Filmes online: Confira as melhores estreias de cinema em casa
A Netflix disponibiliza a estreia que mais chama atenção na semana com o lançamento de “Awake”, uma sci-fi apocalíptica com ecos de “Bird Box”. A trama se passa após um acontecimento global avariar todos os aparelhos eletrônicos e impedir a humanidade de conseguir dormir, enlouquecendo lentamente a população. Conforme o caos toma conta do mundo, a protagonista vivida por Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) tenta levar sua família para segurança e, em sua jornada, descobre que pode ter a chave da cura: sua filha. A menina é a única que ainda consegue dormir. A programação também destaca “First Cow – A Primeira Vaca da América”, que foi lançado simultaneamente nos cinemas. O novo longa da diretora Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”) gira em torno de um padeiro habilidoso (John Magaro) em viagem para o Velho Oeste que encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês também em busca de sua fortuna. Juntos, eles percebem que podem ficar ricos ao transformar o leite da primeira vaca da região em biscoitos. Infelizmente, a vaca não é deles. E o que se segue é uma fábula sobre amizade, capitalismo e sustentabilidade que venceu nada menos que 24 prêmios e foi eleito pelos críticos de Nova York como o melhor filme do ano passado. A maioria dos demais títulos são comédias inéditas no Brasil, que vão da hilária “Shiva Baby”, passada em tempo real durante um funeral judeu, à sombria “O Diário de um Maquinista”, vencedora de nada menos que 19 troféus no circuito dos festivais internacionais. Para o fim do semana dos namorados, as plataformas receberam vários telefilmes convencionais com Amor no título. Mas a única opção digna de “cinema em casa” é “Um Fim de Semana Prolongado”, comédia romântica com algumas reviravoltas. A propósito, “Judy & Punch”, que ganhou Amor e Vingança no subtítulo nacional, não é nada romântica, mas uma fábula feminista mais “Kill Bill” que “A Princesa Prometida” (a propósito, fica a dica da melhor comédia romântica de todas). Confira abaixo a seleção (com os trailers) das 10 melhores opções de filmes disponibilizadas em streaming nesta semana. Awake | EUA | Sci-Fi (Netflix) First Cow – A Primeira Vaca da América | EUA | Drama (Apple TV, NOW, YouTube Filmes) Shiva Baby | EUA, Canadá | Comédia (MUBI) Falsos Milionários | EUA | Comédia (Apple TV, Vivo Play, Sky Play, Oi Play) O Diário de um Maquinista | Sérvia | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes) Um Fim de Semana Prolongado | EUA | Comédia (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Judy & Punch – Amor e Vingança | Austrália | Comédia (Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play, YouTube Filmes) O Sequestro de Daniel Rye | Dinamarca, Noruega, Suécia | Thriller (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Selva Trágica | México, França, Colômbia | Mistério (Netflix) Uma Skatista Radical | Índia, EUA | Drama (Netflix)
Diretor revela título da continuação de “Aquaman”
O diretor James Wan revelou o título da continuação de “Aquaman”, que ele voltará a dirigir e trará novamente Jason Momoa no papel principal. Wan publicou imagens do título em postagens feitas nesta quinta (10/6) nas redes sociais, revelando que a produção vai se chamar “Aquaman and the Lost Kingdom” (Aquaman e o Reino Perdido, em tradução literal). Na publicação feita no Instagram, ele ainda escreveu: “A maré está subindo”. A observação se deve ao fato das imagens terem sido feitas durante um “encontro de produção” oficial do filme, indicando que as filmagens vão começar em muito breve. O roteirista David Leslie Johnson-McGoldrick é quem está trabalhando no script. Além de ter ajudado a escrever o primeiro “Aquaman”, ele também colaborou com o diretor James Wan em “Invocação do Mal 2”. Junto com Jason Momoa, a produção também contará com retornos previstos de Amber Heard como Mera, Patrick Wilson como Mestre do Oceano, Yahya Abdul-Mateen II como Arraia Negra e Temuera Morrison como Tom Curry, o pai de Aquaman. A estreia está agendada para dezembro de 2022. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por James Wan (@creepypuppet)
