Aladdin se torna o filme de maior bilheteria da carreira de Will Smith
Will Smith é um gênio. Ao entrar na versão live-action de “Aladdin”, no papel do Gênio da Lâmpada popularizado pelo falecido Robin Williams, que muitos consideravam insubstituível, não só superou as comparações como também um recorde pessoal de arrecadação. Nesta sexta (28/6), “Aladdin” se tornou a maior bilheteria mundial da carreira do ator. E ele fez questão de comemorar, com um vídeo no Instagram, em que lembra que levou mais de duas décadas para superar seu recorde anterior, conquistado em 1996, no lançamento de “Independence Day”. Atualmente com US$ 819,4 milhões de arrecadação mundial, “Aladdin” ultrapassou em US$ 2 milhões o montante de “Independence Day”. “Este é um post que faço com humildade e honra. Hoje, ‘Aladdin’ passou ‘Independence Day’ como filme de maior bilheteria de toda a minha carreira. E estar há tempo nesse jogo e chegar ao maior filme da minha carreira nesta altura do jogo… Só quero dizer obrigado”, disse o ator em seu Instagram, repetindo a palavra “obrigado” em javanês, bengali, japonês, português, italiano, espanhol, alemão, hebraico, russo, francês, e claro, em inglês. “Quem eu esqueci?”, brincou ele sobre os idiomas do público internacional do longa. Dirigido por Guy Ritchie (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), o filme também traz Mena Massoud (da série “Jack Ryan”) e Naomi Scott (“As Panteras”) no elenco e ainda está nos cinemas, o que deve aumentar ainda mais o recorde de bilheteria de Smith. Ver essa foto no Instagram Aladdin just became the biggest movie of my career! I’m honored and I’m Speechless. (You see what I did there?Gotta pay attention) The only thing I can say is… Thank You Uma publicação compartilhada por Will Smith (@willsmith) em 27 de Jun, 2019 às 10:21 PDT
Melissa McCarthy negocia papel de Ursula na versão com atores de A Pequena Sereia
Melissa McCarthy (“Poderia Me Perdoar?”) tem cara de bruxa, na opinião da Disney. O estúdio negocia escalar a atriz de comédias no papel de Ursula na versão live-action de “A Pequena Sereia”. O filme de animação de 1989 marcou época por resgatar os desenhos de contos de fada da Disney, inaugurando uma nova fase de sucessos do estúdio, após quase duas décadas de decadência comercial. Baseado na fábula de Hans Christian Andersen, conta a história da sereia Ariel, que deseja se tornar humana após se apaixonar por um príncipe. Ela faz um acordo com a bruxa do mar Ursula, que realiza seu desejo, mas toma sua voz. A nova adaptação começou a ganhar vida com roteiro de Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”), que foi reescrito por David Magee a pedido do diretor Rob Marshall. Ambos trabalharam juntos em “O Retorno de Mary Poppins”, no ano passado. O compositor Alan Menken, vencedor do Oscar de Melhor Canção Original pelo desenho dos anos 1980, também está no projeto, desenvolvendo com Lin-Manuel Miranda (outro de “O Retorno de Mary Poppins”) a nova trilha. Além disso, o longa contará com mais três vencedores do Oscar acostumados a trabalhar com Marshall: o diretor de fotografia Dion Beebe, a figurinista Colleen Atwood e o diretor de arte John Myhre. O trio trabalhou junto em “Memórias de Uma Gueixa” (2005) e “Chicago” (2002), do mesmo diretor. “A Pequena Sereia” é uma das últimas animações que restam para a Disney refilmar com atores, uma estratégia que continua a render hits, como “Aladdin”, lançado em maio, que ultrapassou a arrecadação de US$ 800 milhões mundiais.
