A Odisseia dos Tontos envolve com humor politizado de revanche popular
Na América Latina, os planos econômicos que visam a salvar a economia acabam sempre estourando do lado dos mais fracos e que já estariam acostumados a serem ludibriados, como tontos. Aqui no Brasil, o plano Collor foi um exemplo dramático de situações terríveis, provocadas pelo confisco do dinheiro poupado pelo cidadão. Na Argentina, em 2001, houve o corralito, que segurou os dólares, limitando drasticamente o seu uso e transformando-os em pesos, que perdiam valor. Como também aconteceu – e acontece – por aqui, informações privilegiadas de pessoas poderosas e dos bancos favoreceram uns e acabaram com a vida de outros. É nesse contexto de crise econômica que desempregados e subempregados do filme “A Odisseia dos Tontos”, em busca de sobrevivência, conseguem juntar dólares para reformar e reavivar uma cooperativa agrícola, até que o corralito, associado a uma manobra bancária escusa, acabou com a economia deles de vez. Só que eles dizem “Chega!” e prometem fazer de tudo para encontrar o dinheiro que lhes foi roubado, arquitetando uma revanche dos perdedores, os tontos. Se o filme começa bem político, acaba se transformando em uma aventura em forma de comédia. Mas que mantém o espírito crítico e a ironia, associados a uma forte raiva de se sentir, mais uma vez, passado para trás. Tudo acontece numa pequena vila da província de Buenos Aires, onde afinal todo mundo acaba se conhecendo e sabendo de tudo que se passa. Desse modo, as estratégias possíveis são ampliadas e viabilizadas, embora as consequências também o sejam. A trama é muito bem construída, revelando, uma vez mais, que a Argentina tem escritores e roteiristas muito bons para relatar histórias e relacioná-las ao ambiente social, econômico e político do país. O diretor Sebastián Borensztein já tinha realizado o delicioso “Um Conto Chinês”, em 2011, e dirigiu também um episódio de “Relatos Selvagens”, de 2014, enquanto o roteirista Eduardo Sacheri, em cujo livro o filme é baseado, também escreveu “O Segredo dos Seus Olhos”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 2010. Sucessos de público no Brasil. Aqui, eles trabalham com um elenco magnífico, liderado por Ricardo Darín (que estrelou os três filmes citados), com participação de seu filho, Chico Darín, e que tem Luis Brandoni, Andrés Parra, Verónica Llinás e muitos outros bons atores e atrizes. Isso resulta num filme bem equilibrado, convincente nas atuações e com um bom ritmo, capaz de envolver o espectador na história. “A Odisseia dos Tontos” teve sua première nacional na Mostra de São Paulo e foi escolhido pela Argentina para representar o país na disputa pelo Oscar de filme internacional. A Argentina costuma indicar produtos fortes nessa disputa, desta vez, porém, por melhor que seja o longa, é difícil que obtenha êxito, porque há grandes filmes na competição, inclusive o brasileiro “A Vida Invisível”, de Karim Ainöuz.
Chandler Riggs sofre queda de cavalo e é hospitalizado
O ator Chandler Riggs, que interpretou Carl Grimes em “The Walking Dead”, está se recuperando no hospital após uma concussão ocasionada por uma queda de cavalo. Felizmente, o ator estava usando capacete, o que evitou ferimentos mais graves na cabeça. Apesar disso, sua mãe pediu nas redes sociais que os fãs mantenham Chandler em suas orações, descrevendo a concussão como “muito ruim”. Veja o post abaixo, que mostra o ator no hospital. Chandler Riggs está atualmente na série dramática “A Million Little Things”, exibida na rede americana ABC e disponibilizada no Brasil pela plataforma Globoplay. Ver essa foto no Instagram The call every mom hopes she never gets… Thankfully, he’s going to be ok and thankfully I’m here with him! He was thrown off of his horse yesterday afternoon. Thank GOODNESS he was wearing a helmet. He has a pretty bad concussion and is in a lot of pain but no broken bones! I took the first flight out to LA and got here at around 9:30 last night. Keep him in your prayers!! Oh, and I had missed his episode so I stayed off of social media until I finally watched it this morning. Thank you for all of the kind words!!! . . . #chandlerriggs #amillionlittlethings #thewalkingdead #hesokay Uma publicação compartilhada por Gina-Ann Riggs (@ginaannr) em 22 de Nov, 2019 às 7:30 PST
Tim Miller nunca mais trabalhará com James Cameron após Exterminador do Futuro: Destino Sombrio
