Janet Jackson solta primeira prévia de seu documentário biográfico
A cantora Janet Jackson divulgou em seu canal no YouTube e redes sociais o primeiro teaser do seu documentário biográfico “Janet”. “Esta é a minha história contada por mim. Não pelos olhos de outra pessoa”, ela resume no teaser, que apresenta várias cenas históricas, imagens inéditas de sua infância, bastidores de seus trabalhos profissionais e depoimentos de celebridades, incluindo Mariah Carey, Missy Elliot, Tito Jackson e Paula Abdul, entre outros. “Janet” tem direção de Benjamin Hirsch (“Criadores de Supercarros”) e será exibido no canal pago americano A&E em janeiro de 2022. Ainda não há previsão para sua chegada ao Brasil.
Novo filme de Pokémon ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser do próximo filme da franquia “Pokémon”. Intitulado “Pokémon, o Filme: Segredos da Selva”, o lançamento também ganhou data para chegar ao streaming: 8 de outubro. A produção faz parte das comemorações dos 25 anos de Pokémon e será o 23º longa-metragem animado da franquia. Segundo a sinopse, a trama vai mostrar Koko, um menino humano criado por um solitário Zarude que cresceu acreditando que ele próprio é um Zarude. Mas um dia, um encontro casual com Ash e Pikachu dá a Koko seu primeiro amigo não Zarude. Será que ele é mesmo um Pokémon? Ou ele é, na verdade, um humano? Quando o perigo ameaça a selva, os laços entre todos são postos à prova. Além do novo filme, a Netflix também prepara a primeira live-action da franquia, que ainda não teve muitos detalhes relevados.
A Família Addams tira férias no trailer da nova animação
A Universal divulgou um novo trailer dublado da animação “A Família Addams 2”, que ganhou subtítulo nacional: “Pé na Estrada”. A prévia revela o tema da continuação ao acompanhar os famosos personagens criados por Charles Addams numa viagem de férias por diversos pontos turísticos dos EUA, como as cataratas do Niágara, o Grand Canyon e uma praia de Miami. Na trama, Gomez e Mortícia ficam preocupados por seus filhos Vandinha e Feioso estarem se afastando da família ao entrarem na adolescência. Por isso, resolvem colocar todo mundo dentro de um trailer assombrado para uma excursão ao redor dos EUA. “A Família Addams 2: Pé na Estrada” trará de volta os dubladores originais do primeiro filme, que incluem Charlize Theron (“Tully”) como Morticia Addams, Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”) como seu marido Gomez, Chloë Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”) e Finn Wolfhard (série “Stranger Things”) nos papéis dos filhos Vandinha (Wednesday) e Feioso (Pugsley), Nick Kroll (série “The League”) como o Tio Chico (Fester), Bette Midler (“Abracadabra”) como a Vovó Addams e Snopp Dog (“Meu Nome é Dolemite”) como o primo Coisa (It). A continuação também tem novamente direção da dupla Conrad Vernon e Greg Tiernan, que desta vez formam parceria com a animadora Laura Brousseau (integrante da equipe do longa anterior). A estreia está marcada para 7 de outubro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer com a dublagem em português e o original com as vozes famosas (sem legendas).
7 Prisioneiros: Crítica internacional elogia filme estrelado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros
O filme brasileiro “7 Prisioneiros”, estrelado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros, teve uma première elogiadíssima no Festival de Veneza na noite de segunda-feira (6/9). Produção da Netflix, “7 Prisioneiros” é o segundo longa dirigido por Alexandre Moratto, que estreou com “Sócrates” – também estrelado por Malheiros – e foi premiado no Spirit Awards, o Oscar do cinema independente dos EUA em 2019. A trama explora a situação de trabalho análogo à escravidão perpetuada no Brasil por meio da história do jovem Mateus (Malheiros), recém-saído do interior em busca de uma oportunidade de trabalho em um ferro velho de São Paulo, que se revela uma cilada. “7 Prisioneiros estabelece firmemente [Alexandre Moratto] como um cineasta talentoso contando histórias importantes da região — e é tão envolvente quanto deprimente e brutalmente educacional”, descreveu o site Deadline. Elogiando os trabalhos de “Santoro, perversamente impressionante” e “Malheiros, naturalmente talentoso”, o site The Wrap conclui que “o foguete em forma de filme de Moratto é direto em seus golpes de esmagamento da alma e uma peça essencial do cinema social-realista de nossos tempos”. Já o site Screen International comentou que, conforme a trama se desenvolve, o filme “aumenta seu poder cumulativo para um clímax angustiante”. E o IndieWire elogiou a capacidade narrativa do diretor. “Moratto complica o dilema central com a habilidade de um mestre dramaturgo. O trabalho de tensão que se forma entre Mateus (Malheiros) e os outros trabalhadores é simples, mas profundamente sentido”. Por fim, o Awards Watch definiu a produção como “um conto de moralidade cheio de tensão”. E ainda previu: ” É provável que o filme de Moratto seja a indicação do Brasil no Oscar para a cerimônia de 2022 que se aproxima”. O filme terá agora première no Festival de Toronto, na próxima semana, antes de ser lançado em streaming pela Netflix em novembro.
