Netflix vai exibir filme de super-heróis estrelado por Dwayne Johnson e Emily Blunt
A Netflix venceu a concorrência e vai exibir “Ball and Chain”, segundo filme consecutivo estrelado por Dwayne Johnson e Emily Blunt. A dupla vai repetir a parceria do vindouro “Jungle Cruise” (um dos próximos lançamentos da Disney) numa adaptação de quadrinhos, criados em 1999 por Scott Lobdell, Alé Garcia e Richard Bennett. “A Netflix é o parceiro perfeito para oferecer essa experiência épica de super-herói, romance e comédia, e estamos entusiasmados por fazer negócios com a equipe da Netflix”, disse Johnson, em comunicado. “Também estou empolgado por não apenas me reunir com a querida amiga Emily Blunt na frente da câmera, mas também colaborar como parceiros de produção, dando vida ao roteiro de Emily V. Gordon. ” A adaptação foi escrita por Emily V. Gordon (indicada ao Oscar pelo roteiro de “Doentes de Amor”) e o filme será produzido por Kevin Misher, responsável por deslanchar a carreira cinematográfica de Johnson com o filme “O Escorpião Rei” (2002). Antiga gíria americana para marido e mulher presos num casamento, “Ball and Chain” materializa a expressão, na forma de um casal que cansou de se sentir acorrentado e quer se separar, mas tem seus planos atropelados pelo destino. A queda de um meteoro lhes dá superpoderes, mas eles só funcionam quando os dois entram em harmonia. Por isso, precisam deixar suas diferenças de lado para aprender a lidar com a situação totalmente nova. O projeto foi apresentado ao mercado sem um estúdio definido, mas a Netflix não deixou a concorrência prosperar. Por causa da pandemia do novo coronavírus, não há previsão para “Ball and Chain” começar a ser filmado. Veja abaixo as capas da minissérie original, que foi publicada em quatro edições de quadrinhos nos EUA.
Scooby! O Filme ganha dezenas de imagens com personagens e dubladores originais
A Warner divulgou dezenas de imagens novas do longa “Scooby! O Filme” (Scoob!, em inglês), que reúnem pôsteres, cenas da animação e fotos dos dubladores. Em sua dublagem original, o filme traz astros famosos como as vozes da turma animada. Zac Efron (“Vizinhos”) dubla Fred, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) faz Daphne, Will Forte (“O Último Cara na Terra”) interpreta Salsicha e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) dá voz a Velma. Já Scooby continuará a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 assumiu o papel do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. O longa vai revelar a origem dessa turma animada, desde o primeiro encontro de Scooby e Salsicha, ainda crianças, demonstrando que a amizade do grupo é bastante antiga. Como mostrará a versão mirim dos personagens, “Scooby!” ainda tem um segundo time de vozes famosas, com as participações de Iain Armitage (“Young Sheldon”) como o Salsicha criança, Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) como a pequena Daphne, Pierce Gagnon (“Twin Peaks: O Retorno”) dando voz ao jovem Fred e Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”) como a Velma mirim. Além disso, a nova aventura envolve vários personagens clássicos das animações da Hanna-Barbera. Há desde o encontro entre Scooby e o Bionicão, do Falcão Azul, até a aparição do vilão mais famoso do estúdio: Dick Vigarista, da “Corrida Maluca”. Seguindo tendência, os outros personagens também ganham vozes estreladas: Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) dubla o Falcão Azul, Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) faz o Bionicão e Jason Issacs (“Star Trek: Discovery”) dá voz ao vilão Dick Vigarista. Além deles, o elenco ainda inclui Tracy Morgan (“30 Rock”) como o Capitão Caverna e Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”) como sua parcerinha Dee Dee. Para completar, a coleção de fotos revela participação de Simon Cowell, conhecido jurado de programas de calouros, como “American Idol”, “The X-Factor” e “America’s Got Talent”. Adivinhem quem ele vai interpretar? Ninguém menos que outro personagem famoso, que Cowell já dublou em “Os Simpsons” e “Uma Família da Pesada”: ele mesmo. O roteiro é de de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”) e a direção é assinada por Tony Cervone (“Space Jam – O Jogo do Século”), que já trabalhou na franquia – produziu a série “Scooby-Doo! Mistério, S/A” (2010-2013) e comandou o recente vídeo animado “Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll” (2015). Originalmente previsto para os cinemas, o filme será lançado direto em VOD, para locação e compra digital, nesta sexta (15/5) nos EUA – mesmo dia em que deveria estrear nas salas de exibição. Apesar de não se tornar, como previsto, a primeira animação de Scooby-Doo nos cinemas, a obra traz algumas novidades em relação às adaptações anteriores, a começar pelo uso da computação gráfica. Graças à tecnologia, os personagens ganham uma aparência diferente dos desenhos tradicionais, mas a mudança não chega a ser radical, já que os traços originais foram preservados. Confira abaixo.
