Mads Mikkelsen entra no lugar de Johnny Depp em Animais Fantásticos 3
A Warner Bros. oficializou a participação de Mads Mikkelsen (o “Hannibal”) em “Animais Fantásticos 3”. O astro dinamarquês foi escalado como o bruxo Gellert Grindelwald no lugar de Johnny Depp, que o estúdio pressionou a se demitir da produção. Depp desempenhou o papel no final do primeiro filme e dominou o segundo, que foi batizado com o nome de seu personagem, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”. Na época, sua escalação gerou controvérsias e levou o tabloide britânico The Sun a questionar a decisão da Warner de trabalhar com um “espancador de esposa”, referindo-se a insinuações existentes na época do divórcio entre o ator e a atriz Amber Heard. Depp não gostou da frase e decidiu processar o jornal. O processo aconteceu neste ano e o ator perdeu. Ele ainda tentou apelar, mas nesta quarta (23/11) teve a tentativa barrada pela justiça britânica por não haver “uma perspectiva razoável de sucesso” em sua causa. O processo, porém, trouxe à tona vários detalhes pouco lisonjeiros da vida privada de Depp, com fotos, gravações e testemunhos de seu comportamento violento e sua relação desregrada com as drogas e o álcool, que levaram o juiz Andrew Nicol a concluir que a afirmação do tabloide era “substancialmente verdadeira”. Sua decisão concluiu: “Eu descobri que a grande maioria dos alegados ataques à Sra. Heard pelo Sr. Depp foram comprovados de acordo com o padrão civil”. Após a sentença, a Warner pediu a Depp para desistir do filme e anunciou que estava procurando um novo ator para substituí-lo. Muitos fãs imaginaram voltar a ver Colin Farrell na franquia. Ele apareceu como um disfarce de Grindelwald no primeiro filme, de 2016, mas está atualmente ocupado com as filmagens de “Batman”, onde vive o Pinguim. “Animais Fantásticos 3” tem roteiro de J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, que também enfrenta seu próprio problema de relações públicas após assumir postura transfóbicas nas redes sociais. A direção está a cargo de David Yates, veterano da franquia “Harry Potter” que assinou os dois longas anteriores. E o elenco voltará a juntar os intérpretes dos filmes anteriores, incluindo Eddie Redmayne, Jude Law, Katherine Waterston, Dan Fogler, Alison Sudol e Ezra Miller – outro envolvido em polêmica, por suposta agressão a uma fã. Após os últimos desdobramentos, a estreia do longa, que estava programada para 12 de novembro de 2021, foi adiada para 15 de julho de 2022.
Diane Keaton chama nova versão de O Poderoso Chefão 3 de “sonho que virou realidade”
A atriz Diane Keaton disse ter ficado impressionada pela nova versão de “O Poderoso Chefão 3”, reeditada pelo diretor Francis Ford Coppola para relançamento nos cinemas e em streaming. “Assistir [a nova versão] foi um dos melhores momentos da minha vida”, elogiou Keaton, em entrevista para a revista Variety. “Para mim, foi um sonho que virou realidade. Eu vi o filme sob uma luz completamente diferente. Quando eu vi lá atrás, minha reação foi ‘Oh, eu não sei.’ Não parecia funcionar muito bem e as críticas não eram boas. Mas Francis reestruturou o começo e o fim e, nossa, como funcionou.” Coppola ficou seis meses trabalhando na edição, que contou com a revisão dos negativos originais, guardados em mais de 300 caixas, para recuperar a obra, que encerrou com críticas apenas medianas uma trilogia que tinha começado excepcional. Com a nova versão finalmente finalizada, ele convidou o elenco original para uma exibição privada no estúdio da Paramount. E Keaton se maravilhou, lembrando da diversão que foram as filmagens no final dos anos 1980. “Isso me levou de volta”, diz Keaton. “Naquela época, eu estava meio que com Al. Eu realmente gostei do Andy Garcia [co-estrela]. Estávamos filmando na Itália. Foi um momento especial.” Mas ao ver o filme projetado nas telas em 1990, ela acabou concordando com a crítica. “E era uma das pessoas que não gostaram”, admite ela. “O que estava errado comigo? Por que eu não gostei disso antes? Eu meio que dei de ombros e pensei ‘tudo bem’.” Ela agora está convencida de que a reedição de Coppola fará as pessoas reconsiderarem o filme, inclusive um de seus elementos mais difamados, a atuação de Sofia Coppola como filha de Michael Corleone, Mary. Ela quase não tinha experiência em atuação quando substituiu Winona Ryder, que caiu doente pouco