Diretor de Sem Escalas fará filme do vilão Adão Negro com Dwayne Johnson
A WarnerMedia definiu o diretor de “Adão Negro” (Black Adam), filme do supervilão dos quadrinhos da DC Comics, que será estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson. Segundo a revista Variety, Jaume Collet-Serra (“O Passageiro” e “Sem Escalas”) está em negociações finais para comandar o projeto. Com a assinatura do contrato, o filme marcará a segunda parceria entre o diretor e o astro de ação, que recém-finalizaram as filmagens de “Jungle Cruise” para a Disney. De acordo com a Variety, Johnson ficou impressionado com a capacidade do cineasta de mudar de temas leves para mais sombrios durante a produção de “Jungle Cruise”, e isto o tornou favorito para assumir o filme de Adão Negro. O longa será produzido pelo estúdio New Line, especialista em filmes de terror, que faz parte do conglomerado da Warner. Nos quadrinhos, Adão Negro é o principal inimigo de Shazam. Criado em 1945 pelo roteirista Otto Binder (que também criou Supergirl e a Legião dos Super-Heróis) e pelo ilustrador C.C. Beck (criador do Capitão Marvel), Adam Negro era originalmente Teth-Adam, filho do faraó Ramsés II e um dos primeiros detentores dos poderes do mago Shazam, na época do Egito Antigo. Porém, ele se deixou corromper pelo poder e foi exilado, retornando como vilão na era contemporânea (na verdade, nos anos 1940) para enfrentar o Capitão Marvel (hoje, rebatizado de Shazam por razões óbvias), o novo campeão do mago Shazam. Johnson topou o projeto ao ficar fascinado, como todos os leitores de quadrinhos, pela versão do personagem escrita por Geoff Johns, Grant Morrison, Greg Rucka e Mark Waid na minissérie “52” (2006). Na trama, Adão Negro aparecia como o governante de uma nação africana em conflito existencial, determinado a fazer o bem, enquanto era manipulado para fazer o mal. Com cenas impactantes e desfecho trágico, foi uma das melhores sagas recentes dos quadrinhos. Mas… desde então o personagem passou por novo reboot, na minissérie “Novos 52” (2016), e seu (re)encontro com Shazam acabou resumido na história do recente filme da Warner. Isto é, o confronto com o Dr. Silvana na cinema foi, na verdade, com Adão Negro nos quadrinhos. Apesar disso, o personagem foi visto por alguns segundos no longa do herói da DC, que estreou em abril, já sugerindo sua integração ao universo de “Shazam!”.
Sigourney Weaver confirma participação no novo Caça-Fantasmas
A atriz Sigourney Weaver confirmou que vai voltar para a franquia “Os Caça-Fantasmas” como sua personagem do primeiro filme, Dana Barrett. Em entrevista para a revista Parade, ela revelou que já assinou contrato para participar do próximo capítulo da saga e ainda acrescentou: “Vai ser uma loucura trabalhar com esses caras novamente!” Até o momento, não há palavra oficial sobre os retornos de Dan Aykroyd, Bill Murray e Ernie Hudson, mas a declaração da atriz indica que é exatamente isso que vai acontecer. Embora não tenha confirmado o elenco original, a produção oficializou a contratação de Carrie Coon (“The Leftovers”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). Mas tudo o que vazou desse elenco é que Coon viverá uma mãe solteira. Não há maiores detalhes da trama, mas o filme está a cargo do cineasta Jason Reitman (“Tully”), filho de Ivan Reitman, diretor dos dois primeiros “Caça-Fantasmas” – e que atuou, ainda criança, em “Os Caça-Fantasmas II”, de 1989. Ao anunciar a produção, ele disse que tinha “muito respeito” pelo reboot recente do diretor Paul Feig, realizado com novo elenco feminino, mas a sua versão “seguirá a trajetória do filme original”. Ou seja, será uma continuação de “Os Caça-Fantasmas II”. Reitman também coescreveu o roteiro, ao lado de Gil Kenan (“A Casa Monstro”). A estreia está marcada para 10 de julho de 2020.
