Homem-Aranha: Longe de Casa bate recorde de faturamento com publicidade mundial
Os US$ 580M (milhões) de bilheteria mundial de “Homem-Aranha: Longe de Casa” não foram a única arrecadação conquistada pelo filme do super-herói da Marvel até o momento. O lançamento também estabeleceu um novo recorde em Hollywood por conta de sua receita publicitária, com US$ 288M arrecadados com licenciamentos e product placements. O valor supera os cerca de US$ 200M de “Vingadores: Ultimato” e é 106% superior ao total de mídia promocional de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 140M) com pagamentos de mais de 30 marcas diferentes. A fortuna publicitária supera o orçamento completo da produção (US$ 180M) e mais gastos de marketing com a divulgação do filme. O que significa que “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” já chegou aos cinemas totalmente pago e sua bilheteria representa lucro livre para a Sony e a Disney, parceiras no “investimento”. Além do recorde financeiro, “Homem-Aranha: Longe de Casa” também registra a maior exposição já vista para um filme, como resultado de mais de US$ 2 bilhões injetados em publicidade “alternativa”, feita por parceiros e exposta em cerca de 1,7 milhões de pontos varejistas, mais de 40 anúncios diferentes para produtos associados e incontáveis impressões em embalagens, atividades sociais e eventos de marca, entre outras iniciativas. Ubíquo, o Homem-Aranha pode ser visto atualmente em caixas de pizzas da Papa John, voando num vídeo de segurança da United Airlines, em mais de 500 milhões de latas e garrafas de refrigerantes e embalagens de refeição do Burger King. Algumas campanhas chegam a contar com participação do próprio ator Tom Holland, como o comercial da Audi em que Peter Parker (Holland) leva um carro elétrico “secreto” da marca para a feira de ciências da sua escola. O carro também recebeu exposição no filme, assim como a United Airlines, que é a empresa aérea que leva a turma de escola de Peter para a Europa – e por conta disso incluiu o herói no vídeo de segurança que está sendo exibido para seus passageiros atuais. A marca de salgadinhos Doritos também adotou o personagem numa campanha global, que inclui desde exibição do Homem-Aranha em suas embalagens até conteúdo digital exclusivo, com um jogo online. E a empresa de refrigerante Dr. Pepper chegou a lançar um novo sabor exclusivo – seu primeiro em cinco anos – para acompanhar o filme. O Homem-Aranha ainda está ajudando a vender uma grande variedade de produtos da Kellogg’s, Dunkin Donuts, KFC, Danone, bolachinhas, chocolates, água mineral, televisões e até cadernetas de poupança bancárias, sem esquecer campanhas de turismo em Nova York e na Europa, com direito aos passeios do herói no filme. A campanha global inclui atividades na China, Singapura, Itália, México, Espanha, França, Reino Unido e até no Brasil, onde Burger King lançou uma campanha de mídia e produtos, como um menu infantil e outras atrações temáticas.
Estreia de Homem-Aranha: Longe de Casa rende mais de R$ 30 milhões no Brasil
A estreia de “Homem-Aranha: Longe de Casa” arrecadou R$ 30,3 milhões e levou 1,6 milhão de pessoas aos cinemas entre quinta e domingo (7/7) no Brasil, segundo levantamento da Comscore. A nova aventura do super-herói foi lançada em 1005 salas de cinema, desbancando filmes que perderam salas, como “Toy Story 4” e “Anabelle 3”. A arrecadação inclui o recorde de melhor dia de estreia no país em todos os tempos – R$ 8 milhões na quinta-feira (3/7). Com a distribuição reduzida para 649 salas, a animação da Disney-Pixar caiu para o 2º lugar, após liderar o ranking dos cinemas brasileiros por duas semanas. “Toy Story 4” arrecadou R$ 10,6 milhões e teve público de 621 mil pessoas. Desde a estreia, a animação acumula R$ 82,9 milhões em bilheteria e 5 milhões de espectadores. Ocupando metade desse espaço, com 321 salas, “Anabelle 3: De Volta para Casa” ficou em 3º lugar, com R$ 4,4 milhões de bilheteria e público de 268 mil. Em cartaz há duas semanas, já foi visto por um 1 milhão de pessoas e faturou R$ 16 milhões. “Turma da Mônica – Laços” fez um pouco menos em mais salas: R$ 3,8 milhões e 237 mil espectadores com 373 telas. Em duas semanas no circuito, o filme soma R$ 11,9 milhões e teve público de 787 mil pessoas. Mas manteve o 4º lugar, enquanto “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” caiu do 3º para o 5º no último fim de semana. Veja abaixo o Top 10 dos cinemas brasileiros, de acordo com a Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final de Semana 4 a 7/07:1. Homem Aranha: Longe de Casa2. Toy Story 43. Annabelle 3: de volta para casa4. Turmada Monica : Laços5. PetsA Vida Secreta dos Bichos 2 6. Aladdin7. Dor de Gloria8. Rocketman9. Um Homem Fiel10. MIB Homens de Preto — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 8, 2019