Nova versão de As Panteras ganha seus primeiros cartazes
A Sony divulgou dois pôsteres do novo “As Panteras”, que reúne as três novas agentes do misterioso Charlie Townsend. Desta vez, porém, elas não são detetives tentando solucionar crimes, mas integrantes de uma agência de espionagem internacional com a missão de salvar o mundo. O filme mostra a formação do novo trio feminino. Apenas Kristen Stewart (“Crepúsculo”) e Ella Balinska (“The Athena”) são agentes treinadas, com Naomi Scott (“Aladdin”) recrutada durante a missão. Charlie, porém, tem muitas outras equipes, cada uma delas com seu próprio Bosley. O nome do assistente do trio na série clássica seria, na verdade, um “cargo”. Por isso, atores diferentes interpretam o papel, como Patrick Stewart (“Logan”), Djimon Hounsou (“Capitã Marvel”) e Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), que também assina a direção do longa. O elenco se completa com Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”), Sam Claflin (“Vidas à Deriva”), Chris Pang (“Podres de Ricos”), Luis Gerardo Méndez (“Mistério no Mediterrâneo”) e Jonathan Tucker (“Westworld”). A estreia está marcada para 14 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw ganha novo trailer insano
A Universal divulgou o terceiro trailer de “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, título oficial do spin-off da franquia “Velozes e Furiosos” centrado nos personagens de Dwayne Johnson (Hobbs) e Jason Statham (Shaw). E é absolutamente insano. A prévia tem ação do início ao fim, com os carros “voadores” que deram fama a “Velozes e Furiosos” e um supervilão duro de matar. De fato, “Hobbs & Shaw” parece filme de super-herói. Só não assume inspiração na fórmula da Marvel porque o supervilão de Idris Elba é fã da DC, apresentando-se como “o Superman negro”, devido à superforça adquirida em experiência genética. Dirigido por David Leitch (“Deadpool 2”) e escrito por Chris Morgan, roteirista veterano de “Velozes & Furiosos”, o longa completa seu elenco com participações de Vanessa Kirby (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Helen Mirren (repetindo seu papel de “Velozes e Furiosos 8”), Eiza Gonzalez (de “Em Ritmo de Fuga”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”), John Tui (“Battleship”), o jogador de futebol americano Josh Mauga e o lutador Roman Reigns, primo de Dwayne “The Rock” Johnson. A estreia está marcada para 1 de agosto no Brasil – nove meses antes do aguardado “Velozes & Furiosos 9”.
Midway: Filme de guerra do diretor de Independence Day ganha trailer explosivo
A Lionsgate divulgou o pôster, sete fotos e o primeiro trailer de “Midway”, versão do cineasta Roland Emmerich (de “Independence Day”) para uma das batalhas navais mais famosas da 2ª Guerra Mundial. A prévia enfatiza a principal característica dos filmes do diretor: destruição em escala grandiosa, com cenas do ataque japonês à base de Pearl Harbor, que encerrou a neutralidade dos Estados Unidos na guerra, e a grande batalha que se seguiu no oceano Pacífico, em que os americanos revidaram. O diferencial para outros filmes do período é mesmo a escala maximizada da ação. Mas não é a primeira vez que “Midway” é vendida com grandiosidade cinematográfica. Em 1976, “A Batalha de Midway”, estrelada por um grandioso elenco masculino – Charlton Heston, Henry Fonda, James Coburn, Robert Mitchum, Glenn Ford, Robert Wagner, Cliff Robertson e Toshirô Mifune – , foi o segundo filme a usar a tecnologia sonora Senssuround, criada para intensificar os tremores do filme de desastre “Terremoto” (1974). Em tempos modernos, outro adepto do cinema bombástico, o diretor Michael Bay, já usou de estilo explosivo em projeto similar, “Pearl