“O Senhor dos Anéis” vai ganhar longa animado
A Warner anunciou um retorno à Terra Média. O estúdio prepara um longa animado sobre o universo de “O Senhor dos Anéis”, criado por J.R.R. Tolkien. Intitulado “The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim” em inglês, o lançamento da New Line e da Warner Bros. Animation contará com direção e produção de Kenji Kamiyama e Joseph Chou, dupla por trás dos recentes animes “Ghost in the Shell SAC_2045” e “Ultraman” na Netflix. O roteiro está a cargo de Jeffrey Addiss e Will Matthews, que trabalharam juntos em outra produção da Netflix, “O Cristal Encantado: A Era da Resistência”. Vale lembrar que a trama clássica de “O Senhor dos Anéis” já foi transformada num longo animado. O desenho homônimo foi lançado em 1978 com direção do lendário Ralph Bakshi (“O Gato Fritz”), mas não fez um décimo do sucesso das produções live-action da Warner comandadas por Peter Jackson nos anos 2000. Jackson não está envolvido no novo projeto, mas Philippa Boyens, que co-escreveu as trilogias dos “Anéis” e do “Hobbit” serve como consultora da animação. A trama tem ligação com a trilogia cinematográfica – e os livros de Tolkien – , ao se concentrar em uma história não contada por trás do Abismo de Helm, a fortaleza no centro da batalha épica de “As Duas Torres”. A história será ambientada centenas de anos antes da guerra e, de acordo com o anúncio, será centrada em Helm Mão-de-Martelo, o rei de Rohan. “Todos nós da New Line sentimos uma profunda afinidade com o mundo extraordinário que JRR Tolkien criou, então a oportunidade de mergulhar de volta na Terra Média com a equipe da Warner Bros. Animation é um sonho que se tornou realidade”, disserem em comunicado conjunto a COO da Warner Bros. Carolyn Blackwood e o presidente e CCO da New Line, Richard Brener. “Os fãs conhecem o Abismo Deep como o palco de uma das maiores batalhas já filmadas e, com muitos dos mesmos criadores visionários envolvidos e o brilhante Kenji Kamiyama no comando, não poderíamos estar mais animados para apresentar uma nova visão de sua história que convidará o público global a experimentar a rica e complexa saga da Terra Média de uma maneira nova e emocionante. ” A trilogia inicial dos Anéis arrecadou US$ 2,9 bilhões e venceu 17 Oscars. Seu sucesso continuou em muitas edições de DVD/Blu-ray, como referência da cultura pop e como atração para o turismo na Nova Zelândia, onde os filmes foram feitos. Por conta dessa popularidade, a Amazon adquiriu os direitos para transformar esse universo numa série, que será a mais cara de todos os tempos, custando quase meio bilhão de dólares por temporada. Ainda não há previsão para o lançamento da animação ou para a série de “O Senhor dos Anéis”.
Facada em Bolsonaro vai virar filme
O cineasta Josias Teófilo, que estreou com o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o guru bolsonarista Olavo de Carvalho, vai lançar um curta-metragem sobre o atentado à faca contra Jair Bolsonaro em setembro de 2018, quando o capitão reformado ainda era candidato à presidência. A trama não será uma reprise de “Os 12 Macacos”, em que um homem considerado maluco era enviado no tempo para impedir um genocida de causar o apocalipse com um vírus contagioso, apenas para falhar na tentativa de matar seu alvo. Em vez disso, trata-se de um documentário com depoimentos de Carlos e Eduardo, filhos de Bolsonaro, além do deputado Gil Diniz e do advogado Victor Metta. O curta é resultado de sobras de outro trabalho. São imagens que não entraram na versão final do próximo documentário de Teófilo, “Nem Tudo se Desfaz”, sobre a ascensão de Bolsonaro, que deve ser lançado ainda neste ano.
