Conheça as produções brasileiras selecionadas para o Festival de Berlim
O Festival de Berlim, um dos eventos cinematográficos de maior prestígio no mundo, divulgou nesta quinta (23/1) os filmes selecionados para sua 73º edição. E o Brasil conquistou algum destaque na lista. Até o momento, dois longas e três curtas brasileiros já foram confirmados na programação do evento alemão, que acontece entre os dias 16 e 26 de fevereiro. O longa-metragem “O Estranho” fará sua estreia mundial na mostra Forum, que abre espaço para trabalhos ousados e que ofereçam novas linguagens cinematográficas. O principal cenário de “O Estranho” é o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O terminal é retratado no filme pelo olhar dos trabalhadores do aeroporto. Quem conduz a narrativa de “O Estranho” é Alê, uma funcionária cuja história familiar se entrelaça com a construção do próprio aeroporto em terras que, no passado, pertenceram aos indígenas. Escrito e dirigido por Flora Dias e Juruna Mallon, o longa foi gravado no próprio aeroporto. Este é o segundo longa dirigido pela dupla, que antes realizaram “O Sol nos Meus Olhos”, de 2012. O filme é uma produção da Lira Cinematográfica e da Enquadramento Produções e os diretores definem o processo de criação da obra como “uma total imersão” no território de Guarulhos. Outro longa nacional revelado na seleção do Festival de Berlim é o longa-metragem pernambucano “Propriedade”, de Daniel Bandeira. O filme acompanha a revolta dos trabalhadores da fazenda de Tereza (Malu Galli), uma reclusa estilista, que se enclausura em seu carro blindado para se proteger do ataque de seus empregados. Estrelado pela atriz Malu Galli, o filme teve a sua estreia no Festival do Rio de 2022, onde recebeu boas avaliações da crítica, que o classificou como “incisivo e desafiador”. No último dia 13 de janeiro, o festival anunciou a seleção de curtas da mostra Berlinale Shorts. Entre as obras, figura o curta-metragem brasiliense “As Miçangas”. O filme é vencedor do Primeiro Edital de Produção da Cardume, streaming de curtas que desenvolve ações de fomento e desenvolvimento para cineastas brasileiros. Lançado no final de 2021, o Edital da Cardume recebeu centenas de inscrições e premiou o projeto gravado em Brasília no mesmo ano. Dirigido por Emanuel Lavor e Rafaela Camelo, o filme propõe uma reflexão sobre o aborto a partir da história de duas irmãs que viajam para que uma delas possa interromper uma gravidez não planejada. As personagens são interpretadas pelas atrizes Tícia Ferraz e Pâmela Germano. Os diretores afirmam que a intenção da obra não é só falar sobre como o aborto é comum e cotidiano na vida das mulheres, mas também refletir sobre culpa e fraternidade. O curta-metragem alagoano “Infantaria” entrou na mostra Generation 14Plus. O filme foi o grande vencedor do último Festival Curta Cinema, o que automaticamente o qualificou para disputar uma vaga no Oscar de 2023, mas acabou não figurando na shortlist publicada pela Academia. “Infantaria” acompanha a família de Joana, uma garota que se prepara para seu aniversário de 10 anos enquanto deseja entrar na puberdade. “Infantaria” já participou de festivais como Olhar de Cinema, Mostra de Cinema de Gostoso, Festival de Vitória, Mostra de Cinema de Gostoso e CineCeará, de onde saiu com três prêmios. Além disso, foi o grande vencedor da Mostra Sururu de Cinema Alagoano, onde arrematou 7 dos 10 prêmios oferecidos na mostra, incluindo os troféus de Melhor Filme concedidos pelo júri oficial, júri popular e crítica. Por último, o curta A Árvore (2023), de Ana Vaz, é uma co-produção entre Brasil e Espanha. O curta será exibido na mostra Forum Expanded. Definido por sua realizadora como um “filme-meditação em sequências de 30 segundos”, a obra rememora o pai do artista, ligando geografias, tempos, vivos e mortos “com uma espada de metal”. O Brasil ainda comparece na mostra Forum Special – que tem curadoria de Jacqueline Nsiah e Can Sungu – com a cópia restaurada de “A Rainha Diaba”, de Antonio Carlos da Fontoura, realizado e lançado em 1974, durante a ditadura militar. Protagonizado por Milton Gonçalves, esse clássico do cinema queer brasileiro conta a história do marginal Rainha Diaba, que controlava com mão de ferro o crime organizado da cidade. Para evitar que um de seus homens de frente caisse nas mãos da polícia, ele encarrega Catitu de inventar um bandido perigoso e entregá-lo à polícia no lugar do homem procurado. A história foi inspirada no criminoso real João Francisco dos Santos, conhecido como Madame Satã, e rendeu a Milton Gonçalves o troféu de Melhor Ator no Festival de Brasília. A restauração do longa foi realizada pela CinemaScópio e Cinelimite. Com Kristen Stewart presidindo o júri oficial, a seleção principal de Berlim também conta com filmes estrelados por Willem Dafoe e Sydney Sweeney, além de produções oriundas de diversas partes do mundo inteiro.