O jovem Bob Dylan canta “Hard Rain” em clipe de documentário da Netflix
A Netflix divulgou um “clipe” do filme “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese”, que o título longo revela ser um novo documentário sobre o cantor Bob Dylan dirigido por Martin Scorsese. O vídeo traz Dylan e sua banda tocando a íntegra do clássico “Hard Rain”. A performance dos anos 1970 é inédita em vídeo ou filme e foi totalmente restaurada por Scorsese. “Rolling Thunder Revue” é o segundo documentário do cineasta sobre Dylan, 14 anos após o épico “No Direction Home”, que cobriu a carreira do cantor. Mas a relação entre os dois é muito mais antiga. Scorsese dirigiu em 1978 um dos documentários mais famosos da história do rock, “O Último Concerto de Rock” (The Last Waltz), que registrou a despedida da The Band, a banda que acompanhava os shows de Dylan e que também teve uma importante carreira paralela. O próprio Dylan foi destaque do show de despedida registrado pelo diretor. O novo trabalho do cineasta cobre uma turnê que aconteceu dois anos antes de “O Último Concerto de Rock”. Entretanto, os músicos que acompanham Dylan já não são The Band, mas os que gravaram o disco “Desire”, lançado em janeiro de 1976. A turnê “Rolling Thunder Revue” surgiu da vontade de Dylan de tocar para a “América profunda”, indo a cidades do interior e locais que não costumavam receber grandes shows de rock. Com isso em mente, convidou alguns amigos famosos, artistas tão diferentes quanto as cantoras folks Joan Baez e Joni Mitchel e a punk Patti Smith, sem esquecer do ex-Byrds Roger McGuinn, o ex-Beatle Ringo Starr e o ex-Spiders from Mars Mick Ronson, além do poeta Allen Ginsberg e os atores Sam Shepard, Dennis Hopper e Bette Midler, entre outros, que embarcaram com o cantor numa “caravana musical”. Além de cenas do show, a nova obra de Scorsese combina entrevistas com os participantes da turnê, imagens de Dylan e companhia na estrada e até algumas cenas ficcionais “similares a um sonho febril”, segundo o release. Até Dylan concedeu entrevista para o longa, rompendo um longo isolamento auto-imposto. Notavelmente recluso, o músico raramente fala com a imprensa. Mas Scorsese não é imprensa. Os dois são realmente amigos. O lançamento de “Rolling Thunder Revue” também consolida o relacionamento do cineasta com a Netflix, por onde irá lançar seu próximo longa de ficção, o aguardadíssimo “The Irishman”, drama sobre mafiosos estrelado por Robert De Niro e Al Pacino – previsto para o final deste ano. O documentário ainda será exibido em alguns cinemas dos Estados Unidos, em busca de qualificação para competir no Oscar 2020, e estará disponível no catálogo da Netflix a partir de 12 de junho.
Godzilla II traz conversa fiada contra a destruição dos monstros
É muito difícil acertar num filme sobre um lagartão gigante que destrói tudo por onde passa, inclusive cidades inteiras. Podem colocar monstros gigantescos para lutar à vontade, mas nunca funcionará se o filme em questão não for sobre pessoas. Mas, ironicamente, esse é o ponto em que “Godzilla II: Rei dos Monstros” desanda. O “Godzilla” de Gareth Edwards, lançado em 2014, tinha cerca de sete minutos de cenas com o monstro em mais de duas horas de projeção. Mas Edwards tinha um estilo marcante, embora a Lucasfilm tenha minimizado isso em seu trabalho posterior, “Rogue One”, que teve refilmagens obscuras. Em “Godzilla II”, Mike Dougherty aceita a missão de “consertar” o problema que gerou grande reclamação do público sedento por diversão: mostrar mais Godzilla e outros monstrengos. E é o que o diretor de “Krampus: O Terror do Natal” faz, com o triplo (!) de criaturas em cena. Dougherty também encontra soluções visuais bacanas, frutos da maior inspiração atual em Hollywood, que são os quadrinhos. Alguns de seus frames realmente merecem virar capa de Facebook ou Twitter. Só que o diretor esquece o básico, que é justificar o lado humano do roteiro (e teoricamente precisamos do lado humano). É preciso dar tempo em cena para um elenco que inclui Vera Farmiga, Eleven (também conhecida como Millie Bobby Brown), Tywin Lannister (Charles Dance), Ken Watanabe, Sally Hawkins e o treinador de “Friday Night Lights” (Kyle Chandler). Mas as cenas desses personagens atrapalham o ritmo do filme, a diversão e enchem a tela de um blá blá blá que não leva a trama para lugar algum e só cessa quando o cenário treme e explode em efeitos sonoros, devido às pisadas fortes de Godzilla. Com menos monstros, “Godzilla” teve muito mais tensão que a continuação, sustentada por um roteiro absurdo, que não aproveita nada do carisma dos atores. Ao contrário, por exemplo, do que aconteceu no “Independence Day” original, onde, no meio das explosões, as aparições de Bill Pullman, Jeff Goldblum e Will Smith eram comemoradas, aqui os famosos surgem só para irritar o público. A trama não faz sentido, tanto que pode ser resumida assim: Humanos pensam que “titãs” (os monstros, não os heróis da DC Comics) podem trazer equilíbrio ao mundo, acordam vários deles, arrependem-se ao ver a besteira que fizeram e deixam a salvação do mundo nas mãos do pobre Godzilla, que só queria dormir um pouco. Estupidez por estupidez, a verdade é que o público que compra ingresso para ver um filme de Godzilla não espera encontrar muita explicação, muito menos um elenco gigante ocupando minutos intermináveis com diálogos expositivos, apenas destruição em escala apocalíptica num vale-tudo de monstros. Impressiona os produtores não conseguirem fazer um filme simples assim.