Warner apresenta primeiras imagens de “Matrix Resurrections”
A Warner Bros. divulgou um teaser que convida os fãs a acessarem um site oficial de “Matrix Resurrections” como aquecimento para o lançamento do trailer completo na quinta-feira (9/9). O endereço (http://oqueeamatrix.com/) disponibiliza uma experiência interativa, em que os usuários que são apresentados com uma escolha. Ao optarem pela pílula azul ou vermelha, encontram teasers diferentes que revelam as primeiras imagens da produção. Escrito e dirigido por Lana Wachowski, cocriadora da franquia original, o filme traz de volta Keanu Reeves como Neo, Carrie-Anne Moss como Trinity, Jada Pinkett Smith como Niobe, Lambert Wilson como Merovingian e Daniel Bernhardt como o agente Johnson, além de Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”) como uma versão jovem de Morpheus. As novidades do elenco ainda incluem Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Jonathan Groff (“Mindhunter”), Priyanka Chopra (“Quantico”), Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), Christina Ricci (“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”) e quatro atores de “Sense8” (série também criada por Lana Wachowski): Brian J. Smith (Will Gorski na série da Netflix), Eréndira Ibarra (Daniela), Max Riemelt (Wolfgang) e Toby Onwumere (Capheus). A estreia está marcada para 16 de dezembro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA. Confira abaixo o teaser oficial, sem cenas do filme, e algumas imagens capturadas dos vídeos disponibilizados no site oficial.
Vídeo de “Shang-Chi” destaca personagem de “Viúva Negra”
A Marvel divulgou uma cena de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” que destaca uma personagem de “Viúva Negra”. Na cena, o protagonista (Simu Liu) e sua amiga Katy (Awkwafina) entram numa arena de lutas e veem uma lutadora chamada Helen, vivida por Jade Xu, caracterizada como uma Viúva Negra. Ela foi uma das Viúvas liberadas por Natasha (Scarlett Johansson) e Yelena (Florence Pugh) no filme de julho passado. Kevin Feige, chefão do Marvel Studios, já tinha dito, também em julho, que o público veria as Viúvas Negras em outros lançamentos do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Jade Xu também promoveu sua participação no filme no Instagram, postando fotos em que aparece com o uniforme de Viúva Negra e ao lado de Simu Liu. Lançado na última sexta-feira (3/9), “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” já arrecadou mais de US$ 146 milhões em bilheteria mundial. “Viúva Negra”, por sua vez, somou US$ 372 milhões nos cinemas e está disponível na plataforma Disney+. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JADE XU 徐慧慧 (@jadexuofficial) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por JADE XU 徐慧慧 (@jadexuofficial)
Diretor mostra visual de “náufrago” de Patrick Wilson na sequência de “Aquaman”
Depois de Jason Momoa mostrar seu novo uniforme na sequência de “Aquaman, o diretor James Wan revelou a mudança visual de Patrick Wilson no filme. Em uma imagem de bastidores publicada em seu Instagram, o cineasta mostrou o ator barbudo e sem camisa, e brincou: “Eu encontrei esse cara abandonado em uma praia deserta, fazendo uma imitação de ‘O Náufrago'”. Intitulado “Aquaman and the Lost Kingdom” (Aquaman e o Reino Perdido, em tradução literal), o filme vai trazer Patrick Wilson de volta ao papel de Orn, o Mestre do Oceano e irmão do protagonista. O elenco ainda inclui Jason Momoa como Aquaman, Amber Heard como Mera, Yahya Abdul-Mateen II como Arraia Negra e Temuera Morrison como Tom Curry, o pai de Aquaman. Também retornam o diretor James Wan e o roteirista David Leslie Johnson-McGoldrick, que, além de trabalharem no primeiro “Aquaman”, foram parceiros em “Invocação do Mal 2” (2016). Atualmente sendo filmada, a produção tem estreia marcada para dezembro de 2022. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por James Wan (@creepypuppet)
Jake Gyllenhaal atende ligação tensa no trailer de “O Culpado”
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “O Culpado” (The Guilty), remake americano do suspense dinamarquês “Culpa” (2018), com Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) no papel principal. A trama é centrada quase que exclusivamente no protagonista, um atendente de chamada de emergência que entra em uma corrida contra o relógio quando atende ao chamado desesperado de uma mulher que foi sequestrada. Entretanto, como sugere um texto da prévia, as aparências podem enganar. O filme original de Gustav Möller recebeu prêmios em vários festivais europeus. A adaptação foi escrita por Nic Pizzolatto, criador da série “True Dectective”, e conta com direção de Antoine Fuqua (“O Protetor”). Com première no Festival de Toronto em 11 de setembro, o filme terá lançamento limitado nos cinemas norte-americanos duas semanas depois e chega ao streaming em 1 de outubro em todo o mundo.
