Olivia Wilde reúne doutores da TV em vídeo de apoio aos médicos da vida real
A atriz e cineasta Olivia Wilde reuniu algumas das maiores estrelas de séries médicas da TV americana num vídeo postado na terça (7/4), Dia Mundial da Saúde, para agradecer aos médicos da vida real, que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Para quem não lembra, Wilde interpretou Thirteen (Treze), médica da série “House”. O vídeo reúne outros cinco integrantes da atração (Omar Epps, Jennifer Morrison, Lisa Edelstein, Peter Jacobson e Kal Penn), além de “doutores” de outras séries famosas, como “Grey’s Anatomy” (Patrick Dempsey, Sandra Oh e Kate Walsh), “E.R./Plantão Médico” (Maura Tierney e Julianna Margulies), “Scrubs” (Zach Braff, Donald Faison e Sarah Chalke), “Nurse Jackie” (Eddie Falco), “Tal Pai, Tal Filho” (Neil Patrick Harris) e a novata “The Good Doctor” (Freddie Highmore”), além de Jennifer Garner, que interpretou uma médica no filme “Clube de Compras Dallas”; “Em nome de médicos falsos em todos os lugares, queremos agradecer aos super-heróis reais da saúde na linha de frente desta crise. Neste Dia Mundial da Saúde, considere fazer uma doação para comprar recursos essenciais para esses socorristas que estão arriscando suas vidas por nós”, escreveu ela, pedindo ajuda para a campanha Firt Responders First, que visa doar materiais e recursos aos profissionais da saúde que lidam diretamente com os infectados nos EUA. Veja o vídeo abaixo. Ver essa foto no Instagram On behalf of fake doctors everywhere, we want to thank the actual healthcare superheroes on the front lines of this crisis. On this #worldhealthday please consider donating to buy essential resources for these first responders who are risking their lives for us. Thriveglobal.com/firstresponders #firstrespondersfirst ELBOW BUMPS to my favorite fake docs : @patrickdempsey @nph @donald_aison @zachbraff Julianna Margulies Maura Tierney @_sarahchalke @ediefalco @lisaedelstein @jennifermorrison @omarepps @realpjacobson @kalpenn @iamsandraohinsta @katewalsh @freddiehighmore @jennifer.garner And my friend and super-editor @jamie_egan !!! Uma publicação compartilhada por Olivia Wilde (@oliviawilde) em 7 de Abr, 2020 às 4:35 PDT
Allen Garfield (1939 – 2020)
O ator Allen Garfield, que trabalhou em vários filmes de Brian De Palma, Francis Ford Coppola e Wim Wenders, morreu na terça (7/4) devido a complicações causadas por covid-19. Ele tinha 80 anos. Nascido Allen Goorwitz em 22 de novembro de 1939, em Newark, Nova Jersey, ele foi boxeador amador, estudou com Lee Strasberg e Elia Kazan no Actors Studio, em Nova York, e começou a carreira no teatro, antes de aparecer pela primeira vez no cinema em 1968, na comédia erótica “Orgy Girls ’69”. Ele fez carreira no cinema underground, com papéis nos primeiros filmes de Brian De Palma, “Quem Anda Cantando Nossas Mulheres” (1968), “Olá, Mamãe!” (1970) e “O Homem de Duas Vidas” (1972). Também participou do cult “Putney Swope” (1969), produção contracultural de Robert Downey, o pai do ator de “Homem de Ferro”, e em comédias sobre o amor-livre, como “O Corujão e a Gatinha” (1970), de Herbert Ross, e “Procura Insaciável” (1971), de Milos Forman. A lista de participações em obras que refletiram e marcaram sua época inclui “Bananas” (1971), de Woody Allen, “A Organização” (1971), de Don Medford, o impactante “O Candidato” (1972), de Michael Ritchie, em que Robert Redford disputava uma eleição para o Senado dos EUA, o clássico “Nashville” (1975), de Robert Altman, e o suspense “A Conversação” (1974), que inaugurou sua parceria com Francis Ford Coppola – continuada nos musicais “O Fundo do Coração” (1981) e “Cotton Club” (1984). Além de trabalhar com alguns dos principais nomes da então chamada “Nova Hollywood”, Garfield ainda atuou na comédia “Primeira