Festival Varilux de Cinema Francês chega à sua 10ª edição com programação caprichada
O Festival Varilux de Cinema Francês inicia sua 10ª edição nesta quinta (6/6) com 18 títulos, que serão exibidos em 84 cidades do país. Em 2010, na primeira edição, o festival cobriu 29 cinemas em 9 cidades e recebeu 45 mil pessoas. Mas, após dez eventos, já se aproxima da marca de 1 milhão de espectadores, que deverá ser atingida até o final da atual edição, marcada para o dia 19. Para rechear as premières, o festival traz uma pequena delegação francesa, que participará de debates com o público no Rio e em São Paulo. Entre os convidados, destaca-se Swann Arlaud, vencedor do Cesar de Melhor Ator em 2018, que vem acompanhar a exibição de “Graças a Deus”, o novo filme de François Ozon (“O Amante Duplo”), sobre o caso real de um padre de Lyon que abusou de crianças. O filme venceu do Prêmio do Júri do Festival de Berlim deste ano, estreou antes da condenação dos envolvidos no escândalo e deu muito o que falar na França. Conhecido do público pelo papel-título em “Yves Saint Laurent”, o ator Pierre Niney é outro que desembarca no Brasil. Ele vem promover “Através do Fogo”, de Frédéric Tellier, em que vive um bombeiro de Paris. Acompanhado por um dos maiores blockbusters do ano na França, o ator e diretor Pierre Schoeller vem mostrar “A Revolução em Paris” (2018), superprodução que recria bastidores da Revolução Francesa, no século 18. O filme estrelado por Louis Garrel (“O Formidável”) e Adèle Haenel (“A Garota Desconhecida”) é um dos pontos altos da programação, que este ano está realmente mais caprichada. A seleção também inclui o novo desenho de Asterix, “Asterix e a Poção Mágica”, o drama “Inocência Roubada”, de Andrea Bescond e Eric Métayer, que venceu o César de Melhor Roteiro do ano ao dramatizar as consequências de uma violação sexual sofrida na infância, o filme de guerra “Filhas do Sol”, de Eva Husson, sobre guerrilheiras kurdas, “Quem Você Pensa que Sou”, que é o novo trabalho da atriz Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), e “Amor à Segunda Vista”, de Hugo Gélin, com François Civil e Joséphine Japy, ambos na lista de convidados do festival. As projeções também incluem a exibição da cópia restaurada de “Cyrano de Bergerac” (1990), estrelado por Gérard Depardieu, em comemoração aos 30 anos de seu lançamento. O filme venceu 10 prêmios César, inclusive o de Melhor Filme, e até um Oscar de Melhor Figurino em 1991. Por sinal, o clássico dirigido por Jean-Paul Rappeneau se relaciona com outro filme da programação, “Cyrano Mon Amour”, de Alexis Michalik, que conta a história dos bastidores da peça original do Cyrano, escrita por Edmond Rostand no final do século 19. O detalhe é que “Cyrano Mon Amour” rende uma curiosidade a mais no Brasil, que diz muito sobre a bizarrice dos títulos nacionais. O filme que está sendo lançado por aqui com nome francês se chama… “Edmond”… na França! A programação completa, com todos os filmes, locais e horários, pode ser conferida no site oficial do Varilux Festival.
