Kenan e Kel são substituídos por robôs no trailer de “A Guerra do Hambúrguer 2”
A Paramount+ divulgou o pôster e o trailer da comédia “A Guerra do Hambúrguer 2”, continuação do filme de 1997, que volta a reunir Kenan Thompson (“Saturday Night Live”) e Kel Mitchell (“Game Shakers”). Para quem não lembra, na época do filme original eles tinham sua própria série no canal pago infantil Nickelodeon, “Kenan e Kel: Dois Caras Muito Doidos”. Na prévia, eles continuam trabalhando como balconistas na mesma lanchonete de fast food do filme de 26 anos atrás, mas após fecharem acordo com uma megacorporação para lançar uma franquia, são demitidos e substituídos por robôs. O roteiro foi escrito por Kevin Kopelow e Heath Seifert (roteiristas do original) e a direção é de Phil Traill (“Maluca Paixão”). A estreia está marcada para 22 de novembro.
Terror “Corrente do Mal” vai ganhar sequência
A aclamada produção de terror “Corrente do Mal” (It Follows), dirigida por David Robert Mitchell, terá uma sequência intitulada “They Follow”. Mitchell reassume a direção e co-escreverá o roteiro juntamente com a atriz Maika Monroe, que reprisará seu papel como Jay Height. O início da produção está previsto para 2024 sob a chancela da Neon, estúdio que distribuiu o primeiro filme. Como tudo começou O filme original de 2014 seguia Jay, que após um encontro sexual passa a ser perseguida por algo, descobrindo que para se livrar da ameaça precisar passar a maldição adiante via sexo. O terror está disponível no Brasil nas plataformas de VOD* e no MUBI. Veja o trailer abaixo.
Diretor dos Vingadores polemiza em vídeo com zoação de Scorsese
A rivalidade entre Martin Scorsese e os filmes do Marvel Studios ganhou mais um capítulo nesta segunda (30/10), num vídeo de Joe Russo, codiretor de quatro filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), incluindo o sucesso “Vingadores: Ultimato”. Russo usou as redes sociais para ironizar um vídeo em que Scorsese revela que seu cachorro se chama Oscar. O diretor da Marvel respondeu com um vídeo sobre seu cachorro, chamado Box Office (Bilheteria, em português), uma clara alusão aos US$ 2,79 bilhões arrecadados por “Vingadores: Ultimato” em 2019 – a segunda maior bilheteria de todos os tempos. Controvérsia antiga A controvérsia teve início em 2019 quando Scorsese declarou numa entrevista que os filmes do Marvel Studios “não são cinema” e expandiu sua crítica em um editorial para o New York Times. Scorsese argumentou que a indústria tem privilegiado filmes de franquia em detrimento de obras originais. Comparou a situação com o dilema do “ovo e da galinha”, criticando a falta de riscos assumidos pelos cineastas contemporâneos. Scorsese lamentou a queda de produções independentes e a redução de opções de filmes disponíveis ao público. Ele reforçou sua posição ao dizer que os filmes da Marvel, apesar de bem feitos, não eram “cinema” por não buscarem transmitir experiências emocionais e psicológicas humanas. Em um artigo de opinião, Scorsese escreveu que o cinema trata de “revelação, estética, personagens” e criticou a falta de “revelação, mistério ou perigo emocional genuíno” nos filmes da Marvel. Críticas e bilheterias A brincadeira de Russo viralizou e foi criticada por profissionais da indústria, que defenderam Scorsese. Jason DeMarco, co-fundador do Toonami, comparou as escolhas de Russo e Scorsese ao receber financiamento para seus projetos: “Joe Russo recebeu centenas de milhões da Netflix para fazer o que quisesse, e veio com… ‘Agente Oculto’. Marty recebeu centenas de milhões da Netflix e da Apple, e fez ‘O Irlandês’ e ‘Assassinos da Lua das Flores’. Eu sei quais filmes as pessoas vão falar daqui a 20 anos…” O debate acontece no momento em que “Assassinos da Lua das Flores” de Scorsese, apesar da aclamação da crítica, tem enfrentado problemas de bilheteria. Com um orçamento robusto de US$ 200 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 40 milhões nas bilheterias domésticas e US$ 84 milhões em todo o mundo, levando muitos analistas a questionar se o filme conseguirá alcançar a marca de US$ 150 milhões. Para se pagar nas bilheterias precisaria de três vezes mais. #Endgame director Joe Russo appears to take a swipe at Martin Scorsese "His [dog] is named Oscar … that's really cute … [meet] Box Office' pic.twitter.com/tVSV2nYtMp — Culture Crave 🍿 (@CultureCrave) October 29, 2023
“Five Nights at Freddy’s” surpreende com recorde de bilheteria nos EUA
“Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá com uma arrecadação recordista de US$ 78 milhões, superando as expectativas da indústria. A performance surpreendente fez do lançamento a terceira maior abertura de um filme de horror de todos os tempos, atrás apenas dos dois filmes “It”, e a maior abertura de um terror em 2023, superando “Pânico VI”, que arrecadou US$ 44,4 milhões. O mais impressionante é que o filme teve um lançamento simultâneo em streaming pela Peacock, plataforma da Universal que só existe nos EUA, e nem isso impediu seu sucesso. O fenômeno se repetiu no mercado internacional, onde “Five Nights at Freddy’s” abriu em 60 países com estimados US$ 52,6 milhões, totalizando uma arrecadação global de US$ 130,6 milhões contra um modesto orçamento de produção de US$ 25 milhões. A trama da adaptação do videogame homônimo foi destruída pela crítica, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes e reclamações contra o enredo genérico e falta de sangue – foi exibido com classificação para 13 anos nos EUA. Mas o público adorou, dando ao longa nota A- no CinemaScore, uma raridade para filmes do gênero horror. Outros Destaques da Bilheteria O documentário “Taylor Swift: The Eras Tour” também alcançou marcos notáveis, ultrapassando