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    Jason Momoa revela novo visual de Aquaman

    5 de setembro de 2021 /

    O ator Jason Momoa publicou em seu Instagram as duas primeiras imagens em que aparece caracterizado como Aquaman para a continuação do filme de 2018. Uma delas é o visual com que ele terminou o longa original, com direito ao tridente de Netuno. Mas a segunda traz o herói com um novo uniforme, predominantemente preto. “Segunda rodada. Novo traje. Mais ação”, ele escreveu ao lado da imagem. Intitulado “Aquaman and the Lost Kingdom” (Aquaman e o Reino Perdido, em tradução literal), o filme ainda traz de volta Amber Heard como Mera, Patrick Wilson como Mestre do Oceano, Yahya Abdul-Mateen II como Arraia Negra e Temuera Morrison como Tom Curry, o pai de Aquaman. Também retornam o diretor James Wan e o roteirista David Leslie Johnson-McGoldrick, que, além de trabalharem no primeiro “Aquaman”, foram parceiros em “Invocação do Mal 2” (2016). Atualmente sendo filmada em Londres, a produção tem estreia marcada para dezembro de 2022. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jason Momoa (@prideofgypsies)

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  • Filme

    Estreia de “Shang-Chi” só perde pra “Viúva Negra” nos EUA

    5 de setembro de 2021 /

    “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” está comemorando a segunda maior estreia do ano nos EUA e Canadá, atrás apenas de outra produção da Marvel, “Viúva Negra”. Faturou US$ 71,4 milhões em 4,3 mil salas, enquanto o filme de Scarlett Johansson fez US$ 80,3 milhões. Mas a diferença entre as duas produções é maior. “Viúva Negra” foi distribuída simultaneamente nos cinemas e na Disney+ – e a atriz abriu processo contra o estúdio por causa disso – , somando ainda mais US$ 60 milhões em valores digitais. Já o primeiro longa com protagonistas asiáticos do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) foi “um teste” para verificar como o mercado reagiria a um lançamento da Marvel exclusivo do circuito cinematográfico em meio a mais uma onda da pandemia. Além de dar à Disney uma comparação para levar aos tribunais contra Johansson, o desempenho se mostrou bastante positivo para o mês de setembro, que geralmente recebe poucos blockbusters e por isso costuma ser dominado por filmes de terror. Não por acaso, apenas dois outros títulos tiveram estreia melhor nesse mês que o longa estrelado pelo pouco conhecido Simu Liu, “It – A Coisa” (2017) e sua continuação de 2019. Como na segunda-feira (6/9) é feriado do Dia do Trabalho nos EUA, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” também deve estabelecer um recorde em sua estreia. A expectativa é que ele chegue a US$ 83,5 milhões no período de quatro dias, mais que o dobro da marca de melhor fim de semana do Dia do Trabalho anterior, que pertencia ao remake de “Halloween” com US$ 30,6 milhões ao longo de quatro dias em 2007. “Ao quebrar os recordes de bilheteria do Dia do Trabalho com uma história de origem nova para muitos fãs, ‘Shang-Chi’ deu uma declaração enfática: as pessoas realmente querem voltar ao cinema”, disse Rich Gelfond, CEO da Imax, em um comunicado. “É claro que uma ótima produção somada a um lançamento cinematográfico exclusivo segue sendo uma fórmula vencedora de bilheteria, e este filme inovador lançou com sucesso uma nova e excitante jornada cinematográfica para a Marvel e um grande sucesso de bilheteria para a indústria”, completou. O interesse do público no filme foi estimulado por críticas positivas, que chegaram a 92% de aprovação no Rotten Tomatoes, e comentários ruidosos nas redes sociais a respeito das cenas pós-créditos, com participações especiais que colocam Shang-Chi à frente dos próximos acontecimentos do MCU. E o sucesso não foi restrito à América do Norte. O lançamento internacional também impulsionou o primeiro super-herói asiático da Marvel ao 1º lugar de vários países, especialmente no Reino Unido, onde seus US$ 7,7 milhões representaram a maior bilheteria de estreia de toda a pandemia na região. Outros mercados em que a abertura foi notável incluem Coreia do Sul (com US$ 6,5 milhões), França (US$ 4,3 milhões), Rússia (US$ 3,2 milhões) e Japão (US$ 2,8 milhões). Ao todo, “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” faturou US$ 127,6 milhões em todo o mundo, marca que também ficou abaixo dos US$ 149 milhões de arrecadação global de “Viúva Negra” em seu primeiro fim de semana nos cinemas. O resto das bilheterias manteve-se bem distante desses valores. Ao perder a liderança, o terror “A Lenda de Candyman” fez US$ 10,44 milhões, seguido por “Free Guy – Assumindo o Controle” com US$ 8,7 milhões, “Patrulha Canina – O Filme” com US$ 4 milhões e “Jungle Cruise” com US$ 3,9 milhões. E vale reparar que neste bolo há mais duas produções da Disney.