Conheça os piores filmes dos últimos 10 anos, segundo o Framboesa de Ouro
O prêmio Framboesa de Ouro, que teve sua lista de indicados de 2023 revelada nesta segunda (23/1), é uma das premiações mais divertidas de Hollywood. Dedicada a “homenagear” os piores filmes do ano, o evento sempre acontece um dia antes da cerimônia do Oscar, reforçando assim o contraponto entre os dois eventos. Ao longo dos últimos dez anos, a organização premiou filmes bastante distintos. Houve fartura de troféus de ruindade para documentários trumpistas, adaptações musicais da Broadway, comédias sem graça, animação de emoji, franquia adolescente, filme erótico frígido e até super-heróis da Marvel, além de consagrar Adam Sandler com um recorde histórico. Veja detalhes disso tudo abaixo, na lista com os piores filmes da última década, de acordo com o Framboesa de Ouro. | DIANA: THE MUSICAL – 2022 | Filmagem do musical da Broadway exibida pela Netflix, “Diana: The Musical” foi eleito o Pior Filme de 2022 e também conquistou os troféus de Pior Direção (Christopher Ashley), Roteiro (Joe DiPietro e David Bryan), Atriz (Jeanna de Waal, a intérprete da Princesa Diana) e Atriz Coadjuvante (Judy Kaye, a rainha Elizabeth). “Diana: The Musical” foi um dos primeiros espetáculos da Broadway a anunciar sua estreia após o fechamento por mais de um ano dos teatros de Nova York devido à pandemia de coronavírus. A produção marcou sua noite de estreia nos palcos para o dia 16 de dezembro e ficou em cartaz por apenas um mês, tão ruim foi a recepção da obra. O “filme” da Netflix foi a gravação de um ensaio da peça, feito em 2020, enquanto a Broadway estava fechada pela pandemia, e trazia a atriz Jeanna de Waal (que apareceu em dois episódios de “Punho de Ferro”) interpretando a princesa Diana e a veterana Judy Kaye (vencedora de dois Tonys, o Oscar do teatro americano) como a rainha Elizabeth II. | ABSOLUTE PROOF – 2021 | Documentário trumpista vencedor do Framboesa de Ouro de Pior Filme em 2021, “Absolute Proof” alega que a eleição do atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi resultado de recorde de fraudes eleitorais. Além de Pior Filme, o delírio conspiratório de extrema direita ainda rendeu o troféu de Pior Ator para o responsável pela coisa toda: o cara-de-pau Mike Lindell, CEO da MyPillow, que também dirigiu a produção ao lado de Brannon Howse (“Siege”). | CATS – 2020 | A adaptação de Tom Hooper do clássico espetáculo da Broadway de Andrew Lloyd Weber tornou-se um dos maiores fracassos do ano de 2020, com aprovação de apenas 19% da crítica, na média registrada pelo site Rotten Tomatoes. O filme foi um desastre tão grande que o estúdio Universal Pictures chegou a anunciar que distribuiria uma nova versão de “Cats” com efeitos visuais aprimorados, na tentativa de salvar o filme. Mas não houve resultado visível na reversão de sua rejeição. O Framboesa de Ouro de 2020 foi o último prego no caixão. O musical confirmou seu favoritismo, vencendo não só como Pior Filme do ano, mas em seis categorias no total. A consagração negativa inclui também as vitórias nas disputas de Pior Ator e Atriz Coadjuvantes (James Corden e Rebel Wilson, respectivamente), Pior Combo na Tela, Pior Roteiro e Pior Diretor (Tom Hooper). | HOLMES & WATSON – 2019 | Combinação de paródia e pastelão reminiscente das comédias de Mel Brooks, “Holmes & Watson” traz um Sherlock Holmes (Will Ferrell) completamente atrapalhado, que tem um parceiro à altura no inepto Dr. Watson (John C. Reilly). Quando um crime é cometido no palácio de Buckingham, Sherlock Holmes é o único detetive capaz de desvendar o mistério antes do vilão Moriarty atacar a Rainha Vitória. Mas um detalhe é capaz de dificultar sua investigação: o crush de Watson pela monarca britânica. Além de Pior Filme, “Holmes & Watson” foi o pior em mais três categorias: Direção (Etan Cohen), Ator Coadjuvante (John C. Reilly) e Continuação, “Remake” ou Cópia. Só quem não saiu contemplado foi Will Ferrell, que naquele ano perdeu o prêmio de Pior Ator para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – eleito pela “interpretação” de si mesmo nos documentários “Death of a Nation” e “Fahrenheit 11/9”. | EMOJI – O FILME – 2018 | A animação sobre os símbolos usados por quem não gosta de escrever, “Emoji – O Filme” gira em torno do único emoji que tem mais de uma expressão, mas quer ser monotemático como os demais. Com direito a personagens que são literalmente cocôs, o filme ganhou descarga da crítica norte-americana e envergonhantes 6% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além de Pior Filme, a animação também se consagrou em mais três categorias, duas delas conquistadas pelo seu diretor e roteirista Tony Leondis (vencedor dos prêmios de Pior Roteiro e Pior Direção), e uma de Pior Combo na Tela, que premiou “quaisquer dois emojis irritantes em ‘Emoji – O Filme'”. | HILLARY’S AMERICA: THE SECRET HISTORY OF THE DEMOCRATIC PARTY – 2017 | Outra produção de extrema-direita, “Hillary’s America: The Secret History of the Democratic Party” venceu em 2017. Feito apenas para atacar Hillary Clinton, candidata derrotada por Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA de 2016, o filme era basicamente uma conspiração extremista que rotulava Hillary como gângster comunista. A produção venceu quatro prêmios, incluindo Pior Filme, Pior Atriz (Rebekah Turner, intérprete de Hillary), Pior Ator (Dinesh D’Souza, no papel de Dinesh D’Souza) e Pior Direção para a dupla Dinesh D’Souza e Bruce Schooley. | CINQUENTA TONS DE CINZA e QUARTETO FANTÁSTICO [EMPATE] – 2016 | A ruindade em 2016 foi tamanha que o Framboesa de Ouro não conseguiu eleger apenas um filme para o seu prêmio principal. Em vez disso, a “honra” foi dividida entre “Cinquenta Tons de Cinza” e “Quarteto Fantástico”. O filme de Christian Grey, porém, levou vantagem no conjunto da obra. Além de Pior Filme, venceu nas categorias de Pior Ator (Jamie Dornan), Pior Atriz (Dakota Johnson), pior dupla na tela (Dornan e Johnson) e Pior Roteiro. Já os super-heróis colecionaram só mais duas Framboesas: Pior Refilmagem e Pior Diretor (Josh Trank). | SALVANDO O NATAL – 2015 | Comédia natalina co-escrita e dirigida por Darren Doane (“The Free Speech Apocalypse”), “Salvando o Natal” acompanha um sujeito cuja festa anual de Natal é arruinada porque seu cunhado está desiludido com as comemorações e com o verdadeiro significado da data. Além de Pior Filme, “Salvando o Natal” venceu também as categorias de Pior Ator (para Kirk Cameron), Pior Roteiro (Darren Doane e Cheston Hervey) e Pior Combo (prêmio concedido a “Kirk Cameron e seu ego”). | PARA MAIORES – 2014 | Antologia de comédia de extremo mal gosto, “Para Maiores” venceu as categorias de Pior Filme, Pior Direção e Pior Roteiro. O filme é formado por uma série de curtas-metragens contendo histórias bizarras e um elenco de peso. Para se ter uma ideia dos talentos envolvidos nessa produção, o prêmio de Pior Direção foi dividido entre James Gunn (“O Esquadrão Suicida”), Elizabeth Banks (“As Panteras”), Steven Brill (“O Halloween do Hubie”), Steve Carr (“Os Piores Anos da Minha Vida”), Rusty Cundieff (“Contos Macabros”), Griffin Dunne (“Marido por Acaso”), Peter Farrelly (“Green Book: O Guia”), Patrik Forsberg (“Rymdresan”), Will Graham (“ma Equipe Muito Especial”) e James Duffy. Já o elenco contava com nomes como Emma Stone (“Cruella”), Hugh Jackman (“Logan”), Kate Winslet (“Mare of Easttown”), Anna Farris (“Mom”) e Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), entre muitos outros. | A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2 – 2013 | Encerramento da franquia estrelada Kristen Stewart e Robert Pattinson, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” ganhou a sua merecida consagração no Framboesa de Ouro, de onde saiu premiada em sete categorias. Além de Pior Filme, a obra também recebeu os prêmios de Pior Direção (para Bill Condon), Pior Atriz (para Stewart), Pior Ator Coadjuvante (Taylor Lautner), Pior Casal (Taylor Lautner e Mackenzie Foy), Pior Elenco e Pior Continuação. | CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE – 2012 | Nenhuma lista de piores filmes estaria completa sem ao menos uma presença de Adam Sandler. E em “Cada Um Tem A Gêmea Que Merece”, o comediante facilitou por aparecer em dose dupla, com dois personagens diferentes, os irmãos Jack e Jill. Por conta disso, o comediante conseguiu a façanha de ser eleito o Pior Ator e a Pior Atriz do ano. Não só isso, mas o filme sobre um sujeito sério que tem a vida virada de pernas para o ar durante a visita da sua irmã foi consagrado em incríveis 10 categorias. Além de Pior Filme, “Cada Um Tem A Gêmea Que Merece” também teve o Pior Diretor (Dennis Dugan), Pior Roteiro, Pior Casal, Pior Elenco, Pior Atriz Coadjuvante (para o ator David Spade), Pior Ator Coadjuvante (para Al Pacino) e Pior Remake. Trata-se de um recorde de ruindade na premiação.
