Top 10: A volta de “The Handmaid’s Tale” e as melhores séries da semana
A 4ª temporada de “The Handmaid’s Tale” começou a ser disponibilizada na plataforma Paramount+ simultaneamente ao lançamento nos EUA. Além dos novos episódios da série distópica, as novidades da semana incluem três estreias: a adaptação de quadrinhos “O Legado de Júpiter”, a animação “Star Wars: The Bad Batch” e o drama brasileiro “Onde Está Meu Coração”. Em seu retorno, “The Handmaid’s Tale” apresenta um salto temporal para mostrar June (Elisabeth Moss) já recuperada de seus ferimentos sangrentos, consequências da reação à sua artimanha para embarcar dezenas de crianças num avião em fuga do governo opressor dos antigos EUA. Agora, ela está pronta para instigar uma insurreição, mudando o tom da história, que inicialmente era um relato de opressão, para ação de resistência. No entanto, não espere que a guerra termine tão cedo. A série criada por Bruce Miller, que adapta o romance distópico “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood, já foi renovada para uma 5ª temporada. Portanto, a batalha continuará por pelo menos mais um ano. “O Legado de Júpiter” é um drama épico de super-heróis que se estende por décadas. Depois de quase um século mantendo a humanidade segura, a primeira geração de super-heróis do mundo deve confiar nos seus filhos para continuar seu legado. Mas as tensões aumentam à medida que os jovens, na tentativa de provar seu valor, encontram dificuldades para viver de acordo com a lendária reputação pública de seus pais. O lançamento é o primeiro resultado da compra da Millarworld pela Netflix em 2017. O objetivo da aquisição era lançar novos títulos do criador de “Kingsman” e “Kick-Ass” que pudessem ser explorados em streaming. Mas “O Legado de Júpiter” não acrescenta nada nas tramas de super-heróis que os fãs do gênero já conhecem de atrações melhores, rendendo a série mais fraca do Top 10. “Star Wars: The Bad Batch” mantém o nível de excelência das animações da Lucasfilm. A primeira série animada de “Star Wars” exclusiva da Disney+ é uma continuação de “Star Wars: A Guerra dos Clones” (Star Wars: The Clone Wars) e faz uma ponte inesperada com “Star Wars Rebels”. A trama acompanha o chamado “bad batch”, um grupo de clones imperiais que se diferencia por conta de falhas no processo de clonagem, que concederam a cada um deles personalidades e habilidades excepcionais. Como se recusam a seguir ordens genocidas do Imperador Palpatine, a falha do grupo identificado como Força Clone 99 passa a ser considerado perigosa por permitir decisões independentes e o Grand Moff Tarkin (vilão clássico do primeiro “Star Wars”) ordena sua destruição. Em fuga, eles se tornam mercenários em busca de um novo propósito. “Onde Está Meu Coração” é a opção mais adulta e dramática. Gravada em 2019 e adiada em meio à pandemia de coronavírus, a minissérie gira em torno da personagem de Letícia Colin (destaque das novelas “Novo Mundo” e “Segundo Sol”), uma médica do pronto-socorro de um hospital de São Paulo que se vicia em crack, vivendo o dilema de ceder aos impulsos ou manter emprego, posição, família e marido. Com 10 episódios, a atração tem roteiros de George Moura e Sergio Goldenberg, autores de “Onde Nascem os Fortes” (2018) e “O Rebu” (2014), e também destaca Daniel de Oliveira (“Aos Teus Olhos”) como marido de Letícia, Fábio Assunção (“Onde Nascem os Fortes”) e Mariana Lima (“O Banquete”) como os pais e Manu Morelli (“Domingo”) como a irmã. Confira abaixo a seleção completa (com os trailers) das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. The Handmaid’s Tale | EUA | 4ª Temporada (Paramount+) O Legado de Júpiter | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Star Wars: The Bad Batch | EUA | 1ª Temporada (Disney+) Onde Está Meu Coração | Brasil | 1ª Temporada (Globoplay) Garota de Fora | Tailândia | 2ª Temporada (Netflix) Mystic Quest | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) The Girlfriend Experience | EUA | 3ª Temporada (Starzplay) Selena: A Série | México, EUA | 2ª Temporada (Netflix) The Good Doctor | EUA | 4ª Temporada (Globoplay) Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração | EUA | 1ª Temporada (Netflix)