antes das filmagens, e os críticos dilaceraram sua atuação, chamando-a de amadora e pouco convincente. “Isso não vai acontecer mais”, diz Keaton, argumentando que a nova edição dá ao desempenho de Sofia Coppola mais chance de brilhar. “Ela é como uma filha seria se você tivesse este cara como seu pai, o chefe de uma organização criminosa. Ela não estava tão segura de si e está meio quieta. Meio assombrado. Achei ela fantástica. ” Keaton contou que conseguiu até mesmo deixar de lado sua antiga aversão a se ver na tela para apreciar o filme. “Nunca é divertido me ver”, diz Keaton. “Eu moro comigo. Eu não quero me ver na tela”, conta. Mas apesar de ser sua crítica mais dura, ela vê seu trabalho como Kay Corleone, a ex-esposa de Michael, como um dos destaques de uma carreira que inclui filmes amados como “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Reds” e “Alguém tem que Ceder”. “Os filmes de ‘O Poderoso Chefão’ são realmente poderosos”, diz Keaton. “Eles estão cheios deste mundo criminoso. Há uma intensidade e questões familiares. Acho que é muito fácil entender por que eles são amados.” Rebatizado de “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, o filme terá lançamento limitado nos cinemas brasileiros em 3 de dezembro e chegará em PVOD para locação digital cinco dias depois. E Keaton torce para que o público prefira e possa vê-lo nos cinemas, “com ótima música e ótimo som, para que ele possa levar você para longe”, diz ela. “Eu gosto de filmes grandes. Eu gosto deles na minha cara. Você fica imerso neles dessa forma. Isso tira você de sua vida mundana e idiota. Eu falo por mim, é claro. ” Veja o trailer legendado da nova versão do filme de 1990 abaixo.
Fiorella Mattheis lança loja de roupas
A atriz Fiorella Mattheis, que ficou conhecida como a personagem Tcheca, no humorístico “Vai que Cola”, do canal pago Multishow, está prestes a abrir sua primeira loja física de moda, com um nome que remete à personagem. Chamada de Gringa, a loja é localizada no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro, e está em fase de arrumação final para a inauguração em 1 de dezembro. Ela, inclusive, postou algumas fotos do interior, ainda zerado, antes do trabalho de construção. Gringa começou como e-commerce, vendendo acessórios de moda na internet com uma proposta de curadoria e reciclagem sustentada de artigos de luxo – “o futuro da moda é consignar”, diz ela – , e se espalhou com alguns pop-ups físicos, até chegar ao ponto de se materializar – senão de carne e osso, com parede e teto. Além deste projeto, ela está aguardando a pandemia passar para estrear um programa sobre animais, que negocia com o GNT. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fiorella Mattheis (@fiorellamattheis)
Mulher-Maravilha 1984 ganha novo pôster exclusivo para estreia no Brasil
A Warner Bros. Pictures Brasil revelou um pôster nacional exclusivo de “Mulher-Maravilha 1984”, que traz a heroína dos quadrinhos com um novo uniforme alado dourado. A imagem, por sinal, dá bastante ênfase para as asas do traje, que aparecem abertas, ocupando metade do cartaz. O novo visual reflete uma tendência curiosa das continuações de super-heróis, que sempre procuram mostrar os personagens em uniformes diferentes daqueles usados nos filmes anteriores. As mudanças vão tão longe que chegam a perder as referências originais. A imagem atual, por exemplo, é do segundo filme da Mulher-Maravilha, embora pareça sugerir a estreia da Mulher-Gavião no cinema. De todo modo, o estúdio aproveitou para fazer divulgação dupla, ao incluir o cartaz num post com o anúncio de sua participação na convenção virtual Comic Con Experience (CCXP), que este ano vai acontecer de 4 a 6 de dezembro como um evento digital e gratuito, rebatizado como CCXP Worlds. “Mulher-Maravilha 1984” é novamente dirigido por Patty Jenkins e traz de volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título, Connie Nielsen como a Rainha Hipólita e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre o enredo terem sido revelados, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord. Originalmente previsto para 4 de junho no Brasil, o filme teve seu lançamento adiado para 17 de dezembro, devido à pandemia do novo coronavírus. Com isso, a estreia vai acontecer oito dias antes dos EUA, onde a produção será lançada no Natal, simultaneamente nos cinemas e em streaming.
