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Filme

Anne Hathaway vira Lenda da Disney 25 anos após “O Diário da Princesa”

Atriz recebeu a maior honraria da companhia e homenageou Julie Andrews, parceira que marcou sua estreia no cinema

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17 de agosto de 2026
Filme, Série

Hayden Panettiere, estrela de “Heroes” e “Nashville”, morre aos 36 anos

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17 de agosto de 2026
Filme

“Homem-Aranha: Um Novo Dia” supera US$ 2 bilhões de bilheteria

Filme de Tom Holland alcança marca em apenas 19 dias e vira a maior arrecadação da história da Sony Pictures

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16 de agosto de 2026
  • Filme

    Besouro Verde vai ganhar novo filme

    16 de abril de 2020 /

    O Besouro Verde vai voltar ao cinema. A Universal fechou a produção de um novo filme do herói clássico com a produtora Amasia, que adquiriu os direitos de franquia após uma guerra de ofertas altamente competitiva em janeiro passado. A produtora é comandada pelo ex-presidente da Marvel Studios Michael Helfant em sociedade com Bradley Gallo, ex-Troika Pictures. “Nosso objetivo é fazer um filme que os fãs existentes vão adorar, e novos fãs vão adorar descobrir”, disse Helfant em um comunicado divulgado nesta quinta (16/4). “Com a Universal, parece que estamos fundindo o passado e o futuro, criando uma versão contemporânea da franquia que é nova e emocionante, mas também respeitando seu longo legado e história.” Apesar de ainda não ter roteirista ou diretor definidos, o projeto já tem título oficial: “The Green Hornet and Kato”, em inglês, sinalizando que o ajudante do Besouro Verde será igualmente celebrado desta vez. Na famosa série de TV do “Besouro Verde”, nos anos 1960, Kato era vivido por ninguém menos que Bruce Lee. O Besouro Verde foi originalmente criado como radionovela em 1936 por George W. Trendle e Fran Strike, que também foram os pais de “O Cavaleiro Solitário”. Ele estreou nos quadrinhos em 1940, com roteiros do próprio Strike, no mesmo ano em que chegou aos cinemas com o primeiro de seus três seriados de aventura. Mas, curiosamente, acabou se tornando mais conhecido como herói da TV, após ganhar sua série em 1966. Interpretado por Van Williams, o personagem acabou eclipsado por seu assistente, já que Bruce Lee era bem mais conhecido. Além de sua própria atração, o Besouro Verde ainda teve crossovers com a série do “Batman” daquela época. Na trama original, Britt Reid, o dono milionário do jornal “O Sentinela Diária”, transformava-se num vingador mascarado no estilo do Sombra, que a polícia considerava um criminoso. Como a situação o ajudava a obter informações do submundo do crime, ele nunca quis limpar sua ficha. Em suas aventuras, o Besouro Verde era ajudado por Kato, seu mordomo e motorista de origem asiática, mestre em artes marciais, que dirigia o Beleza Negra, um carro tecnologicamente avançado. A última vez que os dois apareceram nas telas foi em 2011, numa comédia de ação da Sony, estrelada por Seth Rogen, Jay Chou e Cameron Diaz. A ideia era lançar uma franquia, mas o filme “Besouro Verde” fracassou nas bilheterias, rendendo apenas US$ 227 milhões mundiais – para um orçamento de US$ 120 milhões.

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    Stellan Skarsgard negocia estrelar nova série live-action de Star Wars

    16 de abril de 2020 /

    A nova série live-action de “Star Wars”, derivada do filme “Rogue One”, começou a definir seu elenco. De acordo com a revista Variety, os atores Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”) e Kyle Soller (da série “Poldark”) negociam para se juntar a Diego Luna, que encabeçará a atração, revivendo Cassian Andor, seu personagem do filme de 2016. Ainda sem título definido, a série será um prólogo de “Rogue One” e, além de Luna, também deverá trazer de volta Alan Tudyk para reprisar a dublagem da voz do robô K-2SO. Os papéis remanescentes são desconhecidos. Tony Gilroy, co-roteirista de “Rogue One” e diretor “secreto” das refilmagens do longa de 2016, foi contratado para escrever e dirigir a série, e trabalhará ao lado do showrunner Stephen Schiff (“The Americans”). A trama mostrará a formação da Aliança Rebelde, antes dos eventos apresentados no filme recente. Em termos de cronologia, a história também vai se passar antes do primeiro longa da saga clássica, “Guerra nas Estrelas” (1977), mas depois de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). A previsão original da Disney era para uma estreia em 2021, mas não há confirmação sobre a manutenção deste cronograma, diante da paralisação do setor audiovisual pela pandemia do novo coronavírus.