Destacamento Blood: Novo filme de Spike Lee ganha fotos
A revista Vanity Fair divulgou quatro fotos do novo filme do diretor Spike Lee, “Destacamento Blood” (Da 5 Bloods), que será lançado pela Netflix. O filme tem roteiro assinado por Lee e Kevin Willmott, que dividiram o Oscar por “Infiltrado na Klan”, e acompanha veteranos traumatizados da guerra, que décadas depois resolvem retornar ao Vietnã em busca do corpo do líder do seu esquadrão, que nunca foi recuperado, e também de uma fortuna em ouro que estaria enterrada com ele. Chadwick Boseman (“Pantera Negra”), que não aparece nas fotos, é o líder do destacamento, enquanto Delroy Lindo (“The Good Fight”), Clarke Peters (“His Dark Materials”), Norm Lewis (“Scandal”) e Isiah Whitlock Jr. ( Infiltrado na Klan”) interpretam as versões maduras dos ex-soldados. O elenco também inclui Jonathan Majors (“A Rebelião”) como filho do personagem de Delroy Lindo (“The Good Fight”), além de Jean Reno (“O Profissional”), Mélanie Thierry (“Um Dia Perfeito”), Jasper Pääkkönen e Paul Walter Hauser (ambos também de “Infiltrado na Klan”). A estreia está marcada para 12 de junho em streaming.
Percy Jackson vai virar série da Disney+ (Disney Plus)
O escritor Rick Riordan anunciou nesta quinta (14/5) no Twitter que “Percy Jackson” vai virar uma série da plataforma Disney+ (Disney Plus). O anúncio foi feito num vídeo pelo escritor e sua esposa, Becky Riordan. Ele também publicou um curto comentário nas redes sociais. “Não podemos dizer muito por enquanto, mas estamos muito animados com a ideia de uma série live-action da mais alta qualidade, acompanhando a história da saga original de ‘Percy Jackson’ com cinco livros, começando com ‘O Ladrão de Raios’ na 1ª temporada”, escreveu o autor, que acrescentou estar pessoalmente envolvido “em todos os aspectos da série”. A notícia animou os fãs da franquia, a ponto de “Percy Jackson” virar nos assuntos mais comentados do Twitter. Até Logan Lerman, que interpretou Percy Jackson no cinema, se manifestou. “Animado para ver isso! Espero que seja a adaptação que os livros merecem. Parabéns, Rick Riordan”, ele postou. A história do adolescente que descobre ser um semideus – filho do deus do Olimpo Poseidon com uma mortal – , teve dois filmes estrelados por Lerman. O primeiro foi justamente “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” (2010), que conta sua origem. A ideia era dar um tratamento de “Harry Potter” à franquia, mas as adaptações não tiveram sequência após o segundo capítulo cinematográfico, “Percy Jackson e o Mar de Monstros” (2013), que decepcionou nas bilheterias (US$ 199 milhões mundiais para um orçamento de US$ 90 milhões). Com a interrupção das adaptações, os fãs deram início a uma campanha para transformar os livros numa série. Os dois filmes foram produzidos pela 20th Century Fox, que foi adquirida pela Disney visando justamente alimentar seu serviço de streaming com produções baseadas no catálogo do estúdio. pic.twitter.com/Jr9yh68Qcj — Rick Riordan (@rickriordan) May 14, 2020 Excited to see this! Hope it gets the adaptation the books deserve. Congrats @rickriordan https://t.co/ReE6EjJICV — Logan Lerman (@LoganLerman) May 14, 2020
Próximo crossover do Arrowverso vai juntar apenas duas séries