Karol Conká destomba com hit novo nas paradas de streaming
Karol Conká já destombou. A estratégia de retomar a carreira musical com um show na final do “BBB 21” provou-se extremamente acertada. Expelida do reality show da Globo com 99% dos votos do público, a rapper conseguiu reverter a rejeição com o lançamento de uma música nova, “Dilúvio”, que despertou o interesse do público e se transformou em hit nas plataformas de streaming musical. Foi mesmo um dilúvio. Segundo os dados divulgados na quinta-feira (6/5), a cantora registrou um aumento de 978% nas reproduções de seu repertório com o lançamento da nova música no Deezer. Ela alcançou o pico nas buscas dos usuários da plataforma, superando o interesse registrado em janeiro, quando foi anunciada como uma das participantes do “BBB 21”. Foi ao comparar os dados de “Dilúvio” com a reprodução de faixas da artista após a sua saída da casa que o streaming observou o crescimento exponencial de 978% nas reproduções. Usuários da cidade de São Paulo foram os que mais escutaram a cantora, seguidos por moradores do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador. “Dilúvio” também entrou na lista das 50 músicas mais tocadas da Spotify no Brasil, na 43° colocação, além de ter atingido o 5° lugar na Apple Music e 2° lugar na Tidal Brasil. A artista divulgou e comemorou os resultados no Instagram. “Muito obrigada por esse apoio, gente!”, escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Karol Conká (@karolconka)
Velozes & Furiosos 9: Vídeo mostra destruição milionária de carros
A Universal divulgou um novo pôster e vídeo de “Velozes & Furiosos 9”, que destaca os verdadeiros astros da produção: os carros. A prévia é uma coleção de cenas de colisões, capotamentos, arremessos e saltos espetaculares de veículos, seja sobre precipícios ou a toda velocidade em meio ao tráfego congestionado. As imagens também registram os bastidores para mostrar que a destruição explosiva é para valer e não efeito visual, ao custo de milhões de dólares em carrões sucateados. O responsável pela maioria das cenas de perseguição e destruição do 9º filme da duradoura franquia é um novo personagem: o irmão (que nunca tinha sido mencionado!) de Dominic Toretto (Vin Diesel). Interpretado por John Cena (“Bumblebee”), ele vai formar uma aliança com a vilã do capítulo passado, Cypher (Charlize Theron), para se tornar o novo inimigo a ser vencido por Dom, Letty (Michelle Rodriguez), Mia (Jordana Brewster, ausente do filme anterior), Tej (Ludacris), Roman (Tyrese Gibson) e a “novata” Ramsey (Nathalie Emmanuel). O filme também vai trazer de volta um personagem importante da saga, que era tido como morto: Han (Sun Kang), supostamente assassinado por Deckard Shaw (Jason Satham) no final de “Velozes e Furiosos 6”. Além dele, quem também retorna é Magdalene Shaw, a mãe do (ausente) Shaw, numa participação que finalmente permite à atriz Helen Mirren satisfazer seu desejo de dirigir um dos carros velozes da trama. Mas o retorno mais importante acontece atrás das câmeras: o diretor Justin Lin, que dirigiu quatro filmes da marca bem-sucedida – “Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio” (2006), “Velozes e Furiosos 4” (2009), “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011) e “Velozes e Furiosos 6” (2013). A história foi desenvolvida por Chris Morgan, roteirista de “Velozes e Furiosos” desde a estreia de Justin Lin em 2006, com o roteiro final a cargo de Daniel Casey (da sci-fi “Kin”). A estreia está marcada para 22 de julho no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.
