“Animais Fantásticos 3” segue como filme mais visto no Brasil
“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” manteve-se como o filme mais visto dos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo. Segundo dados da ComScore, o longa teve público de 254,9 mil entre quinta e domingo (1/5) e uma arrecadação de R$ 5,52 milhões nas bilheterias. Em 2º lugar, “Sonic 2: O Filme” rendeu R$ 4,67 milhões com 239,8 mil espectadores, enquanto o anime “Jujustu Kaisen 0”, estreante da semana, fechou o pódio com R$ 2,81 milhões e 141,3 mil ingressos vendidos. Dos títulos nacionais em cartaz, “Detetives do Prédio Azul 3: Uma Aventura no Fim do Mundo” e “Medida Provisória” ficaram em 5º e em 6º lugares, respectivamente com 90,9 mil espectadores e faturamento de R$ 1,83 milhão e 50,2 mil espectadores e R$ 1,05 milhão nas bilheterias. Ao todo, 928,2 mil pessoas foram aos cinemas entre quinta-feira e domingo, uma queda significativa em relação ao fim de semana anterior, quando a marca foi de 1,56 milhão — 41% menos público. A expectativa é de reversão desses números a partir de quinta (5/5), quando estreia “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, o novo filme da Marvel. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 28/4 – 1/5:1. #AnimaisFantasticos #Dumbledore 2. #SonicMovie2 3. #JujutsuKaisen #JujutsuKaisen0 4. #CidadePerdida 5. #DetetivesPredioAzul36. #MedidaProvisoriaOFilme 7. #Morbius8. #DowntonAbbey2 9. #Batman 8. #ACriançaDiabo — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 2, 2022
Blake Lively vai estrear como diretora de cinema
A atriz Blake Lively (“Um Pequeno Favor”) vai estrear como diretora de cinema. Ela fechou com o estúdio Searchlight Pictures para dirigir a adaptação da graphic novel “Seconds”. A publicação em quadrinhos é uma criação Bryan Lee O’Malley, mais conhecido do grande público por outra obra: Scott Pilgrim. Por sinal, o detalhe mais interesse do novo projeto é que o roteiro de “Seconds” foi escrito por ninguém menos que Edgar Wright, que dirigiu a cultuada adaptação de “Scott Pilgrim contra o Mundo” em 2010. Além de assinar o texto da adaptação, ele também vai produzir o filme em parceria com o produtor Marc Platt, três vezes indicado ao Oscar (a mais recente por “Os 7 de Chicago”). Publicada em 2014, “Seconds” acompanha Katie Clay, uma garota que recebe o poder de corrigir seus erros do passado, bastando para isso escrevê-los em um caderno, comer um cogumelo mágico e adormecer. O problema é que, ao se tornar obcecada em consertar cada pequeno aspecto de sua vida, sua nova habilidade começa a criar novos problemas que ameaçam não apenas levá-la cada vez mais longe da vida que tinha inicialmente, mas afetam o próprio tempo e espaço contínuos. Embora a produção seja seu primeiro trabalho como diretora de cinema, vale lembrar que Blake Lively assinou uma obra audiovisual recentemente: o clipe da música “I Bet You Think About Me (Taylor’s Version)”, lançada por Taylor Swift em novembro passado.
Marco Pigossi produz documentário sobre políticos LGBTQIAP+ no Brasil
O ator Marco Pigossi (“Cidade Invisível”) está produzindo um documentário sobre candidaturas de políticos LGBTQIAP+ no Brasil. Intitulado “Corpolítica”, o filme que tem direção e roteiro assinados por Pedro Henrique França (roteirista de “Quebrando o Tabu”). A primeira foto do projeto foi divulgada neste fim de semana e registra Pigossi e França ao lado da vereadora Erika Hilton de São Paulo. Ela é uma das personagens da obra, que discute o vazio de representatividade LGBTQIAP+ na política brasileira. O retrato dos trio foi feito em frente a uma bandeira criada pelo artista Luiz Wachelke para o cenário de entrevistas do longa, que acompanhou as candidaturas de Hilton, Andréa Bak, Monica Benicio e William De Lucca nas eleições de 2020. O lançamento do documentário está previsto para este ano.
