apareceu em mais de uma centena de episódios de atrações variadas, como “Cidade Nua”, “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Os Intocáveis”, “Os Defensores”, “Couro Cru”, “Rota 66”, “Ben Casey”, “Gunsmoke”, “Combate”, “A Escuna do Diabo”, “Viagem ao Fundo do Mar”, “James West”, “Tarzan”, “Os Audaciosos”, “Chaparral”, “FBI”, “Mannix”, “Cannon”, “Columbo”, “SWAT”, “As Panteras”, “Mulher-Maravilha”, “Police Woman”, “Arquivo Confidencial”, “Justiça em Dobro”, “Havaí 5-0”, “Magnum” e até fez crossover entre as séries “O Homem de Seis Milhões de Dólares” e “A Mulher Biônica”. Além das aparições como “vilão da semana”, o ator também estrelou uma série de ação, “T.H.E. Cat”, exibida entre 1966 e 1967, como um ex-ladrão acrobata que resolve usar suas habilidades contra o crime, para proteger clientes pagantes de situações de perigo. Criada por Harry Julian Fink, roteirista de “Perseguidor Implacável” (1971), que lançou o personagem Dirty Harry, a série antecipou temas posteriormente explorados com mais sucesso por “O Rei dos Ladrões” e “The Equalizer”. Infelizmente, “T.H.E. Cat” durou apenas uma temporada de 26 episódios e jamais foi reprisada. Paralelamente, Loggia passou a interpretar coadjuvantes dos “mocinhos” no cinema. Chegou a se destacar como o capataz de Robert Taylor no western “Pistolas do Sertão” (1963), embarcando, em seguida, como o apóstolo José, em “A Maior Estreia de Todos os Tempos” (1965), superprodução bíblica repleta de astros famosos (Charlton Heston, Max Von Sydow, John Wayne, Carroll Baker, Dorothy McGuire, Roddy McDowall, Sal Mineo, etc). Entretanto, com mais de quatro horas de duração, o filme foi um fiasco de público, e a crítica ainda fez pouco caso do Jesus (Sydow) de olhos azuis do legionário romano (Wayne) com sotaque de cowboy. O ator só foi voltar ao cinema quatro anos depois, e pegou outra bomba pela frente, “Causa Perdida” (1969), a versão hollywoodiana da história de Che Guevara. Mais cinco se passaram antes de nova tentativa, desta vez uma comédia da dupla italiana Bud Spencer e Terence Hill, dos filmes de “Trinity”, chamada “Dois Missionários do Barulho” (1974). Estas escolhas temorosas ajudaram a mantê-lo mais tempo na TV. Sua transição definitiva para o cinema só foi possível devido à amizade cultivada com o diretor Blake Edwards, que o escalou em cinco comédias, a partir de “A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa” (1978), na qual interpretou, claro, um gângster ameaçador. Além de duas outras continuações da franquia “Pantera Cor-de-Rosa”, ele também participou de “S.O.B. Nos Bastidores de Hollywood” (1981), como um advogado da indústria cinematográfica, e “Assim É a Vida” (1986), vivendo um padre alcoólatra. Esse impulso inicial ganhou tração quando Loggia apareceu como o pai alcoólatra de Richard Gere no romance “A Força do Destino” (1982). Mas o que deslanchou sua carreira foi mesmo a volta aos tipos mafiosos, desta vez com apelo glamouroso, a partir do papel do barão do tráfico Frank Lopez, mentor de Tony Montana (Al Pacino) em “Scarface” (1983). Repulsivo e adorável, Loggia fez o público lamentar o destino de seu personagem no clássico de Brian de Palma. O desempenho rendeu convites para interpretar novos chefões do crime, como o mafioso da comédia “A Honra dos Poderosos Prizzi” (1985), seu lançamento seguinte, estrelado por Jack Nicholson. Ele também viveu gângsters em configurações inusitadas: transformado em vampiro em “Inocente Mordida” (1992), como mentor de um assassino relutante na comédia “A Sangue Frio” (1995), na célebre série sobre a máfia “Família Soprano” (em 2004), em telefilmes variados e até numa animação da Disney, “Oliver e sua Turma” (1988). Outro papel marcante foi providenciado pelo suspense “O Fio da Suspeita” (1985), de Richard Marquand. Trabalhando como investigador para a advogada vivida por Glenn Close, ele tenta alertá-la que seu cliente charmoso, interpretado por Jeff Bridges, na verdade era um sociopata manipulativo, que podia mesmo ter matado sua mulher e agora tentava seduzi-la para livra-se da cadeia. Fazendo o público vibrar até com um palavrão (“fuck him”), Loggia acabou reconhecido com uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, a única do filme e de sua carreira. A indicação, porém, não o conduziu a personagens mais dignos. Ao contrário. O ator acumulou produções juvenis, como as comédias “Armados e Perigosos” (1986), estrelada por John Candy e Meg Ryan, “Férias Quentíssimas” (1987), com o então adolescente John Cusack, o filme de ação “Falcão – O Campeão dos Campeões” (1987), com Sylvester Stallone, etc. A diferença é que o trabalho no cinema deixou de ser esporádico para se tornar constante. Poucos, porém, conseguiam