Ryan Reynolds é personagem de videogame em novo trailer legendado de “Free Guy”
O 20th Century Studios divulgou o pôster nacional e um novo trailer legendado de “Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame. Na trama, Reynolds vive um bancário comum chamado Guy (cara, em inglês), que é figurante numa cena de assalto de videogame. Mas com ajuda de uma jogadora, ele acaba se tornando autoconsciente e descobre que sua existência é artificial, criada por um programador de games (Taika Waititi, de “Jojo Rabbit”). A partir daí, passa a ajudar outros figurantes a enfrentar as ameaças do jogo, o que o torna um problema que precisa ser eliminado pelo programador. O elenco também destaca Joe Keery (“Stranger Things”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e Jodie Comer (“Killing Eve”), que vive a heroína responsável por “despertar” Guy e ajudá-lo a superar os perigos causados por sua rebelião. O filme foi escrito por Matt Lieberman (dos novos longas animados de “A Família Addams” e “Scooby-Doo”) e marca o retorno do diretor Shawn Levy à direção, sete anos após o fracasso de seu último longa, “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Desde então, ele vinha se concentrando na atividade de produtor, inclusive da série “Stranger Things”. A estreia de “Free Guy” estava originalmente prevista para julho do ano passado, mas a pandemia de coronavírus atrasou seu lançamento em mais de um ano. “Free Guy” agora vai chegar em 13 agosto aos cinemas brasileiros, seis dias depois dos EUA. Exclusivamente nos cinemas.
Tick, Tick… Boom!: Veja o trailer do primeiro filme dirigido por Lin-Manuel Miranda
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Tick, Tick … Boom!”, primeiro longa dirigido por Lin-Manuel Miranda (o autor de “Hamilton”), que adapta a peça homônima de Jonathan Larson, outro autor célebre da Broadway, responsável por “Rent”. Originalmente concebido como um trabalho solo autobiográfico, interpretado pelo próprio Larson em 1990, a peça foi ampliada após sua morte em 1996, fazendo sua estreia como musical off-Broadway em 2001. A versão que chega aos cinemas foi adaptada por outro autor de sucesso em musicais, Steven Levenson, responsável por “Dear Evan Hansen” – além de ter vencido o WGA Award (prêmio do Sindicato dos Roteiristas) pela minissérie “Fosse/Verdon”, homenagem ao gênero. “Tick, Tick … Boom!” traz Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) como Jonathan Larson na véspera de seu aniversário de 30 anos e da estreia de um novo musical, “Superbia”, uma ópera rock inspirada em “1984”, de George Orwell, que nunca foi produzida. Na vida real, a frustração com o destino de “Superbia” levou o autor a criar “Tick, Tick … Boom!” como desabafo, dispensando a estrutura grandiosa dos espetáculos da Broadway para se apresentar acompanhado apenas por uma banda em pequenos palcos. Ao mesmo tempo em que apresentava o espetáculo solo, Larson acabou desenvolvendo “Rent”, seu maior sucesso, que infelizmente nunca pôde apreciar. Ele morreu de problemas cardíacos na manhã da première, aos 35 anos, vencendo todos os prêmios possíveis (do Tony ao Pulitzer) postumamente. A adaptação dessa fase criativa da vida de Larson também inclui em seu elenco MJ Rodriguez (“Pose”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Judith Light (“Transparent”) e marca a volta de Vanessa Hudgens aos musicais que a consagraram na adolescência, como estrela da franquia “High School Musical”, da Disney. A produção vai estrear em streaming no outono norte-americano (nossa primavera), em data ainda não divulgada. E também terá exibição limitada nos cinemas, manifestando uma aposta da Netflix em indicações ao Oscar 2022.
