Netflix diz que Ratched é sua série original mais vista de 2020
A Netflix divulgou nas redes sociais que “Ratched” foi a série de maior audiência entre seus lançamentos originais da Netflix. Segundo o serviço de streaming, 48 milhões de assinantes assistiram aos episódios de estreia nos primeiros 28 dias de exibição. “Em seus primeiros 28 dias, 48 milhões de assinantes agendaram uma consulta com a enfermeira Ratched, transformando-a em nossa maior 1ª temporada de série original neste ano”, afirmou o perfil oficial da Netflix no Twitter. Estes números não são auditados, mas “Ratched”, que estreou em 18 de setembro, liderou a lista de séries mais vistas da Netflix na semana passada, numa apuração independente da empresa Nielsen, que mede apenas a audiência em aparelhos de televisão nos EUA – descartando o público que acessa conteúdo por computador e aparelhos móveis. Por outro lado, a produção de Ryan Murphy não obteve aprovação unânime da crítica, ficando com apenas 60% na média do Rotten Tomatoes. Prólogo do premiado filme “Um Estranho no Ninho” (1975), a série traz Sarah Paulson no papel da enfermeira assassina do título e já se encontra renovada para sua 2ª temporada. In its first 28 days, 48 million members have booked an appointment with Nurse Ratched, making it our biggest original Season 1 of the year. pic.twitter.com/NjCR8uPuPP — Netflix (@netflix) October 16, 2020
Casal Thaila Ayala e Renato Góes faz primeiro filme juntos
Casados há um ano, Thaila Ayala (“Pica-Pau: O Filme”) e Renato Góes (“Legalize Já: Amizade Nunca Morre”) estão começando seu primeiro trabalho juntos. Eles são os protagonistas do filme “Inverno”, um suspense que a própria atriz co-escreveu com Paulo Fontenelle (“Intruso”), diretor da produção, e que já começou a ser rodado na residência do casal, no Rio de Janeiro. Renato Góes resumiu a trama para o jornal O Globo: “Casal em quarentena, Bia e Rodrigo recebem Ana (Bárbara Reis, de “Os Dias Eram Assim”), uma amiga de faculdade, por uns dias. O que poderia ser um escape para distrair e aliviar o desgaste e a pressão do isolamento começa a se tornar um pesadelo quando o nome de um deles aparece numa lista de mortos pela Covid-19 na capa do principal jornal da cidade”. Segundo Góes, a intimidade com Thaila “ajuda muito”: “Facilita e encurta o caminho das coisas. Exercitarmos a cumplicidade, elemento fundamental nessa jornada. Nos comunicamos com o olhar. Foi bonito perceber em cena que estamos conectados”. O longa é uma coprodução da Ventre Studio com a Cachoeira Filmes e ainda não tem previsão de estreia.
Lázaro Ramos vai dirigir especial da Globo para o Dia da Consciência Negra
Lázaro Ramos vai dirigir um especial da Globo marcado para ir ao ar no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Segundo a colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, a produção será o primeiro de uma série de especiais que a emissora passará a exibir em datas importantes do calendário nacional. O especial foi criado por Manuela Dias, autora de “Amor de Mãe”, e reunirá textos históricos de personalidades conhecidas pela luta contra a escravidão, o racismo e a segregação racial. Mas, tristemente, nenhum dos líderes antirracistas citados por O Globo é brasileiro. Os atores Fabricio Boliveira, Babu Santana, Guilherme Silva, Ivy Souza e Naruna Costa viverão, respectivamente, o marinheiro nigeriano Olaudah Equiano, o lutador Muhammad Ali, o pastor Martin Luther King, a cantora Nina Simone e a ativista Angela Davis. Lázaro Ramos estreou como diretor no ano passado, à frente do filme “Medida Provisória”, que ainda permanece inédito devido à pandemia de coronavírus. Depois disso, ele comandou um episódio da antologia “Amor e Sorte”, feito durante a quarentena com sua esposa, a também atriz Taís Araújo.
