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Música

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  • Música

    Elenco confirmado: Gwen Stefani é uma troll, assim como Justin Timberlake e Anna Kendrick

    8 de janeiro de 2016 /

    A DreamWorks Animation confirmou o elenco completo da animação dos bonecos Trolls. Pelo Twitter, o estúdio divulgou uma coleção de fotos dos atores e os bonecos que interpretarão no filme. E além do casal vivido por Justin Timberlake (“Aposta Máxima”) e Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”), a produção contará com as vozes da cantora Gwen Stefani (“O Aviador”), James Corden (“Caminhos da Floresta”), Russell Brand (“Rock of Ages”), Kunal Nayyar (série “The Big Bang Theory”), Ron Funches (“O Durão”) e dupla musical Icona Pop. A seleção praticamente garante que o filme terá muita música. Timberlake, aliás, é também produtor executivo musical do projeto e está compondo canções inéditas para a trama. Para quem não lembra dos Trolls, eles são aquelas bonecas de cabelos arrepiados, criadas em 1959 pelo pescador e lenhador dinamarquês Thomas Dam como presente para sua filha. Os bichos feios viraram febre nos anos 1960, voltando à moda há 20 anos com lançamento de uma nova linha de produtos. A animação vai acompanhar um casal de trolls, Branch (voz de Timberlake) e a Princesa Poppy (Kendrick), numa aventura descrita como “épica”. Com roteiro de Erica Rivinoja (“Tá Chovendo Hambúrguer 2”) e direção de Mike Mitchell (“Alvin e os Esquilos 3”) e Walt Dohrn (roteirista de “Shrek 2”), “Trolls” estreia em 27 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos cinemas americanos, previsto para 4 de novembro.

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  • Música

    Martin Scorsese vai filmar cinebiografia do pianista clássico Byron Janis

    8 de janeiro de 2016 /

    Ao longo da carreira, Martin Scorsese já demonstrou ser apaixonado por música. Mas, até então, esta paixão parecia focada no rock. Portanto, não deixa de ser uma surpresa sua escolha como próximo projeto. Segundo o site da Variety, o cineasta está desenvolvendo junto à Paramount um filme sobre o pianista clássico Byron Janis. Byron Janis foi um dos pianistas mais bem-sucedidos da história com um repertório de compositores clássicos como Beethoven, Mozart, Rachmaninoff and Prokofiev. A especialidade dele, porém, era Frédéric Chopin, de quem, inclusive, acabou descobrindo dois manuscritos inéditos, em 1967. Era tão famoso que, nos anos 1960, tornou-se o primeiro artista americano a fazer uma apresentação na União Soviética – em pleno auge da Guerra Fria. O projeto do filme partiu do roteirista Peter Glanz (“Uma Semana a Três”), que vendeu à Paramount uma adaptação da autobiografia de Janis, “Chopin and Beyond: My Extraordinary Life in Music and the Paranormal”. Scorsese está confirmado como produtor da cinebiografia, mas não ficou claro se também irá dirigir o longa. Ele ainda não definiu qual será seu próximo trabalho como diretor, após finalizar “Silêncio”, adaptação do romance de Shûsaku Endô sobre jesuítas portugueses no Japão do século 17, que rodou com Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”), Liam Neeson (“Busca Implacável”) e Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”). O cineasta também assina a produção e a direção do piloto da série roqueira “Vinyl”, que estreia em 14 de fevereiro no canal pago HBO.