Nova “Gossip Girl” ganha primeiro trailer legendado
A HBO Max divulgou o primeiro trailer legendado do reboot de “Gossip Girl”. A prévia apresenta os personagens e revela o principal paralelo com a série original ao mostrar o grupo de adolescentes privilegiados acolhendo uma garota novata, de menor status social. Na série original foi um garoto, que acabou se revelando a verdadeira identidade da Gossip Girl. Ao som de “Super Rich Kids”, de Frank Ocean, o vídeo também revela como a passagem do tempo afetou o universo das fofocas digitais. No Brasil, “Gossip Girl” ganhou o título de “A Garota do Blog”. Mas a versão atual da personagem é mais evoluída e tem uma conta no Instagram. O detalhe é que, apesar dessa mudança, a produção ainda propaga os textos venosos com a mesma narração, cortesia de Kristen Bell (“The Good Place”). Como a série original, a nova “Gossip Girl” é escrita por Joshua Safran e baseada no livro homônimo de Cecily von Ziegesar. A trama se passa oito anos depois que o blog original da “garota fofoqueira” foi desativado, quando uma nova Gossip Girl surge para vigiar a atual geração de estudantes da elite de Nova York. O elenco está definido desde o ano passado com Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Legacies”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”) e o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”) – como de praxe, intérpretes bem mais velhos (alguns 10 anos mais velhos) que a idade dos personagens supostamente adolescentes. Além deles, a série contará com Elizabeth Lail, a vítima da 1ª temporada de “Você”. E aí rola uma curiosidade. “Você” foi estrelado pelo verdadeiro Gossip Girl. Penn Badgley viveu Dan Humphrey (que se revela o garoto do blog) antes de atormentar Lail como o psicopata Joe Goldberg. A nova “Gossip Girl” também tem produção dos criadores da versão original, Josh Schwartz e Stephanie Savage. E a direção dos primeiros episódios está a cargo da atriz Karena Evans (“Mary de Morte/Mary Kills People”), que virou diretora com clipes de Drake em 2018. A série vai estrear na plataforma de streaming em 8 de julho, nove dias após a HBO Max chegar no Brasil, permitindo aos fãs brasileiros acompanharem a série desde seu primeiro episódio.
Cinemas recebem animação, drama premiado e quatro filmes brasileiros
Os exibidores de cinema apostam em “Spirit – O Indomável” para manter a tendência de aumento no público durante mais um fim de semana. A produção da DreamWorks Animation tem a maior distribuição desta quinta (10/6), chegando a cerca de 300 salas. Infelizmente, também é uma das animações mais fracas do estúdio, uma reciclagem da reciclagem. O filme é uma adaptação da série “Spirit Riding Free” da Netflix, que por sua vez era inspirada no longa animado “Spirit: O Corcel Indomável” (2002). Só que a obra original, indicada ao Oscar, não tinha garotinhas galopando, mas índios. A nova versão troca o contexto histórico-cultural por uma trama com DNA de fábula de princesinha. Com direção de Elaine Bogan (“Como Treinar o Seu Dragão – A Série”) e do brasileiro Ennio Torresan (chefe de arte de “Abominável”), o longa acompanha a menina Lucky Prescott, que tem sua vida alterada para sempre ao se mudar da cidade grande para um pequeno vilarejo fronteiriço, onde se torna amiga de um cavalo selvagem chamado Spirit. Em circuito limitado, o destaque é “First Cow – A Primeira Vaca da América”, que só não apareceu no Oscar porque seu pequeno estúdio, A24, não tinha dinheiro para fazer campanha conjunta para dois títulos e optou por “Minari”. Mesmo assim, o novo longa da diretora Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”) venceu nada menos que 24 prêmios e foi eleito pelos críticos de Nova York como o melhor filme do ano passado. A trama gira em torno de um padeiro habilidoso (John Magaro) em viagem para o Velho Oeste que encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês também em busca de sua fortuna. Juntos, eles percebem que podem ficar ricos ao transformar o leite da primeira vaca da região em biscoitos. Infelizmente, a vaca não é deles. E o que se segue é uma fábula sobre amizade, capitalismo e sustentabilidade. A programação ainda inclui o drama alemão “Eu Estava em Casa, Mas…”, que rendeu o Urso de Prata do Festival de Berlim à diretora Angela Schanelec (“Uma Tarde Qualquer”) e é uma verdadeira aula sobre a técnica cinematográfica. Mas… o que chama realmente atenção no leque de opções é o lançamento simultâneo de quatro longas brasileiros de ficção. A maior expectativa