Sam Neill e Jeff Goldblum deliciam fãs com duetos musicais em folga de Jurassic World
Sam Neill e Jeff Goldblum deram a seus fãs um presente musical inesperado nesta segunda (7/9). Os dois estão em quarentena, num hotel fechado pela produção do novo “Jurassic World”, em que o elenco permanece isolado na Inglaterra, nas folgas das filmagens, para evitar contaminação por covid-19. Para passar as horas, eles resolveram cantar canções clássicas de musicais da velha Hollywood. E Sam Neill gravou e postou duas das performances. Com Goldblum ao piano, eles interpretaram “I Remember You”, que ficou famosa na voz de Dorothy Lamour em “Tudo por um Beijo” (1942), além de “A Fine Romance”, do filme “Ritmo Louco” (1936), com Fred Astaire e Ginger Rogers, “I’ve Grown Accustomed to Her Face”, de “Minha Bela Dama” (1964), com Audrey Hepburn, e “September Song”, clássico de Kurt Weill popularizado em “Paraíso Proibido” (1950). “É um dia de folga. Então, estamos cantando um monte de músicas antigas. Jeff não quer praticar, então é de primeira ou nada”, Neill escreveu na legenda de um dos vídeos no Instagram, acrescentando: “Jeff Goldblum me faz rir sem moderação.” Os dois voltam a contracenar em “Jurassic World: Dominion” após trabalharem juntos no primeiro filme da franquia, “Jurassic Park”, em 1993. Embora o primeiro longa tenha recebido duas continuações com personagens do longa original, Neill e Goldblum não se encontraram em nenhuma delas. Junto deles, Laura Dern também está de volta, retomando seu papel do blockbuster dos anos 1990. No novo filme, eles se juntam a Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, casal protagonista da trilogia iniciada por “Jurassic World”, em 2015. Com direção de Colin Trevorrow, responsável pelo primeiro “Jurassic World”, “Dominion” está sendo filmado na Inglaterra com protocolos rígidos de higiene e proteção, que isolam completamente o set e o elenco, e até agora não reportou nenhuma contaminação. A estreia está prevista para junho de 2021. I Remember You #JeffGoldblum pic.twitter.com/gFAv6LGFH3 — Sam Neill (@TwoPaddocks) September 7, 2020 Another #JamWithJeff . Hers the thing- #JeffGoldblum flatly refuses to rehearse. So every time is the first time. pic.twitter.com/I0iFmHCpUo — Sam Neill (@TwoPaddocks) September 7, 2020 Ver essa foto no Instagram It’s a day off. So we’ve been singing a bunch of old songs. Jeff won’t practice, so it’s first go or nothing. @jeffgoldblum makes me laugh immoderately. He is also a prodigy . Uma publicação compartilhada por SamNeillTheProp (@samneilltheprop) em 7 de Set, 2020 às 5:15 PDT Ver essa foto no Instagram More from the #LoungeGoldblum on this day off . Next time I will wear my shades too . I had a cool deficit … @jeffgoldblum Uma publicação compartilhada por SamNeillTheProp (@samneilltheprop) em 7 de Set, 2020 às 7:44 PDT
Crítica internacional aprova Millie Bobby Brown como irmã de Sherlock Holmes
Críticos dos EUA e do Reino Unido começaram a publicar suas resenhas sobre “Enola Holmes”, um dos principais lançamentos de setembro da Netflix. E o consenso é bom para a atriz Millie Bobby Brown, a Eleven de “Stranger Things”, que pode ter emplacado uma nova franquia de streaming. Mas se for produzida, a continuação precisará melhorar muito o roteiro, segundo estes mesmos críticos. As primeiras críticas elogiam muito a jovem atriz de 16 anos e o tom juvenil do longa. Há elogios também para a forma como o diretor Harry Bradbeer, em seu primeiro longa-metragem após se destacar à frente de “Fleabag”, utiliza a estrutura metalinguista daquela série (com a personagem falando diretamente para a câmera) para engajar o público jovem na trama vitoriana. O problema estaria no aspecto, digamos, “educativo” da obra. Segundo a maioria dos críticos, o roteiro de Jack Thorne (“Extraordinário”) abusa das lições de moral, enfatizando o tempo inteiro a premissa da personagem, uma garota anacronicamente feminista no século 19. Ele teria errado na dose, como se quisesse mostrar um ovo, legendar que o ovo é um ovo e narrar em voz alta a legenda que diz “ovo”. Além de Millie Bobby Brown como a personagem-título – e irmã adolescente do mais famoso detetive da ficção – , o elenco destaca Helena Bonham Carter (a Princesa Margaret de “The Crown”) como sua mãe e a dupla Henry Cavill (“Liga da Justiça”) e Sam Claflin (“As Panteras”) como seus irmãos Sherlock e Mycroft Holmes. Na trama, Enola busca a ajuda dos irmãos mais velhos para investigar o desaparecimento de sua mãe em seu aniversário de 16 anos, mas logo percebe que nenhum dos dois está muito interessado no mistério. Em vez disso, preferem colocá-la num internato para aprender etiqueta. Rebelde, ela decide viajar sozinha para Londres, iniciando sua própria carreira de detetive, sempre um passo à frente de Sherlock. Além de estrelar no papel-título, Millie Bobby Brown também é produtora do filme, que pode iniciar uma franquia cinematográfica, baseada na coleção literária “Os Mistérios de Enola Holmes”, da escritora Nancy Springer – já