Intérprete de Ciborgue diz que produtor de Liga da Justiça ameaçou sua carreira
O ator Ray Fisher voltou a fazer acusações contra a equipe de “Liga da Justiça” nas redes sociais. Desta vez, ele acusou o produtor Geoff Johns de ameaçar acabar com sua carreira caso insistisse em levar adiante as queixas contra o cineasta Joss Whedon durante as refilmagens. O intérprete de Ciborgue denunciou Joss Whedon no início de julho. “O tratamento de Joss Whedon com o elenco e com a equipe de ‘Liga da Justiça’ foi grosseiro, abusivo, nada profissional e completamente inaceitável”, ele escreveu no Twitter, acrescentando que o diretor foi “incentivado, de várias maneiras, por Geoff Johns e Jon Berg”, os produtores do filme. Agora, ele deu mais detalhes, dizendo ter sido chamado para uma reunião no escritório do roteirista e produtor Geoff Johns. No local, ele ouviu ameaças por conta de seu empenho em expor os problemas que alega ter visto na produção de “Liga da Justiça”, como o comportamento abusivo do diretor substituto. Whedon comandou apenas a fase de refilmagens, após o afastamento de Zack Snyder da produção. Fisher escreveu: “Durante as filmagens de ‘Liga da Justiça’ em Los Angeles, Geoff Johns me chamou até o escritório dele para minimizar e censurar minhas tentativas (e as do meu agente) em levar minhas queixas até as pessoas certas na cadeia de comando. Ele fez uma ameça velada à minha carreira. Esse comportamento não pode continuar”. Nenhuma das acusações de Fisher ganhou resposta de Whedon e Johns até o momento. Diante do silêncio, ele chegou a desafiar Whedon a processá-lo se fosse mentira. Já Jon Berg acusou Fisher de estar pelo menos exagerando. O produtor disse que as alegações se devem a seu descontentamento em ter de falar “Booyah” no filme, um bordão do Ciborgue que se tornou famoso nos quadrinhos. Geoff Johns é o único dos três ainda envolvido ativamente com produções da DC Comics. Neste ano, Johns lançou a série “Stargirl”, que ele criou, escreveu e produziu, baseada em seus próprios quadrinhos para a editora. Ele também é roteirista de “Mulher-Maravilha 1984”. Berg, por sua vez, tenta tirar do papel vários projetos, mas seu último crédito como produtor de filmes da DC foi em “Aquaman” (2018). E embora não esteja mais atrelado a filmes da DC, Whedon continua trabalhando para a Warner. A HBO vai lançar sua próxima série, “The Nevers”, em 2021. Ver essa foto no Instagram Accountability>Entertainment Uma publicação compartilhada por Ray Fisher (@ray8fisher) em 12 de Ago, 2020 às 1:58 PDT
Star Wars vai ganhar especial de Natal da Lego na Disney+
A Disney anunciou a produção de um novo especial de fim de ano de “Star Wars”, que desta vez será uma animação com bonecos da Lego. O lançamento, que teve sua primeira foto revelada (acima), estreará em novembro na plataforma Disney+ (Disney Plus), o serviço de streaming da empresa. O especial contará com Rey e outros personagens da trilogia mais recente de “Star Wars”, e terá como tema o Dia da Vida, um feriado importante na galáxia muito, muito distante. O Dia da Vida foi introduzido no primeiro especial de Natal de “Star Wars”, cujo viés cômico causou estranheza e foi repudiado pelos fãs da época – em 1978, um ano após o lançamento do filme originalmente conhecido como “Guerra nas Estrelas”. No novo especial, a heroína Rey será “lançada em uma aventura através de momentos adorados da histórica cinemática de ‘Star Wars’ ao longo de várias épocas”, segundo o comunicado da Disney. A trama vai se passar após os eventos de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, quando Rey deixa seus amigos para se preparar para o Dia da Vida. Ao viajar com BB-8 para obter um conhecimento mais profundo da Força, ela chega num misterioso templo Jedi e acaba lançada no passado, onde entra em contato com Luke Skywalker, Darth Vader, Yoda, Obi-Wan Kenobi e outros heróis e vilões icônicos de todos nove filmes da saga Skywalker. Claramente inspirada na premissa do “Fantasma do Natal Passado” criada por Charles Dickens em seu clássico “Um Conto de Natal”, a animação tem como maior atrativo o encontro de Rey com a versão jovem de Luke Skywalker. Todos os atores dos filmes, como Daisey Ridley (Rey) e Mark Hamill (Luke), vão dublar seus personagens. A atração vai estrear no dia 17 de novembro no Disney+ (Disney Plus), serviço de streaming que também tem previsão para chegar ao Brasil em novembro.
