Colo Tavernier O’Hagan (1945 – 2020)
A roteirista inglesa Colo Tavernier O’Hagan, que assinou vários clássicos do cinema francês, morreu de câncer na sexta (13/6), aos 75 anos, segundo comunicado do Instituto Lumière, presidido por seu ex-marido. Ao longo de sua carreira prolífica, abrangendo cinema e TV, Tavernier O’Hagan foi a grande parceira do ex-marido, o cineasta Bertrand Tavernier, em muitos de seus filmes de maior sucesso. Nascida Claudine O’Hagan na Inglaterra, com pai irlandês e mãe franco-espanhola, ela se mudou para Paris ainda jovem e rapidamente se apaixonou e casou com Tavernier. O relacionamento durou de 1965 a 1980. E a separação, ironicamente, marcou o começo da parceria profissional do casal. O primeiro roteiro de Colo dirigido por Bertrand Tavernier foi o filme “Um Olhar para a Vida” (1980), sétimo longa da carreira do diretor, que competiu no Festival de Cannes. Mas foi o filme seguinte, “Um Sonho de Domingo” (1984), que estabeleceu sua reputação, rendendo-lhe o prêmio César de Melhor Roteiro Adaptado. Baseado no romance homônimo de Pierre Bost, o filme girava em torno de um pintor idoso, sempre visitado aos fins de semana pelo filho, que se surpreende com a visita inesperada da filha solteira (Sabine Azéma, vencedora do César pelo papel), raramente interessada na família. A obra virou um marco do novo cinema francês após a nouvelle vague e também rendeu o prêmio de Melhor Direção a Bertrand Tavernier no Festival de Cannes. Ela também colaborou com o roteiro do jazzístico “Por Volta da Meia-Noite” (1986), estrelado pelo saxofonista Dexter Gordon, e assinou o épico medieval “Béatrice” (1987) e o drama “O Regresso” (1990), que estão entre os grandes sucesso do ex-marido, além de “A Isca” (1995), que rendeu a Bertrand Tavernier o Urso de Ouro no Festival de Berlim. Sua carreira ainda inclui uma grande parceria com Claude Chabrol: “Um Assunto de Mulheres” (1988), estrelado por Isabelle Huppert, que foi premiado pela crítica no Festival de Veneza e indicado ao Globo de Ouro. Entre seus roteiros mais recentes destacam-se “Geliebte Clara” (2008), da alemã Helma Sanders-Brahms, sobre o romance dos compositores Clara e Robert Schumann no século 19, e o drama “Paris a Branca” (2017), da argelina Lidia Terki. “A vida nos separou, mas sinto um vácuo e uma sensação de vazio”, disse Bertrand Tavernier em comunicado sobre a morte da ex-esposa. “Colo me formou, me sacudiu e me fez crescer”. “Colo sabia como desenterrar os sentimentos mais agudos e as emoções mais profundas, como pequenas coisas (‘aquelas coisas’ como aquela famosa canção de jazz) que faz a vida valer uma pena”, acrescentou. O casal teve dois filhos, que cresceram para se tornar, curiosamente, uma roteirista (Tiffany Tavernier) e um diretor de cinema (Nils Tavernier).