Bridgerton: Fotos da nova série da criadora de Grey’s Anatomy alimentam polêmica racial
A Netflix divulgou as primeiras fotos de “Bridgerton”, que também é a primeira série da produtora Shonda Rhimes desde que assinou um contrato milionário de exclusividade com a plataforma de streaming há três anos. Criadora das séries da rede ABC “Grey’s Anatomy” e “Scandal”, Rhimes assina a produção de “Bridgerton” por meio de sua empresa, Shondaland, mas o projeto foi desenvolvido pelo roteirista Chris Van Dusen, com quem ela trabalhou nas duas séries anteriores. A nova série é um drama romântico de época, ambientado no período regencial britânico e baseado na coleção literária da escritora Julia Quinn. Cada exemplar da obra original conta a história de amor de um dos oito irmãos da família Bridgerton e a série vai seguir esse padrão ao se concentrar, em sua 1ª temporada, na filha mais velha, Daphne (Phoebe Dynevor, da série “Younger”). Ela espera encontrar um amor verdadeiro para poder se casar o quanto antes. No entanto, diversas calúnias atrapalham seus planos, fazendo com que todos os pretendentes em potencial desapareçam. O primeiro volume da coleção de Julia Quinn se chama “O Duque e Eu”. Descrito como um aristocrata de olhos azuis no livro, Simon Basset, o Duque de Hastings, será interpretado por Regé-Jean Page. O ator já trabalhou numa produção da Shondaland, “For the People”, e é negro como a produtora. As produções de Shonda Rhimes geralmente destacam protagonistas negros, como Kerry Washington em “Scandal” e Viola Davis em “How to Get Away with Murder”, mas se essa propensão progressista funciona perfeitamente em tramas contemporâneas, a produtora já amargou um fracasso ao tentar apresentar um drama de época integrado em “Still Star-Crossed”, uma versão de “Romeu e Julieta” com intérpretes negros e trama descolorida. As fotos de “Bridgerton” sugerem que a nova produção segue a tendência de neutralidade racial de “Still Star-Crossed”. Ou seja, o fato do Duque de Hastings e sua família serem negros não parece ter qualquer efeito sobre a trama, criando um falso retrato de época, como se racismo e intolerância não existissem na aristocracia britânica do início do século 19 – época em que a escravidão ainda alimentava grandes fortunas, é bom lembrar… As imagens renderam polêmica nas redes sociais, polarizando comentários em torno da escalação de Regé-Jean Page como o Duque. O elenco numeroso da produção também inclui Ben Miller (“Johnny English”), Polly Walker (“Pennyworth”), Adjoa Andoh (“Invictus”), Golda Rosheuvel (“Lady Macbeth”), Luke Newton (“The Lodge”), Jonathan Bailey (“Jack Ryan”), Claudia Jessie (“Vanity Fair”), Ruby Barker (“Wolfblood”), Harriet Cains (“Marcella”), Nicola Coughlan (“Derry Girls”), Jessica Madsen (“Rambo: Até o Fim”), Ruth Gemmell (“Utopia”), Joanna Bobin (“Alice Através do Espelho”), Bessie Carter (“Howards End”), Florence Hunt (“Cursed”), Ruby Stokes (“Una”), Luke Thompson (“Dunkirk”) e a veterana Julie Andrews (“Mary Poppins”). “Bridgerton” ainda não tem previsão de estreia.
Sia revolta fãs ao defender Johnny Depp e atacar Amber Heard nas redes sociais
A cantora australiana Sia fez uma série de tuítes surtados na sexta-feira (16/10) para defender Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) e atacar gratuitamente a atriz Amber Heard (“Aquaman”). Chamando o ator de “vítima”, ela ainda acusou a atriz de ter lucrado com o divórcio, apesar de ter doado tudo o que ganhou no acordo de separação. Os fãs de Sia ficaram passados com as declarações e estão pedindo para a cantora deletar os comentários. Por enquanto, ela está fingindo não ver a grande revolta que causou entre seus seguidores. “Apenas demostrando meu apoio público a Johnny Depp”, disse ela. “Quer dizer, eu adoraria que ele ficasse sóbrio e parasse com as joias, mas ele é claramente a vítima depois de ouvir aquelas fitas”. As “fitas” a que ela se refere são gravações editadas com a voz da atriz, disponibilizadas em vídeos de um perfil anônimo do YouTube, criado exclusivamente para atacá-la e pedir #JusticeForJohnnyDepp. Além de acesso a material que apenas Johnny Depp teria, os vídeos trazem a voz de um homem não identificado declarando ter provas de que Amber não seria vítima de violência doméstica do ex-marido e, sim, sua agressora. Um dos vídeos contém gravações