O Diabo de Cada Dia: Suspense com Tom Holland e Robert Pattinson ganha trailer tenso
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer original de “O Diabo de Cada Dia” (The Devil All the Time, no original), novo filme que vai juntar Tom Holland (o Homem-Aranha) e Robert Pattinson (o Batman). Os dois já trabalharam juntos em “Z: A Cidade Perdida” (2016). A prévia é extremamente tensa e envolve vários personagens, numa trama repleta de pecado, mortes e vingança. O elenco estelar da produção também destaca Sebastian Stan (o Soldado Invernal), Mia Wasikowska (a Alice no País das Maravilhas), Bill Skarsgard (o Pennywise), Jason Clarke (o John Connor de “Exterminador do Futuro: Gênesis”), Eliza Scanlen (a Amma de “Objetos Cortantes”) e Riley Keough (a Capable de “Mad Max: Estrada da Fúria”). Para completar o time de astros, o produtor é Jake Gyllenhaal (o Mysterio). Já a direção está a cargo do semi-brasileiro Antonio Campos. Nascido e criado em Nova York, Campos nunca viveu no Brasil, mas o nome denuncia sua origem. Ele é filho do jornalista Lucas Mendes (do programa “Manhattan Connection”) e da produtora indie americana Rose Ganguzza (“Margin Call”, “Versos de um Crime”), e vem se destacando com filmes bem avaliados no circuito de festivais desde sua estreia, “Buy It Now” (2005), premiada no Festival de Cannes. Ele também dirigiu “Depois da Escola” (2008), “Simon Assassino” (2012) e “Christine” (2016), sempre gerando comentários positivos, além de ter assinado os primeiros episódios das duas temporadas da série “The Sinner”. “O Diabo de Cada Dia” é a adaptação do livro de Donald Ray Pollock, que foi lançado no Brasil pela DarkSide Books com o título “O Mal Nosso de Cada Dia”. A trama é um suspense que envolve diversos habitantes de uma cidadezinha americana, a fictícia Knockemstiff, em Ohio. Holland vive o personagem central, Arvin Russell, descrito como um garoto problemático que deve lidar com as demais pessoas sinistras da região para tentar salvar quem ele mais ama. Pattinson vive o segundo personagem mais importante, um pastor com crise de fé, chamado Preston Teagardin. Os dois vão entrar em rota de colisão. A estreia está marcada para 16 de setembro em streaming.
Acidente de moto paralisa filmagens de Missão: Impossível 7 na Inglaterra
As filmagens de “Missão: Impossível 7” foram paralisadas novamente, poucos dias após a retomada da produção em meio à pandemia do coronavírus. O motivo desta vez não tem a ver com covid-19, mas com um acidente de moto, que aconteceu na noite de terça (11/8) em Oxfordshire, na Inglaterra, durante a encenação de uma sequência de ação. Segundo a imprensa britânica, a cena envolvia um salto de moto numa rampa. Na aterrissagem, o dublê deveria cair em um acolchoado preparado pela equipe, enquanto a moto cairia em outro local. Mas o salto foi mal calculado e a moto acabou caindo junto com o dublê no acolchoado. O veículo, danificado pela queda, explodiu, iniciando um incêndio. O tabloide britânico The Sun diz que não houve feridos, mas que o incêndio se espalhou e gerou tanta fumaça que até mesmo um aeroporto próximo ao set precisou ser fechado. O departamento de bombeiros de Oxfordshire enviou rapidamente cinco carros de bombeiros ao local do acidente, além de ambulâncias para checar a saúde do dublê e membros da equipe envolvidos na cena, mas não houve necessidade de remoção hospitalar. A imprensa local ainda relata que o set de “Missão: Impossível” fechou temporariamente enquanto os produtores, o astro Trom Cruise e o diretor Christopher McQuarrie tentam descobrir exatamente o que deu errado. O jornal The Sun foi além e detalhou que Tom Cruise ficou “especialmente frustrado” com o acidente, porque ele não quer novos atrasos na produção para manter a estreia marcada em novembro de 2022. Após as filmagens na Inglaterra, a produção vai rodar cenas em outros países europeus, onde novos problemas podem “frustrar” Cruise. Nos bastidores, a equipe do filme trava uma batalha com uma comunidade da Polônia, onde uma cena de ação prevê a explosão de parte de uma ponte centenária no vilarejo de Pilchowice. O governo do país aprovou a requisição, porque a ponte está abandonada e não seria importante do ponto de vista histórico ou cultural, além de acreditar que aparecer no longa pode ser bom para o turismo, mas a comunidade da região não concorda.