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    Ladrões têm cópia inédita de “Top Gun: Maverick”

    4 de setembro de 2021 /

    Se “Top Gun: Maverick” chegar de surpresa na internet antes da estreia exclusiva nos cinemas, a Paramount já sabe quem culpar: Tom Cruise. O ator deixou uma cópia finalizada do filme, que só será lançado oficialmente em 2022, num carro que foi roubado na Inglaterra, na semana passada. O veículo da marca BMW pertencia a seu guarda-costas e estava estacionado na frente ao hotel em que o astro se hospedou na cidade de em Birmingham para as filmagens finais de “Missão: Impossível 7”. Com o o roubo, o astro perdeu uma bagagem completa que estava no porta-malas, contendo, além das roupas informadas na ocasião do assalto, uma cópia digital do filme inédito. Segundo o jornal britânico The Sun, os ladrões escanearam e duplicaram o sinal emitido pela chave de ignição do carro de luxo, conseguindo abrir e dirigir o carro sem maiores problemas. O carro foi encontrado pouco depois abandonado. No entanto, “tudo o que havia em seu interior desapareceu”, revelou uma fonte do jornal, referindo-se à “parte da bagagem e pertences do ator de 59 anos”. As mesmas fontes disseram que o ator está inconsolável. “Depois de todo o trabalho duro, a ideia de o filme vazar, diante dos adiamentos da pandemia que forçaram o lançamento ser atrasado para o ano que vem, é devastadora”, disse uma pessoa próxima do ator, citada pelo jornal. “Top Gun: Maverick” já está finalizado há tempos, mas as baixas arrecadações nas bilheterias das últimas semanas, diante do aumento dos contágios de covid-19 nos EUA, levaram a Paramount a adiar a estreia do filme para 27 de maio de 2022. Originalmente, o lançamento aconteceria em julho passado, mas já tinha sido atrasado para novembro antes da última mudança, anunciada na quarta passada (1/9).

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    Belfast: Drama de Kenneth Branagh ganha trailer nostálgico e tenso

    4 de setembro de 2021 /

    A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Belfast”, novo filme do diretor Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”), que recria o período de tumultos políticos da Irlanda do Norte pelo olhar de um menino de uma família da classe trabalhadora. Predominantemente em preto e branco, a prévia alterna momentos de nostalgia alegre com cenas de tensão, evocando os sonhos, a música e até as séries de TV, mas também os perigos dos anos 1960, a era dos “troubles”, quando enfrentamentos entre nacionalistas que queriam a independência do país e as autoridades leais ao Reino Unido levaram a uma escalada de violência, com terrorismo de um lado e arbitrariedades do outro, culminando no massacre conhecido como “Bloody Sunday”. O elenco da produção destaca Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Caitriona Balfe (“Outlander”), Judi Dench (“007 – Operação Skyfall”), Ciaran Hinds (“Game of Thrones”) e o menino Jude Hill, em sua estreia no cinema, como a família principal. Com première marcada para este mês nos festivais de Toronto, no Canadá, e Telluride, nos EUA, “Belfast” tem lançamento previsto em 16 de dezembro no Brasil.