Sonia Braga entra na lista dos melhores atores do século do New York Times
O tradicional jornal The New York Times publicou nesta quarta-feira (25/11) uma lista ambiciosa, visando destacar os atores e atrizes que tiveram mais impacto no século 21. E entre nomes como as francesas Catherine Deneuve e Isabelle Huppert, os americanos Denzel Washington e Keanu Reeves e os ingleses Tilda Swinton e Daniel Day-Lewis, aparece a brasileira Sonia Braga. Ela foi lembrada pelos críticos que votaram na seleção principalmente por sua atuação em “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, cineasta responsável pelos principais filmes de sua carreira neste século, incluindo sua participação em “Bacurau”. Mas os americanos também mencionaram, ao apontar suas novas interpretações, que ela tem uma rica carreira desde o século passado, com sucessos tanto no Brasil quanto em Hollywood. “Braga era um grande nome no Brasil entre 1970 e 1980, a resposta brasileira a Sophia Loren”, ponderou o crítico A. O. Scott, que também lembrou da sua atuação em “Bacurau”. “As habilidades dela se manifestam em uma maneira muito diferente em ‘Bacurau’, uma incrivelmente fantástica (e violenta) alegoria de um Brasil em crise”. Bastante diversificada, a lista não é composta apenas por veteranos, incluindo também o duplamente vencedor do Oscar Mahershala Ali, os jovens Saoirse Ronan e Michael B. Jordan, o latino Oscar Isaac, o consagrado Joaquin Phoenix e a estrela de comédias populares Melissa McCarthy, além de atores de diversas nacionalidades, como o mexicano Gael García Bernal, o italiano Toni Servillo e os sul-coreanos Kim Min-hee (musa dos filmes do Hong Sang-soo) e Song Kang Ho (astro dos filmes de Bong Joon-ho). Veja a lista completa abaixo, conforme apresentada pelo jornal americano. 25 – Gael García Bernal (México) 24 – Sônia Braga (Brasil) 23 – Mahershala Ali (EUA) 22 – Melissa McCarthy (EUA) 21 – Catherine Deneuve (França) 20 – Rob Morgan (EUA) 19 – Wes Studi (EUA) 18 – Willem Dafoe (EUA) 17 – Alfre Woodard (EUA) 16 – Kim Min-hee (Coreia do Sul) 15 – Michael B. Jordan (EUA) 14 – Oscar Isaac (EUA) 13 – Tilda Swinton (Inglaterra) 12 – Joaquin Phoenix (EUA) 11 – Julianne Moore (EUA) 10 – Saoirse Ronan (EUA) 9 – Viola Davis (EUA) 8 – Zhato Tao (China) 7 – Toni Servillo (Itália) 6 – Song Kang Ho (Coreia do Sul) 5 – Nicole Kidman (Australia) 4 – Keanu Reeves (EUA) 3 – Daniel Day-Lewis (Inglaterra) 2 – Isabelle Huppert (França) 1 – Denzel Washington (EUA)
Amazon está gravando séries com Camila Morgado e Danni Suzuki no Uruguai
Com os índices de covid-19 controlados, o Uruguai virou um novo destino para a gravação de séries brasileiras. Depois de “Insânia”, da Fox, que será estrelada por Carol Castro (“Órfãos da Terra”), duas séries nacionais da Amazon se instalaram no país. A primeira foi “Criminal”, com Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”), que já vai terminar suas gravações em dezembro. E após esta experiência positiva, a produção de “Desjuntados”, que destaca Danni Suzuki (“Arcanjo Renegado”) em seu elenco, também alugou um estúdio em Montevidéu e contratou profissionais locais. As duas séries devem ser exibidas pela Amazon Prime Video em 2021, mas ainda não foram oficialmente anunciadas. Embora pouco se saiba sobre “Desjuntados”, “Criminal” trará Camila Morgado no papel de uma advogada, casada com o personagem do ator Fernando Alves Pinto (“A Vida Secreta dos Casais”). Mais detalhes devem ser divulgados em breve. Enquanto isso, Danni Suziki vive clima de férias uruguaias, “aproveitando os intervalinhos” com foto tiradas na praia de José Ignacio em seu Instagram. “Sempre que viajo a trabalho encontro formas de aproveitar o tempo livre pra conhecer outros lugares e fazer novos amigos! Gratidão imensa a Deus e ao universo por tantas oportunidades nessa vida!”, ela escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANNI SUZUKI (@danisuzuki) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANNI SUZUKI (@danisuzuki) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por DANNI SUZUKI (@danisuzuki)