Tenet ganha quatro teasers legendados e coleção de pôsteres
A Warner divulgou quatro teasers com legendas em português (de Portugal) e uma coleção de pôsteres americanos com os personagens centrais de “Tenet” – vividos por John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Os vídeos incluem muitas cenas inéditas e ressaltam que a estreia vai acontecer exclusivamente nos cinemas. Adiado várias vezes em razão da pandemia de covid-19, o filme do diretor Christopher Nolan (“A Origem”) começará a chegar às telas grandes em duas semanas, nos países em que o circuito estiver funcionando. No Brasil, o lançamento está marcado para 3 de setembro. Mas até agora, três semanas antes da data estabelecida, não há nenhum cinema aberto no país para exibi-lo, com a exceção do revivido circuito de cines drive-in. A trama é até agora um mistério e a sinopse genérica não ajuda: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” As novas prévias acrescentam ainda mais mistério à premissa, revelando que o objetivo dos protagonistas é evitar a 3ª Guerra Mundial, que não será nuclear, mas “pior”.
Versão feminina de American Pie ganha trailer
Além dos quatro filmes oficiais, “American Pie” também é uma franquia de DVDs, que rendeu mais quatro títulos. E o trailer de um novo exemplar do gênero revela que ainda se fabrica esses disquinhos. A Universal divulgou o trailer de “American Pie Presents: Girls’ Rules”, que será lançado em DVD e VOD (locação digital), mas curiosamente não em Blu-ray, que é mais caro de produzir. É a velha história de sempre, só que desta vez destacando atrizes com mais de 20 anos em papéis de adolescentes. A trama gira em torno de quatro amigas com problemas na vida amorosa, que fazem um pacto para resolver a situação. O elenco conta com Madison Pettis (que era criança há 13 anos, em “Treinando o Papai”), Piper Curda (que era adolescente há 6 anos na série da Disney “Não Fui Eu”), Natasha Behnam (“One-Night”) e Lizze Broadway (“Here and Now”), além do boy toy “adolescente” Darren Barnet (“Eu Nunca…”), que vai completar 30 anos! Dirigido por Mike Elliott (“Escorpião Rei 4”), o filme tem lançamento marcado para 8 de outubro nos EUA.