Histórias Assustadoras para Contar no Escuro: Terror de Guillermo Del Toro ganha trailer legendado
A Diamond Films divulgou a versão legendada do segundo trailer de “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” (Scary Stories to Tell in the Dark), novo terror produzido por Guillermo del Toro (“A Forma da Água”). A prévia é bem diferente do material anteriormente apresentado. Embora pareça inesperado para uma adaptação de “terror infantil”, a abordagem assume clima de terror adulto – no que remete ao sucesso de “It: A Coisa”. Ao explicar a trama, o vídeo também deixa claro que, ao contrário do que o marketing anterior sugeria, o filme não é uma antologia. A história é uma só e contínua, embora diferentes monstros ataquem os protagonistas de forma individual. A trama acompanha um grupo de jovens que, após encontrar um velho livro de contos de terror numa casa de reputação sinistra, descobre que seus nomes estão nas histórias. E o que acontece em cada conto acaba se repetindo em suas vidas reais. O filme é baseado na trilogia literária homônima, iniciada em 1981 pelo escritor Alvin Schwartz, com histórias de terror para o público infantil. A obra ganhou notoriedade graças às artes fantasmagóricas que ilustravam suas páginas, o que a fez ser banida das escolas americanas. Além de produzir, Del Toro concebeu o roteiro da adaptação em parceria com John August (“Sombras da Noite”). Mas os créditos finais ficaram com os irmãos roteiristas Dan e Kevin Hageman (da série animada “Caçadores de Troll”, também criada por Del Toro). Já a direção é do norueguês André Øvredal (“O Caçador de Trolls”, “A Autópsia”). O elenco reúne Gabriel Rush (“O Grande Hotel Budapeste”), Michael Garza (“Wayward Pines”), Zoe Margaret Colletti (“Annie”), Austin Zajur (“Te Pego na Saída”), Austin Abrams (“Cidades de Papel”), Natalie Ganzhorn (“A Maldição de Halloween”), Gil Bellows (“Eyewitness”), Dean Norris (“Breaking Bad”) e Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”). A estreia está marcada para 8 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Vídeo de Turma da Mônica – Laços revela o segredo dos dentões da protagonista
A Paris Filmes divulgou um vídeo de bastidores do filme “Turma da Mônica – Laços”, que destaca a interpretação de Giulia Benite como a Mônica dos quadrinhos de Mauricio de Sousa. Além de assumir que sua personalidade é parecida com a da personagem, ela mostra o segredo dos famosos dentões da Mônica – que são postiços e encaixados sobre sua dentição normal para as filmagens. Veja abaixo. “Quando alguém me irrita eu fico muito brava, mas eu também tenho o meu lado doce”, ela diz no vídeo. E ganha respaldo de Kevin Vechiatto, intérprete de Cebolinha no filme, que confirma as semelhanças. “Ela é bem Mônica, ela corre atrás da gente. Eu e ela temos uma ligação de bons amigos, e gostamos de nos divertir bastante um com o outro”. O diretor do filme, Daniel Rezende (de “Bingo: O Rei das Manhãs”), também aparece para caracterizar a personagem. “Sabe aquela sua amiga que é forte, empoderada, e extremamente amável? Essa é a Mônica”, explica. “Turma da Mônica: Laços” é o primeiro filme live-action com os personagens de Mauricio de Sousa. Além dos citados, Laura Rauseo e Gabriel Moreira interpretam Magali e Cascão. O elenco ainda inclui Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”) como a Dona Luísa, Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) como seu Cebola, Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) como o Homem do Saco e Rodrigo Santoro (“Westworld”) como o Louco. O longa tem como base a graphic novel homônima, uma releitura dos quadrinhos originais, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi, que foi adaptada pelo roteirista Thiago Dottori (“Vips”, “Trago Comigo”). Na trama, os quatro melhores amigos embarcam numa aventura cheia de perigos em busca do cãozinho Floquinho, que desapareceu. A estreia nos cinemas brasileiros está marcada para 27 de junho.
Chucky mata Buzz Lightyear em novo pôster de Brinquedo Assassino
A Orion Pictures segue provocando a Disney com os pôsteres do remake de “Brinquedo Assassino”. Depois de matar Woody à facadas e fazer churrasquinho do cachorrinho salsicha de mola Slinky, Chucky despachou outro brinquedo famoso de “Toy Story” em novo cartaz: ninguém menos que Buzz Lightyear, assassinado por sua própria arma laser. Mais que um crossover não autorizado, a coleção de pôsteres é uma bravata. “Brinquedo Assassino” e “Toy Story 4” vão estrear no mesmo dia nos cinemas dos Estados Unidos. A concorrência também ia acontecer no Brasil. Mas, por aqui, foi “Toy Story” quem assustou Chucky, que fugiu da disputa direta com um adiamento providencial. A maior curiosidade é que, nos Estados Unidos, a expectativa de confronto está mesmo assumindo proporções de massacre, mas contra “Brinquedo Assassino”. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano – e de “Toy Story 4”.
