Líder de bilheteria, “Barbie” já faturou R$ 200 milhões no Brasil
“Barbie”, estrelado por Margot Robbie, continua a liderar a arrecadação da bilheteria nacional. O filme arrecadou mais R$ 6,46 milhões e foi visto por 296 mil pessoas no fim de semana. Verdadeiro fenômeno, após quatro fins de semana de exibição o longa já foi visto por mais de 10 milhões de espectadores no Brasil, acumulando um arrecadação total de R$ 200,8 milhões. No mundo, a produção fechou o fim de semana com US$ 1,18 bilhão em bilheteria, segundo dados da Comscore. A disputa entre “Megatubarão 2” e “Oppenheimer” Após estrear na semana passada, “Megatubarão 2” mostrou apelo popular ao se tornar o segundo filme mais assistido entre quinta-feira e domingo (13/8). A sequência protagonizada por Jason Statham levou 259 mil pessoas aos cinemas nacionais, faturando R$ 5,39 milhões no período. No entanto, “Oppenheimer” manteve o segundo lugar na bilheteria, com uma arrecadação de R$ 6,38 milhões, apesar do público menor (256 mil), devido à diferença no preço dos ingressos de cinema a cinema. Os demais filmes A animação “Elementos” e o thriller “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” fecham o Top 5, enquanto as estreias do fim de semana preenchem as demais posições do Top 10. Para dar noção do abismo para o topo, o 5º lugar, “Gatos no Museu” atraiu 33,38 mil pessoas. Outros lançamentos, como o terror “Ursinho Pooh: Sangue e Mel” e a comédia “Asteroid City”, tiveram desempenho ainda mais modesto. Trailers Confira a seguir os trailers dos cinco filmes mais assistidos no Brasil. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | MEGATUBARÃO 2 4 | ELEMENTOS 5 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1
Margot Robbie fatura US$ 50 milhões com sucesso de “Barbie”
Margot Robbie, a estrela e produtora por trás do maior sucesso do verão, está sendo ricamente recompensada por seu papel fundamental em levar “Barbie” às telonas. Segundo a revista americana Variety, Robbie deve receber aproximadamente US$ 50 milhões em salário e bônus de bilheteria. Dirigido e coescrito por Greta Gerwig, “Barbie” alcançou um sucesso impressionante, arrecadando US$ 526,3 milhões na bilheteria doméstica desde sua estreia há um mês, além de US$ 657,6 milhões na bilheteria internacional. Isso totaliza US$ 1,18 bilhão globalmente, e esse número deve continuar a subir, porque “Barbie” ainda lidera as bilheterias em todo o mundo. O filme já é o segundo lançamento de maior bilheteria na história da Warner Bros., atrás apenas de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”. Também é o filme de maior bilheteria já dirigido por uma mulher, superando os detentores do recorde anterior: “Frozen II” nos EUA e “Capitã Marvel” na soma da bilheteria mundial. A empresa da atriz Além de dar vida ao popular brinquedo infantil, Robbie produziu o filme por meio de sua produtora, LuckyChap Entertainment, que fundou em 2014 com seu agora marido, Tom Ackerley, e os amigos Josey McNamara e Sophia Kerr. O objetivo da empresa era contar histórias de mulheres na tela e apoiar criadoras nos bastidores. Seu portfólio de projetos inclui o filme indicado ao Oscar “Bela Vingança”, a sequência de super-heróis “Aves de Rapina” e a série da Netflix “Maid”. A empresa tem vários outros projetos encaminhados, incluindo “Saltburn”, novo filme de Emerald Fennell (a diretora de “Bela Vingança”), a adaptação dos quadrinhos de “Tank Girl”, o suspense “Borderline” com Samara Weaving e um novo longa da franquia “Onze Homens e um Destino” estrelado por Robbie. A atriz, por sua vez, ganhou destaque ao coestrelar “O Lobo de Wall Street” (2013) com Leonardo DiCaprio, foi indicada a dois prêmios da Academia por suas atuações em “Eu, Tonya” (2017) e “O Escândalo” (2019), e obteve sucessos comerciais com “Esquadrão Suicida” (2016), a sequência (de 2021) e “Era uma Vez em… Hollywood” (2019). No entanto, nenhum desses filmes chegou perto de alcançar as alturas de bilheteria de “Barbie”, que está se configurando como um dos maiores blockbusters da história do cinema.
Atleta que inspirou filme “Um Sonho Possível” se revela “Larissa Manoela” americano
Michael Oher, ex-astro da NFL que inspirou o filme “Um Sonho Possível” (2009), revelou ter uma história similar a de Larissa Manoela nesta segunda-feira (14/8). Ele abriu um processo judicial contra a própria família por ter sido passado para trás com seu dinheiro. A diferença é que, segundo os papéis, Oher foi adotado já tendo em vista virar investimento financeiro dos supostos pais. Segundo ele, a família branca Truohy também teria forjado a trama imortalizada nas telas, que rendeu um Oscar de Melhor Atriz para Sandra Bullock, intérprete de sua mãe no cinema. Oher afirmou que os “pais” empresários, Sean e Leigh Anne Tuohy, nem sequer finalizaram o processo de adoção, embora o tenham levado para sua casa como estudante do ensino médio, de olho em seu talento esportivo, já evidenciado na época. Ele afirma que o casal o enganou para que ele assinasse uma autorização para torná-los seus tutores e realizar negócios em seu nome. A ação de 14 páginas foi apresentada em Shelby County, no Tennessee (EUA). O ex-jogador de futebol americano também descreve que a família teria fechado acordo para o pagamento de milhões de dólares em royalties recebidos pelo filme baseado em sua vida, que arrecadou mais de US$ 300 milhões. Mas ele não ganhou nenhum centavo. Ele ainda afirma que a tutela “não lhe proporcionou nenhum relacionamento familiar com os Tuohys”. No processo, o atleta afirma que cada um dos Tuohy, inclusive seus dois filhos, lucravam US$ 225 mil (mais 2,5%) dos lucros líquidos do filme, enquanto ele ficou a ver navios. Segundo apuração da ESPN, Oher assinou um contrato em 2007 onde cedeu seus direitos de vida “sem qualquer pagamento”, mas ele afirmou não se lembrar do documento. No tribunal, Oher pede por uma limitar que proíba a família de utilizar seu nome e imagem, além de exigir o fim da tutela judicial. Ele também espera uma contabilidade completa de seus lucros e o pagamento de uma “parte justa” mais “danos compensatórios e punitivos não especificados”. Dos orfanatos para a NFL Michael Oher é um de 11 filhos de uma mãe que lutava contra o vício em drogas. Aos 10 anos, ele foi colocado em um orfanato e passou a adolescência trocando de casas, além de ter passado por experiências de situação de rua. Prodígio em esportes, Oher foi apresentado para o diretor de um colégio cristão no bairro de Memphis, nos Estados Unidos, que aceitou matriculá-lo. Ele logo se destacou no time da escola. Mas com os problemas de teto, costumava dormir na cada de colegas de classe, incluindo os Tuohys. Foi quando Sean e Leigh Anne decidiram “adotá-lo” através da tutela provisória. Oher acabou se tornando um dos melhores atletas de futebol americano estudantil e recebeu várias ofertas para faculdades, tornando-se posteriormente um astro do esporte profissional. Em um de seus livros, “I Beat the Odds” (2011), Oher disse que a família branca afirmava que a tutela significava “praticamente a mesma coisa que ‘pais adotivos’”. Por anos, o ex-astro também questionou sua retratação no filme do diretor John Lee Hancock, já que a produção teria “pressumido que ele era mentalmente lento ou carecia de habilidades de liderança”, o que teria prejudicado sua imagem no esporte. Entretanto, ele era um líder no time e escreveu três livros. Na semana passada, Michael Oher publicou seu terceiro livro de memórias onde expõe todas as mágoas com o passado. A obra aborda temas como “fama, futebol e lições aprendidas durante uma vida inteira de adversidade”. Veja o trailer do filme “Um Sonho Possível”.