Quase uma Rockstar: Drama adolescente com estrela de Moana ganha trailer legendado
A Netflix divulgou cinco fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Quase uma Rockstar”, novo drama adolescente de streaming. Mas atenção: o título é cilada. A prévia revela que não há nada remotamente parecido com rock ou comportamento de rockstar na produção. No máximo, a protagonista aparece cantando uma balada triste. O vídeo privilegia mesmo é o drama edificante e a mensagem de solidariedade da história. Trata-se de uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito por Matthew Quick, autor de “O Lado Bom da Vida” (livro adaptado para o cinema em 2012 com performance vencedora de Oscar de Jennifer Lawrence). Mas o filme ganhou um título mais apropriado em inglês: “All Together Now”, convocação para uma cantoria coletiva, que na trama se refere tanto a um espetáculo musical de Ensino Médio quanto ao esforço de uma comunidade para ajudar a personagem principal. Vivida por Auli’i Cravalho (atriz revelada ao vencer concurso para dar voz à Moana no desenho da Disney), Amber Appleton é uma otimista incorrigível, embora sua vida seja mais complicada do que aparenta. A jovem é uma estudante que tenta conciliar o trabalho, a vida, os sonhos e alguns difíceis segredos sempre com um sorriso no rosto, na esperança de conseguir estudar numa faculdade prestigiosa de música. Quando novos obstáculos aparecem, Amber descobre que pode contar com a família que ela escolheu (os amigos) para superar os desafios. O longa tem direção de Brett Haley (“Por Lugares Incríveis” e “Corações Batendo Alto”) e o elenco conta com Justina Machado (“Once Upon a Time”), Judy Reyes (“Claws”), Fred Armisen (“Los Espookys”), C.S. Lee (“Dexter”), Rhenzy Feliz (“Fugitivos da Marvel”), Taylor Richardson (“Slender Man: Pesadelo Sem Rosto”) e a veteraníssima comediante Carol Burnett (“The Carol Burnett Show”). A estreia está marcada para 28 de agosto.
Novo trailer de Mulan confirma lançamento em streaming
A Disney divulgou um novo trailer americano da versão live-action de “Mulan”, que confirma o lançamento na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada em setembro, chegando na Disney+ (Disney Plus) nos países que já operam o serviço. Já os territórios em que a plataforma ainda não está disponível exibirão o filme nos cinemas. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia de “Mulan” dependerá da reabertura dos cinemas, atualmente fechados em prevenção contra o coronavírus. Caso isso não aconteça a tempo, o filme pode ser lançado em VOD para evitar uma reprise do fenômeno de “Black Is King”, filme exclusivo da Disney+ (Disney Plus), que mesmo sendo inédito no país, foi bastante “visto” por brasileiros. A verdade é que mesmo assinantes da Disney+ (Disney Plus) terão que pagar uma grana extra, além de sua assinatura mensal, se quiserem assistir “Mulan”. Durante sua conferência sobre o balanço trimestral da empresa para acionistas, o CEO da Disney, Bob Chepak, revelou que o filme inaugurará uma seção de “premières” (leia-se VOD) dentro da Disney+ (Disney Plus). O novo trailer denomina a seção de “Premier Access”. Chepak disse que a iniciativa foi uma forma de valorizar o filme ao tentar novas vias de distribuição durante a pandemia. “Nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e outros países, ofereceremos o épico Mulan em um acesso de première no Disney+ (Disney Plus), a partir de 4 de setembro, ao preço de US$ 29,99 nos EUA”. Esta decisão favorece o lançamento em VOD em mercados que não tem Disney+ (Disney Plus) nem tampouco aval para reabrir os cinemas. E representa uma grande derrota para as salas exibidoras, que precisam de títulos inéditos e de apelo comercial para atrair o público de volta aos cinemas. Mas a Disney já adiou o filme duas vezes e os cinemas das principais redes dos EUA ainda não reabriram, nem tem expectativa de receber autorização para retomar seus funcionamentos. Diante disso, a Disney fixou 4 de setembro como data definitiva, onde for possível lançar. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”), “Mulan” destaca em seu elenco a jovem Liu Yifei (“O Reino Perdido”) como a heroína do título e dois grandes astros do cinema chinês de ação, Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”), além do havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que vive uma bruxa capaz de virar águia.