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    “Diário de um Banana” vai ganhar animação na Disney+

    4 de setembro de 2021 /

    A Disney+ vai lançar uma versão animada de “Diário de um Banana”, best-seller de Jeff Kinney que já foi adaptado num filme live-action de 2010 pela antiga 20th Century Fox. Graças ao sucesso dos livros – 250 milhões de cópias vendidas – e do filme original, que deu origem a uma franquia nos cinemas, a trama já é bastante conhecida. Gira em torno de Greg Heffley, um garoto magricela, mas ambicioso, com uma imaginação ativa e grandes planos para se tornar rico e famoso – isto é, se conseguir sobreviver ao ensino fundamental primeiro. Perseguido e constantemente humilhado, ele ainda tem que aguentar seu melhor amigo Rowley levar a vida tranquilamente e ter sucesso em tudo, mesmo sem tentar! “Parece que neste filme o livro ganha vida, e é emocionante ver Greg Heffley e sua família e amigos em sua glória totalmente animada”, disse Kinney em comunicado. “É o mundo do ‘Diário de um Banana’ de uma maneira que ninguém viu antes. Sinto que, ao trabalhar neste filme, estava guardando um segredo maravilhoso. Não vejo a hora de finalmente compartilhar ele com o mundo!”, completou. A nova versão será lançada em 3 de dezembro diretamente em streaming, com roteiro do próprio Kinney, direção de Swinton Scott (da série “Futurama”) e já tem até um pôster nacional, que pode ser visto abaixo.

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    Cineastas afegãs relatam fim do cinema e das artes no país

    4 de setembro de 2021 /

    O Festival de Veneza dedicou espaço em sua programação neste sábado (4/9) para duas jovens cineastas afegãs se manifestarem sobre a situação do país, que perdeu não só a capacidade de fazer cinema, mas de se expressar por meio das artes com a tomada do poder pelo Talibã, grupo radical religioso que não admite músicas nem fotografias. Num depoimento emocionado, Sahraa Karimi, a primeira mulher a chefiar a Organização de Cinema do Afeganistão, e Sahra Mani, diretora do documentário “A Thousand Girls Like Me” (2018), sobre uma mulher violentada pelo pai durante anos, clamaram por solidariedade da comunidade internacional. “Em apenas duas semanas, as figuras mais brilhantes do país partiram”, disse Karimi. “Imagine, um país sem artistas!”, lamentou a cineasta diante de um grupo de jornalistas e cineastas convidados, entre eles o diretor do festival, Alberto Barbera. A cineasta descreveu um quadro sombrio no país. “Tudo parou no espaço de algumas horas. Os arquivos estão sob o controle do Talibã. O trabalho dos diretores desapareceu”, relatou ela. “Pela primeira vez na história do cinema afegão, um filme foi convidado para o festival francês de Cannes… Estávamos preparando a segunda edição do prêmio nacional de cinema”, ela enumerou, sobre os esforços perdidos. “Os talibãs estão destruindo os instrumentos de música, os estudantes se escondem”, acrescentou Mani, fazendo um apelo: “Por favor, sejam nossas vozes e falem da nossa situação”. “Não temos mais casa, não temos país (…) a Arte é proibida. Minha geração não quer isso”, retomou Karimi, reforçando um pedido de ajuda para os artistas afegãos à comunidade internacional.

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    Críticos apontam Kristen Stewart como favorita ao Oscar por “Spencer”