Novos vídeos de “Doutor Estranho 2” confirmam Capitã Carter
A Marvel divulgou dois novos comerciais com cenas inéditas de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Ambos confirmam a participação da Capitã Carter, tanto de relance quanto pelo destaque dado ao escudo da personagem, apresentado em close-up após ser jogado de forma intimidadora. Além disso, a voz do Professor Xavier (na versão de Patrick Stewart) volta a ressoar nos vídeos, agora acompanhada por uma visão de sua cadeira “de rodas”. A presença da Capitã Carter, versão superpoderosa da Agente Carter (Hayley Atwell), reforça a conexão de “Doutor Estranho 2” com a série animada “What If…?”, que introduziu a personagem e também outras versões do Doutor Estranho já vislumbradas em outras prévias do filme. Tanto Capitã Carter quanto o Professor X vão surgir na trama como parte do grupo conhecido como Illuminati. Uma imagem não oficial, que está circulando nas redes sociais, mostra que o grupo inclui ainda Maria Rambeau (Lashana Lynch) como uma variante da Capitã Marvel, Raio Negro (Anson Mount, reprisando seu papel de “Inumanos”) e o Sr. Fantástico (interpretado por John Krasinski, de “Um Lugar Silencioso”!). De todo modo, vale lembrar que por enquanto estão confirmadas apenas as aparições de Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), Wong (Benedict Wong), Mordo (Chiwetel Ejiofor) e America Chavez, nova heroína do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) vivida por Xochitl Gomez (“O Clube das Babás”), que nos quadrinhos integra a equipe dos Jovens Vingadores. O roteiro é de Michael Waldron (criador de “Loki”) e a produção marca a volta do diretor Sam Raimi aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha. “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” chega aos cinemas em 5 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Joanna Barnes (1934–2022)
A atriz e escritora Joanna Barnes, mais conhecida do grande público por ter atuado nas duas versões de “Operação Cupido”, morreu na sexta (29/4) aos 87 anos por “múltiplos problemas de saúde”, de acordo com a amiga que deu a notícia. Na versão de 1961 de “The Parent Trap” (o título original), lançada no Brasil como “O Grande Amor de Nossas Vidas”, Barnes interpretou a interesseira que tenta conquistar o pai das gêmeas vividas por Haley Mills. Já no remake de 1998 estrelado por Lindsay Lohan, ela apareceu como a mãe de sua personagem original. Barnes deu início à carreira de atriz como jornalista em 1957. Ela participou de um teste de atuação num episódio do “Ford Television Theatre”, teleteatro da rede ABC, para escrever sobre a experiência para a editora Time-Life, só que acabou conseguindo o papel e percebeu que podia fazer sucesso na nova profissão. Começou a aparecer em episódios de “Colt .45”, “Cheyenne” e “Hawaiian Eye”, e de repente conseguiu um papel fixo, como assistente de Dennis Morgan na série de detetives “21 Beacon Street”, que durou uma temporada em 1959 na NBC. Ao mesmo tempo, investiu em muitos trabalhos de figurante no cinema, até começar a receber papéis com falas. O curioso é que um ano após seu primeiro personagem identificado com nome, em “A Mulher do Século” (1958), comédia famosa estrelada por Rosalind Russell, ela já foi alçada a protagonista, vivendo nada menos que Jane na versão de “Tarzan, o Filho das Selvas”, lançada em 1959. Sua filmografia também destaca dois filmes com Kirk Douglas: o épico “Spartacus” (1960) e o western “Gigantes em Luta” (1966). E mais dois com Tony Curtis: as comédias “Um Amor do Outro Mundo” (1964) e “Não Faça Onda” (1967). Acabou abandonando o cinema em 1967 pelo cargo de apresentadora do programa “Dateline: Hollywood”, da rede ABC. Mesmo assim, trabalhando sem parar, ainda encaixou dezenas de participações em séries, praticamente ininterruptas a partir dos anos 1960, incluindo “Os Intocáveis”, “Paladino do Oeste”, “Maverick”, “Laramie”, “A Família Buscapé”, “Dr. Kildare”, “Mannix”, “Os Audaciosos”, entrando nos anos 1970 com “Havaí Cinco-0”, “Planeta dos Macacos”, “Ilha da Fantasia” e “As Panteras”, além de “Casal 20”, “Jogo Duplo”, “Assassinato por Escrito” e “Cheers” nos 1980. Ela já não atuava há nove anos quando foi convidada pela Disney para participar do remake de “Operação Cupido”, que se tornou seu último filme em 1998. Desde a década de 1970, ela tinha retomado sua profissão original. Virou crítica literária do jornal Los Angeles Times e se lançou como escritora, publicando romances bem-recebidos pela crítica especializada. Joanna Barnes foi casada três vezes, incluindo com o diretor, ator e roteirista Lawrence Dobkin entre 1961 e 1967. Ela nunca teve filhos, mas deixa três enteadas.