O diretor Tim Miller (“Deadpool”) não encarou bem o fracasso de bilheteria de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”. Ainda que o longa tenha agradado parte da crítica, Miller acredita que faria um filme melhor sem as interferências de James Cameron (“Avatar”), que criou a franquia e atuou como produtor no longa mais recente. Por conta disso, afirmou que não pretende trabalhar nunca mais com Cameron, retirando-se de qualquer continuação que o filme possa ter. Em entrevista ao podcast “The Business”, da rádio KCRW, da Califórnia, Miller explicou que não é nada pessoal, “é mais que eu simplesmente não quero estar em uma situação novamente em que não tenha o controle para fazer o que acho que é o mais correto”. “Jim e David Ellison são produtores e tecnicamente possuem o direito à edição final. Mas meu nome ainda fica no filme como diretor. Mesmo que eu perca a luta… eu ainda sinto a obrigação de lutar pelo que eu acredito, lutar pelo filme”, continuou. “Teve muitas coisas que eu fui obrigado a cortar, porque Jim achou que precisava cortar, e cenas que nós filmamos e que geraram desentendimentos. James vetou falas que eram poéticas e bonitas. Eu lutava por essas falas, pois eram importantes para mim”, acrescentou. Ainda em cartaz nos cinemas, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” fez apenas US$ 235 milhões mundiais em três semanas, que nem chegam perto de cobrir seu custo estimado entre $185 e $196 milhões de produção, sem incluir P&A (gastos de cópias e publicidade). Segundo analistas ouvidos pela revista The Hollywood Reporter, o filme, concebido para iniciar uma nova trilogia que dificilmente será completada, pode dar um prejuízo de US$ 130 milhões. O desastre apocalíptico de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” foi a segunda superprodução milionária do cineasta James Cameron a implodir finanças em 2019, após o fracasso comercial de “Alita: Anjo de Combate”, que representou uma surpresa negativa para a Disney após comprar a 20th Century Fox. Para aumentar a preocupação da Disney, Cameron trabalha em continuações de “Avatar” orçadas em US$ 1 bilhão. O alerta deve estar piscando em vermelho na mesa do CEO Bob Iger.
Gugu Liberato (1959 – 2019)
O apresentador de TV Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira (22/11) aos 60 anos, após um acidente doméstico em sua casa, em Orlando, nos Estados Unidos, na última quarta-feira. Ele caiu de uma altura de quatro metros, enquanto tentava trocar o filtro do ar-condicionado em sua casa, e não resistiu aos ferimentos. No momento do acidente, estava acompanhado apenas de sua mulher, Rose Di Matteo. Filho de pais portugueses, Antônio Augusto Moraes Liberato, começou na televisão aos 14 anos como auxiliar de produção do Silvio Santos, à época na TV Globo. O jovem paulistano foi chamado por Silvio porque lhe escrevia cartas sugerindo programas. Sílvio Santos o transformou em apresentador ao assumir o controle de um canal de TV, a TVS, depois transformada na rede SBT, e Gugu mais que correspondeu, conquistando grandes audiências nas noites de sábados com seus programas “Viva a Noite” (1982-1992) e “Sabadão Sertanejo (1991-1996)”. Durante sua passagem pelo SBT, ele ajudou a promover a febre das boys band no Brasil, primeiro com o grupo porto-riquenho Menudos, depois com o similar nacional Dominó. Fez tanto sucesso que, no final dos anos 1980, recebeu uma oferta da Globo para assumir a programação dominical da emissora. Mas Silvio Santos interviu, oferecendo-lhe parte de seu horário de domingo, um grande aumento salarial e honorários de publicidade. Gugu passou a apresentar os quadros “Passa ou Repassa” e “Cidade contra Cidade” na faixa que até então era inteiramente comandada por Sílvio Santos, até assumir um programa próprio, “Domingo legal” (exibido até 2009) no SBT. Enquanto isso, Faustão foi contratado pela Globo e os programas dos dois protagonizaram uma das maiores guerras de audiência da década de 1990. Nos últimos anos, o apresentador tinha se mudado para a Record, onde estrelou “Gugu” (2015-2017) e atualmente comandava o reality “Power Couple Brasil” e o show de talentos “Canta Comigo”. Por conta de sua enorme popularidade com o público brasileiro, Gugu também acabou aparecendo em alguns filmes. E não foram poucos. Ele participou de sete longa-metragens, sempre de temática infantil. A estreia aconteceu em “Padre Pedro e a Revolta das Crianças” (1984) como coadjuvante de Pedro de Lara, jurado do “Show dos Calouros”, de Sílvio Santos. Mas, curiosamente, seus filmes seguintes foram todos com astros da Globo: três filmes dos Trapalhões (“Os Fantasmas Trapalhões”, “O Casamento dos Trapalhões”, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros”), dois longas solo de Renato Aragão (“Uma Escola Atrapalhada” e “O Noviço Rebelde”) e uma produção da Xuxa (“Xuxa e os Duendes”), que foi seu último papel no cinema em 2001. O apresentador deixa três filhos, frutos do casamento com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as filhas gêmeas, Marina e Sofia, de 15.
