Anima Mundi pode ser primeira vítima da “política cultural” de Bolsonaro
O Festival Anima Mundi, que tem sua 27ª edição prevista para julho no Rio e em São Paulo, pode se tornar o primeiro evento cinematográfico do ano cancelado pela “política cultural” do governo Bolsonaro. Um dos eventos de animação mais prestigiados do planeta, o Anima Mundi qualifica seus vencedores a disputar o Oscar da categoria. Mas Bolsonaro diz que “o Estado tem maiores prioridades”. O patrocínio da Petrobras, retirado de todos os eventos culturais por decisão presidencial, respondia por 30% do orçamento total do evento. Para tentar salvar o festival, os organizadores decidiram apelar para o financiamento coletivo. Antes de Bolsonaro, o orçamento médio do Anima Mundi era de R$ 3 milhões – por sinal, acima do teto de US$ 1 milhão estabelecido pelo governo para a nova Lei de Incentivo Cultural. Mas seria possível realizar uma versão enxuta, que mantivesse, além da mostra de filmes, alguns encontros dos profissionais com o público e debates, com R$ 800 mil de investimento, segundo Fernanda Cintra, produtora executiva do Anima Mundi. Entretanto, a expectativa é captar metade desse valor com o financiamento coletivo, para viabilizar ao menos as mostras. A campanha de financiamento coletivo do festival será lançada no dia 13 no site Benfeitoria.
John Lithgow entra na nova versão da série Perry Mason
O ator John Lithgow, vencedor do Emmy por seu papel como Winston Churchill na série “The Crown”, entrou no elenco da nova versão da série clássica “Perry Mason”, produzida por Robert Downey Jr. (“Os Vingadores”) para a HBO. Ele se junta a outros dois vencedores do Emmy, Matthew Rhys (protagonista de “The Americans”), que vive o célebre advogado do título, e Tatiana Maslany (protagonista de “Orphan Black”), intérprete da Irmã Alice, uma freira que prega pelo rádio. Lithgow interpretará Elias Birchard “EB” Jonathan, descrito como um advogado no ponto mais baixo de sua carreira e um empregado semi-regular de Mason. Mentor e figura paterna para Mason, EB começa a série recebendo o tipo de caso que ele não vê há anos: uma investigação de alto nível envolvendo um caso de sequestro infantil. Personagem literário do escritor Erle Stanley Gardner, “Perry Mason” já rendeu sete filmes, entre 1934 e 1940, e uma série imensamente popular, que consagrou o ator Raymond Burr. Originalmente exibida entre 1957 e 1966, a produção televisiva fez tanto sucesso que continuou a render telefilmes até os anos 1990. A maior diferença da nova versão para as anteriores é que ela apresentará “Perry Mason” como um drama de época passado nos anos 1930, época dos primeiros livros de Gardner. O projeto foi desenvolvido pelos roteiristas Rolin Jones e Ron Fitzgerald (ambos de “Friday Night Lights”) para a Team Downey, a produtora do ator Robert Downey Jr. e sua esposa Susan Downey, que adquiriram os direitos do personagem e chegaram a considerar uma adaptação cinematográfica. A série terá direção de Timothy Van Patten, que assinou o primeiro episódio de “Game of Thrones”, além de 20 capítulos de “Família Soprano” (The Sopranos), 18 de “Boardwalk Empire” e ainda venceu o Emmy pela minissérie “The Pacific” – todas produções da HBO. Ainda não há previsão para a estreia do novo Perry Mason.