Prime Video revela fotos de comédia de terror com atriz de “Sabrina”
A Amazon Prime Video revelou nesta segunda-feira (14/8) as primeiras fotos de “Totally Killer”, comédia slasher estrelada por Kiernan Shipka (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), que reforça a parceria da plataforma com a produtora de horror Blumhouse Television, iniciada em 2019. Slasher com viagem no tempo O filme acompanha o retorno de um infame serial killer, batizado de “Sweet Sixteen Killer”, na noite de Halloween, 35 anos após o chocante assassinato de três adolescentes, para reivindicar uma quarta vítima. A personagem de Shipka é Jamie, uma jovem de 17 anos que ignora avisos de sua mãe superprotetora (Julie Bowen, de “Modern Family”) e se depara com o maníaco mascarado. Em fuga por sua vida, ela acidentalmente viaja no tempo para 1987, ano dos assassinatos originais. Forçada a navegar pela cultura desconhecida e extravagante dos anos 1980, Jamie se une à versão adolescente de sua mãe (Olivia Holt, de “Manto e Adaga”) para derrotar o assassino de uma vez por todas, antes que fique presa no passado para sempre. Curiosamente, uma história muito parecida já foi levada às telas no filme “Terror nos Bastidores” (The Final Girls), vencedor de vários prêmios no circuito dos festivais de cinema fantástico em 2015. Dirigido por Nahnatchka Khan (“Young Rock”), “Totally Killer” tem roteiro de David Matalon (“Até o Fim”), Sasha Perl-Raver (“Let’s Get Merried”) e Jen D’Angelo (“Abracadabra 2”), e estreia em 6 de outubro.
“Barbie” quebra mais recordes na liderança das bilheterias de cinema
“Barbie” continua a quebrar recordes de bilheterias em todo mundo. O filme arrecadou estimados US$ 33,7 milhões no fim de semana na América do Norte, ultrapassando a marca de US$ 500 milhões no mercado interno. Além disso, somou US$ 657 milhões no exterior, totalizando uma impressionante quantia global de US$ 1,18 bilhão. Com isso, “Barbie” superou “Aquaman” e se tornou o 2º filme de maior bilheteria mundial da Warner Bros. de todos os tempos, ficando atrás apenas do último longa da saga Harry Potter. A comédia também está prestes a superar “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (US$ 534 milhões) para se tornar o maior lançamento já feito pela Warner Bros. na América do Norte. Em seu recorde particular, a diretora Greta Gerwig agora detém o título de diretora feminina de maior bilheteria de todos os tempos nos Estados Unidos, superando “Frozen II”, dirigido por Jennifer Lee e Chris Buck. Gerwig também se tornou a diretora feminina de maior bilheteria de um filme live-action em todo o mundo, após “Barbie” ultrapassar “Capitã Marvel” (que arrecadou US$ 1,13 bilhão em 2019). Além disso, o desempenho do longa já o transformou na maior bilheteria de 2023 em 25 países, incluindo o Reino Unido, Itália, Austrália e Brasil. “Barbenheimer” segue firme Não foi só “Barbie” que quebrou recordes. Em 2º lugar, “Opppenheimer” arrecadou US$ 18,8 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 31,9 milhões no exterior, totalizando US$ 649 milhões mundiais em seu quarto fim de semana em cartaz. O filme da Universal agora é o maior do diretor Christopher Nolan em 50 mercados, entre eles o Brasil, onde superou a bilheteria de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, até então o título de maior arrecadação do diretor Christopher Nolan no país. “Tartarugas e Tubarões “As Tartarugas Ninja: Caos Mutante” ficou em 3º lugar em seu segundo fim de semana, com estimados US$ 15,8 milhões. A animação da Paramount caiu apenas 44%. totalizando US$ 72,8 milhões até este domingo (13/8) na América do Norte. Seu total global inicial é de US$ 94,7 milhões, mas ainda não foi lançado em muitos países. No Brasil, por exemplo, chega apenas em 31 de agosto. “Megatubarão 2” caiu 58% para estimados US$ 12,7 milhões nos EUA, com uma arrecadação doméstica de US$ 54,1 milhões, em 4º lugar. No entanto, os tubarões da Warner estão abocanhando bem mais dinheiro no exterior, onde o longa arrecadou mais US$ 43,7 milhões só neste fim de semana, totalizando US$ 202,8 milhões internacionais e US$ 256,9 milhões mundiais. “O fracasso da semana O Top 5 se completa com uma decepção. Como a Sony adiou o lançamento doméstico de “Gran Turismo – De Jogador a Corredor” devido à greve dos atores em Hollywood, o único grande lançamento de estúdio da semana foi o terror de época “Drácula – A Última Viagem do Deméter”, da Universal, que teve uma abertura doméstica desanimadora de US$ 6,5 milhões. A produção orçada em US$ 45 milhões fracassou também diante da crítica, atingindo uma aprovação de apenas 48% no Rotten Tomatoes – e 27% entre os principais críticos – , além de uma avaliação medíocre de B- do público no CinemaScore. “Drácula – A Última Viagem do Deméter” vai estrear no Brasil em 24 de agosto. “A luta de “Missão: Impossível” Quase fora do Top 10 nos EUA, “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” surpreendeu pelo fôlego inesperado, ao atingir uma marca importante e ultrapassar US$ 500 milhões globalmente neste fim de semana. Ao todo, o thriller de ação da Paramount fez US$ 522,5 milhões, graças principalmente ao mercado internacional, onde caiu apenas 39% em relação à semana passada. O 4º fim de semana no Japão teve uma retenção fantástica, inclusive saltando 25% em relação à semana anterior, o que colocou o longa em 1º lugar no país. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE 4 | MEGATUBARÃO 2 5 | DRÁCULA – A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER
