Playlist: Cinco clipes de clássicos acústicos do folk rock
Tim Buckley (“Song to the Siren”), Stephen Stills (“4+20”), Donovan (“Catch the Wind”), Melanie Safka (“Beautiful People”) e Neil Young (“Heart of Gold”) fornecem a trilha folk rock com violão, voz, uma eventual gaita e a perenidade dos grandes clássicos em mais um passeio pela ladeira da memória.
100 anos de Frank Sinatra: As 10 melhores músicas que ele cantou no cinema
O centenário de Frank Sinatra, que se comemora neste sábado (12/12), é uma ótima oportunidade para relembrar os clássicos eternizados pela famosa The Voice – a original – em alguns de seus melhores filmes musicais. Sinatra foi um dos primeiros cantores a virar ídolo dos cinemas, com algo que Al Jolson e Bing Crosby, por exemplo, nunca tiveram: sex appeal. Basta ver as cenas em que ele aparecia contracenando com Grace Kelly, Rita Hayworth e Shelley Winters para perceber suas intenções. Suas letras não eram para garotas tímidas, falando de amor sem muitos rodeios. Quase uma década antes dos Beatles cantaram que queriam pegar na mão, ele já ensinava a “amá-las de manhã, beijá-las toda a noite e hmm enchê-las de amor”. A Sinatramania também precedeu a Beatlemania ao mudar o público da música popular. Até então voltados para adultos, os discos entraram nos quartos das bobby soxers (adolescentes que predataram os “teenagers”) após Sinatra seduzi-las sua voz e com as capas de compactos impressas com seus olhos azuis. Sua fórmula de sucesso com filmes musicais também foi seguida por Elvis Presley. Mas enquanto o roqueiro jamais foi levado a sério como ator, Sinatra venceu um Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante por “Assim Caminha a Humanidade” (1953), produção que marcou a segunda fase de sua carreira, quando conquistou de vez a crítica. Dois anos depois, ainda foi indicado ao Oscar de Melhor Ator pelo trabalho excepcional de “O Homem do Braço de Ouro” (1955), em que viveu um viciado. Nestes dois clássicos, não cantou nenhuma canção. Mas, claro, ele cantou muito no cinema, inclusive alguns de seus maiores sucessos. As cenas abaixo fazem parte dos musicais mais famosos de sua carreira, após as aparições iniciais como cantor da big band de Tommy Dorsey e dos duetos como coadjuvante de Gene Kelly. Em ordem cronológica: “Ao Compasso da Vida” (1951), “Corações Enamorados” (1954), “Armadilha Amorosa” (1955), “Alta Sociedade” (1956), “Chorei Por Você” (1957), “Meus Dois Carinhos” (1957), “Os Viúvos Também Sonham” (1959), no qual cantou “High Hopes”, consagrada com o Oscar de Melhor Canção Original, fechando com “Can-Can” (1960), último dos grandes musicais de Sinatra. De “All of Me” a “Let’s Do It”.
Straight Outta Compton celebra vida bandida em aula de história do rap
Maior surpresa do cinema americano em 2015, “Straight Outta Compton – A História do N.W.A.” ficou três semanas em 1º lugar nas bilheterias dos EUA, reverenciando a importância e a popularidade dos personagens retratados, e principalmente o impacto duradouro da arte que eles criaram. O filme funciona como uma espécie de aula sobre a origem do gangsta rap e a história do hip-hop californiano entre os anos 1980 e 1990, aumentando um mito ou outro, já que se trata, no fim das contas, de entretenimento. E não faltam mitos na “História do N.W.A.”. Se Dr. Dre, por exemplo, não era toda aquela simpatia encarnada, conforme representado no filme, Ice Cube tampouco era um poço de violência, tão diferente do comediante que os fãs aprenderam a achar engraçado no cinema. Além deles, se destaca na trama o rapper Eazy-E, mentor do N.W.A., que se inspirou nos gângsteres de Compton, região miserável onde morava, para gravar os primeiros raps sobre situações violentas, muitas vezes assumindo o papel dos bandidos nas letras das músicas. Completam a turma o rapper MC Ren e o DJ Yella. A sigla N.W.A. significava Niggaz Wit Attitudes (Negões com atitudes, em inglês mal-falado), e suas atitudes chamaram atenção imediata, colocando o grupo no foco da mídia como pioneiros das ofensas, palavrões, misoginia, apologia da violência