a marca de US$ 200 milhões na bilheteria mundial, um feito inédito para um filme de show e para qualquer documentário já feito. Em 2º lugar em seu terceiro fim de semana de exibição nos EUA, o filme acumulou mais US$ 14,7 milhões domesticamente, alcançando um total de US$ 149,3 milhões na América do Norte e US$ 203 milhões globalmente. A estreia no Brasil vai acontecer na quinta-feira (3/11). “Assassino da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, ficou em 3º lugar com uma arrecadação estimada de US$ 9 milhões. Este resultado representa uma queda acentuada de 61% em relação ao fim de semana de estreia, um sinal preocupante para a Apple e a Paramount, que produziram e distribuíram o filme, respectivamente. Com um orçamento de produção robusto de US$ 200 milhões, “Assassino da Lua das Flores” apostava num desempenho prolongado nas bilheterias ao longo da temporada de premiações, visando recuperar o investimento e alcançar uma posição de destaque no circuito do Oscar. O Top 5 se completa com os US$ 5 milhões da estreia do documentário religioso “After Death”, primeiro lançamento do Angel Studios desde o sucesso de “Som da Liberdade”, e com outro terror da Universal, “O Exorcista: O Devoto”, que fez US$ 3,1 milhões em seu quarto fim de semana de exibição, totalizando US$ 61 milhões domesticamente e US$ 120,4 milhões globalmente. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM 2 | TAYLOR SWIFT: THE ERAS TOUR 3 | ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES 4 | AFTER DEATH 5 | O EXORCISTA: O DEVOTO
Ó Pai Ó 2: Sequência do sucesso de Lázaro Ramos ganha trailer
A H2O Films divulgou o pôster e o trailer de “Ó Pai Ó 2”, sequência da comédia de sucesso de 2007, que rendeu uma série derivada indicada ao Emmy Internacional em 2009. Na prévia, Lázaro Ramos explica que “15 ano passou picado”, antes de mostrar como os demais personagens do filme original continuam os mesmos, só que “em outro planeta” – referindo-se a como o país mudou desde então. Na sequência, Roque (Ramos) finalmente se prepara para lançar sua primeira música e segue confiante de que irá alcançar a fama como cantor. Mas enquanto o cortiço de Dona Joana (Luciana Souza) continua agitado em meio a fofocas e confusões entre os vizinhos, Neuzão (Tania Toko) perde seu bar, causando uma comoção geral. Mas como a animação da turma é grande, logo se juntam num plano para salvar o bar com as preparações para a Festa de Iemanjá, uma das mais populares do calendário baiano, que concentra uma multidão em Salvador. O elenco também traz de volta Dira Paes, Luciana Souza, Érico Brás e Valdineia Soriano, mas a direção mudou. Saiu Monique Gardenberg e entrou Viviane Ferreira (“O Dia de Jerusa”), que também assina o roteiro ao lado de vários colaboradores. A estreia está marcada para 23 de novembro nos cinemas.
Atriz de “Homem-Formiga” é “Lisa Frankenstein” em trailer de comédia monstruosa
A Focus Features divulgou o pôster e o trailer de “Lisa Frankenstein”, comédia romântica gótica em que uma adolescente revive um cadáver para se torná-lo o homem perfeito de sua vida. Com roteiro de Diablo Cody (“Garota Infernal”), o filme conta a história de uma adolescente incompreendida e seu crush do ensino médio, que por acaso é um cadáver bonito. Depois que ela consegue trazê-lo de volta à vida, os dois embarcam em uma jornada de assassinatos para encontrar amor, felicidade… e algumas partes de corpos ao longo do caminho. A atriz Kathryn Newton, que viveu a filha do Homem-Formiga no mais recente filme do herói (“Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”) interpreta Lisa com um visual que combina os looks de Madonna e Winona Ryder nos anos 1980, enquanto Cole Sprouse, o Jughead de “Riverdale”, dá vida ao cadáver ambulante. A direção é de Zelda Williams, filha do falecido ator Robin Williams (“Jumanji”), que evoca o cinema de Tim Burton em seu primeiro longa-metragem – após chamar atenção com a comédia de terror “Kappa Kappa Die”, uma telefilme de 45 minutos, em 2020. A estreia está marcada para 9 de fevereiro nos EUA e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Trailer mostra reinvenção de “Grande Sertão” pelo diretor de “O Auto da Compadecida”
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Grande Sertão”, uma versão estilizada de “Grande Sertão: Veredas”, obra-prima de Guimarães Rosa. A prévia indica uma adaptação da trama clássica para um cenário que é meio contemporâneo e meio pós-apocalíptico, um Mad Max na Cidade de Deus, em que o universo da violência dos jagunços do sertão é transferido para um território de criminosos da periferia urbana, em uma época indeterminada. Segundo a sinopse, a trama se passa “numa grande comunidade da periferia brasileira chamada ‘Grande Sertão'”, onde a luta entre policiais e criminosos assume ares de guerra e traz à tona questões como lealdade, vida e morte, amor e coragem, Deus e o diabo. A história, narrada por o Riobaldo, é marcada pela presença de um personagem enigmático, Diadorim, que se torna seu grande amigo e desperta sentimentos complexos, atraindo-o para o mundo do crime. A identidade sexual de Diadorim é um mistério constante para Riobaldo, que lida com escolhas morais e dilemas éticos, enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza, diante da falta de coragem de confessar sua paixão. Nesse percurso transcorrem as batalhas e escaramuças da grande guerra do Sertão. Grande Sertão tem direção de Guel Arraes (“O Auto da Compadecida”), que também assina o roteiro ao lado de Jorge Furtado (“Vai dar Nada”), e o elenco destaca Caio Blat (“O Mar do Sertão”) como Riobaldo e Luisa Arraes (“Duetto”) como Diadorim. A estreia vai acontecer apenas em maio de 2024.