Página” (1974), de um dos maiores mestres da velha Hollywood, Billy Wilder. Sua filmografia se manteve impressionante até o fim, seguindo com o cultuado “O Substituto” (1980), de Richard Rush, e duas produções do alemão Win Wenders, o clássico “O Estado das Coisas” (1982) e “Até o Fim do Mundo” (1991), sem esquecer sua fase de blockbusters com “Um Tira da Pesada II” (1987), de Tony Scott – viveu o chefe de polícia Harold Lutz – , e “Dick Tracy” (1990), de Warren Beaty. Vieram muitos outros filmes, de maior ou menor destaque, até que Garfield sofreu um derrame enquanto filmava o terror “O Último Portal” (1999), de Roman Polanski. Mesmo assim, ele retornou em “Cine Majestic” (2001), de Frank Darabont. Mas em 2004 teve um segundo ataque, que o deixou incapacitado. Desde então, o ator vivia no asilo Motion Picture Country House and Hospital, dedicado a cuidar de atores aposentados.
The Midnight Gospel: Animação adulta do criador de Hora de Aventura ganha trailer psicodélico
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da série animada “The Midnight Gospel”, nova criação de Pendleton Ward, responsável pelo aclamado desenho “Hora de Aventura”. A prévia é impressionante, lisérgica, com imagens adultas, alegorias insanas, visual psicodélico e premissa apocalíptica. Ward desenvolveu “The Midnight Gospel” em parceria com o comediante e apresentador Duncan Trussell (que dublou Ron James em “Hora de Aventura”), e com apoio do estúdio Titmouse Animation, responsável por “Big Mouth”, na mesma Netflix. A série acompanha Clancy, um “locutor interdimensional com um simulador de multiverso defeituoso, que decide deixar o conforto de sua casa para entrevistar seres de mundos em extinção”. Os trechos de entrevistas serão inspirados no podcast de Trussell, “Duncan Trussell Family Hour”, que já acumula mais de 360 edições com participações de Dan Harmon (criador de “Rick & Morty”), Rob Schrab (criador de “The Suits”) e muitas celebridades exotéricas em discussões metafísicas sobre o sentido do universo. “The Midnight Gospel” estreia em 20 de abril em streaming.
Recluso há anos, Jean-Luc Godard faz live de quase duas horas no Instagram
Recluso há muitos anos, sem dar sequer entrevistas presenciais, Jean-Luc Godard surpreendeu o mundo por participar nesta terça (7/4) de uma live no Instagram, que durou quase duas horas – 1h40, para ser preciso. Em bate-papo com Lionel Baier, diretor da ECAL (Escola de Arte de Lausanne), Godard falou de cinema, linguagem, literatura, pintura, palavra e ciência nesses tempos de coronavírus, sem sair de sua casa em Rolle, na Suíça. Vale lembrar que, antes disso, sua última entrevista pública tinha sido por meio de Facetime, no Festival de Cannes de 2018, quando também falou com a imprensa sem sair de casa. Na ocasião, competia pela Palma de Ouro com o filme experimental “Imagem e Palavra”. Godard iniciou a conversa lamentando o cancelamento dos tradicionais torneios de tênis de Wimbledom e Roland Garros, que acompanhava pela TV. Questionado sobre o que estava vendo na TV, ele confessou que não assiste muito à programação. “Mas às vezes vejo se passa algum filme antigo que quero rever”, ressaltou. E seguiu seus comentários com um raciocínio picotado, saltando entre temas ou retomando assuntos anteriormente abordados, num fluxo muitas vezes desencontrado. Por exemplo, quando o diretor lembrou do trabalho do fotógrafo francês Pierre Bonnard (1867-1946), observou: “Pintar com o pincel não é a mesma coisa que escrever (com um lápis), é outra forma de expressão. A linha da escrita (faz mímica) diz quase nada. A sala escura (de revelação de fotos) é como a caverna do Platão, a gente fixa a realidade sobre o papel.” E quando Baier perguntou se a ideia da caligrafia e da escrita era uma coisa plástica em seu trabalho, saiu-se