Renee Zellweger é Judy Garland em trailer emocionante de cinebiografia
A LD Entertainment divulgou o pôster e o emocionante trailer completo de “Judy”, cinebiografia em que Renee Zellwegger se transforma em Judy Garland. A trama acompanha a lendária atriz de “O Mágico de Oz” (1939) e “Nasce uma Estrela” (1954) no final de sua vida. Separada, endividada e sem opções para cuidar dos filhos, ela aceita embarcar numa turnê de shows em Londres em 1968, onde realiza espetáculos concorridos, envolve-se com o último amor de sua vida, dá vexames e luta contra a depressão, semanas antes de morrer de overdose aos 47 anos de idade. É um grande melodrama. O filme tem roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”), direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”) e seu elenco ainda inclui Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), Bella Ramsey (“Game of Thrones”), Michael Gambon (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Gemma-Leah Devereux (“The Tudors”) e Darci Shaw (“The Bay”) como a versão jovem de Judy. A estreia está marcada para 27 de setembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Angelina Jolie e Michelle Pfeiffer entram em guerra no trailer épico de Malévola 2
A Disney divulgou o trailer completo legendado de “Malévola: Dona do Mal”, que continua a revisão da fábula encantada “A Bela Adormecida”. Nesta versão do conto de fadas, a Malévola de Angelina Jolie é malvada só de nome e supera suas tendências sombrias para criar a Princesa Aurora (Elle Fanning) como sua própria filha. Mas este não foi o final feliz da história, como mostra a prévia épica da sequência. Ao decidir se casar com o Príncipe Felipe (Harris Dickinson), Aurora cria uma nova ameaça para Malévola na forma de sua sogra, a Rainha Ingrith, vivida por Michelle Pfeiffer (“Homem-Formiga e a Vespa”), que resolve se tornar uma “mãe de verdade” para a jovem. Furiosa, Malévola deixa seus piores instintos prevalecerem ao entrar em guerra contra a mãe de Filipe. Mas as manipulações e batalhas ao estilo “Game of Thrones” são apenas o começo, como demonstra a aparição de outras “criaturas”. “Malévola: Dona do Mal” foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”). A direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”) e as novidades do elenco também incluem Ed Skrein (“Deadpool”) e Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”). A estreia em 17 de outubro vai encerrar um ano repleto de lançamentos de versões live-action de animações da Disney, após “Dumbo”, “Aladdin” e “O Rei Leão” – sem esquecer de “A Dama e o Vagabundo”, anunciado para streaming.
Samuel L. Jackson e Chris Rock vão estrelar próximo Jogos Mortais
O novo filme da franquia de terror “Jogos Mortais” vai ser estrelado por Samuel L. Jackson (“Capitã Marvel”) e Chris Rock (“Lá Vêm os Pais”). Segundo a revista Entertainment Weekly, eles viverão pai e filho, sendo que o personagem de Chris Rock é um detetive policial que investiga uma nova série de assassinatos sangrentos. Além deles, Max Minghella (o Nick de “The Handmaid’s Tale”) e Marisol Nichols (a Hermione de “Riverdale”) também se juntaram ao elenco, respectivamente no papel do parceiro e da chefe do protagonista. Fã de longa data da “Jogos Mortais”, Chris Rock ajudou a desenvolver a história do novo filme em parceria com Pete Goldfinger e Josh Stolberg, que escreveram “Jigsaw” (2017), o longa mais recente da franquia. A direção está cargo de Darren Lynn Bousman, responsável por “Jogos Mortais 2”, “3” e “4” entre 2005 e 2007. Ainda sem título, o longa tem estreia marcada para outubro de 2020.