Harbor”, fracasso dispendioso de público e crítica em 2001. “Midway” tem a vantagem – ou desvantagem, dependendo do ponto do vista – de vir após “Dunkirk” (2017), que reviveu o interesse em filmes do gênero. Muitas das tomadas aéreas que aparecem na prévia evocam o filme de Christopher Nolan. O confronto marítimo retratado no longa aconteceu ao longo de quatro dias em junho de 1942, entre a marinha americana e uma numerosa frota japonesa, que pretendia um novo ataque-surpresa aos EUA, seis meses após atacar Pearl Harbor, agressão que marcou o início da guerra no Oceano Pacífico. Mas a invasão japonesa foi antecipada pela interceptação e decifração de códigos secretos, permitindo às forças americanas saberem exatamente quando e por onde os navios inimigos chegariam. O resultado foi a destruição da frota invasora e um grande golpe na capacidade japonesa de tentar levar a guerra aos EUA. A produção da Lionsgate é estrelada por Ed Skrein (“Deadpool”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”), Patrick Wilson (“Aquaman”), Dennis Quaid (“Quatro Vidas de um Cachorro”), Woody Harrelson (“Três Anúncios para um Crime”), Mandy Moore (“This Is Us”), Darren Criss (“American Crime Story”), Nick Jonas (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) e Aaron Eckhart (“Invasão a Londres”). A estreia está marcada para 7 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Bohemian Rhapsody transformou Queen na maior banda de rock de 2019
Sem lançar um hit desde a década de 1990, Queen se transformou na banda de rock mais bem-sucedida de 2019. Tudo graças ao filme “Bohemian Rhapsody”. Um balanço de meio do ano da Nielsen Music divulgado nesta quinta-feira (27/6) revelou que a trilha sonora de “Bohemian Rhapsody”, que venceu quatro prêmios no Oscar, foi o título de rock de melhor venda nos primeiros seis meses de 2019. E o detalhe é que a compilação “Greatest Hits 1”, do Queen, ficando em 2º lugar. O Queen vendeu mais de 731 mil álbuns – mais do que qualquer outro artista do gênero – e teve mais de 1,3 milhão de downloads digitais, segundo a Nielsen. Em fevereiro, o Queen se tornou a primeira banda de rock a abrir a cerimônia do Oscar, em Hollywood, com uma performance ao vivo de “We Will Rock You” e “We Are the Champions”. A performance de Lady Gaga e do ator e diretor Bradley Cooper nos palcos do Oscar de seu dueto “Shallow”, do filme “Nasce uma Estrela”, também fez as vendas aumentarem. A balada romântica teve 648 mil músicas digitais baixadas até agora no ano, de acordo com o relatório. O filme biográfico de Elton John, “Rocketman”, também levou a um aumento de 138% nas vendas de álbuns do cantor e compositor britânico na primeira semana após o lançamento do filme nos cinemas, em 31 de maio. O relatório usou dados de vendagens registradas entre 4 de janeiro e 20 de junho.
Ícaro Silva e Iza serão Simba e Nala na dublagem nacional de O Rei Leão
A Disney definiu os dubladores da versão nacional de “O Rei Leão”. O ator Ícaro Silva (“Coisa Mais Linda”) será Simba, enquanto a cantora Iza dublará Nala. Na versão original, Donald Glover vive o personagem-título enquanto a popstar Beyoncé interpreta seu par romântico. Eles também devem dublar as canções, como demonstraram na “palhinha” oferecida pelo vídeo oficial do anúncio, disponibilizado nas redes sociais. Assim, a Disney brasileira mantém na dublagem brasileira uma característica do filme americano, que escalou astros negros nos papéis dos leões – após a célebre versão musical da Broadway ter tomado esta iniciativa em 1997. Vale lembrar que o desenho original de 1994 tinha atores brancos nos dois papéis, ninguém menos que Matthew Broderick (o eterno Ferris Bueller, de “Curtindo a Vida