Rede de Ódio: “Parasita das fake news” vai virar série da HBO
Lançado no final de julho na Netflix, o filme polonês “Rede de Ódio” (The Hater) tem dado tanto o que falar que vai virar série. O motivo da repercussão é que seu tema não sai dos noticiários atuais, inclusive no Brasil, onde muito se discute sobre um gabinete do ódio no governo Bolsonaro. A trama acompanha um jovem (Maciej Musialowski) especialista em criar campanhas de ódio nas redes sociais, que usa racismo, homofobia e xenofobia como armas para progredir na vida e, graças a este talento, começa a ganhar dinheiro com políticos. Claramente um sociopata, o personagem central aos poucos começa a levar seu comportamento agressivo para a vida real. O filme tem sido chamado de “‘Parasita’ das fakes news”. O detalhe é que a produção da série escapou das mãos da Netflix e será desenvolvida por uma das suas maiores rivais, a HBO. O diretor Jan Komasa (o mesmo do excelente “Corpus Christi”) e o roteirista Mateusz Pacewicz vão produzir a adaptação de seu filme, junto com o americano Dan Farah (produtor de “Jogador Nº 1” e “As Crônicas de Shannara”). Em comunicado, ele definiu “Rede de Ódio” como “um thriller fascinante, ao mesmo tempo em que é um comentário social provocativo e universal”. Ainda não há mais detalhes sobre a adaptação, como, por exemplo, se a trama será transportada para os EUA para refletir as campanhas de ódio da direita americana. Também não foram informados equipe técnica, cronograma de produção e expectativa para a estreia. Veja abaixo o trailer de “Rede de Ódio”.
Alicia Keys vai produzir comédia romântica para a Netflix
A cantora Alicia Keys vai produzir uma nova comédia romântica para a Netflix. Multitalentosa, a artista já produziu três longas e uma série (“Hustle”). Sua produção mais recente foi justamente uma parceria com a Netflix, “Dançarina Imperfeita” (Work It), lançado na sexta passada (7/8). Sua nova produção pretende ajudar as pessoas a refletirem sobre amor conjugal e amor familiar. A história foi escrita pelo trio Stella Meghie (“A Fotografia”), Dana Schmalenberg (“Single Laides”) e Rheeqrheeq Chainey (“O Clube das Babás”), a direção está a cargo de Steven Tsuchida (que dirigiu episódios de “Cara Gente Branca” e “On My Block”, duas séries também da Netflix) e o elenco destaca Christina Milian (“Amor em Obras”, “Soundtrack”) e Jay Pharoah (“Saturday Night Live”) como protagonistas. Além desse filme, Alicia Keys também está desenvolvendo uma série de temática musical para o canal pago Showtime. Ainda não há previsão para a estreia de nenhum dos dois projetos.
Um Maluco no Pedaço vai ganhar remake como drama
A série clássica dos anos 1990 “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel-Air), que transformou em ator o então rapper Will Smith, vai ganhar nova versão, agora reimaginada como um drama. O projeto é baseado numa produção de fã que viralizou em 2019. O jovem Morgan Cooper produziu e postou um “trailer” de quatro minutos, apresentando como seria o clássico sitcom se os personagens interpretassem um drama, e o trabalho acabou elogiado por Will Smith. Os dois se encontraram e a conversa tomou um rumo inesperado, com Smith se propondo a produzir uma série a partir daquela ideia. “Morgan fez um trailer absurdo de ‘Maluco’ – uma ideia brilhante, a versão dramática de ‘Um Maluco no Pedaço’ para a próxima geração”, disse Smith em seu canal do YouTube na época. O projeto está agora em desenvolvimento pela Westbrook Studios, produtora de Smith e de sua esposa Jada Pinkett Smith, em parceria com a Universal TV, e será oferecido ao mercado. A produção será realmente um drama com episódios de uma hora e incluirá a história de como o personagem de Smith se envolveu em uma briga com membros de uma gangue na Filadélfia antes de ser enviado para morar com seus parentes ricos no afluente subúrbio de Bel-Air, em Los Angeles. Cooper será co-autor do roteiro, diretor e creditado como co-produtor executivo, trabalhando ao lado de vários integrantes da equipe criativa do programa original e do showrunner Chris Collins (“The Wire”), segundo relatos. Vale observar que, depois de lançar “Bel-Air” (nome oficial do “trailer”), Morgan fez um novo curta, “U Shoot Videos?”, que foi premiado no Festival de Tribeca do ano passado. “Um Maluco no Pedaço” foi exibido nos EUA por seis temporadas, entre 1990 e 1996, tornando-se um sucesso global. No Brasil, só chegou na TV aberta a partir do ano 2000, quando estreou no SBT. A série foi o primeiro trabalho oficial de Will Smith, que até então só assinava como Fresh Prince, seu nome de rapper. Atualmente, todas as temporadas da atração original fazem parte do acervo da HBO Max, ainda não disponível no Brasil. Veja abaixo o curta que inspirou a nova produção, seguido pelo vídeo do encontro entre Will Smith e Morgan Cooper, em que o astro dá sua opinião entusiasmada sobre o trabalho do fã.