Disney revela primeira foto de “Branca de Neve” e cria polêmica
A Disney revelou a primeira imagem oficial de “Branca de Neve”, protagonizada por Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”), e deu início a uma polêmica. A foto traz a Branca de Neve latina, interpretada por Zegler, ao lado de sete anões criados digitalmente, o que gerou discussões em torno da representação dos anões no filme, um debate que traz ao centro Peter Dinklage, ator conhecido por seu papel em “Game of Thrones”. As críticas ganharam força no X (ex-Twitter), onde usuários lamentaram a decisão da Disney de criar personagens em CGI, em vez de contratar atores reais com nanismo. A controvérsia se volta contra as palavras de Dinklage, que em janeiro de 2022, em participação no podcast WTF, mostrou-se crítico à representação de um filme com “anões”. “Dê um passo atrás e olhe para o que você está fazendo. Não faz sentido para mim. Você é progressista de uma maneira, mas ainda está fazendo uma história atrasada sobre sete anões que vivem juntos em uma caverna? O que você está fazendo, cara? Será que eu não fiz nada para gerar um avanço com meu trabalho? Talvez eu não seja barulhento o suficiente”, manifestou. Diante da polêmica, a Disney afirmou que adotaria uma abordagem diferente em relação aos personagens dos anões, consultando pessoas com nanismo para evitar reforçar estereótipos. Mas ao final optou por criar os personagens por computação gráfica. Repercussão As declarações de Dinklage e o opção da Disney geraram reações variadas, com muitos acusando o ator de impedir oportunidades de trabalho para artistas com nanismo. Dylan Postl,que atuou em “Os Muppets”, comentou ao Daily Mail: “Peter Dinklage é provavelmente o maior ator anão de todos os tempos, mas isso não o torna o rei anão”. “Me embrulha o estômago pensar que existem sete oportunidades de ouro para pessoas como nós, que não conseguem papéis normais, e agora elas se foram por causa desse cara”, disparou Jeff Brooks (do programa infantil “The Barney Show”), também falando ao Daily Mail. A versão live-action do desenho clássico “Branca de Neve e os Sete Anões” (1937) tem direção de Marc Webb (“O Espetacular Homem-Aranha”) e roteiro assinado por Greta Gerwig (“Barbie”) e Erin Cressida Wilson (“Secretária”). O elenco também destaca Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) como a Rainha Má. A estreia está marcada para 20 de março de 2025 no Brasil, sofrendo adiamento devido às greves de Hollywood.
Estreias | 15 novidades em streaming do fim de semana do Halloween
A programação de streaming da semana enfatiza filmes e séries de terror, refletindo a proximidade do Halloween. Por coincidência, há duas histórias de freiras e duas séries de antologia. Mas nem por isso faltam opções de outros gêneros, desde a nova animação blockbuster das Tartarugas Ninja até séries animadas adultas, sem esquecer produções nacionais, como a nova série “Fim”, de Fernanda Torres, que supostamente derrubou a Globoplay em sua estreia na noite de quarta (25/10), e o terceiro filme em que Carla Diaz vive Suzane von Richthofen. Vale apontar ainda que, entre duas opções muito mal-avaliadas da Netflix, preferimos prestigiar a nacional com Giovanna Lancelotti que a americana com Emily Blunt (mas esteja à vontade para sofrer com “A Máfia da Dor”). A relação é um Top 15 com 7 filmes e 8 séries. Confira os títulos abaixo. FILMES IRMÃ MORTE | NETFLIX O terror é um prólogo de “Verônica – Jogo Sobrenatural” (2017), que conta a história da personagem mais aterrorizante do filme original. Passada na Espanha pós-guerra, a trama acompanha Narcisa (Aria Bedmar, de “Silêncio”), uma jovem noviça com poderes sobrenaturais que chega a um antigo convento, agora convertido numa escola para meninas. Narcisa era uma criança antigamente celebrada por suas visões religiosas, que lhe trouxeram fama regional, mas de curta duração. Enquanto enfrenta uma crise de fé, eventos estranhos e perturbadores no convento a levam a descobertas terríveis sobre o passado brutal do local, conduzindo a consequências chocantes que se conectam aos eventos retratados anos depois em “Verónica”. Filmada no Monastério de San Jerónimo de Cotalba, a produção integra na trama elementos contextuais da época, apresentando uma perspectiva das jovens religiosas sobre o que acontecia dentro dos conventos, durante a Guerra Civil dos anos 1930 e a ditadura de Franco. O diretor é o mesmo do primeiro longa, Paco Plaza, mais conhecido pela trilogia de zumbis “[REC]”, feita em parceria com Jaume Balagueró. A FREIRA 2 | HBO MAX O terror é uma continuação do sucesso de 2018, que se tornou o título de maior bilheteria da franquia “Invocação do Mal” com US$ 365,5 milhões arrecadados ao redor do mundo. A sequência volta a trazer Taissa Farmiga como a Irmã Irene, novamente enfrentando a freira demoníaca Valak (Bonnie Aarons). Ambientado em 1956, alguns anos após o primeiro longa, a história começa com o amigo de Irmã Irene, Maurice (Jonas Bloquet), sendo possuído por Valak. Após um terrível evento na escola francesa onde Maurice trabalha, Irene se envolve na investigação, ajudada por uma nova freira, interpretada pela atriz Storm Reid (“Euphoria”). A direção é de de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror. A produção continua a cargo de James Wan, diretor dos dois primeiros “Invocação do Mal”, e Peter Safran, atual responsável pelo DC Studios ao lado de James Gunn. O roteiro foi escrito por Akela Cooper (“Maligno”) e revisado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de “Fear