    3 de setembro de 2021 /

    A interpretação de Kristen Stewart como a princesa Diana em “Spencer” teve uma recepção entusiasmada no Festival de Veneza, com direito a aplausos demorados do público e elogios rasgados da crítica internacional nesta sexta-feira (3/9). O consenso formado após a exibição é que a jovem estrela sai de Veneza favorita ao Oscar de Melhor Atriz. Dirigido pelo chileno Pablo Larraín, “Spencer” retrata Diana cada vez mais isolada e afastada da família real, à exceção dos filhos William e Harry, levando-a ao ponto da ruptura, que acontece quando ela relutantemente se junta à realeza para uma reunião de Natal de três dias em Sandringham, enquanto seu casamento com o príncipe Charles desmoronava. Até a imprensa britânica, tão reticente com atores americanos em biografias de personalidades britânicas, elogiou a atuação e o sotaque da atriz. O Daily Mail chamou o desempenho simplesmente de “espetacular”. “Kristen Stewart é merecedora do Oscar – e Meghan Markle vai adorar”, tuitou Robbie Collin, crítico do tabloide. O também britânico The Guardian destacou que Stewart “tem uma atuação desajeitada e educada como Diana, e isso é inteiramente como deveria ser quando consideramos que o que Diana fazia era uma representação desajeitada e educada [de seu papel como princesa], com uma altivez galante e finesse estudada.” O New York Times também se empolgou, descrevendo a performance da atriz como perfeita. “Quanto mais o filme continua, mais a escalação [de Stewart] parece um golpe de gênio: Stewart é uma das poucas pessoas no planeta que conheceu o escrutínio dos paparazzi, o qual é até comparável à explosão de flashes que perseguiram Diana até a morte, de certa forma.” A revista Variety foi além nos elogios, afirmando que “Kristen Stewart não faz apenas uma representação (embora no nível da representação ela seja excelente). Ela se transforma. Ela muda seu aspecto, ritmo, carma […] com uma luminosidade que jorra dela”. O Hollywood Reporter seguiu o coro: “O fino trabalho de Stewart no sotaque e nos maneirismos é impecável. A câmera a adora, e ela tem experiência em ser magnética ou devastadoramente frágil”. E o site Deadline aumentou o consenso: “Não há como elogiar o suficiente o desempenho de Stewart, que vai de uma impressão de figura incrivelmente bem narrada para lindamente alcançar a essência de quem Diana era.” “Spencer” é a terceira cinebiografia da carreira de Stewart, que no passado já tinha impressionado como intérprete da atriz Jean Seberg e da roqueira Joan Jett, respectivamente em “Seberg Contra Todos” (2019) e “The Runaways: Garotas do Rock” (2010). A diferença é que, desta vez, ela tem um bom diretor atrás das câmeras. Além disso, Pablo Larrain já tinha experiência de ter filmado, há cinco anos, outra celebridade poderosa, a ex-primeira dama americana Jacqueline Kennedy em “Jackie” (2016). O roteiro é de Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”) e a produção ainda inclui Jack Farthing (“Poldark”) como o Príncipe Charles, além de Timothy Spall (da franquia “Harry Potter”), Sally Hawkins (“A Forma da Água”) e Sean Harris (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) em seu elenco. Após a première de Veneza, “Spencer” será exibido nos festivais de Toronto, no Canadá, e Telluride, nos EUA, antes de fazer sua estreia comercial em 5 de novembro no Reino Unido e na América do Norte. Apesar da repercussão, o filme ainda não entrou na programação dos cinemas do Brasil. Veja abaixo o trailer (sem legendas) da produção.