foram lançados seis livros da personagem. Atualmente, “Enola Holmes” está com 82% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia está marcada para 23 de setembro em streaming. Veja abaixo alguns dos comentários sobre a produção. The Hollywood Reporter “Adaptação do primeiro dos livros de Nancy Springer como ponto de partida do que certamente pretende ser uma série de filmes da Netflix, ‘Enola Holmes’ é uma excelente vitrine para a estrela de ‘Stranger Things’ Millie Bobby Brown, que consegue derrubar as camadas de ansiedade e trauma que tornam sua El naquela série uma personagem tão atraente. Embora ninguém jamais vá acusar o filme de superestimar a inteligência de seus espectadores – o roteiro de Jack Thorne raramente perde a chance de martelar pregos morais – , ele consegue imaginar um lugar para sua heroína no mundo de Holmes, e então convence os jovens espectadores de que o Enola não precisa ser limitado pelas fronteiras desse mundo”. IndieWire “O filme não esquece que é inspirado em uma série juvenil, mas conforme o roteiro intensifica o drama, ele se revela genuinamente atraente para um público mais amplo.” Variety “Com sua narrativa enérgica, é mais cool e elegante do que o recente ‘Sherlock Holmes’ de Guy Ritchie e consideravelmente mais divertido do que o reboot de ‘Nancy Drew’ do ano passado.” Daily Mirror “Uma nova aventura familiar que confirma ainda mais o estrelato de Millie Bobby Brown. No entanto, não é muito memorável e não utiliza seu elenco de forma eficaz.’ Digital Spy “Millie Bobby Brown é impressionante como Enola, carismática e adorável em um papel que poderia facilmente ter sido irritante. Uma pena que a história e o mistério em si não são tão interessantes.” Empire “Às vezes, o roteiro fraco de Jack Thorne busca um apelo mais ensolarado, mas então joga essa alegria embrulhada num moralismo que te atinge na cabeça como uma tonelada de tijolos.”
Jirí Menzel (1938 – 2020)
O cineasta tcheco Jirí Menzel, vencedor do Oscar e de vários festivais internacionais, morreu no sábado (5/9), aos 82 anos, após uma longa doença. A morte foi anunciada por sua esposa, Olga, que postou a notícia no Instagram e no Facebook na noite de domingo. Ele conquistou o Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira pela história agridoce da ocupação nazista de “Trens Estreitamente Vigiados” (1966), seu primeiro longa como diretor, após diversos curtas e papéis, como ator, em clássicos do cinema tcheco – entre eles, “O Acusado” e “Coragem para Todos os Dias” (ambos de 1964). Menzel foi uma figura importante da new wave tcheca, ao lado de outros diretores que romperam fronteiras, como Milos Forman e Vera Chytilova, enfrentando o regime soviético com propostas estéticas e conteúdo ousados. Seu filme seguinte, a comédia “Um Verão Caprichoso” (1968), venceu o Festival de Karlovy Vary, o mais importante festival de cinema do Leste Europeu, mas o terceiro, “Andorinhas por um Fio”(1969), foi banido pelo governo e só lançado em 1990, após a queda do regime comunista. Passado no final dos anos 1940, “Andorinhas por um Fio” causou polêmica ao mostrar o tratamento dado a “elementos burgueses” suspeitos (artistas e professores), que eram forçados a trabalhar num ferro-velho como reabilitação. Ao finalmente ser exibido para o público e a crítica, 21 após sua filmagem original, venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim. O filme era uma adaptação de um livro do romancista tcheco Bohumil Hrabal, também autor do livro em que “Trens Estreitamente Vigiados” tinha se baseado, e que ganhou uma terceira adaptação do diretor, “Shortcuts” (1981), agraciada com um prêmio especial do Festival de Veneza. O cineasta era seguidamente premiado por sua capacidade de filmar interpretações irônicas da vida e satirizar figuras de autoridade. Não por acaso, ainda voltou a ser indicado ao Oscar pela comédia de humor negro “My Sweet Little Village” (1985), foi premiado como Melhor Diretor no Festival de Montreal por “The End of Old Times” (1989) e ganhou consagração nacional por seu penúltimo filme, “I Served the King of England” (2006), que após láureas nos festivais de Berlim, Sofia e outros, venceu quatro Leões Tchecos (o Oscar da República Tcheca), incluindo Melhor Filme e Diretor. Ao fim da vida, também ganhou o Leão Tcheco por sua contribuição artística, foi homenageado pela carreira em Karlovy Vary, recebeu a Medalha de Mérito, a Ordem Francesa das Artes e Literatura e vários outros prêmios internacionais. O último filme que dirigiu, “Don Juans”, foi exibido em 2013, mas ele continuou ligado ao cinema até 2018, quando interpretou um papel em “O Intérprete” (2018). Em meio as filmagens, adoeceu, precisou sofrer uma cirurgia no cérebro e nunca mais se recuperou. Além de dirigir clássicos indiscutíveis do cinema europeu, Jirí Menzel desempenhou cerca de 80 papéis no cinema e na televisão e, ao contrário de muitos compatriotas que foram para o exílio após a Primavera de Praga, manteve sua carreira baseada em seu país natal até o fim.