“Gato de Botas 2” supera público de “Avatar 2” no Brasil
A animação “Gato de Botas 2” foi o filme mais visto nos cinemas brasileiros no último fim de semana, superando “Avatar: o Caminho das Águas” após a produção da Disney dominar o ranking por cinco semanas consecutivas. Apesar disso, o híbrido animado de James Cameron se manteve como a maior bilheteria, graças a ingressos mais caros. Entre quinta-feira e domingo (22/1), “Gato de Botas 2” levou cerca de 417 mil pessoas aos cinemas, enquanto “Avatar 2” registrou 369 mil espectadores. Em contrapartida, a renda da produção da Disney foi de R$ 9,35 milhões ante R$ 8,51 milhões do desenho da Universal e novo líder de público, segundo dados inéditos da Comscore. Em 3º lugar, tanto em público quanto em renda, ficou o estreante “M3gan”. O terror tecnológico foi visto por 363 mil pessoas e arrecadou R$ 7,28 milhões em seu lançamento no país. “M3gan” teve uma estreia muito forte, que fez da quinta passada (18/1) o segundo maior dia de abertura de um filme de terror após a pandemia – atrás apenas da estreia de “Invocação do Mal 3”. No sábado (21/1), a produção da Universal chegou a superar “Avatar 2” em vendas de ingressos. De fato, um terror não tinha um desempenho inicial tão bom no Brasil desde “It – A Coisa” em 2017. Já o outro estreante da semana, “Babilônia”, decepcionou em 5º lugar. O longa estrelado por Brad Pitt e Margot Robbie faturou menos de R$ 1 milhão em bilheterias. Ficou atrás de “I Wanna Dance With Somebody”, que conta a história de Whitney Houston. O público geral do top 10 no final de semana foi de 1,3 milhão de pessoas, com arrecadação total em torno de R$ 29 milhões. Veja abaixo os trailers dos cinco filmes de maior bilheteria no Brasil. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | 3 | M3GAN | 4 | I WANNA DANCE WITH SOMEBODY | 5 | BABILÔNIA |
Zoe Saldaña faz história com quatro filmes de mais de US$ 2 bilhões de bilheteria
A atriz Zoe Saldaña se tornou a primeira artista da história a estrelar quatro filmes que ultrapassaram a barreira dos US$ 2 bilhões nas bilheterias. O feito aconteceu recentemente, quando o rendimento de “Avatar: O Caminho da Água” foi atualizado. Além de “O Caminho da Água”, os demais filmes de Saldaña que renderam mais de US$ 2 bilhões foram “Avatar” (2009), “Vingadores: Guerra Infinita” (2019) e “Vingadores: Ultimato” (2019). O curioso é que esse sucesso não parece agradá-la. Numa entrevista ao site Women’s Wear Daily no ano passado, a atriz disse que se sentia presa a essas franquias. “Sinto que, nos últimos 10 anos da minha vida, estive presa. Senti-me presa fazendo essas franquias”, disse Saldaña. “Sou muita grata pelas oportunidades que elas me proporcionaram, desde colaborar com diretores incríveis e conhecer membros do elenco que considero amigos e interpretar um papel que os fãs, especialmente as crianças, adoram. Mas também significava que me sentia artisticamente presa em meu ofício por não ser capaz de expandir, crescer ou me desafiar interpretando diferentes tipos de gêneros e papéis diferentes.” No mês passado, ela esclareceu melhor a sua fala, reiterando que era “agradecida” pelos grandes projetos cinematográficos. “Sinto-me grata e como a garota mais sortuda desta cidade por saber que fui convidada para participar de filmes com diretores especiais em um elenco especial”, disse ela ao site Deadline. “E eles ressoaram tanto com as pessoas que temos a chance de voltar novamente e voltar outra vez. Se posso dizer alguma coisa, é que colhi todos os benefícios disso, ganhei amigos. Ainda tenho mentores com quem eu falo e em quem eu me apoio”. Ela acrescentou: “Acho que depois que comecei minha família, ficou muito difícil para mim sustentar os dois mundos e também atender a essa curiosidade de interpretar outros personagens diferentes ou interpretar terráqueos, sabe? Mas estou feliz no espaço. Sempre fui feliz no espaço. Também me relaciono com pessoas que amam o espaço”. Além do recorde de Saldaña, a bilheteria de “Avatar: O Caminho da Água” também fez de James Cameron o único cineasta a ter feito três filmes que renderam mais de US$ 2 bilhões. Os outros dois filmes foram “Titanic” (1997) e “Avatar” (2009). Zoe Saldaña será vista em breve em outra franquia espacial, “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, com estreia marcada para maio. Ela também está envolvida nos próximos três filmes de “Avatar”, além de ser sempre ligada a um novo quarto “Star Trek”, embora o projeto pareça mais desejo da Paramount que uma possibilidade concreta, após vários adiamentos.