Série do filme O que Fazemos nas Sombras é renovada para 2ª temporada
O canal pago americano FX renovou a série “What We Do in the Shadows”, baseada na comédia vampírica homônima (“O que Fazemos nas Sombras” no Brasil), para a 2ª temporada. Criada pelos mesmos responsáveis pelo filme, Taika Waititi (que ganhou proeminência após dirigir “Thor: Ragnarok”) e Jemaine Clement (visto em outro projeto recente da Marvel, como ator na série “Legion”), a série acompanha o dia-a-dia de vampiros entediados de Nova York. O filme original foi concebido como um falso documentário sobre o cotidiano de vampiros neozelandeses e venceu diversos festivais, como Sitges, o mais famoso dos eventos internacionais do cinema fantástico, e a mostra Midnight Madness, do Festival de Toronto. Já a série sofreu várias mudanças, além da locação e do elenco. Para começar, os protagonistas não são três vampiros preguiçosos, mas dois vampiros e uma vampira que não aceita desaforos, e ainda há um assistente humano. O elenco é formado por Matt Berry (da saudosa série “The IT Crowd”), Natasia Demetriou (“Year Friends”), Kayvan Novak (“As Aventuras de Paddington”) e Harvey Guillen (“The Magicians”). Atualmente em seu quinto episódio (metade da 1ª temporada), a série vem atraindo cerca de 500 mil telespectadores ao vivo.
HBO deleta copo de café “viral” em episódio de Game of Thrones
A HBO discretamente jogou no lixo digital o copo de café exibido por acidente no episódio “The Last of the Starks”, de “Game of Thrones”, que foi ao ar na noite de domingo (5/5). A presença de um copo de Starbucks no grande salão de Winterfell, durante a celebração da vitória contra o Rei da Noite, foi flagrada pelo público e se tornou viral nas redes sociais, rendendo diversas piadas. A própria HBO brincou com o assunto, ao emitir um comunicado reconhecendo o erro. “O latte que apareceu no episódio foi um erro. Daenerys pediu um chá de ervas”, diz o texto bem-humorado. Entretanto, quem procurar pelo copo na versão do episódio disponível para streaming na plataforma HBO Go não vai mais encontrá-lo. O anacronismo foi deletado da cena. Um representante da HBO confirmou que a produção usou efeitos visuais para tirar a gafe das exibições atuais e futuras do episódio.
Intérprete de Pantera Negra vai viver primeiro samurai negro do Japão
O ator Chadwick Boseman, intérprete do Pantera Negra dos filmes da Marvel, assinou contrato para estrelar “Yasuke”, filme sobre o primeiro samurai negro da história do Japão. Nativo de Moçambique, Yasuke chegou ao Japão como escravo no século 16, mas acabou desenvolvendo uma relação de amizade e respeito com o general Oda Nobunaga, eventualmente ganhando o título de samurai. O filme tem roteiro de Doug Miro, um dos criadores da série “Narcos” – e autor de grandiosos fracassos do cinema, como “Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo” (2010), “O Aprendiz de Feiticeiro” (2010) e “A Grande Muralha” (2016). “A lenda de Yasuke é um dos segredos mais bem guardados da história. Ele foi a única pessoa de origem não asiática a se tornar um samurai”, comentou Boseman em comunicado oficial. “Este não será apenas um filme de ação, e sim um evento cultural. Estou animado de fazer parte deste projeto”. Ainda não há diretor confirmado nem previsão de estreia.