X-Men: Fênix Negra é a maior estreia de cinema da semana
Os cinemas recebem três estreias amplas nesta quinta (5/6) e “X-Men: Fênix Negra” é a maior delas. A distribuição reflete a procura do público por obras de super-heróis e aproveita pontos em comum com o blockbuster “Vingadores: Ultimato”. Ambos são finais de uma saga. Mas as comparações cessam aí. Encerramento da franquia iniciada em 2000 pelo primeiro “X-Men”, “Fênix Negra” é uma espécie de remake da história mais fraca desses heróis, “X-Men: O Confronto Final” (2006). Foi escrito pelo mesmo roteirista, Simon Kinberg, que ainda faz sua estreia como diretor. Entretanto, a crítica norte-americana considerou o resultado inferior ao fiasco original. Com apenas 22% de aprovação no site Rotten Tomatoes, consagrou-se como “o pior de todos os filmes dos X-Men” (saiba mais sobre estas aspas aqui). Os outros dois filmes com distribuição nos shopping centers são “Juntos para Sempre”, que continua a jornada espiritual e metafísica do cãozinho de “Quatro Vidas de um Cachorro” (2017), e “Patrulha Canina: Super Filhotes”, um derivado da série animada infantil “Patrulha Canina” – que estreia no Brasil sem ter previsão de lançamento em outros países. No circuito limitado, o destaque é o documentário “Amazônia Groove”, de fotografia belíssima e fôlego ambicioso, sobre as músicas feita às margens do rio Amazonas, que embalam das festas tradicionais do boi bumbá ao bailes de tecnobrega. Dirigido por Bruno Murtinho, foi premiado no festival americano SXSW. Entre as demais opções, merece atenção o lançamento de “O Homem que Matou Dom Quixote”, cuja história de bastidores é muito mais atribulada que qualquer cena de ficção. O diretor Terry Gilliam levou 20 anos para concluir a obra, enfrentando enchentes, perda de financiamentos, doenças e até mortes no elenco, para finalmente… perder os direitos do filme num processo movido por um dos produtores. O final quixotesco ainda teve um anticlímax, quando a première cercada de expectativas no Festival de Cannes do ano passado frustrou quem esperava ver uma obra-prima. Mesmo assim, é melhor que qualquer das opções amplas da semana. “Memórias da Dor” representa mais uma alternativa. Embora não justifique sua seleção como representante francês ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, contempla uma história interessante sobre um período da vida da escritora Marguerite Duras. Baseando-se no livro de memórias de autora, “A Dor”, lembra sua luta para libertar o marido preso por integrar a Resistência, durante a ocupação alemã da França, e o que ela precisou fazer para evitar a morte dele, nas mãos de um simpatizante nazista que era seu fã. Confira abaixo todos as estreias (são nove), com suas respectivas sinopses e trailers. X-Men: Fênix Negra | EUA | Super-Heróis 1992. Os X-Men são considerados heróis nacionais e o professor Charles Xavier (James McAvoy) agora dispõe de contato direto com o presidente dos Estados Unidos. Quando uma missão espacial enfrenta problemas, o governo convoca a equipe mutante para ajudá-lo. Liderado por Mística (Jennifer Lawrence), os X-Men partem rumo ao espaço em uma equipe composta por Fera (Nicholas Hoult), Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Mercúrio (Evan Peters) e Noturno (Kodi Smit-McPhee). Ao tentar resgatar o comandante da missão, Jean Grey fica presa no ônibus espacial e é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Após ser resgatada e retornar à Terra, aos poucos ela percebe que há algo bem estranho dentro de si, o que desperta lembranças de um passado sombrio e, também, o interesse de seres extra-terrestres. Juntos para Sempre | EUA | Drama Depois de muitas vidas e aprendizados, Bailey vive tranquilamente com Hanna (Marg Helgenberger). Um dia, Gloria (Betty Gilpin), uma aspirante a cantora, aparece sem avisar na vida dos dois com uma notícia surpreendente: Hanna tem uma neta, chamada Clarity. Com o tempo, o cãozinho percebe como a menina é negligenciada pela mãe e decide que seu objetivo nesta vida é cuidar dela e protegê-la, incondicionalmente. Patrulha Canina: Super Filhotes | EUA | Animação Depois que um misterioso meteoro cai na Baía da Aventura, Chase, Marshall, Skye, Ryder e Rubble correm para tentar preservar o local, mas acabam passando por uma experiência muito mais louca. Ao presenciarem uma estranha energia verde emanando da cratera, eles ganham poderes. O Homem que Matou Dom Quixote | Espanha, Portugal, Reino Unido | Aventura Quando faz seu filme de conclusão de estudos, o jovem cineasta Toby (Adam Driver) viaja à Espanha para filmar uma versão independente de Dom Quixote. Para o ator principal, escala um sapateiro da região (Jonathan Pryce), que nunca trabalhou no cinema antes. Doze anos se passam e Toby, agora um renomado