Cate Blanchett vai presidir o júri do Festival de Veneza 2020
A organização do Festival de Veneza anunciou a atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) como presidente do júri principal de sua 77ª edição, responsável por premiar os melhores filmes e artistas e entregar o prestigiado Leão de Ouro ao vencedor do evento. “Todos os anos eu fico ansiosa para ver a seleção do Festival de Veneza”, comentou Blanchett em comunicado oficial após o anúncio. “Todos os anos eu me vejo surpresa. Este é o festival mais climático do mundo — uma celebração da mídia provocativa e inspiradora que é o cinema. É um privilégio e um prazer ser a presidente do júri este ano”, completou. Blanchett sucede a cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”), que presidiu o júri em 2019, dando o Leão de Ouro a “Coringa”. A lista de presidentes recentes do júri do evento também inclui Guillermo Del Toro, Annette Bening, Sam Mendes, Alfonso Cuarón, Bernardo Bertolucci, e Quentin Tarantino. Curiosamente, a definição deste ano sobre a presidência do juri foi mais antecipada que o habitual. O Festival de Veneza de 2020 só vai acontecer entre os dias 2 e 12 de setembro.
Estreias: Jumanji domina circuito em plena temporada do Oscar
“Jumanji: Próxima Fase” é o maior lançamento da semana, monopolizando 1,4 mil telas nesta quinta (16/1), apesar da programação incluir filmes indicados ao Oscar. A comédia de aventura com Dwayne “The Rock” Johnson, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan chega aos cinemas brasileiros um mês depois do lançamento nos Estados Unidos, com a missão prioritária de faturar milhões e tirar a distância para o primeiro filme, mais bem-sucedido. Assim como aconteceu com “Frozen 2”, o Brasil é o último país do mundo a exibir a produção dos estúdios Sony, que já faturou mais de US$ 670 milhões nas bilheterias mundiais – cerca de US$ 300 milhões a menos que o longa anterior. Mas não foi só a bilheteria que se mostrou inferior. A crítica norte-americana também achou a continuação pior que o longa de 2017, com registro de 66% de aprovação no Rotten Tomatoes – contra 76% de “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”. As demais estreias da semana tem tom dramático e disputam espaço no circuito limitado. Dois títulos concorrem ao Oscar, dois tentaram concorrer ao Oscar e o último é uma produção de 17 anos atrás. “O Escândalo” disputa três Oscars, com destaque para as indicações das atrizes Charlize Theron e Margot Robbie, nos papéis de jornalistas assediadas pelo chefão da Fox News. Apesar da boa vontade da Academia, o longa do diretor Jay Roach, baseado no escândalo real que derrubou Roger Ailes, não se tornou uma unanimidade crítica. Tem 68% de aprovação no Rotten Tomatoes, um pouco mais que a série “The Loudest Voice” (54%) que conta a mesma história, mas centrada no fundador do canal de notícias. O francês “Os Miseráveis” é muito superior. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, e com 84% no Rotten Tomatoes, denuncia abusos policiais num bairro negro e pobre de Paris, combinando o engajamento de um drama social com a tensão de um thriller criminal. Venceu o Prêmio do Júri do Festival de Cannes. O holandês “Instinto” e o costarriquenho “O Despertar das Formigas” também disputaram vagas na categoria de Filme Internacional do Oscar 2020, mas não conseguiram vaga entre os cinco indicados. O filme centro-americano ainda venceu a competição latina do Festival de Gramado. Completa a programação “A Melhor Juventude”, drama italiano premiadíssimo de 2003 – venceu a mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, e seis troféus David di Donatello (o Oscar italiano), inclusive como Melhor Filme daquele ano. Além disso, tem 93% no Rotten Tomatoes e a fama de ser uma “obra prima”. Mas mesmo com esse currículo era considerado um desafio para o mercado brasileiro. A dificuldade de exibição se deve à sua longa duração: o filme tem seis horas de projeção! Até o circuito limitado tem seus… limites. Confira abaixo mais detalhes das estreias da semana com todos suas sinopses e trailers. Jumanji: Próxima