críticas positivas, como “Gaby – Uma História Verdadeira” (1987), em que contracenou com Liv Ullmann. Entre a leva de comédias com atores jovens, que coadjuvou nos anos 1980, uma acabou se projetando acima das demais, virando uma “Sessão da Tarde” clássica. “Quero Ser Grande” (1988), de Penny Marshall, seguia uma premissa conhecida dos sucessos juvenis: a troca de corpos. No caso, um menino de 13 anos, inconformado por não poder fazer diversas coisas, deseja se tornar adulto logo e acaba no corpo crescido de Tom Hanks. Melhor ainda, sua vontade de brincar impressiona o dono de uma fábrica que o contrata para o emprego de seu sonhos: testar brinquedos. Loggia viveu o dono da fábrica, compartilhando uma sequência antológica com Hanks, quando os dois dançam sobre um teclado de brinquedo musical. Mas nem todos os filmes do período foram levinhos. Ele também foi o psiquiatra de Norman Bates (Anthony Perkins) em “Psicose – 2ª Parte” (1983), coestrelou o terror “Adoradores do Diabo”(1987), com Martin Sheen. E teve desempenho impactante em “Triunfo do Espírito” (1989), como o pai de Willem Dafoe, um boxeador aprisionado no pior campo de concentração nazista, que, para impedir a execução de sua família, é forçado a lutar contra judeus até a morte. “Triunfo do Espírito” foi a primeira produção inteiramente filmada no terrível campo de extermínio de Auchswitz. Ao retornar à TV, concorreu ao Emmy de 1990 pelo papel-título na série “Mancuso, FBI”, que mesmo assim foi cancelada em sua 1ª temporada. Pouco depois, voltou a se destacar na série “Wild Palms” (1993). Mas, conformado em ser o eterno coadjuvante, decidiu acumular comédias ligeiras em sua filmografia, como “A Sorte Bate à Porta” (1990), “Uma Loira em Minha Vida” (1991), “Tirando o Time de Campo” (1991) e “Adoro Problemas” (1994). Seu grande papel dos anos 1990, porém, foi numa ficção científica: uma participação no blockbuster “Independence Day” (1996), como o general no comando da resistência à invasão alienígena dos Estados Unidos, em meio uma multidão de astros, como Will Smith, Bill Pullman, Jeff Goldblum, Mary McDonnell, Vivica A. Fox e Judd Hirsch. O sucesso de “Independence Day” ajudou a popularizá-lo, evitando um declínio precoce em sua carreira, que já vinha ensaiando um mergulho em filmes B – basta lembrar do western “Quatro Mulheres E Um Destino” (1994), sobre quatro prostitutas pistoleiras. Loggia apareceu a seguir em dois suspenses de diretores cultuados: “Mistério na Neve” (1997), de Bille August, e “A Estrada Perdida” (1997), de David Lynch, onde viveu outro gângster marcante, capaz de surrar um homem até morte enquanto recitava um monólogo. A boa fase, porém, durou pouco e ele logo se viu de volta às comédias inconsequentes, como “Olhos Abertos” (1998), como Rosie O’Donnell, “Santo Homem” (1998), com Eddie Murphy, “The Suburbans – O Recomeço” (1999), com Jennifer Love Hewitt, “Feitiço do Coração” (2000), com David Duchovny, “Dinheiro Fácil” (2006), com Chevy Chase, “O Psicólogo” (2009), com Kevin Spacey, e outras muito piores, até implodir sua filmografia com lançamentos direto em DVD. Ele ainda coestrelou o suspense “Contrato de Risco” (2005), com Christian Slater. Mas nenhum de seus trabalhos de cinema no século 21 conseguiu qualquer destaque. Em compensação, em 2001 voltou a ser indicado ao Emmy, por uma participação na série de comédia “Malcolm”, na qual viveu o sogro do personagem de Bryan Cranston – que dá uma granada de presente para o neto mais hiperativo. É interessante ainda lembrar como, em 1997, o ator interpretou um chefão mafioso, que, em crise de depressão, começa a se tratar com um psicanalista. Foi no telefilme “The Don’s Analyst”. E se a premissa parece conhecida, é porque ela lembra “A Máfia no Divã” e o começo de “A Família Soprano”, lançados dois anos depois. Loggia, por coincidência, acabou entrando na 5ª temporada dos Sopranos, numa participação antológica como o gângster Feech La Manna. Ao final de sua carreira, a passagem pela “Família Soprano” só foi superada por outra participação memorável, como ele próprio, na série animada “Uma Família da Pesada”. Numa referência hilária à sua popularidade, Loggia aparece numa fila, à frente de Peter Griffin, e responde ao balconista como soletrar seu nome, começando com “R de Robert Loggia”, seguindo com “O de Oh meu Deus, é Robert Loggia”, “B de Bom Deus, é Robert Loggia”, e assim por diante, até o “L de Loggia, de Robert Loggia”. E, de fato, embora jamais tenha se firmado como protagonista, vencido prêmios ou emplacado tantos sucessos quanto poderia, Robert Loggia é um nome que merece ser reverenciado por seus papeis marcantes, que entraram para a história do cinema.












