Tenet ganha quatro teasers legendados e coleção de pôsteres
A Warner divulgou quatro teasers com legendas em português (de Portugal) e uma coleção de pôsteres americanos com os personagens centrais de “Tenet” – vividos por John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). Os vídeos incluem muitas cenas inéditas e ressaltam que a estreia vai acontecer exclusivamente nos cinemas. Adiado várias vezes em razão da pandemia de covid-19, o filme do diretor Christopher Nolan (“A Origem”) começará a chegar às telas grandes em duas semanas, nos países em que o circuito estiver funcionando. No Brasil, o lançamento está marcado para 3 de setembro. Mas até agora, três semanas antes da data estabelecida, não há nenhum cinema aberto no país para exibi-lo, com a exceção do revivido circuito de cines drive-in. A trama é até agora um mistério e a sinopse genérica não ajuda: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” As novas prévias acrescentam ainda mais mistério à premissa, revelando que o objetivo dos protagonistas é evitar a 3ª Guerra Mundial, que não será nuclear, mas “pior”.
Versão feminina de American Pie ganha trailer
Além dos quatro filmes oficiais, “American Pie” também é uma franquia de DVDs, que rendeu mais quatro títulos. E o trailer de um novo exemplar do gênero revela que ainda se fabrica esses disquinhos. A Universal divulgou o trailer de “American Pie Presents: Girls’ Rules”, que será lançado em DVD e VOD (locação digital), mas curiosamente não em Blu-ray, que é mais caro de produzir. É a velha história de sempre, só que desta vez destacando atrizes com mais de 20 anos em papéis de adolescentes. A trama gira em torno de quatro amigas com problemas na vida amorosa, que fazem um pacto para resolver a situação. O elenco conta com Madison Pettis (que era criança há 13 anos, em “Treinando o Papai”), Piper Curda (que era adolescente há 6 anos na série da Disney “Não Fui Eu”), Natasha Behnam (“One-Night”) e Lizze Broadway (“Here and Now”), além do boy toy “adolescente” Darren Barnet (“Eu Nunca…”), que vai completar 30 anos! Dirigido por Mike Elliott (“Escorpião Rei 4”), o filme tem lançamento marcado para 8 de outubro nos EUA.
Quase uma Rockstar: Drama adolescente com estrela de Moana ganha trailer legendado
A Netflix divulgou cinco fotos, o pôster e o primeiro trailer de “Quase uma Rockstar”, novo drama adolescente de streaming. Mas atenção: o título é cilada. A prévia revela que não há nada remotamente parecido com rock ou comportamento de rockstar na produção. No máximo, a protagonista aparece cantando uma balada triste. O vídeo privilegia mesmo é o drama edificante e a mensagem de solidariedade da história. Trata-se de uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito por Matthew Quick, autor de “O Lado Bom da Vida” (livro adaptado para o cinema em 2012 com performance vencedora de Oscar de Jennifer Lawrence). Mas o filme ganhou um título mais apropriado em inglês: “All Together Now”, convocação para uma cantoria coletiva, que na trama se refere tanto a um espetáculo musical de Ensino Médio quanto ao esforço de uma comunidade para ajudar a personagem principal. Vivida por Auli’i Cravalho (atriz revelada ao vencer concurso para dar voz à Moana no desenho da Disney), Amber Appleton é uma otimista incorrigível, embora sua vida seja mais complicada do que aparenta. A jovem é uma estudante que tenta conciliar o trabalho, a vida, os sonhos e alguns difíceis segredos sempre com um sorriso no rosto, na esperança de conseguir estudar numa faculdade prestigiosa de música. Quando novos obstáculos aparecem, Amber descobre que pode contar com a família que ela escolheu (os amigos) para superar os desafios. O longa tem direção de Brett Haley (“Por Lugares Incríveis” e “Corações Batendo Alto”) e o elenco conta com Justina Machado (“Once Upon a Time”), Judy Reyes (“Claws”), Fred Armisen (“Los Espookys”), C.S. Lee (“Dexter”), Rhenzy Feliz (“Fugitivos da Marvel”), Taylor Richardson (“Slender Man: Pesadelo Sem Rosto”) e a veteraníssima comediante Carol Burnett (“The Carol Burnett Show”). A estreia está marcada para 28 de agosto.