Johnny Depp tem apelo negado contra sentença de “espancador de esposa”
Johnny Depp teve negada sua tentativa de apelar de uma decisão judicial dos tribunais britânicos, no processo que deu razão ao jornal The Sun por chamá-lo de “espancador de esposa”. De acordo com o jornal The Times, o juiz responsável pela recusa alegou que não havia “uma perspectiva razoável de sucesso” na apelação. Agora, o ator deve pagar US$ 840,4 mil em custas judiciais ao The Sun por ter perdido sua ação por difamação contra o jornal. Depp processou o tabloide britânico por difamação devido a um texto de agosto de 2018 que, ao comentar sua participação no filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” descreveu o ator como “espancador de esposa”, devido a seu divórcio tumultuado com a atriz Amber Heard. No início deste mês de novembro, o juiz Andrew Nicol disse que o editor executivo do News Group Newspapers e do jornal The Sun, Dan Wootton, provou que a afirmação do tabloide era “substancialmente verdadeira”. Sua decisão concluiu: “Eu descobri que a grande maioria dos alegados ataques à Sra. Heard pelo Sr. Depp foram comprovados de acordo com o padrão civil”. O que mais pesou em sua decisão foi o testemunho de Heard e as fotos que apresentou. Ela disse que Depp se transformava em um alter ego ciumento, “o monstro”, depois de consumir drogas e álcool, e neste estado ameaçou matá-la com frequência. Ela detalhou surtos de violência extrema em que o ator a teria estrangulado, esmurrado, estapeado, chutado, lhe dado uma cabeçada e lhe atirado objetos. Nicol disse que aceitou 12 dos 14 relatos da atriz como verdadeiros, incluindo a agressão que ela sofreu em sua festa de 30 anos e um outro incidente que a deixou com os olhos roxos. Ele também validou a descrição de Heard de um período de três dias de tortura, com “ataques contínuos e múltiplos”, enquanto eles estavam na Austrália. A equipe de Depp havia dito na época que apelaria da decisão. “A sentença é tão falha que seria ridículo para Depp não apelar desta decisão”, disse a defesa do ator em um comunicado. Durante o julgamento, que durou semanas, Depp admitiu ter problemas de vício em drogas e álcool, mas insistiu que as alegações do tabloide sobre seu comportamento violento em relação a Heard eram “completamente falsas”. Mesmo assim, ao ser confrontado com uma gravação em que admitia ter dado uma cabeçada na ex-esposa, confirmou que isso aconteceu, mas não da forma descrita. Os dois atores se conheceram no set do filme “Diário de um Jornalista Bêbado” (2011) e começaram a morar juntos em 2012, antes de se casarem em Los Angeles em fevereiro de 2015. Eles se separaram em 2016 e Heard doou tudo o que recebeu no acordo do divórcio a instituições beneficentes. Mas a separação não encerrou o caso, porque Depp não aceita qualquer insinuação de que tenha sido violento, apesar da atriz ter aparecido com olho roxo e sofrer uma crise de choro, sem conseguir depor, durante o processo de divórcio. O problema é que processar o jornal só piorou sua imagem e agora o ator é oficialmente um “espancador de esposa”, assim declarado por um tribunal do Reino Unido. Por conta disso, Depp virou um pesadelo de relações públicas, levando a Warner a pressioná-lo para que se demitisse do filme que estava fazendo, o terceiro longa da franquia “Animais Fantásticos”. Sem nenhum outro projeto cinematográfico alinhado, seu único trabalho previsto é a divulgação de seu último papel em “Minamata”, que ele completou no ano passado. Fora isso, seu próximo compromisso, no começo de 2021, será estrelar outro processo judicial, agora num tribunal no estado americano da Virgínia, onde o ator entrou com uma ação contra Amber Heard, querendo uma indenização de US$ 50 milhões por uma coluna no jornal Washington Post em que ela escreveu sobre violência doméstica – sem citar o ex-marido. Depois desta ação, tem ainda uma sequência, aberta pela atriz, que por sua vez decidiu processar Depp pela campanha difamatória que ele move contra ela, pedindo US$ 100 milhões de indenização.