Fase | EUA | Aventura Tentado em revisitar o mundo de Jumanji, Spencer (Alex Wolff) decide consertar o jogo de videogame que permite que os jogadores sejam transportados ao local. Logo o quarteto formado por Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Moose Finbar (Kevin Hart), Shelly Oberon (Jack Black) e Ruby Roundhouse (Karen Gillan) ressurge, agora comandado por outras pessoas: os avôs de Spencer e Fridge (Danny DeVito e Danny Glover) assumem as personas de Bravestone e Finbar, enquanto o próprio Fridge (Ser’Darius Blain) agora está sob a pele de Oberon. O Escândalo | EUA | Drama Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusa de assédio sexual no ambiente de trabalho. Os Miseráveis | França | Drama Stéphane (Damien Bonnard) é um jovem que acaba de se mudar para Montfermeil e se junta ao esquadrão anti-crime da comuna. Colocado no mesmo time de Chris (Alexis Manenti) e Gwada (Djibril Zonga), dois homens de métodos pouco convencionais, ele logo se vê envolvido na tensão entre as diferentes gangues do local. Instinto | Holanda | Drama Nicoline (Carice van Houten), uma psicóloga experiente, inicia um novo emprego em uma instituição penal, apesar de ter resolvido nunca mais voltar à psiquiatria. Ela conhece Idris (Marwan Kenzari), um homem inteligente com um distúrbio de personalidade antissocial e narcisista, que cometeu uma série de crimes sexuais graves. Após cinco anos de tratamento, ele está prestes a conseguir sua primeira liberdade condicional desacompanhada. O Despertar das Formigas | Costa Rica, Espanha | Drama Vivendo sua rotina da maneira mais regrada e tranquila possível, uma mãe de meia-idade residente no interior da Costa Rica educa suas filhas para que no futuro elas tenham o mesmo comportamento. Mas quando um evento a faz parar para refletir a respeito da vida que leva, ela passa a vagarosamente odiar o seu dia a dia. A Melhor Juventude | Itália | Drama A saga de uma família italiana desde o fim dos anos 1960 até o início dos anos 2000. Os irmãos Nicola (Luigi Lo Cascio) e Matteo Carati (Alessio Boni) dividem os mesmos sonhos, esperanças, leituras e amizades até o dia em que conhecem Giorgia (Jasmine Trinca), uma garota com distúrbios psíquicos. Nicola começa a militar no movimento estudantil e, mais tarde, se torna um psiquiatra, enquanto Matteo abandona os estudos e entra na polícia. O percurso dos dois e do resto da família é apresentado paralelamente a acontecimentos importantes da história recente da Itália: a inundação de Florença, a luta contra a máfia e os grandes jogos de futebol da seleção nacional.
Série derivada de Game of Thrones só vai estrear em 2022
A série “House of the Dragon”, derivada de “Game of Thrones”, só deve estrear em 2022, informou o chefe de programação da HBO, Casey Bloys, durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Sem dar muitos detalhes de quando começará a pré-produção, Bloys ainda explicou porque o outro spin-off da saga, que seria estrelado por Naomi Watts, não recebeu a aprovação do canal. Para ele, o piloto escrito por Jane Goldman tinha menos relação com a série original, já que se passava 8 mil anos antes dos eventos de “Game of Thrones”. “Foi um grande desafio inventar todo um mundo”, considerou Blois. “Mas ‘House of the Dragon’ teve uma grande vantagem, que era se basear num texto de George R.R. Martin e seguir a história dos Targaryen. Havia mais conexão. Foi mais fácil de dizer: ‘Ok, vamos fazer essa série'”. Ele completou: “Às vezes essas coisas clicam e outras vezes não.” “House of the Dragon” é assinada pelo roteirista Ryan J. Condal (criador da série sci-fi “Colony”) e se baseia no livro “Fogo & Sangue”, de George R.R. Martin, criador da saga literária que inspirou “Game of Thrones”. A trama se passa cerca de 300 anos antes dos eventos da série. A atração recebeu encomenda de 10 episódios iniciais e contará entre seus diretores com um veterano de “Game of Thrones”, Miguel Sapochnik, vencedor do Emmy pelo celebrado capítulo da “Batalha dos Bastardos”. Além de dirigir o primeiro capítulo, Sapochnik também será um dos produtores da nova série.