assim: “Sim. O primeiro livro de filosofia que me marcou foi do Brice Parain (que participou do filme ‘Viver a Vida’, do próprio Godard), escritor e filósofo francês que escreveu ‘Recherches sur la nature et le fonction du language’ (1943). Para mim, a linguagem não é o idioma. Talvez um ou outro sejam diferentes, com origens únicas, como o basco (euskera) e o finlandês. A linguagem é outra coisa, como a pintura e todos os grande escritores, como James Joyce, que buscavam ir mais além do que é a língua falada. Meu último filme é um pouco primitivo, mas a palavra é minha voz, vem da minha garganta, não da minha língua. A pintura é ação com a mão. Escrever no computador não é.” Ele ainda comparou o cinema com a ciência. “O cinema é um pouco como um antibiótico.” E relembrou do passado, admitindo sentir falta de conversar sobre cinema com colegas da nouvelle vague, como Eric Rohmer, Jacques Rivette e François Truffaut, todos já falecidos. Veja abaixo a íntegra da live, em francês.
Acústico MTV ganha versão de quarentena no YouTube
A MTV adaptou um de seus programas musicais mais famosos, o Acústico MTV (MTV Unplugged, no título original americano), para esses dias de isolamento social. Intitulado, em inglês, “Unplugged at Home”, o novo formato do Acústico pega carona na iniciativa individual de alguns artistas, que passaram a transmitir apresentações ao vivo, de suas casas, para os fãs em quarentena. Uma das principais novidades do projeto é que o material está sendo disponibilizado no YouTube, portal que a MTV já considerou seu maior rival e que chegou a processar por exibir vídeos que considerava exclusivos – a emissora perdeu. O canal oficial da MTV no YouTube já disponibilizou shows de Alessia Cara, Yungblud, Wyclef Jean, JoJo e Melissa Etheridge. Nada que entusiasme os fãs de rock. E parece que essa será mesmo a linha do programa, que promete disponibilizar novas apresentações de artistas como Finneas, Jewel, Bazzi, Shaggy e outros. Para quem não lembra, o programa original, que marcou época na televisão, apresentou performances de outro nível, com Nirvana, Duran Duran, Pearl Jam, Paul McCartney, Kiss, Eric Clapton, Aerosmith, Elton John, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Rod Stewart, Jimmy Page e Robert Plant, entre outros. Claro que isso foi no tempo em que a MTV tocava rock… Veja abaixo os primeiros shows – literalmente caseiros – da nova versão do programa.
Série derivada de Hora de Aventura ganha primeiro teaser
A HBO Max divulgou o pôster e o primeiro teaser de “Adventure Time: Distant Lands”, série derivada do desenho “Hora de Aventura”. O spin-off da série cancelada em 2018 no Cartoon Network terá apenas quatro episódios, cada um destacando um personagem diferente. O primeiro, “BMO”, será protagonizado pelo robô Beemo. A Princesa Jujuba e Marceline serão o foco do capítulo “Obsidian”, no qual tentarão impedir uma catástrofe na Cidade de Vidro. “Wizard City” explorará o passado do Mordomo Menta e sua história como estudante de magia. E, para completar, “Together Again” mostrará o retorno de Finn e Jake, protagonistas da série, que embarcarão na aventura mais importante de suas vidas. Vencedora da Emmy, a atração criada por Pendleton Ward (roteirista de “As Trapalhadas de Flapjack”) foi exibida originalmente entre 2010 e 2018, ao longo de 10 temporadas e 283 episódios. Durante seu período no ar, a animação foi uma das mais populares do Cartoon Network. E, como se não bastasse, também acabou virando uma incubadora de talentos, gerando sucessos como “Steven Universo”, “Over The Garden Wall” e “Clarence”. Os primeiros episódios especiais de “Distant Lands” serão disponibilizados na vindoura plataforma da Warner Media em 2020, ainda sem data definida. A inauguração da HBO Max vai acontecer em maio nos EUA.