Disney anuncia nova trilogia de Star Wars e adia continuações de Avatar
A nova e vitaminada Disney divulgou seu calendário de lançamentos para a próxima década, o primeiro a incluir os filmes da Fox. A acomodação de tantos títulos acabou causando mudanças na programação original da antiga Fox, com alguns adiamentos e até sumiços. Por outro lado, também há algumas surpresas. A maior novidade foi a revelação de uma nova trilogia de filmes de “Star Wars”, com estreias marcadas para o mês de dezembro dos anos de 2022, 2024 e 2026. Não há nenhuma outra informação sobre a produção, mas a Lucasfilm encomendou o desenvolvimento de duas trilogias diferentes, respectivamente para o cineasta Rian Johnson (de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) e os roteiristas David Benioff e D.B. Weiss (criadores de “Game of Thrones”). Para acomodar essas estreias, a franquia “Avatar” teve suas continuações adiadas. “Avatar 2”, que retoma os personagens do filme de James Cameron lançado em 2009, agora só vai chegar aos cinemas em dezembro de 2021, um ano depois do previsto pela Fox (vale lembrar que a primeira data de estreia deste filme era 2014), e os lançamentos dos filmes subsequentes da saga ficaram para 2023, 2025 e 2027. A Disney também adiou “X-Men: Os Novos Mutantes”, repetindo a Fox, que já tinha postergado o lançamento anteriormente. A adaptação dos quadrinhos da Marvel tinha sido programada para abril de 2018, foi remarcada para agosto deste ano, mas só chegará mesmo aos cinemas em abril de 2020, dois anos depois de sua previsão original. Já “Gambit”, outro projeto conturbado dos X-Men na Fox, foi removido da agenda. O longa estrelado por Channing Tatum estava há anos em desenvolvimento, mas nunca saiu do papel. Sem maiores detalhes, há também oito filmes sem título da Marvel, previstos até 2022. Entre os destaques originais da Disney, a principal data revelada foi do lançamento de “Cruella”, projeto similar a “Malévola” em que Emma Stone vive a vilã de “101 Dálmatas”, marcado para dezembro de 2020. Além disso, “Artemis Fowl”, adaptação dos livros de fantasia de Eoin Colfer, foi adiado de agosto deste ano para maio de 2020. O estúdio também aproveitou para anunciar que a ficção científica “Ad Astra”, com Brad Pitt, estreará agora em 20 de setembro. Confira abaixo a lista completa dos lançamentos da Disney (e Fox, Pixar, Marvel, LucasFilm, Fox Searchlight e Blue Sky), atualizada até 2027. 2019 Tolkien – Maio 10 Aladdin – Maio 24 X-Men: Fênix Negra – Junho 7 Toy Story 4 – Junho 21 Stuber – Julho 12 O Rei Leão – Julho 19 The Art of Racing in the Rain – Agosto 9 Ready or Not – Agosto 23 Ad Astra – Setembro 20 The Woman in the Window – Outubro 4 Malévola: A Mestra do Mal – Outubro 18 Ford v. Ferrari – Novembro 15 Frozen 2 – Novembro 22 Star Wars: A Ascensão Skywalker – Dezembro 20 Um Espião Animal – Dezembro 25 2020 Underwater – Janeiro 10 Untitled Kingsman Movie – Fevereiro 14 Call of the Wild – Fevereiro 21 Onward – Março 6 Mulan – Março 27 Os Novos Mutantes – April 3 Untitled Disney Marvel – Maio 1 Artemis Fowl – Maio 29 Untitled Pixar – Junho 19 Free Guy – Julho 3 Bob’s Burgers – Julho 17 Jungle Cruise – Julho 24 The One and Only Ivan – Agosto 14 Morte no Nile – Outubro 9 Untitled Disney Marvel – Novembro 6 Ron’s Gone Wrong – Novembro 6 Untitled Disney Animation – Novembro 25 West Side Story – Dezembro 18 Cruella – Dezembro 23 2021 Untitled Disney Marvel – Fevereiro 12 Nimona – Março 5 Untitled Disney Live Action – Março 12 Untitled Disney Marvel – Maio 5 Untitled Disney Live Action – Maio 28 Untitled Pixar – Junho 18 Untitled Indiana Jones – Julho 9 Untitled Disney Live Action – Julho 30 Untitled Disney Live Action – Outubro 8 Untitled Disney Marvel – Novembro 5 Untitled Disney Animation – Novembro 24 Avatar 2 – Dezembro 17 2022 Untitled Disney Marvel – Fevereiro 18 Untitled Pixar – Março 18 Untitled Disney Marvel – Maio 6 Untitled Disney Live Action – Maio 27 Untitled Pixar – Junho 17 Untitled Disney Live Action – Julho 8 Untitled Disney Marvel – Julho 29 Untitled Disney Live Action – Outubro 7 Untitled Disney Live Action – Novembro 4 Untitled Disney Animation – Novembro 23 Untitled Star Wars – Dezembro 16 2023 Untitled Disney Live Action – Fevereiro 17 Avatar 3 – Dezembro 22 2024 Untitled Star Wars – Dezembro 20 2025 Avatar 4 – Dezembro 19 2026 Untitled Star Wars – Dezembro 18 2027 Avatar 5 – Dezembro 17