Versão de terror da fábula de João e Maria ganha novo trailer legendado
A Imagem Filmes divulgou a versão legendada do trailer de “Maria e João: O Conto das Bruxas” (Gretel & Hansel), adaptação em tom de terror do clássico conto de fadas dos Irmãos Grimm, conhecido no Brasil como a fábula de “João e Maria”. A prévia aprofunda os elementos de terror da história com uma cenografia bastante estilizada. O filme traz Sophia Lillis (a Beverly de “It: A Coisa”) como a menina Gretel/Maria, que se perde no meio da floresta com seu irmão menor (o estreante Sammy Leakey). Como na história conhecida, eles acabam indo parar numa casa habitada por uma bruxa. Além de Lillis e Leakey, o elenco inclui Alice Krige (“The OA”), Jessica De Gouw (a Caçadora da série “Arrow”) e Charles Babalola (“A Lenda de Tarzan”). Com direção de Oz Perkins (“A Enviada do Mal”), a estreia está marcada para 31 de janeiro nos EUA e apenas três semanas depois, em 20 de fevereiro, no Brasil.
Snowpiercer: Série baseada em filme do diretor de Parasita ganha novo trailer e data de estreia
O canal pago americano TNT finalmente divulgou a data de estreia da série sci-fi “Snowpiercer”, baseada no filme lançado no Brasil como “Expresso do Amanhã” (2013). A data foi revelada novos pôster e trailer da produção, que já completa cinco anos de desenvolvimento. A premissa da série pós-apocalíptica é a mesma do filme do cineasta sul-coreano Bong Joon Ho (“Parasita”), por sua vez baseado nos quadrinhos franceses de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. A trama se passa em 2031, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa seu próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. O grande elenco da adaptação é encabeçado por Jennifer Connelly (“Noé”), como o rosto do sistema, e Daveed Diggs (série “The Get Down”), como a voz da rebelião, além de Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”), Aleks Paunovic (“Van Helsing”) e Alison Wright (série “The Americans”). A série foi concebida por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da TNT sobre os rumos da atração e foi substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”). Só que este detalhe atrasou a estreia em dois anos, já que o cineasta Scott Derrickson (“Doutor Estranho”) se solidarizou com Friedman e recusou-se a mexer no piloto original. Assim, para acomodar as alterações pedidas pelo canal, o capítulo precisou ser inteiramente refilmado com outro diretor – James Hawes, de “Black Mirror”. Os executivos da Turner ainda causaram outro problema com sua indefinição sobre o que fazer com a série. Encomendada pela TNT, ela foi repassada para o TBS, que é especializado em comédias. Mas alguém deve ter percebido o equívoco, pois o lançamento voltou para a TNT, onde finalmente será exibida… em 31 de maio. Apesar das dificuldades de bastidores, “Snowpiercer” já se encontra renovada para sua 2ª temporada.