Adoidado”) e Moira Kelly (da série “One Tree Hill”). O resto do elenco de vozes nacionais inclui João Acaiabe (Rafiki), Graça Cunha (Sarabi), Robson Nunes (Kamari), João Vitor Mafra (Simba jovem), Carol Roberto (Nala jovem), Saulo Javan (Mufasa), Glauco Marques (Pumba), Ivan Parente (Timão), Rodrigo Miallaret (Scar), Marcelo ‘Salsicha’ Caodaglio (Zazu), Carol Crespo (Shenzi) e Thiago Fagundes (Azizi). O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau, responsável por “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e a previsão de estreia é para 18 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Veja abaixo a foto do elenco nacional completo e o vídeo da apresentação de Ícaro Silva e Iza. Com um anúncio desses a ansiedade para #OReiLeão só aumenta, né? @IzaReal e @icsilva vão ser as vozes de Nala e Simba nesse filme que marcou uma geração! Garanta seus ingressos e não perca essa super estreia dia 18 de julho nos cinemas: https://t.co/xoZpBMaPEH pic.twitter.com/J9zqBLFwm7 — WaltDisneyStudiosBR (@DisneyStudiosBR) June 27, 2019
Henry Cavill será Sherlock Holmes em filme com Millie Bobby Brown
O ator Henry Cavill (o Superman de “Liga da Justiça”) vai encarnar o célebre detetive britânico Sherlock Holmes em um novo filme. Mas será uma versão bem diferente das histórias clássicas de Arthur Conan Doyle. Desta vez, a trama é voltada para o público infantil e se baseia em publicações do século 21. O projeto é uma adaptação da coleção literária “Os Mistérios de Enola Holmes”, da escritora Nancy Springer, que introduziu a irmã caçula de Sherlock e Mycroft Holmes, papel que será vivido no cinema por Millie Bobby Brown (a Eleven de “Stranger Things”). A atriz Helena Bonham Carter (“Oito Mulheres e um Segredo”) também está no elenco, como a mãe de Enola. “Enola Holmes” vai marcar a estreia no cinema do diretor Harry Bradbeer (das séries “Dickensian” e “Fleabag”). O roteiro é de Jack Thorne (“Extraordinário”) e envolve o mistério de um adolescente desaparecido – premissa que embala tanto o primeiro livro da série literária, o best-seller infantil “O Caso do Marquês Desaparecido”, publicado em 2006, quanto o segundo, “O Caso da Senhorita Canhota”, lançado em 2010. A produção é do estúdio Legendary e da produtora PCMA, criada por Millie Bobby Brown e sua irmã, Paige Brown.
Paul Rudd negocia participar no novo Caça-Fantasmas
O ator Paul Rudd está prestes a entrar no elenco do novo filme dos “Caça-Fantasmas”. A negociação com o intérprete do Homem-Formiga nos filmes da Marvel foi revelada pelo diretor Jason Reitman (“Tully”). “Eu tenho esperado por trabalhar com Paul Rudd desde que um curta-metragem meu abriu para ‘Mais um Verão Americano’ (2001) em Sundance. Estou muito animado que ele vai entrar para este novo capítulo do universo dos Caça-Fantasmas”, disse Reitman para a revista Variety. Segundo a publicação, Rudd interpretará um professor no longa, que deverá contar com os Caça-Fantasmas originais. Filho de Ivan Reitman, diretor dos primeiros “Caça-Fantasmas” – e que atuou, ainda criança, em “Os Caça-Fantasmas II”, de 1989 – , Jason Reitman já tinha afirmado que sua versão “seguirá a trajetória do filme original”. Ou seja, será uma continuação de “Os Caça-Fantasmas II”. Até o momento, não há palavra oficial sobre os retornos de Dan Aykroyd, Bill Murray e Ernie Hudson, mas a atriz Sigourney Weaver, que participou dos longas originais, confirmou que estará de volta, ao lado dos demais. Também são previstas as participações de Carrie Coon (“The Leftovers”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). Além de dirigir, Reitman coescreveu o roteiro com Gil Kenan (“A Casa Monstro”). A estreia está marcada para 10 de julho de 2020.