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  • Música

    David Bowie comemora 69 anos no hospital, em novo clipe tétrico

    7 de janeiro de 2016 /

    O cantor David Bowie comemora 69 anos de idade nesta sexta (8/1) com “drama” e “cicatrizes que não podem ser vistas”, conforme canta em seu novo clipe, “Lazarus”, o segundo extraído do disco “Blackstar”, no qual surge com aparência doentia, num hospital. Como o anterior, o vídeo é dirigido pelo sueco Johan Renc (séries “The Walking Dead” e “The Last Panthers”) e repete a imagem de Bowie como espantalho de filme de terror – com os cabelos arrepiados e uma faixa sobre os olhos, na qual botões ocupam o lugar da íris. Outros elementos tétricos incluem o clima hospitalar, com o cantor confinado numa cama, e um armário de onde sai uma mão e para onde outra versão “sombria” de Bowie se encaminha, ao final da canção. Além disso, o clipe se apresenta num formato diferenciado, similar ao dos vídeos do Instagram, com enquadramento limitado ao centro da tela. Trata-se da mesma opção experimentada pelo filme “Mommy” (2014), do cineasta canadense Xavier Dolan. Com uma letra de título bíblico, referências ao Céu e a correr perigo, não é difícil juntar a locação ao problema de saúde que Bowie enfrentou em 2004, ao passar por uma cirurgia cardíaca, logo após sentir dores durante um show na Alemanha. Desde então, ele decidiu não sair mais em turnês, dando margem a rumores sobre seu estado de saúde. No Novo Testamento, Lázaro morreu e voltou à vida. E Bowie canta que “deste jeito ou do outro” ele estará livre. Confira abaixo.

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  • Música

    Justin Timberlake vai dublar e cantar na animação baseada nos bonecos trolls

    5 de janeiro de 2016 /

    O cantor e ator Justin Timberlake vai usar sua voz em dobro em “Trolls”, próximo filme animado da DreamWorks Animation. Ele vai dublar um dos personagens e cantar, além de compôr as músicas da trilha sonora. A informação é do site The Hollywood Reporter. Timberlake vai se juntar à atriz Anna Kendrick (“A Escolha Perfeita”) na produção, que levará aos cinemas os brinquedos de cabelos arrepiados criados em 1959 pelo pescador e lenhador dinamarquês Thomas Dam, como presente para sua filha. Os bichos feios viraram febre nos anos 1960, voltando à moda há 20 anos com lançamento de uma nova linha de produtos. A trama da animação vai acompanhar dois trolls, Branch (voz de Timberlake) e a Princesa Poppy (Kendrick) numa aventura descrita como “épica”. Com roteiro de Erica Rivinoja (“Tá Chovendo Hambúrguer 2”) e direção de Mike Mitchell (“Alvin e os Esquilos 3”) e Walt Dohrn (roteirista de “Shrek 2”), “Trolls” estreia em 27 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos cinemas americanos, previsto para 4 de novembro.

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    Coldplay lança o clipe caleidoscópico de Birds

    3 de janeiro de 2016 /

    “Feliz ano novo a todos. Este é o vídeo de ‘Birds’”, assim o Coldplay apresentou seu novo clipe no Twitter no último sábado (2/1). Dirigido por James Marcus Haney, o vídeo foi gravado num cartão postal da Califórnia, a “Salvation Mountain”, uma montanha coberta por pinturas de temática cristã, criada pelo artista local Leonard Knight (1931–2014) em meio ao deserto do Colorado. Não é a primeira vez que uma banda britânica usa o local como locação de vídeo. O clipe de “Somebody to Die For”, da banda Hurts, foi filmado lá em 2013. No cinema, a “Salvation Mountain” pôde ser vista ainda em “Na Natureza Selvagem” (2007). Uma foto da montanha também foi incluída na edição gráfica do disco “A Head Full of Dreams”, do Coldplay, de onde saiu a faixa “Birds”. Por sinal, a estética do clipe, que lembra os filtros do Instagram, reflete a arte caleidoscópica e colorida da capa do álbum. Já a música sugere novos rumos para a banda, combinando ecos de U2 e The Smiths. “Birds” é o segundo clipe do novo álbum do Coldplay, após a macaquice dançante de “Adventure of a Lifetime”. Vale a pena destacar ainda a carreira do diretor James Marcus Haney, que é uma figuraça do circuito dos festivais de rock. Ele entrou no mundo da música pela porta da contravenção, falsificando pulseiras de identificação de grandes eventos, fingindo ser um fotógrafo credenciado para circular nos principais festivais dos EUA de graça. E de tanto ver shows, começou a ser conhecido pelos artistas, o que lhe rendeu um convite da banda Mumford and Sons para acompanhá-los numa turnê e tirar a foto que acabou virando a capa de seu disco “Babel” (2012). Acabou virando fotógrafo de verdade, além de cineasta. Ele filmou suas aventuras no mundo do rock no documentário “No Cameras Allowed” (2014), que obteve reconhecimento em outros tipos de festivais.