Teaser de Clifford, O Gigante Cão Vermelho gera reação negativa dos fãs do desenho
A Paramount deve estar se sentindo como a Sony quando lançou o primeiro trailer de “Sonic – O Filme”. A reação do público ao teaser da versão live-action de “Clifford, O Gigante Cão Vermelho” foi de rejeição ao visual oficial do seu protagonista. O estúdio revelou a versão live-action do personagem, conhecido por ilustrações clássicas e desenhos animados, em um teaser em que o cachorro vermelho gigante aparece após uma sequência de pets. “Clifford chega aos cinemas no próximo ano, mas hoje estamos comemorando os animais de estimação que nos inspiram um grande amor”, escreveu a conta oficial do filme para introduzir a criatura. Descomunal e avermelhado, o bicho, que provavelmente é da raça labrador, não gerou as reações esperadas, parecendo mais assustador que fofo na apresentação. O problema aconteceu porque o estúdio optou em retratá-lo por meio de uma animação computadorizada realista, deixando-o muito diferente da figura que ficou conhecida em desenhos 2D. O site The Wrap disse que o anúncio de Clifford próximo ao dia de ações de graças, nos Estados Unidos, não é motivo de graça nenhuma. “Não estamos dando graças por esta monstruosidade visual do cão do tamanho de um monstro”, escreveu. Já uma seguidora achou que o cão rolou em meio a um salgadinho para ficar vermelho. “Por que Clifford parece que rolou em pó de cheetos picante?”. Melhor um cheetos que sangue, como afirmou outro: “Isto não é Clifford, é um cachorro coberto de sangue”. Teve também quem comparasse Clifford com o novo filme de “Tom e Jerry”, que é igualmente live-action, mas preservou o visual tradicional dos personagens. “Um fez certo”, afirmou. E até quem considerou que “‘Clifford’ pode ser o filme que matará as adaptações realistas de personagens de desenhos animados”. O consenso, porém, é que o visual do cachorro não é para filme infantil e sim para filme de terror. “Assustador pra diabo”, “Ele parece desejar minha alma” e “um terror disfarçado” foram algumas das reações ao design computadorizado do bicho. “Ele já está coberto de sangue de seus inimigos e ainda não acabou”, descreveu uma internauta de forma alarmante. Mas as comparações podem ser ainda piores. Houve quem considerasse o projeto como uma sequência de “Cats”, o desastre computadorizado do ano. O filme baseado no personagem do desenhista Norman Bridwell (1928–2014) foi escrito por David Ronn e Jay Scherick, que já tinham levado os Smurfs ao mundo live-action em dois longa-metragens (em 2011 e 2013). Já a direção ficou a cargo de Walt Becker, que também teve experiência anterior com bichinhos animados em live-action, no filme “Alvin e os Esquilos: Na Estrada” (2015). A estreia está marcada para daqui a um ano, em novembro de 2021. One did it right pic.twitter.com/GI2wuToOkJ — Jayden Marvel (@GemBiscuits) November 25, 2020 why does Clifford look like he rolled in flaming hot cheetos dust https://t.co/yWEz3EYXrb — Anna Menta (@annalikestweets) November 25, 2020 a cryptid eldritch horror clifford movie is the spiritual sequel to Cats for me personally — a sinkhole of rats (@Kathriller) November 25, 2020 clifford is already drenched in the blood of his enemies and he isn't finished. pic.twitter.com/pb4TWe22KV — a sinkhole of rats (@Kathriller) November 25, 2020 Clifford may be the movie that kills realistic portrayals of cartoon characters. — Mr. Zilla (@Mr_Zilla1) November 25, 2020 This new Clifford is very unsettling pic.twitter.com/3TMZ7LScRv — Kelsey (@notorious_KRG) November 25, 2020 Because it's a secret horror movie — XFL Jim CFB NFL XLEAGUE GURU (@XFL_Jim) November 25, 2020 whyyyy does the new clifford look like he hungers for my soul pic.twitter.com/yP8mV35SGL — nikki “cute trash” black (@nikkiblackcat) November 25, 2020
Meghan Markle revela aborto espontâneo em relato dolorido