Will Smith revela o rap do Gênio da Lâmpada no filme Aladdin
A nova versão de “Aladdin” vai ter rap. O astro Will Smith deu uma prévia da música que ele canta no filme, durante entrevista no programa de Jimmy Fallon, exibido na noite de segunda-feira (6/5) nos Estados Unidos. Ele explicou que chegou a recusar o papel do Gênio da Lâmpada, porque temia comparações com a versão animada. “Robin Williams realmente arrasou neste papel”, assumiu Smith, lembrando-se do ator que deu voz ao Gênio na versão animada. “Quando você olha para uma performance clássica como esta, você precisa pensar: O que eu tenho a adicionar? O que eu posso fazer diferente?”. Segundo o ator, o rap mostrou o caminho. “Por um tempo, eu não quis mexer em nada da performance de Robin, mas conforme fui conversando com o diretor [Guy Ritchie] e o pessoal da música isso foi mudando. O grande momento veio quando estávamos fazendo ‘Friend Like Me’ [em português ‘Nunca Teve um Amigo Assim’]”, explicou Smith. “Eu falei para eles pegarem a bateria de ‘Impeach the President’, do The Honey Drippers, e comecei a fazer rap em cima”, disse por fim. Quando o baterista Questlove, da banda de rap The Roots e músico do programa “The Tonight Show”, demonstrou qual era a batida da música mencionada, Smith soltou os versos de sua música de improviso. O resultado pode ser conferido abaixo. Com direção de Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), “Aladdin” estreia em 23 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Netflix vai produzir série sobre os crimes do apresentador de TV Wallace Souza
A Netflix anunciou a produção de uma série documental sobre Wallace Souza, ex-apresentador de TV e deputado, que foi preso por orquestrar mortes e produzir cenas de crime para passar em seu programa na televisão. Apesar do tema, o projeto não é brasileiro, mas das produtoras britânicas Caravan e Quicksilver. O título original também é em inglês, “Killer Ratings”, uma expressão de duplo sentido que se refere a números “matadores” (altos) de audiência, mas também um trocadilho com assassinatos. Wallace Souza chamou atenção com o programa “Canal Livre”, que apresentava em Manaus. A atração ganhou fama por encontrar cenas de crime e exibi-las antes de a polícia ter chegado ao local – como no filme “O Abutre”. Após investigação, Souza passou a ser acusado de encomendar mortes e criar cenas de crime, com o intuito exclusivo de mostrá-las no programa. Um ex-segurança do apresentador o acusou de ser chefe de uma organização criminosa. O apresentador também foi deputado, mas acabou cassado no final de 2009 e expulso do PP depois de ser acusado pela Polícia Civil de mandar matar traficantes de drogas para aumentar a audiência de seu programa de TV. Acabou preso por suspeita de ligações com crimes, incluindo formação de quadrilha, tráfico de drogas e homicídio. Durante sua defesa, alegou inocência. Souza morreu em 2010, vítima de parada cardíaca e infecção generalizada. A produção de “Killer Ratings” entrevistou pessoas ligadas ao programa de Souza, amigos, parentes e fontes policiais, e promete mostrar cenas inéditas do “Canal Livre”. A direção é de Daniel Bogado, que já ganhou diversos prêmios por seus documentários para o Channel 4 britânico, especializando-se na cobertura de conflitos africanos. “O que eu achava que sabia sobre Wallace Souza se mostrou ser só o ponto de partida de uma história extraordinária. Quando procuramos a fundo, vimos que os eventos eram de deixar queixos caídos, dignos de um roteiro de Hollywood”, afirmou Bogado. A série documental terá sete episódios e ainda não possuiu previsão de estreia.