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    Brian Dennehy (1938 – 2020)

    16 de abril de 2020 /

    O ator Brian Dennehy, que estrelou sucessos marcantes do cinema dos anos 1980, morreu na quarta-feira (15/4) em sua casa em New Haven, nos EUA, de causas naturais. A filha do ator, Elizabeth, postou comunicado no Twitter, frisando que a morte do pai não foi relacionada ao novo coronavírus: “Maior que a vida, generoso até o fim, um orgulhoso e devotado pai e avô, ele deixará saudades para sua mulher, Jennifer, sua família e muitos amigos”. Dennehy tinha 81 anos e foi fuzileiro naval e corretor da bolsa de valores antes de virar ator tardiamente, quase aos 40. De grande estatura, físico imponente e rosto duro, acabou se tornando um dos coadjuvantes mais reconhecíveis do cinema após chamar atenção como o vilão de “Rambo: Programado Para Matar” (1982). A carreira nas telas começou em 1977, em séries policiais como “Kojak”, “Serpico” e “Police Woman”. E embora tenha figurado no drama “À Procura de Mr. Goodbar” (1977) e em uma sucessão de comédias – “A Disputa dos Sexos” (1977), “Golpe Sujo” (1978), “Mulher Nota 10” (1979), etc. – só foi se destacar em 1981, como o promotor durão que condenou Blake Carrington à prisão em “Dinastia”, num arco de cinco episódios. Tudo mudou a partir de “Rambo”. O papel do Xerife Will Teasle, que perseguia implacavelmente o personagem vivido por Sylvester Stallone, abriu-lhe as portas para maior protagonismo em Hollywood. Nesta quinta, Stallone celebrou seu antagonista no Twitter, dizendo que ele não só foi “um grande ator”, mas “um veterano da guerra do Vietnã, que me ajudou a construir o personagem de Rambo”. Apesar da preferência por durões, geralmente homens da lei, ter gerado interpretações famosas do ator em “Mistério no Parque Gorky” (1983), seu grande sucesso “F/X: Assassinato sem Morte” (1986), “Perigosamente Juntos” (1986), “A Marca da Corrupção” (1987), “Vingança Infernal” (1990) e “Acima de Qualquer Suspeita” (1990), ele também teve papéis simpáticos na aventura “Os Lobos Nunca Choram” (1983), na sci-fi “Cocoon” (1985) e no cult experimental “A Barriga do Arquiteto” (1987), que marcaram época. Mas a fase de alta demanda não se manteve por muito tempo. Nos anos 1990, Dennehy teve maior projeção numa série de telefilmes, iniciada por “Nas Teias da Corrupção” (1992), como o detetive Jack Reed, personagem real da polícia de Chicago. Neste período, as aparições esporádicas no cinema concentraram-se em pequenos papéis na comédia “Mong e Lóide” (1995) e no “Romeu + Julieta” (1996) estrelado por Leonardo DiCaprio e Claire Danes. Enquanto isso, ele se dedicou ao teatro e chegou a venceu o Tony com a peça “A Morte do Caixeiro Viajante” em 1999. Um ano depois, faturou o Globo de Ouro pelo mesmo papel, numa adaptação televisiva de 2000. E voltou a conquistar o principal troféu dos palcos americano em 2003, por “Uma Longa Jornada Noite Adentro”. A volta ao arquétipo do policial durão só se deu em 2005, no remake de “Assalto à 13ª Delegacia”, ao lado de Ethan Hawke, Laurence Fishburne e Gabriel Byrne, e ainda rendeu “As Duas Faces da Lei” (2008), com Al Pacino e Robert De Niro. Apesar de sua filmografia seguir com o thriller “72 Horas” (2010), com Russell Crowe, a parte final da carreira foi bem mais calma. Entre os destaques, estão a dublagem na animação “Ratatouille” (2007), da Disney/Pixar, o drama existencial “Cavaleiro de Copas” (2015), de Terrence Mallick, a adaptação de “A Gaivota” (2018), com Annette Bening e Saoirse Ronan, e vários filmes religiosos. Em compensação, Dennehy também estrelou o pesado teledrama “Por Trás da Fé” (2005), que lhe rendeu indicação ao Emmy por viver o padre Dominic Spagnolia, envolvido no escândalo de pedofilia em Boston. Sua despedida das telas aconteceu na série “The Blacklist” (Lista Negra), em que viveu o avô da protagonista Elizabeth Keen (Megan Boone) entre 2016 e 2019.

