Halloween: Continuação é cancelada e franquia de terror vai parar no limbo
O monstro imortal Michael Myers finalmente foi detido. De acordo com o site Bloody Disgusting, a Dimension Films perdeu os direitos da franquia. O estúdio cuidava da saga há 20 anos, desde “Halloween 6: A Última Vingança” (1995) até os filmes mais recentes, dirigidos por Rob Zombie. O último lançamento chegou nos cinemas em 2009 e a demora em retomar a franquia desagradou a Miramax, que decidiu suspender a licença para a produção de novos longas. Assim, “Halloween Returns”, projeto do diretor Marcus Dunstan e do roteirista Patrick Melton (ambos das franquias “Jogos Mortais” e “O Colecionador de Corpos”), previsto para 2016, está oficialmente cancelado. A premissa da produção foi considerada a gota d’água pela Miramax, pois ignoraria todos os filmes produzidos pela Dimension até então, retomando a história original de John Carpenter, a partir de “Halloween 2 – O Pesadelo Continua!” (1981). Não só isso. O futuro de “Halloween” tornou-se indefinido, uma vez que a Miramax não tem planos de produzir novos filmes, optando, em vez disso, por procurar interessados em tirar Michael Myers do limbo criativo. A ideia é encontrar um novo estúdio disposto a recomeçar a franquia do zero.
Mulher Maravilha: Vídeos revelam bastidores das filmagens
Dois vídeos de bastidores das filmagens de “Mulher-Maravilha” foram parar no Instagram. Eles revelam o trabalho de reconstituição de época, com cenários e figurinos que remontam à 1ª Guerra Mundial, além de mostrar brevemente Chris Pine acompanhando Gal Gadot. Gadot estrela o filme solo da heroína como Diana Prince/Mulher-Maravilha, enquanto Pine (franquia “Star Trek”) vive o Capitão Steve Trevor. O elenco também inclui Robin Wright (série “House of Cards”), Danny Huston (“X-Men Origens: Wolverine”), David Thewlis (franquia “Harry Potter”), Saïd Taghmaoui (“Trapaça”), Elena Anaya (“A Pele que Habito”) e Lucy Davis (“Todo Mundo Quase Morto”). O roteiro é de Jason Fuchs (“Peter Pan”) e a direção está a cargo de Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”). A estreia está prevista para junho de 2017. Um vídeo publicado por Felix Lowe (@blazinsaddles) em Dez 21, 2015 às 3:26 PST Um vídeo publicado por Felix Lowe (@blazinsaddles) em Dez 21, 2015 às 7:01 PST
Confirmado: Christopher Nolan filmará batalha da 2ª Guerra Mundial e já negocia com o elenco
O recente rumor sobre o próximo filme de Christopher Nolan (“Interestelar”) foi confirmado pela revista Variety. Intitulado “Dunkirk”, o longa será mesmo centrado na Operação Dínamo, responsável por evacuar pelo mar quase 340 mil soldados aliados da cidade francesa de Dunquerque, que foram cercados pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. As filmagens vão acontecer na França, onde Nolan esteve recentemente para avaliar locações históricas do conflito. Ainda segundo a Variety, o cineasta, que também é autor do roteiro, já está negociando a contratação do elenco. Ele já ofereceu papeis para Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”) e Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”). A produção ficará a cargo da Warner Bros., que já programou a estreia para 21 de julho de 2017. As filmagens começam em maio e incluirão cenas rodadas com câmeras IMAX.
A 5ª Onda: Novos vídeos destacam música de Sia e curiosidades dos bastidores
A Sony Pictures divulgou dois novos vídeos da ficção científica “A 5ª Onda”, estrelada por Chloë Grace Moretz (“Carrie, A Estranha”). Um deles, legendado, traz a atriz respondendo a perguntas de fãs brasileiros sobre curiosidades das filmagens, enquanto o outro é um comercial que destaca uma música da trilha sonora, “Alive”, da cantora Sia. Adaptação do livro homônimo de Rick Yancey, o filme acompanha Cassie Sullivan (Moretz), uma jovem que tenta sobreviver durante uma invasão alienígena, onde os poucos remanescentes precisam se adaptar à falta de energia, inundações, doenças e à desconfiança de que a pessoa a seu lado pode ser na verdade um alienígena disfarçado. O elenco ainda conta com Liev Schreiber (série “Ray Donovan”), Maika Monroe (“Corrente do Mal”), Nick Robinson (“Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”), Maria Bello (“Os Suspeitos”), Ron Livingston (“Invocação do Mal”) e Alex Roe (série “The Cut”). Com direção de J. Blakeson (“O Desaparecimento de Alice Creed”) e roteiro de Susannah Grant (“Erin Brokovich”), “A 5ª Onda” chega aos cinemas brasileiros em 14 de janeiro, um dia antes do lançamento nos EUA.