de 2015 em que Heard admite ter batido em Depp. Durante o recente julgamento em Londres, em que o ator processou o jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”, ela foi questionada sobre essa confissão e disse que precisava se defender e também a irmã dela, que Depp teria atacado durante uma intervenção. No mesmo tribunal, a defesa do Sun conseguiu fazer Depp afirmar ter agredido a atriz. Sia disponibilizou um desses vídeos com gravações montadas e acusações sem provas, considerando-o verdade absoluta, e ainda acrescentou sua própria teoria de conspiração maluca sobre a briga do ex-casal. “Clássico comportamento de quem tem borderline, da parte dela”, descreveu a cantora, embora a atriz não tenha transtorno mental. Ela ainda citou o milionário Elon Musk, dono da Tesla e da Space X, com quem Amber namorou por cerca de um ano depois de se separar de Depp em 2018, para acusar, sem qualquer fundamento, que ele teria dado uma fortuna à atriz para ela fingir a doação de todo o dinheiro que ganhou no divórcio. “Aliás, Elon Musk, você não deu a ela os US$ 7 milhões que ela ‘doou’ do acordo? Ela ainda saiu US$ 7 milhões mais rica”, extrapolou a cantora. Para provar que não estava atrás de dinheiro em seu divórcio, Amber Heard doou tudo o que recebeu do ator no acordo de separação (os US$ 7 milhões) à ONG União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e ao Hospital Infantil de Los Angeles. “Por que você está protegendo-a? Ela nunca vai ter a ajuda que precisa se todos nós ficarmos em silêncio!”, completou a australiana, do nada. A briga entre Johnny Depp e Amber Heard não acabou com o divórcio, porque a atriz sugeriu ter sido vítima de violência doméstica e ele resolveu processá-la. O caso ainda não foi à julgamento, mas ele pede US$ 50 milhões de indenização, alegando ter sido difamado e prejudicado em sua carreira por conta dessas alegações. Em resposta, a atriz abriu seu próprio processo, acusando-o de ter iniciado uma “campanha de difamação” contra ela e pedindo US$ 100 milhões em indenização. O caso de Depp tem previsão de julgamento entre os dias 11 e 28 de janeiro de 2021. Entretanto, a equipe jurídica do ator já requisitou um adiamento para março e junho de 2021, porque ele estará filmando “Animais Fantásticos 3” no período marcado. Já a equipe de Heard disse que, entre março e junho, ela deverá estar filmando “Aquaman 2” e não aceita a troca de datas. Amber Heard & Johnny Depp: The Real ABUSER FINALLY REVEALED!! (UNCENSOR… https://t.co/uY1PLsDUYp via @YouTube classic borderline behavior on her part. — sia (@Sia) October 16, 2020
Viúva de Chadwick Boseman entra na Justiça por herança
Dois meses após a morte de Chadwick Boseman (1976-2020), a viúva do intérprete de Pantera Negra entrou na Justiça dos Estados Unidos para ter direito à herança do marido. Taylor Simone Ledward abriu um processo na corte de Los Angeles para ser reconhecida como a herdeira do ator, que não deixou um testamento. De acordo com documentos obtidos pelo site norte-americano The Blast, Taylor move uma ação para ter acesso ao patrimônio de Boseman avaliado em US$ 939 mil em imóveis e dígitos de contas bancárias ainda não revelados. Segundo fontes próximas à família de Boseman, o ator acreditava em sua recuperação do câncer de cólon e por isso jamais cogitou fazer um testamento. Entretanto, pela falta do documento, Ledward teve que entrar com uma ação de reconhecimento como herdeira dos bens e finanças deixadas pelo ator. Chadwick Boseman e Taylor Simone Ledward ficaram noivos em outubro de 2019 e se casaram logo em seguida, quando a doença do artista já estava em estágio avançado. O casal, discreto, fez poucas aparições públicas, como no SAG Awards (a premiação do Sindicato dos Atores dos EUA) e em um jogo de basquete. A oficialização do relacionamento ocorreu durante um agradecimento de Boseman na premiação de Melhor Ator da NAACP em 2019. “Simone, você está comigo todos os dias. Preciso te reconhecer agora. Eu te amo”, ele declarou. Na verdade, o casamento só se tornou público após a morte do ator, junto com a notícia de que ele tinha câncer há anos. Ledward estava ao lado de Boseman quando ele faleceu em sua casa, em Los Angeles, no dia 28 de agosto de 2020, e os representantes do ator, ao anunciar sua morte, afirmaram que ele estava com sua esposa.