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    Capone: Trailer mostra Tom Hardy como o poderoso chefão mafioso

    16 de abril de 2020 /

    O diretor Josh Trank divulgou nas redes sociais o trailer de seu novo filme, “Capone”, que traz Tom Hardy no papel do lendário gângster americano Al Capone. A contrário das versões mais conhecidas da história do poderoso chefão, como “Os Intocáveis” (1987), Hardy interpreta um Capone envelhecido e doente. A produção acompanha os últimos dias do mafioso, já afastado de seu império do crime, após oito anos na prisão. Enquanto esteve preso, sua saúde deteriorou, levando-o a passar a maior parte do encarceramento em tratamento na ala hospitalar do presídio de Alcatraz. Ele contraiu sífilis e estava em estado de avançada confusão mental, quando recebeu autorização para se tratar num hospital. Quando recebeu diagnóstico de estado terminal, ele recebeu permissão para passar o fim da vida numa mansão na Flórida com a família. E é este o período que o filme enfoca, quando seu estado mental não permite mais distinguir entre lembranças de seu apogeu violento e sua situação atual. “Capone”, que estava sendo divulgado como “Fonzo”, um dos muitos apelidos do criminoso, também é o filme em que o diretor Josh Trank tentará dar a volta por cima após o fiasco de “Quarteto Fantástico” (2015). Além de dirigir, Trank assina o roteiro do longa, que ainda traz no elenco Linda Cardellini (série “Disque Amiga para Matar”), Matt Dillon (série “Wayward Pines”), Noel Fisher (série “Shameless”) e Kyle MacLachlan (série “Twin Peaks”). Segundo o diretor, a estreia está marcada para 12 de maio. Não se sabe onde. TRAILER. Tom Hardy. Capone. Coming MAY 12. (Different title. My cut. 🤩) pic.twitter.com/2PLdrcFxY6 — Josh Trank (@joshuatrank) April 15, 2020

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    Code 8: Sci-fi dos primos Robbie e Stephen Amell estreia na Netflix

    15 de abril de 2020 /

    A Netflix divulgou tardiamente o trailer legendado de “Code 8”, filme que entrou em seu catálogo no fim de semana passado, quatro meses depois de ser disponibilizado em plataformas VOD. Trata-se de uma sci-fi independente dos primos Robbie (“Arquivo X”) e Stephen Amell (“Arrow”), que causou boa impressão entre a crítica americana, atingindo 73% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Code 8” ganhou vida como um curta-metragem estrelado pelos primos em 2016, e acabou virando um longa por iniciativa dos próprios Amells, que lançaram uma campanha de crowdfunding para financiar a filmagem. Conseguiram levantar quase US$ 2,5 milhões de mais de 27 mil investidores, e o resultado chegou em diversas plataformas de aluguel digital em dezembro passado, inclusive no Brasil – onde ganhou o título completo de “Code 8: Renegados”. O roteiro é de Chris Pare e a direção de Jeff Chan, que trabalharam juntos no curta original e também no terror “O Mistério de Grace” (2014). O elenco ainda inclui outros atores conhecidos, como Sung Kang (o Han de “Velozes e Furiosos”), Laysla de Oliveira (“Locke and Key”), Alex Mallari Jr. (“Dark Matter), Greg Bryk (“Bitten”), Kyla Kane (“Channel Zero”), Martin Roach (“The Expanse”), Peter Outerbridge (“The Umbrella Academy”) e Kari Matchett (“Covert Affairs”) A trama se passa numa realidade em que 4% dos seres humanos nasceram com poderes sobrenaturais, que são colocados sob controle policial restrito. Até que um criminoso resolve reunir uma gangue superpoderosa para um grande golpe. De grande potencial, a história também vai virar série, mas não na Netflix. A plataforma Quibi encomendou a produção, que voltará a contar com os primos e se passará após os eventos do filme.