John Turturro entra no elenco do novo filme de Batman
O diretor Matt Reeves confirmou mais um ator em “The Batman”, filme que vai relançar o herói de Gotham City nos cinemas. John Turturro, conhecido por seus papéis em “O Grande Lebowski” e na franquia “Transformers”, viverá o mafioso Carmine Falcone. O anúncio foi feito pelo Twitter oficial do cineasta. Veja abaixo. Falcone é chefe de uma das principais famílias criminosas de Gotham City e um dos principais antagonistas de Batman na minissérie “O Longo Dia das Bruxas”, arco que tem sido cogitado como inspiração para a trama de “The Batman”. O personagem já foi vivido no cinema por Tom Wilkinson (em “Batman Begins”) e na TV por John Doman (em “Gotham”). A participação de Turturro torna ainda mais imponente o elenco de “The Batman”, que contará com Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) no papel-título, substituindo Ben Affleck após três filmes (“Batman vs. Superman”, “Esquadrão Suicida” e “Liga da Justiça”), além de Jeffrey Wright (“Westworld”) como Comissário Gordon, Zoë Kravitz (“Big Little Lies”) como Mulher-Gato, Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”) como Charada, Colin Farrell (“Dumbo”) como Pinguim e Andy Serkis (“Pantera Negra”) como Alfred. Escrito e dirigido por Matt Reeves, “The Batman” tem previsão de estreia para junho de 2021. ? I said… #CarmineFalcone pic.twitter.com/wa5zNuVwPg — Matt Reeves (@mattreevesLA) November 22, 2019
Adão Negro: Dwayne Johnson diz que filme vai introduzir a Sociedade da Justiça
Após confirmar a data de estreia de “Adão Negro”, Dwayne “The Rock” Johnson revelou que o filme não será exatamente uma aventura solo, pois aprofundará o universo da DC Comics nos cinemas. Em entrevista ao site Screen Rant, Johnson revelou a participação da Sociedade da Justiça da América, supergrupo original da editora, criado na chamada Era de Ouro dos quadrinhos. O filme vai “apresentar a Sociedade da Justiça da América ao mundo”, disse o ator. Nos quadrinhos, Adão Negro chegou a fazer parte da equipe. A informação foi complementada por apuração do podcast That Hashtag Show, que alegou que Gavião Negro, Esmaga-Átomo e Stargirl fazem parte da trama. Por outro lado, Johnson disse que “Adão Negro” não deverá ter ligação direta com “Shazam!”, apesar da óbvia proximidade entre os personagens – Adão Negro também recebeu seus poderes do mago Shazam e foi rival do herói por muitos anos. “Adão Negro” tem roteiro de Adam Sztykiel (“Rampage: Destruição Total”) e será dirigido por Jaume Collet-Serra (“O Passageiro”). A expectativa é que as filmagens comecem em julho de 2020 para um lançamento em dezembro de 2021.