Adam Sandler vai fazer novo filme dos diretores de “Joias Brutas”
O ator Adam Sandler confirmou à revista Entertainment Weekly que vai fazer outro longa-metragem com os irmãos cineastas Josh e Benny Safdie após o sucesso de “Joias Brutas” (2019), que lhe rendeu o troféu de Melhor Ator no Spirit Awards (o Oscar do cinema independente). “Eles estão trabalhando duro nisso”, disse Sandler. “A ética de trabalho deles é uma loucura. Eles estão sempre trabalhando, sempre escrevendo, sempre pensando. Não sei o que posso dizer, mas vai ser muito emocionante. É diferente. Mas eu não quero que eles digam: ‘Por que diabos você disse isso a ele?’ Então vou deixá-los falar [sobre isso]”, revelou, explicando que não adiantará detalhes específicos sobre o projeto. Após vencer o Spirit Awards, Sandler chegou a dizer que “morreria para trabalhar com [os Safdies] novamente”. “Falamos sobre isso constantemente”, comentou Sandler na ocasião, também para a EW. “Eu amo esses caras, eu os amo. Quero dizer, eles são cineastas incríveis… Claro, eu morreria para trabalhar com eles novamente, porque é uma sensação totalmente nova”; Depois de “Joias Brutas”, Sandler e os irmãos Safdie ainda colaboraram em um curta-metragem surpresa que estreou no Vimeo em 2020. O curta de seis minutos, intitulado “Goldman v Silverman”, traz Sandler e Benny Safdie como artistas de rua de Nova York, que começam a brigar enquanto tentam impressionar turistas na Times Square. Veja abaixo.
Primeira cena divulgada de “Doutor Estranho 2” tem erro gigante de continuidade
A Marvel adiantou a primeira cena completa de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, envolvendo uma luta do herói vivido por Benedict Cumberbatch contra um monstro gigante, batizado de Gargantos. Mas o que chamou mais atenção não foram os efeitos visuais ou a aparição de America Chavez (Xochitl Gomez) e sim um erro de continuidade gritante. O perfil do Twitter Kate’s Bush mostrou que o mesmo figurante aparece quatro vezes neste trecho do filme, sempre correndo para frente e sempre chegando atrás de onde estava no corte anterior. “Eu quando for um filme de U$ 200 milhões”, brincou o perfil ao comentar o erro, sugerindo que também iria aparecer mais do que deveria se participasse da produção. Na cena, o figurante passa correndo pelo ator Benedict Cumberbatch. Mas depois de ultrapassá-lo, volta a aparecer atrás dele na edição em ângulos diferentes, deixando claro o erro de continuidade. O filme tem direção de Sam Raimi, que volta aos personagens da Marvel após comandar a trilogia original do Homem-Aranha. A estreia está marcada para 5 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. me when i’m a 200 million dollar movie https://t.co/KOdIyXqAS0 pic.twitter.com/2G7Izd78YX — kate’s bush (@iamkatesbush) April 29, 2022
Jossara Jinaro (1973-2022)
A atriz brasileira Jossara Jinaro morreu de câncer na quinta-feira (27/4), aos 48 anos, revelou seu marido nas redes sociais. Ela ficou conhecida por seu trabalho em séries americanas, chegando a aparecer em episódios de “Plantão Médico” (E.R.), “Divisão Criminal” (The Closer), “Judging Amy”, “Strong Medicine” e “Animal Kingdom”. Nascida no Rio de Janeiro, Jinaro foi adotada por um diplomata e cresceu na Colômbia. Quando seu padrasto foi feito refém por guerrilheiros, a família se mudou para os Estados Unidos. Saindo