Diretor diz que “Vermelho, Branco e Sangue Azul” não é “um filme gay”
Apesar de envolver o romance entre entre dois homens, o diretor do filme “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, que estreou na plataforma de streaming Amazon Prime Video na sexta-feira (11/8), diz que o romance não é “um filme gay”. A adaptação do livro de Casey McQuinston conta a história de Alex, filho da presidente dos Estados Unidos, e o Príncipe Henry do Reino Unido, que se envolvem em uma confusão internacional. A trama, que inicialmente apresenta uma amizade forjada entre os dois, evolui para uma paixão mútua. Diretor explica diferença Em entrevista ao site americano Pink News, Matthew López explicou porque essa trama de cinema não deve ser rotulado como um “filme gay”. Ele explicou: “Eu às vezes me arrepio quando as pessoas dizem: ‘ah, são dois homens gays’. Na verdade, não, é um homem gay e um homem bissexual”. O diretor enfatizou que a obra não pode ser considerada um “filme gay” por ter um protagonista bissexual. López, que também é o criador da peça da Broadway “A Herança”, destacou a importância da visibilidade bissexual na obra. Ele ressaltou que a jornada de Alex como personagem bissexual foi mantida no filme, algo que ele considerou inovador no livro. “Eles se amam e eles são um casal do mesmo sexo, sim. [Mas] tanto no livro, quanto no filme, o B de LGBTQ não é uma letra muda. Isso é muito importante para mim, porque é muito importante para [o escritor] Casey [McQuinston]. “Eu realmente gosto disso no livro e mantivemos no filme. Existe espaço feito para o Alex como um personagem bissexual”, ressaltou López.
Festival de Gramado inicia 51ª edição com várias novidades
Um dos mais tradicionais festivais de cinema no Brasil, o Festival de Gramado, inicia sua 51ª edição neste sábado (12/8), com uma programação repleta de atrações e novidades. Este ano, os organizadores do festival apostam em uma programação em diferentes formatos. A ausência de filmes estrangeiros, que faziam parte do line-up do festival desde 1992, marca uma seleção totalmente nacional, com reforço na seleção de documentários, que disputarão prêmios exclusivos. Além disso, pela primeira vez, haverá o lançamento de uma série: “Cangaço Novo”, que estreia na Amazon Prime Video no dia 19. Filme de abertura A abertura do evento traz a exibição fora de competição do documentário “Retratos Fantasmas”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, que narra a história do centro da cidade do Recife, com foco nos cinemas de rua que marcaram o local ao longo do século 20. Além da celebração da cinefilia, também aborda questões políticas e culturais, como o constante assédio da especulação imobiliária nas grandes cidades brasileiras – tema que Mendonça abordou num de seus filmes mais conhecidos, “Aquarius”, estrelado por Sonia Braga em 2016. O documentário, que foi aplaudido de pé no Festival de Cannes e selecionado para o Festival de Toronto, será seguido pela exibição de curtas e do longa “Angela”, de Hugo Prata, na mostra competitiva. Cinebiografia de Ângela Diniz “Angela” é uma cinebiografia de Ângela Diniz, estrelada por Isis Valverde. A socialite mineira foi vítima de feminicídio em 1976, em um caso que chocou o Brasil. O crime cometido por Raul “Doca” Street tornou-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Angela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio, mas só agora, em agosto de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) a tornou oficialmente inconstitucional. Outros títulos em destaque A lista de produções selecionadas também incluem outra cinebiografia: “Mussum — O Filmis”, dirigido por Sílvio Guindane, que traz Ailton Graça como o músico e comediante Mussum, um dos integrantes do grupo Os Originais do Samba e do humorístico “Os Trapalhões”. A mostra competitiva de ficção ainda traz “Uma Família Feliz”, thriller dirigido por José Eduardo Belmonte e estrelado por Grazi Massafera, “O Barulho da Noite”, drama do Tocantins sobre infância roubada, dirigido por Eva Pereira, “Mais Pesado É o Céu”, novo drama de Petrus Cariry, e “Tia Virgínia”, de Fabio Meira e estrelado por Vera Holtz. Homenagens femininas Em um feito inédito, a edição de 2023 do Festival de Gramado vai homenagear exclusivamente mulheres que contribuíram significativamente para o cinema brasileiro. A produtora Lucy Barreto receberá o Troféu Eduardo Abelin, a atriz Ingrid Guimarães será agraciada com o Troféu Cidade de Gramado, Laura Cardoso e Léa Garcia serão homenageadas com o Troféu Oscarito, e Alice Braga contemplada com o Troféu Kikito de Cristal. Lucy Barreto, mineira de