Star Wars: Fãs estariam voltando para ver o filme quatro vezes
Os recordes sucessivos de “Star Wars: O Despertar da Força”, filme que mais rapidamente superou a marca de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, ganharam uma explicação. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, o presidente de distribuição da Disney, Dave Hollis, revelou que os fãs estariam voltando para assistir ao filme até quatro vezes. “A velocidade com que estes recordes estão sendo batidos é o resultado da recepção do público. E você não consegue esses números extraordinários em uma indústria sem repetição. Nós sabemos informalmente que as pessoas estão vendo o filme três, quatro vezes. Todo mundo quer fazer parte de algo que se tornou um fenômeno cultural”, disse o executivo. Ou seja, o resultado se deve à máxima já expressa aqui: o sucesso de “Star Wars” se deve exclusivamente ao fato de ser “Star Wars” – com o bônus de ser o “Star Wars” que os fãs queriam ver. Segundo levantamento das bilheterias americanas, a grande maioria do público do novo “Star Wars” é masculino, mas o interesse das mulheres pelo filme vem aumentando gradativamente. De 67%, o público masculino caiu para 62%, enquanto o feminino aumentou para 38%. Com US$ 546 milhões no mercado internacional e US$ 540 milhões arrecadados nos EUA até o fim de semana passado, “Star Wars: O Despertar da Força” já somou um total de US$ 1,08 bilhão mundialmente. Há quem preveja que os recordes continuarão caindo até o filme ultrapassar “Avatar” nos EUA (onde o filme de James Cameron fez US$ 760,5 milhões) e no mundo (US$ 2,7 bilhões).
Ator de Sicario vai enfrentar terror racista ao namorar Allison Williams
O ator Daniel Kaluuya, parceiro de Emily Blunt em “Sicário: Terra de Ninguém”, vai estrelar o terror “Get Out”, próximo lançamento da Blumhouse, produtora de Jason Blum, especializada em filmes de baixo orçamento como “Atividade Paranormal” (2007), “Ouija” (2014) e “A Visita” (2015). A informação é do site Hollywood Reporter. Na trama, ele vai namorar Allison Williams (série “Girls”) e acaba experimentando um terror racista ao visitar a casa amaldiçoada da família dela, que também inclui Caleb Landry Jones (o mutante Banshee de “X-Men: Primeira Classe”) e Catherine Keener (“Capitão Phillips”). O filme tem roteiro e direção de Jordan Peele, integrante do humorístico “Key & Peele”, que afirmou, em comunicado, que seu gênero favorito é o horror. “As pessoas me conhecem pelo meu trabalho em comédia, mas agora vou me focar na minha paixão por escrever e dirigir filmes de horror”, disse Peele. “Assim como comédia, o terror tem a capacidade de provocar reflexão e promover o diálogo sobre as questões sociais reais de uma forma muito poderosa. ‘Get Out’ terá a missão de explorar a questão de raças na América, algo que não tinha sido abordado no gênero desde ‘A Noite dos Mortos-Vivos’, há 47 anos. Já passou da hora”.
Assassin’s Creed: Foto oficial revela o visual de Ariane Labed e Michael Fassbender
A revista Entertainment Weekly divulgou a primeira foto da atriz grega Ariane Labed (“The Lobster”) ao lado de Michael Fassbender (“Macbeth: Ambição e Guerra”) em “Assassin’s Creed – O Filme”, adaptação do famoso game homônimo. A imagem revela o visual dos personagens. Na trama, Fassbender vive dois personagens criados especialmente para o filme: Callum Lynch e seu ancestral, o assassino Aguilar. O elenco ainda inclui Marion Cotillard (também de “Macbeth”), Jeremy Irons (“Trem Noturno para Lisboa”) e Michael Kenneth Williams (série “Boardwalk Empire”). O filme marca o reencontro de Fassbender e Cotillard com o diretor Justin Kurzel, após a recente colaboração dos três em “Macbeth: Ambição e Guerra”. Atualmente em produção, “Assassin’s Creed” tem previsão de estreia para dezembro de 2016.