de casa aos 16 anos, ela rapidamente assinou com seu primeiro agente, que lhe encontrou trabalho teatral. Mas seu primeiro papel fixo na TV só veio mais de uma década depois, quando viveu Virginia Bustos na série “Viva Vegas”, comédia da Telemundo sobre dois gêmeos argentinos em Las Vegas. A atração durou só uma temporada, exibida de 2000 a 2001, mas em seguida ela começou a aparecer, de forma recorrente, na novela diurna “Passions”. Por seu desempenho, chegou a ser indicada ao prêmio GLAAD (da comunidade LGBTQIAP+) de 2006. Nessa época, também começou a aparecer em alguns filmes cultuados, como o terror “Rejeitados pelo Diabo” (2005), de Rob Zombie, e “Garotas sem Rumo” (2005), ao lado de Anne Hathaway, e ainda se especializou em dublagens, trabalhando em dezenas de animações como “Happy Feet: O Pinguim” (2006) e “Gato de Botas” (2011), além de gravar vozes incidentais para filmes live-action. Jinaro acabou voltando para a Colômbia em 2009 para trabalhar na novela “La Bella Ceci y El Imprudente”, mas logo retornou a Los Angeles, encontrando um papel na 1ª temporada da popular série adolescente “East Los High”, lançada em 2013. Ela ainda fez vários filmes independentes, incluindo o terror “Desert Road Kill” (2012), que lhe rendeu um prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Los Angeles Reel Film Festival. Seu último trabalho foi a comédia “10 Tricks”, ainda inédita nos cinemas.
Novo vídeo de “Doutor Estranho” confirma Wandas de outros universos
A Marvel divulgou um novo vídeo de bastidores de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” focado em Wanda Maximoff, a personagem de Elizabeth Olsen. O destaque do vídeo são depoimentos que confirmam a aparição de diferentes versões não só do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), mas também de Wandas de outros universos. O roteiro é de Michael Waldron (criador de “Loki”) e a produção ainda marca a volta do diretor Sam Raimi aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha. A estreia está marcada para 5 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Spin-off de “John Wick” com Ana de Armas é oficializado
A Lionsgate oficializou a produção do primeiro filme derivado da franquia “John Wick”. “Ballerina” será centrado numa assassina feminina, interpretada por Ana de Armas (de “007 – Sem Tempo para Morrer”), e terá direção de Len Wiseman, que lançou a franquia “Anjos da Noite” em 2003, além de ter comandado “Duro de Matar 4.0” (2007) e o remake de “O Vingador do Futuro” (2010). A trama vai explorar um detalhe da franquia, visto apenas de relance em “John Wick 3: Parabellum”. Quando o personagem de Keanu Reeves visita A Diretora (Anjelica Huston), a cena revela garotas sendo treinadas em artes marciais e balé. Uma dessas assassinas letais vai ancorar a trama de “Ballerina”. Co-roteirista de “Parabellum”, Shay Hatten assina a trama do spin-off, que tem produção do diretor Chad Stahelski e do astro Keanu Reeves, responsáveis pelo sucesso da saga principal. Ainda não foi divulgado se Reeves também vai aparecer no longa, reprisando seu papel de John Wick numa participação especial. “Ballerina” ainda não tem previsão de estreia, mas o estúdio Lionsgate também vai lançar um quarto filme de “John Wick” e uma série focada no Hotel Continental, elemento importante do universo do personagem, em 2023.