Diretor revela que filmagens de Missão: Impossível 7 foram retomadas
“Missão: Impossível 7” voltou a ser filmado. O diretor Christopher McQuarrie postou uma foto impressionante do set ao ar livre em seu Instagram, ao lado de duas palavras explicativas: “Ação” e “Dia 1”. A produção está enfrentando vários contratempos. A equipe tinha recém-chegada na Itália quando o país se tornou o epicentro europeu do coronavírus. E após retomar as filmagens em agosto, um acidente de moto com um dos dublês levou a nova paralisação. Para complicar, McQuarrie pretende filmar dois longas consecutivos, “Missão: Impossível 7” e “Missão: Impossível 8”. Além da volta de Tom Cruise ao papel do agente Ethan Hunt, outros integrantes da saga de espionagem também vão reaparecer nos novos filmes, como Rebecca Ferguson e Simon Pegg, intérpretes de Ilsa Faust e Benji Dunn, e Vanessa Kirby, recentemente introduzida como Alanna Mitsopolis/Viúva Branca. Outro retorno confirmado é o de Henry Czerny (mais conhecido pelo papel de vilão da série “Revenge”), que viveu Eugene Kittridge, diretor da Força Missão: Impossível (IMF, na sigla em inglês) no primeiro longa, de 1996. Para completar, as novidades incluem Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”), Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”) e Esai Morales (“Titãs”). Devido à paralisação das filmagens, as duas sequências receberam novas previsões de estreia da Paramount. “Missão: Impossível 7” ficou para 19 de novembro de 2021, e o filme seguinte, “Missão: Impossível 8”, foi remarcado para 4 de novembro de 2022 nos EUA. A estreia nacional dos dois filmes acontecerá um dia antes do lançamento americano. Ver essa foto no Instagram Action… #MI7 Day 1 Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie) em 6 de Set, 2020 às 9:14 PDT
Romance lésbico de Kristen Stewart ganha primeiras primeiras fotos
A Sony divulgou as primeiras fotos de “Happiest Season”, comédia romântica estrelada por Kristen Stewart (“As Panteras”) e Mackenzie Davis (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) como um casal lésbico. Apesar da temática LGBTQIA+, a história é bem convencional. A protagonista (Stewart) planeja propor casamento a sua namorada (Davis) durante as festividades de fim de ano, mas descobre que ela ainda não contou para sua família que é homossexual. Soa como uma versão lésbica de “Adivinhe Quem vem para Jantar” (1967). O filme será o segundo longa dirigido pela atriz Clea DuVall, que é abertamente lésbica, e foi escrito em parceria com outra atriz, Mary Holland. As duas atuaram juntas na série “Veep” e também fazem parte do elenco coadjuvante do longa, que ainda inclui participações de Alison Brie (“GLOW”), Dan Levy (“Schitt’s Creek”), Aubrey Plaza (“Parks and Recreation”), Mary Steenburgen (“O Último Cara da Terra”), Victor Gerber (“Legends of Tomorrow”), Jake McDorman (“Limitless”), Sarayu Blue (“I Feel Bad”) e Ana Gasteyer (“Suburgatory”). A produção é da Temple Hill Entertainment em parceria com a TriStar, do conglomerado Sony. Por sinal, a Temple Hill já fez sucesso com uma comédia romântica gay, “Com Amor, Simon”. A estreia está marcada para 25 de novembro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Bilheteria de Tenet mostra nova ordem mundial do cinema, com a China no topo
Depois de meses de adiamento, “Tenet” finalmente estreou nos EUA, gerando estimados US$ 20,2 milhões no fim de semana. Em outros tempos, essa abertura representaria um fracasso colossal para uma produção com seu custo – orçada em torno de US$ 200 milhões. Mas em tempos de covid-19, são números que o mercado começa a achar aceitáveis, enquanto pondera se um dia voltará a faturar as antigas fortunas. Com o público temeroso e salas ainda em processo de reabertura nos EUA, o desempenho de “Tenet” foi considerado razoável pelos analistas ouvidos pelas publicações americanas especializadas. É bem melhor, por exemplo, que a abertura de “Os Novos Mutantes”, que fez US$ 7 milhões em 2,4 mil telas na semana passada. Com os US$ 3,5 milhões deste fim de semana, o filme de super-heróis chegou a US$ 12,3 milhões de faturamento em dez dias, bem abaixo do que “Tenet” faturou em apenas quatro dias, entre quinta e este domingo (6/9). “Tenet” conseguiu