O próximo crossover das séries de super-heróis da rede americana The CW será bem diferente de “Crise nas Infinitas Terras”. Desta vez, envolverá apenas duas séries e só acontecerá em 2021. Considerado já um evento anual do Arrowverso, o encontro de 2021 vai envolver as séries “Batwoman” e a estreante “Superman & Lois”, e será realizado “esperançosamente, no primeiro ou no segundo trimestre de 2021”, disse o presidente da CW Mark Pedowitz nesta quinta (14/5), durante uma teleconferência sobre a nova programação do rede. “Será um evento menor que o habitual”, confirmou Pedowitz. “Estamos planejando um evento de duas horas. Estamos falando de juntar Superman [ & Lois ] e Batwoman, com participação de outros personagens de nossas séries”. O crossover deve ir ao ar como um bloco de duas horas em um domingo, acrescentou Pedowitz. “Superman & Lois”, estrelado por Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch, vai estrear em janeiro nos EUA, junto com a 2ª temporada de “Batwoman”, que já se consolidou como um dos maiores sucessos do canal.
Superman & Lois, Kung Fu, Republic of Sarah e Walker, Texas Ranger ganham primeiros cartazes
A rede The CW divulgou os pôsteres de suas quatro estreias confirmadas para 2021, que destacam suas respectivas datas de exibição. “Superman & Lois”, série derivada do Arrowverso, e “Walker, Texas Ranger”, remake da atração estrelada por Chuck Norris nos anos 1990, são as únicas estreias de janeiro – quando começa pra valer a próxima temporada do canal americano. Já “Republic of Sarah” e o reboot de “Kung Fu” serão exibidas apenas no verão (entre junho e agosto) do ano que vem. Das quatro, duas são produções de Greg Berlanti (“Superman & Lois” e “Kung Fu”), produtor responsável por praticamente metade da programação do CW. A atração do Arrowverso vai trazer os atores Tyler Hoechlin e Elizabeth Tulloch nos papéis principais. O casal já tinha aparecido em “Supergirl” e em crossovers do Arrowverso. O mais recente, “Crise nas Infinitas Terras”, encerrou-se em janeiro passado. Segundo a sinopse oficial, a série “segue o super-herói e a jornalista mais famosos dos quadrinhos” enquanto eles “lidam com todo o estresse, pressão e complexidades de pais que trabalham na sociedade de hoje”. A produção escalou os adolescentes Jordan Elsass (“Little Fires Everywhere”) e Alex Garfin (dublador de Linus em “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme”) para os papéis de filhos do casal. O remake/reboot de “Walker, Texas Ranger” – que foi exibida no Brasil com o nome de “Chuck Norris: Homem da Lei” – tem roteiro de Anna Fricke (criadora de outro remake, “Being Human”) e vai trazer Jared Padalecki (o Sam de “Supernatural”) como Cordell Walker. Na sinopse divulgada, Walker volta para sua cidade natal após servir na força policial de elite do Texas. Pai viúvo de dois filhos, ele chega em sua casa em Austin depois de dois anos trabalhando infiltrado em um caso de alta prioridade, e acaba descobrindo que tem muito mais o que fazer em sua comunidade. Já “Kung Fu” e “Republic of Sarah” são séries dramáticas com protagonistas femininas, que estavam circulando há alguns anos por diferentes canais televisivos. Criada por Jeffrey Paul King (roteirista-produtor de “Elementary”), “Republic of Sarah” chegou a ganhar piloto no passado, com Sarah Drew (ex-“Grey’s Anatomy”) no papel principal. Na ocasião, foi recusada pela rede CBS. A versão aprovada traz Stella Baker (“Tell