Stargirl: Nova série de super-heróis da DC Comics ganha segundo trailer
A rede The CW divulgou o segundo trailer da série “Stargirl”, uma nova produção de super-heróis, que foi criada originalmente para a plataforma DC Universe. A prévia ressalta o tom leve, mas repleto de mitologia de quadrinhos, ao mostrar uma versão bastante simplificada da origem da personagem. A série resume tudo à descoberta de um cetro poderoso entre as caixas de mudança do novo padrasto da estudante Courtney Whitmore, que a inspira a se transformar em super-heroína. Esta simplificação divide opiniões, mas é inevitável, tendo em vista como a história da heroína remete aos primeiros quadrinhos publicados pela DC Comics. Apesar de ser uma criação do final dos anos 1990, Stargirl é a culminação do legado de dois super-heróis clássicos. O ponto focal da história é um ajudante de super-herói, que vários anos após se aposentar se torna o padrasto de Courtney Whitmore. Criado em 1941 por Jerry Siegel, um dos autores de Superman, Listrado (Stripesy) era o parceiro adulto de Sideral (Star-Spangled Kid). Os dois foram uma apropriação da ideia do Capitão América e Bucky, heróis patrióticos que os antecederam. Inspirados a combater nazistas, também usavam uniformes com listras e estrelas. Mas, curiosamente, Sideral seria o equivalente a Bucky, um adolescente mirrado. Apesar disso, era o protagonista das histórias, enquanto seu ajudante era o adulto Listrado. Essa inversão acabou sendo seu maior diferencial. Décadas mais tarde, já adulto, Sideral mudou seu nome para Celestial (Skyman), passando a liderar o grupo de heróis Corporação Infinito (Infinity Inc) até ser morto em 1988. Enquanto isso, seu ex-parceiro Pat Dugan se aposentou e se casou com a mãe de uma adolescente irritante. E a jovem resolveu virar heroína e assumir a identidade do antigo parceiro do padrasto, Sideral, só para aborrecê-lo. Vendo que ela ia se dar mal, Dugan resolveu retomar a carreira de herói, criando um uniforme robótico e assumindo a identidade de F.A.I.X.A. para acompanhar e tentar proteger a heroína amadora. O que, na prática, resultou num revival repaginado da parceria original entre Sideral e Listrado. Mas essa história em quadrinhos ainda inclui outro herói clássico. Depois de um tempo atuando como Sideral, Courtney recebeu de presente o cetro poderoso de Starman (na verdade, do filho do Starman dos anos 1940), que também decidiu se aposentar. E foi só a partir daí que ela assumiu a identidade de Stargirl, em homenagem ao dono do cetro original, e ingressou na Sociedade da Justiça da América – o grupo mais antigo de super-heróis da DC, anterior à Liga da Justiça. A série “simplifica” essa história ao combinar Sideral e Starman na mesma pessoa. Ou melhor, a trama vai chamar o Sideral de Starman, simplesmente. Assim, na cronologia da série, Pat Dugan foi parceiro de Starman e Courtney Whitmore resolve virar Stargirl desde o começo. Deu para entender? Muita gente não gostou, porque isso tira créditos de Jerry Siegel, autor que é simbolo da luta pelo reconhecimento do trabalho dos criadores de quadrinhos. Afinal, Sideral é mais importante que Starman na origem de Stargirl. Além da jovem Brec Bassinger no papel-título, o elenco destaca Luke Wilson (do clássico “Legalmente Loira”) como Pat Dugan/Listrado, Amy Smart (“Efeito Borboleta”) como Barbara Whitmore, a mãe da heroína, Joel McHale (“Community”) como Starman, Henry Thomas (“The Haunting of Hill House”) como Doutor Meia-Noite, Brian Stapf (“Valor”) como Pantera e Lou Ferrigno Jr. (“S.W.A.T.”) como Homem-Hora, além de Joy Osmanski (“Santa Clarita Diet”) Neil Hopkins (“Matador”) e Nelson Lee (“Blade: The Series”) como os supervilões Tigresa, Mestre dos Esportes e Rei Dragão, integrantes da Sociedade da Injustiça. A produção foi desenvolvida por Geoff Johns, co-criador da série “The Flash”, e que foi justamente quem criou Stargirl nos quadrinhos. A prévia anuncia a estreia para a primavera americana de 2020 – isto é, entre março e maio.