chegar a 2,8 mil cinemas em todo o país, quantidade distante das 4 mil salas que costumam servir de base de lançamento para blockbusters na América do Norte. Isto porque, no momento, apenas 65% dos multiplexes estão em funcionamento e alguns dos principais mercados, como Nova York, Los Angeles, Seattle e São Francisco, continuam fechados. Mesmo as salas abertas enfrentam limitação no número de assentos como prevenção contra a pandemia, além de baixa procura por ingressos. Mais que nunca, isto significa que Hollywood se tornou dependente de sucessos internacionais. E, no exterior, o filme de Christopher Nolan está tendo um desempenho muito melhor. “Tenet” faturou US$ 78,3 milhões nos últimos três dias, graças principalmente à estreia na China, onde seu lançamento rendeu US$ 30 milhões desde sexta (4/9). A China está bem à frente dos EUA na reestruturação do mercado, com cinemas abertos e lotados na maioria das cidades, dentro da “nova normalidade”. Tanto que já rendeu um blockbuster local, o épico de guerra “The Eight Hundred”, que neste fim de semana superou os US$ 300 milhões de arrecadação. Com a soma da arrecadação global, “Tenet” também tem números de blockbuster, superando a marca de US$ 150 milhões em bilheteria ao redor do mundo desde seu lançamento europeu em 26 de agosto. É o melhor resultado para uma produção americana desde março, quando os cinemas fecharam devido à pandemia. Mas os números também retratam uma nova ordem mundial do mercado cinematográfico, em que os EUA perderam definitivamente sua primazia para a China. Uma situação em que filmes chineses, como “The Eight Hundred”, superam lançamentos hollywoodianos para assumir o topo das bilheterias como os maiores blockbusters do mundo. Não há previsão para “The Eight Hundred” chegar ao Brasil, mas o país será o último do mundo a receber “Tenet”. Em parte porque os cinemas ainda não reabriram nas principais capitais, mas também porque o país foi um dos mais afetados pela pandemia, graças a uma postura negacionista de desgoverno, que levou à falta de uma política sanitária federal e até mesmo de um Ministro da Saúde, no auge da crise. O último adiamento colocou a data de estreia nacional do filme da Warner em 15 de outubro.
Diretora de Lindinhas diz ter recebido ameaças de morte por causa do pôster da Netflix
A diretora de “Lindinhas” (Cuties), a francesa Maïmouna Doucouré, diz que recebeu ameaças de morte depois que a Netflix divulgou um pôster americano, que sexualizou as meninas do filme. Em entrevista ao site Deadline, ela contou que só soube do pôster quando ele começou a circular nas redes sociais, acompanhado de mensagens de ódio. “Recebi inúmeros ataques de pessoas que não tinham visto o filme, que pensavam que eu estava realmente fazendo um filme que promovia a hiper-sexualização de crianças”, disse ela. “Tivemos várias discussões depois que isso aconteceu. A Netflix pediu desculpas publicamente e também pessoalmente a mim.” A Netflix realmente divulgou um comunicado em que se desculpou pelo marketing inadequado, mas Doucouré disse que também recebeu uma ligação de Ted Sarandos, o chefão de conteúdo da empresa, pedindo desculpas pessoalmente a ela. Tudo o que aconteceu acabou causando um impacto na cineasta, que não tinha como prever a situação. Quando estreou no Festival de Sundance no início deste ano, “Lindinhas” só recebeu amor e mensagens positivas da crítica, pela forma como abordava temas complexos de forma emotiva e delicada. E Maïmouna Doucouré saiu do festival americano com o troféu de Melhor Direção. “As coisas aconteceram muito rápido porque, após os atrasos, eu estava totalmente concentrada no lançamento do filme na França. Eu descobri o pôster ao mesmo tempo que o público americano”, disse Doucouré ao Deadline. “Foi uma experiência estranha. Eu não tinha visto o pôster até começar a receber todas essas reações nas redes sociais, mensagens diretas de pessoas, ataques a mim. Eu não entendia o que estava acontecendo. Foi quando fui atrás e vi como era o pôster.” No cartaz americano, as quatro garotas principais da produção apareciam em poses sugestivas, em trajes de dança reveladores. A imagem incômoda, chamada de “nojenta” na internet, também era um grande