Novas fotos de 007: Sem Tempo para Morrer destacam volta de “velhos amigos”
A MGM divulgou quatro fotos inéditas e anunciou uma nova data de estreia para “007: Sem Tempo Para Morrer”, próximo filme do espião James Bond. Desta vez, não se trata de um adiamento, mas de uma antecipação. Refletindo mudanças de datas da Warner e da Disney, a produção foi adiantada em cinco dias. Em vez de estrear em 25 de novembro, agora chegará aos cinemas norte-americanos no dia 20 de novembro. A estreia britânica (12/11) não foi afetada e ainda não há informação sobre alteração no lançamento no Brasil, marcado para 19 de novembro. A nova data foi divulgada no Twitter acompanhada pelas imagens, que destacam “o retorno de velhos amigos” à franquia, de acordo com o post. Chamar de amigo o vilão Blofeld (Christoph Waltz), de “007 Contra Spectre” (2015), é um pouco exagerado. Mas os demais, M (Ralph Fiennes), Q (Ben Whishaw) e Eve Moneypenny (Naomie Harris) apoiam Bond desde “007: Operação Skyfall” (2012). Além deles, as imagens destaca a volta do parceiro mais antigo ainda vivo na franquia, o agente da CIA Felix Leiter (Jeffrey Wright), visto em “007: Cassino Royale” (2006) e “007: Quantum of Solace” (2008). O filme dirigido por Cary Joji Fukunaga (“Beasts of No Nation”) marcará a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond e ainda terá a volta de Léa Seydoux ao papel de Madeleine Swann e a estreia de um novo vilão, interpretado por Rami Malek (vencedor do Oscar por “Bohemian Rhapsody”). The return of old friends in NO TIME TO DIE. In cinemas 12th November UK, 20th November US. pic.twitter.com/GkXugGEAba — James Bond (@007) June 13, 2020
Spike Lee se arrepende de defender Woody Allen e pede desculpas
A defesa que Spike Lee fez do “amigo” Woody Allen durou poucas horas. Após a repercussão de sua fala numa entrevista em rádio nova-iorquina, Lee foi ao Twitter dizer que estava “errado” em se posicionar ao lado de Allen contra a cultura do “cancelamento”. Na prática, Spike Lee se arrependeu de dizer o que, tudo indica, pensa de verdade. Durante uma entrevista no sábado (13/6) no programa “In the Morning”, da rádio WOR de Nova York, Lee reclamou da forma como Allen estava sendo tratado pela opinião pública. “Gostaria de dizer que Woody Allen é um grande, grande cineasta e esse tipo de cancelamento não é apenas com Woody. Eu acho que, quando olharmos para trás, veremos que, a menos que se mate alguém, não há como você apagar pessoas como se nunca tivessem existido”, ele disse. E ainda acrescentou: “Woody é um amigo meu, um colega fã dos Knicks, então eu sei o que ele está passando agora.” Não demorou muito para Lee começar a “passar” por isso também, com ataques nas redes sociais por ter “ousado” defender Woody Allen. Demorou menos ainda para mudar de tom e se desculpar. “Peço desculpas profundamente. Minhas palavras estavam erradas. Eu não tolerarei e não tolerarei assédio, agressão ou violência sexual. Esse tratamento causa danos reais que não podem ser minimizados. Verdadeiramente, Spike Lee”, tuitou o cineasta na tarde do próprio sábado. Woody Allen sofre tentativa de “cancelamento” devido a alegações que o perseguem desde os anos 1990 e que foram revigoradas na era do movimento #MeToo, por conta das acusações da ex-mulher, Mia Farrow, de que teria abusado sexualmente da sua filha, Dylan, quanto ela tinha sete anos de idade. Ele teve que processar a Amazon, que rompeu unilateralmente o contrato de produção e distribuição de seus filmes – deixando “Um Dia de Chuva em Nova York” inédito nos EUA. E enfrentou uma campanha do próprio filho, Ronan Farrow, contra a publicação da sua autobiografia. Ronan conseguiu, com cúmplices das redes sociais, que a editora original cancelasse o lançamento. Felizmente, outra editora assumiu o projeto e o livro se tornou um dos mais elogiados do ano. Intitulado “A Propósito de Nada”, a obra chega ao Brasil no segundo semestre. Nos últimos dois anos, Woody Allen também viu uma série de atores se declararem arrependidos dos filmes que fizeram com ele. Mas a verdade é que o caso responsável por essa revolta tardia chegou a ser investigado duas vezes em 1992, uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil e outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven, e ambas concluíram que Dylan não havia sido abusado. Uma das investigações concluiu, inclusive, que a menina tinha sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, motivada por ódio de Woody Allen, porque o cineasta acabou se envolvendo