Meghan Markle revelou que teve um aborto espontâneo em julho. Em artigo publicado pelo jornal The New York Times, ela descreveu a situação como “uma dor quase insuportável”. “Eu sabia, enquanto agarrava meu primeiro filho, que estava perdendo meu segundo filho”, contou a ex-atriz da série “Scandal” e duquesa de Sussex ao participar como colunista convidada do jornal americano. Ela acrescentou que viu “o coração do meu marido se partir enquanto ele tentava segurar os meus pedaços estilhaçados”. E que “a perda e a dor atormentaram cada um de nós em 2020”. A ex-atriz de 39 anos disse ter decidido compartilhar sua experiência para encorajar as pessoas a “se comprometerem a perguntar aos outros, ‘você está bem?'” durante o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. A duquesa e o marido, o príncipe Harry, mudaram-se para a Califórnia para viver longe dos holofotes da mídia, depois de deixarem de ser membros da realeza sênior em janeiro. O casal teve seu primeiro filho, Archie, em 6 de maio de 2019. A duquesa começa seu artigo descrevendo uma “cãibra aguda” que sentiu enquanto cuidava de seu filho Archie. “Me joguei no chão com ele em meus braços, cantarolando uma canção de ninar para nos manter calmos, a melodia alegre em forte contraste com a minha sensação de que algo não estava certo”, ela revelou. “Horas depois, estava deitada em uma cama de hospital, segurando a mão de meu marido. Senti a umidade de sua palma e beijei seus dedos, molhados por causa de nossas lágrimas. Olhando para as paredes brancas e frias, meus olhos vidrados, tentei imaginar como nos curaríamos. Perder um filho significa carregar uma dor quase insuportável, vivida por muitos, mas falada por poucos”, descreveu. “Na dor da nossa perda, meu marido e eu descobrimos que em um quarto com 100 mulheres, 10 a 20 delas sofreram aborto espontâneo. No entanto, apesar da impressionante semelhança dessa dor, a conversa continua sendo um tabu, cheia de vergonha (injustificada) e perpetuando um ciclo de luto solitário”, continuou. “Algumas têm corajosamente compartilhado suas histórias; elas abriram a porta, sabendo que quando uma pessoa fala a verdade, isso dá licença para todas nós fazermos o mesmo.” A duquesa também fez referência a uma entrevista para a TV na qual um jornalista lhe perguntou se ela estava bem durante sua viagem à África do Sul no ano passado. Ela disse que foi questionada durante um momento em que estava “tentando manter uma cara corajosa aos olhos do público”. “Respondi honestamente, sem saber que o que eu disse iria ressoar com tantas mães novas e mais velhas, e qualquer uma que, à sua maneira, sofreu silenciosamente”, disse ela. A duquesa é o segundo membro da Família Real a falar abertamente sobre um aborto espontâneo. Em 2018, a neta da Rainha Elizabeth 2ª, Zara Tindall, falou sobre sofrer dois abortos antes de ter seu segundo filho. Estima-se que uma em cada quatro gestações termina em aborto espontâneo, de acordo com a ONG Tommy’s. Mas segundo Sophie King, que atua na instituição, disse que falar sobre a perda do bebê durante a gravidez é “um verdadeiro tabu na sociedade”, então “mães como Meghan compartilhar suas histórias é um passo vital para quebrar o tabu e vergonha”. “O artigo de Meghan elogia a bravura dos pais que compartilham suas histórias, e aqueles que preferem sofrer em particular ainda podem encontrar conforto e conexão ao ler sobre as experiências dos outros”, disse ela ao jornal americano. “Sua honestidade e franqueza hoje enviam uma mensagem poderosa para qualquer pessoa que perde um bebê: pode ser extremamente solitário, mas você não está sozinha.”
Shameless começa a se despedir com trailer da temporada final
O canal pago Showtime divulgou o pôster e o trailer da 11ª temporada “Shameless”, a última da longeva série de comédia, em que a família Gallagher vai voltar a se juntar por uma causa errada: acabar com a reputação da vizinhança. “Antes de acabar, vamos aproveitar cada minuto disso”, diz o patriarca Frank Gallagher, vivido por William H. Macy, na despedida. A decisão de encerrar a série produzida pela Warner Bros. Television foi tomada durante a reta final da 10ª e atual temporada, que se encerrou em 26 de janeiro. A ideia era não deixar o público esperando um ano para assistir ao final. Pela previsão original, os capítulos finais iriam ao ar durante o verão norte-americano – entre maio e agosto. Mas aí aconteceu a pandemia de coronavírus… A 11ª temporada será a segunda sem a ex-protagonista Emmy Rossum, mas este não é o motivo do cancelamento. Mesmo com a grande perda no elenco, a série manteve seu público habitual. Com cerca de 1 milhão de telespectadores ao vivo, “Shameless” disputava com “Ray Donovan” a condição de atração mais vista do Showtime. Sem “Shameless”, “Ray Donovan” e “Homeland”, todas encerradas, o canal será muito diferente daqui para frente. Talvez por isso tenha decidido trazer de volta um de seus maiores hits do passado, “Dexter”. A reta final de “Shameless” começará a ser exibida em 6 de dezembro nos EUA. No Brasil, a série é disponibilizada pelo canal pago I.Sat e pela Netflix.