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    Leonardo DiCaprio oferece papel em seu próximo filme em troca de doações

    15 de abril de 2020 /

    Os atores Leonardo DiCaprio e Robert De Niro estão oferecendo uma chance para fãs contracenarem com eles em seu primeiro filme em conjunto, que será dirigido por Martin Scorsese. Os dois prometeram sortear um papel de figurante nas filmagens de “Killers of the Flower Moon” para quem doar para o America’s Food Fund. Trata-se de uma campanha filantrópica criada por DiCaprio e Laurene Powell Jobs, a viúva do fundador da Apple Steve Jobs, para ajudar pessoas vulneráveis a terem acesso a alimentos durante a pandemia do novo coronavírus. Os interessados em participar devem fazer uma doação através do site do All In Challenge. Os valores de doação começam em US$ 10 (cerca de R$ 52). Todos aqueles que doarem participarão de um sorteio que escolherá o premiado, mas aqueles que doarem US$ 50 (R$ 260) e US$ 100 (R$ 525) possuem mais chances de ganhar. O sorteado ainda poderá passar um dia inteiro no set, almoçar com o diretor e os atores da trama e participará da estreia no tapete vermelho quando o filme for lançado. DiCaprio publicou o anúncio da campanha em seu Instagram, dizendo: “Lançamos recentemente o #AmericasFoodFund para ajudar a garantir que todas as famílias necessitadas tenham acesso a alimentos neste momento crítico. Nossas comunidades mais vulneráveis precisam do nosso apoio agora mais do que nunca. Por isso, pedimos que você nos ajude com o #AllinChallenge. Se você já se perguntou como é trabalhar com o grande Martin Scorsese, Robert De Niro e eu, essa é sua chance.” “Killers of the Flower Moon” é baseado no livro homônimo de David Grann (autor de “Z: A Cidade Perdida”), que disseca uma sucessão de misteriosos assassinatos durante o boom do petróleo da década de 1920 na região de Oklahoma. A obra foi lançada no Brasil com o título “Assassinos da Lua das Flores”. Adaptada pelo veterano roteirista Eric Roth (vencedor do Oscar por “Forrest Gump”), a trama envolve o massacre da nação Osage, tribo indígena dos EUA, durante a década de 1920. Considerado um dos crimes mais chocantes da história americana, a morte de quase todos os membros da tribo ocorreu pouco depois da descoberta de petróleo em suas terras. O caso gerou uma das primeiras grandes investigações da história do FBI, fundado em 1908. Todo valor arrecadado será doado para as fundações e ONGs Feeding America, Meals On Wheels, World Central Kitchen e No Kid Hungry. Veja o vídeo da campanha abaixo. Ver essa foto no Instagram We recently launched #AmericasFoodFund to help make sure every family in need gets access to food at this critical time. Our most vulnerable communities need our support now more than ever. That’s why we’re asking you to help us with the #AllinChallenge. If you’ve ever wondered what it’s like to be able to work with the great @martinscorsese_, Robert De Niro and myself, this is your chance. Robert and I are going to be starring in a new movie called Killers of the Flower Moon, directed by Martin Scorsese. We want to offer you a walk-on role, the opportunity to spend the day on the set with the three of us, and attend the premiere. To take part, please go to allinchallenge.com and donate whatever you can. 100% of your donation will go to @MealsonWheelsAmerica, @NoKidHungry and #AmericasFoodFund (@wckitchen & @feedingamerica) @officiallymcconaughey, @theellenshow and @iamjamiefoxx, will you go all in with us? Uma publicação compartilhada por Leonardo DiCaprio (@leonardodicaprio) em 15 de Abr, 2020 às 5:44 PDT

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    Netflix bate recorde de cotação na bolsa de valores