the Walking Dead”). SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | HBO MAX O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse). AS TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE | VOD* A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael. LOUCAS EM APUROS | VOD* A comédia de viagem acompanha quatro amigas asiático-americanas em apuros na China. Estreia na direção de Adele Lim, roteirista de “Podres de Ricos” e “Raya e o Último Dragão”, o filme gira em torno de Audrey (Ashley Park, de “Emily em Paris”), uma advogada criada por pais americanos que decide procurar sua mãe biológica em Pequim. Acompanhando Audrey está sua melhor amiga Lolo (Sherry Cola, de “Good Trouble”), uma artista que usa sua arte erótica para desafiar estereótipos e a fetichização dos asiáticos, Kat (Stephanie Hsu, de “Maravilhosa Sra. Maisel”), uma atriz que trabalha em uma popular telenovela chinesa e está tentando esconder sua extensa lista de ex-parceiros de seu noivo super cristão, e a lacônica Deadeye (Sabrina Wu, de “Doogie Kamealoha: Doutora Precoce”), uma fã obcecada de K-pop. A narrativa é impulsionada pelas diferenças de temperamento e personalidade das protagonistas, além da forma diferente com que cada uma lida com sua herança cultural chinesa. Mas o que realmente chama atenção na comédia é o tom escrachado, repleto de momentos ultrajantes, incluindo piadas escatológicas. A crítica americana se divertiu, dando 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. A MENINA QUE MATOU OS PAIS: A CONFISSÃO | PRIME VIDEO O terceiro filme em que Carla Diaz vive a assassina Suzane von Richthofen é resultado do sucesso de “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, e vai atender pedidos do público que queriam mais detalhes da investigação, já que os longas originais se basearam em depoimentos do julgamento dos culpados. A nova produção acompanha Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos nos dias após o crime e enfatiza a investigação que terminou com suas prisões. Escritos por Ilana Casoy e Raphael Montes (de “Bom Dia, Verônica”), os filmes anteriores trouxeram o ponto de vista de um dos condenados. Agora, o público conhecerá o ponto de vista da polícia, por meio da investigação chefiada pela delegada interpretada por Bárbara Colen (“Bacurau”). A direção está novamente a cargo de Maurício Eça e o elenco volta a trazer Carla Diaz como Suzane von Richtofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos, que planejaram a morte dos pais de Suzane em 2002, com a ajuda do irmão do rapaz, Cristian (Allan Souza Lima). Tudo acontece durante oito dias muito intensos, onde as verdades de cada personagem começam a vir à tona. O LADO BOM DE SER TRAÍDA | NETFLIX Na linha de “Cinquenta Tons de Cinza” e “365 Dias”, a produção é baseada no livro picante de mesmo nome escrito por Debora Gastaldo sob o pseudônimo Sue Hecker, que já vendeu mais de 16 milhões de e-books lidos. Com locações em São Paulo e Ilhabela, no litoral paulista, o longa conta a história de Babi, personagem de Giovanna Lancelotti (“Segundo Sol”), que, após ver seu sonho de casamento ser arruinado por uma traição, decide não entregar seu coração para mais ninguém. Até que uma paixão inesperada a coloca no centro de uma disputa arriscada regada a sexo, amor e perigo, envolvendo um juiz cheio de segredos, vivido por Leandro Lima (“Pantanal”). A produção representa uma surpresa ousada na carreira de Lancellotti, que costuma fazer comédias românticas e novelas da Globo. A adaptação foi escrita por Camila Raffanti, criadora de “Rio Heroes”, com colaboração de Davi Kolb, um dos roteiristas da 1ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A direção é de Diego Freitas, que estreou seu primeiro filme na Netflix, “Depois do Universo”, no ano passado. E o elenco ainda inclui a ex-BBB Camilla de Lucas, Micael (“Pantanal”), Bruno Montaleone (“Verdades Secretas”) e Louise D’Tuani (“Malhação”). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal. SÉRIES 30 MOEDAS 2 | HBO Max Na série de terror do aclamado cineasta espanhol Álex de la Iglesia (“Balada do Amor e do Ódio”), o foco recai sobre um enredo místico e intrigante que envolve uma antiga relíquia bíblica. A narrativa segue o Padre Vergara (Eduard Fernández), um ex-convicto, exorcista e boxeador, que após um exorcismo malsucedido é exilado pela igreja para uma remota aldeia na Espanha. A sua intenção é deixar o passado para trás, mas a aldeia torna-se o epicentro de eventos bizarros e aterradores. Junto com o prefeito Paco (Miguel Ángel Silvestre) e a veterinária local Elena (Megan Montaner), eles descobrem que uma das 30 moedas de prata, pagas por Judas para trair Jesus, é a chave para os mistérios que assolam a aldeia. A série, criada e dirigida por de la Iglesia, e co-escrita com seu parceiro habitual Jorge Guerricaechevarría (que também assina “Irmã Morte”), segue um choque entre o bem e o mal, envolvendo uma conspiração de proporções bíblicas. Na 2ª temporada, a trama se expande para além da aldeia de Pedraza, mergulhando em lutas de poder pela posse das moedas de Judas, e o papel do Padre Vergara torna-se menos central, dando espaço para outros assumirem o protagonismo. A narrativa torna-se um thriller global, levando os envolvidos a locais variados, como instituições psiquiátricas e as ruas de Madrid, em uma sequência frenética de eventos. A edição mais ágil contribui para um ritmo acelerado, contrastando com a atmosfera de antologia de terror da temporada anterior. Os episódios exploram várias subtramas, cada...