Doutor Estranho: Produtor detalha os papeis de Mads Mikkelsen e Rachel McAdams
Além das fotos de Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação) como Doutor Estranho, a revista Entertainment Weekly destacou em sua nova edição uma entrevista com Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, sobre o novo filme de super-herói. Embora tente não revelar muito, o executivo abordou os papeis de Mads Mikkelsen (série “Hannibal”) e Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), que ainda não foram oficialmente identificados na produção. Sem dar nomes aos personagens, ele confirmou que Mads interpretará o vilão principal, o que deixa o Barão Mordo vivido por Chiwetel Ejiofor (“Perdido em Marte”) como rival secundário do herói. Segundo Feige, Mikkelsen viverá outro mago, rival da Anciã, interpretada por Tilda Swinton (“O Grande Hotel Budapeste”). “O personagem de Mads é um feiticeiro que cria sua própria seita”, descreveu o executivo. “Ele acredita que a Anciã quer apenas proteger seus próprios poderes e que o nosso mundo poderia ser melhor se fosse permitido que algumas dessas coisas mágicas, mas assustadoras, entrassem nele”. Vários personagens poderiam se encaixar nesse perfil, mas não o favorito dos fanboys, Dormammu, que veio de outra dimensão para se tornar o principal antagonista do herói nos quadrinhos. Sem a presença de Dormammu, também não há Clea, a poderosa namorada do Doutor Estranho, vinda da mesma dimensão maligna. Assim, caem por terra os boatos sobre a participação de McAdams como a personagem. A atriz, na verdade, interpretará uma personagem cujas características se aproximam a de Linda Carter, também conhecida como Enfermeira Noturna. Segundo Feige, McAdams “intepreta uma colega cirurgiã que tem uma história com Estranho e serve meio como o elo de ligação de sua vida antiga, depois que ele assume o papel de feiticeiro. Ela é alguém com quem ele se conecta no começo e o ajuda a se reconectar com sua humanidade”. O produtor executivo Stephen Broussard acrescentou que “Rachel McAdams é a parte contemporânea do filme nos dias atuais de New York, antes e depois do Doutor embarcar nessa jornada louca. Então, ela o vê antes disso e depois (de virar super-herói). Ela é o ponto de vista do público”. Vale observar que, apesar do nome “Enfermeira Noturna”, Linda Carter acabou se tornando uma médica nos quadrinhos e teve um relacionamento com o Doutor Estranho. Para completar, o nome da personagem seria usado na série “Demolidor”, mas a Marvel proibiu, devido à planos para Linda Carter no cinema – o papel acabou virando Claire Temple na série. Tudo indica, portanto, que esta é realmente a identidade de McAdams no Filme. Mesmo assim, Feige deixa aberta a porta para a chegada de Dormammu e Clea, ao falar de “outras dimensões” em relação à trama. “Vamos guiar nossos espectadores para uma espécie de multiverso, outras dimensões. Existem coisas incríveis lá fora, maravilhas que eu espero que, visualmente, sejam extremamente interessantes e originais para este filme. Mas também existem coisas muito assustadoras nessas outras dimensões”, alertou. Com roteiro de C. Robert Cargill (“A Entidade”) e Thomas Dean Donnelly (do remake de “Conan, o Bárbaro”) e direção de Scott Derrickson (“A Entidade”, “Livrai-Nos do Mal”), “Doutor Estranho” está em plena produção e tem sua estreia marcada para o dia 3 de novembro no Brasil.