recai sobre “Acqua Movie”, primeiro longa do premiado pernambucano Lírio Ferreira desde “Sangue Azul” em 2014. O road movie é passado no mesmo universo do cult “Árido Movie” (2005), com fotografia e elenco impressionantes. Um contraste enorme com “AmarAção”, cheio de problemas, que é quase cinema de guerrilha pela falta de recursos evidentes. Mas em termos de narrativa coesa são as comédias bobas que se saem melhor. O tema sobrenatural de “Missão Cupido” é realmente para não se levar a sério e rende boa diversão, enquanto “Quem Vai Ficar com Mário?” parte de uma premissa com pontos de conexão com “A Gaiola das Loucas” para, além de fazer rir, ajudar a refletir sobre preconceito sexual. Veja abaixo os trailers de todos os lançamentos. Spirit – O indomável | EUA | 2021 First Cow – A Primeira Vaca da América | EUA | 2020 Acqua Movie | Brasil | 2020 Quem Vai Ficar com Mário? | Brasil | 2020 Missão Cupido | Brasil | 2020 AmarAção | Brasil, França, Israel | 2020 Eu Estava em Casa, Mas | Alemanha, Sérvia | 2020
Claudia Barrett (1929–2021)
A atriz Claudia Barrett, que ficou conhecida ao ser carregada por um alienígena com roupa de gorila no famoso trash “O Robô Alienígena”, morreu em 30 de abril de causas naturais aos 91 anos, em sua casa em Palm Desert. A notícia foi publicada por sua família na quarta-feira (9/6). A cena de Barrett carregada nos braços do extraterrestre peludo com capacete de mergulho (seu “traje” espacial) tornou-se icônica ao ilustrar incontáveis listas de piores filmes de todos os tempos. Interpretado pelo dublê George Barrows, o monstro meio robô chamava-se Ro-Man e entrou para a cultura pop como uma das invenções mais ridículas da ficção científica dos anos 1950. Nascida Imagene Williams em West Los Angeles, Barrett estudou atuação, dança e canto quando criança, porque sua mãe esperava que isso a ajudasse a superar a timidez. Depois de vencer um concurso de beleza local, mudou seu nome para Claudia Barrett, conseguiu um agente e assinou com a Warner Bros. Ela foi uma dos últimas atrizes da era do “sistema de estúdio”, e assim que foi contratada voltou a estudar atuação, dança, canto, dicção e modelagem na Warner, trabalhando por 15 anos consecutivos sob contrato. Ela apareceu principalmente em faroestes na TV e no cinema. Entre seus créditos estão três bangue-bangues estrelados por Allan Lane entre 1950 e 1953 e séries como “Hopalong Cassidy”, “Cisco Kid”, “O Cavaleiro Solitário” (The Lone Ranger) e “Roy Rogers”, entre outras. Mas a fama só veio mesmo quando ela foi escalada como Alice, filha da última família sobrevivente no mundo pós-apocalíptico de “O Robô Alienígena” (Robot Monster). Versão alienígena de “King Kong”, a trama seguia uma criatura semelhante a um macaco cujas instruções para eliminar a raça humana são questionadas quando ele se apaixona pela adorável Alice de Barrett. O filme foi rodado em preto e branco, mas em 3-D, em um canyon de Los Angeles durante quatro dias, com um orçamento de meros US$ 16 mil. E poderia ter sido facilmente esquecido se não tivesse se tornado célebre por sua ruindade. Na sua própria época de lançamento, as críticas foram tão negativas que seu jovem diretor teria tentado o suicídio (“Eu finalmente percebi que meu futuro na indústria cinematográfica era sombrio”, escreveu Phil Tucker em uma nota que entrou para as lendas de Hollywood). A ironia é que o tempo transformou “O Robô Alienígena” em cult de tão ruim, ganhando elogios por divertir com sua precariedade hilária. Graças a isso, tornou-se icônico e até influente, inspirando paródias em séries, desenhos animados dos Looney Tunes e em clipes de rock – o hit “You Might Think”, da banda The Cars. Embora tenha continuado a carreira com participações em séries e filmes por mais uma década – ela parou de atuar em 1963, com o western “Império da Vingança” – Barrett só é lembrada pelos fãs por seu papel no clássico cult. Por conta disso, costumava receber inúmeras cartas e convites para participar de convenções. “Embora adorasse atuar, em meados dos anos 1960 ela percebeu que sua carreira não estava avançando, então mudou para empregos paralelos na distribuição de filmes, publicidade e relações públicas”, de acordo com o obituário escrito por sua família nas redes sociais. Até que em 1981 ela encontrou “o emprego dos seus sonhos” na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Barrett trabalhou na divisão que produzia os prêmios de avanços científicos e técnicos, e participou da premiação do Oscar todos os anos desde então.