“O Lado Bom de Ser Traída” atrai público e repele a crítica nos EUA
O diretor de “O Lado Bom de Ser Traída”, Diego Freitas, comemorou no Instagram o sucesso do filme nos Estados Unidos. Lançado na quarta-feira (25/10), o filme aparece como o terceiro mais visto na Netflix do país. Na comemoração, Freitas escreveu: “Nosso filme é TOP 3 nos Estados Unidos!!!! É isso. Sem palavras”. “O Lado Bom de Ser Traída” também é o filme mais visto do Brasil desde seu lançamento. Críticas negativas Apesar dessa audiência, o longa não teve boa repercussão nos EUA, onde foi destruído pela crítica. “Este filme é um lixo com sexo – e acho que agora isso é uma categoria na Netflix”, escreveu o Decider. “Outro ‘Cinquenta Tons de Cinza'”, reclamou o Ready Steady Cut, que ainda falou mal da direção. “A direção de Diego Fritas é confusa porque ele não sabe o que fazer com seus personagens. Até as cenas de sexo parecem muito frequentes e através do olhar masculino, e se forem para o prazer de Babi [a protagonista], não funcionam de jeito nenhum”. O DMT Talking foi igualmente cruel: “Sabíamos no que estávamos nos inscrevendo quando começamos a assistir ‘O Lado Bom de Ser Traída’, e isso não nos causa nenhuma surpresa. Mas foi uma decepção. Acontece que os atores Giovanni Lancelloti (Babi) e Leandro Lima (Marco) são pessoas objetivamente bonitas, mas têm uma química terrível. Isso é uma decepção quando esse deveria ser o enredo para começar”. Sem nota da crítica no Rotten Tomatoes, o filme atingiu apenas 3,9 (de um total de 10) no IMDb, em avaliações feitas pelo público e acompanhados por comentários como “puro lixo” e “chato com nudez”. Produção e enredo Na linha de “Cinquenta Tons de Cinza” e “365 Dias”, a produção é baseada no livro picante de mesmo nome escrito por Debora Gastaldo sob o pseudônimo Sue Hecker, que já vendeu mais de 16 milhões de e-books lidos. Com locações em São Paulo e Ilhabela, no litoral paulista, o longa conta a história de Babi, personagem de Giovanna Lancelotti (“Segundo Sol”), que, após ver seu sonho de casamento ser arruinado por uma traição, decide não entregar seu coração para mais ninguém. Até que uma paixão inesperada a coloca no centro de uma disputa arriscada regada a sexo, amor e perigo, envolvendo um juiz cheio de segredos, vivido por Leandro Lima (“Pantanal”). A produção representa uma surpresa ousada na carreira de Lancellotti, que costuma fazer comédias românticas e novelas da Globo. A adaptação foi escrita por Camila Raffanti, criadora de “Rio Heroes”, com colaboração de Davi Kolb, um dos roteiristas da 1ª temporada de “Bom Dia, Verônica”. A direção é de Diego Freitas, que estreou seu primeiro filme na Netflix, “Depois do Universo”, no ano passado. E o elenco ainda inclui a ex-BBB Camilla de Lucas, Micael (“Pantanal”), Bruno Montaleone (“Verdades Secretas”) e Louise D’Tuani (“Malhação”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Diego Freitas (@diegohdfreitas)
Matheus Nachtergaele adianta detalhes de “O Auto da Compadecida 2”
Matheus Nachtergaele falou à revista Quem sobre a emoção de reviver a história de “O Auto da Compadecida”, baseada na obra de Ariano Suassuna. O ator terminou as filmagens da tão esperada sequência há pouco mais de uma semana e ainda continua encantado com o novo filme de Chicó e João Grilo. “Eu ainda estou sob impacto dessa vivência, porque, pra mim, foi muito forte, pro Selton foi muito forte, pro Miguel Arraes [diretor], pra Flavia [Lacerda], diretora, foi muito forte. A gente está reencontrando uma obra de arte que a gente amou e fez muito sucesso e que faz muito sucesso há 25 anos e foi bem emocionante mesmo. Foi um trabalho imenso. Eu acho que poucas vezes na vida, eu filmei tantas horas por dia, foram oito semanas intensas. Agora o filme vai ser montado, finalizado, sonorizado e vai ter uma estratégia de lançamento, a expectativa é muito grande e no final do ano que vem a gente estreia”, ele declarou. Nachtergaele ainda comentou sobre ter sentido a passagem de tempo para adaptar seu corpo ao papel vivido há mais de duas décadas: “É muito estranho porque o João Grilo foi construído no Matheus de 30 anos de idade, muito jovem. Eu e Selton éramos meninos, tínhamos ali por 27 anos, chegando os dois nos 30 e agora são dois homens adultos. Os personagens precisam encontrar nesses novos corpos o seu habitat e os corpos, por outro lado, tem que se preparar para aquilo que os personagens são”, refletiu. “Eu posso falar do meu caso. O João Grilo é muito inteligente, muito esperto e muito ágil. No começo das filmagens do ‘Auto 2′, eu senti na carne como era cansativo, porque o Grilo é muito rápido, muito esperto e fala rápido, nunca está parado, está sempre se mexendo. O personagem do Chicó [Mello] é mais parado, é um pouco mais sossegado, sensual, bobão, covarde. O Grilo é corajoso, mentiroso, trapaceiro, moleque. Então, tem uma adaptação do personagem a você e você a ele. Depois de uma duas semanas de filmagem, casou. Aí a gente estava morando no mesmo corpo: eu e o Grilo. Aí eu falei: ‘Caraca! Que saudade que eu estava de você, João’.” Produção e elenco A produção, direção e roteiro de “O Auto da Compadecida 2” são assinados por Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”) que também comandou a primeira versão há 25 anos. E o elenco terá ainda participações de Eduardo Sterblitch (“Os Outros”), Humberto