Globo vai exibir This Is Us na TV aberta brasileira
A Globo adquiriu a série dramática “This Is Us”, que quebrou recordes de audiência nos Estados Unidos, para exibição na TV aberta brasileira. A produção já é transmitida no Brasil pela Fox Premium, que lançará sua 5ª temporada em 28 de outubro. A série caiu nas graças do público americano por ser um melodrama cheio de reviravoltas. Nisto, lembra as melhores novelas. Sua estrutura, inclusive, evoca uma novela da Globo em particular: “O Casarão” (1976), que contava sua história em três tempos diferentes e paralelos. O enredo traça uma crônica do cotidiano a partir da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia. Rebecca e Jack são um casal esperando trigêmeos em Pittsburgh. Kevin é um belo ator de televisão que está cansado de fazer papéis superficiais, Kate é uma mulher obesa que vive uma eterna luta para perder peso e Randall reencontra seu pai biológico que o abandonou quando ele era apenas um bebê recém-nascido. Todas essas histórias vão sendo apresentadas ao público ao mesmo tempo, mas logo o público vai descobrir que nem todas se passam ao mesmo tempo, além do motivo mais profundo delas serem relacionadas. “This Is Us” teve 11 indicações ao Emmy Awards em sua temporada inaugural e levou dois prêmios: o de Melhor Ator em Série de Drama para Sterling K. Brown (“American Crime Story: The People v. O.J. Simpson”), intérprete de Randall, e de Melhor Ator Convidado em Série de Drama para Gerald McRaney (“House of Cards”), o obstetra de Rebecca. Nos anos seguintes, a série conquistou mais dois troféus desta última categoria, ambos vencidos por Ron Cephas Jones (“Luke Cage”), o pai biológico de Randall. Criação de Dan Fogelman (que também criou “Galavant” e “The Neighbors”), a série ainda inclui em seu elenco Mandy Moore (série “Red Band Society”), Milo Ventimiglia (“The Whispers”), Justin Hartley (“Smallville”), Chrissy Metz (“American Horror Story”), Susan Kelechi Watson (“Louie”) e Chris Sullivan (“The Knick”). Ainda não há data para o lançamento na TV aberta, mas “This Is Us” deve integrar a programação da Globo de 2021, que deverá ter menos produções originais, devido à pandemia de coronavírus. Enquanto isso não acontece, confira abaixo o trailer legendado da 1ª temporada, que já pode ser vista em streaming na Fox Play e na Amazon Prime Video.
Rhonda Fleming (1923 – 2020)
A atriz Rhonda Fleming, uma das ruivas mais famosas da era de ouro de Hollywood, morreu na quarta-feira (14/10) em Santa Monica, na Califórnia, aos 97 anos. O cabelo cor de fogo e os olhos verdes-esmeraldas a tornaram bastante popular nos primórdios do cinema colorido, o que acabou lhe valendo o apelido de rainha do Technicolor e uma filmografia cheia de clássicos, incluindo obras assinadas pelos mestres Alfred Hitchcock, Jacques Tourneur, Robert Siodmak, Fritz Lang e John Sturges. Nascida Marilyn Louis em Los Angeles, ela estudou na Beverly Hills High e foi descoberta aos 16 anos pelo famoso agente Henry Wilson (que também descobriu Rock Hudson, Tab Hunter e Natalie Wood) a caminho da escola. Foi ele quem mudou seu nome para Rhonda Fleming e conseguiu seu primeiro contrato, com o famoso produtor David O. Selznick. Seu primeiro papel importante foi como uma ninfomaníaca no suspense “Quando Fala o Coração” (Spellbound, 1945), de Hitchcock, e ela disse que era tão ingênua que teve que procurar a palavra no dicionário quando foi escalada. Em seguida, foi parar em uma mansão assustadora no terror sombrio “Silêncio nas Trevas” (The Spiral Staircase, 1946), de Siodmak, e virou femme fatale no noir “Fuga do Passado” (Out of the Past, 1947), de Tourneur. Mas foi uma aventura de baixa qualidade, “A Ilha da Maldição” (Adventure Island, 1947), que