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  • Música

    Taylor Swift enfrenta a natureza no primeiro clipe de 2016

    1 de janeiro de 2016 /

    A cantora Taylor Swift lançou o primeiro videoclipe de 2016 – o sexto de seu álbum “1989”. Que, por sinal, já é também o primeiro grande sucesso do ano. Disponibilizado nas primeiras horas de sexta (1/1), o vídeo de “Out of the Woods” foi visto por mais de 2 milhões de pessoas em menos de 24 horas. Com uma fotografia esmaecida e belíssima, e com direito a muitos efeitos visuais, o clipe, gravado em uma locação na Nova Zelândia, mostra a cantora enfrentando toda a força da natureza, em meio à neve, fogo, água, lama, galhos de árvores, sendo perseguida por lobos ferozes na floresta, caindo num abismo até o fundo do mar, mas sempre levantando, até encontrar a si mesma no último minuto. A direção é de Joseph Kahn, responsável pelos igualmente fantásticos clipes anteriores da cantora, “Blank Space”, “Bad Blood” e “Wildest Dreams”.

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    Cinebiografia do rapper Tupac contrata protagonista

    26 de dezembro de 2015 /

    O filme “All Eyez on Me”, cinebiografia do rapper Tupac Shakur, contratou o seu protagonista. Segundo o jornal The New York Times, o escolhido foi Demetrius Shipp Jr., ator novato, que participou do reality “#unlock’d” e estreará no cinema. O fator decisivo teria sido a semelhança física, que é impressionante. O jovem ator, inclusive, já começou a postar fotos nas redes sociais em que destaca sua semelhança (veja acima). Numa delas, chegou a posar com o ator Jamal Woolard, que interpretou o rival de Tupac, Notorious B.I.G., no filme “Notorious” (2009). Jamal vai voltar a viver B.I.G. em “All Eyez on Me”. A direção do filme está a cargo de Benny Boom, que tem uma carreira destacada como diretor de videoclipes e comerciais. A produção pretende mostrar todos os lados de Tupac, com ênfase no sucesso, mas sem esconder as controvérsias, que lhe levaram à prisão e também a uma rivalidade com Notorious B.I.G. Tupac morreu em 1996, aos 25 anos, em um tiroteio fruto dessa rivalidade. Um ano depois foi a vez de B.I.G. ser assassinado, numa suposta vingança. Desde sua morte, Tupac se tornou um ícone, aparecendo em diversos produtos e inspirando teorias de conspiração sobre ter sobrevivido ao atentado contra sua vida. Assim como Elvis, ele também estaria vivo. “All Eyez on Me” ainda não tem previsão de estreia.

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    Radiohead revela música inédita de 007 Contra Spectre rejeitada pela produção

    26 de dezembro de 2015 /

    A banda Radiohead deu um presente de Natal para os fãs: uma canção inédita, originalmente composta para o último filme de James Bond. O grupo britânico, que não lança músicas novas desde 2011, anunciou ter recebido a encomenda da composição de um tema para “007 Contra Spectre”, mas o resultado acabou sendo preterido pela música de Sam Smith, “Writing’s On The Wall”. “Não funcionou, mas neste processo criamos uma canção muito nossa, de que gostamos muito”, informou a banda em seu site na internet, onde disponibilizou a faixa gratuitamente. “Já que o ano está para acabar, achamos que poderiam gostar de ouvi-la”, escreveu o grupo. Intitulada “Spectre”, a canção já originou diversas montagens dos fãs, que recriaram a abertura do filme, substituindo a balada de Sam Smith pelo pós-rock atmosférico. Confira abaixo como poderia ter sido o começo de “007 Contra Spectre”, ao som do Radiohead:

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    I Saw the Light: Tom Hiddleston vive o lendário cantor Hank Williams em novo trailer da cinebiografia