Bryan Marshall (1938 – 2019)
O ator britânico Bryan Marshall, que participou da franquia 007, morreu na terça-feira (25/6) aos 81 anos de causa não divulgada. Marshall viveu o comandante Talbot em “007 – O Espião que me Amava” (1977), contracenando com Roger Moore no 10º filme do agente secreto James Bond. Seu personagem teve seu submarino capturado no início do filme, antes de ser resgatado por Bond. Ele já era conhecido por séries britânicas, que começou a fazer ainda nos anos 1960, entre elas uma das primeiras minisséries derivadas do clássico literário “Feira das Vaidades”, e por filmes de terror do estúdio Hammer, como “A Face do Demônio” (1996) e “Uma Sepultura na Eternidade” (1967), além do romance “Sementes de Tamarindo” (1974). Depois de aparecer no filme de 007, Marshall ainda se destacou no clássico de gângsteres “A Noite do Terror” (1980), ao lado de Bob Hoskins, e viveu um dos vilões da primeira adaptação dos quadrinhos de “O Justiceiro” (1989), estrelada por Dolph Lundgren. Por ocasião da produção de “Bicicletas Voadoras” (1983), ele acabou se estabelecendo na Austrália, onde se tornou apresentador de um programa popular de reportagens criminais, o “Australia’s Most Wanted” (1989), que buscava a resolução de crimes não solucionados pela polícia, além de aparecer nas novelas “infinitas” “Neighbours” e “Home and Away”.
Turma da Mônica, Pets 2 e Annabelle 3 disputam as bilheterias de cinema da semana
Os cinemas recebem três candidatos a blockbuster nesta quinta-feira (27/6), que devem travar uma disputa acirrada nas bilheterias. Dois deles são lançamentos infantis. O outro é um terror com crianças e boneca. O destaque é, sem dúvidas, “Turma da Mônica – Laços”, primeiro filme live-action baseado nos personagens de quadrinhos de Mauricio de Sousa. Deveria estar, inclusive, em mais salas. Mas pesou a força da multinacional Universal, que colocou a animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2” na maior quantidade de cinemas. O filme dirigido por Daniel Resende (de “Bingo: O Rei das Manhãs”) é melhor que o desenho animado e tem muito mais apelo para o público brasileiro. Para os mais crescidinhos, “Annabelle 3: De Volta para Casa” chama atenção por parecer praticamente “Invocação do Mal 3”. A trama resgata o casal Warren (Vera Farmiga e Patrick Wilson) e mostra o que acontece quando sua filha pequena (a precoce Mckenna Grace) precisa passar uma noite sozinha com a babá adolescente na casa da família, cheia de artefatos malignos como a própria Annabelle. O resultado é “uma noite no museu”… do terror. O circuito limitado exibe mais três longas brasileiros e uma produção francesa. Entre eles, está um dos melhores filmes de 2019. Não há elogios capazes de fazer justiça a “Divino Amor”, novo filme de Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), que tem impressionantes 100% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Visionário, o longa foi filmado antes da eleição de Jair Bolsonaro, mas previu um país de futuro extremamente conservador. A trama se passa em 2027, após o Carnaval perder a primazia para a festa evangélica do Amor Supremo, uma espécie de rave cristã que marca a espera pela segunda vinda de Jesus. Neste futuro, equipamentos eletrônicos reforçam a proibição de aborto ao escanear mulheres grávidas e pastores fazem plantão em drive-thrus da fé, para aconselhar crentes em tudo. Provocador. Instigante. “Handmaid’s Tale” brasileiro. Muitos adjetivos mais. Outra alternativa