Novo trailer de Mulan confirma lançamento em streaming
A Disney divulgou um novo trailer americano da versão live-action de “Mulan”, que confirma o lançamento na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). Após vários adiamentos devido a pandemia de covid-19, a superprodução terá uma estreia diferenciada em setembro, chegando na Disney+ (Disney Plus) nos países que já operam o serviço. Já os territórios em que a plataforma ainda não está disponível exibirão o filme nos cinemas. Como o Brasil ainda não tem Disney+ (Disney Plus), a estreia de “Mulan” dependerá da reabertura dos cinemas, atualmente fechados em prevenção contra o coronavírus. Caso isso não aconteça a tempo, o filme pode ser lançado em VOD para evitar uma reprise do fenômeno de “Black Is King”, filme exclusivo da Disney+ (Disney Plus), que mesmo sendo inédito no país, foi bastante “visto” por brasileiros. A verdade é que mesmo assinantes da Disney+ (Disney Plus) terão que pagar uma grana extra, além de sua assinatura mensal, se quiserem assistir “Mulan”. Durante sua conferência sobre o balanço trimestral da empresa para acionistas, o CEO da Disney, Bob Chepak, revelou que o filme inaugurará uma seção de “premières” (leia-se VOD) dentro da Disney+ (Disney Plus). O novo trailer denomina a seção de “Premier Access”. Chepak disse que a iniciativa foi uma forma de valorizar o filme ao tentar novas vias de distribuição durante a pandemia. “Nos EUA, Canadá, Nova Zelândia e outros países, ofereceremos o épico Mulan em um acesso de première no Disney+ (Disney Plus), a partir de 4 de setembro, ao preço de US$ 29,99 nos EUA”. Esta decisão favorece o lançamento em VOD em mercados que não tem Disney+ (Disney Plus) nem tampouco aval para reabrir os cinemas. E representa uma grande derrota para as salas exibidoras, que precisam de títulos inéditos e de apelo comercial para atrair o público de volta aos cinemas. Mas a Disney já adiou o filme duas vezes e os cinemas das principais redes dos EUA ainda não reabriram, nem tem expectativa de receber autorização para retomar seus funcionamentos. Diante disso, a Disney fixou 4 de setembro como data definitiva, onde for possível lançar. Primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (de “O Zoológico de Varsóvia”), “Mulan” destaca em seu elenco a jovem Liu Yifei (“O Reino Perdido”) como a heroína do título e dois grandes astros do cinema chinês de ação, Donnie Yen (“Rogue One”) e Jet Li (“Os Mercenários”), além do havaiano Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que vive uma bruxa capaz de virar águia.
Rede de Ódio: “Parasita das fake news” vai virar série da HBO
Lançado no final de julho na Netflix, o filme polonês “Rede de Ódio” (The Hater) tem dado tanto o que falar que vai virar série. O motivo da repercussão é que seu tema não sai dos noticiários atuais, inclusive no Brasil, onde muito se discute sobre um gabinete do ódio no governo Bolsonaro. A trama acompanha um jovem (Maciej Musialowski) especialista em criar campanhas de ódio nas redes sociais, que usa racismo, homofobia e xenofobia como armas para progredir na vida e, graças a este talento, começa a ganhar dinheiro com políticos. Claramente um sociopata, o personagem central aos poucos começa a levar seu comportamento agressivo para a vida real. O filme tem sido chamado de “‘Parasita’ das fakes news”. O detalhe é que a produção da série escapou das mãos da Netflix e será desenvolvida por uma das suas maiores rivais, a HBO. O diretor Jan Komasa (o mesmo do excelente “Corpus Christi”) e o roteirista Mateusz Pacewicz vão produzir a adaptação de seu filme, junto com o americano Dan Farah (produtor de “Jogador Nº 1” e “As Crônicas de Shannara”). Em comunicado, ele definiu “Rede de Ódio” como “um thriller fascinante, ao mesmo tempo em que é um comentário social provocativo e universal”. Ainda não há mais detalhes sobre a adaptação, como, por exemplo, se a trama será transportada para os EUA para refletir as campanhas de ódio da direita americana. Também não foram informados equipe técnica, cronograma de produção e expectativa para a estreia. Veja abaixo o trailer de “Rede de Ódio”.