    15 de abril de 2020 /

    Nem todo mundo está tendo prejuízo com o novo coronavírus. O isolamento social recomendado como prevenção contra a pandemia está rendendo altas históricas na bolsa de valores para a Netflix. Na manhã desta quarta (15/4), as ações da plataforma de streaming subiram 3,2% para fechar com o preço de US$ 426,75. Trata-se do valor mais alto já alcançado pelas ações da Netflix em Wall Street, desde que passou a ser cotada na bolsa em 2002. O recorde anterior era de US$ 423,21, que ocorreu ao longo de um dia em junho de 2019. Já o resultado mais elevado ao final de um dia de cotação foi US$ 419 por ação, alcançado em julho de 2018. Vale observar que, ao longo desta quarta, as ações da Netflix chegaram a ser cotadas em até US$ 434. As ações da Netflix têm tido aumentos constantes no último mês, somando alta de mais de 40% no período. Com boa parte da população americana – e mundial – em casa, segundo protocolo de prevenção contra a covid-19, a plataforma experimenta uma valorização do seu serviço. Durante a quarentena, a Netflix vem dominando conversas com sua programação inédita, a ponto da minissérie documental “Tiger King” (no Brasil, “Máfia dos Tigres”) virar um dos tópicos mais repercutidos das redes sociais após o seu lançamento. A produção teria sido vista por mais de 34 milhões de espectadores só nos EUA.

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    Rubem Fonseca (1925 – 2020)

    15 de abril de 2020 /

    O escritor Rubem Fonseca morreu na tarde desta quarta (15/4). Ele sofreu um infarto no horário do almoço e foi levado às pressas para o Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde veio a falecer. Autor de alguns dos livros mais emblemáticos da literatura brasileira e diversos roteiros de cinema, ele completaria 95 anos em maio. Nascido em 1925, em Juiz de Fora, Minas Gerais, Rubem Fonseca se mudou para o Rio ainda criança. Formado em Direito, tornou-se comissário em um Distrito Policial do bairro de São Cristóvão, uma vivência que o inspirou a se tornar o maior escritor do gênero policial no Brasil. Ele tinha 38 anos quando publicou o primeiro livro, a coletânea de contos “Os Prisioneiros” (1963), saudada como “revelação do ano” pelo Jornal do Brasil. Outras antologias, como “A Coleira do Cão” (1965) e “Lúcia McCartney” (1967) se seguiram, reinventando a narrativa policial, ao incluir em suas tramas as rápidas e brutais transformações das grandes metrópoles brasileiras. O ápice desse estilo se deu em “Feliz Ano Novo” (1975), que chegou a ser proibido pela ditadura militar por se basear num tripé de sexo, violência e conflitos de classes. Após superar a censura, sua fama de proibidão ajudou a torná-lo um dos maiores best-sellers do escritor. Reconhecido como um dos principais contistas da literatura brasileira, Fonseca também assinou romances premiados. A estreia no gênero se deu com “O Caso Morel” (1973), rendeu o impactante “Bufo & Spallanzani” (1986) e atingiu o ápice com o icônico “Agosto” (1990), que tinha o suicídio de Getúlio Vargas como pano de fundo e a criatividade voraz de um marco literário. Muitos de seus livros viraram filmes e séries, e o próprio escritor assinou algumas adaptações como roteirista, a começar por “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa” (1971), dirigida por David Neves. A mesma história, baseada em seu livro de 1967, virou série em 2016. Com “Relatório de um Homem Casado” (1974), iniciou grande amizade com Flávio Tambellini, que no ano seguinte rendeu seu primeiro roteiro original, “A Extorsão” (1975), escrito em parceira com o diretor, falecido logo após o lançamento. Rubem também trabalhou com o filho do cineasta, Flávio Ramos Tambellini, na adaptação de seu livro “Bufo & Spallanzani” (2001). O escritor assinou o roteiro original de “Stelinha” (1990), de Miguel Faria Jr., que venceu o Festival de Gramado, e estreou na TV com a adaptação de “Mandrake” (1983), telefilme produzido pela Globo com direção de Roberto Farias. Esta história ainda inspirou a série de mesmo nome, sobre um advogado do submundo carioca, vivido por Marcos Palmeira na HBO, entre 2005 e 2007. Um de seus maiores sucessos cinematográficos foi a adaptação de “A Grande Arte” (1991), que ele próprio escreveu para o diretor Walter Salles. Mas após trabalhar com alguns dos principais nomes do cinema brasileiro, o escritor foi encontrar seu grande parceiro das telas em sua própria casa: seu filho, o diretor José Henrique Fonseca. Os dois adaptaram “Agosto” numa minissérie da Globo em 1993 e trabalharam juntos na estreia de José Henrique no cinema, no violento “O Homem do Ano” (2003), roteirizado por Rubem, que pela primeira vez adaptou a obra de outro autor – Patrícia Melo – , e estrelado pela nora do escritor, Claudia Abreu. José Henrique também comandou as adaptações de “Mandrake” e “Lúcia McCartney” em séries. Outras obras adaptadas do escritor ainda incluem os longas “O Cobrador” (2006), dirigido pelo mexicano Paul Leduc, “O Caso Morel” (2006), de Sheila Feitel, e “Axilas” (2016), filme derradeiro do angolano José Fonseca e Costa. Curiosamente, a última contribuição de Fonseca para as telas foi também sua única telenovela. Ele concebeu a história original de “Tempo de Amar” com sua filha, a também escritora Bia Corrêa do Lago, que foi exibida com grande sucesso pela rede Globo, entre 2017 e 2018. Rubem Fonseca não concedia entrevistas há mais de 50 anos e sua reclusão ganhou ares de folclore. Mas ele não se impunha um auto-isolamento social. Segundo a filha, o objetivo de não ter o rosto fotografado ou exibido na TV era poder caminhar à vontade pelas ruas do Leblon. “Meu pai diz que a vantagem de não ser uma pessoa conhecida é poder olhar as coisas sem ser incomodado. Para ele, o escritor tem que observar, não ser observado”, contou ela em uma entrevista de 2015, quando o pai completou 90 anos. O escritor continuou ativo até o fim da vida, tendo publicado cinco livros de contos na década passada.