Doutor Estranho: Veja as primeiras fotos de Benedict Cumberbatch com o uniforme do super-herói
A capa da revista americana Entertainment Weekly que chega às bancas nesta semana destaca a produção do vindouro filme “Doutor Estranho”. E, para divulgar a edição, a publicação antecipou duas imagens do ator Benedict Cumberbatch uniformizado na internet. Ainda que posadas e tratadas com Photoshop, as fotos são as primeiras que mostram Cumberbatch com o visual tradicional do personagem dos quadrinhos. Antes disso, apenas imagens do ator em trajes civis tinham emergido do set, durante cenas filmadas no Nepal. Na trama, Cumberbatch vive um médico arrogante chamado Stephen Strange, que, após sofrer um acidente e perder sua habilidade como cirurgião, busca a cura no Himalaia, onde é acolhido por um mestre das artes místicas e embarca numa jornada para se tornar o maior mago do universo Marvel. O elenco da produção também inclui Rachel McAdams (“Uma Questão de Tempo”), Tilda Swinton (“Expresso do Amanhã”), Mads Mikkelsen (série “Hannibal”) e Michael Stuhlbarg (série “Boardwalk Empire”). Com direção de Scott Derrickson (“Livrai-nos do Mal”), o lançamento do longa está previsto para novembro de 2016.
Interestelar e Game of Thrones foram o filme e a série mais pirateados de 2015
Os sites Torrent Freak e Excipio divulgaram suas listas de séries e filmes mais pirateados na internet em 2015. E, entre as produções televisivas, deu “Game of Thrones” pelo quarto ano consecutivo, como campeão da pirataria. Foram ao todo 14,4 milhões downloads ilegais da série em 2015, subindo em mais de 60% a quantidade de episódios baixados em relação ao ano passado, quando liderou o ranking com 8,1 milhões downloads ilegais. A segunda série mais pirateada em 2015 foi “The Walking Dead”, com 6,9 milhões downloads, seguida por “The Big Bang Theory”, com 4,4 milhões. A seleção também destaca que não houve distinção entre atrações da TV paga e aberta entre os consumidores de episódios piratas. De fato, o Top 10 foi dividido igualmente entre os dois segmentos, com cinco representantes das grandes redes americanas e cinco dos canais fechados. A pirataria, porém, é muito mais exacerbada em relação ao cinema. Os números do campeão de 2015, a sci-fi “Interestelar”, dirigida por Christopher Nolan, impressionam: cerca de 47 milhões downloads ilegais. Considerando o preço do ingresso de cinema cobrado nos EUA, isso representaria em torno de US$ 366 milhões de bilheteria não computada. “Interestelar” rendeu US$ 188 milhões nas bilheterias dos EUA e US$ 487 milhões no mercado internacional. Na segunda posição ficou “Velozes e Furiosos 7”, com quase 45 milhões de downloads ilegais, seguido por “Vingadores: Era de Ultron”, com 41,5 milhões. Na lista dos dez filmes mais pirateados neste ano também aparecem “Jurassic World”, “Mad Max: Estrada da Fúria”, “Sniper Americano”, “Cinquenta Tons de Cinza”, “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, “O Exterminador do Futuro: Gênesis” e “Kingsman – Serviço Secreto”. Destes todos, apenas o novo “O Exterminador do Futuro” fracassou nas bilheterias. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir o Top 10 de séries e filmes mais pirateados em 2015″ state=”closed”] Os campeões da pirataria em 2015 Séries Game of Thrones – 14,4 milhões de downloads The Walking Dead – 6,9 milhões de downloads The Big Bang Theory – 4,4 milhões de downloads Arrow – 3,9 milhões de downloads The Flash – 3,6 milhões de downloads Mr. Robot – 3,5 milhões de downloads Vikings – 3,3 milhões de downloads Supergirl – 3 milhões de downloads The Blacklist – 2,9 milhões de downloads Suits – 2,6 milhões de downloads Filmes Interstellar – 46,7 milhões de downloads Velozes e Furiosos 7 – 44,7 milhões de downloads Vingadores – Era de Ultron – 41,5 milhões de downloads Jurassic World – 36,8 milhões de downloads Mad Max: Estrada da Fúria – 36,4 milhões de downloads Sniper Americano – 33,9 milhões de downloads Cinquenta Tons de Cinza – 32,1 milhões de downloads O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos – 31,5 milhões de downloads O Extermimador do Futuro – Gênesis – 31 milhões de downloads Kingsman – Serviço Secreto – 30,9 milhões de downloads [/symple_toggle]