Me Your Secrets”) como a professora do ensino médio Sarah Cooper, que aproveita uma lacuna cartográfica para declarar independência de sua pequena cidade, antes que uma empresa de mineração gananciosa possa assumir controle do local. “Agora, Sarah deve liderar um jovem grupo de desajustados enquanto tenta iniciar seu próprio país do zero”, diz a sinopse oficial. O elenco também destaca Luke Mitchell (“Blindspot”) no papel de irmão de Sarah, que também é o advogado da empresa de mineração. “Kung Fu”, por sua vez, teve duas versões diferentes recusadas pela rede Fox nos últimos três anos. A produção aprovada na CW foi desenvolvida por Greg Berlanti em parceria com Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”) e lembra mais uma série do Arrowverso que a trama original, grande sucesso dos anos 1970. Como muitos ainda lembram, “Kung Fu” trazia David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) como o “gafanhoto” Kwai Chang Kane, filho órfão de um americano e de uma chinesa que, após ser criado num mosteiro Shaolin, acaba vagando pelo Velho Oeste americano do século 19. Em contraste com a versão criada por Ed Spielman em 1972, o remake vai se passar no século 21 e acompanhar uma mulher de descendência asiática, que deixa a faculdade após uma crise e embarca numa jornada que mudará sua vida, num mosteiro isolado na China. Quando ela volta aos EUA, encontra sua cidade natal invadida por crimes e corrupção, e passa a usar suas habilidades em artes marciais para proteger a comunidade e levar criminosos à justiça – enquanto procura o assassino que matou seu mentor Shaolin e que agora está em seu encalço. O papel principal será desempenhado por Olivia Liang, intérprete da vilã Alyssa Chang em “Legacies” (também da CW). Como é praxe na programação do canal americano, metade das produções aprovadas vem da CBS Television e a outra parte da WBTV (Warner Bros. Television). As letras CW representam, justamente, as siglas de CBS e Warner, joint venture que formou a rede em 2006, a partir da junção dos antigos canais Warner e UPN (da Paramount, hoje pertencente ao conglomerado ViacomCBS).
The Flash, Riverdale e as séries da rede CW só voltarão em 2021
A rede americana The CW anunciou nesta quinta (14/5) sua programação para a próxima temporada. E assim se tornou o primeiro canal a assumir o adiamento de suas estreias para o inverno norte-americano, devido à pandemia do novo coronavírus. O presidente da CW, Mark Pedowitz, revelou que “Riverdale”, “The Flash” e demais séries só voltarão a ser exibidas a partir de janeiro de 2021. Na apresentação, Pedowitz disse que, após conversas com os estúdios WBTV (Warner Bros Television) e CBS Television, responsáveis pelas produções do canal, ficou claro que as gravações só poderiam começar em setembro. Isto o motivou a adquirir conteúdos exibidos em streaming e no exterior para criar uma temporada-tampão durante o outono (entre setembro e novembro) e assim ganhar tempo para programar a retomada dos capítulos inéditos de suas atrações tradicionais em janeiro. A exceção será “Supernatural”, que chegou perto de concluir as gravações, antes da suspensão dos trabalhos em março passado. A produção ainda tem sete episódios inéditos, cinco deles já totalmente gravados, para completar sua 15ª e última temporada. Como faltam cenas, especialmente no último