a transformou em estrela. Tudo o que precisou foi ser filmada em cores. Até o cenário exuberante de uma ilha do Pacífico virou pano de fundo para a beleza de Fleming. Ela se destacou ainda mais na comédia musical “Na Corte do Rei Artur” (A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court, 1948) como interesse romântico de Bing Crosby, mostrando que também sabia cantar. E Bob Hope, grande amigo de Crosby, impressionou-se tanto ao visitar as filmagens que fez questão de escalá-la em seu próximo trabalho, como seu par em “O Gostosão” (The Great Lover, 1949). Em 1951, Rhonda Fleming tinha se tornado tão cobiçada que estrelou nada menos que cinco filmes, incluindo o noir “Golpe do Destino” (Cry Danger, 1951) e o western “A Revolta dos Apaches” (The Last Outpost, 1951), em que inaugurou sua mais duradoura parceria nas telas com Ronald Reagan. Ela foi par do futuro presidente dos EUA em mais três filmes: “Hong Kong” (1952), “O Carrasco dos Trópicos” (Tropic Zone, 1953) e “A Audácia é a Minha Lei” (Tennessee’s Partner, 1955). Rhonda acabou se especializando em filmes de aventura, vivendo Cleópatra em “A Serpente do Nilo” (Serpent of the Nile, 1953), coestrelando “As Aventuras de Buffalo Bill” (Pony Express, 1953) com Charlton Heston e protagonizando alguns dos primeiros lançamentos 3D de Hollywood, como “Rastros do Inferno” (1953) e “O Tesouro Perdido do Amazonas” (1954). Mas adorava mesmo era se transformar em mulher fatal em clássicos do cinema noir, como “O Poder do Ódio” (Slightly Scarlet, 1956), adaptação de James M. Cain, e “No Silêncio de uma Cidade” (While the City Sleeps, 1956), do mestre Fritz Lang. “Eu adorei interpretar esses papéis”, disse Fleming ao historiador de cinema Rhett Bartlett em uma entrevista de 2012. “Elas eram garotas malvadas, e eu era uma menina tão doce e simpática!” Bastante ocupada até o final dos anos 1950, sua filmografia ainda destaca um dos westerns mais famosos de todos os tempos, “Sem Lei e Sem Alma” (Gunfight at the O.K. Corral, 1957), de John Sturges, ao lado de Burt Lancaster (no papel de Wyatt Earp) e Kirk Douglas (Doc Holliday). Seu último trabalho como protagonista foi na produção italiana “A Revolta dos Escravos” (1960), lançado no mesmo ano em que ela ganhou sua estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Apesar de seguir atuando por mais 20 anos, os papéis seguintes foram pequenas participações em séries e filmes, de “O Otário” (1964), de Jerry Lewis, até “A Bomba Que Desnuda” (1980), longa derivado da série de comédia “Agente 86”. Além do cinema, Fleming participou de montagens teatrais da Broadway e fez shows musicais em Las Vegas e no Hollywood Bowl. Ao se afastar das telas e dos palcos, passou a se dedicar à filantropia, tornando-se uma destacada apoiadora de várias causas importantes, da luta contra o câncer à falta de moradia e o abuso infantil. Essa fase de sua vida começou após seu quinto casamento, com o magnata da rede de cinemas Ted Mann (dono do famoso Chinese Theatre ). Eles viram juntos de 1978 até a morte de Mann, em janeiro de 2001, e representaram um força benéfica no sul da Califórnia. Ela e Mann fundaram a Rhonda Fleming Mann Clinic for Comprehensive Care no centro médico da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) em 1991, oferecendo atendimento ginecológico e obstétrico a mulheres, e um centro de apoio para mulheres com câncer três anos depois. O casal também criou a bolsa Rhonda Fleming Mann Research Fellowship, para incentivar a pesquisa de câncer. Seus outros maridos incluem o ator Lang Jeffries, com quem contracenou em “A Revolta dos Escravos”, o produtor Hall Bartlett, e o médico Thomas Lane, com quem teve seu único filho, o ator Kent Lane (“As Incertezas de um Jovem”).