Atriz de Entourage será Lana Lang na nova série de Superman
A nova série de Superman vai apresentar uma nova Lana Lang. A atriz Emmanuelle Chriqui, que estrelou o terror “Pânico na Floresta” (2003), a série “The Passage” (2019) e também a série e o filme de “Entourage” (de 2005 a 2015), interpretará a personagem em “Superman & Lois”. Chriqui vai viver uma Lana adulta, que trabalha em um banco de Smallville, após a maioria de seus amigos de escola ter se mudado da cidadezinha. Ela se reconecta com Clark Kent, seu velho colega de colégio, durante um momento difícil de sua vida. Segundo rumores, a série vai começar com um enterro. Criada em 1950 por Bill Finger (o cocriador de Batman), Lana Lang já passou por várias transformações em sua trajetória na DC Comics – de primeira namorada de Clark Kenk a esposa de outro grande amigo de infância, Pete Ross, e até virou a heroína Superwoman. Sua encarnação mais famosa, porém, é a versão televisiva de “Smallville” (2001–2011), onde foi vivida por Kristin Kreuk. Antes disso, Stacy Haiduk foi a Lana Lang da série “Superboy” (1988–1992) e Annette O’Toole interpretou o papel nos cinemas, em “Superman 3” (1983). E apenas estas duas representaram a personagem como ruiva, de forma fiel aos quadrinhos. Apesar da inclusão da ex-namorada, Clark/Superman vai aparecer na série casado com Lois Lane. “Superman & Lois” vai trazer os atores Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch nos papéis principais. O casal já tinha aparecido como Superman e Lois Lane em “Supergirl” e em crossovers do Arrowverso. O mais recente foi “Crise nas Infinitas Terras”, encerrado em janeiro. Segundo a sinopse oficial, a série “segue o super-herói e a jornalista mais famosos dos quadrinhos” enquanto eles “lidam com todo o estresse, pressão e complexidades de pais que trabalham na sociedade de hoje”. A paternidade de Superman chegou a ser explorada no filme “Superman – O Retorno” (2006), mas era um tema inédito na TV. Introduzida em “Supergirl”, a gravidez de Lois acabou sofrendo uma reviravolta pelos eventos de “Crise nas Infinitas Terras”, que transformaram o bebê Jonathan num par de garotos adolescentes. A nova atração do Arrowverso faz parte do acordo milionário do produtor Greg Berlanti com a Warner – ele produz todas as séries de super-heróis da CW e boa parte das atrações da plataforma DC Universe – e pode vir acompanhada de mais uma adaptação de quadrinhos, centrada na filha do Arqueiro Verde. Este projeto teve piloto exibido como episódio normal de “Arrow”, mas até agora não teve sua produção oficializada nem descartada.
The Walking Dead: World Beyond ganha trailer com Rick Grimes
A produtora Skybound divulgou um novo teaser de “The Walking Dead: World Beyond”, série derivada da franquia “The Walking Dead”, que evidencia a conexão de sua trama com as duas outras séries do mesmo universo. A conexão se dá por meio de cenas de série principal e do spin-off “Fear the Walking Dead”, que destacam helicópteros com os mesmos logotipos utilizados nos veículos da nova atração. O helicóptero da líder da nova comunidade, interpretada por Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”), traz o mesmo símbolo de três círculos unidos vistos nos veículo aéreo que resgatou Rick Grimes (Andrew Lincoln), protagonista da “The Walking Dead” original, e daquele pilotado por Isabelle (Sydney Lemmon), em seu contato não planejado com Althea (Maggie Grace) em “Fear the Walking Dead”. O vídeo sugere que a nova produção vai mostrar quem são as pessoas que resgataram Rick, que pertencem ao mesmo grupo da misteriosa Isabelle. O spin-off foi criado por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original, e foi projetado para durar apenas duas temporadas. Originalmente previsto para 12 de abril, “The Walking Dead: World Beyond” teve o lançamento adiado devido à pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, a atração encontra-se sem data de estreia confirmada. A série será exibida no Brasil pelo canal pago AMC Brasil e também pode chegar pela Amazon, que fechou contrato de distribuição internacional da produção.