Arrowverso sofre mudança radical com Crise nas Infinitas Terras. Veja como as séries lidarão com as mudanças
O crossover “Crise nas Infinitas Terras” confirmou as expectativas de reorganizar todas as séries de super-heróis da rede CW num mesmo universo, tornando o termo Arrowverso mais que um apelido extra-oficial. Em entrevistas após o episódio final, exibido na noite de terça (14/1) nos EUA, o produtor Marc Guggenheim explicou que o reboot não foi tão radical quanto nos quadrinhos originais de 1985, que inspiraram a trama do crossover. Apenas as séries do Arrowverso foram reunidas na mesma Terra, enquanto as demais produções – como “Titãs”, “Patrulha do Destino”, “Monstro do Pântano” e “Stargirl”, da plataforma DC Universe – permanecem em universos separados. Ou seja, o multiverso não foi destruído. Apenas parcialmente “rebutado”. Mas isto foi suficiente para mudar tudo no Arrowverso, trazendo “Supergirl” e “Raio Negro” (Black Lightning) para o mesmo universo ficcional de “The Flash”, “Legends of Tomorrow” e “Batwoman”. Com o anúncio da produção de “Superman & Lois”, serão seis séries interligadas com exibição simultânea, algo jamais visto antes na História da Televisão. E o número pode crescer ainda mais, caso o spin-off de “Arrow”, centrado em Mia, a filha do Arqueiro Verde, vire a sétima série. Não foram apenas os universos paralelos que sumiram. Linhas temporais precisaram ser alteradas para acomodar a história dos personagens numa nova continuidade. Apenas um pequeno grupo de heróis guarda memórias do multiverso original, enquanto o resto da humanidade sofre os efeitos do reboot, acreditando que todos sempre existiram juntos. Com isso, surgem problemas narrativos, que Guggenheim prefere deixar para os roteiristas de cada série resolverem. Para começar, Supergirl terá que lidar com a distorção criada em torno de Lex Luthor, que agora é adorado pelo público e não mais temido como um cientista louco. Superman teve filhos gêmeos com Lois, em vez de apenas uma criança. Sara, o bebê de John Diggle que tinha sido apagado da existência por culpa do Flash, voltou a aparecer como uma menina crescida. E ninguém sabe, até o momento, quem realmente é a atual Laurel Lance – seria a vilã que veio da Terra 2 e se redimiu ou a heroína da Terra 1, que originalmente morreu na 4ª temporada de “Arrow”? O fato é que “Crise nas Infinitas Terras” vai continuar reverberando por um bom tempo, como demonstram os trailers dos próximos episódios do Arrowverso, disponibilizados nesta quarta pela rede CW. Confira abaixo como cada atração foi impactada e vai lidar com a continuidade de suas histórias. Vale observar ainda que, infelizmente, o crossover será exibido incompleto no Brasil pelo canal pago Warner. Isto porque o canal não tem direito à série “Batwoman” – que será lançada no mercado internacional junto da plataforma HBO Max – e só vai exibir quatro dos cinco episódios. Claro que isso deixará os telespectadores confusos (não bastasse a própria história ter uma narrativa incoerente). A estreia está prevista para o próximo domingo (19/1) na TV brasileira.