Ben Affleck faz filme sobre parceria entre Michael Jordan e Nike
O ator e cineasta Ben Affleck (“Argo”) vai estrelar, produzir e dirigir um filme sobre a famosa parceria comercial entre o jogador de basquete Michael Jordan e a Nike. Intitulado “Air”, o filme vai narrar a criação da marca de tênis de basquete e roupas esportivas Air Jordan. De acordo com a sinopse oficial, “Air” vai mostrar a aposta que definiu o sucesso de um time não convencional, passando pela visão intransigente de uma mãe que sabia o valor do imenso talento de seu filho e o atleta do basquete que se tornaria o maior de todos os tempos. “Air” é o primeiro projeto de Affleck e da sua produtora Artists Equity, que ele criou ao lado do amigo Matt Damon (“Perdido em Marte”), que também vai estrelar o filme como Sonny Vaccaro, executivo dissidente da Nike. Já Affleck interpretará o co-fundador da Nike, Phil Knight. O elenco ainda conta com Jason Bateman (“Ozark”), Chris Messina (“Eu Me Importo”), Matthew Maher (“Nossa Bandeira É a Morte”), Marlon Wayans (“A Maldição de Bridge Hollow”), Chris Tucker (“A Hora do Rush 3”), Viola Davis (“A Mulher Rei”), Gustaf Skarsgård (“Vikings”) e Julius Tennon (“A Mulher Rei”). O filme é uma produção do Amazon Studios, que entrou no negócio com o intuito de lançá-lo exclusivamente na plataforma de streaming Amazon Prime Video. Porém, após resultados positivos em sessões de teste, “Air” será lançado nos cinemas em 5 de abril, numa parceria de distribuição entre a Amazon, a Warner Bros. e a MGM. “Ben, Matt e este elenco de estrelas entregaram um filme fantástico que vai emocionar, inspirar e entreter o público em todo o mundo”, disse Jennifer Salke, diretora da Amazon e MGM Studios, em comunicado. “Com a direção incrível de Ben, o filme oferece uma visão nostálgica de um momento que definiu uma cultura e que se presta absolutamente a um evento cinematográfico global.” “Matt e eu estamos muito empolgados para que o público veja ‘Air’ e orgulhosos por ser o primeiro lançamento da Artists Equity”, acrescentou Affleck. “O filme foi uma experiência extraordinária em que tivemos a honra de trabalhar com alguns dos melhores atores e equipe do ramo, que trouxeram paixão, persistência e criatividade a um esforço coletivo para recriar uma história notável e ambiciosa”.
Netflix compra drama indie por US$ 20 milhões no Festival de Sundance
A Netflix comprou os direitos de distribuição do filme “Fair Play”, estrelado por Alden Ehrenreich (“Han Solo: Uma História Star Wars”) e Phoebe Dynevor (“Bridgerton”), por US$ 20 milhões no Festival de Sundance. A informação é do site Deadline. O filme conta a história de Luke (Ehrenreich) e Emily (Dynevor), um casal que trabalha numa empresa financeira e está prestes a ficar noivos. Mas o relacionamento desmorona quando Emily consegue uma promoção na empresa, levando a uma mudança na dinâmica de poder que envenena suas vidas pessoais e eventualmente leva à violência. O elenco ainda conta com Eddie Marsan (“Escolha ou Morra”) e Rich Sommer (“Verão de 84”), e a direção é de Chloe Domont (“Ballers”). Desde que foi exibido no Festival de Sundance, “Fair Play” vem arrancando elogios da crítica (com 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e gerou uma guerra entre possíveis distribuidores, incluindo os estúdios de cinema Serachlight e Neon. O valor pago por “Fair Play” representa uma das maiores vendas já feitas no Festival de Sundance e em qualquer outro festival. Para se ter uma ideia, o valor se equivale ao que foi pago por “Animais Noturnos”, de Tom Ford, e “A Chegada”, de Denis Villeneuve, no Festival de Cannes. Além da oferta generosa, um fator ajudou a Netflix a superar a concorrência dos estúdios de cinema: a produção estar a cargo do cineasta Rian Johnson, que lançou seu filme mais recente pela plataforma de streaming, “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. “Fair Play” ainda não tem trailer, pôster ou previsão de estreia na Netflix.
Festival de Berlim destaca seleção de filmes sobre conflitos na Ucrânia e no Irã
A organização do Festival de Berlim divulgou a lista dos títulos selecionados para sua edição de 2023, que contará com diversos filmes de temática política. O destaque fica por conta de “Superpower”, documentário dirigido por Sean Penn e Aaron Kaufmann sobre a invasão russa à Ucrânia. Selecionado para a Première Mundial no Festival, o documentário também teve a sua primeira imagem divulgada, em que Sean Penn aparece conversando com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. A todo, foram selecionados cinco documentários sobre a Ucrânia. Os outros são: “Iron Butterflies”, “Eastern Front”, “We Will Not Fade Away” e “In Ukraine”. Para completar, a relação ainda inclui o filme dramático “Do You Love Me?”, de Tonia Noyabrova, uma obra de ficção que aborda a temática da guerra e de questões políticas envolvendo o país europeu. O posicionamento político do festival será visível até no tradicional broche de lapela da Berlinale, que este ano mudou suas cores para o amarelo e azul. Segundo a organização do evento, a mudança nas cores é uma forma de “fornecer ampla visibilidade para a causa entre os participantes da Berlinale, convidados credenciados da indústria e convidados de filmes”. Além da invasão da Ucrânia, a programação do festival também dá bastante destaque para os protestos e conflitos políticos no Irã. Há igualmente vários documentários selecionados sobre essa temática, como “My Worst Enemy”, que conta com a atriz Zar Amir Ebrahimi (“Holy Spider”), e “And, Towards Happy Alleys”, que inclui entrevistas com o diretor dissidente Jafar Panahi (“Taxi