White Lines: Primeira série em inglês do criador de La Casa de Papel ganha segundo trailer legendado
A Netflix divulgou o segundo trailer legendado de “White Lines”, nova série do espanhol Álex Pina, criador de “La Casa de Papel”. Trata-se da primeira atração do produtor-roteirista falada em inglês, ainda que passada em Ibiza, ilha espanhola que é ponto turístico de baladeiros do mundo inteiro, tanto pelas praias quanto pela agitação noturna. A prévia abraça os extremos de Ibiza, com excesso de cocaína, festas e também crimes, ao acompanhar a busca de uma mulher pelo assassino de seu irmão, um jovem DJ inglês. Vale lembrar que “white lines” é gíria para cocaína – e título de uma música famosa sobre o consumo da droga, cantada pelo rapper Melle Mel, um dos Furious Five do DJ Grandmaster Flash, em 1982. Na trama, o cadáver do irmão da protagonista é encontrado em Ibiza 20 anos após seu misterioso desaparecimento. Sua irmã retorna à ilha para investigar e mergulha em um mundo repleto de adrenalina, clubes noturnos, mentiras e dissimulações. Em um lugar onde todos vivem no limite, ela é forçada a encarar o lado mais sombrio de sua própria personalidade. A protagonista é vivida pela atriz inglesa Laura Haddock, que interpretou a mãe de Peter Quill na franquia “Guardiões da Galáxia”, além de ter estrelado “Transformers: O Último Cavaleiro” e a série “Da Vinci’s Demons”. O elenco também destaca Daniel Mays (“Rogue One”), Tom Rhys Harries (“Britannia”), Pedro Casablanc (“Dor e Glória”), Belén López (“Holmes & Watson. Madrid Days”) e Jade Alleyne (“Years and Years”). “White Lines” estreia nesta sexta (15/5) em streaming.
Expresso do Amanhã: Série baseada no filme de Bong Joon-ho ganha trailer legendado para estreia na Netflix
A Netflix divulgou seu primeiro trailer legendado para a série “Snowpiercer”, que vai se chamar “Expresso do Amanhã” no Brasil, mantendo a tradução do filme de 2013 em que se baseia. A prévia é bastante tensa e revela mais sobre a atração que os trailers anteriores, feitos para o mercado americano. A trama se passa num mundo pós-apocalíptico, após uma nova Era do Gelo erradicar quase toda a vida na Terra. Os últimos sobreviventes da humanidade vivem num trem Perfurador de Neve, que usa seu próprio movimento sobre os trilhos para gerar energia. O problema é que, dentro do veículo, há um sistema de classes sociais que acumula tensões e deflagra uma revolução. Originalmente concebida para o canal pago TNT, a série foi criada há cinco anos por Josh Friedman (“O Exterminador do Futuro: As Crônicas de Sarah Connor”), que se desentendeu com os executivos da emissora sobre os rumos da atração, após gravar o piloto com o cineasta Scott Derrickson (“Doutor Estranho”). O produtor acabou substituído por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”) e isso atrasou a estreia, já que o capítulo inicial foi reescrito e precisou ser inteiramente refilmado por outro diretor – James Hawes, de “Black Mirror”. E só depois de muitas discussões, os demais episódios começaram a ser gravados. Apesar das dificuldades de bastidores, o resultado agradou tanto que a série foi renovada para sua 2ª temporada um ano antes de exibir seu primeiro episódio. Essa demora, ironicamente, favoreceu a atração, já que o diretor do filme “Expresso do Amanhã”, que inspira a série, ganhou enorme projeção no começo do ano. Trata-se de ninguém que o sul-coreano Bong Joon-ho, grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”. A premissa da série é a mesma do filme, que, por sua vez, baseava-se numa graphic novel francesa – de Jacques Lob e Jean-Marc Rochette. O grande elenco é encabeçado por Jennifer Connelly (“Noé”), como o rosto do sistema, e Daveed Diggs (série “The Get Down”), como a voz da rebelião, além de Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”), Aleks Paunovic (“Van Helsing”) e Alison Wright (série “The Americans”). A estreia em streaming vai acontecer 25 de maio na plataforma de streaming, oito dias após o lançamento nos EUA.