aos filmes de shopping, o envolvente longa francês “Cyrano Mon Amour” conta a história dos bastidores da peça “Cyrano de Bergerac”, escrita por Edmond Rostand no final do século 19. Mais fantasia que cinebiografia, o lançamento também é um exemplar bastante ilustrativo dos critérios bizarros que marcam a “tradução” dos títulos de filmes no Brasil. A obra que chega por aqui com nome francês se chama… “Edmond”… na França! Confira abaixo a lista completa das estreias da semana com suas sinopses e trailers. Turma da Mônica – Laços | Brasil | Infantil Floquinho, o cachorro do Cebolinha (Kevin Vechiatto), desapareceu. O menino desenvolve então um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fiéis amigos Mônica (Giulia Benite), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira). Juntos, eles irão enfrentar grandes desafios e viver grandes aventuras para levar o cão de volta para casa. Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 | EUA | Animação Nova York. A vida de Max e Duke muda bastante quando sua dona tem um filho. De início eles não gostam nem um pouco deste pequeno ser que divide a atenção, mas aos poucos ele os conquista. Não demora muito para que Max se torne superprotetor em relação à criança, o que lhe causa uma coceira constante. Quando toda a família decide passar uns dias em uma fazenda, os cachorros enfrentam uma realidade completamente diferente com a qual estão acostumados. Annabelle 3: De Volta para Casa | EUA | Terror Quando Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) deixam sua casa durante um fim de semana, a filha do casal, a pequena Judy Warren (Mckenna Grace), é deixada aos cuidados de sua babá (Madison Iseman). Mas as duas entram em perigo quando a maligna boneca Annabelle, aproveitando que os investigadores paranormais estão fora de jogo, anima os letais e aterrorizantes objetos contidos na Sala dos Artefatos dos Warren. Divino Amor | Brasil | Sci-Fi Joana (Dira Paes) trabalha como escrivã em um cartório e, profundamente religiosa e devota à ideia da fidelidade conjugal, sempre tenta demover os casais que volta e meia surgem pedindo o divórcio. Tal situação sempre a deixa à espera de algum reconhecimento, pelos esforços feitos. Entretanto, a situação muda quando ela própria enfrenta uma crise em seu casamento. Cyrano Mon Amour | França | Drama Em 1897, Edmond Rostand (Thomas Solivérès) não tem nem 30 anos de idade ainda, mas já tem dois filhos e muitos anseios. Desesperado por trabalho e há dois anos sem conseguir escrever nada, ele oferece ao renomado Benoît-Constant Coquelin (Olivier Gourmet) uma nova peça, uma comédia heroica a ser entregue na época das festas. Só tem um problema, ele ainda não a escreveu. Esta peça viria a ser o clássico “Cyrano de Bergerac”. O Olho e a Faca | Brasil | Drama Roberto (Rodrigo Lombardi) trabalha numa base de petróleo e passa longos meses afastado da esposa e dos dois filhos. Nos momentos de distância, inicia um relacionamento com outra mulher. Um dia, Roberto recebe uma promoção no emprego, forçando-o a ficar ainda menos presente para a família e os amigos. Blitz | Brasil | Drama Depois de ter sido acusado do assassinato de uma jovem durante uma Blitz em uma escola, a vida do Cabo Rosinha (Rui Ricardo Dias) começa a desmoronar completamente. Enquanto habitantes da cidade onde mora se revoltam contra ele, sua esposa corre contra o tempo para descobrir o que realmente aconteceu antes que a situação traga consequências fatais.