Teerã”). E em uma demonstração de que a escolha foi proposital, o Festival de Berlim proibiu todas as empresas, jornalistas ou delegações cinematográficas com vínculos diretos com os governos iraniano ou russo de participarem do evento. A politização de Berlim acabou fazendo com que Hollywood tivesse pouco espaço na programação. Para se ter noção, os títulos mais “comerciais” do evento são o francês “The Plough”, novo filme de Philippe Garrel, o canadense “Infinity Pool”, de Brandon Cronenberg, e o alemão “Afire”, novo trabalho de Christian Petzold. Já o Brasil será representando, por enquanto, por dois longas: “Propriedade”, dirigido por Daniel Bandeira e selecionado para a mostra Panorama, e “O Estranho”, de Flora Dias e Juruna Mallon, que vai compor a seleção Fórum. A lista também inclui os curtas “As Miçangas”, de Emanuel Lavor e Rafaela Camelo, na mostra Berlin Shots, “A Árvore”, de Ana Vaz, na mostra Forum Expanded, e “Infantaria”, de Laís Santos Araújo, na mostra Generation, além da exibição do clássico “A Rainha Diaba” (1974), de Antônio Carlos Fontoura. O Festival de Berlim vai acontecer entre 16 e 26 de fevereiro, com a atriz americana Kristen Stewart à frente do júri internacional. Confira abaixo a lista completa dos selecionados. Noite de Abertura “She Came to Me”, direção: Rebecca Miller– Fora de competição Competição “20,000 Species of Bees”, direção: Estibaliz Urresola Solaguren (Espanhaaaa) “Afire”, direção: Christian Petzold “Bad Living”, direção: João Canijo “BlackBerry”, direção: Matt Johnson “Disco Boy, direção: Giacomo Abbruzzese “Ingeborg Bachmann – Journey into the Desert”, direção: Margarethe von Trotta “Limbo”, direção: Ivan Sen “Manodrome”, direção: John Trengove “Music”, direção: Angela Schanelec “On the Adamant”, direção: Nicolas Philibert “Past Lives”, direção: Celine Song “Someday We’ll Tell Each Other Everything”, direção: Emily Atef “Suzume”, direção: Makoto Shinkai “The Plough”, direção: Philippe Garrel “The Shadowless Tower”, direção: Zhang Lu “The Survival of Kindness”, direção: Rolf de Heer “Till the End of the Night”, direção: Christoph Hochhäusler “Tótem”, direção: Lila Avilés Especial Berlinale “Golda”, direção: Guy Nattiv “Infinity Pool”, direção: Brandon Cronenberg “Kill Boksoon”, direção: Byun Sung-hyun “Kiss the Future”, direção: Nenad Cicin-Sain “Loriot’s Great Cartoon Revue”, direção: Peter Geyer “Last Night of Amore”, direção: Andrea Di Stefano “#Manhole”, direção: Kazuyoshi Kumakiri “Massimo Troisi: Somebody Down There Likes Me”, direção: Mario Martone “Ming On Mad Fate”, direção: Soi Cheang “Seneca – On the Creation of Earthquakes”, direção: Robert Schwentke Première Mundial “Sun and Concrete”, direção: David Wnendt “Superpower”, direção: Sean Penn e Aaron Kaufman “Talk to Me”,direção: Danny Philippou e Michael Philippou “TÁR”, direção: Todd Field “Untitled Boris Becker Documentary”, direção: Alex Gibney Encontros “Absence”, direção: Wu Lang “Eastern Front”, direção: Vitaly Mansky e Yevhen Titarenko “Family Time”, direção: Tia Kouvo Finland “Here”, direção: Bas Devos “In the Blind Spot”, direção: Ayşe Polat “In Water”, direção: Hong Sangsoo “Living Bad”, direção: João Canijo “My Worst Enemy”, direção: Mehran Tamadon “Orlando, My Political Biography”, direção: Paul B. Preciado “Samsara”, direção: Lois Patiño “The Cage is Looking for a Bird”, direção: Malika Musaeva “The Echo”, direção: Tatiana Huezo “The Klezmer Project, direção: Leandro Koch e Paloma Schachmann “The Adults”, direção: Dustin Guy Defa “The Walls of Bergamo”, direção: Stefano Savona “White Plastic Sky”, direção: Tibor Bánóczki e Sarolta Szabó Panorama “After”, direção: Anthony Lapia “All the Colours of the World Are Between Black and White”, direção: Babatunde Apalowo “Ambush”, direção: Chhatrapal Ninawe “And, Towards Happy Alleys”, direção: Sreemoyee Singh “Do You Love Me?”, direção: Tonia Noyabrova “Drifter”, direção: Hannes Hirsch “Femme”, direção: Sam H. Freeman e Ng Choon Ping “Green Night”, direção: Han Shuai “Heroic”, direção: David Zonana “Joan Baez I Am A Noise”, direção: Karen O’Connor, Miri Navasky e Maeve O’Boyle “Kokomo City”, direção: D. Smith “Matria”, direção: Álvaro Gago “Midwives”, direção: Léa Fehner “Opponent”, direção: Milad Alami “Propriedade”, direção: Daniel Bandeira “Sira”, direção: Apolline Traoré “Sisi & I”, direção: Frauke Finsterwalder “Stams”, direção: Bernhard Braunstein “Transfariana”, direção: Joris Lachaise “The Beast in the Jungle”, direção: Patric Chiha “The Eternal Memory”, direção: Maite Alberdi “The Teachers’ Lounge”, direção: İlker Çatak “Under the Sky of Damascus”, direção: Heba Khaled, Talal Derki e Ali Wajeeh Geração “A Greyhound of a Girl”, direção: Enzo d’Alò “Almamula”, direção: Juan Sebastian Torales “And the King Said, What a Fantastic Machine”, direção: Axel Danielson e Maximilien Van Aertryck “Autobio-Pamphlet”, direção: Ashish Avinash Bende “Dancing Queen”, direção: Aurora Gossé “Deep Sea”, direção: Tian Xiaopeng “Delegation”, direção: Asaf Saban “Hummingbirds”, direção: Silvia Del Carmen Castaños e Estefanía “Beba” Contreras “I Woke Up With a Dream”, direção: Pablo Solarz “Kiddo”, direção: Zara Dwinger “Mimi (She – Hero)”, direção: Mira Fornay “Mutt”, direção: Vuk Lungulov-Klotz “Ramona”, direção: Victoria Linares Villegas “Sweet As”, direção: Jub Clerc “We Will Not Fade Away”, direção: Alisa Kovalenko “When Will It Be Again Like It Never Was Before”, direção: Sonja Heiss Fórum “About Thirty”, direção: Martín Shanly “A Golden Life”, direção: Boubacar Sangaré “Allensworth”, direção: James Benning “Anqa”, direção: Helin Çelik “Being in a Place – A Portrait