Arrow: Piloto de nova série com a filha do Arqueiro Verde ganha trailer e fotos
A rede The CW divulgou o trailer e as fotos do piloto plantado do spin-off de “Arrow”. Intitulado “Green Arrow and the Canaries” (Arqueiro Verde e as Canários), o piloto será exibido como um episódio convencional de “Arrow” na próxima terça (21/1). E só vai virar série se agradar ao público e aos executivos do canal. A prévia mostra o encontro entre as personagens Mia Smoak Queen (Katherine McNamara na série), filha do Arqueiro Verde, com Laurel Lance (Katie Cassidy) e Dinah Drake (Juliana Harkavy), também conhecidas como as Canários Negros da Terra 2 (aka Sereia Negra) e Terra 1. Após o crossover “Crise nas Infinitas Terras”, a linha temporal dessas três personagens foi redefinida, e a confusão resultante deve ser abordada no episódio-piloto. Para começar, há a questão temporal. Na última vez em que foi vista, Mia tinha viajado no tempo para 2019. Mas a sinopse indica que o episódio se passa em 2040, época original da herdeira do Arqueiro Verde. O problema é que, ao aparecer para visitá-la, as duas Canários mostram-se muito bem conservadas para quem está na Terceira Idade. Outra viagem no tempo? Também há a questão de Laurel. Se os habitantes do Arrowverso foram todos incluídos na mesma Terra, o que isso significa para a personagem que veio originalmente da Terra 2? Em outras palavras, qual Laurel continua em “Arrow” – a personagem de Terra 2 ou a Canário Negro original, que morreu na 4ª temporada? Diz a sinopse do episódio: “No ano de 2040, Mia Queen tem tudo o que sempre quis, até que Laurel e Dinah aparecem subitamente e as coisas tem uma guinada chocante. Laurel e Dinah investigam uma vítima de sequestro que se conecta diretamente a Mia”. Além das três atrizes, as fotos ainda apresentam a vítima citada. Ela é identificada como Bianca Bertinelli e vivida por Raigan Harris (da série “The Dead Girls Detective Agency”). O sobrenome Bertinelli sugere que os produtores planejam uma versão televisiva de “Aves de Rapina”, numa referência à identidade secreta da heroína Caçadora, Helena Bertinelli. Helena chegou a aparecer em “Arrow”, interpretada pela atriz Jessica de Gouw em quatro episódios durante a 1ª e a 2ª temporada. Sua última aparição foi num capítulo chamado, justamente, de “Birds of Prey” (Aves de Rapina, em inglês). Após os eventos de “Crise nas Infinitas Terras”, “Arrow” terá apenas mais dois episódios para encaminhar esse possível spin-off. A série acaba no dia 28 com o episódio “Fadeout”.
Sergio: Wagner Moura vive diplomata brasileiro em trailer de filme internacional da Netflix
A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer de “Sergio”, biografia do diplomata Sérgio Vieira de Mello, que traz o ator Wagner Moura (“Narcos”) no papel-título. Além de estrelar o filme, Moura é um dos produtores. Ele estava desde 2013 tentando tirar o filme do papel e chegou a passar uma temporada nos Estados Unidos negociando a produção. Falado em inglês, “Sergio” tem elenco internacional, com participação da cubana Ana De Armas (“Blade Runner 2049”) no papel de Carolina Larriera, economista argentina e mulher de Vieira de Mello, que foi a última pessoa a vê-lo com vida, além dos atores Garret Dillahunt (“Fear the Walking Dead”), Will Dalton (“Loving”), Clemens Schick (“Praia do Futuro”) e Brían F. O’Byrne (“Menina de Ouro”). Trata-se do primeiro longa de ficção dirigido por Greg Barker, vencedor do Emmy pelo documentário “Manhunt: The Inside Story of the Hunt for Bin Laden” (2013). Mas ele conhece bem o tema. Em 2009, Barker dirigiu outro “Sergio” (2009) sobre o mesmo diplomata, um documentário sobre a vida de Vieira de Mello para o canal pago HBO. O roteiro, por sua vez, é de Craig Borten, indicado ao Oscar por “Clube de Compras Dallas” (2013), e adapta o livro “O Homem Que Queria Salvar o Mundo”, de Samantha Power, ex-embaixadora dos Estados Unidos para as Nações Unidas e premiada com o Pulitzer. O filme foca as missões de Sérgio Vieira de Mello durante seu período no Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, quando fez importantes avanços sócio-políticos no Timor Leste, Bangladesh, Camboja e outros países com problemas humanitários. Sua capacidade de resolver crises aparentemente insolúveis lhe rendeu o apelido de “Mr. Fix-It”, citado no trailer, e fama de ser uma mistura de “James Bond com Bobby Kennedy”. Graças à sua capacidade de negociação, coragem e disposição de enfrentar o perigo, ele foi escolhido para representar o secretário-geral das Nações Unidas no Iraque, em maio de 2003. E acabou vítima de um ataque à bomba ordenado por Osama Bin Laden contra a sede das Nações Unidas em Bagdá. A estreia está marcada para 19 de abril, exclusivamente em streaming.