contraste com o pôster francês, que trazia as meninas brincando, enquanto correm pelas ruas. O contraste é gritante e se deve à forma como o marketing americano aderiu justamente àquilo que o filme critica. A produção francesa retrata o esforço de uma pré-adolescente para se integrar com a turma de garotas legais da sua escola para disputar um concurso de dança. O que diferencia a trama das produções similares americanas é que a protagonista é uma menina negra muçulmana de 11 anos, criada numa família de imigrantes senegaleses no bairro mais pobre de Paris, que se encanta com uma vizinha moderna da sua idade. O grupo de meninas a que ela se junta contrasta fortemente com os valores tradicionais de sua mãe, e ela logo se dá conta de sua própria sensualidade através da dança. Com isso, o filme também aborda a hiper-sexualização das garotas pré-adolescentes nos dias de hoje, mas não da forma como o pôster sugeria. Doucouré afirma que “Lindinhas” aborda as pressões das redes sociais sobre as mulheres jovens e que todos poderão perceber sua verdadeira intenção ao assisti-lo. “O amor e a autoestima são construídos por meio de curtidas e seguidores. O que acontece é que as meninas veem imagens de mulheres sendo objetificadas, e quanto mais a mulher se torna um objeto, mais seguidores e likes ela tem – elas veem isso como um modelo e tentam imitar essas mulheres, mas não têm idade suficiente para sabem o que estão fazendo”, comentou. A cineasta mencionou que, após o desastre, nem todas as manifestações em torno do filme desejavam sua morte. Ela recebeu mensagens positivas de quem já tinha visto a produção, que foi exibida também no Festival de Berlim, além de apoio do governo francês. Ela contou que “Lindinhas” impressionou o governo de seu país e será usado como uma ferramenta educacional na França. Tessa Thompson, que interpreta a heroína Valquíria nos filmes da Marvel, foi uma das estrelas que se posicionou ao lado da cineasta, dizendo-se “decepcionada ao ver como o marketing posicionou” o filme. “Eu entendo a reação de todos, mas não tem relação com o filme que vi”, escreveu a atriz nas redes sociais. “‘Lindinhas’ é um filme lindo, que me destruiu no Festival de Sundance. Ele representa uma nova voz na direção. Ela é uma mulher negra senegalesa-francesa extraindo suas próprias experiências”, completou. “Eu realmente coloquei meu coração neste filme. Na verdade, é a minha história pessoal e também a história de muitas crianças que precisam navegar entre uma cultura ocidental liberal e uma cultura conservadora em seus lares”, concordou Doucouré, que de fato é descendente de senegaleses. “Esperamos que entendam que estamos realmente do mesmo lado desta batalha. Se juntarmos forças, poderemos fazer uma grande mudança neste mundo que hiper-sexualiza as crianças”, a cineasta concluiu. O filme estreia na quarta-feira (9/9) em streaming. Compare os cartazes franceses e americanos abaixo.
Chloe Moretz vai estrelar sci-fi do roteirista do novo Batman
Chloe Grace Moretz (“Suspiria”) vai estrelar a sci-fi “Mother/ Android”, estreia na direção do roteirista Mattson Tomlin, que escreveu “Power”, da Netflix, e trabalhou na história do novo “Batman”. Na produção da Miramax, ela vai viver Georgia, que embarca com seu namorado em uma jornada traiçoeira para escapar do país, durante uma guerra inesperada contra uma inteligência artificial. Na véspera do nascimento de seu primeiro filho, o casal deve enfrentar uma terra devastada pelo levante androide, na esperança de alcançar a segurança antes do parto. Tomlin escreveu a história inspirando-se vagamente em sua vida real. Seus pais eram um jovem casal determinados a salvar o filho durante os perigos da Revolução Romena. “Mother/ Android” será produzido por Matt Reeves, com quem Tomlin trabalhou no novo “Batman”, por meio da produtora 6th & Idaho, em parceria com a Miramax. “’Mãe / Android’ é uma história profundamente pessoal, inspirada pelos sacrifícios feitos para me trazer a este mundo”, disse Tomlin, em comunicado. “Estou emocionado por trabalhar com a Miramax e meu amigo Matt Reeves para contar uma história que mostra a força da humanidade nos tempos mais sombrios”. Não há cronograma de filmagens nem previsão de estreia.