Vin Diesel confirma volta de Charlize Theron em Velozes e Furiosos 9
O ator Vin Diesel confirmou o retorno de Charlize Theron e Helen Mirren em “Velozes e Furiosos 9”. As duas tinham aparecido pela primeira vez na franquia no filme anterior. Theron interpretou a vilã Cipher, enquanto Mirren deu vida a Magdalene Shaw, a mãe do personagem de Jason Statham, e também vai reaparecer no derivado “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”, que chega aos cinemas em 1º de agosto. As participações das atrizes foram comunicadas em um vídeo gravado no set da continuação, em Londres (Reino Unido), em que Diesel também elogiou John Cena (“Bumblebee”), que será a grande novidade do elenco de “Velozes e Furiosos 9”. “Eu acredito que ele vai brilhar completamente neste filme”, comentou o astro. O ator completou seu depoimento agradecendo à franquia “Velozes” por levá-lo para todos os cantos do mundo. Ele citou “as favelas do Rio de Janeiro” como um dos lugares que teve o privilégio de visitar para o seu trabalho – o quinto longa da saga, “Operação Rio”, teve cenas filmadas na capital carioca. Além do elenco, a continuação terá outro retorno importante: o diretor Justin Lin, que dirigiu quatro filmes da marca bem-sucedida – “Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio” (2006), “Velozes e Furiosos 4” (2009), “Velozes e Furiosos 5: Operação Rio” (2011) e “Velozes e Furiosos 6” (2013). A história foi desenvolvida por Chris Morgan, roteirista da franquia desde a estreia de Justin Lin em 2006, com o roteiro final a cargo de Daniel Casey (da recente sci-fi “Kin”). A estreia está marcada para maio de 2020. Ver essa foto no Instagram Week 3! The world’s saga… it’s CENA not SENNA Vin. Haha. All love, always. #Fast92020 #Fatherhood #GratefulVin #PaMiGente Uma publicação compartilhada por Vin Diesel (@vindiesel) em 8 de Jul, 2019 às 5:09 PDT
Vingadores: Ultimato chega a US$ 18 milhões do recorde mundial de Avatar
“Vingadores: Ultimato” continua determinado a conquistar o título de maior bilheteria mundial de todos os tempos. Com a arrecadação do fim de semana, o longa está a apenas US$ 18 milhões de “Avatar”. A produção da Marvel chegou a uma bilheteria total de US$ 2,770 bilhões, contra US$ 2,788 bilhões do blockbuster do diretor James Cameron. Para atingir seu objetivo, “Vingadores: Ultimato” foi relançado em uma “versão estendida”, que apesar de não ter muitos atrativos funcionou como caça-níquel para fazer o longa retornar ao Top 10 das bilheterias norte-americanas. Essa nova versão chegará aos cinemas brasileiros na próxima quinta (11/7). O filme da Marvel é o segundo mais visto do mundo desde o dia 5 de maio, quando superou “Titanic” – que, assim como “Avatar”, também foi dirigido por James Cameron. Como a Disney já confirmou a data de lançamento de “Vingadores: Ultimato” em plataformas digitais para 30 de julho, a produção vai ficar no máximo somente mais três semanas em cartaz. Dará tempo?