Resgate: Filme de ação estrelado por Chris Hemsworth ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o novo pôster e o primeiro trailer legendado de “Resgate” (Extraction), filme de ação que volta a juntar o ator Chris Hemsworth (“Thor”) com os diretores de “Vingadores: Ultimato”. “Resgate” foi escrito por Joe Russo, um dos irmãos diretores do filme dos Vingadores, e dirigido por Sam Hargrave, dublê do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) que faz sua estreia como cineasta. Ele chegou a trabalhar como diretor assistente dos Russo em “Vingadores: Guerra Infinita”. O filme seria originalmente chamado de “Dhaka”, nome da capital do Bangladesh, e traz Hemsworth como um mercenário contratado para salvar o filho de um traficante, raptado por outro traficante daquela região, missão que se torna uma das mais difíceis de sua vida. Hemsworth já tinha dito que a premissa rende “algumas das mais intensas sequências de ação que já fiz” e a prévia confirma a definição. Filmado na Índia e na Indonésia, o filme foi produzido pelos irmãos Russo, por meio de sua empresa AGBO, e o elenco ainda traz David Harbour (o Xerife Hopper de “Stranger Things”), Derek Luke (“13 Reasons Why”) e Golshifteh Farahani (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A estreia está marcada para 24 de abril em streaming.
Plataforma Quibi chega no Brasil de surpresa
A plataforma Quibi ganhou lançamento-surpresa no Brasil. Sem nenhum alarde, zero marketing e nenhuma informação adicional, o serviço de streaming para celulares começou a funcionar em território nacional na segunda-feira (6/4), simultaneamente a sua inauguração nos EUA. A chegada do serviço também se dá sem nenhum esforço dos responsáveis para adaptar o conteúdo ao Brasil. Não há legendas nem dublagem em português. As legendas só estão disponíveis em inglês e em espanhol. A falta de empenho para lançar o serviço no país contrasta com o investimento milionário feito para tornar o negócio conhecido na América do Norte. De fato, é apenas graças a isso que o público brasileiro pode ter alguma noção do que se trata. Em resumo, Quibi aspira ser uma Netflix de celular. Seu conteúdo é feito para dispositivos móveis e já está disponível nas lojas digitais de aplicativos. O nome da plataforma vem da junção das primeiras sílabas das palavras “quick” (ligeiro) e “bites” (pedaços), que o marketing da companhia buscou tratar como sinônimo de conteúdo rápido nos comerciais americanos de seu lançamento. O conceito do novo serviço é apresentar programas de até 10 minutos, tendo como público-alvo todos que têm um celular e que consomem vídeos curtos em transportes públicos ou durante pausas no expediente para tomar um café e ir ao banheiro. A proposta é claramente o oposto da que gerou o fenômeno comportamental por trás do sucesso da Netflix: as maratonas que, ao vararem noites, mudaram os hábitos de consumo de séries. Mas o YouTube faz sucesso com vídeos curtos. O que diferencia o Quibi da profusão de conteúdo gratuito do portal de vídeos do Google é que seus programas tem produção profissional. Para isso, foram investidos US$ 1,75 bilhão em projetos de estúdios como Sony Pictures, Disney e Warner Bros. O negócio é encabeçado por Jeffrey Katzenberg, ex-presidente da Disney e fundador da Dreamworks Animation, que, graças às suas conexões na indústria de entretenimento, construiu um portfólio