Martins (“Travessia”), Fabiula Nascimento (“Segundo Sol”), Luis Miranda (“Encantado’s”), Juliano Cazarré (“Pantanal”) e Luellem de Castro (“Encantado’s”). “O que eu posso falar para vocês é que está muito bonito. O elenco é quase todo outro. Da série e do filme original voltam poucos porque todo mundo morre. Volta João Grilo e Chicó, a Rosinha aparece e o Joaquim Brejeiro, que é aquele cangaceiro, o ajudante do Marcos Nanini que assassina o João Grilo, ele volta também. Os atores são Virgínia Cavendish e o Enrique Diaz. Eu não posso contar muitas coisas, o que eu posso dizer é que foi tão emocionante que muitas vezes a gente chorou”, antecipou Nachtergaele. Baseado na obra de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida” se passa em Taperoá, no sertão da Paraíba, nos anos 1930, onde João Grilo (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello) tentam vencer na vida com inteligência em meio a adversidades de uma vida humilde. A continuação se passa nos anos 1950 e é baseada numa ideia original de Guel Arraes, “com a aprovação entusiasmada da família de Ariano Suassuna”, segundo a postagem de Selton. O roteiro é assinado por Guel Arraes e João Falcão, com a colaboração de Adriana Falcão e do cineasta Jorge Furtado (“Real Beleza”). Guel, João e Adriana escreveram juntos a minissérie de 1999. A previsão de estreia é para o final de 2024. Novas informações serão reveladas por Matheus Nachtergaele e Selton Mello em dezembro deste ano na CCXP.
Estreias | “Five Nights at Freddy’s” é principal filme na véspera do Halloween
A lista de estreias de cinema desta quinta-feira (26/10) não reflete o calendário comemorativo da véspera do Halloween. As poucas opções de terror para a data são um filme de vampiro brasileiro cabeçudo e “Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim”, adaptação do game homônimo com classificação etária mirim: 14 anos. Ótima notícia para as plataformas de streaming e suas ofertas com mais variedade de diversão assustadora para o Dia das Bruxas. Os lançamentos da semana são bastante variadas e incluem assassinos meticulosos, hipnose intrigante e bossa nova animada. “O Assassino” oferece um olhar frio e calculista sobre a vida de um matador de aluguel, sob a direção acurada de David Fincher, “Hypnotic – Ameaça Invisível” é um thriller supernatural estrelado por Ben Affleck e Alice Braga, enquanto “Atiraram no Pianista” oferece uma viagem animada pela vida do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior. Além destes, a programação inclui “Mavka – Aventura na Floresta”, animação baseada na mitologia ucraniana, e outras opções em circuito limitado que podem ser conferidas abaixo. FIVE NIGHTS AT FREDDY’S – O PESADELO SEM FIM “Five Nights at Freddy’s” é uma franquia de videogame lançada em 2014, que rapidamente conquistou uma enorme base de fãs pelo mundo, ao desafiar os jogadores a sobreviver ao ataque de personagens infantis hostis em um restaurante assombrado, chamado Freddy Fazbear’s Pizza. Na adaptação, Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”) arranja emprego de segurança noturno na pizzaria abandonada, com estilo de buffet infantil, que costumava atrair o público com bonecos eletrônicos. Durante a ronda noturna, ele descobre que as criações animatrônicas ganham vida e precisa lutar contra o terror para sobreviver – e salvar sua irmã caçula, que resolveu lhe fazer uma visita. A adaptação foi feita para um público bem juvenil, evitando os jorros de sangue que se espera de um filme slasher (de psicopatas com facas) – veja-se, como exemplo sanguinolento, o similar “Willy’s Wonderland – Parque Maldito” (2021). Entretanto, é bastante fiel à premissa e a estética do game. Os animatrônicos e efeitos especiais foram criados pela empresa de Jim Henson, responsável pelos Muppets. Além de Hutcherson, o elenco inclui Elizabeth Lail (“Você”), Piper Rubio (“Holly & Ivy”), Kat Conner Sterling (“A Semana da Minha Vida”), Mary Stuart Masterson (“Benny & Joon – Corações em Conflito”) e Matthew Lillard (“Scooby-Doo”). Já a direção do longa é da experiente diretora de terror Emma Tammi (“Terra Assombrada”). O ASSASSINO O novo thriller dirigido por David Fincher gira em torno de um assassino profissional não nomeado, interpretado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse). O filme abre com o assassino meticulosamente preparando-se para realizar um serviço em Paris. Ele se posiciona em um prédio alto, esperando pacientemente para executar sua vítima, enquanto compartilha sua filosofia de vida através de uma narração. A calma profissional do assassino é quebrada quando ele falha em completar o serviço, gerando consequências severas para ele e sua companheira, que é brutalmente atacada como retaliação pelo seu erro. Após o fracasso em Paris, o assassino retira-se para a República Dominicana, mas logo descobre que seus empregadores colocaram um contrato sobre ele. Com sua vida em perigo, ele embarca em uma missão de vingança que o leva a perseguir advogados e assassinos rivais por diversas localidades, desde Nova Orleans até Chicago. Durante sua jornada, ele se depara com uma assassina bem-falante interpretada por Tilda Swinton (“Era uma Vez um Gênio”), que oferece uma abordagem ainda mais niilista para a arte de matar, proporcionando momentos de alívio cômico e introspecção. Adaptação de