e, posteriormente, casando-se com a filha adotiva dela, Soon-Yi Previn. Isso foi um escândalo e colocou a opinião pública contra ele. É o que, aparentemente, até hoje faz as pessoas duvidarem das investigações exaustivas da época e acreditarem em Dylan, que tinha sete anos quando o abuso supostamente aconteceu. Allen e Sun-Yi seguem casados até hoje. Os dois são pais de duas filhas já adultas, que, assim como todas as atrizes que trabalharam com o diretor durante mais de meio século, jamais reclamaram ou denunciaram o comportamento de Allen por “assédio, agressão ou violência sexual”. I Deeply Apologize. My Words Were WRONG. I Do Not And Will Not Tolerate Sexual Harassment, Assault Or Violence. Such Treatment Causes Real Damage That Can't Be Minimized.-Truly, Spike Lee. — Spike Lee (@SpikeLeeJoint) June 13, 2020
Destacamento Blood ajuda a ampliar debate sobre racismo
Nos dias atuais, certas mensagens e certos filmes que desejam passar mensagens, especialmente políticas, precisam ser bastante claros. Didáticos, até. A fim de expressar sem sombra de dúvidas aquilo que se deseja dizer. Em tempos de ascensão de uma extrema direita com claros vínculos com o fascismo, uma extrema direita que tem jogado com mensagens cifradas para confundir, isso se torna ainda mais necessário. “Destacamento Blood” é dirigido por um dos cineastas mais ativistas dos últimos 30 anos e se torna ainda mais pertinente pelo timing de seu lançamento, após a morte de George Floyd e das manifestações antirracistas que isso desencadeou não apenas nos Estados Unidos, mas em muitos países do mundo. O novo filme de Spike Lee, que seria o presidente do júri do Festival de Cannes 2020, cancelado por conta da pandemia, deveria ter recebido première no festival. Mesmo sendo uma produção da Netflix, em outras circunstâncias poderia ter sessões especiais nos cinemas, como ocorreu com “Roma”, “O Irlandês”, “Os Miseráveis” e “Atlantique”, por exemplo. De todo modo, ter a visibilidade propiciada pela Netflix acabou sendo positivo neste momento, permitindo que uma quantidade enorme de pessoas possa apreciá-lo mundialmente. Claramente um produto do momento, mas interligado a várias outras décadas, em especial aos tempos da Guerra do Vietnã, “Destacamento Blood” é um autêntico manifesto antirracista. Lee sempre fez questão de aproveitar o seu espaço no cinema para enaltecer a cultura e a luta negras, e aqui insere não apenas Muhammad Ali e Malcolm X, que aparecem em imagens de arquivo; ele embute a questão racial em cada fotograma, com referências aos atletas Tommy Smith e John Carlos, à ativista Angela Davis, ao ano de 1619, quando foram trazidos os primeiros africanos escravizados ao solo americano, e a outros fatos marcantes. Discute-se até como um herói branco feito Rambo foi escolhido para representar o fracasso da Guerra do Vietnã, quando o cinema poderia ter destacado muitos jovens negros mortos em combate como exemplo da fatalidade do conflito. E falando em herói, chega a ser simbólico ver o ator Chadwick Boseman, o intérprete do Pantera Negra, como a figura mítica da história, pelo menos entre os seus amigos e parceiros do chamado “Da 5 Bloods”, o destacamento do título original. Ele é um exemplo de alguém que tinha a sabedoria de entender a situação dos negros diante de um mundo desigual e a melhor maneira de travar a luta. Como um deles diz: Norman era “nosso Malcolm (X) e o nosso Martin (Luther King)”. A trama segue os quatro amigos sobreviventes da Guerra do Vietnã, que voltam ao país do conflito para cumprir uma nova missão. Ou duas. Uma delas tem a ver com uma mala cheia de barras de ouro encontrada nos anos 1970, quando estavam em ação – e que foi enterrada em algum lugar do campo de batalha. A outra tem a ver com o corpo do companheiro perdido na guerra (Boseman). Cada um desses quatro homens lida com o presente de maneira muito particular. Um deles se destaca, vivido por Delroy Lindo, por ser o único que, para vergonha dos demais, votou em Donald Trump e até usa um boné com o lema “Make America Great Again”. Na missão de procurar o ouro, como é de se esperar, ocorre um conflito de interesses e a ambição passa a envenenar o espírito coletivo. As referências ao clássico “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), de John Huston, são claras e passam, inclusive, na admissão de que este é um dos filmes favoritos de Lee. A parte técnica também é muito interessante, como a utilização de três formatos diferentes de tela – o início em scope, as cenas no passado em formato 