Dakota Johnson negocia papel no novo filme dirigido por Olivia Wilde
A atriz Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) está em negociações para se juntar ao elenco estelar de “Don’t Worry, Darling”, um thriller psicológico que será dirigido pela atriz Olivia Wilde. Caso feche contrato, Johnson vai se juntar a Chris Pine (“Mulher-Maravilha”), Florence Pugh (“Adoráveis Mulheres”), Shia LaBeouf (“Transformers”) e à própria Wilde no elenco da produção. Embora o enredo do filme não tenha sido divulgado, “Don’t Worry, Darling” vai se passar em uma comunidade utópica e isolada no deserto da Califórnia nos anos 1950. Segundo a revista Variety, a produtora New Line resolveu aposta alto e atrair grandes estrelas para o projeto devido ao sucesso da estreia de Wilde atrás das câmeras. Lançada no ano passado, a comédia adolescente “Fora de Série” fez boa bilheteria e arrancou muitos elogios a crítica, chegando a render a Wilde o prêmio de Melhor Filme de Estreia no Film Independent Spirit Awards, a premiação do cinema americano independente. Antes desse lançamento, ela era mais conhecida por ter vivido a médica Thirteen (Treze) na série “House” e a heroína Quora em “Tron: O Legado”. O roteiro de “Don’t Worry Darling” foi escrito pelos irmãos Shane e Carey Van Dyke (do terror “O Silêncio”), que são netos do veterano ator Dick Van Dyke, e foi reescrito por Katie Silberman, coautora do roteiro de “Fora de Série”. A equipe também inclui a cineasta Catherine Hardwicke (de “Crepúsculo”) como produtora executiva, ao lado dos executivos do estúdio Vertigo Entertainment, Roy Lee e Miri Yoon.
Matt Damon revela que sua filha pegou covid-19
O ator Matt Damon revelou, em entrevista à rádio irlandesa Spin 1038, que sua filha mais velha, Alexia Barroso, foi diagnosticada com covid-19, mas felizmente já se recuperou. A jovem de 21 anos é filha do primeiro casamento da argentina Luciana Barroso, com quem o ator é casado desde 2005. Ela vai se reunir com a família no final do mês, após ficar isolada em Nova York por conta da doença. “Nossa filha mais velha estava na faculdade. Obviamente, as aulas foram suspensas. Mas ela ficou em Nova York, e teve covid bem no começo, com suas colegas de quarto, mas já se recuperou bem”, relatou o ator. Damon e Luciana estão passando a quarentena em Dublin com suas outras três filhas: Isabella, de 13 anos, Gia, de 11, e Stella, de 9. A família se mudou para a Irlanda em março para acompanhar o ator nas filmagens de “The Last Duel” (“O Último Duelo”, em tradução literal), do diretor Ridley Scott, que agora estão suspensas. A viagem, porém, não foi uma perda completa. Ao contrário. Damon conta que, devido aos planos de ficar um período na Irlanda, a situação de suas filhas se tornou melhor que a da maioria das famílias isoladas pelo coronavírus. Como eles já esperavam que as crianças perdessem dois meses de aula por conta das filmagens, contrataram professores particulares que agora estão passando a quarentena junto com as meninas. “Temos o que mais ninguém tem, que são pessoas reais dando aulas ao vivo para nossas filhas. Todos os amigos delas… sabe, as escolas estão todas fechadas lá em casa [em Los Angeles], e as crianças estão fazendo aulas a distância. Então nos sentimos culpados, porque temos essa situação perfeita.” Na entrevista, o ator também relembrou seu papel no filme “Contágio”, de 2011, que antecipou muitas situações vistas na atual pandemia. Mas fez um alerta. “Espero que algo bom possa vir disso. Felizmente, essa não foi tão letal quanto poderia ser, então talvez sirva como um bom ensaio para uma pandemia maior que pode vir. Essas coisas acontecem de década em década, então é melhor se preparar.”