Alicia Keys vai produzir comédia romântica para a Netflix
A cantora Alicia Keys vai produzir uma nova comédia romântica para a Netflix. Multitalentosa, a artista já produziu três longas e uma série (“Hustle”). Sua produção mais recente foi justamente uma parceria com a Netflix, “Dançarina Imperfeita” (Work It), lançado na sexta passada (7/8). Sua nova produção pretende ajudar as pessoas a refletirem sobre amor conjugal e amor familiar. A história foi escrita pelo trio Stella Meghie (“A Fotografia”), Dana Schmalenberg (“Single Laides”) e Rheeqrheeq Chainey (“O Clube das Babás”), a direção está a cargo de Steven Tsuchida (que dirigiu episódios de “Cara Gente Branca” e “On My Block”, duas séries também da Netflix) e o elenco destaca Christina Milian (“Amor em Obras”, “Soundtrack”) e Jay Pharoah (“Saturday Night Live”) como protagonistas. Além desse filme, Alicia Keys também está desenvolvendo uma série de temática musical para o canal pago Showtime. Ainda não há previsão para a estreia de nenhum dos dois projetos.
Um Maluco no Pedaço vai ganhar remake como drama
A série clássica dos anos 1990 “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel-Air), que transformou em ator o então rapper Will Smith, vai ganhar nova versão, agora reimaginada como um drama. O projeto é baseado numa produção de fã que viralizou em 2019. O jovem Morgan Cooper produziu e postou um “trailer” de quatro minutos, apresentando como seria o clássico sitcom se os personagens interpretassem um drama, e o trabalho acabou elogiado por Will Smith. Os dois se encontraram e a conversa tomou um rumo inesperado, com Smith se propondo a produzir uma série a partir daquela ideia. “Morgan fez um trailer absurdo de ‘Maluco’ – uma ideia brilhante, a versão dramática de ‘Um Maluco no Pedaço’ para a próxima geração”, disse Smith em seu canal do YouTube na época. O projeto está agora em desenvolvimento pela Westbrook Studios, produtora de Smith e de sua esposa Jada Pinkett Smith, em parceria com a Universal TV, e será oferecido ao mercado. A produção será realmente um drama com episódios de uma hora e incluirá a história de como o personagem de Smith se envolveu em uma briga com membros de uma gangue na Filadélfia antes de ser enviado para morar com seus parentes ricos no afluente subúrbio de Bel-Air, em Los Angeles. Cooper será co-autor do roteiro, diretor e creditado como co-produtor executivo, trabalhando ao lado de vários integrantes da equipe criativa do programa original e do showrunner Chris Collins (“The Wire”), segundo relatos. Vale observar que, depois de lançar “Bel-Air” (nome oficial do “trailer”), Morgan fez um novo curta, “U Shoot Videos?”, que foi premiado no Festival de Tribeca do ano passado. “Um Maluco no Pedaço” foi exibido nos EUA por seis temporadas, entre 1990 e 1996, tornando-se um sucesso global. No Brasil, só chegou na TV aberta a partir do ano 2000, quando estreou no SBT. A série foi o primeiro trabalho oficial de Will Smith, que até então só assinava como Fresh Prince, seu nome de rapper. Atualmente, todas as temporadas da atração original fazem parte do acervo da HBO Max, ainda não disponível no Brasil. Veja abaixo o curta que inspirou a nova produção, seguido pelo vídeo do encontro entre Will Smith e Morgan Cooper, em que o astro dá sua opinião entusiasmada sobre o trabalho do fã.