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  • Filme

    Críticos elogiam visual de “Duna”, mas reclamam da narrativa hermética

    3 de setembro de 2021 /

    A première mundial de “Duna” aconteceu nesta sexta (3/9) no Festival de Veneza, fora de competição, diante de 8 minutos de aplausos efusivos. Integrante do júri do festival, a cineasta Chloe Zhao, vencedora do Oscar por “Nomadland”, resumiu a impressão geral causada pelo épico de ficção científica ao correr pelos corredores da histórica Sala Grande para cumprimentar o diretor Dennis Villeneuve com um grande abraço após a sessão, gritando “fantástico!”. O filme também recebeu suas primeiras críticas internacionais. Algumas resenhas já preveem que “Duna” será indicado à várias categorias técnicas do Oscar, como Fotografia, Som e Efeitos Visuais, mas não deve ir muito além disso, porque se o visual é impressionante, há problemas de roteiro. Mesmo dividindo o livro de Frank Herbert em dois filmes diferentes, Villeneuve teve dificuldades para adaptar a história, sem superar os problemas já detectados na tentativa anterior de adaptar a obra em 1984: a parte arrastada no deserto de Arakis e a quantidade de personagens e nomes citados na trama. “A menos que você esteja suficientemente informado sobre o clássico da ficção científica de Frank Herbert de 1965 para distinguir seus Sardaukars de suas Bene Gesserit, é provável que você não vá não muito longe em ‘Duna'”, observou a revista The Hollywood Reporter. “Apesar de ser parte jornada do herói e parte história de sobrevivência, o filme continua jogando detalhes misteriosos em você, o que pode emocionar os geeks de Herbert, mas fará com que quase todo o resto desista”. “Se você já está mergulhado na mitologia de Herbert, vai se emocionar com cada palavra sussurrada. Mas se entrar sem saber a diferença entre um escudo Holtzman e um buraco no chão, é uma caminhada mais longa”, concordou a revista Entertainment Weekly, numa crítica que deu ao filme uma nota “B”. Não é à toa que Villeneuve reclamou tanto do lançamento híbrido, que levará o longa ao cinema e à HBO Max simultaneamente nos EUA. Segundo as críticas, o forte de “Duna” são as imagens e não a narrativa. “‘Duna’ é um filme que ganha cinco estrelas por sua construção de mundo, mas duas estrelas e meia pela narrativa”, pontuou a revista Variety. Já o visual foi elogiado de forma unânime. O jornal britânico The Guardian estampou que a produção é “cinema blockbuster no seu melhor, estonteante e deslumbrante”. “Villeneuve atrai você para uma visão do futuro surpreendentemente vívida, às vezes plausivelmente enervante”, reforçou o Los Angeles Times. “Tecnicamente brilhante, visualmente maravilhoso, com um elenco de primeira categoria e conceitos profundos de ficção científica. Pena que se arraste tanto em sua segunda metade”, considerou o site IGN. Vale lembrar que, no passado, muitos desistiram de filmar “Duna” porque consideraram impossível condensar o livro de Herbert num único filme. Responsável pela primeira tentativa em 1975, Alejandro Jodorowsky concluiu que a adaptação teria que ter 15 horas. O estúdio, claro, queria um filme de no máximo 1h50. Nove anos depois, David Lynch tentou fazer o que podia com esta limitação de tempo, mas acabou estourando a duração exigida. Por isso, sua obra sofreu vários cortes durante a edição, a mando do produtor Dino De Laurentiis, o que dificultou o entendimento da trama complexa e causou seu fracasso nas bilheterias. Villeneuve acreditava ter encontrado a solução ao dividir a história em duas partes, de modo a apresentar a trama completa com cinco horas de duração. A crítica, pelo visto, achou que isso não ajudou tanto quanto ele imaginava. “Talvez o material base, com o seu interminável glossário de termos que descrevem lugares, pessoas, tradições religiosas e sistemas políticos, seja denso demais para ser traduzido em algo cinematograficamente ágil. O filme de Villeneuve parece apressado e arrastado ao mesmo tempo, com muitos diálogos expositivos e de preparação em torno de seus sets monolíticos”, descreveu a revista Vanity Fair. Apesar de interromper a história antes do fim, a continuação ainda não está confirmada. Por isso, o lançamento acontece sob uma condição preocupante, como lembrou a revista Empire: “Será uma pena se a parte 2 nunca acontecer.” Para quem não conhece, a história se passa no futuro e em outro planeta, um local árido chamado Arrakis, que produz uma matéria essencial às viagens interplanetárias: a Especiaria. Aqueles que controlam a Especiaria têm uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real que supervisiona o local enfrente complôs e sofra um atentado. Apenas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra daquele mundo como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) vive Paul Atreides e o elenco estelar inclui Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”), entre outros. Após a première em Veneza, “Duna” terá sua primeira exibição na América do Norte no próximo fim de semana, durante o Festival de Toronto, no Canadá. O longa também vai passar pelo Festival de Nova York no começo de outubro, antes de estrear em circuito comercial. O lançamento nos cinemas do Brasil está marcado para 21 de outubro, um dia antes dos EUA. Veja abaixo o trailer mais recente da produção.