Apple cancela lançamento de The Banker após polêmica com netas de personagem real
A Apple cancelou a pré-estreia mundial e adiou indefinidamente o lançamento do filme “The Banker”, um de seus primeiros filmes originais. O motivo foram alegações das netas de um dos personagens, que apontaram distorções temporais na história, baseada em fatos reais, para acomodar uma versão em que elas não existiriam, quando na verdade já estavam sofrendo abusos sexuais do irmão mais velho. O acusado Bernard Garrett Jr., filho do empresário que inspirou a produção, é produtor do longa. “The Banker” deveria ter estreado na quinta-feira (21/11) em um evento do Instituto Americano de Cinema (AFI, na sigla em inglês), antes de chegar nos cinemas americanos em 6 de dezembro e ter seu lançamento streaming em janeiro. Mas vai ficar na gaveta até a Apple e os demais produtores verem como tratar das acusações disparadas contra o filme. “Adquirimos ‘The Banker’ no início deste ano porque ficamos motivados por sua história divertida e educativa sobre mudança social e conscientização financeira”, disse a Apple em um comunicado. “Na semana passada, chamaram nossa atenção para preocupações relacionadas ao filme”, acrescentou a empresa. “Nós, assim como os cineastas, precisamos de algum tempo para analisar estas questões e determinar os melhores passos a seguir”. O filme é baseado na história real de dois empresários afro-americanos dos anos 1950, que empregaram um branco pobre para se passar por seu testa de ferro e assim conseguir aprovação do sistema financeiro racista para adquirir um banco e realizar empréstimos a negros durante o período de segregação dos Estados Unidos. Os papéis principais são vividos por Anthony Mackie e Samuel L. Jackson, ambos de “Os Vingadores: Ultimato”. O problema se concentra no filho do personagem de Mackie. Duas meia-irmãs de Garret Jr., 15 anos mais jovens que ele, o acusam de ter abusado sexualmente delas durante os vários anos em que a família viveu na mesma casa. “O filme mente para esconder que seu produtor abusou sexualmente de mim e da minha irmã por anos e depois apagou a história de vida da minha mãe ao lado do meu pai. Nossa família não vai continuar em silêncio!”, escreveu Cynthia Garrett no Twitter. O “apagar” faz alusão ao fato de “The Banker” ter mostrado o protagonista casado apenas com a primeira esposa (mãe de Bernard) quando, num dos períodos abordados, ele já estava com a mãe de Cynthia. Em seu comunicado, a Apple não mencionou a razão da polêmica. Veja o trailer da produção abaixo.
Michael Jackson vai ganhar cinebiografia do produtor de Bohemian Rhapsody
O sucesso de “Bohemian Rhapsody” convenceu o produtor Graham King a insistir na fórmula. Depois da cinebiografia de Freddie Mercury e seus parceiros de Queen, ele vai produzir um filme sobre Michael Jackson. Se “Bohemian Rhapsody” foi acusado de amenizar as polêmicas do cantor do Queen, o novo longa deve ir além. Com apoio da família e dos administradores do legado de Michael Jackson, o filme será uma versão chapa branca da vida do cantor, mostrando suas músicas e sua popularidade mundial. Polêmicas como a do documentário “Deixando Neverland” devem ser completamente ignoradas, refletindo a posição da família de Jackson. Falecido em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson foi realmente o cantor mais popular do mundo, merecendo o título de Rei do Pop, mas sua fama também colocou um holofote sobre seu comportamento excêntrico, que incluíram cirurgias plásticas para torná-lo mais parecido com um homem branco e a obsessão por se cercar de crianças – a ponto de chamar sua propriedade particular de Neverland (a Terra do Nunca, onde as crianças não viravam adultos na história de “Peter Pan”). Essa proximidade rendeu processos de abuso contra o cantor. O roteiro foi encomendado para John Logan, criador da série “Penny Dreadful”, escritor de vários filmes de “007” e três vezes indicado ao Oscar – por “Gladiador” (2000), “O Aviador” (2004) e “A Invenção de Hugo Cabret” (2011). Desta lista, “O Aviador”, foi uma biografia: do produtor, cineasta e empresário Howard Hughes. King e sua produtora GK Filmes ainda não tem apoio de nenhum estúdio para o projeto, por isso não há diretor ou cronograma de filmagens definido.