Robert De Niro é produtor trambiqueiro de Hollywood em trailer de comédia
A Cloudburst Entertainment divulgou as fotos e o trailer da comédia “The Comeback Trail”, em que Robert De Niro (“O Irlandês”) vive um produtor de Hollywood trambiqueiro. O elenco é repleto de astros veteranos e gira em torno de uma dívida que o personagem de De Niro tem com a máfia, cujo chefão é ninguém menos que Morgan Freeman (“Invasão ao Serviço Secreto”). Depois que um produtor fica milionário com o seguro da morte de um ator durante uma filmagem, o protagonista tem a ideia de fazer um filme de mentira e contratar um astro destemido, disposto a fazer suas próprias cenas de ação, apenas para receber a indenização por conta de algum trágico acidente. Só que o ator contratado, vivido por Tommy Lee Jones (“MIB: Homens de Preto”), parece invulnerável. Ele pega fogo, cai no abismo e, por mais que De Niro se esforce, simplesmente não morre. O elenco também inclui Zach Braff (“Scrubs”), Emile Hirsch (“Era Uma Vez Em… Hollywood”), Eddie Griffin (“Todo Mundo em Pânico 3”) e Kate Katzman (“Walt Antes de Mickey”). Escrito e dirigido por George Gallo (“Intermediário.com”), o filme lembra uma versão de “Os Produtores”/”Primavera para Hitler”, de Mel Brooks, só que passada no mundo do cinema, em vez do teatro. A estreia está prevista para 13 de novembro nos EUA.
Guy Ritchie e Jason Statham retomam parceria com dois filmes consecutivos
O diretor Guy Ritchie e o ator Jason Statham vão voltar a trabalhar juntos, 15 anos após a última parceria. E não será num filme só. Recentemente, eles voltaram a trabalhar juntos em “Wrath of Man”, filme rodado com pouco alarde, e gostaram tanto da experiência que já encaixaram um novo projeto, chamado “Five Eyes”. Ritchie foi quem lançou a carreira do então modelo no cinema. Os dois, na verdade, estrearam juntos, em “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, de 1998, e também fizeram juntos o segundo filme da carreira de ambos, “Snatch: Porcos e Diamantes”, em 2000. O terceiro e último filme da parceria foi “Revólver”, lançado em 2005. Em “Wrath of Man” (que já se chamou “Cash Truck”), Statham interpreta H, um homem misterioso que movimenta dinheiro por toda a cidade de Los Angeles enquanto mantém suas verdadeiras motivações em segredo. O filme é remake do francês “Assalto ao Carro Forte” (2004) e promete contar uma história de vingança, por meio de uma narrativa com diferentes pontos de vista, que mostra as perspectivas dos personagens e suas versões não confiáveis dos fatos. O elenco também inclui Josh Hartnett (“Penny Dreadful”), Scott Eastwood (“Velozes e Furiosos 8”), Jeffrey Donovan (“Burn Notice”), Holt McCallany (“Mindhunter”) e Laz Alonso (“The Boys”). Já “Five Eyes” tem roteiro de Ivan Atkinson e Marn Davies, dupla que trabalhou no mais recente filme do cineasta, “Magnatas do Crime”, e traz Statham como Orson Fortune, um vendedor de armas recrutado por uma agência para impedir a venda de uma arma tecnológica que pode perturbar a ordem mundial. No Instagram, Ritchie brincou: “Esperei 15 anos para voltarmos a trabalhar juntos, agora não consigo me livrar dele. ‘Wrath of Man’ já está na lata e ‘Five Eyes’ é uma nova surpresa”. O longa ainda não tem previsão para chegar aos cinemas. Ver essa foto no Instagram I waited 15 years to get back together, now I can’t get rid of him. #WrathOfMan in the can, #FiveEyes is a new surprise. @jasonstatham Uma publicação compartilhada por Guy Ritchie (@guyritchie) em 3 de Set, 2020 às 1:49 PDT
Grizzly II: Terror perdido com George Clooney e Laura Dern é resgatado após 37 anos