Haskell Wexler (1922 – 2015)
Morreu o diretor de fotografia Haskell Wexler, que venceu dois Oscar e ficou conhecido como um dos cinematógrafos mais inovadores e engajados de Hollywood. Sua politização, que o fez ser considerado subversivo pelo FBI, também rendeu diversos documentários sobre minorias políticas, entre eles um filme de denúncia contra a ditadura militar brasileira nos anos 1970. Ele faleceu no domingo (27/12), enquanto dormia num centro médico de Santa Monica, na Califórnia, aos 93 anos de idade. Haskell Wexler nasceu em Chicago, em 6 de janeiro de 1922, e começou a trabalhar em cinema após servir na Marinha durante a 2ª Guerra Mundial. Seu começo foi a lado de seu pai. Os dois criaram um pequeno estúdio em Des Plaines, onde produziram filmes educativos sob encomenda até 1947. A experiência o levou a trabalhar com o cineasta John W. Barnes, especialista neste tipo de produção. Os dois codirigiram e coproduziram “The Living City” (1953), que rendeu a Wexler sua primeira indicação ao Oscar, como Melhor Curta de Documentário. A transição para o cinema de ficção aconteceu com “Stakeout on Dope Street” (1958), dirigido por Irvin Kershner (o futuro diretor de “O Império Contra-Ataca”), sobre três adolescentes (um deles Yale Wexler, irmão de Haskell) que encontram pacotes de heroína e tentam vendê-la. Como teve dificuldades para se tornar membro do sindicato, Wexler rodou o filme sob o pseudônimo de Mark Jeffrey (os nomes de seus dois filhos). Usando câmeras manuais pela primeira vez, ele também filmou em locação nas ruas, em vez de em um estúdio. Wexler se especializou em fotografar dramas naturalistas, em sua maioria em preto e branco, voltando a trabalhar com Kershner em “Almas Redimidas” (1961) e “Face in the Rain” (1963), no qual se tornou o primeiro cinematógrafo a correr com câmera na mão, para registrar a fuga de um ator. Por sua ousadia e vontade de experimentar, caiu rapidamente na preferência dos grandes diretores de Hollywood. Ele fotografou para Paul Wendkos em “O Diabo da Carne” (1961), Elia Kazan em “Terra do Sonho Distante” e Franklin Schaffner J em “Vassalos da Ambição” (1964), até finalmente ser reconhecido pela Academia pela fotografia de “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” (1966). Em “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, Wexler explorou os rostos das duas estrelas, Elizabeth Taylor e Richard Burton, em grandes closes que não lhes prestavam favores, mostrando suas rugas e caretas, enquanto discutiam sem parar. Mas para conseguir o resultado que visava, Wexler gerou mal-estar entre os demais profissionais, metendo-se na iluminação e optando por câmeras portáteis, que ele manipulava com as próprias mãos, enquanto se amarrava, com cordas, nos atores, para ter sempre a sensação de distância sem precisar tirar os olhos do equipamento. Isto horrorizou os técnicos mais antigos e Wexler só conseguiu sustentar suas demandas porque o diretor era estreante, ninguém menos que Mike Nichols em seu primeiro longa-metragem. Inexperiente, Nichols se deixou levar por Wexler e o Oscar lhe sorriu. O filme foi indicado a nada menos que 13 Oscars, inclusive de Melhor Direção, dando a Wexler sua estatueta de consagração. O reconhecimento o levou a filmes comerciais coloridos. Ele firmou uma parceria bem-sucedida com o cineasta Norman Jewison em “No Calor da Noite” (1967) e “Crown, o Magnífico” (1968), dois clássicos do cinema de ação. O primeiro ainda tinha um fundo realista, como a maioria dos trabalhos do cinematógrafo, o que permitiu a Wexler transformar detalhes do urbanismo em cenografia. Mas o segundo era completamente fantasioso, o que rendeu um surto de criatividade, com multiplicação de imagens, divisões de tela e zooms. Para uma elaborada cena de assalto, Wexler utilizou quatro câmeras para