diretor de comerciais de televisão, tem a oportunidade de fazer uma superprodução também baseada no livro de Cervantes. Ele retorna à Espanha, começa as gravações, mas logo enfrenta uma crise criativa. Buscando inspiração, tenta reencontrar os atores do projeto anterior. Toby descobre que o sapateiro enlouqueceu e realmente acredita ser Dom Quixote. Pior ainda, o cavaleiro maluco confunde Toby com seu fiel escudeiro, Sancho Pança. Memórias da Dor | França | Drama Na França ocupada por nazistas, a escritora Marguerite Duras (Melanie Thierry) busca por pistas do paradeiro do marido preso por ações na resistência, se aproximando de um inimigo que é também fã. Reprovada por seus amigos, a decisão é a porta de entrada pra uma espiral de desespero que se estende por vários meses. Beatriz | Brasil, Portugal | Drama Marcelo (Sérgio Guizé), um escritor, e Beatriz (Marjorie Estiano), uma advogada, se mudam para Lisboa. A moça logo encontra um emprego em uma empresa portuguesa, mas seu marido não tem tanta sorte em começar a escrever o seu novo romance. Quando finalmente decide como tema da história o ciúme, tem como inspiração sua própria esposa. Para que o livro seja uma trama de sucesso, Beatriz resolve ajudá-lo: seu objetivo é construir uma personagem feminina que alimente a criatividade do escritor, só que ela vai longe demais, vivendo situações intensas e comprometedoras em uma vida dupla sem controle. Eu Acredito | EUA | Religião Brian (Rowan Smyth) é um menino de 9 anos de idade que tem um encontro sobrenatural com o poder de Deus. Porém seu pai, um apresentador de televisão ateu, não fica nem um pouco feliz com essa sua nova aventura. Tudo só fica mais complicado quando, com a ajuda de um pastor da igreja local e um veterano machucado, os milagres produzidos pela fé de Brian se transformam em notícia na cidade. Amazônia Groove | Brasil | Documentário Um retrato aprofundado, um mergulho apaixonado na música regional da Amazônia, especialmente a música característica do Pará, estruturado através da alternação entre as histórias dos músicos tradicionais da região – responsáveis pelo Boi Bumbá e por ritmos tradicionais das localidades, por exemplo – e a invasão da tecnologia que, recentemente, possibilitou o desenvolvimento de gêneros musicais como o tecnobrega. A História de um Sonho – Todas as Casas do Timão | Brasil | Documentário Fundado por um grupo de operários no bairro de Bom Retiro, o Sport Club Corinthians Paulista hoje é considerado um dos times mais importantes da história do futebol brasileiro: mas nem sempre foi assim. Visto com repúdio, devido a seu sucesso entre classes menos favorecidas, foi necessário muita luta para que o clube chegasse ao patamar que possui hoje.
Fênix Negra recebe as críticas mais negativas de toda a franquia dos X-Men
Pior que “X-Men Origens: Wolverine”? “X-Men: Fênix Negra” é muito pior, “o pior de todos os filmes dos X-Men”. As primeiras críticas publicadas nos Estados Unidos sobre o último lançamento da franquia mutante destruíram completamente qualquer esperança de conclusão digna para a saga iniciada em 2000, que foi responsável pela atual safra de filmes de super-heróis. O título mais fraco até então, o mencionado “X-Men Origens: Wolverine” (2009), tinha 37% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas “Fênix Negra” conseguiu a façanha de atingir o nível “Transformers”, com 22% na média do site. O consenso é que a estreia desta semana consegue piorar a história já filmada em “X-Men: O Confronto Final” (2006), filme considerado medíocre – 57% de aprovação. Detalhe: ambas foram escritas pela mesma pessoa: Simon Kinberg. Que, após quase destruir a franquia em 2006, teve a chance de repetir o que deu errado e ainda assinar a direção. Além de atacar a história fraca, a média das críticas não poupa munição contra o trabalho do estreante Kinberg na direção. Ele foi chamado de amador, entre outros adjetivos de desqualificação. Muitos não lembram, mas essa não é realmente a estreia de Kinberg na direção. Ele teria feito, sem créditos, o estrago no final de “Quarteto Fantástico”, que transformou aquela produção no pior filme de super-heróis do século. Com “Fênix Negra, ele finalmente recebe os créditos que merece. Veja a seguir alguns comentários da imprensa internacional. “‘Fênix’ é uma adição sem graça à longa franquia de ‘X-Men’ – 12 filmes em 18 anos – e é aquele que deixou a impressão de que a série se estendeu por tempo demais” – Seattle Times. “Não parece de forma alguma um final satisfatório para uma jornada que durou duas décadas e cerca de 30 horas de história” – ComicBook. “O filme é uma adaptação dos quadrinhos originais da Fênix Negra, mas também de um meme de ‘O Âncora’ – ‘Bem, isso escalou rapidamente’. Tudo acontece rápido demais, até