e das drogas, numa celebração da vida bandida – em suma, aquilo que viria a ser conhecido como gangsta rap. A expressão, por sinal, foi cunhada numa de suas músicas, “Gangsta, Gangsta”. Mas foi o hit “Fuck tha Police”, com palavrão para xingar a polícia, que lhes deu fama nacional, graças, também, à reação exagerada das forças policiais. O FBI passou a vigiá-los e eles foram proibidos de se apresentar em vários lugares, pois a polícia se recusava a garantir a segurança dos shows. A reação só validou a razão da música, que acusava a polícia de preconceito, até que gerou confronto direto. O grupo gravou cenas em que a polícia os perseguia após um show e incluiu num clipe, da música “100 Miles and Runnin'”. Logo, centenas de outros jovens começaram a cantar sobre os mesmos temas e uma revolução cultural teve início na América – ou Amerikkka, como Ice Cube grafava – , dando voz a quem estava excluído, empoderando os negros pobres e apresentando sua vida para a população do país. Era tão chocante, em plenos anos 1980, que o álbum de estreia da banda, intitulado exatamente “Straight Outta Compton”, foi lançado com um selo de alerta sobre seu conteúdo explícito – um dos primeiros discos a ganhar a infame tarja da censura, em 1989. A fama cresceu a ponto de o N.W.A. ser chamado de o grupo musical mais perigoso do mundo. Mas quanto maior a controvérsia, mais discos eles vendiam. Até que entraram em cena os egos dos artistas, que saíram da pobreza extrema para a vida de milionários em tempo recorde. O filme traça toda a história, da ascensão à queda, em meio a brigas, separação, drogas, tiros e algumas tragédias, que são filmadas de maneira competente por F. Gary Gray, cineasta afro-americano que fez vários thrillers de ação no começo do século, como “O Vingador” e “Uma Saída de Mestre” (ambos em 2003), mas andava sumido desde “Código de Conduta” (2009), fazendo aqui o seu retorno triunfal – o sucesso já lhe garantiu contrato para dirigir “Velozes e Furiosos 8”. O elenco também pode ser considerado outro acerto, com a inclusão de vários novatos competentes. Um deles, O’Shea Jackson Jr., é o filho de Ice Cube, e está muito bem como o próprio pai na trama. Há ainda Corey Hawkins (participou da série “The Walking Dead”), Jason Mitchell (que entrou em “Kong: Skull Island”) e o mais conhecido Aldis Hodge (séries “Leverage” e “Turn”), além de Paul Giamatti (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) como o famoso empresário Jerry Heller. Fãs de rap poderão, ainda, identificar vários artistas do gênero entre os personagens coadjuvantes, como Snoop Dogg, Lil’ Kim, The D.O.C. e Warren G. Mas, curiosamente, não há rapper algum entre os intérpretes da produção. O batidão e a testosterona podem incomodar quem for fã de sertanejo. Mas os fãs de rap devem fazer maratona. Trata-se de um lançamento obrigatório também para punks, metaleiros e até indies, qualquer um que acredite que a música deva fazer diferença e mudar a percepção do mundo. “Straight Outta Compton” não narra apenas a origem de um gênero musical: ensina que quem tem voz pode ser ouvido.
Dave Grohl e Animal travam duelo de baterias em vídeo dos Muppets
A rede americana ABC divulgou um divertido vídeo da série “The Muppets”, que mostra o fantoche Animal travando um duelo feroz de bateria com Dave Grohl, líder do Foo Fighters e ex-baterista do Nirvana. A provocação inicia assim que Animal faz o seu primeiro solo e Grohl toca no prato para retrucar: “Oh, o que é isso, um sino? Hora da aula”. As rodadas de percussão vão acelerando até virarem demolição, colocando as duas baterias abaixo, no melhor estilo de outro animal, o falecido baterista Keith Moon. “Você ganhou”, eles dizem, simultaneamente. Vale lembrar que Grohl já tinha duelado com Animal antes, no filme “Os Muppets” (2011), no qual ele interpretou Animool, o baterista de uma banda chamada The Moopets. A série dos fantoches, que começou com boa audiência em setembro, perdeu muito público e vai sofrer uma reformulação completa em 2016. No Brasil, “The Muppets” é exibida pelo canal pago Sony.