capturar os rostos dos ladrões e a precisão do roubo, sob pontos de vista diferentes. A técnica fez escola e passou a ser copiada em dezenas de filmes que se seguiram. Wexler se impôs mais desafios ao assumir a direção de seu primeiro longa, “Dias de Fogo” (1969), filmado durante a caótica convenção democrata de Chicago em 1968. Escrito pelo próprio Wexler, o filme combinava cenário real com ficção, acompanhando um cameraman de telenoticiário (Robert Forster) em meio à violência campal que acaba se desenrolando. O confronto com a polícia não foi encenado e o próprio diretor foi atingido por gás lacrimogêneo enquanto filmava. A experiência o inspirou a retomar os documentários, influenciado pela onda de protestos do período. Um destes trabalhos marcou época, o curta “Interviews with My Lai Veterans” (1971), que ele fotografou para o diretor Joseph Strick. Vencedor do Oscar de sua categoria, o filme chocou pela forma como veteranos da Guerra do Vietnã descreviam as barbaridades que cometeram ou presenciaram, sob ordens de “atirar em todo o mundo”, inclusive em mulheres e crianças. O trabalho foi fundamental para colocar a opinião pública contra a guerra. Atendo ao mundo, ele se focou até no Brasil, dirigindo um documentário que ficou proibido no país por mais de uma década, “Brazil: A Report on Torture” (1971), em que entrevistou estudantes, exilados e outras vítimas da perseguição política da ditadura brasileira, extraindo depoimentos sobre a tortura que sofreram nos porões do regime. Sua simpatia por movimentos de esquerda ainda rendeu o controverso documentário “Underground” (1976), em que entrevistou integrantes do grupo terrorista Weather Underground, que pregava a derrubada violenta do governo dos EUA. Isto lhe valeu uma ficha no FBI, que o classificava como “potencialmente perigoso por causa de sua instabilidade emocional ou atividade em grupos que exercem atividades hostis aos Estados Unidos”. Ele não se deixou intimidar e, em plena época de vigilância, embarcou rumo ao Vietnã, ao lado da atriz Jane Fonda, para filmar “Introduction to the Enemy” (1974), em que buscou mostrar quem realmente era “o inimigo”, colhendo depoimentos dos chamados vietcongs. Jane Fonda quase implodiu sua carreira na ocasião, sendo considerada por muitos uma traidora dos EUA. Mas os dois também mostraram o outro lado da moeda em “Amargo Regresso” (1978), drama dirigido por Hal Ashby, focado nos traumas físicos e psicológicos dos veteranos americanos. Além de fotografar, Wexler ainda fez uma figuração no longa, entregando medalhas a soldados que retornavam mutilados da guerra. O engajamento político não impediu sua carreira de prosperar. Depois de servir como “consultor visual” de George Lucas em “Loucura de Verão” (1973), ele seguiu fotografando clássicos como “A Conversação” (1974), de Francis Ford Coppola, e “Um Estranho no Ninho” (1974), de Milos Forman, pelo qual foi indicado ao Oscar. E não demorou a vencer outro Oscar. O filme que lhe deu sua segunda estatueta da Academia, “Esta Terra É Minha” (1976), também dirigido por Ashby, era uma cinebiografia do cantor folk Woody Guthrie (que Wexler tinha conhecido durante seu tempo na Marinha), que evocava a miséria americana em cores esmaecidas. Mas o que fez a produção entrar para a história foi o uso pioneiro da steadycam, a câmera manual que não treme. Usada pela primeira vez, a steadycam permitiu ao cinematógrafo realizar uma tomada antológica, que começava em um guindaste e continuava sem cortes no nível do solo, avançando a passos largos em direção ao cenário e fazendo a boca dos técnicos de Hollywood cair em seus colos. A sequência teve impacto profundo e mudou completamente a forma como se faria cinema dali em diante. Ele ainda trabalhou com Terrence Mallick no belíssimo “Cinzas no Paraíso” (1978) e com Ridley Scott no cultuado “Blade Runner” (1982), fazendo fotografia adicional nos dois filmes, que ficaram marcados como visualmente inovadores. Mas preferia ser reconhecido por seus filmes mais politizados. Tanto