Olaf canta nova música dos compositores de Frozen sobre isolamento social
A Disney disponibilizou um novo episódio da série de curtas baseados no boneco de neve Olaf, da franquia “Frozen”, lançada no YouTube para entreter as crianças durante o período de isolamento social. Se nos episódios anteriores Olaf aparecia geralmente sozinho, tentando se divertir de novas maneiras, desta vez ele busca consolar as crianças com uma canção sobre como a solidão pode ser superada pelo afeto. O vídeo contém cenas de várias animações clássicas, em que os personagens famosos da Disney acompanham a melodia entoada por Josh Gad. O intérprete de Olaf gravou sua voz em sua própria casa. “Quem liga para onde estamos? Estou aqui e você está aí, mas estou contigo e me importo com você”, diz um trecho da música, batizada de “I’m with You” e composta pelos autores dos sucessos de “Frozen”, o casal Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez. Nas redes sociais, a Disney ainda acrescentou um comentário: “Onde você estiver, aqui vai uma mensagem especial do Olaf, diretamente de casa, para o seu lar”. A série do boneco de gelo se chama “At Home with Olaf” (“Em Casa com Olaf”, em tradução literal), mas ganhou o título de “Divirta-se com Olaf” no Brasil. Os episódios estão sendo produzida por Hyrum Osmond em sua casa. Ele também trabalhou como animador de “Frozen”, além de outros desenhos da Disney, como “Moana”, “Detona Ralph” e “Zootopia”. Veja aqui outros capítulos disponibilizados anteriormente.
Filme de Woody Allen lidera as bilheterias mundiais em plena pandemia
Woody Allen, quem diria, é o diretor do filme de maior bilheteria do mundo nesta semana. Inédito nos EUA, onde a “cultura do cancelamento” impediu seu lançamento, “Um Dia de Chuva em Nova York” tornou-se o filme mais visto do planeta nos poucos cinemas que estão em atividade. Segundo dados do site Box Office Mojo, o longa acumulou mais de US$ 340 mil na Coreia do Sul desde o seu lançamento em 6 de maio, o que o coloca no topo, já que o país de “Parasita” é o que tem mais cinemas abertos em todo o mundo. O governo sul-coreano não impôs o fechamento das salas durante a pandemia da covid-19, porque a população aderiu voluntariamente às medidas de isolamento social, o que manteve os cinemas vazios. A queda nas bilheterias do primeiro trimestre foi da ordem de 65%, comparado com o mesmo período do ano passado, já que os espectadores relutaram em sair de casa. Com uma política de testagem em massa, a Coreia do Sul conseguiu isolar contaminados e passar pelo pior, e aos poucos retoma algo similar à normalidade. Com isso, o público tem voltado, lentamente, aos cinemas. As bilheterias do fim de semana também contabilizaram ingressos vendidos na Noruega, que reabriu seu parque exibidor na última quinta (7/5), ainda que de forma bastante limitada. Foram 30 salas, o que representa cerca de 15% do total no país. Mesmo assim, 96% dos ingressos foram vendidos. Lá, porém, o filme mais visto foi a animação “Dois Irmãos”, da Disney-Pixar, com modestos US$ 17,2 mil. “Um Dia de Chuva em Nova York” foi exibido sem problemas nos cinemas brasileiros no ano passado. Entretanto, sofreu boicote nos EUA, onde virou alvo de uma campanha de ódio contra o diretor, alimentada por boatos e patrulheiros ideológicos, que ficaram do lado oposto da justiça, ao condenar publicamente Woody Allen por suposto abuso sexual de sua filha Dylan Farrow quando ela era uma criança nos anos 1990. Duas investigações públicas, que duraram meses, inocentaram o diretor da época, concluindo que a menina teria sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, com quem Allen lutava pela guarda dos filhos. O caso estava esquecido quando a acusação foi revivida por Dylan em 2018, pegando carona no movimento #MeToo, que teve como artífice seu irmão Ronan Farrow, autor de uma das reportagens que denunciaram os abusos de Harvey Weinstein. Sem maior cerimônia, os dois passaram a comparar Allen ao produtor-predador, mesmo que os casos não pudessem ser minimamente comparados. Nem os piores detratores de Allen o acusam de outro abuso, senão o que Dylan diz ter sofrido. O resultado foi que até atores do próprio filme condenaram ao diretor. Timothée Chalamet e Rebecca Hall recusaram-se a promover o longa e ainda doaram seus salários para caridade. Hall, que também estrelou “Vicky Cristina Barcelona”, ainda admitiu sentir “arrependimento” por ter trabalhado com Allen. Por outro lado, Jude Law disse que achava “uma terrível vergonha” o filme ter sido impedido de estrear nos EUA. “Eu adoraria ver isso. As pessoas trabalharam muito e se empenharam muito, obviamente ele próprio também”, disse o ator inglês ao jornal The New York Times em 2018. Mesmo sem a bilheteria americana, “Um Dia de Chuva em Nova York” já arrecadou mais de US$ 20 milhões no mundo, o que supera o faturamento total do filme anterior do diretor, “Roda Gigante” (US$ 15 milhões em 2017). Woody Allen já filmou seu próximo longa, “Rifkin’s Festival”, rodado na Espanha, e ele deve chegar aos cinemas após a reabertura do mercado.