Vídeo de “Batman” destaca Zoë Kravitz como Mulher-Gato
Um vídeo de bastidores de “Batman”, que vazou na internet nesta quinta (6/5), revelou cenas inéditas da Mulher-Gato no filme, acompanhadas por comentários do diretor Matt Reeves, do produtor Dylan Clark e da atriz Zoë Kravitz, intérprete da personagem. As declarações revelam que a trama vai mostrar Selina Kyle como uma ladra que ainda não assumiu a identidade da Mulher-Gato, e por isso o filme também é sua história de origem – assim como a de outros vilões famosos dos quadrinhos de Batman. A produção chega ao fim em março passado no Leavesden Studios, em Londres, após um período longo e atribulado, que começou em janeiro do ano passado e sofreu várias paralisações, devido à crise sanitária criada pela pandemia coronavírus. Para complicar, após a retomada dos trabalhos em setembro, Robert Pattinson, intérprete do personage-título, recebeu diagnóstico positivo para a covid-19, levando a uma nova parada e à decisão de terminar o longa com equipe reduzida, visando evitar novos casos – o que retardou ainda mais o processo de filmagens e jogou sua estreia para março de 2022. Além de Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) como Bruce Wayne/Batman e Zoë Kravitz (da série “Big Little Lies”) como Selina Kyle/Mulher-Gato, o filme vai contar com um elenco de peso para dar forma aos personagens icônicos dos quadrinhos. O elenco da produção ainda inclui Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim, Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada, Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred, John Turturro (“Transformers”) como o mafioso Carmine Falcone e Peter Sarsgaard (“Sete Homens e um Destino”) em papel de um promotor não identificado (mas provavelmente como Harvey Dent/Duas Caras).
Claire Foy vai estrelar nova série britânica
A atriz Claire Foy, intérprete da rainha Elizabeth II nas duas primeiras temporadas de “The Crown”, vai estrear uma nova série. Ela será a protagonista de “Marlow”, em desenvolvimento para a plataforma de streaming britânica BritBox. A trama gira em torno de duas famílias que vivem em clima de guerra na região onde o rio Tâmisa encontra as águas do Mar do Norte, na Grã-Bretanha. Foy viverá Evie Wyatt, que retorna para sua terra natal após a morte do pai, em busca de respostas e vingança. A série é um projeto do roteirista Tony Grisoni, que venceu o prêmio Bafta TV (o Emmy britânico) por “The Unloved” em 2010, em parceria com o escritor e produtor Simon Maxwell (“Deep State”). “Estou muito feliz por fazer parte deste thriller envolvente. Os roteiros de Tony e Simon são tão sugestivos desse lugar e as reviravoltas e mistérios no centro deste drama são totalmente envolventes”, disse Foy, em comunicado sobre a produção. “Evie Wyatt é uma personagem cativante, complexa e sedutora. Mal posso esperar para entrar em seu lugar.” As gravações estão previstas para começarem no outono europeu, entre setembro e dezembro para um lançamento em 2022.
Organização do Globo de Ouro aprova mudanças éticas e de diversidade
Os membros da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), grupo responsável pela distribuição anual dos prêmios do Globo de Ouro, aprovaram nesta quinta (6/5), sob pressão da indústria e da rede de TV NBC, mudanças amplas em sua estrutura, com o objetivo de diversificar seus quadros e resolver questões éticas que colocaram em cheque a credibilidade da premiação. O plano aprovado prevê a contratação de um diretor de diversidade e a ampliação do alcance da Associação para incluir correspondentes internacionais de todos os EUA e não apenas de Los Angeles, com ênfase no recrutamento de jornalistas negros. A transição começaria com a adição de 20 novos membros a partir de setembro, que se somarão aos atuais 87 ainda neste ano, e o compromisso de acrescentar