Fim do Mundo: Netflix divulga trailer de filme “influenciado” por Stranger Things
A Netflix divulgou o pôster, 10 fotos e o trailer legendado da aventura apocalíptica “Fim do Mundo” (Rim of the World). A prévia mostra quatro pré-adolescentes usando suas bicicletas para fugir de um ataque de demodogs. Mas não se trata da 3ª temporada de “Stranger Things”. O vídeo é apenas sinal de que a plataforma já “influencia” a si mesma. A trama, na verdade, é um mashup de “Stranger Things” com “Guerra dos Mundos”. Os adolescentes estão em um acampamento de férias quando alienígenas invadem a Terra e, em meio a discos voadores, raios lasers e outros clichês, acabam assumindo a missão de salvar a humanidade. Essa “masharoca” é assinada por Zack Stentz (“Thor”, “X-Men: Primeira Classe”) e traz em seu elenco-mirim as crianças Jack Gore (“Roda Gigante”), Miya Cech (“Mentes Sombrias”), Benjamin Flores Jr. (“Game Shakers”) e Alessio Scalzotto (“Genius”), enquanto Annabeth Gish (“A Maldição da Residência Hill”), Lynn Collins (“X-Men Origens: Wolverine”), Dean Jagger (“Warrior”), Andrew Bachelor (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Tony Cavalero (“School of Rock”) e Michael Beach (“The 100”) compõem o elenco adulto. O longa é uma nova parceria entre a Netflix e o cineasta McG (“O Exterminador do Futuro: A Salvação”), que dirigiu “A Babá” (2017) para o serviço de streaming. A estreia está marcada para 24 de maio em streaming.
Ministro assina cota de tela para o cinema nacional após polêmica dos Vingadores
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, assinou nesta segunda (6/5) a cota de tela de 2019 para o cinema brasileiro. Trata-se da regra que obriga cinemas brasileiros a exibirem um percentual de filmes nacionais todo ano. A assinatura aconteceu após protelação de cinco meses – todo o tempo do governo Bolsonaro – e vem no bojo da controvérsia envolvendo a estreia de “Vingadores: Ultimato”, que ocupou mais de 80% das salas totais disponíveis no Brasil em sua estreia, no fim do mês passado. A assessoria do ministro confirmou a assinatura da cota para a imprensa, mas não informou números – a quantidade mínima de dias em que as salas do país serão obrigadas a exibir produções nacionais. De todo modo, a regra deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana. A cota para o cinema nacional foi regulada por uma medida provisória de 2001, que determina multa de 5% sobre a receita bruta média diária de qualquer sala que descumprir a regra. Os valores da cota anual costumam ser estabelecidos no mês de dezembro. Mas isso não aconteceu em 2018 e levou cinco meses para o Ministério da Cidadania perceber os efeitos causados pelo vácuo legal. A distribuição predatória de “Vingadores: Ultimato” foi tão polêmica que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) convocou na última sexta (3/5) uma reunião com exibidores para tratar do tema. Mas, como tem sido o Estado das coisas em 2019, o encontro virou briga em torno de outro problema: a paralisação de investimento da própria Ancine no cinema nacional.