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    Cardápio de O Poço tem pratos de capitalismo, comunismo e coronavírus

    15 de abril de 2020 /

    É fortuito que o lançamento em streaming do terror espanhol “O Poço” tenha acontecido justamente no dia em que grande parte do país entrou em uma quarentena devido à ameaça do coronavírus. A obra foi rodada com antecedência e sua estreia já havia sido agendada pela Netflix meses antes do começo da pandemia. Mesmo assim, o primeiro longa dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia rende comparações com a realidade atual. Escrito por David Desola (“Almacenados”) e Pedro Rivero (“Psiconautas, As Crianças Esquecidas”), o roteiro acompanha Goreng (Ivan Massagué), um sujeito que acorda certo dia em uma estranha prisão vertical. Ele divide sua cela com Trimagasi (Zorion Eguileor), que lhe explica o funcionamento daquele lugar: todos os dias, a comida dos prisioneiros é servida no primeiro andar, e uma plataforma flutuante desce os alimentos, andar por andar, até chegar ao final. Quem se encontra nos andares acima se serve à vontade, ao passo que falta comida para quem fica nas camadas inferiores. A relação capitalista é óbvia: enquanto sobram recursos para alguns poucos no topo, que se empanturram de comida até não poderem mais, as pessoas das, digamos, classes mais baixas passam – e até morrem de – fome. É uma lógica explicitada logo de início, quando a narrativa afirma: “Existem três tipos de pessoas. Aqueles que estão em cima, aqueles que estão embaixo e aqueles que caem”. A divisão vertical de classes está muito bem estabelecida. E a ascensão social, tão cara ao neoliberalismo, da-se de maneira arbitrária, quando os “residentes” mudam-se para outros andares aleatórios no início de cada mês. Assim, se no começo Goreng e Trimagasi sobrevivem comendo os restos deixados pelas pessoas dos mais de 40 andares acima, existe a possibilidade de, no mês seguinte, eles passarem para algum dos incontáveis andares abaixo. O individualismo visto no filme encontra reflexos nos noticiários da nova realidade. Enquanto deste lado da tela, os supermercados não dão conta de repor os alimentos que a população está estocando-os sem necessidade, no filme a economia e o bom senso, que poderiam ser soluções possíveis para o dilema dos prisioneiros, mas não aplicadas. Se em vez de comerem tudo o que veem pela frente, os prisioneiros se servissem apenas do necessário, haveria recursos suficientes para todo mundo. Uma solução, digamos, socialista. Mas a solidariedade não prospera contra o individualismo, nessa alegoria sobre o capitalismo selvagem – e sanguinário. Quem está nos andares de cima não fala com quem está embaixo. Cada um só se importa consigo mesmo. E logo até o bem-intencionado Goreng descobre que única maneira de conseguir transmitir uma mensagem humanitária é pelo medo. Uma revolução comunista? Embora a metáfora original seja clara, também é possível relacionar a situação representada no longa com o enfrentamento do coronavírus, em que, ao menos em alguns casos, o medo conseguiu unir diferentes lideranças, diferentes partidos, em uma única causa – embora certas pessoas dos andares de cima prefiram não falar com elas e ignorar o problema. Mas, ao priorizar as metáforas e a necessidade de “passar uma mensagem”, o diretor Galder Gaztelu-Urrutia acaba sacrificando a narrativa em prol do martelamento constante da moral da história. Isto o leva a perder o controle no terceiro ato. Por mais que continue clara, sua mensagem se mostra um mero subterfúgio para cenas violentas que se estendem além da conta. Por outro lado, o tédio, comum a obras sobre de encarceramento, é inexistente. A montagem prioriza uma passagem de tempo acelerada, e meses inteiros se passam em questão de minutos, enquanto o diretor atira metáforas para todos os lados, na esperança de resultar em alguma coisa. A amplitude de possibilidades de interpretações permite que se faça diferentes relações acerca daquilo que é mostrado na tela, mas também decorre da falta de sustentação da trama, tão rala que quase não serve nada em seu prato.