Uberlândia, é uma das produtoras mais ativas do cinema brasileiro. Com uma carreira que remonta ao final dos anos 1960, Barreto é reconhecida por sua contribuição à indústria audiovisual nacional e internacional, tendo produzido importantes obras do cinema brasileiro como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “O Quatrilho” (1995), e “Flores Raras” (2013). Com uma carreira de mais de 35 anos e inúmeros sucessos no teatro e na televisão, Ingrid Guimarães foi responsável por uma revolução comerial no cinema nacional com a trilogia “De Pernas Pro Ar” (2010-2019), um dos maiores sucessos cinematográficos do século, além de ter participado do primeiro “Minhã Mãe É uma Peça” (2013) e de comédias como “Fala Sério, Mãe” (2017), que consolidaram seu nome entre os mais populares do cinema brasileiro. A veterana atriz Laura Cardoso, de 95 anos e mais de sete décadas dedicadas à atuação, é uma pioneira na televisão brasileira. Estreou em 1952 e coleciona prêmios até hoje. No cinema, participou de clássicos como “Corisco, O Diabo Loiro” (1968), “Tiradentes, O Mártir da Independência” (1977) e “Terra Estrangeira” (1995). Seu trabalho mais recente é a comédia “De Perto Ela Não é Normal” (2020). Também com vasta experiência, Léa Garcia está com 90 anos e soma mais de 100 produções no cinema, teatro e televisão. Peça fundamental na quebra da barreira dos personagens até então destinados a atrizes negras, ela se destacou em novelas como “Selva de Pedra” (1972), “Escrava Isaura” (1976), “Xica da Silva” (1996) e “O Clone” (2001). Além disso, já foi premiada no próprio Festival de Gramado com “Filhas do Vento” (2004) e os curtas “Hoje tem Ragu” (2008) e “Acalanto” (2013). Mais jovem da lista, aos 40 anos Alice Braga é mais vista em Hollywood que no Brasil. Sobrinha da famosa Sonia Braga, ela estourou com “Cidade de Deus” (2002) e, desde então, já participou de 40 produções, atuando ao lado de nomes como Will Smith, Anthony Hopkins, Margot Robbie, Ben Affleck e Matt Damon. Mas nem por isso abandonou a terra natal, encontrando tempo para filmar obras como “Entre Idas e Vindas” (2016) e “Eduardo e Mônica” (2020). O Festival de Gramado acontece até o próximo dia 19, quando serão entregues os troféus Kikitos.
Linda Haynes, atriz de “A Outra Face da Violência”, morre aos 75 anos
Linda Lee Sylvander, conhecida durante sua carreira de atriz como Linda Haynes, faleceu em 17 de julho em Summerville, Carolina do Sul (EUA), aos 75 anos. A notícia de sua morte só chegou ao conhecimento público na sexta (11/8). A família não divulgou a causa, mas afirmou que ela morreu “pacificamente”. Monstros, blaxploitation e vingança Nascida em 4 de novembro de 1947, em Miami, Flórida, Linda Haynes mergulhou no mundo do entretenimento de forma não convencional, estreando no cinema em 1969 como uma médica de minissaia no filme de monstro japonês “Latitude Zero”, do mestre dos kaijus Ishirô Honda, diretor do “Godzilla” original. Em seguida, ela integrou o elenco do clássico da blaxploitation “Coffy – Em Busca de Vingança” (1973), lutando contra Pam Grier, antes de chamar atenção dos diretores da Nova Hollywood. Ela se destacou nos policiais “Jogos de Azar” (1974), de Robert Mulligan, e “A Piscina Mortal” (1975), de Stuart Rosenberg – filme estrelado por Paul Newman – , antes de fazer seu trabalho mais conhecido, como uma garçonete cansada do mundo no thriller de vingança “A Outra Face da Violência” (1977), escrito por Paul Schrader após “Taxi Driver” (1972), de Martin Scorsese, e “Trágica Obsessão” (1976), de Brian De Palma. Elogios de Quentin Tarantino Quentin Tarantino, que tem “A Outra Face da Violência” entre seus filmes favoritos, elogiou o trabalho de Haynes no longa, declarando: “A atuação do filme para mim é Linda Haynes como Linda Forchet! Ela estava em um dos filmes menos conhecidos do primeiro festival QT [que ele organiza], ‘Jogos de Azar’, ela estava em ‘Coffy’ de Pam Grier… ela era a garota que alcança o afro de Grier quando ela tem as navalhas ali e ‘aaaahhhh’. Mas Linda Forchet é minha personagem feminina favorita em um filme de Paul Schrader… Ela tem aquele olhar que Ava Gardner conseguiu, sabe, desleixada, mas levou anos para Ava fazer isso, e Linda Haynes fez isso naturalmente. E eu digo isso de uma maneira positiva.” Apesar dos elogios de Tarantino, a carreira da atriz foi curta. Ela só fez mais três trabalhos após “A Outra Face da Violência”, incluindo várias cenas de nudez no exploitation de prisão feminina “Experiências Humanas” (1979) e o papel de prostituta num novo policial de Stuart Rosenberg, “Brubaker” (1980), com Robert Redford, despedindo-se com o telefilme premiado “Jim Jones: A Tragédia da Guyana” (1980), cansada de personagens degradadas. Final da vida Após encerrar sua carreira de atriz, Haynes passou a trabalhar como secretária jurídica em um escritório de advocacia na Flórida. Seu filho único, Greg Sylvander, acrescentou no Facebook: “Encontro paz em saber que minha mãe estava em paz e teve uma vida linda nesses últimos anos junto com seus netos. Vamos sentir muita falta da minha mãe.”