que voltou a criticar o governo americano em “Latino” (1985), a segunda e última ficção que ele escreveu e dirigiu. O longa atacava o apoio americano aos guerrilheiros que tentavam derrubar o governo sandinista da Nicarágua. Vieram mais duas indicações ao Oscar, por “Matewan – A Luta Final” (1987), sobre a luta de mineiros sindicalizados, dirigido por John Sayles, e “Blaze – O Escândalo” (1989), em que Paul Newman viveu um político que se apaixona por uma stripper, colocando em risco sua carreira. Além disso, Wexler também deixou sua marca no drama policial “As Cores da Violência” (1988), de Dennis Hopper, trazendo grande realismo ao retrato do submundo das gangues de Los Angeles. A idade não lhe impunha restrições físicas, fazendo com que continuasse atarefado após os 70 anos. Mas não é segredo que seus trabalhos nos anos 1990 já não transmitiam a mesma paixão. Nem tanto pela disposição de trabalhar, mas porque muitos eram projetos de encomenda, como a cinebiografia do jogador de beisebol Babe Ruth, “Ânsia de Viver” (1992), e o neonoir “O Preço da Traição” (1996). Nesta fase final, seu principal parceiro foi o cineasta John Sayles, com quem, depois de “Matewan”, ainda filmou “O Mistério da Ilha” (1994), “Limbo” (1999) e “Silver City” (2004), seu último longa de ficção. Paralelamente, Wextler ainda dirigiu mais três documentários politizados, sendo o último bem recente, “Four Days in Chicago” (2013), sobre os protestos do movimento Ocupy, rodado quando ele tinha 91 anos. Eleito um dos dez diretores de fotografia mais influentes da história em uma pesquisa realizada com os membros do Sindicato Internacional de Cinematógrafos, Wexler teve seu nome incluído na Calçada da Fama de Hollywood em 1996 e virou tema de dois documentários, “Tell Them Who You Are” (2004), de seu filho Mark Wexler, e “Rebel Citizen” (2015), de Pamela Yates, lançado há apenas dois meses nos EUA.
Próximo filme de Christopher Nolan pode se passar na 2ª Guerra Mundial
O próximo filme de Christopher Nolan (“Interestelar”) pode ser baseado numa das maiores operações militares da 2ª Guerra Mundial. Segundo a publicação francesa La Voix Du Nord, o cineasta está desenvolvendo um drama focado na Operação Dínamo, responsável por evacuar pelo mar quase 340 mil soldados aliados da cidade francesa de Dunquerque, que foram cercados pelos nazistas durante a Batalha da França. A logística para levar todo o contingente com segurança até a Inglaterra foi considerada uma das realizações mais ousadas da guerra. O prefeito de Dunquerque, Patrice Vergriete, havia declarado anteriormente que “um diretor de renome mundial” filmaria uma superprodução norte-americana em junho de 2016 no local. As fontes do La Voix Du Nord garantem que o tal diretor é Christopher Nolan. Ainda segundo a publicação, Nolan e seu irmão roteirista, Jonathan, fizeram visitas recentes à cidade para “absorver o território, seu passado e as consequências do conflito histórico”. Não há mais detalhes sobre a produção, mas Christopher Nolan tem um projeto, mantido em sigilo, que a Warner Bros. pretende lançar em 21 de julho de 2017.
Star Wars: O Despertar da Força fatura US$ 1 bilhão em tempo recorde
“Star Wars: O Despertar da Força” chegou em tempo recorde a US$ 1 bilhão de arrecadação mundial. Foram necessários apenas 12 dias (de 16 a 27/12) para o filme entrar no clube dos bilionários de Hollywood, batendo o recorde anterior, que pertencia a “Jurassic World”. O longa dos dinossauros tornou-se bilionário em 13 dias, contando com o impulso do mercado chinês – onde, por sinal, o novo “Star Wars” ainda não estreou. A maior parte da arrecadação vem mesmo dos EUA, onde a sci-fi dirigida por J.J. Abrams quebrou outro recorde, como o filme que mais rapidamente superou os US$ 500 milhões. Em menos de duas semanas, o longa faturou US$ 544 milhões e já se posicionou como a segunda maior bilheteria do país em 2015 – ainda atrás de “Jurassic World”, mas não por muito tempo, segundo projeções dos analistas de mercado. As apostas