capítulo, elenco e equipe desta série precisarão voltar ao trabalho antes dos demais para que a estreia aconteça no outono. Caso isso não seja possível, também ficará para janeiro. “Estamos comprometidos a encerrar a série do jeito adequado”, garantiu Pedowitz. Além do final de “Supernatural”, a programação de outono contará com o 3º ano de “The Outpost”, adiada do verão, “Two Sentence Horror Stories”, originalmente exibida no serviço de streaming do canal, CW Seed, e quatro aquisições: “Swamp Thing” (Monstro do Pântano), vinda da DC Universe, “Tell Me a Story”, da CBS All Access, “Dead Pixels”, produção do Channel 4 inglês, e “Coroner”, da rede canadense CBC. A temporada oficial, que ficou para o inverno, sofrerá ainda um adiamento por força maior: “Supergirl” só voltará no verão de 2021, após a estrela Melissa Benoist retornar de licença maternidade – ela anunciou a gravidez em março. A série da heroína será exibida junto de “Republic of Sarah” e “Kung Fu”, recentemente encomendadas, e as atrações de midseason, como “Legends of Tomorrow”, “Dynasty”, “In the Dark” e “Roswell, New Mexico”. Por outro lado, “Katy Keene”, que também ficou de fora do cronograma de janeiro, só ganhará mais episódios se tiver bom desempenho em streaming – no serviço HBO Max. Pedowitz também afirmou que não descartou ainda os spin-offs de “Arrow” e “The 100”, que, segundo ele, seguem em análise. E confirmou a produção de “The Lost Boys”, baseada no filme de vampiros “Os Garotos Perdidos”, para o próximo ciclo de desenvolvimento – isto é, em 2022. Em janeiro, a programação do CW só prevê duas estreias: “Superman & Lois” e “Walker, Texas Ranger”.
Luca Guadagnino vai dirigir remake de Scarface
Depois de “Suspiria”, Luca Guadagnino vai dirigir o remake de outro clássico. Ele foi contratado pela Universal Pictures para comandar o terceiro “Scarface”. Howard Hawks dirigiu o original, ambientado em Chicago, em 1932, que foi reimaginado por Brian De Palma em 1983 com uma história sobre o tráfico de drogas de Miami. Filme favorito de muitos rappers, essa versão ficou marcada pela performance de Al Pacino, que deu vida ao memorável Tony Montana. O enredo de ambas as versões centravam-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto no remake era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A nova versão será ambientada em Los Angeles e foi escrita pelos irmãos cineastas Joel e Ethan Coen (“Onde os Fracos Não Têm Vez”). Há três anos, Diego Luna (“Narcos”) chegou a ser anunciado no papel principal. Isto ajuda a lembrar que o estúdio planeja o remake de “Scarface” há mais de uma década. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), Jonathan Herman (“Straight Outta Compton: A História do NWA”) e Terence Winter (criador da série “Boardwalk Empire”), até ser reescrito pelos irmãos Coen. O próprio Ayer e Antoine Fuqua (“O Protetor”) também negociaram dirigir o filme. O que parece ter sobrado do projeto inicial foi a ideia de adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez tendo como protagonista um mexicano ou um negro. A dúvida reside na situação de Diego Luna. Com os adiamentos, sua participação não está mais garantida. O ator tem vários projetos encaminhados, entre eles uma série “Star Wars” na Disney+ (Disney Plus). Por enquanto, o terceiro “Scarface” segue sem previsão de filmagem.