Itália oferece palco, mas Mark Zuckerberg duvida que Elon Musk encare luta
O dono do X, Elon Musk, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já tem lugar para se enfrentar, numa possível luta de artes marciais mistas (MMA). A ideia, que começou como uma provocação, ganhou corpo e agora envolve até o governo italiano. Musk publicou em sua plataforma X (ex-Twitter) que a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, aprovou um “local épico” para o confronto no país. Ele também afirmou que a luta seria gerenciada pelas fundações dele e de Zuckerberg, sem envolvimento da empresa de Dana White, presidente do UFC. A transmissão do possível confronto seria realizada no X e nas plataformas da Meta, filmado no estilo da “Roma antiga” e respeitando o “passado e o presente” da Itália. O lucro obtido com o evento seria revertido para causas sociais, segundo Musk. O local e a data A luta não deve acontecer no Coliseu, em Roma. O ministro da Cultura da Itália, Gennaro Sangiuliano, confirmou que o evento resultará em “uma grande doação a dois importantes hospitais pediátricos italianos para a modernização de instalações e pesquisas científicas para combater doenças”. Apesar de Musk ter ventilado o local, ainda não se sabe se o confronto realmente ocorrerá e quando isso poderia acontecer. Zuckerberg publicou no “Threads” que não conseguiu confirmação de uma data após sugerir 26 de agosto como possibilidade. Ceticismo de Zuckerberg Zuckerberg também se mostrou cético em relação à realização da luta. Em resposta a Musk, o CEO da Meta, que é lutador de jiu jitsu, escreveu no Threads: “Não vou prender fôlego esperando por Elon, mas compartilharei detalhes da minha próxima luta quando estiver pronto”. Sua proposta para o confronto também é diferente, descartando organização por suas fundações. “Quando eu competir, quero fazer isso de uma maneira que destaque os atletas de elite no topo do jogo. Você faz isso trabalhando com organizações profissionais como o UFC ou ONE para realizar isso bem e criar um ótimo card”. O dono do Facebook, do Instagram e do Threads reforçou sua disposição para a luta, mas não esconde sua frustração com a falta de acordo sobre os detalhes. Ele escreveu no Threads: “Se ele [Musk] concordar com uma data real, você ouvirá de mim. Até então, por favor, assuma que qualquer coisa que ele diz não foi acordada”. A troca de palavras entre os bilionários sugere que a luta está longe de acontecer, e os comentários de Zuckerberg indicam que Musk pode estar agindo por conta própria. Desculpa para “adiamento” Elon Musk, por sua vez, sugeriu que a luta poderia ser adiada por meses devido a uma cirurgia necessária em seu ombro. Ele anunciou que precisaria fazer exames para verificar um problema na região do pescoço e que talvez precisasse passar por uma cirurgia. Essa revelação adicionais trazem mais incerteza ao evento, já envolto em dúvidas, demonstrando que a bravata de Musk ao desafiar Zuckerberg para uma luta pode ficar apenas da boca para fora. A rivalidade Os dois grandes empresários do setor tecnológico defendem visões opostas de mundo, da política à Inteligência Artificial. As tensões entre eles aumentaram em julho, quando a Meta lançou o Threads, uma rede social concorrente do Twitter, agora renomeado X. Segundo a revista “Forbes”, tanto Mark Zuckerberg quanto Elon Musk estão no top 10 de pessoas mais ricas do planeta. Musk ocupa a 1ª colocação do ranking com uma fortuna avaliada em US$ 224,2 bilhões, enquanto Zuckerberg ocupa a 8ª colocação, com seu patrimônio avaliado em US$ 106,7 bilhões.
Primeiras impressões de “Besouro Azul” celebram “vitória massiva da DC”
O esperado filme “Besouro Azul”, que marca a estreia de Bruna Marquezine (“Maldivas”) em Hollywood, já está rendendo comentários nas redes sociais, após suas primeiras sessões para a imprensa. De um modo geral, as opiniões são positivas, destacando uma sólida história de origem de super-herói, com uma performance vencedora de Xolo Maridueña (“Cobra Kai”) no papel título e uma celebração calorosa da cultura latina. Dirigido por Angel Manuel Soto, o filme segue o adolescente Jaime Reyes (Xolo Maridueña), que ganha uma armadura superpoderosa após interagir com um escaravelho alienígena. É o primeiro filme da DC a se concentrar em um super-herói latino, e os comentários vem exaltando às diversas referências à cultura latina, como o Chapolin Colorado. “Este é o trabalho de cineastas que conhecem e se preocupam com a América Latina”, disse um dos críticos. Os elogios também se estendem ao elenco, à ação, à forma como a família do herói é enfocada, à trilha sonora eletrônica e ao humor do roteiro, embora haja observações sobre a existência de piadas bobas. A opinião predominante parece ser que o filme é um acerto muito necessário à DC após os fracassos recentes de crítica e bilheteria de “Adão Negro” e “The Flash”. Elogios à representação latina Brandon Davis, do site ComicBook, foi quem admitiu que algumas partes eram “bobas ou infantis”, mas acrescentou que “o traje prático é incrível”. Ele ainda elogiou a “representação latina incrível”, o destaque “dado à família e as sólidas cenas de ação. No geral, é divertido”. Steven Weintraub, da Collider, também ficou agradavelmente surpreso com o que viu, elogiando o diretor Angel Manuel Soto por adicionar “seu próprio tempero ao gênero de super-heróis” e por destacar a cultura e os valores familiares latinos: “Feliz em informar que o ‘Besouro Azul’ de Angel Manuel Soto foi muito melhor do que eu esperava. Ele adicionou seu próprio tempero ao gênero de super-heróis, fazendo o filme se concentrar em uma família unida e na cultura latina. É divertido, extremamente engraçado, e ele conseguiu algumas piadas que me surpreenderam.” Umberto Gonzalez, do The Wrap, celebrou o “Besouro Azul” por ser “incrivelmente bom e único”, especificamente apontando a trilha sonora do filme e destacando a diversidade incluída para a comunidade latina: “‘Besouro Azul’ está aqui e os latinos finalmente têm um super-herói próprio refletido na tela grande. O filme é tão incrivelmente bom, tão único e entrega em todas as frentes, dando ao gênero de super-heróis o tão necessário sazón! A trilha sonora inspirada em Tangerine Dream também é incrível!” Fico Cangiano, da CineXpressPR, chamou “Besouro Azul” de “um ótimo momento no cinema”, elogiando a cultura latina trazida à vida e descrevendo-o como “uma introdução fantástica a Jaime Reyes”: “Feliz em informar que o ‘Besouro Azul’ de Angel Manuel Soto é definitivamente um ótimo momento no cinema! Não é apenas uma introdução fantástica a Jaime Reyes como personagem/herói, mas também uma carta de amor à cultura latina, que se concentra na família como sua base.” Elogios ao elenco Griffin Schiller, apresentador do Film Speak, colocou o filme em um pedestal como “uma vitória massiva para a DC” e elogiou a performance de Xolo Maridueña como o ponto central da história: “‘Besouro Azul’ é uma vitória massiva para a DC e uma introdução elétrica ao primeiro herói do [novo] DCU. A performance carismática e estelar de Xolo Maridueña ancora com confiança esta jornada íntima de synthwave de família, herança e propósito. Uma abordagem fresca e cativante da história de origem!” O site Cine Movie TV também destacou o elenco, incluindo na lista elogios à atriz brasileira. “Xolo Maridueña arrasa, Bruna Marquezine também, George Lopez é hilário e Adriana Barraza arrasa como ‘Nana’. Leve toda a família e traga lenços.” Expectativas e data de estreia A DC espera que “Besouro Azul” rompa a fadiga dos super-heróis e tenha um desempenho melhor do que as recentes decepções. O filme chega aos cinemas na próxima quinta-feira (17/8) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja o trailer do filme.