4:3, e em seguida a proporção 1,85:1, quando se inicia a missão. Há também uma brincadeira acertada com as cores na fotografia e a escolha de uma trilha sonora relevante, com faixas cantadas por Marvin Gaye, que famosamente questionou a época com seu clássico “What’s Going On”. Particularmente curiosa é a decisão estilística de incluir os atores idosos nos flashbacks – em vez de elencar outros intérpretes, mais jovens, para contracenar com Boseman – , como se Lee buscasse demonstrar que, mesmo já sessentões, eles ainda teriam fôlego e coragem para enfrentar uma missão mortal. De fato, a missão que eles empreendem é muito mais perigosa do que imaginam. Ainda há minas, mas felizmente também há pessoas especializadas em localizar e desativar essas minas, como a bem-vinda personagem de Mélanie Thierry – atriz que brilhou recentemente no drama de guerra “Memórias da Dor”, de Emmanuel Finkiel. Aqui ela é uma jovem francesa chamada Hedy, em homenagem à estrela hollywoodiana Hedy Lammar, outra das inúmeras referências cinematográficas do filme. Nesta lista, ainda chama atenção o uso da “Cavalgada das Valquírias”, ópera que se tornou indissociável de “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola. No filme de Lee, a inclusão da música de Richard Wagner ganha um ar de deboche. Para completar, um drama pessoal de um dos personagens acentua a questão do racismo, dessa vez no Vietnã. O veterano vivido por Clarke Peters reencontra um amor do passado, uma mulher vietnamita, descobre que tem uma filha com ela e fica sabendo, com dor, o quanto a garota foi maltratada pela sociedade por causa de sua cor. Ou seja, a violência do racismo se amplia no cinema de Spike Lee, não apenas nos Estados Unidos, aparecendo também em um país do outro lado do mundo. Nada mais justo que ampliar esse debate para o mundo. Pois é isso que está acontecendo, por meio do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Disponível na Netflix
Spike Lee defende Woody Allen da cultura do cancelamento
O diretor Spike Lee defendeu o cineasta Woody Allen, a quem definiu como seu amigo, contra a cultura do cancelamento que tem sido popularizada nas redes sociais. Durante uma entrevista neste sábado (13/6) no programa “In the Morning”, da rádio WOR de Nova York, Lee reclamou da forma como Allen está sendo tratado pela opinião pública. “Gostaria de dizer que Woody Allen é um grande, grande cineasta e esse tipo de cancelamento não é apenas com Woody. Eu acho que, quando olharmos para trás, veremos que, a menos que se mate alguém, não há como você apagar pessoas como se nunca tivessem existido”, disse Lee. Ele ainda acrescentou: “Woody é um amigo meu, um colega fã dos Knicks, então eu sei o que ele está passando agora.” Apesar de ser perguntado mais sobre Allen, a conversa se voltou para o New York Knicks, o time de basquete da NBA de que Lee é fã de longa data. Woody Allen sofreu tentativa de “cancelamento” devido a alegações que o perseguem desde os anos 1990 e que foram revigoradas na era do movimento #MeToo, por conta das acusações da ex-mulher, Mia Farrow, de que teria abusado sexualmente da sua filha, Dylan, quanto ela tinha sete anos de idade. Ele teve que processar a Amazon, que rompeu unilateralmente o contrato de produção e distribuição de seus filmes – deixando “Um Dia de Chuva em Nova York” inédito nos EUA. E enfrentou uma campanha do próprio filho, Ronan Farrow, contra a publicação da sua autobiografia. Ronan conseguiu, com cúmplices das redes sociais, que a editora original cancelasse o lançamento. Felizmente, outra editora assumiu o projeto e o livro se tornou um dos mais elogiados do ano. Intitulado “A Propósito de Nada”, a obra chega ao Brasil no segundo semestre. Nos últimos dois anos, Woody Allen também viu uma série de atores se declararem arrependidos dos filmes que fizeram com ele. Mas a verdade é que o caso responsável por essa revolta tardia chegou a ser investigado duas vezes em 1992, uma pela Agência Estadual de Bem-Estar Infantil e outra pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven, e ambas concluíram que Dylan não havia sido abusado. Uma das investigações concluiu, inclusive, que a menina tinha sofrido lavagem cerebral da mãe, motivada por ódio de Woody Allen. O cineasta acabou se envolvendo e, posteriormente, casando-se com a filha adotiva de Mia, Soon-Yi Previn. Casados até hoje, os dois são pais de duas filhas já adultas, que, assim como todas as atrizes que trabalharam com o diretor, jamais denunciaram o comportamento de Allen.