Homem-Aranha: Longe de Casa tem super-estreia em 1º lugar na América do Norte
“Homem-Aranha: Longe de Casa” teve um ótimo feriadão da independência nos Estados Unidos. O filme do super-herói faturou US$ 185M (milhões) desde seu lançamento antecipado na terça-feira (2/7). Mas é um caso de copo meio cheio ou meio vazio, já que a bilheteria do fim de semana foi menor que a de “Homem-Aranha: De Volta Ao Lar”. Entre sexta e domingo (7/7), a produção da Sony arrecadou US$ 93M na América do Norte, uma queda sensível em relação aos US$ 117M de seu antecessor. Em compensação, quebrou recordes de meio de semana no mercado doméstico, incluindo a maior venda de ingressos em um terça-feira em todos os tempos (US$ 38M), melhor bilheteria de quarta-feira para um filme da Marvel (US$ 27M) e segunda maior arrecadação em um feriado de 4 de Julho (US$ 25M). Também foi o maior faturamento acumulado de seis dias de um filme da Sony Pictures. Em outros países, o 23º filme do Universo Cinematográfico da Marvel arrecadou mais que o dobro, US$ 395M, mas está em cartaz a mais tempo em alguns deles, como na China e no Japão, chegando a 580M de bilheteria mundial após 10 dias. A estreia do novo Homem-Aranha derrubou “Toy Story 4” para o 2º lugar, após liderar o ranking por duas semanas. A animação da Pixar rendeu mais US$ 34,3M nos EUA e Canadá para atingir US$ 650M mundiais. Apenas um filme arriscou competir com o lançamento do super-herói e os blockusters ainda em cartaz, e seu desempenho demonstra porque os demais estúdios foram tão precavidos. “Midsommar”, novo terror do diretor Ari Aster (de “Hereditário”), abriu com apenas US$ 6,5M, em 6º lugar – e US$ 10,9M ao longo de todo o feriadão. Mas agradou a crítica (com 82% no Rotten Tomatoes), o que pode lhe garantir maior tempo de permanência no ranking. “Midsommar” só vai chegar no Brasil em dois meses, com distribuição prevista para 19 de setembro. O ranking também registrou a saída de “John Wick 3: Parabellum” e “Brinquedo Assassino” do Top 10, após, respectivamente, oito e três semanas em cartaz. Enquanto o primeiro bateu o recorde de bilheteria de sua franquia (US$ 165,2M domésticos e US$ 311,2M mundiais), garantindo mais uma sequência, o segundo teve um desempenho irrisório (US$ 26,7M) e dificilmente terá continuação. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Homem-Aranha: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 93,6M Total EUA e Canadá: US$ 185M Total Mundo: US$ 580M 2. Toy Story 4 Fim de semana: US$ 34,3M Total EUA e Canadá: US$ 306,5M Total Mundo: US$ 649,9M 3. Yesterday Fim de semana: US$ 10,7M Total EUA e Canadá: US$ 36,8M Total Mundo: US$ 56,9M 4. Annabelle 3: De Volta para Casa Fim de semana: US$ 9,7M Total EUA e Canadá: US$ 50,1M Total Mundo: US$ 134,7M 5. Aladdin Fim de semana: US$ 7,6M Total EUA e Canadá: US$ 320,7M Total Mundo: US$ 921,6M 6. Midsommar Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 10,9M Total Mundo: US$ 10,9M 7. Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2 Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 140,7M Total Mundo: US$ 262,4M 8. MIB: Homens de Preto – Internacional Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 71,9M Total Mundo: US$ 244,4M 9. Vingadores: Ultimato Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 847,8M Total Mundo: US$ 2,7B 10. Rocketman Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 89,1M Total Mundo: US$ US$ 173,8M
Versão live-action de Mulan ganha primeiro pôster
Além do primeiro trailer legendado, a Disney também divulgou o primeiro pôster de sua versão live-action de “Mulan”. E assim como o vídeo, a arte minimiza situações fantasiosas, mostrando apenas a protagonista de espada em punho. O reflexo da lâmina à frente de seu rosto revela parcialmente seu disfarce masculino, mas a ênfase é na sua identidade feminina, com os cabelos soltos e tremulando. A versão com atores promete ser bem diferente do desenho de 1998, sem dragões bonzinhos, mantendo apenas a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. E há certeza de muitas cenas de ação, graças à contratação de astros de filmes chineses de artes marciais, como Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”), escalados respectivamente como o comandante Tung, mentor e professor da heroína, e o Imperador da China. Já Mulan é interpretada pela jovem atriz chinesa Liu Yifei (“O Reino Perdido”). O elenco também inclui o havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”). Apesar dessa abordagem – e da temática – , a direção, curiosamente, não é de um chinês, mas da neozelandesa Niki Caro (da série “Anne with an E”). “Mulan” será o primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), “Dumbo” e “Aladdin” (2019) terem sido comandados por homens. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). A estreia está prevista apenas para março de 2020.