Malcolm Marmorstein (1929 – 2020)
O roteirista Malcolm Marmorstein, que escreveu dois dos maiores sucessos da Disney nos anos 1970, “Meu Amigo, o Dragão” (1977) e “Perigo na Montanha Enfeitiçada” (1978), além de ser apontado como provável criador do vampiro Barnabas Collins na novela gótica “Sombras Tenebrosas” (Dark Shadows), morreu no sábado (21/11) em Los Angeles, vítima de câncer aos 92 anos. Nascido em Nova Jersey, Marmorstein começou sua carreira como assistente de palco na Broadway, trabalhando em produções icônicas como “Um Bonde Chamado Desejo” com Marlon Brando. Ele virou roteirista em 1963 e logo se tornou o redator principal da novela “The Doctors”, passada em Nova York, chamando a atenção do criador de “Dark Shadows”, Dan Curtis, que o convidou a trabalhar naquela produção. Durante o primeiro ano, a novela era um fracasso melodramático, que seguia o estilo do romance gótico “Jane Eyre”, mas aos poucos Curtis e sua pequena equipe de escritores começaram a adicionar elementos sobrenaturais – primeiro, um fantasma e depois uma mulher estranha, que se revelou uma fênix renascida das cinzas. Mas foi a introdução do vampiro Barnabas Collins, na primavera de 1967, que transformou o drama diurno em um fenômeno da cultura. Interpretado pelo ator Jonathan Frid, o trágico e relutante vampiro atraiu a atenção do público e transformou “Dark Shadows” em um sucesso que transcendeu a TV americana, estendendo-se em quadrinhos, continuações no cinema, reboot televisivo e até um remake estrelado por Johnny Depp em 2012 (“Sombras da Noite”). Há muita controvérsia sobre quem realmente criou Barnabas Collins, já que a equipe de roteiristas era grande, mas Marmorstein é geralmente considerado o principal pai do personagem. O fato é que Marmorstein e Curtis logo se desentenderam, e o escritor, sua esposa e quatro filhos decidiram se mudar para Los Angeles, onde ele rapidamente encontrou trabalho escrevendo para a popular novela noturna de 1968 “A Caldeira do Diabo” (Peyton Place). Em 1974, ele assinou seu primeiro filme, co-escrevendo a comédia “Espiões”, estrelada por Elliott Gould e Donald Sutherland, em uma tentativa mal-sucedida de recapturar o sucesso anterior da dupla em “MASH”. Marmorstein e Gould voltaram a se juntar, novamente sem sucesso, em outra comédia, “Um Assalto Muito Louco”, de 1975 . O sucesso veio quando ele retornou à fantasia, criando a história de “Meu Amigo, o Dragão”, um híbrido musical de animação e atores reais da Disney, estrelado pela cantora Helen Reddy. O filme marcou época e, no ano seguinte, a Disney voltou a contar com ele para escrever “Perigo na Montanha Enfeitiçada”, sequência da aventura “A Montanha Enfeitiçada” (1975), que juntou Bette Davis e Christopher Lee como protagonistas adultos. A continuação não foi tão bem-sucedida, o que fez Marmorstein voltar à TV, onde assinou uma adaptação de “Frankenstein” em 1986 e alguns episódios da série infantil “ABC Weekend Specials”, só voltando aos cinemas em 1990, numa terceira tentativa de fazer sucesso ao lado do velho amigo Gould. Mas a comédia “Ghost: Homens Mortos não Morrem” teve desempenho pior que as anteriores. Em seu último roteiro, ele revisitou o tema do vampiro relutante de “Dark Shadows”, desta vez como comédia, em “Meu Namorado é um Vampiro”, estrelada pelo roqueiro Adam Ant em 1993. Apesar desse interesse por vampiros, Marmorstein não ficou impressionado com a versão de Johnny Depp de Barnabas Collins. “Fiquei chocado ao ver, no início do filme, Barnabas matando sete ou oito pessoas inocentes, que nem estavam tentando prejudicá-lo”, disse o escritor ao Yahoo News depois de ver “Sombras da Noite”, o remake de “Dark Shadows” dirigido por Tim Burton. “Barnabas nunca faria isso. E eu não vi motivo algum para o filme ser ambientado em 1972. Por nada, eu teria dito a eles para não fazerem isso.”