“Shang-Chi” é terceira maior estreia do ano no Brasil
A estreia de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, o novo filme da Marvel, ajudou a levar o público de volta aos cinemas brasileiros, interrompendo uma tendência de queda preocupante na venda de ingressos no país. O circuito nacional movimentou 776,3 mil pessoas e arrecadou R$ 14,7 milhões em bilheteria entre quinta e domingo (5/9), segundo dados da Comscore. O número corresponde a um aumento de 58% em relação à comercialização de ingressos da semana passada. Deste total, 498 mil viram o lançamento da Marvel, que arrecadou R$ 9,5 milhões nas bilheterias. Trata-se da terceira maior abertura do ano, atrás só de “Velozes e Furiosos 9” (679,7 mil espectadores) e “Viúva Negra” (621,2 mil). De fato, “Shang-Chi” teve mais público neste fim de semana que a soma total de espectadores de todos os filmes exibidos na semana passada – 492 mil. Vale lembrar que a Disney distribuiu o longa em 90% das salas disponíveis no circuito exibidor. Para dar uma medida do impacto desta distribuição, o segundo maior público do período pertenceu a “After — Depois do Desencontro”, que teve módicos 49 mil espectadores – ou cerca de 10% da audiência de “Shang-Chi”. Os números da adaptação de quadrinhos tendem a crescer ainda mais, porque só registram o número de ingressos vendidos até domingo. Com o feriado de terça (7/9), mais pessoas devem frequentar as salas brasileiras. Veja abaixo o Top 10 das bilheterias nacionais, segundo levantamento da Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 2-5/SET:1. Shang Chi – A Lenda dos Dez Aneis2. After – Depois do Desencontro3. Patrulha Canina (pré estreia)4. Infiltrado5. Free Guy6. Esquadrão Suicida7. Poderoso Chefinho 28. Pedro Coelho 29. A Lenda de Candyman10. Uma Noite de Crime — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) September 6, 2021
Jean-Paul Belmondo ajudou a divulgar Brasília ao mundo
A fame de Jean-Paul Belmondo ajudou a divulgar Brasília para o mundo. O astro mais popular do cinema francês, falecido nesta segunda (6/9), foi o primeiro artista internacional a filmar na cidade. Belmondo veio ao país em 1963, três anos anos após a inauguração da nova capital, com o diretor Philippe de Broca para rodar “O Homem do Rio”, uma aventura mirabolante em que o protagonista buscava um artefato amaldiçoado e sua namorada (Françoise Dorléac) sequestrada no Brasil. O filme teve as principais cenas filmadas no Rio de Janeiro, em meio a praias e ao Parque da Tijuca, transformado na floresta amazônica na trama. Mas a produção também foi atraída pela novidade de uma cidade erguida no meio do nada, quase de uma hora para outra (na verdade, em cinco anos), com prédios totalmente modernistas. A produção usou a Praça dos Três poderes, O Palácio do Planalto e o Congresso Federal como palco de cenas de perseguição. Quando o filme estreou em Paris, contou com um brasileiro ilustre na plateia. O arquiteto Oscar Niemeyer fez questão de citar o filme em um de seus livros biográficos, ao contar que se emocionou na sessão no Champs-Elysées, quando o filme mostrou a Praça dos Três Poderes e a imagem foi aplaudida pelo público francês, com elogios a sua arquitetura. Lançado em 1964, “O Homem do Rio” foi um grande sucesso internacional de bilheteria e ainda recebeu uma indicação ao Oscar, na categoria de Melhor Roteiro Original. Veja abaixo o trailer da nova versão restaurada do filme.