Festival Cine PE vai acontecer em cinema drive-in
O festival Cine PE anunciou que a sua edição de 2020 vai acontecer em agosto, com sessões adaptadas às restrições impostas pela epidemia de coronavírus. A maior adaptação vai se dar no local em que os filmes serão exibidos. Em vez do tradicional Cinema São Luis, que costuma reunir o maior público de festivais do Brasil, as projeções vão acontecer num drive-in, com os espectadores isolados dentro de seus carros para assistir aos filmes, com “regras criteriosas de segurança”, segundo comunicado enviado à imprensa. O evento de Recife, que será realizado pela 24ª vez, também terá exibições online. Os detalhes sobre o funcionamento das sessões, assim como a programação, ainda não foram divulgados. Apenas as datas: entre 24 a 30 de agosto. Inicialmente, o Cine PE estava marcado para acontecer de 25 a 31 de maio. “Diante de novas considerações que puderam ser extraídas da crise atual, o Cine PE 2020 levará em conta algumas tendências observadas, no que tange aos aspectos da mobilização de público e suas relações possíveis com novos hábitos e costumes. Assim, por força da necessidade de adaptação, tais esforços consideram a revisão de critérios que alteram o estilo convencional do que seja um modelo de festival de cinema, numa adequação às tendências comportamentais do momento”, escrevem os organizadores. “Desse modo, o Cine PE se mostra atento às inovações que abraçam as ações virtuais, em total respeito às preferências de quem ainda não se sente seguro em participar na forma tradicional das relações sociais.” Até os seminários e oficinas serão um “mix de modelo menos presencial e mais virtual”. Mas, novamente, não foram fornecidos maiores detalhes. Em 2019, o filme vencedor do Cine PE foi o documentário “Espero tua (re)volta”, de Eliza Capai, sobre a história das lutas estudantis no Brasil.
Riverdale terá salto no tempo de vários anos na próxima temporada
“Riverdale” terá um salto de tempo significativo no início da próxima temporada, confirmou o site TVLine. A duração exata do salto no tempo e outros detalhes ainda estão sendo trabalhados pelos roteiristas, mas o salto – originalmente planejado para o final da 4ª temporada – deverá avançar a trama em vários anos, o que permitirá que o elenco de jovens atores se aproxime de sua idade real. Além disso, o objetivo é pular o momento em que Archie e sua turma estariam separados, enquanto cursam a faculdade. “Estávamos conversando e planejando dar um salto no tempo”, disse o produtor executivo Roberto Aguirre-Sacasa à TVLine. “Claro, geralmente os saltos de tempo acontecem entre as temporadas, com um gancho no final”. Mas como a pandemia de coronavírus interrompeu a produção e encurtou a 4ª temporada a ideia deve ser “começar com os três últimos episódios” que seriam destinados à 4ª temporada, incluindo o baile de formatura da turma no ensino médio. “Então, o que estamos fazendo é retomar exatamente de onde paramos nos três primeiros episódios e, em seguida, dar um salto no tempo… depois desses três episódios.” A atriz Madchen Amick, que interpreta Alice Cooper, a mãe de Betty, também aludiu a um salto no tempo em uma conversa recente com a TVLine. “Eu não sei o que eles planejaram [para a 5ª temporada], mas eu posso imaginar que algo deve acontecer para trazê-los de volta à cidade. Se todos estão indo para essas faculdades diferentes, acho que eles planejaram um salto de tempo com algo os traga de volta. O que é isso, ninguém sabe. Mas algo claramente trará todos os nossos personagens favoritos de volta à cidade e os fará ser envolvidos em uma nova e emocionante aventura, tenho certeza”, concluiu. A ideia de salto no tempo para pular uma separação de personagens de série juvenil, evitando mostrar sua fase de faculdade, foi utilizada em 2015 por “Pretty Little Liars”, que também optou por um subterfúgio narrativo para juntar as personagens e trazê-las de volta à sua cidade original, visando encerrar a série com um último mistério/desafio. A série “Riverdale” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Séries The Purge e Treadstone são canceladas