Trini López (1937 – 2020)
O cantor, guitarrista e ator Trini López, que integrou o elenco do clássico de guerra “Os Doze Condenados” (1967), morreu nesta terça (11/8) em Palm Springs, na Califórnia, de complicações da covid-19, aos 83 anos. Trinidad López III nasceu no Texas, representando a primeira geração americana de uma família mexicana. Aos 15 anos já era roqueiro e, em 1958, seu grupo The Big Beats assinou com a Columbia Records. A banda gravou com o produtor de Buddy Holly, Norman Petty, mas Trini logo se lançou em carreira solo. O sucesso veio durante uma apresentação na boate PJ’s de Los Angeles, onde Frank Sinatra viu seu show e o contratou para sua gravadora, Reprise Records, em 1963. No mesmo ano, ele estourou com uma versão ao vivo de “If I Had a Hammer”, clássico folk de Peter Seeger, que se destacou pela energia do acompanhamento do público, marcando o ritmo com palmas. A música virou febre e liderou as paradas de sucesso em vários países. E vieram muitos outros hits, como “La Bamba” (gravada anos antes por Ritchie Valens) e “Lemon Tree”. Foi tanto sucesso que ele teve até cover brasileiro, Prini Lorez (na verdade, o cantor baiano José Gagliardi Jr.) durante a Jovem Guarda. Trini também era um guitarrista virtuoso e sua popularidade levou a fábrica de instrumentos Gibson a pedir que projetasse uma linha de guitarras. A Trini Lopez Standard e a Lopez Deluxe foram produzidas de 1964 a 1971 e hoje valem fortunas entre os colecionadores. Ele estreou no cinema em 1965, ao aparecer como si mesmo na comédia “Vamos Casar Outra Vez” (1965), estrelada por seu chefe, Frank Sinatra. Bisou a experiência um ano depois, no drama criminal “O Ópio também é Uma Flor” (1966). Mas a estreia como ator de verdade só veio em “Os Doze Condenados” (1967), quando viveu Pedro Jiminez – também conhecido como prisioneiro Número 10. O grande filme de ação de Robert Aldrich foi o primeiro “Esquadrão Suicida” do cinema. A trama girava em torno de um grupo de 12 soldados condenados pelos mais diversos crimes, que ganhariam a chance de limpar a ficha e recuperar a liberdade se aceitassem participar de um missão possivelmente suicida: passarem-se por alemães para adentrar as linhas inimigas e invadir uma festa repleta de oficiais nazistas de alta patente para exterminá-los num único golpe. Lee Marvin vivia o oficial encarregado de selecionar a equipe, que incluía Charles Bronson, Jim Brown, John Cassavetes, Clint Walker, Telly Savalas e Donald Sutherland. Trini foi o primeiro a morrer desse grupo, logo no começo, durante a descida de paraquedas na França ocupada. Com participação ainda de Ernest Borgnine e George Kennedy, “Os Doze Condenados” foi um sucesso imenso, ganhou sequências e inspirou dezenas de cópias, impactando a cultura pop a ponto de sua premissa virar um certa publicação de quadrinhos da DC Comics. Depois disso, ele voltou a viver um soldado no telefilme de guerra “The Reluctant Heroes” (1971) e teve seu grande destaque como protagonista em “Antonio” (1973), que ele próprio produziu. Mas o drama latino não fez o sucesso que Trini estava acostumado e encerrou sua curta carreira cinematográfica. O cantor ainda apareceu em dois episódios da série “Adam-12” e num capítulo de “The Hardy Boys/Nancy Drew Mysteries”, que marcou sua despedida da atuação em 1977. Recentemente, ele virou tema de um documentário, intitulado “My Name Is Lopez”, que inclui entrevistas com celebridades como o ator Jim Brown, a cantora Dionne Warwick e o guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons. Atualmente em pós-produção, o filme ainda não tem previsão de estreia. Relembre abaixo o grande sucesso musical de Trini Lopez.