Cameron Boyce (1999 – 2019)
O jovem ator Cameron Boyce, que ficou conhecido por produções do Disney Channel, como “Jessie” e “Descendentes”, morreu no sábado (6/7) aos 20 anos de idade. Segundo a família, ele faleceu durante o sono após ter uma convulsão, ligada a uma “condição médica preexistente”. O Disney Channel lamentou a morte do ator em comunicado oficial. “Desde pequeno, Cameron Boyce sonhava em compartilhar seus extraordinários talentos artísticos com o mundo. Quando jovem, ele foi alimentado por um forte desejo de fazer a diferença na vida das pessoas através de sua trabalho humanitário”, diz o texto, que lembra o engajamento de Boyce com a ONG Thirst Project, que fornece água potável a comunidades carentes. Cameron Boyce começou sua carreira muito cedo. Ele estreou nos cinemas com apenas 8 anos, nos filmes “Espelho do Medo” e “Controle Absoluto”, de 2008. No mesmo ano, foi escalado num papel recorrente em “General Hospital: Night Shift”, série derivada da novela infinita “General Hospital”, além de aparecer num clipe da banda Panic! At the Disco. O trabalho seguinte lhe deu ainda mais projeção. Aos 10 anos de idade, ele viveu o filho de Adam Sandler em “Gente Grande” (2010), papel que repetiu na continuação de 2013. A produção abriu as portas para o Boyce, que começou a ser escalado em produções do Disney Channel. Ele participou de episódios de “Boa Sorte, Charlie!” e “No Ritmo” antes de estrear como Luke Ross em “Jessie”, série que ficou no ar de 2011 a 2015 e que o tornou conhecido do grande público. Em 2015, o ator foi escalado como Carlos De Vil em “Descendentes”, telefilme sobre os filhos dos vilões da Disney – sua mãe era Cruella De Vil, da fábula dos “101 Dálmatas”. A obra se tornou um fenômeno de audiência, gerando continuações, clipes, especiais e até uma série animada. O Disney Channel aproveitou o sucesso para inclui-lo em várias produções, da série animada “Jake e Os Piratas da Terra do Nunca” à comédia teen “Guia de um Gamer para Quase Tudo”, em que viveu o gamer do título por duas temporadas. Ele deixou muitos trabalhos finalizados, inclusive sua despedida do papel de Carlos em “Descendentes 3”, que estreia no Brasil em 9 de agosto. O ator também já havia completado as gravações das temporadas inaugurais das séries “Paradise City”, derivada do terror roqueiro “American Satan” (2017), e “Mrs Fletcher”, da HBO, além do filme “Runt”, em que contracena com Brianna Hildebrand (“Deadpool”). Um dia antes de sua morte, o ator havia postado em seu Instagram uma foto em preto e branco. A publicação já conta com quase 6 milhões de curtidas, e vários comentários de fãs lamentando. Colegas de Boyce do Disney Channel, como Raven Symoné, Gregg Sulkin, Peyton List e Skai Jackson (as duas últimas trabalharam com ele em “Jessie”), além do diretor Kenny Ortega (de “Descendentes”), Adam Sandler (seu pai em “Gente Grande”) e até o CEO da Disney Bob Iger foram às redes sociais para prestar homenagens ao ator. “Todos os nossos corações estão partidos”, resumiu Sandler. Veterano
Divino Amor é mais que uma distopia neon-evangélica do Brasil
“Divino Amor” vem sendo lido como uma ficção distópica sobre o domínio da religião evangélica no Brasil após o governo Bolsonaro. Mas quem, a partir disso, esperar um filme caricato que julga por meio de reprimendas um certo modo de ser, acabará se surpreendendo, pois o filme vai muito além do estereótipo. De um lado, é nítido que o filme atua por meio da farsa ou da ironia. No ano de 2027, o Brasil estará controlado por evangélicos que se tornam um grupo hegemônico. Inclusive o desvio – as festas, a cultura – passa a ser dominado pelo evangelismo. Mas, para o diretor Gabriel Mascaro, a sociedade do futuro se afasta dos sonhos motorizados de “Os Jetsons” ou da realidade virtual ou aumentada de “Minority Report”. Estamos não muito distantes do mundo do hoje – não há hologramas, ou coisas do tipo, nem mesmo celulares. Ou seja, estamos diante de um futurismo de subúrbio de terceiro mundo. O futuro evangélico de Mascaro se afirma a partir do trabalho e da família. O trabalho é o cartório – a síntese da burocracia weberiana como forma de organização do espaço e dos corpos a partir de uma lógica utilitária. Ainda que se usem códigos genéticos e uma espécie de detector (não de metais mas de identidades) como forma de mostrar o avanço da tecnologia, é