Trini López (1937 – 2020)
O cantor, guitarrista e ator Trini López, que integrou o elenco do clássico de guerra “Os Doze Condenados” (1967), morreu nesta terça (11/8) em Palm Springs, na Califórnia, de complicações da covid-19, aos 83 anos. Trinidad López III nasceu no Texas, representando a primeira geração americana de uma família mexicana. Aos 15 anos já era roqueiro e, em 1958, seu grupo The Big Beats assinou com a Columbia Records. A banda gravou com o produtor de Buddy Holly, Norman Petty, mas Trini logo se lançou em carreira solo. O sucesso veio durante uma apresentação na boate PJ’s de Los Angeles, onde Frank Sinatra viu seu show e o contratou para sua gravadora, Reprise Records, em 1963. No mesmo ano, ele estourou com uma versão ao vivo de “If I Had a Hammer”, clássico folk de Peter Seeger, que se destacou pela energia do acompanhamento do público, marcando o ritmo com palmas. A música virou febre e liderou as paradas de sucesso em vários países. E vieram muitos outros hits, como “La Bamba” (gravada anos antes por Ritchie Valens) e “Lemon Tree”. Foi tanto sucesso que ele teve até cover brasileiro, Prini Lorez (na verdade, o cantor baiano José Gagliardi Jr.) durante a Jovem Guarda. Trini também era um guitarrista virtuoso e sua popularidade levou a fábrica de instrumentos Gibson a pedir que projetasse uma linha de guitarras. A Trini Lopez Standard e a Lopez Deluxe foram produzidas de 1964 a 1971 e hoje valem fortunas entre os colecionadores. Ele estreou no cinema em 1965, ao aparecer como si mesmo na comédia “Vamos Casar Outra Vez” (1965), estrelada por seu chefe, Frank Sinatra. Bisou a experiência um ano depois, no drama criminal “O Ópio também é Uma Flor” (1966). Mas a estreia como ator de verdade só veio em “Os Doze Condenados” (1967), quando viveu Pedro Jiminez – também conhecido como prisioneiro Número 10. O grande filme de ação de Robert Aldrich foi o primeiro “Esquadrão Suicida” do cinema. A trama girava em torno de um grupo de 12 soldados condenados pelos mais diversos crimes, que ganhariam a chance de limpar a ficha e recuperar a liberdade se aceitassem participar de um missão possivelmente suicida: passarem-se por alemães para adentrar as linhas inimigas e invadir uma festa repleta de oficiais nazistas de alta patente para exterminá-los num único golpe. Lee Marvin vivia o oficial encarregado de selecionar a equipe, que incluía Charles Bronson, Jim Brown, John Cassavetes, Clint Walker, Telly Savalas e Donald Sutherland. Trini foi o primeiro a morrer desse grupo, logo no começo, durante a descida de paraquedas na França ocupada. Com participação ainda de Ernest Borgnine e George Kennedy, “Os Doze Condenados” foi um sucesso imenso, ganhou sequências e inspirou dezenas de cópias, impactando a cultura pop a ponto de sua premissa virar um certa publicação de quadrinhos da DC Comics. Depois disso, ele voltou a viver um soldado no telefilme de guerra “The Reluctant Heroes” (1971) e teve seu grande destaque como protagonista em “Antonio” (1973), que ele próprio produziu. Mas o drama latino não fez o sucesso que Trini estava acostumado e encerrou sua curta carreira cinematográfica. O cantor ainda apareceu em dois episódios da série “Adam-12” e num capítulo de “The Hardy Boys/Nancy Drew Mysteries”, que marcou sua despedida da atuação em 1977. Recentemente, ele virou tema de um documentário, intitulado “My Name Is Lopez”, que inclui entrevistas com celebridades como o ator Jim Brown, a cantora Dionne Warwick e o guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons. Atualmente em pós-produção, o filme ainda não tem previsão de estreia. Relembre abaixo o grande sucesso musical de Trini Lopez.