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  • Filme

    Filmes online: “Os Croods 2”, “Cinderela” e mais 10 dicas pra ver em casa

    3 de setembro de 2021 /

    A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” é a principal estreia da semana. Opção para entreter as crianças no feriadão da Independência, o segundo filme da família pré-histórica da DreamWorks Animation é melhor que o primeiro lançamento de 2013, além de ter sido um dos raros sucessos de cinema da pandemia. Na trama, a família cro-magnon original encontra a primeira família metrossexual (na verdade, neolítica), que é bem mais avançada, com conhecimentos agrícolas, mas também preocupações com a aparência – da barba hipster bem cultivada aos chinelos de estilo havaianas. A versão em português traz as vozes de Juliana Paes e Rodrigo Lombardi, enquanto a dublagem original em inglês volta a reunir o elenco formado por Nicolas Cage (“A Cor que Caiu do Espaço”), Emma Stone (“La La Land”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”), além de Cloris Leachman (“Eu Só Posso Imaginar”) em seu último papel, como a vovó. As crianças também têm o musical de “Cinderela” estrelado pela cantora Camila Cabello. Mas apesar do elenco incluir Billy Porter (“Pose”) como Fada Madrinha e Idina Menzel (a dubladora de Elsa em “Frozen”) como a Madrasta, vale observar que a produção não empolgou a crítica. As resenhas são bastante desfavoráveis na comparação com as adaptações live-action da Disney, inclusive a versão musical de 1997, feita para a TV com a cantora Brandy no papel principal. Combinando musical e animação, há uma legítima produção da Disney, o híbrido de fantasia e documentário de Billie Eilish, em que ela canta o repertório de seu novo disco, “Happier Than Ever”, no palco do famoso Hollywood Bowl sem plateia e com direção do cineasta Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”). Recém-lançada, a plataforma adulta da Disney, a Star+, também oferece uma comédia exclusiva em streaming, em que um casal branco sem noção invade a festa de casamento de um casal negro recatado após conhecê-los durante as férias. Geralmente comportado, o segundo casal saiu do sério durante o último verão no México e agora precisa conviver com as consequências – dois novos melhores amigos brancos e aloprados – , em meio a convidados e familiares de seu matrimônio. O elenco destaca uma inesperada boa combinação de John Cena (“O Esquadrão Suicida”) e Lil Rel Howery (“Corra!”). Há ainda duas produções adolescentes razoáveis: uma comédia com Victoria Justice (“Brilhante Victória”) e uma sci-fi com Lily-Rose Depp (a filha de Johnny). Mas o jovem ator que se sai melhor na semana é Jack Dylan Glazer (“Shazam!”) no suspense “Don’t Tell a Soul”. Para os adultos, as opções incluem “Quanto Vale?”, lançamento da Netflix que lembra os 20 anos da tragédia de 11 de setembro de 2001, e mais quatro dramas. O destaque cinéfilo, porém, fica com “A Verdade”, primeiro filme ocidental do premiado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 2018 com “Assunto de Família”. O filme acompanha o encontro do personagem do americano Ethan Hawke (“Juliet, Nua e Crua”) com sua sogra francesa venenosa, vivida por Catherine Deneuve (“Potiche – Esposa Troféu”). Curiosamente, os dois também interpretam atores na trama. Apresentada como uma diva, Deneuve tem uma relação conflituosa com a filha, encarnada por outra grande estrela francesa, Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”). Paralelamente ao enredo central, a trama ainda presta homenagem à carreira de Deneuve, ao longo de várias reminiscências. Confira abaixo uma dúzia de dicas (com os trailers) de estreias para conferir nas plataformas digitais neste fim de semana.     Os Croods 2: Uma Nova Era | EUA | Animação (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Oi Play, SKY Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Cinderela | EUA | Musical (Amazon Prime Video)     Happier Than Ever: Uma Carta de Amor para Los Angeles | EUA | Musical (Disney+)     Amizade de Férias | EUA | Comédia (Star+)     Esticando a Festa | EUA | Comédia (Netflix)     Don’t Tell a Soul | EUA | Suspense (Apple TV, Google Play, Vivo Play, YouTube Filmes)     Viajantes – Instinto e Desejo | EUA | Sci-Fi (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes)     Quanto Vale? | EUA | Drama (Netflix)     A Verdade | França, Japão | Drama (Apple TV, Google Play, YouTube Filmes)     A Princesa da Rua | EUA | Drama (Apple TV, Google Play, Looke, NOW, Vivo Play, YouTube Filmes)     O Confeiteiro | Israel, Alemanha | Drama (Reserva Imovision)     Eu Estava em Casa, Mas… | Alemanha, Sérvia | Drama (MUBI, Vivo Play)