uma graphic novel, a produção permite um reencontro entre Fincher e o roteirista Andrew Kevin Walker, com quem o diretor trabalhou num de seus filmes mais cultuados, “Seven – Os Sete Pecados Capitais” (1995). Executado com atenção meticulosa aos detalhes, a obra também evoca clássicos do gênero como “Os Assassinos” (1964) e “À Queima-Roupa” (1967), dois filmes estrelados por Lee Marvin, em sua busca por retratar, de forma estilizada, o submundo dos assassinos contratados. Produção original da Netflix, chega ao streaming em duas semanas (10/11). HYPNOTIC – AMEAÇA INVISÍVEL Já imaginaram um thriller de Christopher Nolan (“Tenet”) dirigido por Robert Rodriguez (“Pequenos Espiões”)? “Hypnotic” é um filme derivativo, em que Ben Affleck (“Liga da Justiça”) vive um detetive atormentado pelo desaparecimento de sua filha e se vê em um jogo de gato e rato com um supercriminoso, interpretado por William Fichtner (“Mom”), dotado de poderes hipnóticos extraordinários (ou nem tanto, veja-se o Homem Púrpura de “Jessica Jones”). Ao lado da personagem de Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”), que é descrita como uma “médium de loja de conveniência”, ele desvenda um mundo onde indivíduos, chamados de “hipnóticos”, têm a capacidade de influenciar a mente de outros através de uma “largura de banda psíquica”. A aventura é acompanhada por diálogos peculiares, e momentos que desafiam a realidade e imitam a estética de “A Origem”. O enredo se estende por uma série de cenas que variam entre o surreal e o absurdo, onde os personagens se encontram em situações cada vez mais bizarras, tendo que manter a seriedade. Pode-se dizer que Rodriguez compensa a falta de originalidade e lógica com exagero, entregando uma diversão camp assumida. Em seu lançamento nos EUA, alguns dos críticos mais tradicionais aprovaram, enquanto, paradoxalmente, a turma geek odiou de paixão – fazendo o longa atingir apenas 30% de aprovação no Totten Tomatoes. ATIRARAM NO PIANISTA Filme de abertura do Festival do Rio deste ano, o documentário animado espanhol explora a vida e o misterioso desaparecimento do pianista brasileiro Francisco Tenório Júnior, que integrava a banda de Vinicius de Moraes e Toquinho e desapareceu em Buenos Aires, em 1976, numa história que combina a leveza da bossa nova com a brutalidade das ditaduras militares. Dirigido por Fernando Trueba e Javier Mariscal (do premiado desenho “Chico e Rita”), o filme traz Jeff Goldblum como a voz do personagem fictício Jeff Harris, um jornalista musical de Nova York. Inicialmente interessado em escrever sobre a bossa nova, Harris se depara com uma gravação de Tenório e se embrenha na investigação do seu desaparecimento. A narrativa é estruturada como uma busca de Jeff Harris por respostas, percorrendo o trajeto entre Nova York, Rio de Janeiro e Buenos Aires, com a ajuda de seu amigo João, dublado por Tony Ramos. Entrevistas com 39 músicos brasileiros, amigos e familiares de Tenório formam o cerne do filme, juntamente com reminiscências sobre a vida e obra do pianista. A animação em estilo vibrante e desenhos feitos à mão de Mariscal enriquecem a narrativa e proporcionam um contraponto visual ao tema sombrio da história. Cenas recriadas de eventos e performances musicais são intercaladas com entrevistas e material documental coletado por Trueba ao longo de cerca de 15 anos. Além de abrir uma janela para a época tumultuada e para os impactos da Operação Condor, a obra também destaca a contribuição musical do pianista, revivendo uma sessão de gravação de 1964 e mostrando a influência duradoura da bossa nova, numa dualidade entre a beleza artística e a violência dos regimes autoritários de direita. MAVKA – AVENTURA NA FLORESTA A animação ucraniana explora a coexistência entre humanos e o mundo natural. Inspirada na peça de 1911 “The Forest Song” de Lesya Ukrainka, a trama segue Mavka, uma ninfa de cabelos verdes encarregada de proteger o “Coração da Floresta”. Ela se vê dividida entre seu dever e seu amor por Lukas, um músico humano. A história ganha complexidade quando Lukas é enviado para buscar um elixir mágico na floresta, intensificando o conflito entre os mundos humano e espiritual. A animação é notável por sua paleta de cores hipersaturada e pela atenção aos detalhes no movimento dos personagens. A trilha sonora é outro ponto alto, especialmente as canções folclóricas ucranianas que são incorporadas à trama, contribuindo para o caráter distintivo da obra. O filme também aborda temas mais amplos, como a invasão russa na Ucrania, embora de forma alegórica. Mavka, em um momento crucial, acessa uma “faísca de raiva” que lhe dá força para enfrentar os invasores, um elemento que tem sido interpretado como uma metáfora para a resiliência ucraniana. Produzido pelo estúdio de animação ucraniano Animagrad, o filme levou sete anos para ser concluído e superou “Avatar: O Caminho da Água” nas bilheterias ucranianas no começo do ano. OS DELINQUENTES O candidato argentino a uma vaga no Oscar 2024 é um filme nada convencional de assalto a banco. A história inicia com Morán (Daniel Elías), um gerente de banco, que, sem muita pressa, encaminha-se ao seu local de trabalho, onde junto a outro funcionário acessa o cofre do banco. Contrariando a expectativa usual de filmes de assalto, a execução do plano de Morán é exposta de maneira simples e quase