Kurt Luedtke (1939 – 2020)
O jornalista e roteirista Kurt Luedtke, que venceu o Oscar por “Entre Dois Amores” (1985), morreu no domingo (9/8) aos 80 anos, num hospital do Michigan (EUA) após longa batalha contra uma doença não divulgada. Ele ganhou proeminência em 1967, quando ainda era um jovem jornalista e participou da cobertura do quebra-quebra da cidade de Detroit durante os protestos raciais daquele ano. O trabalho realizado com outros colegas do jornal metropolitano Detroit Free Press venceu um Prêmio Pulitzer (o Oscar do jornalismo). Depois de uma experiência como editor, ele anunciou planos de escrever um livro de ficção sobre um tragédia causada por má reportagem jornalística. Um estúdio de Hollywood gostou da premissa e comprou os direitos por US$ 20 mil, com a intenção de contratar um roteirista para fazer a adaptação. Mas Luedtke fez uma contraproposta. Em vez de escrever um livro para alguém adaptar, ele abandonaria os planos de publicação para escrever diretamente a história como um roteiro original. O resultado foi “Ausência de Malícia” (1981), clássico dirigido pelo mestre Sydney Pollack sobre os danos causados por uma repórter durona (Sally Field) ao publicar informação falsa de uma fonte mal-intencionada do governo. Ao acreditar na veracidade da denúncia grave, ela acaba destruindo a vida de um homem inocente (Paul Newman) e levando uma mulher (Melinda Dillon) ao suicídio. O filmão foi indicado a três Oscars, incluindo o de Melhor Roteiro Original, e acabou entrando no currículo das aulas de Jornalismo nos EUA. Ele venceu o Oscar com seu próximo projeto, “Entre Dois Amores” (1985), em que explorou os escritos semiautobiográficos do autor dinamarquês Isak Dinesen sobre seus anos no Quênia. As tentativas anteriores de adaptar obras de Dinesen nunca tinham dado em nada. Mas ao se concentrar num complicado caso de amor do escritor e uma linda piloto de espírito livre, ele encontrou o potencial para um clássico romântico, em que o cenário africano importaria mais pelo impacto visual. Novamente dirigido por Pollack e com Robert Redford e Meryl Streep como protagonistas, “Entre Dois Amores” venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Apesar desse sucesso, Luedtke só assinou mais um roteiro. “Destinos Cruzados” (1999) era um melodrama romântico baseado num romance de Warren Adler, em que Harrison Ford e Kristin Scott Thomas se conhecem e se envolvem após seus cônjuges infiéis morrerem em um acidente de avião. Foi também sua terceira parceria com Pollack, mas não repetiu o desempenho das obras anteriores. Luedtke ainda esteve envolvido com outros dois filmes famosos, “Rain Man” (1988) e “A Lista de Schindler” (1993), mas acabou substituído sem que seus roteiros fossem utilizados nas filmagens, por não agradar aos diretores responsáveis – respectivamente, Barry Levinson e Steven Spielberg. Para se ter noção, Luedtke não aceitava a visão de que o industrial alemão Oskar Schindler seria um salvador do povo judeu na Alemanha nazista. Em vez disso, ele defendia que Schindler era um aproveitador de guerra, cujo papel no salvamento de mais de mil judeus foi motivado por sua necessidade de mão de obra barata em sua fábrica de esmaltes. Ele lutou por quatro anos para encontrar o altruísmo buscado por Spielberg, sem conseguir. O problema seria seu ceticismo arraigado, disse Spielberg à revista Entertainment Weekly. “Como repórter”, explicou o cineasta, “ele teve alguns conflitos jornalísticos por não acreditar na história”. Steven Zaillian acabou assinando a versão da história de Schindler que Spielberg filmou. E o longa venceu sete Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Roteiro. Luedtke ficou só com um Oscar mesmo. Mas não abriu mão de suas convicções.
Zac Efron vai estrelar remake de Três Solteirões e um Bebê
O ator Zac Efron vai estrelar um remake da comédia de sucesso “Três Solteirões e um Bebê”, de 1987. A produção é da Disney e visa lançamento na plataforma de streaming do estúdio, Disney+ (Disney Plus). Curiosamente, o filme de 1987 já era um remake, baseado numa comédia francesa de Coline Serreau, feita dois anos antes – e lançada no Brasil como “3 Homens e um Bebê”. A versão americana foi dirigida por Leonardo Nimoy (o Sr. Spock de “Star Trek”) e estrelada por Tom Selleck, Steve Guttenberg e Ted Danson como três amigos solteiros que moravam juntos. Quando um bebê é abandonado na porta de seu apartamento, eles decidem cuidar da criança. O sucesso foi tanto que “Três Solteirões e um Bebê” se tornou o primeiro filme live-action da Disney a arrecadar mais de US$ 100 milhões nos Estados Unidos. A comédia acabou ganhando continuação com o mesmo elenco, “Três Solteirões e uma Pequena Dama” (1990), mostrando o que aconteceu quando o bebê se tornou menina. A nova filmagem vai marcar o retorno de Efron à Disney, empresa que o lançou para o estrelado em “High School Musical” (2006). O roteiro foi escrito por Will Reichel (“Hot Air”), mas ainda não há um diretor definido. O último filme que trouxe Efron como protagonista foi “Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal”, lançado em julho do ano passado. Desde então, ele fez a dublagem de Fred em “Scooby! O Filme”, uma série documental (“Curta Essa com Zac Efron”) e um reality show de sobrevivência (o ainda inédito “Killing Zac Efron”).