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    Splash: Disney censura nudez da sereia dos anos 1980 em versão de streaming

    14 de abril de 2020 /

    A Disney censurou um filme infantil para exibição em sua plataforma de streaming. Exibido com classificação PG (censura livre) nos EUA em 1984, a comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” sofreu retoques em algumas cenas de nudez da sereia do título, vivida por Daryl Hannah, na versão disponibilizada pelo Disney+ (Disney Plus). O efeito ficou tão grotesco que chamou atenção dos assinantes, e um vídeo que mostra a bunda da atriz coberta por uma camada de pelos digitais viralizou nas redes sociais. Veja abaixo. Há quem acredite que os censores da Disney tenham tentado alongar o cabelo da atriz, mas o resultado ficou bizarro, como se ela fosse uma sereia da Tribo da Caverna do Urso, para lembrar outro filme de Daryl Hannah – em que a atriz viveu uma mulher das cavernas, que se vestia com peles de animais. Ironicamente, o estúdio tinha sido elogiado pela forma como lidou com conteúdo problemático de seus desenhos clássicos, criado numa época de preconceitos mais enraizados. Em vez de cortar cenas racistas, que se tornaram politicamente incorretas nos tempos atuais, a Disney+ (Disney Plus) passou a incluir alertas sobre o conteúdo preconceituoso dessas produções em seu catálogo. A Disney+ (Disney Plus) também incluiu um aviso em “Splash”, mas apenas para alertar que seu conteúdo foi editado. Segundo a Variety, a versão do longa na plataforma de streaming também embaçou certas cenas que mostravam o corpo nu da atriz. Veja abaixo a cena de “Splash” com a censura mais gritante. Disney+ (Disney Plus) didn't want butts on their platform so they edited Splash with digital fur technology pic.twitter.com/df8XE0G9om — Allison Pregler 📼 (@AllisonPregler) April 13, 2020

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    Duna: Novas fotos destacam Timothée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac, Rebecca Ferguson, Josh Brolin e Jason Momoa