Michael B. Jordan vai produzir filme do herói Super Choque
O astro Michael B. Jordan, que viveu o vilão Erik Killmonger em “Pantera Negra”, está trocando a Marvel pela DC Comics. Ele vai produzir o filme do herói Super Choque (Static Shock) para a Warner Bros. Jordan embarca no filme com sua produtora, Outlier Society, e se junta na produção ao cineasta Reginald Hudlin (“Marshall: Igualdade e Justiça”), que revelou o projeto durante o evento DC FanDome em agosto. “Tenho orgulho de fazer parte da construção de um novo universo centrado em super-heróis negros; nossa comunidade merece isso”, disse Jordan em uma declaração à imprensa. “A Outlier Society está comprometida em dar vida a diversos conteúdos de quadrinhos em todas as plataformas e estamos entusiasmados com a parceria com Reggie e a Warner Bros nesta etapa inicial.” Para Jordan, que é fã assumido de quadrinhos, esta é uma oportunidade de estar diretamente envolvido na construção de uma franquia. Se o primeiro filme fizer sucesso, vários outros projetos derivados devem ser produzidos. Nos quadrinhos, Virgil Hawkins foi exposto a um gás mutagênico que varreu a cidade de Dakota e lhe deu superpoderes. Como o nome sugere, ele ganha a capacidade de controlar o eletromagnetismo. O personagem apareceu pela primeira vez em 1993 publicado pela Milestone Comics, uma empresa fundada por escritores e artistas negros, com apoio da DC, para criar quadrinhos mais inclusivos. Mas a iniciativa não teve longa duração. Mesmo assim, Super Choque foi revivido em 2000 numa série animada da Warner, que durou quatro temporadas e se notabilizou por ser uma rara produção para crianças estrelada por um super-herói negro. A atração fez tanto sucesso que o personagem acabou incorporado ao universo oficial da DC Comics em 2008. O filme também faz parte de uma estratégia de relançando da Milestone, com maior controle da DC e com Hudlin à frente das publicações. Ele está escrevendo uma nova revista em quadrinhos digitais do Super Choque, que começará a ser publicada em fevereiro de 2021, além de uma graphic novel do personagem desenhada pelo cultuado ilustrador Kyle Baker. A programação da nova Milestone também pretende reviver super-heróis como Ícone (Icon) e Foguete (Rocket) com ajudada do fundador da editora original, o artista Denys Cowan.
Jornalista da TV americana é demitida por participar do novo filme de Adam Sandler
Uma jornalista que trabalhava como âncora de uma estação de notícias de Boston disse que foi demitida do emprego depois de aparecer em “O Halloween do Hubie”, nova comédia de Adam Sandler na Netflix. Alaina Pinto compartilhou sua história no Twitter, contando que a notícia de sua participação no filme levou à demissão. “No início desta semana, fui dispensada do [telejornal] 7 News”, escreveu a jornalista. “Estou postando isso porque quero ser aberta e honesta com todos vocês.” Pinto, que se aproximava do seu aniversário de quatro anos na estação antes de ser despedida, explicou que sua rescisão aconteceu uma semana após o lançamento do filme, devido à violação de uma cláusula do seu contrato. A jornalista aparece no filme como âncora de um programa fictício, chamado “Wake Up Boston Morning News”, vestida como Arlequina. Sua participação especial, em clima de Halloween, foi parte de uma piada no filme, em que os colegas de trabalho fictícios de Pinto e alguns moradores de Salem se vestiam como a personagem de quadrinhos, que ficou ainda mais popular ao ser encarnada por Margot Robbie em “Aves de Rapina” e “Esquadrão Suicida”. “Ao fazer isso, eu violei por engano meu contrato com a estação e entendo porque a administração infelizmente decidiu me demitir”, ela continuou. “Estou profundamente desapontada e triste e esperava que não fosse assim que as coisas evoluiriam.” Ela não pareceu desanimada e concluiu que o futuro seria brilhante, além de agradecer a todos que a apoiaram após a demissão. “Obrigado a todos os meus maravilhosos telespectadores do ‘7 News’ e meus ótimos colegas e apoiadores do canal. Relatar as notícias para você todas as manhãs foi uma honra e um privilégio. Prometo manter contato e mantê-los atualizados sobre meu próximo capítulo – o futuro é brilhante!” Os representantes do canal WHDH e da Netflix não comentaram a demissão da jornalista. Hi Friends! I have some news to share… Earlier this week I was let go from 7 News. I am posting this because I want to be open and honest with all of you. Last year, I participated in a cameo in the recently released Netflix movie by Adam Sandler, "Hubie Halloween". (1/3) — Alaina Pinto (@alainapinto) October 15, 2020 Thanks to all my wonderful 7 News viewers and my supportive and great colleagues at the station. Reporting the news to you every morning was an honor and a privilege. I promise to stay in touch and keep you updated on the next chapter – the future is bright! (3/3) — Alaina Pinto (@alainapinto) October 15, 2020