Terminam as filmagens do longa do Chico Bento
O filme do Chico Bento, que tem o título completo de “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, encerrou suas filmagens na manhã desta sexta-feira (11/8). E para marcar a ocasião, a produção liberou novas imagens com o protagonista, interpretado por Isaac Amendoim, e os vilões Dotô Agripino (Augusto Madeira) e Genesinho (Enzo Henrique). Além deles, o elenco destaca Anna Julia Dias como Rosinha, o interesse amoroso de Chico; Pedro Dantas como Zé Lelé, o primo e melhor amigo do personagem; Lorena de Oliveira como Tábata, a melhor amiga de Rosinha; e a dupla Davi Okabe e Guilherme Tavares como Hiro e Zé da Roça. O longa é ambientado na Vila da Abobrinha, cidade fictícia dos quadrinhos de Mauricio de Sousa, que foi recriada em Bragança Paulista e Itatiba, no interior de São Paulo. Na trama, a turma vai se unir para salvar a goiabeira maraviósa de Nhô Lau em uma história escrita por Elena Altheman (“Use Sua Voz”) e Raul Chequer (“Choque de Cultura”), e dirigida por Fernando Fraiha (“Bem-Vinda, Violeta!”). Primeira versão live-action de Chico Bento A Mauricio de Sousa Produções revelou que o personagem ganharia seu próprio live-action numa cena pós-créditos exibida em “Turma da Mônica: Lições” (2021). O anúncio do pequeno Isaac como o protagonista foi feito em março deste ano pelo próprio Mauricio de Sousa. O personagem foi criado pelo desenhista em 1961, inspirado em um tio-avô. Nos últimos anos, as histórias da Turma da Mônica ganharam ainda mais destaque pelas adaptações em live-action iniciadas em “Turma da Mônica: Laços” (2019). Desde então, o diretor Fernando Fraiha atuou como produtor na franquia. Além do primeiro filme, ele também produziu “Turma da Mônica: Lições” (2021) e “Turma da Mônica: A Série” (2022). Agora, ele assume a responsabilidade de dirigir o retrato inédito do Chico Bento no filme “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, que ainda não tem previsão de estreia.
Estreias: “Aranhaverso”, comédias pro Dia dos Pais e as novidades do streaming
A mais recente animação do Homem-Aranha finalmente chega no cinema em casa, enquanto as plataformas de streaming lançam filmes inéditos para adolescentes e fãs do cinema de ação. Entre gritos de terror, explosões e beijos, a programação digital também reserva duas comédias para comemorar o Dia dos Pais em família. Confira abaixo os 10 principais lançamentos online da semana. HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO | VOD* Com duração de 2 horas e 20 minutos, a nova adaptação dos quadrinhos da Sony/Marvel é a animação mais longa já produzida em Hollywood. E também uma das mais bonitas já feitas, graças ao visual extremamente colorido – inspirado tanto nos quadrinhos quanto na pop art. Continuação de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a produção traz uma nova aventura de Miles Morales (voz original de Shameik Moore) e Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld). Convidado por Gwen a conhecer o centro do Aranhaverso, onde todos os Homens-Aranhas de diferentes realidades convivem, Miles também reencontra o Peter Parker (Jake Johnson) do primeiro filme, que agora tem uma filha, e descobre o que todos, menos ele, têm em comum: uma tragédia em suas histórias de origem. Ao perceber que a tragédia em sua família está prestes a acontecer, Miles decide impedi-la, o que o coloca contra o Homem-Aranha 2099, dublado por Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), para quem uma mudança na linha do tempo poderia acabar com o Aranhaverso. Inconformado, Miles prefere fazer seu próprio destino, originando o conflito da trama, que ainda inclui um vilão capaz de viajar pelo multiverso. Mas o que mais chama atenção no longa é que cada personagem tem seu próprio estilo visual, muitos deles contrastantes, que ainda assim combinam maravilhosamente bem com a narrativa. A direção está a cargo do trio formado por Kemp Powers (roteirista e co-diretor de “Soul”), o português Joaquim dos Santos (“Avatar: A Lenda de Korra”) e Justin K. Thompson (especialista em backgrounds que trabalhou em “Star Wars: Clone Wars”). Eles substituem o trio original vencedor do Oscar de Melhor Animação, formado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman. Já o roteiro ficou a cargo dos produtores do primeiro longa, Phil Lord e Chris Miller, junto com David Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”). VERMELHO, BRANCO E SANGUE AZUL | AMAZON PRIME VIDEO Adaptação do best-seller de Casey McQuiston, a comédia romântica traz Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 3”) como Alex Claremont-Diaz, filho da presidente dos Estados Unidos, e Nicholas Galitzine (“Cinderela”) na pele do príncipe britânico Henry. Os dois têm muito em comum: beleza estonteante, carisma inegável, popularidade internacional e um total desdém um pelo outro. Separados por um oceano, sua rivalidade nunca foi um problema, até que um desastroso – e muito público – confronto em um evento real se torna alimento para tabloides, potencialmente colocando em risco as relações entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no pior momento possível. Para controlar os danos, suas famílias poderosas forçam os dois rivais a uma “trégua” encenada. Mas o que a princípio começa como uma amizade falsa e instagramável se transforma em algo mais significativo do que Alex ou Henry poderiam imaginar. Logo Alex se vê envolvido em um romance secreto com um Henry surpreendentemente desajeitado, o que pode complicar a campanha de reeleição de sua mãe e implodir de vez as relações entre as duas nações. Direção e roteiro são assinados pelo dramaturgo Matthew López (“The Inheritance”), vencedor