impressionante de produções para lançar sua plataforma. Há projetos de Steven Spielberg, Sam Raimi, Guillermo del Toro, Jennifer Lopez, Reese Witherspoon e muitos outros pesos-pesados de Hollywood. Isto tem custo. No Brasil, a assinatura é R$ 32,90, bastante caro quando se compara com a concorrência “convencional” e especialmente diante do preço cobrado nos EUA (US$ 5 com anúncios e US$ 8 sem comerciais). Mas o serviço resolveu oferecer três meses de acesso gratuito para quem tiver curiosidade. Uma das inovações do Quibi em relação ao YouTube e o TikTok é a tecnologia que permite assistir aos vídeos tanto na vertical quanto na horizontal, num formato adaptável sua tela. O serviço também oferece a opção de adicionar programas numa lista pessoal, baixar para assistir offline e encontrar fichas de informações sobre o elenco e a produção. A tecnologia inovadora, por sinal, motivou processo nos EUA. A empresa Eko entrou na justiça por suposto roubo de propriedade intelectual, alegando que fez uma demonstração de sua tecnologia para vários empregados da Quibi, inclusive Katzenberg, e de repente a plataforma anunciou ter sua própria solução, desenvolvida internamente, que era exatamente igual a dela. Apesar do processo, a Eko não conseguiu impedir o lançamento da Quibi, que era seu objetivo inicial. Mesmo em sua estreia, a Quibi oferece um catálogo gigante, iniciando com cerca de 50 produções, de um total planejado de 175 títulos em seu primeiro ano. Há de tudo um pouco, de reality shows a “filmes em capítulos” (séries que tem duração de um filme, só que dividido em fatias de 10 minutos). Novos episódios são disponibilizados todos os dias, e novos programas vão estrear às segundas-feiras. Algumas das melhores séries do Quibi, como “Survive”, estrelada por Sophie Turner, e “Most Dangerous Game”, com Liam Hemsworth, funcionariam melhor na TV, onde sua tensão poderia ganhar dimensões mais adequadas. Mas, infelizmente, o serviço não oferece opção de retransmitir seu conteúdo para o computador ou televisão, como outros aplicativos de streaming. E, por isso mesmo, acaba se tornando uma experiência individual. O que não é exatamente a melhor opção para um período de quarentena como o atual. De fato, o isolamento social não parece combinar com esse tipo de serviço, considerando que a maioria da população está em suas casas, assistindo filmes e maratonando séries em família – Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix, já confirmou publicamente que seu negócio está atingindo recordes históricos de audiência. Também vale lembrar que o Snapchat – quem lembra do Snapchat? – tentou oferecer esse mesmo tipo de serviço em 2018. Chamadas de Snapchat Originals, as produções de episódios curtos foram descontinuadas por falta de público. Claro que o Quibi pode aperfeiçoar seu formato, oferecer acesso à transmissão na TV ou se concentrar em produções não seriadas, como o revival de “Punk’d”, um programa de pegadinhas da antiga MTV, e a novidade “Chrissy’s Court”, um reality que transforma a modelo Chrissy Teigen em juíza de disputas irrelevantes. Auto-contidos, os episódios desse tipo de atração não dependem de continuidade e podem ser consumidos sem compromisso, o que parece mais adequado à proposta do serviço. Afinal, Quibe tem verba maior que o Snapchat para dar certo. Veja abaixo um comercial do conteúdo já disponível na nova plataforma.