Tom Hiddleston vive o lendário cantor country Hank Williams em trailer, cena e fotos de cinebiografia
A Sony Pictures Classics divulgou o primeiro trailer e uma cena de “I Saw the Light”, cinebiografia do lendário cantor de música country Hank Williams, que traz Tom Hiddleston (“Thor”) no papel principal. A prévia traz clássicos do country e a trajetória de autodestruição do cantor, numa espiral de alcoolismo e sexo, que cobrou um grande preço sobre seu casamento e sua saúde, levando-o à morte precoce no auge da fama, aos 29 anos de idade, em 1953. O elenco também destaca Elizabeth Olsen (“Vingadores: Era de Ultron”), Maddie Hasson (série “Twister”) e Wrenn Schmidt (série “The Americans”) como as mulheres da vida de Williams. Escrito e dirigido por Marc Abraham (“Jogada de Gênio”), o filme estreia em 23 de março nos EUA e apenas três meses depois, em 30 de junho, no Brasil.
M.I.A. polemiza em clipe sobre a crise dos refugiados na Europa
A cantora M.I.A. voltou a polemizar com um nova música e clipe politizados. Em “Borders”, a rapper inglesa de descendência tâmil (Sri Lanka) aborda a questão da crise migratória, criticando a postura de líderes políticos europeus que cercam suas fronteiras para impedir a entrada de imigrantes. Por isso, o clipe enfatiza multidões tentando superar cercas gigantescas, cobertas por arames farpados. M.I.A. também ilustra o ritmo intenso da migração pelo mar, por meio de verdadeiras esculturas humanas, culminando a produção com barcas sobrecarregadas de refugiados, que rumam para o desastre. Ela mesma dirigiu o vídeo. E o resultado artístico é bem melhor que a letra repetitiva da canção, que soa redundante e confusa diante do tema. Ao mesmo tempo em que cita palavras de efeito, como “Políticos” e “Gente de barco”, M.I.A. também usa um vocabulário destrutivo, que permite dupla interpretação, ao falar em explosões e mortes. Para completar, ela aparece com uma camiseta pirata do time de futebol Paris Saint Germain, em alusão velada ao massacre de Paris. Detalhes preliminares da investigação do ataque apontam que os terroristas usaram as rotas dos imigrantes para entrar na Europa e barbarizar. A música faz parte do quinto álbum da cantora, “Matahdatah”, ainda sem data oficial de lançamento.
Alceu Valença prepara seu segundo filme, dedicado às musas de suas canções
O cantor Alceu Valença, que estreou como diretor de cinema em 2014 com “A Luneta do Tempo”, prepara seu segundo longa-metragem. Ainda sem título, o projeto está sendo desenvolvido em parceria com Alexandre Moretzsohn (diretor assistente da novela “Avenida Brasil”) e vai girar em torno das musas das canções de Alceu, como “La Belle de Jour” e “Morena Tropicana”. Segundo o blog de Patricia Kogut, no jornal O Globo, a produção também terá uma versão para a TV, como minissérie, no esquema de “Tim Maia”. A figurinista Marília Carneiro (“Primo Basílio”, “Tempos de Paz”) assinará a direção de arte e o figurino. Nas próximas semanas começarão a ser realizados testes com atrizes por todo o Brasil, para escolher as musas cinematográficas. As filmagens estão previstas para abril, com locações no Rio e em Olinda.