The Walking Dead: Norman Reedus revela início das gravações da 10ª temporada
As gravações da 10ª temporada de “The Walking Dead” já começaram. A informação foi compartilhada pelo ator Norman Reedus, intérprete de Daryl, que divulgou em seu Instagram uma foto de bastidores do primeiro dia no set de Atlanta. A imagem traz os assentos de Daryl e Carol (Melissa McBride), que voltam a contracenar nos novos capítulos, após a mudança de ambos para a mesma comunidade. A produção deve durar até o segundo semestre. Ainda não há previsão para a estreia da 10ª temporada, mas geralmente o canal pago AMC reserva o mês de outubro para a série. Os próximos capítulos marcarão a despedida de outro personagem central da trama. Michonne, interpretada por Danai Gurira, terá participação diminuída até sair da história, como aconteceu com Rick (Andrew Lincoln) e Maggie (Lauren Cohan) na temporada passada. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox. Visualizar esta foto no Instagram. Day 1 ? Uma publicação compartilhada por norman reedus (@bigbaldhead) em 6 de Mai, 2019 às 8:31 PDT
Janelle Monae vai assinar a trilha da nova versão de A Dama e o Vagabundo
A Disney convocou Janelle Monae para trabalhar na trilha sonora de sua nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. Segundo o site da Variety, Monae e seu coletivo artístico Wondaland vão gravar novas versões de três músicas do clássico animado de 1955, incluindo uma faixa bastante polêmica: “A Canção dos Gatos Siameses” (no original, “The Siamese Cat Song”). Considerada um retrato racista da cultura asiática, a música acompanha uma dupla de gatos siameses que atormenta a protagonista, a cachorrinha Dama, após serem levados para a casa da família humana com quem ela vive. O remake live-action da animação clássica será lançado exclusivamente no serviço de streaming do estúdio, o Disney+ (Disney Plus), que estreia em 12 de novembro nos Estados Unidos. Além de trabalhar na trilha sonora, Monae vai dublar uma personagem no filme: Peg, uma das cachorrinhas de rua que a Dama (Lady, em inglês) conhece quando é levada para o canil. A escalação vai unir Janelle com sua namorada, a atriz Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), que dubla a protagonista. O resto do elenco de dubladores inclui Justin Theroux (“The Leftovers”) como o vira-lata Vagabundo, Benedict Wong (“Doutor Estranho”) como Bull, um buldogue inglês, e Ashley Jensen (“Extras”) como uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já os donos humanos da Dama serão interpretados, em carne e osso, por Thomas Mann (de “Kong: A Ilha da Caveira”) e Kiersey Clemons (“Dope: Um Deslize Perigoso”). No clássico animado de 1955, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess”, e a direção está a cargo de Charlie Bean, responsável pela animação “Lego Ninjago: O Filme”.
George Lucas revela que Peter Mayhew mudou a concepção de Chewbacca
O criador da franquia “Star Wars”, George Lucas, escreveu um tributo para o seu amigo Peter Mayhew, intérprete de Chewbacca que morreu na semana passada, aos 74 anos. Publicado nesta terça (6/5) pela revista The Hollywood Reporter, o texto afirma que o ator foi responsável por mudar a concepção original do personagem, transformando Chewbacca na criatura adorada pelos fãs da galáxia distante da Lucasfilm. “Originalmente, minha visão de Chewie era a de uma fera indomável, mas o personagem que Peter criou não era nada disso. Não importa o quanto ele tentasse, ele não conseguia ser uma fera. Ele era o cara que seria o seu melhor amigo até se enfurecer com você, e só daí ele te daria medo”, descreveu Lucas. “Ele era um gigante gentil. Era como os meus cachorros: Eles são ótimos, são fofos, são maravilhosos – até que você tente tirar a comida deles”, acrescentou. Lucas contou como o ator foi escalado para o papel, lembrando que o contratou assim que ele se levantou para comprimenta-lo. “Eu precisava de alguém muito, muito alto para interpretar um Wookie”, descreveu Lucas. “Estávamos achando difícil encontrar alguém assim na Inglaterra, onde filmei a maioria dos meus longas. Eu disse: ‘Isso é uma loucura, onde estão os jogadores de basquete?’. Mas, depois de muitos meses e tentativas, meu diretor de elenco disse: ‘Achei um!'”. Mayhew tinha mais de 2,10 metros de altura, mas não era jogador de basquete. Ele foi descoberto em seu trabalho como atendente de hospital em uma cidade do interior da Inglaterra. “Eu cheguei para a minha reunião com ele, e assim que ele se levantou, eu disse: ‘O trabalho é seu'”. Apesar da altura, Mayhew teve que usar sapatos de salto alto em suas primeiras cenas como Chewbacca, porque o personagem deveria ter ao menos 2,25 metros segundo o roteiro. “Então, quando ‘Star Wars’ ganhou fama e ele começou a ir para convenções, Peter percebeu que conseguiria ganhar a vida só com suas aparições públicas em eventos deste tipo. Ele era um cara gentil, doce. Era fácil gostar dele. Ele era mais como um Wookie do que eu poderia imaginar”, completou.