Ex-estrela mirim de Carrossel ensina ao Ministro da Educação que o Enem precisa ser adiado
Atriz Fernanda Concon, mais lembrada pelo papel de Alicia Gusman na novela infantil e nos filmes de “Carrossel”, deu uma lição a Abraham Weintraub em vídeo publicado nas redes sociais. Hoje com 17 anos, ela mostrou ter muito mais conhecimento sobre a situação do ensino brasileiro que o próprio ministro da Educação, que insiste em manter a data do ENEM inalterada, em plena crise sanitária do novo coronavírus, sem levar em consideração a dificuldade dos estudantes mais pobres para estudar em casa. Em seu vídeo, Fernanda afirma que o ministro Weintraub nunca ouviu que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, segundo o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e questionou o mito da meritocracia no Brasil. “Por aqui, 13,5 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza, ou seja, com até R$ 145 por mês”, começou a atriz, que logo emendou uma ironia: “já que o ministério dele gosta de falar ‘estude!’, eu vim aqui falar pra vocês que eu pesquisei. Uma matéria de 2017 mostra que o plano de internet, naquela época, custava pelo menos R$ 40. Uma pessoa que vive com até R$ 145, você está dizendo que ela tem que gastar 30% do que ela ganha por mês em internet”, comparou a atriz, referindo-se ao fato de o governo acreditar que todos os alunos matriculados estão estudando pela internet. Então, ela demonstrou como a defesa de uma suposta meritocracia, bandeira do Ministro, serve apenas para disfarçar preconceito e perpetuar desigualdades históricas, podendo, inclusive, piorar situações já insustentáveis. “Em entrevista à Jovem Pan, Weintraub diz que o objetivo do Enem é ‘selecionar as pessoas mais qualificadas e mais inteligentes’. Qualificadas você quer dizer ‘dinheiro’, né? O discurso da meritocracia no Brasil não nasceu ontem, e tem muita gente que acredita ainda nesse conto de fadas da meritocracia”. “Eu gostaria de reiterar aqui pra vocês que nós somos a 7ª nação mais desigual do mundo. E pra quem não entende muito de meritocracia eu vou dar uma explicada rápida: pega uma arena, divide as pessoas em dois grupos porque elas vão competir entre elas, ok? Pra um grupo você dá AK-47, metralhadora, todo tipo de proteção para uma batalha, e pro outro grupo você vai dar aquelas faquinhas de cortar legume. Aí você botou esses dois grupos para competir. Quem você acha que vai ganhar?”, disse. Como o país segue sem aulas, devido à pandemia do coronavírus, manter a data do Enem para novembro significa apenas reforçar a desigualdade de condições que existe entre estudantes sem recursos e aqueles com laptop e local adequado para estudar em casa. Fernanda não é politica, mas, além de atriz, também é estudante. Ver essa foto no Instagram Exame Nacional do Ensino Médio ou Exame de Privilégios do Ensino Médio ? #ADIAENEM Uma publicação compartilhada por Fernanda Concon (@fernandaconcon) em 10 de Mai, 2020 às 3:21 PDT
Channing Tatum fura quarentena e é obrigado a fazer teste de covid-19 para ver a filha
O ator Channing Tatum precisou fazer um teste para o novo coronavírus para poder encontrar a filha Everly (de 6 anos), após furar a quarentena e comemorar seu aniversário com um grupo de amigos. De acordo com o site TMZ, Tatum festejou os 40 anos de idade no último dia 26 de abril com um grupo de amigos, que recebeu em seu rancho. Sua ex-mulher, a também atriz Jenna Dewan, ficou sabendo da história e o impediu de ter contato com a filha até provar, por meio de teste, que não tinha se contaminado. Tatum e Dewan dividem a guarda de Everly desde a separação, em 2018. Além de Everly, a atriz também é mão de um novo bebê, nascido em março, do noivado com o ator Steve Kazee. Ainda segundo o TMZ, o ator entendeu e atendeu a exigência, sem que houvesse briga entre os dois. Após fazer o teste, ele esperou alguns dias pelo resultado, que foi negativo, e o casal concordou que Tatum poderia ficar com Everly um pouco mais do que o habitual para compensar o tempo perdido.