Diretor do Homem-Aranha desiste de filmar Quarteto Fantástico
O diretor Jon Watts, responsável pela bem-sucedida trilogia do Homem-Aranha estrelada por Tom Holland, desistiu de comandar o novo filme do Quarteto Fantástico. Segundo apurou o site Deadline, ele deixou o projeto pelo desejo de tirar férias após anos de trabalho contínuo com as produções do Homem-Aranha. O momento da pausa também lhe permitirá reavaliar ofertas após “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” se tornar o maior sucesso da história da Sony e a sexta maior bilheteria mundial de cinema em todos os tempos – com US$ 1.89 bilhão de arrecadação. O afastamento gerou um comunicado oficial do Marvel Studios, que afirmou que a decisão aconteceu de forma amistosa. “Colaborar com Jon nos filmes do Homem-Aranha foi um verdadeiro prazer. Nós estávamos ansiosos para continuar nosso trabalho com ele, trazendo o Quarteto Fantástico para o MCU, mas entendemos e apoiamos suas razões para se afastar. Estamos otimistas de que teremos a oportunidade de trabalhar juntos novamente em algum momento futuro”, disseram Kevin Feige e Louis D’Esposito, líderes do estúdio. Por sua vez, Watts afirmou que “fazer três filmes do Homem-Aranha foi uma experiência incrível e que mudou a vida para mim. Sou eternamente grato por ter sido uma parte do Universo Cinematográfico da Marvel por sete anos. Espero que trabalhemos novamente e mal posso esperar para ver a incrível visão do Quarteto Fantástico sendo trazida à vida”. A Marvel anunciou o novo filme do Quarteto Fantástico em dezembro de 2020. Ainda sem previsão de estreia, a terceira versão do grupo neste século, após três filmes lançados pela 20th Century Fox, marcará o ingresso de Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (O Coisa) no universo dos Vingadores.
Carla Diaz vai viver vilã em três filmes
Com uma carreira marcada por papéis de menina boazinha, a ex-Chiquitita Carla Diaz se reinventou ao encarar o desafio de viver Suzane von Richthofen na sessão dupla “A Menina que Matou os Pais”/”O Menino que Matou meus Pais” e agora se prepara para viver novas vilãs em três filmes diferentes. “Filmes incríveis, por sinal, que eu estou muito feliz”, revelou a atriz, em entrevista à revista Quem. “Depois dos dois filmes do caso Richthofen, eu estou muito feliz que o cinema tem me abraçado e esse ano eu fui convidada pra fazer três longas como antagonista”, continuou a atriz. “Não posso falar ainda – aquela frase que nós, artistas, odiamos dizer.” Mesmo não revelando mais detalhes, a atriz soltou um pequeno spoiler. “Posso falar que, em um dos filmes, tem um grande artista sertanejo [no elenco].”
Os 10 melhores filmes que estreiam em casa
O premiado “Licorice Pizza” e a aventura de ação “Uncharted” são as principais estreias digitais, mas a seleção dos lançamentos também inclui dramas adolescentes em várias línguas – inclusive em português – , filmes europeus consagrados, um anime deslumbrante e um documentário para fãs do Britpop dos anos 1990. Confira abaixo as 10 sugestões de títulos que chegam ao VOD e às plataformas de assinatura nesta semana, com seus respectivos trailers. LICORICE PIZZA | VOD* Indicado a três Oscars, inclusive de Melhor Filme, e vencedor de 58 prêmios internacionais, o novo longa de Paul Thomas Anderson (“O Mestre” e “Trama Fantasma”) gira em torno do crush de um adolescente extremamente bem resolvido por uma mulher mais velha nos anos 1970. Tentando capitalizar sua incipiente carreira de ator, o jovem consegue manter a mulher por perto ao convencê-la a embarcar com ele em empreendimentos mirabolantes, levando-a a conhecê-lo melhor. Este romance entre um casal desencontrado poderia render polêmica, mas acaba se mostrando fofo na tela, justamente por tudo o que tem de equivocado, e acabou cativando a crítica americana, que o aclamou com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim), de 30 anos, em seu primeiro papel no cinema. O diretor é muito amigo das irmãs Haim e já dirigiu nada menos que 9 clipes do trio musical (por sinal, Danielle e Heste Haim também aparecem no filme como irmãs da protagonista). Seu parceiro em cena também é estreante: Cooper Hoffman, filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman, que fez o filme com 18 anos. O pai do jovem estrelou cinco longas de Anderson. Em contraste com o casal de iniciantes, o elenco de apoio é uma constelação de estrelas, incluindo Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”), Emma Dumont (“The Gifted”), Skyler Gisondo (“Santa