Ernie Lively (1947–2021)
O veterano ator Ernie Lively, pai da atriz Blake Lively (“Um Pequeno Favor”), que apareceu em mais de 100 filmes e séries, morreu na quinta passada (2/6) em Los Angeles, aos 74 anos, de complicação cardíacas. Ele começou a carreira em 1975, ao aparecer num episódio de “Os Waltons”, e quatro anos depois conseguiu seu primeiro papel recorrente, na série “Os Gatões” (The Dukes of Hazzard). Foram décadas de pequenos papéis em “Fama”, “Ilha da Fantasia”, “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “Falcon Crest”, “Assassinato por Escrito” (Murder, She Wrote), “The West Wing”, “Seinfeld”, “Arquivo X”, “That ’70s Show” e até mesmo “Zack & Cody: Gêmeos em Ação”, entre muitas outras atração. No cinema, os primeiros papéis foram ainda menores, quase sempre como guarda, xerife ou policial em filmes como “Admiradora Secreta” (1985), “Difícil de Matar” (1990), “Massacre no Bairro Japonês” (1991), “Sonâmbulos” (1992), “Passageiro 57” (1992), “Misteriosa Paixão (1998) etc. Mas com o passar dos anos seu tempo de tela foi aumentando. Um de seus desempenhos mais lembrados foi justamente como pai de sua filha real, Blake Lively, nos dois filmes da saga “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”, em 2005 e 2008. Ironicamente, seu último filme foi o primeiro em que pôde viver o protagonista, o terror “Phobic”, lançado no ano passado em VOD nos EUA. Lively também deu aulas de atuação e se tornou o mentor de vários astros famosos, como Alyson Hannigan, Brittany Murphy, Scott Grimes, seus filhos Blake e Eric Likely e os enteados Lori, Jason e Robyn Lively. Todos os seus cinco filhos se tornaram atores, e ele também era sogro de Ryan Reynolds.
Trailer mostra transformação de Jessica Chastain para viver televangelista famosa
A Searchlight Pictures divulgou o primeiro trailer de “The Eyes of Tammy Faye”, que mostra a impressionante transformação física de Jessica Chastain (“It: Parte 2”) para viver a televangelista americana Tammy Faye Bakker. O filme se dedica a contar a história de Tammy Faye e seu marido Jim Bakker, vivido por Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”), com quem construiu um império de entretenimento evangélico nos EUA nas décadas de 1970 e 80, até o marido ser preso por vários crimes de fraude e conspiração criminal em 1989. Durante sua carreira, Tammy Faye ficou conhecida pela personalidade excêntrica e glamourosa. Mas embora parecesse desconectada da realidade ao encarnar o materialismo da “teologia da riqueza”, ela também é lembrada por defender pontos de vista éticos, que divergiam dos televangelistas tradicionais, particularmente na aceitação da comunidade LGBTQIAP+ e apoio aos pacientes com HIV no auge da epidemia de AIDS. Além de Chastain e Garfield, o elenco da biografia inclui Vincent D’Onofrio (“Demolidor”), Cherry Jones (“Transparent”), Sam Jaeger (“The Handmaid’s Tale”) e Fredric Lehne (“Supernatural”). Escrito por Abe Sylvia (roteirista das séries “Disque Amiga para Matar” e “Nurse Jackie”) e dirigido por Michael Showalter (criador de “Search Party” e “Wet Hot American Summer”), “The Eyes of Tammy Faye” tem estreia marcada para 17 de setembro nos EUA e ainda não possui previsão de lançamento no Brasil.