trivial. Ele propõe a seu colega de trabalho, Román (Esteban Bigliardi), um acordo peculiar: Morán roubará US$ 650,000 do banco, entregará o montante para Román guardar e se entregará à polícia. Ele calcula que cumprirá três anos e meio de prisão, e ao final desse período, ambos dividirão o dinheiro. Ao se entregar à polícia, Morán confia que Román manterá sua parte no acordo, no entanto, a trama se desdobra em situações inusitadas e revela camadas insuspeitas. A chegada de uma jovem energética chamada Norma (Margarita Molfino) altera ainda mais a dinâmica entre Morán e Román, apresentando novas questões existenciais. O filme brinca com a ideia de duplicidade, como evidenciado nos nomes anagramáticos dos personagens principais e na escalação do mesmo ator, Germán De Silva, para interpretar o chefe do banco e o chefe da prisão. Além de desafiar convenções, a narrativa do diretor Rodrigo Moreno (“Mala Época”) parece brincar com a paciência da audiência com sua duração de três horas, propondo uma reflexão sobre as escolhas de vida dos personagens e as consequências de suas ações. LEONORA, ADEUS A primeira obra de Paolo Taviani após a morte de seu irmão e parceiro Vittorio, em 2018, possui forte simbolismo ao explorar a jornada das cinzas de Luigi Pirandello, dez anos após sua morte em 1936. O filme também é uma reflexão sobre a conexão dos irmãos Taviani com o dramaturgo, evidenciada num de seus clássicos iniciais, “Caos”, de 1984. Naquele filme, os Taviani exploraram cinco histórias curtas de Pirandello, demonstrando uma afeição duradoura pela complexidade teatral e narrativa do autor. “Leonora, Adeus” retoma essa ligação, entrelaçando a narrativa principal com aspectos meta-teatrais inspirados em Pirandello. A jornada das cinzas se torna uma tela para explorar a relação entre vida, morte e arte, temas que os Taviani também exploraram em “Caos”. No começo da narrativa, é retratada a tentativa de transportar as cinzas de Pirandello de volta à Sicília, conforme seu último desejo, enfrentando adversidades e situações cômicas, especialmente quando um conselheiro de Agrigento (Fabrizio Ferracane) se envolve nessa missão. Essa jornada é enriquecida por um retrato vibrante da vida italiana pós-2ª Guerra Mundial, destacando as interações humanas em um trem repleto de refugiados e civis em busca de consolo. A segunda parte do filme transita para a dramatização de “O Prego”, onde a história de um imigrante italiano em Nova York é contada, abordando temas de violência e redenção, sempre com uma atmosfera melancólica e reflexiva, acompanhada pela trilha sonora delicada de Nicola Piovani. O filme é uma mistura de estilos que vai desde sequências ficcionais em preto e branco até material de arquivo – de filmes neorrealistas italianos clássicos e noticiários da época – , todos engenhosamente entrelaçados para contar uma história que é tanto um tributo ao escritor quanto uma reflexão sobre a vida e a morte, servindo como um aceno afetuoso de Paolo a seu falecido irmão Vittorio. BRADO O drama italiano explora o universo do western no contexto contemporâneo. O protagonista Renato, interpretado pelo diretor do filme, Kim Rossi Stuart (“Tommaso”), se machuca ao cair de um cavalo recém-adquirido, chamado Trevor. Por conta de lesões, ele se vê incapaz de treinar o animal para competições de cross-country, e seu filho distante, Tommaso (Saul Nanni), é convocado para ajudar. O enredo se...
Amazon anuncia continuação de “Samaritano”, com Sylvester Stallone
A Amazon MGM Studios anunciou a produção de uma sequência de “Samaritano”, filme de ação de 2022 que trouxe Sylvester Stallone como um super-herói, no papel principal. O roteirista do filme original, Bragi F. Schut, vai voltar para escrever a continuação. E Stallone não apenas reprisará seu papel, mas também retorna como produtor. A continuidade também inclui o diretor Julius Avery, novamente como responsável pela direção. Críticas negativa e boa audiência O estúdio e a plataforma de streaming devem ter gostado muito do resultado da produção, considerada um dos piores filmes do ano passado pela crítica especializada – teve só 38% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção B superestimada, em que Sylverster Stallone vive um super-herói resmungão, acompanha um garoto (Javon “Wanna” Walton de “Euphoria”) que, após ser salvo de um surra, acredita que seu vizinho lixeiro é um super-herói desaparecido e dado como morto há 25 anos. Ele insiste com o lixeiro até convencê-lo a voltar à ativa, no momento em que a cidade vive uma escalada de violência sem precedentes. Cheio de clichês de série genérica de herói dos anos 1990, “Samaritano” chegou com exclusividade ao Prime Video em 26 de agosto de 2022 e se destacou como o conteúdo mais visto na plataforma por três semanas consecutivas, segundo dados da Amazon, superando as expectativas da empresa. O roteirista Bragi F. Schut, que escreveu o primeiro filme como uma proposta independente, tem um histórico de envolvimento em produções malvistas pela crítica. Entre seus trabalhos anteriores, destacam-se o thriller “Escape Room” de 2019, que também gerou uma sequência, e o recente “Drácula – A Última Viagem do Demeter”. Já o diretor Julius Avery se destacou com o terror “Operação Overlord” em 2018, antes de cometer “Samaritano” e “O Exorcismo do Papa” neste ano.