Kurt Luedtke (1939 – 2020)
O jornalista e roteirista Kurt Luedtke, que venceu o Oscar por “Entre Dois Amores” (1985), morreu no domingo (9/8) aos 80 anos, num hospital do Michigan (EUA) após longa batalha contra uma doença não divulgada. Ele ganhou proeminência em 1967, quando ainda era um jovem jornalista e participou da cobertura do quebra-quebra da cidade de Detroit durante os protestos raciais daquele ano. O trabalho realizado com outros colegas do jornal metropolitano Detroit Free Press venceu um Prêmio Pulitzer (o Oscar do jornalismo). Depois de uma experiência como editor, ele anunciou planos de escrever um livro de ficção sobre um tragédia causada por má reportagem jornalística. Um estúdio de Hollywood gostou da premissa e comprou os direitos por US$ 20 mil, com a intenção de contratar um roteirista para fazer a adaptação. Mas Luedtke fez uma contraproposta. Em vez de escrever um livro para alguém adaptar, ele abandonaria os planos de publicação para escrever diretamente a história como um roteiro original. O resultado foi “Ausência de Malícia” (1981), clássico dirigido pelo mestre Sydney Pollack sobre os danos causados por uma repórter durona (Sally Field) ao publicar informação falsa de uma fonte mal-intencionada do governo. Ao acreditar na veracidade da denúncia grave, ela acaba destruindo a vida de um homem inocente (Paul Newman) e levando uma mulher (Melinda Dillon) ao suicídio. O filmão foi indicado a três Oscars, incluindo o de Melhor Roteiro Original, e acabou entrando no currículo das aulas de Jornalismo nos EUA. Ele venceu o Oscar com seu próximo projeto, “Entre Dois Amores” (1985), em que explorou os escritos semiautobiográficos do autor dinamarquês Isak Dinesen sobre seus anos no Quênia. As tentativas anteriores de adaptar obras de Dinesen nunca tinham dado em nada. Mas ao se concentrar num complicado caso de amor do escritor e uma linda piloto de espírito livre, ele encontrou o potencial para um clássico romântico, em que o cenário africano importaria mais pelo impacto visual. Novamente dirigido por Pollack e com Robert Redford e Meryl Streep como protagonistas, “Entre Dois Amores” venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Apesar desse sucesso, Luedtke só assinou mais um roteiro. “Destinos Cruzados” (1999) era um melodrama romântico baseado num romance de Warren Adler, em que Harrison Ford e Kristin Scott Thomas se conhecem e se envolvem após seus cônjuges infiéis morrerem em um acidente de avião. Foi também sua terceira parceria com Pollack, mas não repetiu o desempenho das obras anteriores. Luedtke ainda esteve envolvido com outros dois filmes famosos, “Rain Man” (1988) e “A Lista de Schindler” (1993), mas acabou substituído sem que seus roteiros fossem utilizados nas filmagens, por não agradar aos diretores responsáveis – respectivamente, Barry Levinson e Steven Spielberg. Para se ter noção, Luedtke não aceitava a visão de que o industrial alemão Oskar Schindler seria um salvador do povo judeu na Alemanha nazista. Em vez disso, ele defendia que Schindler era um aproveitador de guerra, cujo papel no salvamento de mais de mil judeus foi motivado por sua necessidade de mão de obra barata em sua fábrica de esmaltes. Ele lutou por quatro anos para encontrar o altruísmo buscado por Spielberg, sem conseguir. O problema seria seu ceticismo arraigado, disse Spielberg à revista Entertainment Weekly. “Como repórter”, explicou o cineasta, “ele teve alguns conflitos jornalísticos por não acreditar na história”. Steven Zaillian acabou assinando a versão da história de Schindler que Spielberg filmou. E o longa venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Roteiro. Luedtke ficou só com um Oscar mesmo. Mas não abriu mão de suas convicções.