Jean-Paul Belmondo (1933–2021)
Jean-Paul Belmondo, um dos atores mais icônicos da França, morreu nesta segunda-feira (6/9) em sua casa de Paris, aos 88 anos. O sorriso inimitável, os cabelos sempre desarrumados e um perfil único, com um nariz quebrado que o impedia de ser mais belo que Alain Delon – resultado de uma juventude esportiva como goleiro e boxeador – , iluminaram dezenas de filmes, muitos deles clássicos e quase todos grandes sucessos de bilheteria. Filho de um escultor renomado e educado nas melhores escolas, ele era considerado o ator mais charmoso da França, eternizado na imaginação dos fãs como alguém tão irresistível quanto o bandido sedutor de “Acossado” (1960), personagem que marcou sua carreira e a chegada da nouvelle vague no mundo. Belmondo decidiu se tornar ator aos 16 anos, formando-se em 1956 no prestigioso Conservatório de Drama de Paris, mas teve sua entrada negada na Comédie-Française depois que o júri do Conservatório se recusou a premiá-lo com honras. Sua reação teria sido lhes mostrar o dedo indicador. Ele estreou no cinema em 1958, fazendo nada menos que quatro filmes consecutivos, entre eles “Os Trapaceiros”, de Marcel Carné, antes de se ver no centro da revolução filmada pela nova geração de cineastas rebeldes. Seu primeiro papel de protagonista veio em “Quem Matou Leda?” (1959), de Claude Chabrol. Mas foi outro enfant terrible quem melhor soube aproveitar seu charme desgrenhado. Jean-Luc Godard viu imediatamente o potencial do jovem e tratou de filmá-lo no curta “Charlotte e Seu Namorado” (1960) e finalmente em seu primeiro longa-metragem, o clássico “Acossado”. Escalado ao lado de Jean Seberg, Belmondo interpretou o gângster romântico Michel Poiccard, que se inspirava nos filmes de Humphrey Bogart. Fumando um cigarro atrás do outro e falando diretamente para a câmera, Belmondo materializou uma atuação animada, divertida e bastante visual, que ajudaria a transformar “Acossado” num dos filmes mais influentes da História do Cinema, consagrando também Godard, premiado em sua estreia no Festival de Berlim, e dando à nouvelle vague uma visibilidade inescapável. Ator e diretor reforçaram a parceria em novos sucessos, como “Uma Mulher É uma Mulher” (1961) e o cultuadíssimo “O Demônio das Onze Horas” (1965). Sua atuação neste último – como um pai de família que se apaixona por uma velha e perigosa paixão (Anna Karina) e logo perde o juízo – está entre as mais emblemáticas de sua carreira. Mas na altura deste longa, Belmondo já não era mais o mesmo jovem com potencial de “Acossado”. Ele disputava com o galã Alain Delon a condição de astro mais popular de todo o cinema francês. Entre 1960 e 1965, Belmondo estrelou mais de 30 filmes. Alguns seguiram a vertente prestigiosa de seus primeiros trabalhos, como “Duas Almas em Suplício” (1960), adaptação de Marguerite Duras em que atuou com outra musa da nouvelle vague, Jeanne Moreau, e “Duas Mulheres” (1960), de Vittorio de Sica, em que contracenou com Sofia Loren. Mas logo a tendência mudaria. Ele estourou como ator dramático em “Léon Morin – O Padre” (1961), mostrou que sabia fazer comédia com “Macaco no Inverno” (1962) e provou-se em papel de durão com “Um Homem Chamado Rocca” (1961), mas foi a produção de época “Cartouche” (1962) que revelou de vez seu enorme apelo comercial, como herói romântico de blockbusters de ação. Sua mudança de status, de cult para comercial, teve grande influência do diretor de “Cartouche”, Philippe de Broca, que o comandou em outras aventuras mirabolantes, como “O Homem do Rio” (1964), em que Belmondo veio ao Brasil salvar sua namorada (Françoise Dorléac) sequestrada por criminosos, e principalmente “Fabulosas Aventuras de um Playboy” (1965). Na comédia aventureira que inspiraria muitas cópias, o astro vivia um bilionário infeliz que, após várias tentativas frustradas de suicídio, contratava assassinos profissionais para matá-lo, apenas para se arrepender em seguida ao se apaixonar por Ursula Andress (a primeira Bond Girl). A química foi além das telas, e acabou com o casamento do ator na vida real. Belmondo era casado com a dançarina Elodie Constantin, com quem teve três