Jared Leto confirma que vai estrelar continuação de Tron: O Legado
A Disney avançou com a esperada continuação do filme “Tron: O Legado”, lançado há dez anos. O ator Jared Leto (o Coringa de “Esquadrão Suicida”) confirmou sua escalação na produção. O ator está ligado ao projeto desde 2017 e nesta segunda (10/8) postou no Twitter: “Estou muito animado e orgulhoso de confirmar que SIM, vou estrelar ‘Tron’. Vamos trabalhar o máximo que pudermos para criar algo que espero que todos vocês amem. Temos algumas ideias muito especiais reservadas para todos vocês…” Ele ainda acrescentou: “Tenho grande gratidão pela oportunidade de dar vida a este filme, especialmente porque tanto o videogame original quanto o filme me afetaram profundamente quando eu era uma criança. O fato de fazer parte deste novo capítulo é alucinante”. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o site The Hollywood Reporter revelou que o estúdio contratou Garth Davis, diretor de “Lion: Uma Jornada Para Casa”, para realizar o fecho da trilogia, iniciada em 1982 com o clássico “Tron: Uma Odisseia Eletrônica”. A produção deve chegar aos cinemas a tempo de refletir os 40 anos do filme original. Além do diretor recém-contratado, a equipe inclui o roteirista Jesse Wigutow, que só tem um lançamento de cinema no currículo, a comédia “Acontece nas Melhores Famílias” de 2003. O papel de Leto deve se chamar Ares, um personagem inédito na franquia, mas que figurava com destaque num roteiro antigo e não filmado do terceiro longa. Para se ter ideia, esta continuação chegou a entrar no cronograma de produções da Disney para 2015, mas o fracasso de “Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível” (2015) mudou os planos do estúdio. Assim como “Tron: O Legado”, a continuação seria dirigida por Joseph Kosinski e estrelada por Garrett Hedlund e Olivia Wilde. Em 2011, o diretor afirmou que pretendia continuar a história de “O Legado” acompanhando Quorra (Olivia Wilde) no mundo real. Mas agora, sem Kosinski, a Disney pode optar por um reboot. Além de estrelar, Leto será um dos produtores da continuação junto com Justin Springer, produtor de “Tron: O Legado” e de “Oblivion”, dois filmes dirigidos por Kosinski. E o fato de Springer estar a bordo pode ser um bom sinal para quem torce por uma continuação direta da história. Para quem não lembra, o filme original contava a história de Kevin Flynn, um programador que adentra um mundo cibernético para provar a fraude de um colega de trabalho. O elenco contava com Jeff Bridges e Bruxe Boxleitner, que depois voltaram para a continuação. “Tron: O Legado”, por sua vez, era centrado no filho de Flynn, que entrava no mesmo mundo digital para resgatar o pai preso lá há desde os anos 1980, e ao final escapava acompanhado por uma mulher digital, Quorra. I am so very excited and proud to confirm that YES – I will be starring in TRON. We will work as hard as we possibly can to create something that I hope you all will love. We have some very special ideas in store for you all…🤗 See you in the grid!👨🏼🎤 — JARED LETO (@JaredLeto) August 10, 2020
Selena Gomez e David Henrie retomam parceria com filme após Feiticeiros de Waverly Place