of Margaret Tait”, direção: Luke Fowler “Between Revolutions”, direção: Vlad Petri “Calls from Moscow”, direção: Luís Alejandro Yero “Cidade Rabat”, direção: Susana Nobre “De Facto”, direção: Selma Doborac “Forms of Forgetting”, direção: Burak Çevik “In Ukraine”, direção: Piotr Pawlus e Tomasz Wolski “Leaving and Staying”, direção: Volker Koepp “Our Body”, direção: Claire Simon “Regardless of Us”, direção: Yoo Heong-jun “Remembering Every Night”, direção: Yui Kiyohara “O Estranho”, direção: Flora Dias e Juruna Mallon “The Bride”, direção: Myriam U. Birara “The Face of the Jellyfish”, direção: Melisa Liebenthal “The Temple Woods Gang”, direção: Rabah Ameur-Zaïmeche “There Is a Stone”, direção: Tatsunari Ota “The Trial”, direção: Ulises de la Orden “Where God Is Not”, direção: Mehran Tamadon Berlinale Séries “The Swarm” – Fora de competição “Agent Denmark” “Bad Behaviour” “Roar” “Spy/Master” “The Architect Norway” “The Good Mothers” “Why Try to Change Me Now”
Framboesa de Ouro: Tom Hanks, “Blonde” e Jared Leto disputam prêmio dos piores do ano
Um dos troféus mais aguardados da temporada de premiação, o Framboesa de Ouro, revelou seus indicados a piores filmes e artistas do ano. E “Blonde”, a polêmica cinebiografia de Marilyn Monroe estrelada por Ana de Armas, foi o grande destaque, com oito indicações. Ao anunciar os indicados, a organização do prêmio brincou que “Blonde” é um filme que “‘explora’ a exploração de Marilyn Monroe… ao continuar explorando-a depois da sua morte”, numa referência às cenas mais fortes do filme, envolvendo estupro e abortos forçados. “Blonde” foi indicado a Pior Filme, Pior Diretor e Pior Roteiro (ambos para Andrew Dominik), além de ter sido lembrado em outras categorias. Porém, Ana de Armas não recebeu nenhuma indicação, porque até os Razzies (apelido do prêmios) concordam que ela o que se salva do filme. A atuação da atriz tem sido elogiada há meses e ela é uma forte candidata ao Oscar. Outros destaques negativos foram o filme “Tenha um Bom Luto”, dirigido e estrelado pelo músico Machine Gun Kelly, mencionado em sete categorias, a versão live action de “Pinóquio”, que disputa seis “razzies”, e a adaptação de quadrinhos “Morbius”, com cinco indicações. Além disso, a lista chama atenção por conter alguns astros famosos, como Tom Hanks (por “Pinóquio” e “Elvis”), Jared Leto (por “Morbius”) e Sylvester Stallone (por “Samaritano”) na disputa do troféu de pior ator, e estrelas como Penelope Cruz (por “As Agentes 355”), Bryce Dallas Howard (por “Jurassic World: Domínio”), Kaya Scodelario (por “A Filha do Rei”), Diane Keaton (por “Mack & Rita”) e muitas outras nas categorias de interpretação. Por outro lado, a atriz Ryan Kiera Armstrong, selecionada pelo remake de “Chamas da Vingança”, tem apenas 12 anos de idade, e sua indicação virou polêmica nas redes sociais. Como já é tradição, a cerimônia do Framboesa de Ouro 2022 acontecerá em Los Angeles um dia antes do Oscar, em 11 de março. Confira abaixo a lista completa dos indicados. Pior Filme “Blonde” “Pinóquio” “Tenha um Bom Luto” “A Filha do Rei” “Morbius” Pior Ator Colson Baker (Machine Gun Kelly), por “Tenha um Bom Luto” Pete Davidson, por “Marmaduke” Tom Hanks, por “Pinóquio” Jared Leto, por “Morbius” Sylvester Stallone, por “Samaritano” Pior Atriz Ryan Kiera Armstrong, por “Chamas da Vingança” Bryce Dallas Howard, por “Jurassic World: Domínio” Diane Keaton, por “Mack & Rita” Kaya Scodelario, por “A Filha do Rei” Alicia Silverstone, por “The Requin – À Deriva” Pior Atriz Coadjuvante Adria Arjona, por “Morbius” Lorraine Bracco, por “Pinóquio” Penelope Cruz, por “As Agentes 355” Bingbing Fan, por “As Agentes 355” e “A Filha do Rei” Mira Sorvino, por “Lamborghini: The Man Behind the Legend” Pior Ator Coadjuvante Pete Davidson, por “Tenha um Bom Luto” Tom Hanks, por “Elvis” Xavier Samuel, por “Blonde” Mod Sun, por “Tenha um Bom Luto” Evan Williams, por “Blonde” Pior Casal, Dupla ou Combinação Machine Gun Kelly e Mod Sun, em “Tenha um Bom Luto Os dois personagens reais da cena na Casa Branca, em “Blonde” Tom Hanks e sua cara cheia de látex (e seu sotaque ridículo), em “Elvis” Andrew Dominik e seus problemas com mulheres, em “Blonde” As duas sequências de “365 Dias” Pior Remake, Plágio ou Sequência “Blonde” “365 Dias: Hoje” e “365 Dias Finais” “Pinóquio” “Chamas da Vingança” “Jurassic World: Domínio” Pior Direção Judd Apatow, por “A Bolha” Machine Gun Kelly e Mod Sun, por “Tenha um Bom Luto” Andrew Dominik, por “Blonde” Daniel Espinosa, por “Morbius” Robert Zemeckis, por “Pinóquio” Pior Roteiro Andrew Dominik, por “Blonde” Robert Remeckis e Chris Weitz, por “Pinóquio” Machine Gun Kelly e Mod Sun, por “Tenha um Bom Luto” Emily Carmichael e Colin Trevorrow, por “Jurassic World: Domínio” Matt Sazama e Buck Sharpless, por “Morbius”
“Avatar 2” ultrapassa US$ 2 bilhões de bilheteria mundial