filhos, de 1959 até o divórcio de 1966, precipitado por seu envolvimento escandaloso com Andress, também casada na época (com o diretor John Derek). Seu segundo casamento aconteceu em 2002 com a bailarina Natty Tardiel, após um namoro iniciado em 1989 e o nascimento de sua filha mais nova. De forma notável, enquanto acumulava seus primeiros êxitos de bilheteria, Belmondo ainda conseguiu manter laços com a nouvelle vague, estrelando “O Ladrão Aventureiro” (1967), de Louis Malle, “A Sereia do Mississipi” (1969), de François Truffaut, “O Homem que Eu Amo” (1969), de Claude Lelouch, e “Stavisky…” (1974), de Alain Resnais. Em 1970, ele finalmente fez a parceria que o público francês mais queria ver, estrelando “Borsalino” ao lado de Alain Delon. O filme de gângsteres dos anos 1930 lotou cinemas, mas suas filmagens acabaram com qualquer chance dos dois astros se tornarem amigos. Belmondo processou Delon por descumprir a promessa de créditos iguais, ao destacar seu nome como produtor antes do letreiro dos atores. Só voltaram a trabalhar juntos décadas depois, em 1998, na comédia criminal “1 Chance Sur 2”, de Patrice Leconte, quando riram muito da competição que mantinham na juventude. Alheio à essa briga, o diretor de “Borsalino”, Jacques Deray, foi outro dos grandes parceiros de Belmondo, especialmente na fase mais comercial do ator. Os filmes do astro começaram a ficar parecidos e cada vez mais descartáveis a partir dos anos 1970. Títulos como “O Magnífico” (1973) e “O Incorrigível” (1975), ambos de Philippe de Broca, “Os Ladrões” (1971) e “Medo Sobre a Cidade” (1975), ambos de Henri Verneuil, “Animal” (1976), em que contracenou com Rachel Welch, ou mais adiante, “O Profissional” (1981), de Georges Lautner, “O Marginal” (1983) e “O Solitário” (1987), dirigidos por Jacques Deray, eram sucessões de cenas de ação que exploravam feitos físicos. Assim como Tom Cruise hoje em dia, Belmondo dispensava dublês e fazia as cenas arriscadas por conta própria, o que o levou a se ferir várias vezes durante as filmagens. Um de seus desempenhos mais arriscados foi em “Medo Sobre a Cidade”, em que se pendurou num helicóptero a vários metros de altura e precisou se equilibrar no alto de um trem de metrô em movimento. Mas o estilo de herói de ação charmoso de Belmondo não demorou a ficar ultrapassado, diante da brutalidade dos filmes americanos com Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. E um grave ferimento no set da comédia policial “Hold-Up”, de Alexandre Arcady em 1985, ajudou a pôr fim ao reinado do ator no gênero. Após quase 50 filmes com mais de milhão de ingressos vendidos em duas décadas, “O Solitário” (1987) marcou sua despedida das produções agitadas. “Não quero virar o avô voador do cinema francês”, disse ele na época. Nos anos que se seguiram, Belmondo desacelerou. Ele voltou aos palcos, interpretando Cyrano de Bergerac em 1989, e passou a se dedicar a dramas e adaptações de clássicos da literatura. A nova fase lhe permitiu reencontrar o mestre da nouvelle vague Claude Lelouch em dois filmes, “Itinerário de um Aventureiro” (1988) e na adaptação de “Os Miseráveis” (1995). O primeiro lhe rendeu o único César (o Oscar francês) de sua carreira. E para surpresa de todos, Belmondo simplesmente se recusou a receber o troféu. Sua trajetória sofreu outro baque em 2001, quando teve um derrame. Ele só voltou ao trabalho em 2008 para um último longa-metragem, “Un Homme et Son Chien” (Um homem e seu cachorro), sobre um idoso rejeitado pela sociedade. Defensor apaixonado do cinema francês, Belmondo recusou vários convites para filmar em Hollywood e usou sua popularidade para denunciar o impacto negativo do monopólio de distribuição dos filmes americanos em seu país, que ele considerava culpado por estrangular a produção francesa ao ocupar todas as telas disponíveis. Em 2011, foi homenageado duplamente pelos festivais de Cannes e Veneza, respectivamente com uma Palma de Ouro e um Leão de Ouro honorários por todas as suas realizações como ator. Mas a maior homenagem de sua carreira foi conferida pelos fãs, que transformaram seus filmes nos maiores sucessos do cinema de seu país.