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  • Etc,  Filme,  Série,  TV

    Sérgio Mamberti (1939-2021)

    3 de setembro de 2021 /

    O ator Sérgio Mamberti morreu na madrugada desta sexta (3/9), em São Paulo, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos. Enfrentando problemas de saúde ao longo deste ano, ele passou por três internações por disfunção renal e pneumonia, e estava intubado desde o último sábado no hospital da rede Prevent Senior para cuidar de uma infecção nos pulmões. Mamberti teve longa carreira no cinema, televisão e teatro. Formado em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD), foi, ao lado de seu irmão, Cláudio Mamberti, figura de extrema importância para a história do teatro brasileiro. Realizou montagens históricas, como “O Balcão”, do francês Jean Genet, em uma releitura de 1968 que remetia diretamente ao que passava na Ditadura Militar, e também “Réveillon”, conquistando o Prêmio Molière de Melhor Ator em 1975. A trajetória nas telas começou em 1966, na comédia “Nudista à Força”, estrelada pelo humorista Costinha, que foi seguida por diversos clássicos do cinema brasileiro, incluindo o marco marginal “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla, o fenômeno “Toda Nudez Será Castigada” (1973), de Arnaldo Jabor, a pioneira sci-fi distópica “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1978), de José de Anchieta, e o tropicalista “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, entre muitos, muitos outros lançamentos cinematográficos. Mas foi na TV que ganhou popularidade. Ele apareceu em várias novelas desde “Ana”, da Record, em 1968. Foram mais de 40, apesar de ter chegado à Globo apenas em 1981, ocasião em que interpretou um dos seus personagens mais conhecidos, o Galeno de “Brilhante”. Outros papéis que marcaram época foram o mordomo Eugênio, de “Vale Tudo” (1988), e o carrasco Dionísio, de “Flor do Caribe” (2013). A despedida das novelas aconteceu em “Sol Nascente” (2016), no papel de Dom Manfredo. Seu personagem mais duradouro e querido, porém, ganhou vida numa produção infantil da TV Cultura, o Doutor Victor de “Castelo Rá-Tim-Bum” (1994–1997), dono do bordão “raios e trovões”. Graças à atração, ele virou referência entre as produções para crianças, chegando a trabalhar com Xuxa e Renato Aragão no cinema, respectivamente em “Xuxa Abracadabra” (2003) e “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili” (2006). Além disso, também se dedicou a desenvolver a Cultura nacional a nível federal, ocupando diversos cargos dentro do Ministério da Cultura durante o Governo Lula. Ele foi Secretário de Música e Artes Cênicas, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Presidente da Fundação Nacional de Artes FUNARTE e Secretário de Políticas Culturais. Sua atuação na política e seus posicionamentos sempre foram fortes. Ele se posicionou contrário ao processo de Impeachment de Dilma Rousseff e deu força para o movimento “Lula Livre”. Versátil, Mamberti manteve-se ativo em todas as mídias até o fim da carreira, trabalhando em filmes adultos como “Jogo das Decapitações” (2013), de Sergio Bianchi, na primeira série brasileira da Netflix, a sci-fi “3%” (2016), e na sitcom “Eu, Ela e um Milhão de Seguidores” (2017), do Multishow. Ele ainda deixou um filme ainda inédito, “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Belmonte. Quase como numa premonição, Mamberti lançou este ano sua autobiografia, “Senhor do Tempo”, em que contou várias histórias do teatro brasileiro e detalhes de sua vida, inclusive sua bissexualidade, que não era exatamente um segredo, assumindo seus dois amores: Vivian Mahr, com quem foi casado de 1964 a 1980, e Ednardo Torquarto, com quem viveu uma relação de 37 anos, até a morte do parceiro em 2019. O artista deixa três filhos, que também seguiram a carreira artística: o ator Duda Mamberti, o produtor Carlos Mamberti e o diretor de TV Fabrízio Mamberti.