Novo clipe transforma Coldplay em símios do Planeta dos Macacos
O novo clipe da banda inglesa Coldplay, disponibilizado no Facebook nesta sexta (27/11), usa captura de performance e animação para transformar os músicos em símios, num resultado que imita o visual da franquia “Planeta dos Macacos”. A qualidade cinematográfica da realização, tão convincente quanto os filmes da 20th Century Fox, não é casual. Os efeitos foram feitos pela Imaginarium, empresa especializada nesse tipo de trabalho, criada por Andy Serkis, o intérprete de Caesar nos filmes do “Planeta dos Macacos”. Já a direção ficou a cargo de Mat Whitecross, premiado no Festival de Berlim pelo documentário “O Caminho para Guantanamo” (2006), mas que também dirigiu Serkis na cinebiografia “Sex & Drugs & Rock & Roll” (2010). A banda também disponibilizou um curto vídeo de bastidores para mostrar que não se trata apenas de animação, e que os próprios músicos interpretaram os símios. A música “Adventure of a Lifetime” tem pegada dançante e integra o CD “Head Full Of Dreams”, que chega às lojas no dia 4 de dezembro. Here it is! The full video for Adventure Of A Lifetime, the first single from the new album, A Head Full Of Dreams (out December 4). Posted by Coldplay on Sexta, 27 de novembro de 2015
Clipes: Kate Perry celebra o Natal com provocação a Taylor Swift
As mocinhas mais boazinhas do pop continuam insistindo em sua briguinha. O novo round foi comandado por Katy Perry, que gravou um vídeo musical para a loja de roupas H&M. Repleto de iconografia natalina e bem infantilzinho, o vídeo mostra, lá pelas tantas, um dos presentes da cantora: o modelo Sean O’Pry descamisado, com o chapéu de Papai Noel. Trata-se do mesmo rapaz que foi namorado de Taylor Swift no clipe de “Blank Space”. Pode ser só coincidência, já que O’Pry é modelo da H&M, mas… a suposta briga entre as cantoras teria começado justamente após Katy começar a namorar o cantor John Mayer, ex de Taylor. Também rolou um “roubo” de dançarinos entre as duas, o que levou a cantora de “Bad Blood” a insinuar que teria composto a música para a outra. Um dos últimos rounds da briga aconteceu no Twitter este ano, quando Nicki Minaj e Taylor brigaram e Katy defendeu a rapper. Enfim, veja e decida se há maldade ou inocência demais no vídeo enjoadinho, dirigido por Jonas Åkerlund (“Bitch I’m Madonna”), ao som da música inédita “Everyday Is A Holiday”, para divulgar as roupas da grife americana. A música já foi disponibilizado na íntegra e ninguém duvida que o look descamisado será hit nas praias brasileiras! ATUALIZAÇÃO: Como gerou muitos comentários, os curiosos podem conferir também a versão completa da canção na última mídia abaixo.
Roteirista de A Teoria de Tudo escreverá a cinebiografia de Freddie Mercury
A enrolada cinebiografia do cantor Freddie Mercury ganhou um novo roteirista. Segundo o site Tracking Board, a 20th Century Fox contratou Anthony McCarten (“A Teoria de Tudo”) para reescrever a trama, originalmente roteirizada por Peter Morgan (“A Rainha”). O projeto já se arrasta desde 2010 e chegou a ter o comediante britânico Sacha Baron Cohen (“Borat” e “O Ditador”) escalado no papel principal. Ele acabou desistindo de viver o cantor após se desentender com os músicos remanescentes do Queen, que também pressionaram a Fox por mudanças no roteiro. O principal problema parece ser o pudor dos velhos roqueiros em abordar certos aspectos da vida de Mercury, que morreu em decorrência da Aids em 1991. A resistência da banda a certos temas também levou o diretor originalmente contratado, Dexter Fletcher (“Sunshine On Leith”), a abandonar os trabalhos durante a pré-produção. O projeto parecia estar no limbo, mas o anúncio da Sony lhe dá nova vida. Mesmo assim, o novo roteiro precisará ser aprovado pelo guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor. Os dois, por sinal, chegaram a definir Ben Whishaw (“007 Contra Spectre”) como Mercury, Johnny Flynn (“Depois de Maio”) no papel de Taylor e Gemma Arterton (“Gemma Bovary”) como Mary Austin, a namorada/amiga do cantor, mas não há garantias de que esse elenco seja mantido, após tantos adiamentos.
David Bowie vai da sci-fi ao terror em clipe do diretor da série The Last Panthers
David Bowie lançou o clipe de sua nova música, “Blackstar”, que é praticamente um curta-metragem de dez minutos. A faixa dá título ao novo disco do cantor, que terá só oito canções. A julgar pela longa duração de “Blackstar”, é fácil entender porquê. A música surpreende pela inventividade, um pouco ausente nos últimos trabalhos de Bowie. Mesclando jazz, sintetizadores e melodia étnica, o resultado pode não virar hit, mas, juntar-se a um grupo de jovens jazzistas, rejuvenesceu o som do cantor. Sem dúvida, foi sua melhor iniciativa em três décadas. Para completar, Tony Visconti, que produziu discos clássicos do músico inglês, também está a bordo, fazendo conexões com trabalhos anteriores e cultuados – “Blackstar” tem inspiração no mesmo melting pot da faixa instrumental “Warszawa”, do icônico LP “Low” (1977), coproduzido por Visconti e Brian Eno. Já o clipe, dirigido pelo sueco Johan Renck, vai da sci-fi ao terror, incluindo cenas de astronauta morto, alienígena fofa, espantalhos sinistros e ritual satânico. Renck já trabalhou com Madonna, Lana Del Rey e New Order, mas recentemente tem se dedicado a dirigir séries de TV, entre elas “Breaking Bad”, “The Walking Dead”, “Vikings” e “Bates Motel”. Além disso, assinou todos os capítulos da excelente série britânica “The Last Panthers”, ainda em exibição no Reino Unido. O vídeo de “Blackstar”, por sinal, teve sua première mundial em exibição no canal pago Sky Atlantic, logo depois do segundo episódio de “The Last Panthers”. O CD homônimo será lançado em 8 de janeiro, data do aniversário de David Bowie – e também de Elvis Presley, Robbie Krieger e do autor deste post.