possível dizer que o cartório de Mascaro não é muito diferente da burocracia atual. Sua protagonista Joana (na grande interpretação de Dira Paes) é uma cartorária do setor de divórcios que tenta recrutar casais em crise para os ritos da seita “divino amor”. A ênfase em luzes neon entre o rosa e o roxo, em meio a névoas de fumaça, imprimem ao filme um tom claramente artificial ambíguo, entre o rasgadamente brega e o infantil (tom infantil reforçado pela narração que costura o filme). A ritualização das cerimônias do Divino Amor (a terapia de casais, o batismo) oscila entre o sensual e o kitsch. O filme apresenta o culto como uma reflexão distanciada sobre a estetização do evangelismo, numa relação complexa entre a adoração e a sedução, algo que remete ao trabalho de Barbara Wagner e Benjamin de Burca, especialmente em “Terremoto Santo” (2017). A epifania divina pode estar muito próxima de um orgasmo – e é preciso constatar o papel da estetização nos cultos. O tom irônico como essa sociedade do futuro controla o fluxo dos corpos, por meio de um regime maquínico que normatiza os modos de ser, pode ser visto em sua máxima expressão nas originalíssimas cenas em que Joana, a personagem de Dira Paes, se consulta com um pastor, entrando com seu carro por meio de um drive thru. As consultas espirituais passam a ser uma mescla de uma consulta médica com uma loja de fast food. A simplicidade da ornamentação (o pastor está simplesmente sentado em uma cadeira em torno de uma enorme redoma de vidro) apresenta um futurismo pragmático, uma estética minimalista e neutra, assim como boa parte das opções da direção de arte no cartório. É de se notar que os espaços públicos são raros no filme – a cidade está completamente ausente do filme. O tom tipicamente estilizado ocorre primordialmente no interior do “Divino Amor” – essa espécie de portal encantado em que, num recurso de fantasia tipicamente cinematográfico, os personagens entram em contato com o “divino” – numa estilização cênica do contato dos corpos tão kitsch que não seria exagero se nos lembrássemos do teatro de “Oh! Rebuceteio” (sem neon). Dessa forma, se, de um lado, é nítido o distanciamento do realizador em relação ao universo que ele apresenta, por meio dessas camadas críticas de ironia, ou ainda, se em alguns pontos o filme tangencia o caricato, com uma base cômica, a grande contribuição de Mascaro é de nunca propor meramente escrachar ou julgar seus personagens, mas procurar mergulhar nas contradições e paradoxos que surgem por dentro desse mesmo regime. Para além do panorama das transformações da sociedade brasileira, “Divino Amor” busca compreender os dilemas de sua protagonista. Joana é uma profunda seguidora dos princípios divinos, mas não se sente abençoada, já que seu trabalho e sua família estão por um triz. Ela precisa de um sinal, de uma prova do amor de Deus. Joana poderia elencar um rol de sacrifícios ao ser posta à prova do amor de Deus, como Moisés ou Abraão. Ao mesmo tempo, a ironia surge desse contraponto: seus dilemas surgem exatamente porque Deus atende a seu pedido, e a faz grávida. Talvez Joana seja condenada por amar demais. É a partir daí que vejo “Divino Amor” do ponto de vista do melodrama, sobre a importância do amor e sobre os riscos de quem ama verdadeiramente diante de um mundo maquínico – estes estão verdadeiramente condenados. “Divino Amor” vira então “Benilde”, de Manoel de Oliveira, ou mesmo um rastro de um filme de Jean-Claude Brisseau. É como se Mascaro observasse os paradoxos que surgem no interior de um regime de normatização dos corpos que, aliás extrapola o evangelismo (veja, por exemplo, o cartório). Joana curiosamente representa o desvio no interior do sistema, um abalo que surge justamente por ela, de forma pura, levar seu modus operandi até às últimas consequências. É o amor incondicional que rompe o sistema por dentro. Quando digo por dentro, me refiro também à própria questão do corpo. Um corpo que implode e passa a ser fértil. É muito curioso quando Mascaro propõe uma relação entre a fertilidade e a luz, ou seja, entre a natureza e o cinema (seja artificial por meio da estranha máquina, seja natural, no belíssimo plano em que Dira em pelo se posiciona para a luz). Dar a/à luz. O rebento que nasce ao final sinaliza esse doce desejo da revolução, que nasce não pelo ódio mas pelo amor. Quase