Um terror de 37 anos atrás, que durante muitos anos teve sua existência questionada, vai finalmente ganhar estreia comercial, destacando interpretações do começo das carreiras de George Clooney, Laura Dern e Charlie Sheen. “Grizzly II: Revenge” (1983), continuação de “Grizzly, a Fera Assassina” (1976), ganhou seu primeiro trailer, antecipando o lançamento digital, após fazer sua primeira exibição pública em fevereiro num festival de cinema independente dos EUA. A maior parte do filme chegou a ser completada em 1983, mas o produtor executivo John Proctor fugiu com o dinheiro que deveria bancar as cenas finais do urso mecânico. A criatura, que deveria ser assustadora, era defeituosa, pegou fogo e acabou confiscada pelas autoridades de Budapeste, na Hungria, onde o longa foi rodado, junto com todo o equipamento das filmagens para o pagamento de dívidas do produtor. O Cannon Group comprou os negativos em 1987, planejando encontrar um filme na pós-produção, mas a empresa começou a ter problemas financeiros logo em seguida e o projeto nunca foi completado. A existência do longa só era confirmado por relatos dos envolvidos, até que em 2007 uma versão não finalizada surgiu na internet. Finalmente, em 2019, a empresa GBGB International assumiu a missão de resgatar o longa dos arquivos. A prévia deste esforço pode ser conferida abaixo. A trama girava em torno de um urso vingativo que aterrorizava jovens durante um show num parque nacional dos Estados Unidos. Clooney e Sheen vivam seus primeiros personagens nomeados num filme (após aparecerem anteriormente como figurantes sem nome). Mais velho, Clooney tinha 22 anos, Sheen, 18, e a pequena Laura Dern, mais experiente que ambos, estava em seu terceiro longa com apenas 16 anos. Eles aparecem rapidamente, como as primeiras vítimas do bicho, deixando John Rhys-Davies (Gimli, de “O Senhor dos Anéis”), Steve Inwood (“Os Embalos de Sábado Continuam”) e a veterana Louise Fletcher (vencedora do Oscar por “O Estranho no Ninho”) para enfrentar a fera. “Grizzly II: Revenge” marcou a estreia na direção do húngaro André Szöts, e foi também o final de sua carreira.
Mank: Filme sobre bastidores de Cidadão Kane ganha primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras fotos de “Mank”, primeiro filme dirigido por David Fincher desde “Garota Exemplar”, há seis anos. Filmado em preto e branco, “Mank” é uma cinebiografia do roteirista Herman J. Mankiewicz e abordará os bastidores das filmagens de “Cidadão Kane”, lançado em 1941. As imagens destacam Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017) no papel principal, Tom Burke (“Strike”) como o diretor Orson Welles, Arliss Howard (“True Blood”) como o produtor Louis B. Mayer (o segundo M da MGM), Lily Collins (“Simplesmente Acontece”) como a secretária Rita Alexander e Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) como a atriz Marion Davis. O mais curioso sobre as imagens reveladas é que Marion Davis não participou de “Cidadão Kane”. Além disso, a presença de Louis B. Mayer deve explorar a história sobre como o poderoso produtor ofereceu uma fortuna para que a RKO Pictures queimasse os negativos e nunca lançasse o filme do jovem Wells. As histórias sobre os bastidores da produção são lendárias, porque o personagem título de “Cidadão Kane” era baseado na figura real do magnata da imprensa William Randolph Hearst, um verdadeiro tirano, que tentou de tudo para impedir o lançamento do filme e não parou até sabotar a carreira do diretor, publicando calúnias e espalhando rumores de que ele era comunista, ao mesmo tempo em que manteve Hollywood acuada com ataques contra o excesso de imigrantes (judeus) que empregava. Charles Dance (“Game of Thrones”) vai viver Hearst na produção, que também inclui em seu elenco Tuppence Middleton (“Sense8”) como Sara Mankiewicz, a jovem esposa (com 21 anos na época de “Cidadão Kane”) de Mank, além de Toby Leonard Moore (“Billions”) e Ferdinand Kinsley (“Vitória: A Vida de uma Rainha”) como os famosos produtores David O. Selznick e Irving Thalberg, respectivamente. “Mank” é um projeto pessoal de Fincher. O roteiro foi escrito por seu pai, o jornalista Jack Fincher, que faleceu em 2002. Foi para fazer justiça ao projeto original que o diretor fechou com a Netflix, porque nenhum estúdio tradicional aceitou bancar as filmagens caras do longa com uma fotografia em preto e branco. Por sua vez, a Netflix já tinha investido “Roma”, drama em preto e branco – e ainda por cima falado em espanhol – de Alfonso Cuarón, que acabou se provando um sucesso no streaming e ainda ganhou três Oscars. O filme também fortalece os laços do cineasta com a Netflix, onde todas as suas parcerias foram bem-sucedidas, como as séries “House of Cards”, “Mindhunter” e “Love, Death + Robots”.