Star Wars: A Ascensão Skywalker atinge US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Star Wars: A Ascensão Skywalker” entrou no clube dos bilionários na terça-feira (14/1), quando atingiu US$ 1.001 bilhão de bilheteria mundial. A produção da Lucasfilm/Disney arrecadou US$ $481,3 milhões nos Estados Unidos e Canadá e US$ 519,7 milhões nos demais países. Apesar desse desempenho bem-sucedido, “A Ascensão Skywalker” não deve superar os rendimentos de “Os Últimos Jedi” (US$ 1,3 bilhão), o que o transformará no filme de menor faturamento da nova trilogia – a primeira produzia pela Disney – , inaugurada por “O Despertar da Força”, em 2015. O filme teve dificuldades inesperadas ao encontrar reprovação da crítica. Também vieram à tona informações de bastidores, em entrevistas com o elenco, sobre cortes extensos feitos pela Lucasfilm. Com direção de JJ Abrams (o diretor de “O Despertar da Força”), “Star Wars: A Ascensão Skywalker” foi lançado em 19 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Ao atingir US$ 1 bilhão, o filme fez aumentar o recorde da Disney, que passa a somar sete filmes bilionários lançados em 2019, um número nunca visto e que deve demorar para – se é que vai – ser repetido. Este desempenho foi resultado do êxito de “Vingadores: Ultimato”, que quebrou o recorde de maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 2,8 bilhões, e mais os êxitos de “O Rei Leão” (US$ 1,66 bilhão), “Frozen 2” (US$ 1,23 bilhão), “Capitão Marvel” (US$ 1,13 bilhão), “Toy Story 4” (US$ 1,07 bilhão), “Aladdin” (US$ 1,05 bilhão) e o citado “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Para se ter ideia do tamanho desta façanha, até então a Disney tinha conseguido emplacar apenas quatro filmes com mais de US$ 1 bilhão num único ano, durante 2016. Já o máximo que uma companhia rival conseguiu foram três – a Universal, em 2015.
Crise nas Infinitas Terras surpreende ao juntar os universos televisivo e cinematográfico da DC
Alerta de spoiler agudo. O final de “Crise nas Infinitas Terras”, megacrossover do Arrowverso, exibido na noite de terça-feira (14/1) nos EUA, surpreendeu o público com o encontro de dois Flash: o herói da série “The Flash”, vivido por Grant Gustin, e sua versão de cinema, vista no filme “Liga da Justiça” e interpretado por Ezra Miller. Foi a primeira vez que os universos televisivo e cinematográfico da DC Comics se encontraram. A participação surpresa de Ezra Miller foi mantida em segredo pelos produtores e só foi descoberta pelos telespectadores no momento da exibição. Com o público ainda de boca aberta, Grant Gustin compartilhou fotos de bastidores desse encontro histórico em seu Instagram. Em 12 horas, mais de 1,3 milhão de pessoas curtiram as imagens. Veja abaixo. O desfecho de “Crise nas Infinitas Terras” teve várias outras citações às infinitas versões dos super-heróis da DC, além de incluir uma aparição especial de Marv Wolfman, o escritor da “Crise nas Infinitas Terras” nos quadrinhos. Mas o detalhe mais divertido ficou para a cena final. Juntando-se em homenagem a Oliver Queen, os heróis resolvem manter uma sede secreta para se reunir sempre que fosse necessário enfrentar uma nova crise de proporções infinitas. Seria a criação da Liga da Justiça? Não exatamente. Ao mostrar o exterior, o lugar se revela a Sala da Justiça da animação clássica “Superamigos” – com direito à trilha