pelo menos outros 20 membros até o fim de 2022. Além disso, os membros não poderão mais aceitar viagens gratuitas e outras formas de suborno (denominadas de “itens promocionais”) por parte dos estúdios de Hollywood, devendo seguir normas de condutas que serão melhor elaboradas mais adiante. A proposta do conselho da HFPA contou com apoio da NBC, que exibe o Globo de Ouro nos EUA, e dos produtores do show, e foi aprovada pela maioria dos membros nesta quinta-feira. “A votação esmagadora de hoje para reformar a associação reafirma nosso compromisso com a mudança”, afirmou o presidente da HFPA, Ali Sar, em comunicado. Na verdade, as mudanças só foram encaminhadas após a HFPA ser acuada pela indústria. Tudo começou com uma das seleções mais controversas de indicados ao Globo de Ouro de todos os tempos, que originou acusações de “falta de representatividade” (eufemismo de racismo) em fevereiro. “Um constrangimento completo e absoluto”, escreveu Scott Feinberg, o respeitado crítico de cinema da revista The Hollywood Reporter, sobre os indicados. Dias depois, uma reportagem-denúncia do jornal Los Angeles Times revelou que a HFPA não tinha nenhum integrante negro. Para piorar, a reportagem ainda demonstrou que o costume de aceitar presentes dos estúdios influenciava votos na premiação. Um exemplo citado foi uma viagem totalmente paga para membros da HFPA para o set de “Emily em Paris” na França, que acabou revertida em indicação para a série da Netflix disputar o Globo de Ouro, na vaga de produções de maior qualidade. A polêmica chegou a ofuscar a cerimônia do Globo de Ouro deste ano, que teve sua pior audiência de todos os tempos. Na ocasião, o presidente da entidade se comprometeu a rever o modelo de funcionamento da HFPA. Mas, por via das dúvidas, vários setores da indústria, inclusive as principais agências de talento de Hollywood e do Reino Unido, pressionaram para que isso não ficasse no discurso, ameaçando proibir seus contratados (todos os grandes atores de cinema e TV) de participarem do Globo de Ouro de 2022 – o que, na prática, significava acabar com o prêmio. “Entendemos que o trabalho duro começa agora”, disse Sar. “Continuamos dedicados a nos tornarmos uma organização melhor e um exemplo de diversidade, transparência e responsabilidade no setor”, acrescentou.
Luca: Novo desenho da Pixar será lançado sem custo extra na Disney+
A Disney+ não vai cobrar nada além da assinatura mensal para os interessados em assistir “Luca”, próximo longa da Pixar. Trata-se de uma volta ao modelo de “Soul”, outra produção da Pixar lançada na plataforma – que, inclusive, venceu o Oscar de Melhor Animação. O rearranjo aconteceu após o lançamento pago de “Raya e o Último Dragão”, que teve estreia simultânea no cinema. Pelo conforto de assistir ao desenho da Pixar em casa pelo streaming, a Disney+ estava cobrando cerca de R$ 70 extras, além do preço da assinatura. Chamado de “Premier Access”, o preço extra continuará a ser cobrado de filmes que ganharem lançamento nos cinemas no mesmo dia da estreia em streaming. É o caso, por sinal, de “Cruella”, filme live-action sobre a vilã dos “101 Dálmatas”, que manterá o custo adicional. Já “Luca” será disponibilizado exclusivamente em streaming, no dia 18 de junho, para os assinantes da Disney+. Dirigida por Enrico Casarosa (indicado ao Oscar pelo curta “La Luna”), a animação se passa no litoral da Itália e acompanha dois meninos que decidem se divertir na praia, enquanto escondem um segredo: eles viram monstros marítimos quando entram em contato com a água! Para complicar, os pequenos “sereios” não podem revelar sua aparência meio peixe porque a região é repleta de pescadores. O personagem-título é dublado em inglês por Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), enquanto seu melhor amigo tem a voz de Jack Dylan Grazer (“Shazam!”).