Novo trailer de “Space Jam 2” reforça que o filme é exclusivo dos cinemas no Brasil
A Warner divulgou o novo pôster nacional e o trailer dublado em português da continuação do híbrido animado “Space Jam: O Jogo do Século” (1996), reforçando que, ao contrário do lançamento americano, o filme chegará por aqui apenas nos cinemas – nada de lançamento simultâneo com a HBO Max no mercado brasileiro. Intitulado “Space Jam: O Novo Legado”, o longa vai mostrar LeBron James no lugar de Michael Jordan, que teve a mesma missão nos anos 1990: liderar um time formado pelos Looney Tunes num jogo de basquete espacial. Desta vez, porém, o motivo é pessoal. Em vez de salvar o mundo, o jogo é para salvar a vida de seu filho. Com direção de Malcolm D. Lee (“Viagem das Garotas”) e animação computadorizada (bem diferente do visual 2D do filme anterior), o novo “Space Jam” ainda destaca em seu elenco Sonequa Martin-Green (“Star Trek: Discovery”) no papel da esposa de James, Cedric Joe (“Modern Family”) como o filho, Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”) como o vilão e até Zendaya (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) como a voz de Lola Bunny, a melhor jogadora do Tune Squad. A estreia está marcada para 15 de julho, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer nas versões dublada em português e no idioma original (com menção à HBO Max).
Rua do Medo: Trilogia de terror ganha novo trailer tenso
A Netflix divulgou um novo trailer da trilogia de terror “Rua do Medo” (Fear Street). O vídeo legendado combina cenas tensas de três filmes diferentes, inspirados na famosa coleção literária de mesmo nome escrita por R.L. Stine, o “Stephen King da literatura infanto-juvenil”. Stine vem escrevendo a dezena de obras de “Rua do Medo” e seus spin-offs desde 1989 – o livro mais recente é de 2015. Trata-se da segunda maior franquia do escritor, perdendo apenas para a mais popular de todas, “Goosebumps”, que já virou série de TV e filmes. A adaptação live-action estava em desenvolvimento desde 2015, originalmente com a intenção de ser apenas um filme. Agora, multiplicado pela plataforma que popularizou as maratonas de conteúdo, será três longas passados em épocas diferentes – nos anos de 1666, 1978 e 1994 – , mas sempre no mesmo local: a pequena cidade amaldiçoada de Shadyside, em Ohio, nos EUA. O elenco da trilogia vai reunir rostos conhecidos das séries e filmes da Netflix, como Maya Hawke e Sadie Sink de “Stranger Things”, Kiana Madeira, de “Gatunas”, Gillian Jacobs de “Love”, Olivia Welch de “Inacreditável”, Michael Provost de “Insaciável”, Benjamin Flores Jr. de “Fim do Mundo” e Ashley Zukerman de “Designed Survivor”. Com direção de Leigh Janiak (do terror “Honeymoon” e de episódios da série “Pânico”/Scream), os filmes serão lançados semanalmente entre os dias 2 e 16 de julho, começando por “Rua do Medo: 1994” até chegar em “Rua do Medo: 1666”. O detalhe é que história de 1666 é a origem e as demais lidarão com as consequências, mostrando adolescentes apanhados em eventos aterrorizantes, que remontam à séculos atrás. A ordem inversa busca explorar o medo do desconhecido, antes de revelar porque a matança está acontecendo. Outra informação importante sobre o projeto é que os filmes terão classificação etária mais elevada que os livros, originalmente feito para pré-adolescentes.