Festival de Animação de Annecy é cancelado, mas ganhará versão online
Os organizadores do Festival de Cinema de Animação de Annecy, na França, anunciaram que a 60ª edição do evento foi cancelada. Ela estava prevista para acontecer entre os dias 15 e 20 de junho deste ano. O evento é conhecido como uma espécie de Cannes da animação e já consagrou várias obras brasileiras, como os longas “Uma História de Amor e Fúria” (2013), de Luiz Bolognesi, e “O Menino e o Mundo” (2014), de Alê Abreu. “É com enorme decepção que nos resignamos a cancelar a edição”, pronunciaram-se os responsáveis pelo festival, em comunicado. “Motivados por nossa paixão e entusiasmo, apesar das restrições de confinamento, esperávamos manter a edição que havíamos preparado para vocês. Porém, a lógica e a situação internacional nos obrigam a agir com lucidez e responsabilidade. Precisamos mostrar respeito e profunda gratidão aos prestadores de serviços de saúde, bem como a todos aqueles que escolhem a solidariedade e o interesse público”. O comunicado prossegue: “O Annecy Festival é uma festa, uma ‘reunião de família’. Não podemos celebrar a animação e o nosso 60º aniversário quando alguns de vocês estão impedidos de participar”. O festival, porém, vai ganhar uma versão online, que, segundo os organizadores, está atualmente sendo elaborada. “Durante várias semanas nossos membros fundadores, parceiros, fornecedores, profissionais e criadores nos enviaram seu apoio total e, por isso, somos imensamente gratos. Esses incentivos nos motivam a oferecer uma versão online do Annecy Festival 2020. Esta versão daria acesso a obras exclusivas e conteúdo original, apesar das circunstâncias atuais. Em breve divulgaremos a programação que está sendo elaborada”. A seleção oficial dos participantes da versão online será anunciada no dia 15 de abril. Já o retorno da versão tradicional, presencial, na cidade alpina de Annecy só vai acontecer no ano que vem, em 14 de junho de 2021. Veja abaixo o cartaz produzido para o evento que foi cancelado.
Matthew McConaughey participa de bingo virtual com moradores de asilo
O ator Matthew McConaughey resolveu realizar uma sessão de bingo virtual, por videoconferência, para o principal grupo de risco do coronavírus. O vencedor do Oscar juntou-se a sua mãe, Kay, a esposa Camila Alves e seus filhos, para animar a noite de um grupo de moradores de um asilo de idosos dos Estados Unidos. Um vídeo da sessão foi compartilhado pela Spectrum Retirement Communities, entidade que ajuda pessoas mais velhas a criar novas comunidades e amizades ao redor do país. A ideia é inspirar outros idosos a manterem contatos com os amigos via tecnologia de vídeo, e até se divertir com jogos coletivos. Na publicação, os responsáveis pelo asilo agradeceram ao ator e à família. “Obrigado ao Matthew, à sua mulher Camila e à sua mãe Kay por receberem nossos moradores para algumas rodadas de bingo virtual. Nossos moradores se divertiram muito jogando, e eles amaram falar com Matthew sobre sua herança familiar e seu drink favorito.”
All Rise: Série vai retomar produção de episódios sem abandonar quarentena
A série “All Rise”, produção da WBTV (Warner Bros. Television) para a rede CBS, vai retomar sua produção durante a quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus. Mas a equipe não vai sair do isolamento. A ideia é adaptar a série para os dias de hoje, com situações da quarentena. O episódio em desenvolvimento abordará como o pandemia e o distanciamento social estão afetando o sistema de justiça criminal. Usando o FaceTime, Zoom, WebEx e outras mídias sociais, os produtores vão trabalhar virtualmente, à distância. As gravações do drama jurídico estrelado por Simone Missick (de “Luke Cage”) serão feitas nas casas dos próprios atores, respeitando as regras de distanciamento social, e a equipe técnica usará efeitos visuais para criar os cenários. “É uma chance única para nossa família ‘All Rise’ se unir – em nossas diferentes casas, até cidades – para contar uma história sobre resiliência, justiça e poder da comunidade”, disse o produtor executivo Greg Spottiswood. Com isso, “All Rise” será a primeira série a ter um episódio produzido em meio à suspensão de todas as gravações de filmes e séries, medida tomada como prevenção contra o covid-19. O episódio de quarentena vai ao ar no dia 4 de maio.