    25 de dezembro de 2015 /

    A Sony Pictures Classics divulgou o trailer internacional de “I Saw the Light”, cinebiografia do lendário cantor de música country Hank Williams, que traz Tom Hiddleston (“Thor”) no papel principal. A prévia traz clássicos do country e a trajetória de autodestruição do cantor, numa espiral de alcoolismo e sexo, que cobrou um grande preço sobre seu casamento e sua saúde, levando-o à morte precoce no auge da fama, aos 29 anos de idade, em 1953. O elenco também destaca Elizabeth Olsen (“Vingadores: Era de Ultron”), Maddie Hasson (série “Twister”) e Wrenn Schmidt (série “The Americans”) como as mulheres da vida de Williams. Escrito e dirigido por Marc Abraham (“Jogada de Gênio”), o filme estreia em 23 de março nos EUA e apenas três meses depois, em 30 de junho, no Brasil.

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    Selena Gomez assume fase sensual em clipe do diretor de Na Cama com Madonna

    23 de dezembro de 2015 /

    A cantora e atriz Selena Gomez não consegue manter as mãos quietas em seu novo clipe, “Hands to Myself”. Além das referências óbvias à masturbação, o vídeo explora a obsessão com as celebridades, mostrando a cantora objetificando o modelo inglês Christopher Mason, que aparece o tempo inteiro sem camisa. Os dois ralam e rolam, mas é tudo fantasia da adolescente, que ao final é presa por invadir a casa e dormir na cama do rapaz, dando um sentido diferente ao acessório “Cinquenta Tons de Cinza” que ela usa no começo da produção: um par de algemas para aquietar suas mãos. O clima sensual faz parte do novo perfil adotado pela cantora e foi filmado pelo cineasta Alek Keshishian, que ficou conhecido como diretor do documentário “Na Cama com Madonna” (1991). Ele também dirigiu a comédia “Amor e Outros Desastres” (2006). Inspirada por Prince e, claro, Madonna, “Hands to Myself” é considerada a melhor música do novo disco de Selena, “Revival”, lançado em outubro.

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    Remake de Caçadores de Emoção ganha clipe de rock

    20 de dezembro de 2015 /

    A Warner Bros. divulgou um clipe com a canção-tema de “Caçadores de Emoção: Além do Limite”, remake do filme estrelado por Keanu Reeves e Patrick Swayze em 1991. E assim como a ideia da produção, não há nada original na música “Still Breathing”, uma power ballad convencional, tocada por uma banda que faz muitas caretas, Dig the Kid. Mas o estúdio se esforçou bastante para encontrar o óbvio, lançando um concurso que atraiu 7,5 mil candidatos, segundo o ReverbNation, que foi responsável por selecionar os melhores. Além do clipe, a música foi incorporada nos comerciais do filme, com a expectativa de que também empolgasse o público a comprar a trilha sonora. O disco foi lançado em 4 de dezembro. E a vendagem comprovou a previsibilidade da canção: total desinteresse. O filme, por sua vez, estreia em 25 de dezembro nos EUA e apenas em 28 de janeiro no Brasil.

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    Chay Suede é Erasmo Carlos na primeira foto da cinebiografia Minha Fama de Mau

    17 de dezembro de 2015 /

    A produção do filme “Minha Fama de Mau”, cinebiografia do cantor Erasmo Carlos, divulgou a primeira foto oficial do ator Chay Suede (novela “Babilônia”) caracterizado para o papel principal. Clique na imagem acima para ampliá-la em tela inteira. As últimas cenas do longa-metragem foram rodadas na semana passada, com direção de Lui Farias (“Com Licença, Eu Vou à Luta”). O filme contará a juventude do cantor e o início de sua carreira nos anos 1960. Chay Suede interpreta Erasmo jovem, no período em que ele conquistou a fama de Tremendão. A produção vai recriar os bastidores dos shows e dos programas de TV do período e acompanhar a amizade e parceria com Roberto Carlos (Gabriel Leone, da novela “Verdades Secretas”) e Wanderléa (Malu Rodrigues, de “Confissões de Adolescente”), no auge da Jovem Guarda. “Minha Fama de Mau” deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2016.