Ghosts of War: Astros de Titãs enfrentam nazistas e fantasmas em trailer de terror
A Vertical Entertainment divulgou dois pôsteres e o trailer do terror “Ghost of War”, estrelado por dois atores da série “Titãs”. Passada na Europa, durante a 2ª Guerra Mundial, a trama acompanha cinco soldados americanos que se abrigam numa mansão para se proteger de ataques nazistas, sem saber que o local é mal-assombrado e que os fantasmas representam uma ameaça maior às suas vidas. O elenco traz Brenton Thwaites (o Robin de “Titãs”), Alan Ritchson (o Rapina de “Titãs”), Theo Rossi (o Shades de “Luke Cage”), Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”) e Kyle Gallner (“Sniper Americano”) como os soldados, além de Shaun Toub (“Homeland”) e Billy Zane (“Titanic”). “Ghost of War” é o segundo longa escrito e dirigido por Eric Bress, responsável pelo cultuado “Efeito Borboleta” (2004) e criador da série “Kyle XY”. A estreia está marcada para 17 de julho nos EUA – nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Archive: Sci-fi robótica com astro de Divergente ganha primeiro trailer
A Vertical Entertainment divulgou o pôster e o trailer da sci-fi britânica “Archive”, estrelada por Theo James (“Divergente”). A trama é uma espécie de “A Noiva de Frankenstein” cibernética. Diante da morte prematura de sua esposa, um cientista de engenharia robótica decide usar o protótipo de Inteligência Artificial em que trabalha para criar uma androide feminina altamente sofisticada, com características semelhantes as de sua falecida mulher. Mas isso chama atenção da companhia que o financia. A atriz Stacy Martin (“Ninfomaníaca”) vive o robô que ganha consciência e o elenco ainda inclui Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”) e Rhona Mitra (“Anjos da Noite: A Rebelião”). “Archive” é o primeiro longa escrito e dirigido pelo britânico Gavin Rothery, que iniciou sua carreira como designer e artista de efeitos visuais de videogames. Ele também trabalhou no visual da sci-fi “Lunar” (2009), de Duncan Jones. A estreia está marcada para 10 de julho nos EUA – nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Relic: Terror elogiadíssimo do Festival de Sundance ganha trailer atmosférico
A IFC divulgou o pôster e o trailer do novo terror atmosférico australiano “Relic”, elogiadíssimo durante sua passagem pelo Festival de Sundance, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama gira em torno de três gerações de mulheres que compartilham uma casa de campo assombrada por uma presença sobrenatural “Relic” é estrelado por Emily Mortimer (“O Retorno de Mary Poppins”) e Bella Heathcote (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) como mãe e filha, e Robyn Nevin (“Deuses do Egito”) como a avó idosa que está rapidamente sucumbindo à demência. Sua aflição pode ter sido provocada por um fantasma malicioso que parece estar morando na propriedade rural. O filme marca a estreia da cineasta nipo-australiana Natalie Erika James, que também co-escreveu o roteiro. O lançamento está marcado para 10 de julho nos EUA, nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Olivia Munn vai estrelar sci-fi de vingança
A atriz Olivia Munn (“O Predador”) vai estrelar e produzir uma nova ficção científica chamada “Replay” para a produtora Dark Castle, especializada em filmes de terror e thrillers de ação – “A Órfã”, “O Desconhecido”, etc. Em comunicado, os produtores descrevem o longa como uma mistura entre “John Wick” e “O Exterminador do Futuro”. Atualmente em pré-produção, o filme é escrito e dirigido pelo estreante Jimmy Loweree. Na trama, Munn vive a esposa de um homem que foi sequestrado e assassinado. Armada com tecnologia ilegal de ponta e um plano desesperado, ela vai tentar fazer tudo o que estiver ao seu alcance para mudar o passado e salvá-lo. A premissa indica, na verdade, uma trama de vingança, que tem como elemento sci-fi o recurso à viagem no tempo ou looping temporal.