Hayao Miyazaki abandona aposentadoria para fazer animação à mão, um minuto por mês
Apesar de ter anunciado sua aposentadoria em 2013, Hayao Miyazaki, o cineasta japonês responsável por clássicos da animação como “Princesa Mononoke” e “A Viagem de Chihiro” (vencedor do Oscar em 2003), está trabalhando há três anos num novo filme. O projeto veio à tona em 2017. Mesmo assim, não deve ficar pronto tão cedo. Toshio Suzuki, produtor do Studio Ghibli, revelou para a revista americana Entertainment Weekly que Miyazaki está trabalhando em um longa animado totalmente feito à mão, de longo processo de produção. “Quando fizemos ‘Meu Amigo Totoro’ [em 1988], tínhamos só oito animadores trabalhando nele, e demoramos oito meses para completar o filme todo. Agora, temos 60 pessoas, e só conseguimos fazer um minuto por mês”, contou ainda. “Isso significa que fazemos 12 minutos por ano. Já estamos nessa produção há três anos, então temos 36 minutos completos. Esperamos finalizar o filme todo nos próximos três anos”, disse. Um dos motivos para a demora é que, “além de fazer tudo à mão, Miyazaki decidiu que quer desenhar mais frames, para a animação parecer mais fluida”, explicou o produtor da obra. O título do novo filme do cineasta de 79 anos é “Kimi-tachi wa Dou Ikiru ka?” (Como Você Vive?). Suzuki acrescentou que o longa trará um retorno de Miyazaki a histórias “grandes e fantasiosas”, como as de seus filmes mais famosos. Em suas últimas obras, como “Ponyo” (2008) e “Vidas ao Vento” (2013), o cineasta havia escolhido um tom mais intimistas. “Quando ele disse que queria sair da aposentadoria, nós pensamos: ‘O que ele pode fazer que não fez ainda? O que falta para ele alcançar na carreira?'”, contou. “Uma das respostas foi dar mais dinheiro e mais tempo para ele fazer o filme da forma como quisesse, sem restrições de orçamento ou prazo de entrega”, explicou. O último longa concluído por Miyazaki foi “Vidas ao Vento”, em 2013.
Brasil vira Titanic em vídeo que resume a evolução da pandemia no país
O curtametragista e editor Henrique Santilli Acquaviva resolveu exercer seu talento de forma crítica, ao editar um vídeo com cenas do filme “Titanic”, incluindo uma legendagem adaptada para a situação atual do Brasil. Batizada de “Pandemic – A História de um País que Naufragou”, a versão Titanic do Brasil mostra em cinco minutos como a crise sanitária do novo coronavírus se alastrou de forma caótica pelo país, com direito a vários personagens da vida real, como Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e até Luciano Hang (o Véio da Havan) e Regina Duarte, em versões hollywoodianas. Enquanto o barco afunda, as legendas destacam todos os passos do desastre, do Carnaval à falta de governo em Brasília. O final é trágico, com a heroína (Kate Winslett) lembrando que votou em Haddad no segundo turno. Publicado nas redes sociais na segunda-feira (11/5), o vídeo já foi visto 61 mil vezes no Instagram e rendido muitos elogios nas páginas do autor. Confira abaixo a versão do Facebook.
Ira! homenageia Marielle Franco e militância feminina em novo clipe
A banda Ira! voltou a compor, 13 anos depois de lançar seu último disco de estúdio. E uma das novas músicas, “Mulheres à Frente da Tropa”, ganhou nesta semana um clipe em tom engajado, mostrando que, embora siga uma linha mais banquinho e violão (ao estilo de “Ira! Folk”), a ira de Edgar Scandurra e Nasi continua forte. Gravado nas ruas do centro de São Paulo, com direito a passeata feminina (e LGBTQIA+) no minhocão e cenas nas dependências da Ocupação 09 de Julho, o clipe também presta homenagem à Marielle Franco, vista em pinturas e murais, além de Dandara dos Palmares, ícone da luta contra a escravidão, e Preta Ferreira, líder do movimento MSTC (Movimento Sem Teto do Centro). A líder indígena guarani Sônia Ana Mirim, a bailarina Sandra Miyazawa, Carmen Silva do MSTC e várias outras ativistas, estudantes e artistas também participam da gravação, que foi dirigida por Luciana Sérvulo (do documentário “Hijos de La Revolución”) e termina em momento de realismo mágico, com Miyazawa de punho erguido, voando entre os prédios. Outro detalhe, desta vez musical, caracteriza a participação feminina na gravação. Um coro de vozes acompanha a melodia. Entra elas, está a da cantora Virginie Boutaud, que fez sucesso nos anos 1980 à frente da banda Metrô. “Mulheres à Frente da Tropa” é o primeiro clipe do próximo disco do Ira!, que já teve algumas faixas (muito boas) reveladas por Scandurra em versões “psicoacústicas”, durante lives da quarentena do novo coronavírus.