do desenho e referência ao macaco Gleek, dos Super-Gêmeos, para reforçar a conexão. Desta vez com impacto duradouro no Arrowverso, a saga de cinco episódios culminou na morte de Oliver Queen e acomodou as infinitas Terras numa única Terra – ou seja, “Supergirl” e “Raio Negro” agora fazem parte do mesmo universo de “The Flash”, “Legends of Tomorrow” e “Batwoman”. Infelizmente, o crossover será exibido incompleto na TV brasileira pelo canal pago Warner. Isto porque o canal não tem direito à série “Batwoman” – que será lançada no mercado internacional junto da plataforma HBO Max – e só vai exibir quatro dos cinco episódios. Claro que isso deixará os telespectadores confusos (não bastasse a própria história ter uma narrativa incoerente), além de eliminar a aparição do Batman do Futuro em outra participação histórica – a primeira vez que o dublador oficial dos desenhos de Batman, Kevin Conroy, viveu o personagem. A estreia está prevista para o próximo domingo (19/1). Ver essa foto no Instagram How about that? Ezra is one of a kind. So glad we could make this happen and keep it a secret until today. Thank you to @dccomics. Uma publicação compartilhada por Grant Gustin (@grantgust) em 14 de Jan, 2020 às 8:26 PST
Boneco do Mal 2: Katie Holmes enfrenta terror de plástico no trailer legendado da continuação
A Galeria Distribuidora divulgou a versão legendada do trailer de “Brahms: Boneco do Mal 2” (Brahms: The Boy II), segundo filme do boneco assassino que não é Chucky nem Annabelle, mas também rendeu pegadinha do Programa Sílvio Santos. Escrito e dirigido pelos responsáveis pelo filme original de 2016, respectivamente o roteirista Stacey Menear e o diretor William Brent Bell, o novo filme troca a história de babá de boneco sinistro por uma trama de família assombrada pelo terror de plástico. Desta vez, Katie Holmes (“Batman Begins”) muda-se com a família para uma mansão afastada, onde seu filho, que já tem tendências violentas, encontra o boneco do título, que ele passa a tratar como um menino real. O elenco também inclui Owain Yeoman (“Emergence”), Ralph Ineson (“A Bruxa”) e o menino Christopher Convery (“Gotham”). A estreia está marcada para 5 de março no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Amazon confirma série baseada em Jack Reacher
A Amazon oficializou a produção da série “Jack Reacher”, baseada nos livros de Lee Child (pseudônimo de James D. Grant), que já rendeu dois filmes estrelados por Tom Cruise. A adaptação está a cargo de Nick Santora (criador de “Scorpion”) e também conta com a participação do cineasta Christopher McQuarrie, que dirigiu os filmes de 2012 e 2016, como produtor. A 1ª temporada será baseada no primeiro livro de Reacher, “Dinheiro Sujo” (The Killing Floor), publicado em 1997, introduzindo o personagem como ele foi criado na literatura. Vale lembrar que os longas estrelados por Cruise adaptaram o 9º e o 18º livros da franquia. E descontentaram os leitores devido à baixa estatura do ator, que não combina com a descrição do personagem. Outro ator será agora escalado no papel, e o escritor garantiu que a produção escolherá um intérprete mais alto e encorpado. A série está sendo desenvolvida pela Skydance e a Paramount, que já foram bem-sucedidas ao relançar outra franquia literária que derrapava nos cinemas e renasceu com sucesso como uma série da Amazon: “Jack Ryan”.