“Avatar: O Caminho da Água” ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões de bilheteria mundial neste fim de semana, tornando-se a 6ª maior bilheteria da história do cinema. O desempenho do filme é uma grande vitória para o diretor James Cameron, que é o único cineasta a ter dirigido três filmes com tamanho faturamento. Não só isso: com três filmes bilionários, ele é responsável por metade da lista dos seis únicos filmes que arrecadaram mais de US$ 2 bilhões. Um feito impressionante. A continuação de “Avatar” (2009) atingiu exatamente US$ 2,024 bilhões, e com isso também superou “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que faturou US$ 1,9 bilhão, como a maior bilheteria da era pandêmica. Filme mais visto no mundo há seis fins de semana seguidos, a produção da 20th Century/Disney fez US$ 20 milhões só nos últimos três dias nos EUA e Canadá, e deve superar até o próximo fim de semana as marcas de “Vingadores: Guerra infinita” (US$ 2,05 bilhões), “Star Wars: Episódio VII – O despertar da força” (US$ 2,07 bilhões) e “Titanic” (2,19 bilhões) para se tornar a 3ª maior bilheteria mundial de todos os tempos. Da arrecadação total, US$ 598 milhões foram conquistados no mercado interno e US$ 1,426 bilhão no exterior, incluindo US$ 230 milhões na China. O primeiro “Avatar”, lançado há 13 anos, continua sendo o filme de maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 2,9 bilhões em vendas globais de ingressos, incluindo nessa soma arrecadações de diversos relançamentos. O pódio da bilheteria destacou ainda “Gato de Botas 2: O Último Pedido”, que chegou a US$ 300 milhões globais, e “M3GAN”, lançado na quinta-feira (18/1) no Brasil e já com US$ 124 milhões em todo o mundo. A única novidade importante da semana foi a estreia de “Desaparecida”, que faturou US$ 9,5 milhões em 4º lugar no mercado norte-americano. Na linha de “Buscando…” (2018), o filme se passa todo em tela de computador e foi realizado por apenas US$ 7 milhões. A estreia no Brasil vai acontecer em 2 de março. Confira abaixo os trailers das 5 maiores bilheterias do fim de semana nos EUA e Canadá. 1 | AVATAR: O CAMINHO DA ÁGUA | 2 | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | 3 | M3GAN | 4 | DESAPARECIDA | 5 | O PIOR VIZINHO DO MUNDO |
Autor de “Pantanal” e “O Rei do Gado” vai ganhar documentário
O escritor Benedito Ruy Barbosa, responsável por algumas das novelas mais bem-sucedidas da Globo – e de rivais como Manchete e Band – vai ganhar um documentário de sua trajetória na Globoplay. O autor de 91 anos assinou clássicos como “Cabocla” (1979), “Os Imigrantes” (1981), “Sinhá Moça” (1986), “Pantanal” (1990), “Renascer” (1993), “O Rei do Gado” (1996), “Terra Nostra” (1999) e “Velho Chico” (2016), além de filmes e séries. O projeto conta com a direção de Davi Lacerda e Rogério Gomes, o Papinha, que comandou os primeiros capítulos do remake de “Pantanal”. Além do documentário, a obra de Benedito Ruy Barbosa será revista em um novo remake da Globo. A emissora atualmente desenvolve uma nova versão de “Renascer” (1993), que bateu recorde de audiência, superando os 60 pontos de sintonia média em sua exibição original há 30 anos. Será o quarto remake do escritor no canal, após “Cabocla” (em 2004), “Sinhá Moça” (2006) e “Pantanal” (2022) Atualmente, a Globo ainda exibe com sucesso a terceira reprise da novela “O Rei do Gado”, durante os finais das tardes.
Estrela de “A Lagoa Azul”, Brooke Shields revela ter sido estuprada em Hollywood
A atriz Brooke Shields, que até hoje é lembrada pelo filme “A Lagoa Azul” (1980), relatou que foi estuprada por um produtor de Hollywood nos anos 1980. Ela deu detalhes do ocorrido no documentário “Pretty Baby: Brooke Shields”, que foi exibido em première mundial no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, na sexta-feira (20/1). Brooke não revelou a identidade do abusador, mas contou que o crime aconteceu em 1987, quando estava tentando voltar para Hollywood, após enfrentar dificuldades para encontrar papéis devido ao fracasso de “Sahara” (1984). Ela tinha 22 anos na época. Brooke teria sido convidada pelo homem para falar sobre projetos e foram juntos para o hotel em que ele estava hospedado. No quarto, Brooke diz que o homem desapareceu por um período, reaparecendo pelado, e avançou em sua direção. “Eu estava com medo de ser estrangulada ou algo do tipo”, disse. “Não lutei tanto. Não lutei. Eu congelei totalmente, pensei que um ‘não’ deveria ter sido suficiente”, relatou. “E eu apenas pensei: ‘fique viva e vá embora’. E eu apenas desliguei. Deus sabe como eu sabia como me desassociar do meu corpo. Eu tinha treinado isso”, explicou a atriz. No documentário, Brooke ainda reforça que não processou o ocorrido como violência sexual durante muito tempo. “Foram necessários anos de terapia para eu conseguir conversar sobre o que aconteceu”, ela disse à revista The Hollywood Reporter sobre o trauma sofrido. Dirigido por Lana Wilson (“Taylor Swift: Miss Americana”), o filme será lançado exclusivamente em streaming – na Hulu nos EUA e provavelmente na Star+ no Brasil – em data ainda não anunciada. Veja o pôster da produção abaixo.
Jason Momoa diz que pode interpretar “diferentes personagens” da DC
Quando James Gunn e Peter Safran assumiram a parte criativa da DC nos cinemas, uma grande onda de mudanças e cancelamentos foram anunciadas, mas parece que isso não afetou a franquia de Aquaman. Em entrevista feita no Festival de Sundance, Jason Momoa, falou um pouco sobre o seu personagem e o seu provável futuro no universo da DC. O ator reforçou que “ama James Gunn” e que “muitas coisas legais” estão sendo feitas. E revelou que estará incluso em mais de um projeto da DC. “Existe espaço para que eu interprete diferentes personagens. Já vi outros atores fazerem isso e eu também quero!”, disse o ator, que brincou com o fato de Ryan Reynolds ser intérprete de Lanterna Verde e Deadpool. Especulações indicam que Momoa poderia assumir o papel do Lobo, abraçando uma nova fase como ator dentro da DC em um novo papel. Mas ele também disse que “vou ser sempre Aquaman”. “Muita coisa boa está sendo feita na DC, mas, infelizmente não posso dizer nada”, lamentou o ator. O primeiro “Aquaman”, de 2018, é até hoje a maior bilheteria de um filme da DC, superando US$ 1 bilhão arrecadados. A continuação, “Aquaman e o Reino Perdido”, está prevista para chegar nos cinemas em dezembro deste ano.