Salma Hayek negocia papel em “Eternos”, da Marvel
A atriz mexicana Salma Hayek (“Dupla Explosiva”) pode se juntar ao Universo Marvel. Ela está em negociações iniciais para entrar no elenco de “Eternos”, filme baseado nos quadrinhos de Jack Kirby. Não há informações sobre o papel que ela desempenharia na produção, que até agora não finalizou seu acordo com Angelina Jolie. As negociações da Marvel com a estrela de “Malévola” foram noticiadas em março e seguem sem chegar a um consenso. Até agora, apenas Richard Madden (o Robb Stark de “Game of Thrones”) e Kumail Nanjiani (o Dinesh de “Silicon Valley”) estão confirmados na atração, que gira em torno de seres superpoderosos e quase imortais, criados por seres cósmicos conhecidos como Celestiais para defender a Terra nos primórdios da civilização. Mas algo deu errado, a ponto de a experiência gerar ninguém menos que Thanos. Embora os detalhes sobre o filme estejam sendo mantidos em sigilo, o site The Hollywood Reporter ouviu de fontes da Marvel que um aspecto da história envolve a história de amor entre Ikaris, o líder dos Eternos, e Sersi, que adora se misturar entre os humanos. Madden viverá Ikaris e Jolie era especulada para o papel de Sersi. O filme será dirigido pela chinesa Chloé Zhao, que nasceu em Pequim, passou sua adolescência em Londres e estudou cinema nos Estados Unidos, onde mora atualmente. Sua filmografia consiste de dois filmes indies muito elogiados pela crítica, os dramas “Songs My Brothers Taught Me” (2015) e “Domando o Destino” (The Rider, 2017), ambos exibidos no Festival de Cannes e premiados no circuito internacional. Ela é a terceira mulher contratada para comandar um filme da Marvel, após Anna Boden compartilhar a direção de “Capitã Marvel” com o marido, Ryan Fleck, e Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) ser selecionada para “Viúva Negra”. E, curiosamente, será a segunda chinesa a dirigir um filme de super-heróis, após a Warner colocar Cathy Yan (“Dead Pigs”) à frente de “Aves de Rapina”, o filme que mistura super-heroínas e Arlequina, atualmente em pós-produção.
Billy Drago (1945 – 2019)
O ator Billy Drago, especialista em vilões, que é mais lembrado pelo papel do gângster Frank Nitti em “Os Intocáveis”, morreu na segunda-feira (24/6) em Los Angeles, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) aos 73 anos. Drago marcou filmes e séries com seu olhar gélido, ao longo de quatro décadas de carreira. Mas o começo de sua trajetória se deveu a outro atributo facilmente reconhecido em seus trabalhos: a voz grave e rouca. Jornalista da Associated Press em seus anos de juventude, Drago tornou-se uma celebridade de rádio no Kansas, tendo seu próprio programa de audiência cativa, antes de decidir fazer teatro e, assim, chegar em Hollywood no final dos anos 1970. Ele teve pequenos papéis em filmes imponentes, como “Obstinação” (1981), de Ivan Passer, e “O Cavaleiro Solitário” (1985), de Clint Eastwood, antes de se destacar como o capanga sangue-frio de Al Capone em “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma. Ao contrário do clichê, seu Frank Nitti era um malvadão que só vestia terno branco, limpo e impecável até mesmo em sua memorável cena de morte, nas mãos de Eliot Ness, interpretado por Kevin Costner. Seu papel em “Os Intocáveis” chamou bastante atenção da crítica, eclipsando o Al Capone de Robert De Niro como o grande vilão do longa. Entretanto, também restringiu o ator, que foi convidado a viver psicopatas e homens arrepiantes pelo resto de sua filmografia, repleta de filmes de terror e thrillers de baixo orçamento, com destaque para “Viagem Maldita” (2006), de Alexandre Aja, e o cultuadíssimo “Mistérios da Carne” (2004), de Gregg Araki. O ator também teve passagens por séries sobrenaturais famosas, como “Arquivo X” e “Supernatural”, e chegou a viver um personagem recorrente em “Charmed” – que logicamente era um demônio. Um de seus últimos trabalhos, “A Decadência de Joe Albany” (2014), chegou a ser premiado no prestigioso festival europeu de Karlovy Vary. Ele foi casado com a atriz Silvana Gallardo (“Desejo de Matar 2”), com quem trabalhou em vários projetos, até a morte dela em 2012, e um de seus filhos, Darren Burrows (da cultuada série “Northern Exposure”), segue a carreira de ator.