O canal pago USA Network cancelou as séries “The Purge” e “Treadstone”, como parte de (mais) uma mudança de foco de sua programação. Daqui pra frente, a emissora deve se concentrar em reality shows. Por ironia, as duas produções canceladas tinham sido incentivadas por uma mudança de estratégia anterior. A encomenda das séries seguiu orientação da chefia do conglomerado Comcast para que seus diversos canais explorassem franquias existentes na biblioteca de filmes da Universal Pictures. “The Purge” era derivada da distopia sci-fi “Uma Noite de Crime” e “Treadstone” uma continuação do thriller de espionagem “Jason Bourne”. Ambos tinham uma média de 500 mil telespectadores ao vivo e em torno de 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas os fãs devem ter sentido mais o cancelamento de “Treadstone”, que deixou a história sem fim. Desenvolvida por Tim Kring (criador de “Heroes”), “Treadstone” tinha muitos personagens e tramas paralelas, além de um elenco fenomenal, encabeçado por Jeremy Irvine (o jovem Sam de “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Brian J. Smith (o Will de “Sense8”), Tracy Ifeachor (“Quantico”), Omar Metwally (“The Affair”), Gabrielle Scharnitzky (“Devils”), Emilia Schüle (“Berlin Station”), Michelle Forbes (“Powers”), Patrick Fugit (“Outcast”) e a sul-coreana Hyo Joo Han (“Road Trip USA”). De quebra, um de seus diretores era Ramin Bahrani, responsável pelo recente remake de “Fahrenheit 451” na HBO. Por sua vez, “The Purge” foi criada por James DeMonaco, diretor e roteirista dos filmes originais, e chegou a ser a série mais vista do canal no ano passado, com 2,3 milhões de telespectadores por episódio. Em seu último episódio, a atração chegou a contar com participação de Ethan Hawke, repetindo seu papel do longa que lançou a franquia em 2013. As duas séries eram disponibilizadas no Brasil pela Amazon. Seus cancelamentos se juntam ao fim de “Dare Me”, disponibilizada na Netflix brasileira como “Não Provoque”, ao encerramento de “Briarpatch”, que deve se limitar ao formato de minissérie, e à conclusão da premiada “Mr. Robot”, finalizada em dezembro após dar prestígio efêmero ao canal. Conseguindo mais audiência com programas de lutas e produções baratas, o canal ainda precisa decidir o destino de “The Sinner”, após três temporadas. Por enquanto, apenas “Rainha do Sul” (Queen of the South), estrelada por Alice Braga, tem sua continuidade assegurada, após ser renovada para a 5ª temporada.
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
2ª temporada de Patrulha do Destino vai estrear em junho
A nova plataforma HBO Max definiu a data de estreia da 2ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol). O anúncio foi feito pelo Twitter oficial da atração e veio acompanhado por uma nova imagem dos personagens. Veja abaixo. A estreia da próxima leva de episódios foi marcada para 25 de junho. Lançada pela DC Universe, a série será disponibilizada simultaneamente pela HBO Max em seu segundo ano de produção. Segunda produção live-action da DC Universe, “Patrulha do Destino” dá vida aos personagens mais estranhos da editora de quadrinhos, criados ainda nos anos 1960. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Os personagens foram introduzidos num episódio de “Titãs”, mas seu elenco mudou bastante desde a primeira aparição – embora isso não fique claro, já que a maioria aparece sob disfarces. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) foi mantida como Mulher-Elástica, enquanto o Homem-Robô e o Homem-Negativo, encarnados por figurantes em suas estreias, estão sendo dublados e interpretados em cenas de flashbacks por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Uma mudança, porém, é indisfarçável. Vivido por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titãs”, Niles Caulder, o Chefe, ganhou a imponência de Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série própria. Além disso, a Patrulha foi reforçada por Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Sem esquecer que Alan Tudyk (“Powerless”) interpretou o vilão surreal Sr. Ninguém na 1ª temporada. Com seus primeiros episódios, “Patrulha do Destino” superou as expectativas da crítica americana, atingindo 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais dos quadrinhos da DC Comics. Ao contrário de “Titãs”, que foi disponibilizada logo após o fim de sua temporada inaugural pela Netflix, a série demorou a chegar ao Brasil. Os episódios começaram a ser exibidos apenas em março passado, no canal pago Cinemax, que pertence ao grupo HBO. A HBO Max será inaugurada em 27 de maio nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil. Here comes the DOOM! #DoomPatrol season 2 is coming to #HBOMax on 6/25. pic.twitter.com/CwJ1LTWB5o — Doom Patrol (@DCDoomPatrol) May 13, 2020
Briga no trânsito faz Russell Crowe surtar em trailer de suspense repleto de ação
A produtora indie Solstice Studios divulgou o pôster e o trailer de “Unhinged”, novo filme estrelado por Russell Crowe. Bastante tensa e repleta de ação, a prévia mostra como uma discussão banal dá início a uma perseguição vingativa. Ainda com os muitos quilos adquiridos para a minissérie “The Loudest Voice”, Crowe vive um motorista xingado no trânsito por uma mãe apressada com seu filho. A briga se dá porque ele está mergulhado na depressão e demora a dar a partida em seu carro quando o farol fica verde. Como ela se recusa a aceitar suas desculpas, ele resolve lhe ensinar como é se sentir mal após ter o pior dia de sua vida, num surto psicótico que coloca em risco todas as pessoas ao seu redor. Além de Crowe, o elenco conta com Caren Pistorius (“Máquinas Mortais”), Jimmi Simpson (“Westworld”) e o menino Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”). A história foi escrita por Carl Ellsworth (“Amanhecer Violento”) e a direção é de Derrick Borte (“Caminhos de Sangue”). A estreia está marcada para 1º de julho nos Estados Unidos, supostamente nos cinemas, e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
29 autores da Globo assinam manifesto contra Regina Duarte
Regina Duarte trocou mais de meio século de aplausos, obtidos por sua carreira como atriz televisiva, por vaias pelo desempenho à frente da secretária de Cultura do governo Bolsonaro. E tudo indica que se trata de caminho sem volta. Pelo menos na Globo, onde exerceu a maior parte de seus trabalhos como atriz, ela tem as portas fechadas. Sua entrevista polêmica para a CNN Brasil acabou com o prestígio que possuía entre os teledramaturgos da empresa. Ao todo, 29 autores de novelas e séries da emissora assinaram a nota de repúdio lançada na semana passada contra as declarações feitas pela atriz na semana passada. A carta divulgada no sábado (9/5) reuniu atores, cantores, intelectuais, produtores, diretores e também vários roteiristas. “Como artistas, formamos a maioria que repudia as palavras e as atitudes de Regina Duarte como Secretária de Cultura. Ela não nos representa”, diz trecho do texto assinado por nomes importantes da Globo, como Alcides Nogueira, Geraldo Carneiro, Bia Corrêa do Lago, Maria Adelaide Amaral, Lícia Manzo e Vincent Villari, responsáveis pelas novelas mais recentes da mãe de Gabriela Duarte na rede carioca. Por sinal, o número de artistas que assinaram o manifesto contra a entrevista da ex-atriz disparou. Lançado com 500 nomes, em poucos dias o abaixo-assinado recebeu 5 mil assinaturas de integrantes contrariados do setor cultural. Entre os ex-colegas de trabalho de Regina, assinam o documento Adriana Esteves, Alice Braga, Ana Lúcia Torre, Cauã Raymond, Malu Mader, Marcelo Serrado, Marieta Severo, Marisa Orth, Miguel Falabella, Monica Iozzi, Paulo Betti, Renata Sorrah, Selton Mello, Alinne Moraes, Andréa Beltrão, Camila Pitanga, Debora Bloch, Débora Falabella, Elisa Lucinda, Julia Lemmertz, Malu Mader, Marieta Severo, Patrícia Pillar, Regina Braga, Renata Sorrah, Vladimir Brichta e Zezé Motta, entre outros. Ela também tem sido criticada publicamente por atores famosos da Globo, como Fabio Assunção e até Lima Duarte, seu par na famosa novela “Roque Santero”, dos anos 1980.