Filmes: “O Menu” e as novidades de streaming pro fim de semana
O menu de filmes digitais da semana está sortido, começando pelo próprio terrir “O Menu”, que chega com exclusividade no streaming da Star+ após passar pelos cinemas. Tem ainda o escolhido para representar o Brasil na busca frustrada por indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional de 2023 e o finalista nacional na disputa de Melhor Documentário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. E, claro, não faltam opções de ação, comédia e drama. Confira abaixo o cardápio da semana, com 10 recomendações da casa para diferentes paladares. | O MENU | STAR+ A comédia de terror culinário segue convidados ricos (entre eles Anya Taylor-Joy, de “Os Novos Mutantes”, e Nicholas Hoult, de “X-Men: Fênix Negra”) que embarcam para uma ilha privada para participar de um banquete luxuoso preparado pelo prestigioso Chef Slowik (Ralph Fiennes, o Voldemort de “Harry Potter”). Mas ao chegarem no local, eles se deparam com um clima sinistro e descobrem que os pratos principais são eles mesmos. Com direção de Mark Mylod (“Game of Thrones”), o filme atingiu 89% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | MARTE UM | VOD* O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar não conseguiu indicação. Mas encantou a crítica dos EUA, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes ao ser exibido no Festival de Sundance. Também foi consagrado no Festival de Gramado deste ano, onde venceu os prêmios do Público, Especial do Júri, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora. Dirigido por Gabriel Martins (“Temporada”), acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. Rejane Faria (“Segunda Chamada”) e Carlos Francisco (“Bacurau”) vivem os pais. | IRMÃOS DE HONRA | VOD* O filme de aviação passado durante a Guerra da Coreia chega no vácuo do blockbuster “Top Gun: Maverick”, que é evocado não apenas pelas cenas de caças em voos rasantes, mas também pela presença do ator Glen Powell, um dos “irmãos de honra” do título, ao lado de Jonathan Majors (“Loki”). Com direção de J.D. Dillard (“O Mistério da Ilha”), a trama retrata o racismo sofrido pelo primeiro afro-americano a voar em combate pela Marinha dos Estados Unidos e sua parceria com um colega que o acompanha até o limite, enquanto os dois se tornam os melhores pilotos e os maiores amigos sob fogo. | JUNG_E | NETFLIX A nova ficção científica sul-coreana dirigida por Yeon Sang-ho, que ficou mundialmente conhecido pelo sucesso de “Invasão Zumbi” (2016), é a segunda produção do cineasta para a Netflix, após a criação da série “Profecia do Inferno”. A trama se passa no século 22, após as mudanças climáticas tornarem o planeta inabitável e forçarem os seres humanos a viverem em abrigos espaciais. Porém, a situação piora quando se inicia uma guerra, envolvendo robôs de combate. A protagonista é Jung-yi (Kim Hyun-joo, de “Profecia do Inferno”), a melhor soldado humana, que acaba levando a pior num combate mortal. Com o corpo preservado, ela é submetida a pesquisas científicas e militares para explorar o que a tornava superior. Depois de muitos anos, sua filha assume o comando da experiência, como a cientista que consegue transformar Jung-yi em Jung_E, uma combinação de clone da falecida e robô com Inteligência Artificial – uma combinação de “RoboCop” com “Soldado Universal”. Jung_E tem muitas cópias, mas uma delas manifesta sofrimento, o que faz sua filha adulta (interpretada por Kang Soo-youn, de “Hanbando”) lhe transmitir uma ordem para se libertar, dando início a um novo conflito entre homens e máquinas. | REFÉM DA VERDADE | NETFLIX Um jornalista desesperado pela notícia capaz de fazer seu site bombar resolve ajudar a fuga de um assassino famoso em troca de uma entrevista exclusiva. Reconhecendo a possibilidade de limpar seu nome, o criminoso, que é um atleta popular, fecha um acordo para o jornalista cobrir e ajudar sua busca pela verdade. E isto geral uma espiral de acontecimentos inesperados, que arrastam o jornalista numa jornada muito além da ética. O thriller taiwanês destaca Chang Hsiao-chuan (“O Jogo da Vítima”) e Edward Chen (“Seu Nome Gravado em Mim”) nos papéis principais. | KOMPROMAT – O DOSSIÊ RUSSO | VOD* Baseado numa história real, o suspense de Jérôme Salle (“A Odisséia de Jacques”) acompanha um diplomata francês que se vê incriminado num complô do FSB, o serviço secreto russo. Acusado de pedofilia com provas plantadas, ele recebe a informação de que passará décadas na prisão e decide arriscar uma fuga espetacular, perseguido pelas autoridades russas. O filme ficou por duas semanas consecutivas em 1ª lugar nas bilheterias da França e tem 88% de aprovação no Rotten Tomatoes. | AJUSTANDO O AMOR | AMAZON PRIME VIDEO A comédia estrelada por Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) transforma uma fórmula romântica numa relação tóxica, com ajuda da sci-fi. Na trama, os dois interpretam Sheila e Gary, um casal que se apaixona à primeira vista e passa uma noite perfeita juntos. Mas nem tudo é o que parece. Na verdade, Sheila tem uma máquina do tempo e a usa para reviver aquela noite várias vezes, com o intuito de transformar Gary no homem perfeito. A direção é de Alex Lehmann (“Paddleton”). | NOVE DIAS | HBO MAX Uma das boas surpresas de 2020 (89% no Rotten Tomatoes), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, é trabalho de um cineasta brasileiro. Estreia do paulista Edson Oda, “Nove Dias” conta com produção do americano Spike Jonze (“Ela”) e um elenco hollywoodiano, encabeçado por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”), Bill Skarsgård (“It: A Coisa”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Tony Hale (“Veep”). Eles interpretam uma trama metafísica, em que o personagem de Duke entrevista almas candidatas a nascer na Terra. | DIÁRIO DE VIAGEM | VOD* Manoela Aliperti (de “As Five”) vive uma adolescente dos anos 1990, que volta de uma viagem de intercâmbio na Irlanda com transtorno alimentar e precisa encarar os desafios da idade e do corpo. Roteiro e direção são de Paula Un Mi Kim (“Família Perfeita”). | THE TERRITORY | DISNEY+ O documentário finalista ao Oscar é coproduzido pela National Geographic, o diretor Darren Aronofsky (“Noé”) e cineastas indígenas brasileiros. A produção acompanha a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau contra agricultores e mineradores que invadiram sua área protegida na floresta tropical. A obra foi duplamente premiada no Festival de Sundance deste ano, com o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri na competição internacional do evento. E o diretor Alex Pritz foi consagrado com o prêmio Cinema Eye de Melhor Estreia do ano em documentário. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.