Patrick Wilson será astronauta na nova catástrofe do diretor de Independence Day
Os atores Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) e Charlie Plummer (“Todo o Dinheiro do Mundo”) entraram para o elenco de “Moonfall”, novo filme de catástrofe do diretor Roland Emmerich. Trata-se do cineasta que já destruiu o mundo em “Independence Day”, “Um Dia Depois de Amanhã” e “2012”. Wilson interpretará um astronauta da NASA que caiu em desgraça após sua última missão terminar em tragédia. O acidente também guarda uma pista sobre a catástrofe iminente. Já Plummer interpretará seu filho adolescente. Eles vão se juntar a Halle Berry (“John Wick 3”) e John Bradley (“Game of Thrones”), anteriormente confirmados, nas filmagens previstas para o segundo semestre em Montreal, no Canadá. Em “Moonfall”, a iminência do fim do mundo é precipitada pela lua, ao sair de sua órbita e entrar em rota de colisão com a Terra. Maiores explicações sobre esse fenômeno bizarro ficaram para depois. Mas a sinopse acrescenta que, faltando “poucas semanas para o impacto”, “uma equipe desacreditada é enviada em uma missão aparentemente impossível de pousar na superfície lunar e salvar a humanidade”. Enquanto Bradley será o cientista excêntrico que descobre a anomalia, Berry viverá a administradora da Nasa, que também é ex-astronauta e participou da tal missão anterior relacionada aos começo da catástrofe. O roteiro é do próprio Emmerich, escrito em parceria com Spenser Cohen, roteirista do recente “Extinção”, e Harald Kloser, compositor que trabalhou em todos os filmes do cineasta desde “O Dia Depois de Amanhã” (2004). A produção está a cargo do estúdio Lionsgate, que planeja lançar o filme em 2021.
As Ondas transforma melodrama familiar em espetáculo cinematográfico
Dono de uma carreira curta e excepcional, o cineasta americano Trey Edward Shults demonstra, a cada novo trabalho, o desenvolvimento de uma linguagem bastante específica, fazendo a sua voz prevalecer em diferentes gêneros cinematográficos. Foi o que aconteceu com o drama indie “Krisha” (2015) e com o ótimo terror “Ao Cair da Noite” (2017). E é o que acontece com o novo “As Ondas” (Waves), seu projeto mais ambicioso. A trama acompanha, de início, a vida de Tyler (Kelvin Harrison Jr., de “Ao Cair da Noite”), visto como o garoto de ouro com um futuro brilhante pela frente. Ele é rico, popular e namora uma bela garota. E sua carreira na luta greco-romana é promissora, rendendo-lhe uma bolsa estudos. Embora o seu pai (Sterling K. Brown, de “This Is Us”) seja rigoroso em relação aos seus treinamentos diários, ele também perdoa alguns “pecados” do filho, como o fato de ele dormir durante a missa. Mas o protagonismo de Tyler relega a irmã, Emily (Taylor Russell, de “Perdidos no Espaço”), e a madrasta, Catharine (Renée Elise Goldsberry, de “Altered Carbon”), à papeis coadjuvantes. Existe, portanto, um desequilíbrio naquela família, cujo funcionamento depende da permanência de Tyler no centro. Porém, certos acontecimentos abalam essa estrutura, revelando problemas antes ofuscadaos por esse suposto brilhantismo do primogênito. E tais mudanças forçam a família, e a narrativa, a se reestruturem, trazendo para o centro personagens que antes estavam nos cantos, e afastando aqueles que antes ficavam sob os holofotes. Em constante movimento e embalada pela trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross (vencedores do Oscar por “A Rede Social”), a câmera acompanha aquelas pessoas em meio às suas rotinas. São longas cenas mostrando-os em meio à aulas, treinos e festas. Como um personagem, a câmera de Shults partilha dos sentimentos dos protagonistas. Não por acaso, seus movimentos fluídos do início do filme são substituídos por uma imagem tremida e fora de foco quando as coisas dão errado. Já a bela direção de fotografia dá um tom onírico ao início da narrativa, refletindo assim o mundo de sonhos habitado por Tyler. Aos poucos, porém, esse sonho começa a se transformar em um pesadelo, e a fotografia acompanha essa decadência. Além da câmera, o diretor explicita as mudanças pelas quais o protagonista passa de outra maneira: pela razão de aspecto. Trata-se de um recurso já explorado em seu dois longas-metragens anteriores, mas que agora assume uma nova roupagem. Aqui, as razões de aspecto distintas parecem aprisionar os personagens dentro de um espaço cada vez mais limitado de tela. Elas também servem para distinguir os “capítulos” da narrativa. Assim como o próprio título sugere, “As Ondas” é uma obra formada por diferentes ondas. E assim como as ondas do mar, estas histórias surgem, atingem seu pico e, eventualmente, arrefecem. Mas, ao mesmo tempo em que explora os dramas pessoais daqueles sujeitos – com histórias envolvendo luto, mortes e culpa –, o longa também propõe uma eventual superação. Afinal, sempre haverá uma próxima onda. Onde assistir: Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play,
País da Violência torna falso moralismo em banho de sangue
Escrito e dirigido por Sam Levinson (criador da série “Euphoria”), “País da Violência” (Assassination Nation, 2018) é uma mistura de thriller, comédia, ação e terror. Sensação no circuito de festivais, a obra dialoga com a sociedade contemporânea, desenterrando os problemas que tal sociedade preferiria manter escondidos. A trama acompanha Lily (Odessa Young), Sarah (Suki Waterhouse), Bex (Hari Nef) e Em (Abra), quatro adolescentes de classe média cuja rotina se resume, em princípio, a festas, colégio, internet e namoros. Tudo muda quando um hacker invade os telefones de toda a comunidade, expondo as informações e os segredos dos moradores. Traçando um paralelo com a realidade contemporânea, o filme mostra que, ao ter a sua intimidade exposta na internet, a pessoa é imediatamente categorizada e colocada dentro de uma caixa contendo apenas um único adjetivo (a vida sexual de alguém é transformada em perversão, e o fato de alguém ter fotos da sua filha torna-o imediatamente um pedófilo). Tal reação imediata traz consequências graves aos personagens. Trabalhadores perdem seus empregos. Famílias são destruídas. Alguns cometem suicídio. E existe também aquelas pessoas que, ao se sentirem traídas, revolvem se vingar. As consequências escalam até o surgimento de uma milícia, criada com o intuito de “fazer justiça com as próprias mãos”. E encontrar um bode expiatório qualquer: as meninas que não saem do celular. Brincando com a ambiguidade desta situação, Levinson é hábil ao manipular a nossa percepção acerca daquilo que está sendo mostrado. Em um primeiro olhar, sua a abordagem em relação às protagonistas pode soar estereotipada: imprimindo um estilo de videoclipe à narrativa, o realizador abusa de montagem em paralelo, sequências altamente estilizadas e um ritmo frenético. Mas sua intenção é justamente criticar a nossa própria percepção e a nossa pré-disposição em olhar apenas a superfície das imagens, e das pessoas. Tal intenção é explicitada em certo momento do filme, quando Lily tenta convencer o diretor da escola acerca da profundidade e do conteúdo por trás de uma imagem pornográfica. Ou seja, ao abordar temas polêmicos como a sexualidade, o diretor opta – acertadamente – por não tomar partido. Em vez disso, ele explicita a necessidade de nos aprofundarmos na discussão acerca destes temas, e não em julgar alguém apenas de acordo com o que está exposto no primeiro plano. “País da Violência” também funciona como entretenimento. O filme apresenta um estilo visual bastante marcante, seja no uso de luzes fortes ou numa montagem com estética de videoclipe. Além disso, há uma excelente cena de invasão rodada toda em plano-sequência e o clímax é extremamente eficiente, funcionando como uma espécie de “Uma Noite do Crime” feminista. Vale destacar, porém, que a estética exagerada não ofusca o teor político da obra de Levinson. Seu filme é uma resposta à atual política americana e ao governo Trump. As ações das milícias e o descaso da polícia são claras referências às manifestações racistas ocorridas nos Estados Unidos na época da produção – e que, infelizmente, continuam acontecendo até hoje. Disponível em Google Play, YouTube Filmes, Looke, Telecine e Vivo Play
Rupert Grint se junta a Daniel Radcliffe e Emma Watson contra JK Rowling