“Cinderella” de Camila Cabello será lançada pela Amazon
A Sony negociou sua versão musical de “Cinderella” com a Amazon. A fantasia estrelada pela cantora Camila Cabello trocou os cinemas por um lançamento exclusivo no Amazon Prime Video. A produção deveria marcar o debut de Camila Cabello como atriz de cinema e, após adiamentos em meio à pandemia, chegaria nas telas em julho. Agora, não tem mais previsão de estreia – que vai acontecer em streaming. Além de viver a protagonista, Camila Cabello compôs e canta músicas da trilha sonora do filme, que é baseado em uma ideia original do ator e apresentador James Corden (“Caminhos da Floresta”). Ele também está no elenco como um dos ratinhos amigos de Cinderela. Os demais integrantes da produção são Idina Menzel (a dubladora original de Elza, em “Frozen”) como a Madrasta, Minnie Driver (“Speechless”) como a Rainha Beatrice, Nicholas Galitzine (“Compartilhar”) como o Príncipe Robert, Pierce Brosnan (“Mamma Mia!”) como o Rei e Billy Porter (da série “Pose”) como a Fada Madrinha. Já a direção é assinada por Kay Cannon, roteirista-criadora da franquia “A Escolha Perfeita”, que debutou como diretora em 2018 com a comédia “Não Vai Dar”.
Ellen DeGeneres está morando com Courteney Cox
A atriz Courteney Cox voltou a seus dias de “Friends”, tendo que dividir sua residência com uma amiga. Ela e a apresentadora Ellen DeGeneres estão morando juntas. Cox ofereceu sua casa para DeGeneres após a apresentadora vender sua residência em Beverly Hills e enquanto não encontra um novo imóvel. A história veio à tona no programa “The Ellen DeGeneres Show”, quando a apresentadora desmentiu boatos sobre separação da esposa Portia de Rossi. “Não estou tendo problemas conjugais. Não estou morando com Courteney Cox porque fui expulsa da minha casa”, ela contou. A convivência, porém, já gerou atritos. Embora Courteney Cox tenha ficado feliz com a companhia, ela tem os mesmos problemas de convivência e mania de organização de Mônica Geller, sua personagem de “Friends”, e já se incomodou com alguns hábitos da apresentadora. “Eu estava nervosa sobre você ficar lá [em casa] porque eu não tinha reformado. Eu mandei limpar, tirei tudo do lado direito do banheiro, então você teria seu espaço nas gavetas”, ela explicou. “E de repente… ‘Espere um minuto. A escova de dentes de Ellen está do meu lado!’. Eu a fiz abrir a gaveta e disse ‘Bem, onde está minha maquiagem?'”. Rindo muito em sua participação como convidada do “The Ellen DeGeneres Show”, Courteney Cox afirmou que a apresentadora é uma “péssima colega de quarto” por ter ocupado os dois lados do banheiro. A apresentadora, entretanto, negou a acusação, dizendo que culpa era de sua esposa. “Foi Portia quem assumiu o seu lado. Eu só tenho um lado. Ela estava lá uma noite”, garantiu. Veja abaixo a conversa, em que Courtney também fala sobre o especial de reencontro de “Friends”, que será exibido na plataforma HBO Max – sem contar nada.
Netflix cancela “Os Irregulares de Baker Street”
A Netflix cancelou a série “Os Irregulares de Baker Street” (The Irregulars) após apenas uma temporada. Lançada em 26 de março, a série tinha ligação com o universo de Sherlock Holmes, mas não trazia o detetive como protagonista, focando-se no grupo do título, meninos de rua recrutados pelo Dr. Watson para ajudar na resolução de mistérios após Sherlock Holmes ficar incapacitado. O grupo não era invenção recente como “Enola Holmes”, mas personagens do escritor Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Os “Irregulares” apareceram nos livros do detetive publicados no final do século 19 como versões alternativas dos delinquentes dickensianos de “Oliver Twist”. Eram trombadinhas que trabalhavam como espiões de Sherlock Holmes em troca de moedas, liderados por um menino mais velho chamado Wiggins. Eles apareceram pela primeira vez em “Um Estudo em Vermelho” (1887) e ganharam mais destaque no romance seguinte, “O Signo dos Quatro” (1890), que trazia um capítulo intitulado “Os Irregulares de Baker Street”, que batiza a série. Só que a atração da Netflix tomou grande liberdade em relação à versão literária para incluir mulheres e minorias raciais entre os detetives amadores, além de preferir tramas de terror aos mistérios de crimes que geralmente eram investigados por Holmes. Além disso, os jovens assumem os papéis de detetives e não apenas de fonte de informações, enquanto Holmes tem sua reputação questionada. Outra mudança levada adiante, cada vez mais comum nas produções atuais, foi a troca na raça de um dos protagonistas. O Dr. Watson, parceiro constante de Sherlock Holmes, era interpretado por um ator negro na série, criada pelo roteirista Tom Bidwell (criador de “My Mad Fat Diary”). O elenco trazia Henry Lloyd-Hughes (“O Cavalo Amarelo”) como Sherlock, Royce Pierreson (“The Witcher”) como Watson, Aidan McArdle (“O Gênio e o Louco”) como Inspetor Lestrade e os jovens Thaddea Graham (“Carta ao Rei”), Darci Shaw (“Judy: Muito Além do Arco-Íris”), Jojo Macari (“Sex Education”), McKell David (“Snatch: Um Novo Golpe”) e Harrison Osterfield (“Mundo em Caos”) como os Irregulares. Como é costume, a Netflix não emitiu comunicado sobre o final da série, mantendo a preferência de não alardear seus fracassos. Mesmo assim, seria curioso saber o que motivou o fim da produção, já que em sua estreia ela chegou a aparecer no Top 10 das atrações semanais mais vistas da consultoria Nielsen – à frente de “Falcão e o Soldado Invernal”.