Os atores Selena Gomez e David Henrie anunciaram seu primeiro projeto juntos desde “Os Feiticeiros de Waverly Place”, série encerrada em 2012, na qual viveram irmãos. A dupla compartilhou posts nas redes sociais sobre seu evolvimento no filme “This Is the Year”. Para começar, não, eles não voltam a contracenar no filme, como fica claro pelo trailer que acompanha o anúncio. “This Is the Year” é, na verdade, a estreia de Henrie como diretor de longa-metragem. Selena é produtora e está ajudando na divulgação. No vídeo em que apresentam “This Is the Year”, os dois convidam o público a participar da première mundial e virtual do longa, acrescentando que estarão presentes ao evento, aberto a todos os quiserem acompanhar, com direito a bate-papo com eles e o elenco da produção, além de incluir um show da lovelytheband. A première virtual está marcada para o dia 28 de agosto. As estrelas da produção são o irmão caçula de David, Lorenzo James Henrie (“Fear the Walking Dead”) e Vanessa Marano (“Switched at Birth”), além dos intérpretes de Mason e Tio Kelbo em “Feiticeiros”, os atores Gregg Sulkin e Jeff Garlin. O filme, que Henrie escreveu com Pepe Portillo (“Little Boy – Além do Impossível”) e Bug Hall (ator de “Os Batutinhas”), segue um aluno nerd do último ano do ensino médio que, em um último esforço para conquistar a garota dos seus sonhos, embarca em uma viagem com seus amigos para ver sua banda favorita no maior festival de música do ano. “Com toda a loucura que está acontecendo no mundo, um filme alegre é exatamente o que precisamos”, diz Selena no vídeo. “Queremos que todos vocês assistam conosco”, acrescentou. Veja o vídeo da apresentação abaixo, postado no YouTube da atriz e cantora. Mais detalhes sobre a exibição de “This Is the Year” devem ser anunciados nos próximos dias.
Small Axe: Série de filmes de Steve McQueen sobre luta racial ganha primeiro trailer
A Amazon divulgou o primeiro trailer de “Small Axe”, que apresenta a “série” como uma coleção de cinco filmes dirigidos por Steve McQueen, o cineasta de “12 Anos de Escravidão”. O vídeo foi divulgado no domingo (9/8), data em que se completou 50 anos do evento que ele retrata. Todos os filmes abordarão a luta racial no Reino Unido entre os anos 1960 e 1980, muitas vezes contando com os mesmos personagens. O primeiro vai se chamar “Mangrove”, sobre protestos antirracistas que uniram comunidades oprimidas em Londres em agosto de 1970. Naquele mês, negros e imigrantes sul-asiáticos marcharam juntos em direção a delegacias de polícia, denunciando a brutalidade dos oficiais contra as comunidades não-brancas britânicas. Nove dos líderes ativistas acabaram presos, incluindo os três sócios do restaurante Mangrove, cuja invasão pela polícia foi o estopim para os protestos. O julgamento marcou época. O elenco destaca Letitia Wright (a Shuri de “Pantera Negra”) como líder dos ativistas que protestam contra o racismo policial, além de Shaun Parkes (“Perdidos no Espaço”), Malachi Kirby (“Raízes”), Rochenda Sandall (“Line of Duty”), Jack Lowden (“Duas Rainhas”), Sam Spruell (“The Bastard Executioner”), Gershwyn Eustache Jr. (“Britannia”) e Gary Beadle (“No Coração do Mar”). Apropriadamente, o título do projeto deriva de um provérbio africano usado em todo o Caribe e que ficou famoso ao ser cantado por Bob Marley em 1973: “Se você é a árvore grande, nós somos o machado pequeno” (small axe). “Small Axe” é uma coprodução entre a Amazon e a ABC, e os outros filmes da coleção são intitulados “Lovers Rock”, “Alex Wheatle”, “Education” e “Red, White and Blue”, que é estrelado por John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”). “Mangrove” deveria ter sido exibido no cancelado Festival de Cannes. Agora vai abrir o Festival de Nova York, junto com “Lovers Rock” e “Red, White and Blue”, no dia 25 de setembro. A previsão é que eles sejam lançados logo em seguida na BBC e na Amazon.