que toda a estrutura desaba em chamas” – Screencrush. “Uma recauchutagem sem sentido da ‘Saga da Fênix Negra’, de Chris Claremont e John Byrne, que nós já vimos (e odiamos) antes no desastre de Brett Ratner de 2006, “X-Men: O Confronto Final”. Tem um enredo pálido de invasão alienígena que é mais ‘Arquivo X’ do que ‘X-Men’ e é carregado de diálogos ridículos sobre o destino e “controlar seu poder interior” que poderiam ter sido retirados de um manual de tai chi” – Time Out. “A história se inclina para o drama, mas há escolhas que parecem vir diretamente do desenho animado dos X-Men dos anos 1990. Quando o presidente chama os X-Men para pedir ajuda, ele tem um telefone ‘X’ especial. O novo X-Jet tem um periscópio especial feito especialmente para as explosões ópticas do Cíclope (o Cíclope é vendido separadamente)” – Collider. “Seu diálogo atroz, expositivo, o enredo complicado e as motivações que se alteram de uma hora para outra entre os personagens, somados aos momentos involuntariamente engraçados e muitas vezes piegas, garantem que ‘Fênix Negra’ será lembrado nos anais de filmes medíocres – e por conseguir desperdiçar totalmente Jessica Chastain, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence e James McAvoy no mesmo filme” – Playlist. “O que é realmente incrível em ‘Fênix Negra’ é ver seu elenco grandioso, carismático e vencedor de prêmios fingir interesse superficial no que não passa de um cartoon sem sentido e muito mal escrito” – Tribune News Service. “Não se pode dizer que algum ator dê tudo de si – Jennifer Lawrence, cuja Mística desempenha um papel menos proeminente do que o habitual, parece acordar somente uma vez, ao rebater o nome da equipe” – AV Club. “Sophie Turner até demonstra enorme potencial como Fênix, mas o trabalho amador não resulta apenas num filme fraco, mas no pior de todos os filmes dos X-Men” – Rolling Stone. “O que realmente desanima, no entanto, são aqueles momentos fugazes que sugerem um desfecho digno – como os vislumbres do campus de Xavier onde várias classes de estudantes se matriculam e certos mutantes muito icônicos e inesperados fazem aparições surpreendentes. São cenas que parecem ter sido arrancadas de um universo alternativo, diferente deste, onde a Fox descobriu como fazer filmes dos X-Men excelentes e vibrantes” – io9. “X-Men: Fênix Negra” estreia nesta quinta (6/6) nos cinemas brasileiros, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Foto de produtor de Halloween com Jamie Lee Curtis sugere nova continuação da franquia
O produtor Jason Blum, dono da Blumhouse Pictures, compartilhou uma foto ao lado da atriz Jamie Lee Curtis, sugerindo uma nova continuação da franquia. “Estamos discutindo algumas coisas…”, ele escreveu ao lado da imagem, em que Jamie aparece segurando uma embalagem de boneca de sua personagem no filme, Laurie Strode. Na verdade, a surpresa é a demora nessas “discussões”. O retorno de “Halloween” aos cinemas foi um dos maiores sucessos do ano passado. Elogiado pela crítica, o filme arrecadou mais de US$ 255 milhões nas bilheterias mundiais. E só custou US$ 10 milhões para ser filmado. Desde fevereiro, circulam rumores de que a Blumhouse contratou o roteirista Scott Teems, criador da série “Rectify” – e que também assina o vindouro remake de “Chamas da Vingança”, baseado em livro de Stephen King – para escrever uma nova continuação. O “Halloween” de 2018 foi escrito pelo comediante Danny McBride e o cineasta David Gordon Green, que trabalharam juntos na série de comédia “Eastbound & Down” da HBO. O filme mostrava um novo confronto entre Laurie Strode (Curtis) e o assassino Michael Myers, que a atormentou no filme original de John Carpenter, de 1978, e em várias outras sequências, desconsideradas pelo longa. Curiosamente, já houve dois “Halloween 2”. O terceiro ainda não tem previsão de estreia. We’re discussing stuff. @jamieleecurtis pic.twitter.com/gs3gw5r95k — Jason Blum (@jason_blum) June 5, 2019
Mulher-Maravilha aparece com uniforme dourado em pôsteres de seu novo filme
A Warner divulgou três artes de “Mulher-Maravilha 1984”. Os pôsteres mostram a heroína com um novo uniforme dourado, mais brilhante que o traje da Rainha Hipólita no primeiro filme – e que remete a vestes alternativas dos quadrinhos. Não bastasse o visual ser pouco tradicional, as três variações ainda escondem o título do longa, que aparece apenas numa pequena hashtag, ao lado da data de estreia. Poucos detalhes sobre enredo da sequência foram revelados, fora o fato evidente de que a trama se passa em 1984. A direção é novamente de Patty Jenkins e o elenco volta a reunir Gal Gadot como a heroína e Chris Pine como Steve Trevor, além de incluir a atriz Kristen Wiig como a vilã Mulher-Leopardo. A estreia está marcada apenas para junho de 2020.