“Sanditon” é renovada para mais duas temporadas
O canal público americano PBS anunciou a renovação da série “Sanditon” para mais duas temporadas. Originalmente produzida para a TV britânica, “Sanditon” era considerada uma minissérie pelo canal inglês ITV, que não se empenhou em continuar a história depois de sua exibição em 2019. Mas desde então a atração se tornou um fenômeno internacional, com sucesso até no Brasil, onde foi recentemente disponibilizada pela Globoplay. O PBS, que exibiu os primeiros episódios nos EUA, atendeu ao clamor dos fãs e assumiu a produção não apenas da 2ª temporada, mas também de um terceiro ano da série. A trama é baseada no último romance não finalizado de Jane Austen (1775—1817), mais famosa escritora romântica de todos os tempos, autora de “Orgulho e Preconceito” e “Emma”, entre outros clássicos. Ela escreveu os 11 primeiros capítulos de “Sanditon” meses antes de sua morte, em 1817. A história retrata Charlotte Heywood (Rose Williams, de “Reign/Reinado”), uma mulher espirituosa e impulsiva que se muda de sua fazenda para Sanditon, uma sonolenta vila de pescadores que está tentando se reinventar como um resort à beira-mar, e para isso precisa atrair turistas abastados. A história inacabada já ganhou várias versões literárias, finalizadas por diferentes escritores – e até uma sobrinha de Austen. A adaptação da TV foi escrita por Andrew Davies, responsável pela versão da BBC de “Guerra e Paz”. Mas a história termina, como o romance, de forma abrupta, o que dividiu opiniões, originando uma campanha de fãs para uma 2ª temporada, que, já no ano passado, dava sinais de que deveria mesmo acontecer. A continuação tentará manter o mesmo elenco e já confirmou a volta da atriz Rose Williams no papel da protagonista. Andrew Davies assumirá a produção e Justin Young, que escreveu quatro dos primeiros episódios, será o responsável por desenvolver o resto da história – inédita, pois ultrapassa a trama criada por Jane Austen – , que será conhecida nos próximos capítulos. Para quem gostou de “Bridgerton”, a série é uma ótima opção de romance, intrigas e corações partidos em meio a aristocracia do século 19, com o diferencial de se passar num balneário idílico.