The Vow: Série documental sobre seita da atriz de Smallville terá 2ª temporada
A HBO anunciou a renovação da série documental “The Vow”, que explora a seita NXIVM. O anúncio foi feito na véspera do final da (agora) 1ª temporada, previsto para ir ao ar no domingo (18/10). Após contar a história da seita e os escândalos sexuais que envolvem seu líder, Keith Raniere, os diretores Jehane Noujaim e Karim Amer vão continuar a história em 2021 acompanhando o julgamento de seus membros pela Justiça dos EUA, conforme novas evidências e revelações impressionantes são trazidas à tona por agentes do FBI e promotores federais, enquanto os advogados de defesa tentam apresentar pontos de vista opostos. A série estreou em 23 de agosto com aclamação da crítica – tem 83% de aprovação no Rotten Tomatoes – , exibindo uma história perturbadora narrada por diversos ex-membros da NXIVM, que compartilham suas experiências ao longo dos anos em que buscavam crescimento pessoal, apenas para descobrir que foram manipulados. Em junho de 2019, Raniere foi condenado por extorsão, tráfico sexual, conspiração de trabalho forçado, roubo de identidade e produção e posse de pornografia infantil. Ele ainda aguarda sua sentença, prevista para este outono. Além dele, várias celebridades integraram a seita, inclusive a estrela de “Smallville”, Allison Mack, uma das mentoras do subgrupo de escravidão sexual DOS, que foi presa em 2018 sob a acusação de tráfico sexual, conspiração para tráfico sexual e trabalho forçado. Em abril de 2019, Mack se confessou culpada das acusações e ainda está aguardando sua sentença.
Trailer dublado revela data de estreia do novo filme de Bob Esponja
A Netflix divulgou o trailer dublado de “Bob Esponja: O Incrível Resgate”, que saiu da programação de cinema para um lançamento direto em streaming. A prévia revela a data de estreia na plataforma e também mostra que muitas piadas não funcionam na tradução para o português, como a cena com participação de Keanu Reeves (“John Wick”). Na trama, Bob Esponja e Patrick embarcam numa jornada pelas profundezas do oceano para encontrar Gary que está desaparecido. Com direção de Tim Hill (“Alvin e os Esquilos”), a animação usa computação gráfica em vez do desenho tradicional da série animada, e também traz participação do rapper Snoop Dogg. A estreia vai acontecer em 5 de novembro.
Tatiana Maslany diz que não será a Mulher-Hulk
A atriz Tatiana Maslany, estrela de “Orphan Black”, negou que vai interpretar a Mulher-Hulk na série do Universo Marvel que será lançada na Disney+ (Disney Plus). A informação de que ela estava negociando para dar vida à personagem foi publicada em setembro pela revista The Hollywood Reporter. Na ocasião, até o ator Mark Ruffalo, que vive o Hulk nos filmes da Marvel, veio a público parabenizar a atriz. Entretanto, em uma entrevista ao jornal canadense The Sudbury Star, divulgada na quinta (15/10), ela negou que tenha fechado contrato para o papel. “Isso não é real, foi um release que saiu do controle. Eu já fui ligada a essas notícias no passado e a imprensa se interessou pelo assunto, mas não é verdade, infelizmente”, lamentou Maslany. A forma como a atriz abordou a notícia sugere que ela conversou sobre o projeto, mas acabou não fechando contrato. A fonte do THR afirmava que Maslany assumiria o papel de Jennifer Walters, prima de Bruce Banner (o Hulk), na nova série do streaming, prevista para 2021. A atração está sendo desenvolvida por Jessica Gao, roteirista da animação “Rick and Morty” e da sitcom “Corporate”, e contará com direção de Kat Coiro, conhecida por trabalhar em comédias televisivas como “Modern Family”, “Disque Amiga Para Matar” (Dead To Me), “It’s Always Sunny in Philadelphia” e “The Mick”. A escolha de Maslany foi considerada surpreende porque, apesar de ótima atriz, ela é magra e pequena, o oposto da personagem de grande altura e extremamente musculosa dos quadrinhos. Caso fosse confirmada, a atriz iria aparecer transformada por efeitos visuais, como Mark Ruffalo ao virar o Hulk nos filmes dos Vingadores. Mas diferente de Ruffalo, que aparece como ele mesmo na pele de seu alter-ego humano Bruce Banner, Jennifer Walters prefere ser a Mulher-Hulk em tempo integral, porque mantém sua inteligência durante a transformação. Ou seja, Maslany atuaria basicamente apenas via captura de performance.