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    Fernanda Vasconcellos é jornalista sequestrada no trailer de “A Cisterna”

    2 de setembro de 2021 /

    A Studio 10 Filmes divulgou o pôster e o trailer de “A Cisterna”. A trama traz Fernanda Vasconcellos (“Coisa Mais Linda”) como uma jornalista que, ao revela um escândalo de corrupção, acaba sequestrada e presa na cisterna (poço) do título. O elenco também inclui o chileno Cristobal Tapia Montt (“El Presidente”), João Gott (“Pureza”), Marcelo Pelucio (“Eu Sinto Muito”), Juan Alba (“Toda Forma de Amor”), Gabriela Correa (“Ainda Temos a Imensidão da Noite”) e a estreante Luiza Guimarães. O suspense nacional foi escrito e dirigido por Cristiano Vieira (“Eu Sinto Muito”) antes da pandemia, mas com a dificuldade de encontrar espaço nos cinemas será lançado direto para locação digital, em VOD, na próxima quinta (9/9) nas plataformas Apple TV, Now, Google Play, Vivo e Oi.

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    Runt: Cameron Boyce é vítima de bullying no trailer tenso de seu último filme

    2 de setembro de 2021 /

    A 1091 Pictures divulgou o pôster e o trailer de “Runt”, último filme completado pelo ator Cameron Boyce (“Descendentes”) antes de morrer em 2019. A prévia é tensa, mostrando o ator como vítima de bullying. Após convidar uma garota para o baile de formatura, o namorado dela e sua turma partem para a violência contra ele. A situação sai de controle quando ele resolve revidar. “Este filme é muito importante no clima em que vivemos hoje”, disseram os pais de Cameron Boyce, Victor e Libby Boyce em comunicado sobre o lançamento. “Cameron estava incrivelmente orgulhoso deste filme, e acreditamos que sua poderosa performance ressoará profundamente com todos os seus fãs em todo o mundo.” Boyce morreu na madrugada do dia 7 de julho de 2019, aos 20 anos, após uma convulsão causada por epilepsia. O elenco também inclui Brianna Hildebrand (“Deadpool 2”), Nicole Elizabeth Berger (“Uma Semana a Três”), Aramis Knight (“Into the Badlands”), Charlie Gillespie (“Julie and the Phantoms”), Cyrus Arnold (“Sobreviva ou Morra Tentando”), Jason Patric (“Wayward Pines”) e Tichina Arnold (“Todo Mundo Odeia o Chris”). Dirigido pelo estreante William Coakley, o filme estreia em 1 de outubro nos cinemas dos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Diretor de “Independence Day” joga a Lua contra a Terra no teaser de “Moonfall”

    2 de setembro de 2021 /

    A Diamond Films divulgou o primeiro teaser legendado de “Moonfall”, nova sci-fi apocalíptica de Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois do Amanhã”). A prévia abre com cenas espaciais acompanhadas pelo célebre discurso de John F. Kennedy sobre levar a humanidade à Lua, mas logo revela o desastre da trama: a queda da Lua na Terra, que causa enorme devastação. Sem dar maiores explicações sobre o desastre, a sinopse acrescenta que, faltando “poucas semanas para o impacto”, “uma equipe desacreditada é enviada em uma missão aparentemente impossível de pousar na superfície lunar e salvar a humanidade”. O elenco destaca Halle Berry (“John Wick 3: Parabellum”), Patrick Wilson (“Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio”), John Bradley (“Game of Thrones”), Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”), Donald Sutherland (“The Undoing”), Wenwen Yu (“Between Us”) e Charlie Plummer (“Quem É Você, Alaska?”) Além da direção, Emmerich também assina o roteiro ao lado de outros especialistas em catástrofes planetárias, Spenser Cohen (“Extinção”) e Harald Kloser (“2012”). Imagina-se que eles criaram uma trama diferente de “Armageddon” (1998). “Moonfall” tem estreia marcada para 3 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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