Paulo Gustavo morreu com contrato assinado para virar estrela da Amazon
Humorista de maior sucesso no Brasil, Paulo Gustavo morreu no momento em que pretendia fazer decolar sua carreira internacional. Falecido na terça (4/5), em decorrência de complicações da covid-19, ele tinha assinado um contrato de longo prazo com a Amazon para ser a principal estrela brasileira da plataforma. O contrato iria começar a valer a partir de 1º de janeiro de 2022, com duração de cinco anos. Até lá, Paulo Gustavo iria cumprir seus compromissos profissionais no Grupo Globo – entre eles o lançamento de uma série baseada na peça e nos filmes de “Minha Mãe é uma Peça”. Roteiro, cenário e figurinos estavam prontos, mas, na véspera do início das gravações, Paulo Gustavo foi internado com covid-19. Segundo apurou a revista Piauí, a negociação entre Paulo Gustavo e a Amazon levou mais de dois anos e só foi fechada pela promessa de internacionalização de sua carreira e a chance de assinar como produtor-executivo de seus projetos. A proposta era fazer séries, filmes e especiais de fim de ano. O contrato previa exclusividade e participação nos lucros, com uma cláusula segundo a qual receberia, além de um valor fixo anual, um complemento de acordo com a performance de cada obra. Ainda conforme a Piauí, só as luvas do contrato, para tê-lo no casting da Amazon, foram de R$ 1,8 milhão. E a estimativa do negócio era para que ele ganhasse R$ 5 milhões por ano – valor que poderia ser maior a depender do sucesso de cada produto. O acordo também previa que seus próximos filmes poderiam estrear no cinema, para só depois migrarem para o catálogo do streaming. Com o negócio, a Amazon passaria a contar com o artista mais popular do país, que só em seu último filme, “Minha Mãe é uma Peça 3”, levou 11,5 milhões de brasileiros ao cinema e rendeu R$ 143,9 milhões de bilheteria – o maior faturamento de um filme nacional em todos os tempos. Ele também tinha um dos maiores cachês do mercado publicitário brasileiro, mas devolvia parte do que arrecadava em obras sociais. O padre Julio Lancellotti contou que o artista doou 1,5 milhão de reais só para o projeto Obras Sociais Irmã Dulce. Paulo Gustavo também doou R$ 500 mil para a compra de oxigênio durante a crise deste ano em Manaus. E durante o auge da pandemia no ano passado, depositou R$ 1 mil ao longo de três meses para 120 pessoas que trabalharam em seus filmes – que empregavam direta e indiretamente 150 pessoas.
Vida pós-BBB 21: Juliette é seguida por Lula e atacada por Carlos Bolsonaro
O programa pode ter acabado na terça (4/5), mas o “BBB 21” continua no ar nas redes sociais. Os participantes que mais marcaram a edição do reality show seguem ganhando seguidores e alimentando tretas, agora em clima político. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a seguir a campeã do programa, Juliette Freire, e seus colegas Gil “do Vigor” Nogueira e Arthur Picoli “do Conduru”. Os três BBBs já deram sinais de que são eleitores do PT e, durante o programa, Gil chegou a brincar que, caso não tivesse sucesso após o reality, poderia entrar para política. Arthur falou que só votaria nele se fosse candidato do PT, ao que Gil respondeu “No mínimo, né?”. Por outro lado, Carlos Bolsonaro decidiu comprar briga gratuita com os seguidores de Juliette. O filho 02 disse que a paraibana teria feito um gesto racista numa foto, embora a imagem deixe claro que isso não aconteceu. O ataque teria a intenção de justificar gesto racista supostamente similar (mas na prática muito diferente) de um amigo complicado, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, que foi indiciado pela ofensa na mesma terça-feira que consagrou a campeã do BBB com 90% de aprovação do público. “Vão querer prender a vencedora do ‘Big Brother Brasil’ também ou só vale quando é pra esculhambar alguém próximo a quem não se gosta? Nunca foi sobre o que se faz, mas sobre quem faz… as ‘narrativas do bem’!”, escreveu o filho do presidente, tentando defender o assessor. O post com uma foto da vencedora do reality fazendo um sinal de ‘ok’ com as mãos, em pose de meditação, acabou transformando mais um Bolsonaro em alvo de críticas. Se estivessem no “BBB 21”, Lula iria para o segundo turno e o filho de Jair seria eliminado com 99% de rejeição. Vão querer prender a vencedora do Big Brother Brasil também ou só vale quando é pra esculhambar alguém próximo a quem não se gosta? Nunca foi sobre o que se faz, mas sobre quem faz… as “narrativas do bem”! pic.twitter.com/D5BXZpRkdn — Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) May 5, 2021