Novo clipe de Panic! At the Disco traz cenas da animação Frozen 2
A banda Panic! At the Disco divulgou um clipe de “Into the Unknown”, música-tema de “Frozen 2”. O vídeo inclui cenas da animação da Disney. Assim como “Let It Go”, o grande hit do primeiro longa, a faixa é cantada no filme por Idina Menzel no papel de Elsa – com uma ajudinha da cantora norueguesa Aurora -, mas também aparecerá nos créditos na versão do Panic! At the Disco. Os autores também são os mesmos de “Let It Go”, que venceu o Oscar de Melhor Canção em 2014. A versão disponibilizada anteriormente, na voz de Menzel, caprichava nos gritos à beira da histeria. E quando a voz parecia ter chegado no limite da altura, o mesmo verso retornava com uma vingança, em tom ainda mais alto. A versão do Panic! At the Disco também não é material de karaokê. Acompanhada por guitarras guinchantes, a gritaria chega a exumar o velho estilo do heavy metal dos anos 1980, a ponto de lembrar a banda Journey – uma escolha que seria, inclusive, bem mais adequada para a gravação. Além de Panic! At the Disco, a trilha do filme também terá gravações de Weezer e Kacey Musgraves. A continuação da segunda animação de maior bilheteria de todos os tempos (depois do remake de “O Rei Leão”) volta a ser dirigida por Jennifer Lee e Chris Buck, a mesma dupla responsável pelo filme de 2013, e contará com os mesmos dubladores originais em inglês, Idina Menzel (Elsa), Kristen Bell (Anna), Jonathan Groff (Kristoff) e Josh Gad (Olaf). A estreia acontece nesta sexta (22/11) nos Estados Unidos. Mas há uma notícia ruim para quem quiser ver logo o filme nos cinemas nacionais. O Brasil será o último país do mundo a exibir a animação. Por aqui, o lançamento vai acontecer apenas em 2 de janeiro.
Trolls 2: Trailer dublado em português transforma roqueiros em vilões
A Universal divulgou o trailer dublado de “Trolls 2” (Trolls: World Tour), sequência da animação de 2016, que vai abordar uma guerra entre diferentes estilos musicais. No novo longa, a rainha Poppy e Branch fazem uma descoberta surpreendente: existem outros mundos de Troll além do deles, cada um definido por um gênero diferente de música. E o rock – denominação do som que no trailer é representado como heavy metal dos anos 1980 – é o vilão dessa história. Os roqueiros querem dominar o mundo Troll e acabar com os outros gêneros musicais. A ironia dessa premissa é que ela representa o oposto do que sempre aconteceu no mundo real, onde o pop foi criado no final dos anos 1950 para acabar com o rock. E finalmente conseguiu seu objetivo no século 21, após se mesclar com o R&B e fazer sumir qualquer vestígio de rock nas paradas de sucesso comercial. O pop basicamente dominou o mundo. Assim, “Trolls 2” é uma inversão completa do que realmente acontece no mundo da música, mostrando-se mais um ataque declarado do pop contra o rock, que pretende ensinar às crianças como roqueiros representam o mal. Em suma, o que o pastor Jimmy Lee Swaggart já fazia nos anos 1950, ao conclamar seguidores a queimar os discos de rock – música do diabo. A continuação bizarra traz Justin Timberlake e Anna Kendrick de volta aos papéis de Branch e Poppy, respectivamente. E entre as novidades no elenco estão Sam Rockwell (“Três Anúncios de um Crime”), Chance the Rapper (“Slice”), Anthony Ramos (“Nasce uma Estrela”), Karan Soni (“Deadpool”), Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Mary J. Blige (“The Umbrella Academy”) e até Ozzy Osbourne (“Um Diabo Diferente”). Nas cópias sem dublagem em português, ao menos. Os roteiristas são os mesmos do primeiro filme, Jonathan Aibel e Glenn Berger, e a direção está a cargo da dupla Walt Dohrn e David P. Smith, que estreiam em longa-metragem após comandarem episódios de séries animadas. A animação tem estreia marcada para 16 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Juliette Binoche: “As políticas de Bolsonaro dão muito medo”
A estrela francesa Juliette Binoche, que vem ao Brasil na semana que vem para a festa de aniversário da distribuidora cinematográfica Imovison, deu uma entrevista ao jornal O Globo, em que falou sobre a sua relação com o país – sua mãe, Monique Stalens, vem de família carioca. “Minha cultura sobre o Brasil é limitada”, disse. “Aprendi muito sobre esse país conversando com o meu amigo cineasta, Walter Salles, porque tivemos um projeto juntos, que terminou não saindo”. Mesmo assim, a vencedora do Oscar por “O Paciente Inglês” (1996) e uma das atrizes francesas mais premiadas de todos os tempos, refletiu sobre a visão da Europa sobre o atual governo brasileiro e seu medo do atual presidente do país. “A verdade é que o incêndio na floresta amazônica preocupa todo o planeta. As escolhas políticas do presidente de vocês, Bolsonaro, dão muito medo. Ele parece ter visões egoístas e muito radicais, que não estão em sintonia com a situação atual”, definiu. “Há uma preocupação geral, e a política atual do Brasil sobre a Amazônia dá medo. Mas isso ocorre em todo o mundo. É necessário haver uma mudança de atitude e consciência”, continuou. “Minha impressão é que será preciso ir até o limite da crise para que as pessoas acordem, o que é lamentável, porque poderíamos nos antecipar e reduzir os impactos”, concluiu. Binoche participará no Brasil de um evento da Imovision, marcado para o Reserva Cultural de Niterói em 29 de novembro, ocasião em que será exibida uma versão remasterizada de “A Liberdade É Azul”, do já falecido Krzysztof Kieślowski, drama vencedor do Festival de Veneza, que ele estrelou em 1993.