Filho de Bill Pulman vai enfrentar “Os Vampiros de Salém”
O filho do ator Bill Pullman (“Independence Day”, “The Sinner”), Lewis Pullman, vai estrelar a versão de cinema de “Salem’s Lot”. A trama adapta o livro de 1975 de Stephen King, que foi publicado como “A Hora do Vampiro” no Brasil, mas ganhou nome diferente quando virou minissérie e chegou em VHS por aqui: “Os Vampiros de Salem” (1979). A série teve continuação num filme de baixo orçamento também lançado em VHS e batizado de “Os Vampiros de Salem: O Retorno (1987)” no país, um ano depois de “Aliens: O Retorno”. A atual produção será a terceira versão da história original, contando ainda uma minissérie de 2004 – que ganhou outro título brasileiro diferente, “A Mansão Marsten”. Mas nenhuma das adaptações anteriores foi exibida nos cinemas. O jovem Pullman terá o papel que pertenceu a David Soul (o Hutch de “Justiça em Dobro”/Starsky & Hutch) na primeira produção televisiva, dirigida pelo mestre do terror Tobe Hooper (dos clássicos “O Massacre da Serra Elétrica” e “Poltergeist”). Trata-se do escritor Ben Mears, que retorna à casa de sua infância em Jerusalem’s Lot em busca de inspiração para seu próximo livro, apenas para descobrir que um vampiro ancião escolheu sua cidade natal como nova moradia. Apesar de já ter 28 anos, Bill Pullman só começou a carreira de ator há quatro, como coadjuvante do pai no western “The Ballad of Lefty Brown” (2017). Desde então, ele já apareceu em vários filmes e séries, como “Maus Momentos no Hotel Royale”, “Estranhos: Caçada Noturna” e “Catch 22”, e integra o elenco do aguardado “Top Gun: Maverick” como um dos jovens pilotos treinados por Tom Cruise. As filmagens de “Salem’s Lot” começam agora em setembro com direção de Gary Dauberman, que estreou na função com o bem-sucedido “Annabelle 3: De Volta Para Casa” (2017). Vale lembrar que ele já tem experiência em adaptações de Stephen King como roteirista de “It: A Coisa” (2018) e a continuação “It: Capítulo Dois” (2019) – duas partes da mesma obra literária. Veja abaixo o trailer do telefilme original.
Belfast: Novo filme de Kenneth Branagh é considerado “um dos melhores do ano”
“Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), teve sua première no Festival de Telluride neste fim de semana, e segundo as primeiras críticas publicadas nos EUA, posicionou-se para brigar pelo Oscar. O filme, que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora, foi considerado “um dos melhores do ano, sem dúvida”, pelo veteraníssimo crítico Pete Hammond no site Deadline. Além de rasgar elogios para o diretor, que nasceu em Belfast na época retratada, ele chama a fotografia em preto e branco e a recriação cenográfica da época de “impressionantes”, e não esquece de elogiar a trilha sonora, com oito canções de Van Morrison, definindo o filme como “fantástico”. A crítica do também experiente Stephen Farber, na revista The Hollywood Reporter, apontou que se trata do “filme mais pessoal” de Branagh, que também assinou o roteiro, baseando-se em memórias de sua infância. E destacou que a emoção transmitida pela história “é marcante”. “Apesar de falhos, os personagens principais são tão bem definidos e lindamente interpretados que não podemos deixar de nos envolver em suas lutas diárias, bem como na decisão mais ampla que eles enfrentam sobre abandonar sua casa pela perspectiva incerta de novos horizontes”, apontou. Outro crítico respeitado, Peter Debruge, da revista Variety, comparou “Belfast” a “Roma”, do mexicano Alfonso Cuarón, que também era uma produção em preto e branco centrada nas memórias de seu diretor e igualmente girava em torno de uma família num período de conflitos civis – e que acabou conquistando três Oscars em 2019. Mas chama atenção para uma diferença importante entre os dois trabalhos. “Anos de palco ensinaram Branagh como comover e manipular uma audiência, e esses instintos tornam sua história muito mais acessível que a de Cuarón”. Predominantemente em preto e branco, “Belfast” alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música, os filmes e as séries da época, mas também os perigos dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas católicos que queriam a independência do país, protestantes que defendiam o status quo e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Após a première em Telluride, o filme será exibido na próxima semana no Festival de Toronto, no Canadá, e tem lançamento previsto para 16 de dezembro no Brasil. Veja abaixo o trailer americano da produção.