O ator Rupert Grint, intérprete de Ron Weasley nos filmes de “Harry Potter”, voltou a se juntar a seus colegas de elenco Daniel Radcliffe e Emma Watson na mesma luta. Desta vez, eles não enfrentam Voldemort, mas a criadora da saga infantil, J.K. Rowling. Os três saíram em defesa dos direitos trans após a escritora manifestar opiniões transfóbicas no Twitter e em seu site pessoal. Grint divulgou um comunicado nesta sexta-feira (12/6), em que diz: “Estou firmemente com a comunidade trans e ecoo os sentimentos expressos por muitos de meus colegas. Mulheres trans são mulheres. Homens trans são homens. Todos devemos ter o direito de viver com amor e sem julgamento.” É basicamente o que disseram seus colegas. “Mulheres transgêneros são mulheres”, escreveu Radcliffe na segunda (8/6), em um ensaio publicado no site do Trevor Project, uma organização sem fins lucrativos dedicada à intervenção em crises e prevenção de suicídio para pessoas LGBTQIA+. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais conhecimento sobre esse assunto do que Jo ou eu.” E Watson escreveu no Twitter na quarta-feira (10/6): “As pessoas trans são o que dizem ser e merecem viver suas vidas sem serem constantemente questionadas ou informadas de que não são quem dizem ser”. Além deles, o roteirista Steve Kloves, que adaptou os livros de Rowling nos filmes de “Harry Potter”, também se posicionou, dizendo à revista Variety nesta sexta: “Nossa diversidade é a nossa força. Nestes tempos difíceis, é mais importante do que nunca que mulheres e homens trans e pessoas não binárias se sintam seguras e aceitas por quem são. Parece muito pouco para se pedir”. Outros integrantes da franquia, como as atrizes Katie Leung, a Cho Chang, e Bonnie Wright, a Gina Weasley, além da estrela do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne, também se manifestaram a favor da comunidade trans desde que Rowling começou a atacá-la no sábado (6/6). Tudo quando Rowling reagiu a um artigo no site de desenvolvimento global Devex, intitulado “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”, com o seguinte tuíte: “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”. Após reclamações de trans que menstruam, ela reagiu: “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, uma realidade vivida por mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas excluir o conceito de sexo remove a capacidade de discutir suas vidas de maneira significativa. Não é ódio falar a verdade… A ideia de que mulheres como eu – que são empáticas com pessoas trans há décadas, encontrando parentesco porque elas são vulneráveis da mesma maneira que mulheres, ou seja, sofrem violência masculina – ‘odeiam’ trans só porque acham que sexo é real e tem consequências… é um absurdo.” O comentário não caiu bem, especialmente porque, no ano passado, Rowling já tinha se envolvido numa discussão similar ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Para justificar suas posições, ela publicou um longo texto em seu site, em que assume um ataque explícito ao que chama de “ativismo trans”. Rowling contou que foi encorajada a tuitar seus pensamentos no sábado depois de ler que o governo escocês continuava com planos de reconhecimento de gênero que ela considera “controversos” e “que na verdade significam que tudo que um homem precisa para ‘se tornar mulher’ é dizer que é mulher. Para usar uma palavra muito contemporânea, esse foi meu ‘gatilho’. ” “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. Outra justificativa usada por Rowling para manter seu ataque vem da “enorme explosão de mulheres jovens que desejam fazer a transição e também com o número crescente de pessoas que parecem estar destransicionando (retornando ao sexo original), porque se arrependeram de tomar medidas que, em alguns casos, alteraram seu corpo irrevogavelmente e tiraram sua fertilidade. Alguns dizem que decidiram fazer a transição depois de perceberem que eram atraídos pelo mesmo sexo, e que a transição foi parcialmente motivada pela homofobia, na sociedade ou em suas famílias.” “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou.