Trailer do documentário Democracia em Vertigem reflete a queda do petismo
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Democracia em Vertigem”, um dos muitos documentários gravados durante o processo de Impeachment de Dilma Rousseff. O diferencial é que a diretora Petra Costa se coloca na trama como narradora, assumindo o parcialismo da narrativa, ao mesmo tempo em que amplia a abordagem para além do Impeachment, mostrando a prisão de Lula e a ascensão de Bolsonaro. A prévia tem ótimas imagens, que confirmam o talento da ainda jovem Petra Costa como uma das melhores documentaristas brasileiras. Mas isso não significa que a verdade pessoal da narradora possa ser confundida com a verdade de uma apuração isenta. Documentários tendem a ser parciais, já que não seguem regras jornalísticas, e podem ser manipuladores quando adotam uma abordagem impressionista. A forma como Lula surge no vídeo, quase um santo milagreiro, e a forma como Petra narra a ascensão do petismo passam longe da isenção. A família da documentarista é muito ligada ao ex-presidente preso. Petra é herdeira da Andrade Gutierrez, uma das empresas enredadas na Lava-Jato, que teria pago despesas da eleição de Dilma. Um médico afirma que a família pagou uma cirurgia plástica para Lurian, filha de Lula, que morou com Marília Andrade, mãe de Petra, em Paris. Lurian diz que trabalhou como babysitter no período, possivelmente da própria cineasta, que era uma criança na época. Além disso, a mãe da cineasta também comprou um sítio ao lado do de Lula, em Atibaia. Frequentavam-se. A diretora pode ter explorado essa familiaridade para conseguir acesso exclusivo (uma das frases do pôster destaca o “acesso sem igual”), como nos registros das últimas horas de ‘Lula livre”. Uma das cenas do vídeo mostra Lula por volta deste momento, num carro, bem perto da câmera, dizendo que queria ter feito mais. O tom de mártir, sugerido pela montagem, contrasta com reportagens que revelaram o arrependimento de importantes petistas em não ter feito “mais” para aparelhar a máquina estatal, de modo a manter o partido no poder. Aparelhamento que acabou rendendo corrupção, a Lava-Jato, polarizou o país e culminou na eleição de Bolsonaro. A prévia de “Democracia em Vertigem” exalta uma parte importante da história recente do Brasil. E demonstra contar muito bem, de forma extremamente profissional e artística. Mas o próprio filme serve de exemplo para os motivos que levaram à queda do petismo – a narrativa mitológica, imbuída numa missão de salvação nacional, em tom de seita. É de extremo bom senso redobrar a atenção diante de narrativas que confundem democracia com um projeto de poder. Democracia não pertence a um partido – isto costuma ser outra coisa. Não acaba quando o rival vence uma eleição. Ao contrário, consiste em aceitar a alternância de poder, mesmo que o adversário seja… Bolsonaro. De fato, a falta de autocrítica do partido de Lula e a visão acrítica de seus seguidores, bem representada no trailer de “Democracia em Vertigem”, acabou sendo o maior responsável pela vitória da extrema direita ultraconservadora, eleita com o voto anti-petista. Vale lembrar que a empresa da família da documentarista fez a autocrítica que os petistas se recusam a formalizar: “Reconhecemos que erros graves foram cometidos nos últimos anos e, ao contrário de negá-los, estamos assumindo-os publicamente”, disse um anúncio da Andrade Gutierrez, publicado após firmar um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, ao ser pega na operação Lava-Jato. O pôster diz que o filme já está disponível. O trailer revela que a estreia está marcada para 19 de junho em streaming. Até nisso, há duas “verdades” distintas.