Daniel Craig avisa: “É hora de achar outro” James Bond
O astro Daniel Craig confirmou, novamente, que não quer mais atuar no papel de James Bond. O ator afirmou ao site alemão Express que “007: Sem Tempo Para Morrer” será seu último longa como o famoso agente secreto britânico. “É hora de achar outro ator”, disse Craig. Craig, que interpreta Bond desde “007: Cassino Royale” (2006), já tinha declarado que não voltaria a viver Bond após “007 Contra Spectre”. Mas foi convencido ($$) a mudar de ideia. De todo modo, ele encarou as filmagens recentes como despedida e chegou a se comover ao final da produção. “Como qualquer filme, foi um trabalho duro. É uma grande colaboração, mas foi muito comovente, para mim, quando terminamos as filmagens”. No mês passado, circulou um vídeo de Craig discursando durante a festa de encerramento das filmagens. Na gravação, ele admite estar “bem bêbado” e parabeniza toda a equipe da produção. O ator ainda disse que jamais cogitaria se tornar diretor no futuro. “Deus me livre! Eu quero chegar em casa, comer e dormir depois das filmagens. Se você é o diretor, você ainda tem reuniões com os produtores e roteiristas de noite”. Com direção de Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”), “007: Sem Tempo Para Morrer” estreia em 9 de abril no Brasil, um dia depois do lançamento nos Estados Unidos.
Michael J. Pollard (1939 – 2019)
Morreu Michael J. Pollard, que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho no clássico “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas” (1967). Ele tinha 80 anos de idade e a notícia de sua morte foi compartilhada pelo diretor Rob Zombie, amigo do ator, nas redes sociais. Zombie trabalhou com Pollard em um de seus filmes mais marcantes, “A Casa dos 1000 Corpos” (2003). “Ele foi um dos primeiros atores que eu escalei para o longa. Ele era muito divertido e sentiremos sua falta”, escreveu na rede social. Pollard apareceu em mais de uma centena de filmes e séries durante a carreira, que começou em 1958. Graças ao tamanho pequeno e aparência jovem, ele viveu adolescentes até quase os 30 anos, casos de suas participações nas séries clássicas “Perdidos no Espaço” e a “Jornada nas Estrelas” (Star Trek) original. Nesta última, estrelou o famoso episódio “Miri”, em que apenas crianças sobreviveram a uma praga planetária. A virada em sua carreira veio com “Bonnie e Clyde”, lançado no ano seguinte, em que interpretou C.W. Moss, um frentista de posto de gasolina que acaba se juntando aos personagens-título (vividos por Warren Beatty e Faye Dunaway) em seus crimes. Além do Oscar, Pollard foi indicado ao BAFTA e ao Globo de Ouro pela atuação. Graças ao sucesso do filme, um dos mais influentes de Hollywood – marco zero do cinema “ultraviolento” – , ele passou a focar sua carreira apenas no cinema, estrelando filmes como “As Máquinas Quentes” (1970), ao lado de Robert Redford, “O Pequeno Billy” (1972), no papel de Billy the Kid, e uma porção de comédias, como “Melvin e Howard” (1980), “Roxanne” (1987), “Os Fantasmas Contra Atacam” (1988), além do filme de ação “Tango e Cash: Os Vingadores” (1989), estrelado por Sylvester Stallone e Kurt Russell. Pollard ainda voltou a se juntar ao colega de “Bonnie e Clyde”, Warren Beatty, em “Dick Tracy” (1990), desta vez do lado da lei. A adaptação dos quadrinhos foi dirigida e estrelada por Beatty, que deu ao amigo o papel de Bug Bailey, parceiro do detetive do título. A partir daí, porém, ele entrou numa fase de filmes de terror independentes, um pior que o outro. A exceção foi o drama “Arizona Dream: Um Sonho Americano” (1993), em que contracenou com Johnny Depp e Jerry Lewis. “A Casa dos 1000 Corpos”, de Zombie, foi uma das suas últimas aparições no cinema.