Ray Fisher envolve Warner em polêmica de bastidores de Liga da Justiça
Ray Fisher, intérprete de Ciborgue em “Liga da Justiça”, ampliou seus ataques contra a produção daquele filme, envolvendo a DC Films e, como consequência, a Warner acabou se posicionando oficialmente. Com o novo desenvolvimento a situação mudou de patamar. Não se trata mais de um ator reclamando de abuso de um diretor. Após o comunicado da Warner, Fisher passou a mirar o próprio estúdio de cinema. O ator começou a atacar a produção de “Liga da Justiça” em julho passado, num tuíte em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Fisher nunca disse especificamente o que caracterizou o comportamento de Whedon, o que o diretor fez exatamente. Único a se manifestar sobre o assunto, Jon Berg negou qualquer problema e acusou o ator de estar exagerando. O produtor disse que as alegações se deviam ao descontentamento de Fisher por ter de falar “Booyah” no filme, um bordão do Ciborgue que se tornou famoso nos quadrinhos – e que o personagem fala na série “Patrulha do Destino”, onde é vivido por Joivan Wade. Mas o ator não deixou o assunto morrer. Poucas semanas depois, desafiou Whedon a processá-lo, reforçando as denúncias de abuso. Em seguida, denunciou que Geoff Johns ameaçou sua carreira por causa das queixas no set. Em meio ao clima belicoso, a Warner iniciou uma investigação sobre o ambiente na produção. Teriam sido feitas várias entrevistas internas, que as publicações Variety e The Hollywood Reporter apuraram não ter revelado nada desabonador contra a equipe. Mas Fisher diz que isso faz parte de um acobertamento do estúdio. Na sexta, ele postou: “Para vocês entenderem o quão fundo isso vai: após expor o que aconteceu em ‘Liga da Justiça’, o presidente da DC Films [Walter Hamada] me ligou tentando que eu jogasse Joss Whedon e Jon Berg na fogueira e que eu pegasse leve com Geoff Johns. Eu não vou.” Horas depois, a Warner Bros. Pictures emitiu um comunicado oficial, acusando Ray Fisher de mentir e não colaborar com a investigação sobre suas próprias denúncias. “Em nenhum momento o Sr. Hamada ‘jogou alguém na fogueira’, como o Sr. Fisher falsamente alegou, ou fez qualquer pré-julgamento sobre a produção da ‘Liga da Justiça’, com a qual o Sr. Hamada não teve nenhum envolvimento, desde que as filmagens ocorreram antes do Sr. Hamada ser elevado à sua posição atual”, diz o texto. O estúdio também afirmou que Fisher não apresentou nenhum caso concreto de abuso e tem se recusado a cooperar com a investigação. “Embora o Sr. Fisher não tenha citado nenhum episódio de conduta realmente passível de punição, a WarnerMedia começou uma investigação sobre as suas denúncias. Ainda insatisfeito, o Sr. Fisher insistiu que a WarnerMedia contratasse um investigador de fora do estúdio para garantir imparcialidade. Este investigador já tentou múltiplas vezes se encontrar com o Sr. Fisher para discutir as suas acusações, mas ele recusou os convites”, afirma o estúdio. Neste sábado, Fisher confirmou que, de fato, foi procurado por um investigador, via Zoom, em 26 de agosto. Mas diz que o investigador era contratado da Warner Bros. Pictures e não da WarnerMedia, fazendo com que as conclusões ficassem restritas ao departamento legal do estúdio e não chegassem aos proprietários do conglomerado. Ele também indicou ter se recusado a falar com ele sem um representante (advogado) presente “por segurança”. Entretanto, Fisher também alegou que a revelação de sua recusa em conversar com o investigador era “uma tentativa desesperada e dispersa de me desacreditar para continuar protegendo aqueles que estão no poder”. Num segundo post, Fisher acusou o estúdio de ser responsável por alimentar e ampliar o problema. Segundo o ator, o comunicado da Warner “elevou isso a um nível totalmente diferente, mas estou pronto para enfrentar o desafio”. O “desafio”, na verdade, será promover o lançamento do Snyder Cut, a versão do diretor Zack Snyder de “Liga da Justiça”, que será lançada em 2021 na HBO Max. Snyder tem dito que pretende dar mais destaque ao papel do Ciborgue, que seria “o coração” de sua versão. Mas, com a insistência de Fisher de puxar briga com a Warner, é possível imaginar que esse projeto esteja sendo bastante (re)discutido neste momento. Veja os posts do ator abaixo. So you can better understand how deep this goes: After speaking out about Justice League, I received a phone call from the President of DC Films wherein he attempted to throw Joss Whedon and Jon Berg under the bus in hopes that I would relent on Geoff Johns. I will not. A>E — Ray Fisher (@ray8fisher) September 4, 2020 It’s also worth noting that I made it clear to the world on Aug 21st that I would be vetting the investigator to ensure a fair and protected process for all witnesses. @wbpictures has escalated this to an entirely different level, but I’m ready to meet the challenge. A>E 2/2 pic.twitter.com/OcOmcVZtub — Ray Fisher (@ray8fisher) September 5, 2020