do Tony, que faz sua estreia em longas-metragens. A produção é de Greg Berlanti (o criador do “Arrowverso” e diretor de “Com Amor, Simon”), e o elenco coadjuvante traz Uma Thurman (“Kill Bill”) como presidente dos EUA, além de Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Sarah Shahi (“Adão Negro”), Rachel Hilson (“Com Amor, Victor”), Stephen Fry (“Sandman”), Ellie Bamber (“Willow”) e Thomas Flynn (“Bridgerton”). ZOEY 102 | PARAMOUNT+ Jamie Lynn Spears (a irmã de Britney) volta ao papel de Zoey Brooks, 15 anos após o final da série da Nickelodeon, para o primeiro filme derivado da atração. Na trama, os personagens já passaram da adolescência e encaram os desafios da vida adulta. Após anos afastados desde o fim do Ensino Médio, todos se reúnem para celebrar um casamento: de Quinn (Erin Sanders) e Logan (Matthew Underwood). Mas alguns casais não permaneceram juntos ao final da série, como Zoey e Chase (Sean Flynn). Para evitar a saia justa, Zoey decide contratar um namorado fictício para acompanhá-la e evitar que encontre o ex-namorado solteira. Com uma proposta nostálgica, a trama também promete revelar os destinos de outros personagens queridos, como Michael Barrett (Christopher Massey), melhor amigo de Chase. Além disso, Abby Wilde e Jack Salvatore voltam como Stacey Dillsen e Mark Del Figgalo, respectivamente. Mas nem todos integrantes do elenco original estarão presentes no longa. Por mais que sua ausência já fosse esperada, a atriz Alexas Nikolas realmente não aparece na produção. Nos últimos anos, ela relatou diversas acusações de abuso infantil contra o criador do seriado, Dan Schneider. Na série, ela deu vida à Nicole Bristow, colega de quarto e melhor amiga de Zoey até a 2ª temporada. Outros personagens ausentes são Lola Martinez, interpretada por Victoria Justice, e o ator indicado ao Oscar Austin Butler, que interpretou James Garret. Enquanto Justice entrou na série na 2ª temporada como nova colega de quarto de Zoey, o intérprete de Elvis no cinema foi o interesse amoroso da protagonista na 4ª e última temporada. Além dos rostos conhecidos, o filme apresentará novos personagens. Thomas Lennon (“Reno 911!”) será Kelly Kevyn, o chefe de Zoey, enquanto Owen Thiele (“Theater Camp”) assumirá o papel de Archer March, um amigo próximo da protagonista. Por fim, Dean Geyer (“A Praia Assassina”) será Todd, o namorado de mentira de Zoey. É importante ressaltar que Dan Schneider, criador da série original, não está envolvido na produção. Responsável por outros programas de sucesso do canal, como “Drake & Josh” e “Brilhante Vitória”, ele permanece afastado de todos os projetos da Nickelodeon/Viacom após sofrer uma série de acusações de assédio sexual e moral. AGENTE STONE | NETFLIX O thriller de ação estrelado e produzido por Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) investe em cenas intensas, explosões e muita tensão para introduzir a história de uma agência secreta de espionagem, que usa tecnologia avançada para impedir ameaças potenciais à segurança global. Entretanto, enquanto os agentes comemoram seus feitos, são inesperadamente derrotados por uma hacker. Inconformada, a protagonista resolve agir mesmo sem o apoio do computador conhecido como Coração, contando com sua habilidade e seus parceiros de confiança para derrotar os inimigos. O elenco também conta com Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Matthias Schweighöfer (“Army of the Dead”), Jing Lusi (“Podres de Ricos”), Paul Ready (“The Terror”) e a indiana Alia Bhatt (“RRR: Revolta, Rebelião, Revolução”) como a antagonista. O filme é uma tentativa clara da Netflix de estabelecer uma nova franquia de ação estrelada por grandes estrelas, por isso apela para sequências ao estilo de James Bond, mas com uma mulher maravilha no centro de tudo. Gadot é a força motriz da trama, com Dornan mostrando tons de cinza sob a aparência descontraída de seu personagem. A química natural entre os dois carrega o filme, mas não é suficiente para diferenciá-lo de uma versão genérica de 007/Missão: Impossível. O roteiro é do autor de quadrinhos Greg Rucka (“The Old Guard”) e de Allison Schroeder (“Estrelas Além do Tempo”), e a direção é de Tom Harper (“The Aeronauts”). E todo esse esforço acabou destruído pela crítica nos EUA, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes. DEMONÍACA | VOD* O terror explora a angústia de uma família em uma fazenda remota no Texas. A trama começa quando os irmãos Louise (Marin Ireland, de “The Umbrella Academy”) e Michael (Michael Abbott Jr., de “Amor Bandido”) visitam a fazenda da família, onde seu pai está à beira da morte. A mãe os recebe com relutância, alertando sobre uma força diabólica que tomou posse da casa. Com o tempo, eles percebem que algo sinistro realmente se apoderou dos pais, manifestando-se através de visões perturbadoras e eventos cada vez mais violentos. A sensação de abandono da fazenda e o vazio entre os membros da família formam um cenário perfeito para o mal, que cresce mais audaz e inquietante conforme o filme avança. A direção é de Bryan Bertino, que ganhou notoriedade em 2008 com seu trabalho de estreia “Os Estranhos”. Agora, o diretor retorna às suas raízes do horror, aplicando uma abordagem sombria e minimalista como em seu filme anterior. Ele evita o uso excessivo de trilhas sonoras estridentes ou clichês visuais, optando por um estilo de direção que induz medo de maneira mais sutil e impactante. A obra mantém uma consistência estilística com “Os Estranhos”, evidenciando o comprometimento do diretor com um horror niilista e implacável. O JUIZO | VOD* O terror brasileiro chama atenção por ser uma produção em família, dirigida por Andrucha Waddington (“Sob Pressão”), escrita por sua esposa Fernanda Torres (autora de “Os Outros”) e estrelada por seu filho, Joaquim Torres Waddington (“Diário de um Confinado”), e até sua sogra famosa, Fernanda Montenegro (“Doce de Mãe”). Trata-se de uma história de maldição sobrenatural com raízes na escravidão, que até lembra as tramas dos antigos quadrinhos de Júlio Shimamoto. Em crise no casamento devido ao alcoolismo e por ter perdido o emprego, Augusto Menezes (Felipe Camargo, de “Santo Maldito”) decide se mudar com esposa (Carol Castro, de “Maldivas”) e filho (Joaquim Torres Waddington) para uma fazenda herdada de seu avô. O que ele não imaginava era que a propriedade fosse assombrada por Couraça (o rapper Criolo) e Ana (Kênia Bárbara, de “Os Outros”), escravos decididos a se vingar dos antepassados de Augusto. MEU PAI É UM PERIGO | VOD* A comédia de Dia dos Pais gira em torno dos problemas de relacionamento entre um filho adulto (Sebastian Maniscalco, de “Green Book: O Guia”) e seu pai (Robert De Niro, de “O Irlandês”). A trama acompanha Sebastian, um sujeito que está prestes a visitar a família rica da sua namorada (Leslie Bibb, de “O Legado de Júpiter”). Sem ter onde deixar o pai idoso, ele acaba levando-o na viagem. Uma vez lá, o pai parece fazer de tudo para envergonhar o filho – até matar o pavão de estimação da família da nora, para servi-lo no jantar. Mas, aos poucos, os dois começam a criar uma conexão que não existia antes. Considerado sem graça pela maioria da crítica, o filme dirigido por Laura Terruso (“Dançarina Imperfeita”) ainda conta com Kim Cattrall (“How I Met Your Father”), Anders Holm (“Inventando Anna”), David Rasche (“Succession”) e Brett Dier (“Jane the Virgin”) no elenco. PAPAI É POP | AMAZON PRIME VIDEO Outra comédia de Dia dos Pais, a produção brasileira traz o ator Lázaro Ramos aprendendo a ser pai. Ele vive Tom, um homem comum que vê sua vida mudar com o nascimento da filha. Ao lado da esposa Elisa (Paolla Oliveira), precisa aprender na prática como cuidar da bebezinha e, em meio a situações da vida cotidiana, passar por uma transformação radical para se tornar um pai presente. Baseado no livro homônimo de Marcos Piangers, o filme mostra a diferença entre teoria e prática em relação à paternidade – e vai fundo no didatismo. O roteiro é de Ricardo Hofstetter (“Malhação”) e a direção de Caito Ortiz (do divertido “O Roubo da Taça”). FERVO | STAR+ A comédia brasileira tem praticamente a premissa da série “Ghost” (Paramount+). Um casal se muda para uma nova casa, sem saber que ela é assombrada, e começa a interagir com os fantasmas, que são mais divertidos que assustadores. O diferencial nacional é que a casa costumava ser um local de “fervo” LGBTQIAP+ e agora reúne drag queens do além. Além disso, o enredo é estruturado a base de esquetes, que possibilitam um desfile enorme de convidados especiais – de Paulo Vieira a Marcelo Adnet. A direção é de Felipe Joffily, que na semana passada lançou outra comédia nos cinemas, “Nas Ondas da Fé”. Já o elenco...
Apesar do que diz Gal Gadot, não há planos para “Mulher-Maravilha 3”
Recentemente, a atriz Gal Gadot, que interpretou a personagem icônica Mulher-Maravilha em vários filmes da Warner Bros., fez declarações sugerindo que “Mulher-Maravilha 3” estava em desenvolvimento. Em uma entrevista para o site ComicBook, Gadot expressou seu amor pela personagem e afirmou: “O que ouvi de James [Gunn] e de Peter [Safran] que vamos desenvolver ‘Mulher-Maravilha 3’ juntos”. A atriz reforçou essa afirmação em um perfil publicado pela revista Flaunt, onde disse que foi convidada para uma reunião com James Gunn e Peter Safran. Gadot citou: “E o que eles me disseram, e estou citando: ‘Você está em boas mãos. Vamos desenvolver ‘Mulher-Maravilha 3’ com você. [Nós] amamos você como Mulher-Maravilha – você não tem nada com que se preocupar’. Então, o tempo dirá.” Fontes do estúdio contradizem Gadot No entanto, fontes do estúdio com conhecimento da situação disseram à Variety que essa não é a realidade. De acordo com as fontes, um terceiro filme de “Mulher-Maravilha” não está em desenvolvimento na DC Studios, e Gunn e Safran não têm planos neste momento para qualquer projeto de “Mulher-Maravilha” no novo DCU (Universo Cinematográfico da DC), além da série “Paradise Lost”, um prólogo previamente anunciado para a plataforma Max. As fontes acrescentaram que nada foi prometido a Gadot em relação a “Mulher-Maravilha 3”, e que não houve discussão definitiva sobre a continuação da Mulher-Maravilha no novo DCU. O site Deadline corroborou a informação. Trajetória da Mulher-Maravilha Gadot assumiu o papel de Mulher-Maravilha em “Batman v Superman: Origem da Justiça”, de Zack Snyder, antes de protagonizar seus dois filmes solo, “Mulher-Maravilha” e “Mulher-Maravilha 1984”, além da “Liga da Justiça”. Ela e a diretora Patty Jenkins estavam desenvolvendo “Mulher-Maravilha 3” juntas antes de Gunn e Safran serem nomeados os novos chefes da DC Studios. Em dezembro passado, a notícia de que “Mulher-Maravilha 3” havia sido descartado foi acompanhada pela saída pública de Jenkins do projeto. Na época, houve especulações de que ela havia rejeitado os esforços para remodelar “Mulher-Maravilha 3” de modo que se encaixasse no novo DCU. O roteiro não agradou a Warner. Único projeto relacionado à heroína Em janeiro passado, quando Gunn e Safran fizeram sua primeira apresentação dos projetos do DCU para a imprensa, os chefes do DC Studios anunciaram uma única produção relacionada à Mulher-Maravilha: “Paradise Lost”, uma série descrita por Safran como tendo o estilo de “Game of Thrones” e ambientada na ilha de Themyscira, antes do nascimento de Diana, a Mulher-Maravilha.