Clarita Diet”), Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Mary Elizabeth Ellis (“Lodge 49”) e o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”). UNCHARTED – FORA DO MAPA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Baseado num game de sucesso, “Uncharted” traz Tom Holland como Nathan Drake, que nos jogos da Naughty Dog é um arqueólogo aventureiro. Só que este Indiana Jones digital é completamente diferente no filme, porque o ator não tem a idade nem a aparência física do papel. Para contornar esse “detalhe”, a trama é apresentada como uma história de origem – nunca vista nos games – , em que Drake ainda é um jovem diletante e tem seu primeiro encontro com um caçador de tesouros que irá se tornar seu mentor na busca por uma fortuna perdida. Mark Wahlberg (“O Grande Herói”) vive o segundo protagonista, após ser cotado para viver Drake numa versão anterior do projeto – em desenvolvimento há mais de uma década. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). Lançado logo após Holland encabeçar o fenômeno de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, “Uncharted” sofreu o peso de muita expectativa. Sua missão era simplesmente lançar uma nova franquia para a Sony. Mas apesar do entusiasmo dos executivos do estúdio e da bilheteria de estreia, teve sucesso apenas modesto nos cinemas, praticamente se pagando. E foi considerado medíocre pela crítica, com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mantendo a baixa média dos filmes dirigidos por Ruben Fleischer (o diretor dos 30% de “Venom”). Mesmo assim, fãs de aventuras mirabolantes à la “Piratas do Caribe” podem se satisfazer ao matar a saudade de uma produção repleta de ação, efeitos, piadinhas e buracos narrativos. MEU NOME É BAGDÁ | STAR+ Premiado no Festival de Berlim, o filme de Caru Alves de Sousa (“De Menor”) gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Como a única menina a frequentar a pista de skate do bairro, ela sofre assédio e preconceito, inclusive da polícia. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela conhece mais meninas skatistas, se aproxima de Vanessa (Nick Batista) e estreita novos laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista da trama para incorporar questionamentos de gênero e a opção tem grande importância no desenvolvimento do longa, um dos melhores dramas adolescentes brasileiros recentes. APENAS NÓS | NOW, VIVO PLAY, VOD* O longa de estreia do cineasta inglês Tom Beard é um elogiadíssimo drama familiar, que narra as dificuldades de uma adolescente para lidar com as complexidades de sua família disfuncional e perturbada. Durante a estadia em uma cidade litorânea, a jovem protagonista passa a ter que cuidar da mãe, que está doente, e de seu desobediente irmão mais novo, além de conviver com novos vizinhos com comportamentos que não consegue processar. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme impressiona pela qualidade realista das interpretações, não apenas de seus atores famosos, mas de suas crianças. Na verdade, já era um sinal do que aguardava sua atriz principal. A produção é de 2018 e destacava uma inspiradíssima Emilia Jones, então com 16 anos, que agora é mundialmente conhecida por comover o mundo em “No Ritmo do Coração”, filme vencedor do Oscar 2022. O resto do elenco inclui Samantha Morton (“The Walking Dead”), Billie Piper (“Penny Dreadful”), Daniel Mays (“Belas Maldições”) e as crianças Badger Skelton (“O Último Ônibus do Mundo”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”). LOLA E O MAR | FILMICCA Indicado ao César (o Oscar francês) de 2020, o drama belga conta a história de Lola, uma adolescente trans que conta com o apoio de sua mãe para fazer a transição e mudar de vida. Só que a mãe morre repentinamente, o que leva Lola a bater de frente com seu pai distante e homofóbico, embarcando com ele numa jornada rumo ao mar para cumprir o último desejo da pessoa mais querida de sua vida. A estreante Mya Bollaers, que interpreta Lola, é um grande achado do diretor Laurent Micheli e sua performance valoriza muito a produção. ESPÍRITO INDOMÁVEL | NOW, VIVO PLAY, VOD* O drama juvenil de esportes acompanha a vida do indígena canadense Saul Indian Horse, da infância à maturidade, enquanto ele sobrevive ao internato e ao racismo dos anos 1970 para se tornar um talentoso jogador de hóquei. Mas para alcançar seus sonhos, o jovem precisa encontrar seu próprio caminho, superando obstáculos ao lutar contra estereótipos e o alcoolismo. A adaptação do romance de Richard Wagamese (1955–2017) tem direção de Stephen S. Campanelli, que em sua carreira oscilante já comandou até trash de Nicolas Cage (“A Ilha”), mas consagrou-se com esta produção, vencedora de 10 troféus no circuito de festivais e premiações canadenses – a maioria em votação do público. LUZIFER | MUBI O cineasta austríaco Peter Brunner é obcecado por personagens torturados por condições especiais, sejam doenças ou obsessões patológicas. Sua nova vítima é Johannes, um homem com o coração de riança, que vive isolado numa cabana alpina com sua mãe. Sua vida diária é regida por orações e rituais. Mas, de repente, a modernidade se intromete em seu mundo de natureza e adoração divina, quando um projeto turístico ameaça envenenar seu paraíso e despertar o diabo. O grande destaque desta fábula moderna sobre a inocência perdida é o ator Franz Rogowski (“Undine”), numa performance que equilibra o encantamento infantil com a raiva extrema. Ele foi premiado como Melhor Ator no Festival de Sitges do ano passado – o festival espanhol é um dos principais eventos mundiais do cinema fantástico. IN THE AISLES | MUBI A plataforma MUBI está realizando um ciclo dedicado ao ator Franz Rogowski, que também inclui o último longa-metragem do alemão Thomas Stuber – lançado há quatro anos. Exibido nos cinemas brasileiros com o título traduzido para “Nos Corredores”, o filme traz Rogowski como um homem recluso que começa a trabalhar como estoquista no turno da noite em um supermercado. Ele logo se vê cativado por sua misteriosa colega de trabalho (Sandra Hüller, de “Toni Erdmann”), encontrando nesta atração uma forma de amenizar a opressão do ambiente, repleto de corredores longos e imponentes com empilhadeiras giratórias, que simbolizam a monotonia do trabalhado de baixa renda. Só que a mulher possui segredos desconhecidos e resolve sair subitamente de licença, deixando o novo funcionário sozinho com seus demônios noturnos. O filme venceu 12 prêmios em importantes festivais europeus, como Berlim, Atenas, Valladolid e Nápoles, além de render o Lola (o Oscar alemão) para Rugowski. BUBBLE | NETFLIX Com um visual de tirar o fôlego, “Bubble” reúne em sua equipe alguns dos maiores nomes do anime atual. A direção é de Tetsurô Araki, responsável por “Ataque aos Titãs”, o roteiro foi escrito por Gen Urobuchi, criador de “Psycho-Pass” e da trilogia animada de “Godzilla” na Netflix, e o responsável pelo design dos personagens é ninguém menos que Takeshi Obata, o autor de “Death Note”. A produção não é baseada em nenhum mangá existente, mas se inspira da fábula de “A Pequena Sereia”, transformada num conto sci-fi pós-apocalíptico. Era uma vez um futuro em que uma chuva de bolhas (bubbles) sugou toda a gravidade de Tóquio, deixando o local proibido, abandonado e sem moradores. Mas não totalmente desabitado. Por conta de suas particularidades, a cidade vira um refúgio de jovens órfãos praticantes de parkour, que desafiam as restrições após perderem os pais na inversão gravitacional. Após um salto arriscado, um dos meninos acaba caindo no mar, à margem da capital japonesa, apenas para ser salvo por uma garota com poderes especiais, que parece surgir de suas próprias bolhas de respiração na água, e esse encontro acaba impactando a vida de todos. OASIS KNEBWORTH 1996 | VOD* O documentário celebra os shows mais famosos da banda Oasis, que ocorreram no Knebworth Park, na Inglaterra, em 10 e 11 de agosto de 1996. As apresentações reuniram mais de 250 mil fãs e são considerados os maiores concertos já realizados no Reino Unido em todos os tempos. Organizados logo após o lançamento do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, que tinha hits como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”, os shows esgotaram rapidamente, com 2,5 milhões de pessoas candidatando-se a comprar os ingressos – também a maior procura por um espetáculo na história da cultura britânica. Na época, não havia banda mais popular na Inglaterra. Nem mais arrogante. E o sucesso sem precedentes acabou alimentando egos que já eram grandes antes mesmo da fama. As brigas dos irmãos Liam e Noel Gallgher pelo controle do grupo levaram à mudanças de integrantes e trocas de farpas públicas, mas o Oasis persistiu até 2009. A celebração do auge do Britpop tem direção de Jake Scott (do cult “Corações Perdidos”) e foi lançada nos cinemas no ano passado para comemorar os 25 anos das apresentações. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Amazon e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.