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    Califórnia revive com graça e emoção a adolescência da geração dos anos 1980

    17 de dezembro de 2015 /

    “Califórnia”, que marca a estreia de Marina Person como diretora de ficção, sintetiza muito bem os anos 1980, década que foi um misto de alegria e colorido com algo de soturno e bem depressivo (inclusive com a chegada da Aids). A disparidade da música da época é bem representativa dessa bipolaridade. Por isso, a trilha é tão importante neste filme, em especial o destaque dado à banda The Cure, que, além de comparecer com duas faixas (em momentos bem especiais), ainda inspira um personagem muito importante que se veste um pouco como o seu ídolo Robert Smith – e é o esquisitão da escola. The Cure se caracterizava por alternar canções depressivas com outras extremamente alegres em seus discos. Do lado brasileiro, temos os Titãs, que comparecem também com esses dois lados da moeda: toca a alegre “Sonífera Ilha” e a versão acústica e noventista de “Não Vou Me Adaptar”. E tem o cantor Paulo Miklos (“Carrossel – o Filme”) presente, no papel de pai da protagonista Estela (a estreante Clara Gallo), uma moça cujo sonho maior é viajar para a Califórnia, lugar onde seu tio Carlos (Caio Blat, de “Alemão”) mora. Ele trabalha escrevendo sobre música pop, outra das paixões de Estela, que, ainda novinha, descobrindo a vida, é fã de David Bowie. O filme começa no dia de sua primeira menstruação. A sexualidade, como é natural, é algo muito importante para ela e para as amigas, que falam sobre os romances com os meninos. Assim, enquanto a viagem para a Califórnia não chega, Estela tem uma queda por um rapaz da escola e vê nele o sujeito ideal para tirar a sua virgindade. As coisas não saem muito bem como ela quer, assim como a viagem para a Califórnia, que é adiada pela chegada-surpresa do tio Carlos, visivelmente abatido e sem expectativa de retornar para os Estados Unidos. Sim, o filme também trata da Aids e de como ela trouxe consigo inúmeras tragédias familiares. A aproximação e o amor de Estela pelo tio são bastante evidenciados e há um momento em especial que é bem emocionante: a cena do restaurante, quando os dois estão sós. Estela nada sabe do grave problema do tio e os espectadores se tornam cúmplices daquele momento de nó na garganta, numa idade em que todos os sentimentos são potencializados. E que bom que o filme consegue potencializá-los, pois o público ganha com isso, com a paixão que aqueles personagens têm pela música, em especial pelo rock daquela época. Assim, há cenas em loja de discos, na casa cheia de discos (e livros e quadrinhos) do novo amigo que Estela conhece na escola (Caio Horowicz, da série “Família Imperial”), personagem que a apresenta a livros e discos que considera importantes, talvez até sem saber o quanto isso contribuísse para sua formação. Claro que acaba surgindo algo além da amizade entre os dois, algo esperado pela estrutura da narrativa. O que não quer dizer que não tenhamos uma sucessão de pequenas surpresas ao longo da jornada de autoconhecimento de Estela. Uma jornada que contará com corações partidos, um parente querido muito doente e a sublimação pela arte, não apenas como válvula de escape, mas como descoberta da própria identidade e razão de viver. Embora Marina Person tenha dito que não se trata de um filme autobiográfico, é inevitável imaginá-la ali, guiando o público por um túnel do tempo que, ora é visto com certo distanciamento, ora experimentado como uma imersão na adolescência de sua geração. Quam já foi jovem sabe o quanto é perturbador ter tanta energia, ter o mundo inteiro pela frente e não ter a menor ideia de como agir, seja na vida amorosa, seja na construção de seu futuro. A vida é cheia de coisas lindas como a arte e o amor, que convivem ao lado de tragédias e tristezas. Essa é a graça, na verdade, e por isso às vezes é necessário que um filme como “Califórnia” nos ajude a lembrar disso.

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