Amy Winehouse vai virar filme estrelado por Noomi Rapace
Após o sucesso do documentário “Amy”, a cantora inglesa Amy Winehouse vai ganhar uma cinebiografia dramática. Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, a atriz Noomi Rapace (“Prometheus”) negocia estrelar o filme, que será escrito e dirigido por Kirsten Sheridan (“O Som do Coração”). No comunicado da produção, financiada pelo estúdio Lotus Entertainment, Kirsten Sheridan disse: “A música de Amy é sentida tão profundamente pelo público porque foi profundamente pessoal. Sua vulnerabilidade era sua força. Ela foi chamado de muitas coisas – uma diva, uma alma perdida, vítima dos tablóides, um gênio torturado. O nosso objetivo com o filme é fazer uma abordagem inovadora, emocional e positiva, atravessando o espelho para olhar sua vida e arte”. Os produtores também estão negociando com Mitch Winehouse, pai da cantora, e a gravadora Universal para utilizar as canções de Amy no longa. Mitch se opôs fortemente ao documentário do diretor Aisf Kapadia, que estreou no Festival de Cannes deste ano e foi bastante elogiado pela crítica. Em entrevistas, ele afirmou que se tratava de um filme “enganoso” e “com algumas mentiras”, pois apontava culpa da família na autodestruição da jovem. Amy foi projetada ao sucesso com seu segundo álbum de estúdio, “Back to Black”, lançado em 2006, quando chamou atenção por sua belíssima voz e penteados extravagantes, mas também por sua vida pessoal marcada pelo vício em drogas e álcool e pela relação tempestuosa com seu namorado, Blake Fielder-Civil. Ela morreu aos 29 anos, após ingerir grandes quantidades de álcool em 2011.
James Franco vai gravar disco de rock inspirado na banda The Smiths
O ator James Franco (“A Entrevista”), que também ataca de roteirista e diretor, agora vai virar cantor. Ele assinou contrato para gravar um disco de sua banda de rock, Daddy, que formou com o multi-instrumentista Tim O’Keefe, compositor das trilhas de seus filmes, como “Último Desejo” (2013), “O Som e a Fúria” (2014) e o vindouro “In Dubious Battle” (2016). O disco, por sinal, também vai virar filme. É que cada canção terá um clipe. Assistidos em sequência, os clipes formarão a narrativa de um longa-metragem. O trabalho vai se chamar “Let Me Get What I Want”, título inspirado na música “Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”, lançada em 1984 pela banda The Smiths. A inspiração do grupo britânico é assumida e extrapolada até com a participação de Andy Rourke, baixista original dos Smiths, nas gravações. A banda de Franco já assinou contrato com a gravadora Kobalt para o lançamento da obra. Em comunicado, o ator disse estar “animado” com o projeto. “Nós vemos nosso trabalho existindo não só no campo da música, mas também nos cinemas e na arte.” O interesse de Franco pela banda liderada por Morrissey nos anos 1980 é antigo. Em seu livro de poesias, “Directing Herbert White: Poems”, ele incluiu uma seção chamada “Poemas Inspirados em Canções dos Smiths”. Os textos servirão de base para as letras de “Let Me Get What I Want”. Além do cinema, da poesia, de séries de TV (ele estrela a vindoura “11.22.63”) e agora da música, Franco ainda se dedica à pintura e atualmente escreve um livro sobre acantora Lana Del Rey, com lançamento previsto para março de 2016.