agora nem se preocupam mais com a liderança da bilheteria anual, pois será atingida em poucos dias, centrando-se na superação de limites mais ambiciosos. Há quem preveja até a quebra dos recordes doméstico e mundial, com a ultrapassagem de “Avatar” nos EUA (onde o filme de James Cameron fez US$ 760,5 milhões) e no mundo (US$ 2,7 bilhões). Com US$ 153,5 milhões arrecadados apenas no fim de semana do Natal nos EUA, “Star Wars: O Despertar da Força” não deu muito espaço para as diversas estreias marcadas para o período. Quem se saiu melhor foi a comédia “Pai em Dose Dupla”, estrelada por Will Ferrell e Mark Wahlberg. Apesar de destruída pela crítica (28% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes), faturou US$ 38,8 milhões, garantindo-se em 2º lugar no ranking do feriadão. A comédia “Joy”, estrelada por Jennifer Lawrence, abriu em 3º lugar, com US$ 17,5 milhões. Cotada para o Oscar, acabou dividindo a crítica americana, com média de 57% de aprovação no Rotten Tomatoes. O clima do ho-ho-ho natalino rendeu mais duas comédias no Top 5: “Irmãs”, estrelada por Tina Fey e Amy Poehler, e o infantil “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”. As estreias do Top 10 foram retomadas logo abaixo, com “Um Homem Entre Gigantes”, drama de medicina esportiva estrelado por Will Smith, que rendeu US$ 11 milhões em 6º lugar, seguida pela implosão catastrófica de “Caçadores de Emoção – Além do Limite”. O público simplesmente não teve interesse em ver a nova versão do filme estrelado por Keanu Reeves e Patrick Swayze em 1991. O recado para a indústria e seus remakes não poderia ter sido mais sonoro: o pior desempenho por sala de todas as estreias da semana. Lançado em quase 3 mil cinemas, a refilmagem abriu em 8º lugar, com US$ 10,2 milhões e humilhantes 4% de “aprovação” crítica. A programação de estreias ainda incluiu dois lançamentos bastante aguardados no circuito limitado, focados na qualificação para o Oscar. Mesmo enfrentando vazamento de cópias piratas, os westerns “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino, e “O Regresso”, estrelado por Leonardo DiCaprio, impressionaram com as maiores bilheterias por sala da semana, superando inclusive o próprio “Star Wars”. Lançado em 100 cinemas, o longa de Tarantino fez US$ 4,5 milhões em 11º lugar, enquanto o filme de Alejandro González Iñárritu faturou impressionantes US$ 471 mil em apenas quatro salas. Além disso, ambos agradaram a crítica. O primeiro foi avaliado com 76% no RT, enquanto o segundo atingiu 80% de satisfação. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir as 10 maiores bilheterias do fim de semana nos EUA ” state=”closed”] BILHETERIA: TOP 10 EUA [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] 1. Star Wars: O Despertar da Força Fim de semana: US$ 153,5 milhões Total EUA: US$ 544,5 milhões Total Mundo: US$ 1 bilhão 2. Pai Em Dose Dupla Fim de semana: US$ 38,8 milhões Total EUA: US$ 38,8 milhões Total Mundo: US$ 43,2 milhões 3. Joy – O Nome do Sucesso Fim de semana: US$ 17,5 milhões Total EUA: US$ 17,5 milhões Total Mundo: US$ 19,5 milhões 4. Irmãs Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 37,1 milhões Total Mundo: US$ 40 milhões 5. Alvin e os Esquilos: Na Estrada Fim de semana: US$ 12,7 milhões Total EUA: US$ 39,3 milhões Total Mundo: US$ 47,5 milhões [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] 6. Um Homem Entre Gigantes Fim de semana: US$ 11 milhões Total EUA: US$ 11 milhões Total Mundo: US$ 11 milhões 7. A Grande Aposta Fim de semana: US$ 10,5 milhões Total EUA: US$ 16 milhões Total Mundo: US$ 17,4 milhões 8. Caçadores de Emoção – Além do Limite Fim de semana: US$ 10,2 milhões Total EUA: US$ 10,2 milhões Total Mundo: US$ 53,4 milhões 9. Jogos Vorazes: A Esperança – O Final Fim de semana: US$ 5,3 milhões Total EUA: US$ 264,6 milhões Total Mundo: US$ 616,8 milhões 10. Creed: Nascido para Lutar Fim de semana: US$ 4,6 milhões Total EUA: US$ 96,3 milhões Total Mundo: US$ 106,5 milhões [/symple_column] [/symple_toggle]