    14 de abril de 2020 /

    Após a primeira foto do remake de “Duna” revelar o visual de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) no papel do protagonista Paul Atreides, novas imagens da produção da Warner foram veiculadas pela revista Vanity Fair, que destaca uma reportagem exclusiva sobre o filme em sua edição deste mês. As novas imagens destacam os demais integrantes do elenco central, como Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) e Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), que vivem os pais do protagonista, o duque Leto Atreides e lady Jessica Atreides, Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) como Chani, a “garota dos sonhos” de Paul, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”) como Gurney Halleck, treinador e mentor de Paul, Jason Momoa (o “Aquaman”) como Duncan Idaho, braço direito do duque Atreides, e Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”) no papel de Liet Kynes, ecologista e líder secreta dos Fremen, que era um homem branco no livro original (e Max Von Sydow na adaptação anterior) e virou a mãe da personagem de Zendaya. Além desses atores, o elenco grandioso também inclui Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), que pode ser visto numa imagem de bastidores com o diretor Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”). Ele vive Stilgar, o líder rebelde de uma tribo que ajuda Paul Artreides. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. A história de “Duna” foi originalmente publicada pelo escritor Frank Herbert em 1965 e ganhou fama de ser um dos livros de ficção científica mais complexos de todos os tempos, tanto que enfrentou dificuldades de produção em sua primeira adaptação cinematográfica, lançada em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). A obra originou uma franquia literária, que continua a ser estendida anos após a morte de Herbert, em 1986. O material também já rendeu duas minisséries do canal Syfy, a partir de 2000. A nova adaptação deve ser dividida em duas partes e virar franquia, uma vez que a Warner já trabalha numa continuação e numa série derivada, inspirada em outro livro da saga, que será lançada no serviço de streaming HBO Max. O roteiro do filme atual foi escrito por Jon Spaihts (“Prometheus”) em parceria com o veterano Eric Roth (“Forest Gump”) e o diretor Denis Villeneuve, que comanda as filmagens. Por enquanto, a estreia de “Duna” está mantida para o mês de dezembro.

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    Festival de Cannes volta a ser adiado e pode virar evento digital

    14 de abril de 2020 /

    A organização do Festival de Cannes anunciou nesta terça (14/4) que o evento não será realizado na data prevista, entre o fim de junho e início de julho. Era óbvio que isso aconteceria. O anúncio foi feito um dia depois de o presidente da França, Emmanuel Macron, prolongar a quarentena no país, onde a organização de grandes eventos está proibida até meados de julho por conta da pandemia do novo coronavírus. “É claramente difícil supor que o Festival de Cannes possa ser realizado este ano em seu formato original”, diz a nota divulgada pelos organizadores. “No entanto, desde ontem à noite, iniciamos muitas discussões com profissionais, na França e no exterior. Eles concordam que o Festival de Cannes, um pilar essencial para a indústria cinematográfica, deve explorar todas as contingências que permitam apoiar o ano do cinema, tornando real o Cannes 2020, de uma maneira ou de outra”, acrescenta o comunicado. Inicialmente, a organização se manteve confiante de que o Festival seria realizado nas datas originais, entre 12 e 23 de maio. Porém, em março, o Cannes 2020 passou para o final de junho, o que também demonstrava otimismo exagerado. Mesmo diante da realidade, os organizadores evitavam abrir brechas para uma possível edição digital do evento. Isto porque Cannes chegou a banir os filmes da Netflix de sua competição, após pressão dos proprietários de cinemas da França, e a realização de uma versão do festival em streaming representaria uma reviravolta completa em sua posição original. Caso isso aconteça, Cannes perderá argumentos para continuar barrando produções da Netflix e de outras plataformas digitais em sua competição. A outra opção seria o cancelamento do festival neste ano, já que seria inviável a realização do evento no inverno europeu, enfrentando concorrência direta de Veneza. Atualmente, o Palais des Festivals, cinema da mostra competitiva de Cannes, está interditado e servindo de centro de atendimento da população sem-teto da cidade francesa.

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    Diretora de Democracia em Vertigem prepara projeto sobre o coronavírus no Brasil

    14 de abril de 2020 /

    A diretora Petra Costa, do documentário indicado ao Oscar “Democracia em Vertigem”, definiu um novo projeto. Segundo a colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, ela vai pedir em suas redes sociais para que pessoas de todo o Brasil encaminhem vídeos com seus testemunhos de como estão vivendo nesses tempos da pandemia do novo coronavírus. “Queremos fazer um mosaico de visões do Brasil, de como cada um está vivendo esse momento histórico intenso de dentro de suas casas, de seus bairros, de suas comunidades”. Maiores detalhes devem surgir em breve.

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