ao avesso de “As Boas Maneiras” (2017), mas um avesso que confirma a regra, a criança de “Divino Amor” não canibaliza a normatividade: ela representa a esperança pelo desvio que surge justamente de uma extrapolação do próprio sistema. A ambiguidade com que o diretor compõe uma encenação que conjuga uma crítica irônica aos modos de ser e um afeto respeitoso diante do poder transformador do amor espelha esteticamente sua oscilação entre a comédia e o melodrama, entre o realismo e o futurismo, entre o infantil e o adulto, entre a distopia e a utopia. Como no filme anterior de Mascaro, “Boi Neon” (2015), a obra do diretor não está interessada em propor representações totalizantes do mundo contemporâneo. Ele prefere investigar esses agenciamentos turvos, que apresentam desvios ou que apontam para os paradoxos no interior desses regimes hegemônicos. Em comum, o amor ou o desejo é que rompem as porteiras da normatização dos regimes. E a estetização é o elemento que ativa a sedução dos corpos. Ou seja, a contribuição de Mascaro, para além dos discursos totalizantes, é observar a possibilidade de rachaduras ou desvios (utilizando essa palavra que se remete ao próprio nome da produtora de Mascaro e Rachel) no interior de determinados regimes.
Primeiro trailer de Mulan parece filme chinês de artes marciais
A Disney divulgou o primeiro trailer legendado de sua versão live-action de “Mulan”. E curiosamente a prévia não parece um filme da Disney, mas uma obra da filmografia de Zhang Yimou, com elenco chinês, costumes tradicionais e lutas de espada e kung fu voador – o wire fu. Não há os elementos fantásticos da animação, nem mesmo seu humor, mas uma apresentação de fundo dramático mais realista que as demais adaptações de clássicos animados do estúdio, com ênfase no tema da honra e em artes marciais. A versão com atores promete ser bem diferente do desenho de 1998, sem dragões bonzinhos, mantendo apenas a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. E há certeza de muitas cenas de ação, graças à contratação de astros chineses do gênero, como Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”), escalados respectivamente como o comandante Tung, mentor e professor da heroína, e o Imperador da China. Já Mulan é interpretada pela jovem atriz chinesa Liu Yifei (“O Reino Perdido”). O elenco também inclui o havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que por acaso foi musa de Zhang Yimou nos anos 1990. Apesar dessa abordagem – e da temática – , a direção, curiosamente, não é de um chinês, mas da neozelandesa Niki Caro (da série “Anne with an E”). “Mulan” será o primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), “Dumbo” e “Aladdin” (2019) terem sido comandados por homens. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). A estreia está prevista apenas para março de 2020.
Official Secrets: Trailer traz Keira Knightley como a espiã que tentou evitar a Guerra do Iraque
O estúdio IFC divulgou fotos e o trailer de “Official Secrets”, drama estrelado por Keira Knigthley (“Colette”) sobre a história real de Katharine Gun, a espiã que tentou impedir a Guerra do Iraque. Gun foi a funcionária do Serviço de Inteligência Britânico que, em 2003, descobriu planos de espionagem dos Estados Unidos na ONU para forçar a aprovação da Guerra do Iraque e vazou a informação para a imprensa de seu país. O escândalo acabou colocando em cheque o próprio apoio do Reino Unido ao projeto bélico americano. Mas ela foi considerada traidora. O resto da história está no filme – e na Wikipedia. O filme adapta o livro “The Spy Who Tried to Stop A War”, de Marcia e Thomas Mitchell, e representa uma volta do cineasta Gavin Hood ao tema da guerra no Oriente Médio, que ele abordou em seu filme anterior, o elogiado “Decisão de Risco” (2015). A produção é do estúdio britânico eOne, em parceria com a produtora de Mark Gordon (“Assassinato no Expresso Oriente”), e o elenco grandioso também inclui Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”), Matt Smith (“The Crown”), Matthew Goode (“A Discovery of Witches”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Conleth Hill (também de “Game of Thrones”), Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”) e MyAnna Buring (“Abismo do Medo”). A estreia está marcada para 5 de setembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.