One Day at a Time é cancelada pela segunda vez
Durou pouco a alegria da equipe de “One Day at a Time” após ser salva do cancelamento no ano passado. Mais exatamente, durou meia temporada. A ViacomCBS anunciou nesta terça (24/11) o segundo cancelamento da série, agora definitivo, embora os produtores tenham voltado ao mercado atrás de um segundo milagre. A série é um remake latino da atração homônima, um marco da TV americana, exibido ao longo de nove temporadas entre 1975 e 1984, com produção de Norman Lear, um dos principais roteiristas-produtores de sitcoms de famílias americanas dos anos 1970 – também criou “Os Jefferson”, “Maude”, “Tudo em Família” e “Good Times”. A versão original acompanhava uma mãe divorciada (Bonnie Franklin), após ela se mudar com suas duas filhas (Mackenzie Phillips e Valerie Bertinelli) para um prédio de apartamentos em Indianápolis, onde a família conta com a ajuda do zelador Schneider (Pat Harrington) para lidar com os problemas do dia-a-dia. No remake, porém, a família se tornou latina e a série passou a acompanhar três gerações de parentes sob um mesmo teto. Na trama, a mãe e veterana militar Penélope (Justina Machado) alista a “ajuda” de sua mãe cubana Lydia (a lendária Rita Moreno, de “Amor, Sublime Amor”) e do rico proprietário do imóvel Schneider (Todd Grinnell), enquanto cria dois adolescentes: sua filha radical Elena (Isabella Gomez) e o filho introvertido Alex (Marcel Ruiz). Apesar de queridinha da crítica, a série não tinha muita audiência e acabou cancelada pela Netflix em março de 2019. Esta situação, porém, durou só três meses. “One Day at a Time” acabou resgatada pelo canal pago Pop, do conglomerado ViacomCBS, que encomendou uma 4ª temporada, lançada em março deste ano. Mas aí veio a pandemia e a exibição dos episódios acabou cortada pela metade. Dos 13 episódios encomendados, apenas seis foram produzidos e exibidos. Assim, o cancelamento deixa a série interrompida e sem final, na metade de sua temporada. O final abrupto também foi efeito colateral de decisões da ViacomCBS, que tirou do ar todas as produções roteirizadas do canal Pop, justamente quando poderia capitalizar a notoriedade da emissora, lar americano da série de comédia “Schitt’s Creek”, que venceu o Emmy 2020 em sua temporada final. “One Day at a Time” foi a última atração a receber a notícia. De fato, mais que a série, o canal é que foi cancelado. Por conta desse impasse, a produtora Sony e a ViacomCBS estavam em negociações para renovar a comédia e transferir sua exibição para a plataforma de streaming CBS All Access. Mas esse acordo acabou frustrado por limitações contratuais que faziam parte do acordo original do programa com a Netflix, que cria empecilhos para outra empresa de streaming transmitir a série. Isto acabou causando o fim da série no conglomerado dono da CBS e da Paramount. “Muita coisa mudou na Viacom no ano passado e infelizmente não estaremos mais no Pop. Obrigado a todos pela oportunidade de fazer a 4ª temporada. E adivinhem? Ainda estamos tentando a 5ª temporada”, tuitou o co-showrunner Mike Royce, sobre a situação. A co-showrunner Gloria Calderón Kellett acrescentou: “Não estou triste ainda, pessoal. Ainda temos esperança de novos lares. Aguentem firme, meus amores. Vocês sabem que se eu cair, vou cair lutando por essa série (e elenco e equipe) que eu amo.”
O Poderoso Chefinho 2: Sequência com chefinha e bebês ninjas ganha trailer dublado
A Universal Pictures divulgou o pôster e o trailer dublado de “O Poderoso Chefinho 2: Negócios da Família”, continuação do desenho de 2017, que encontra os personagens originais adultos. Mas não por muito tempo. A filha bebê de um deles logo transforma os irmãos birrentos novamente em crianças para os três se juntarem nos “negócios da família” – isto é, espionagem infantil – e enfrentar bebês ninja perigosos. Tudo isso é apresentado na prévia, com poucos detalhes a mais de explicações. “O Poderoso Chefinho 2” é novamente dirigido por Tom McGrath, que assinou o primeiro, e volta a trazer a voz de Alec Baldwin como Ted, o bebê chefinho, na versão original em inglês. Por outro lado, houve mudanças no intérprete de Tim, o irmão mais velho. James Marsden (“Sonic – O Filme”) substituiu Tobey Maguire e Miles Bakshi, que dublavam o personagem no primeiro filme. Para completar, a produção ainda destaca Amy Sedaris (“The Mandalorian”) como Tina, a filha de Tim. A estreia está prevista para 25 de março no Brasil. Veja abaixo o trailer nas versões dubladas em português e inglês.












