Carol e Ponte dos Espiões lideram indicações aos BAFTA Awards, o Oscar britânico
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) divulgou a lista dos indicados a seu prêmio anual de cinema, na qual três filmes se destacaram com mais indicações. O drama da Guerra Fria “Ponte dos Espiões”, dirigido por Steven Spielberg, e o romance lésbico “Carol”, de Todd Haynes, aparecem empatados, disputando nove categorias, mas são seguidos de perto pelo western de sobrevivência “O Regresso”, de Alejandro González Iñárritu, que aparece oito vezes. Os três disputam, inclusive, os prêmios de Melhor Filme e Direção, tendo como concorrentes na categoria principal o drama financeiro “A Grande Aposta” e o drama jornalístico “Spolight: Segredos Revelados”. Entre os atores, os indicados foram Eddie Redmayne, por “A garota Dinamarquesa”, Bryan Cranston, por “Trumbo”, Leonardo DiCaprio, por “O Retorno”, Matt Damon, por “Perdido em Marte”, e Michael Fassbender, por “Steve Jobs”, enquanto a lista das atrizes traz Alicia Vikander, também por “A Garota Dinamarquesa”, Brie Larson, por “O Quarto de Jack”, Cate Blanchett, por “Carol”, Maggie Smith, por “A Senhora da Van”, e Saoirse Ronan, por “Brooklyn”. Curiosamente, Alicia Vikander aparece duas vistas na seleção do BAFTA, concorrendo também como Melhor Atriz Coadjuvante por “Ex Machina”, onde disputa com Ronney Mara, por “Carol”, Kate Winslet, por “Steve Jobs”, Jennifer Jason Leigh, por “Os Oito Odiados”, e Julie Walters, por “Brooklyn”. Os BAFTA Awards também vão premiar o ator em ascensão do ano, que coloca na competição representantes de filmes mais populares que os cotados nas categorias principais. São os casos de Dakota Johnson, por “Cinquenta Tons de Cinza”, John Boyega, por “Star Wars: O Despertar da Força”, e Taron Egerton, por “Kingsman: Serviço Secreto”. Os vencedores serão anunciados durante uma cerimônia na Royal Opera House, em Londres, no dia 14 de fevereiro, duas semanas antes do Oscar. INDICADOS AOS BAFTA AWARDS 2016 Melhor Filme A Grande Aposta Ponte dos Espiões Carol O Regresso Spotlight Melhor Direção Adam McKay – A Grande Aposta Steven Spielberg – Ponte dos Espiões Todd Haynes – Carol Ridley Scott – Perdido em Marte Alejandro González Iñárritu – O Regresso Melhor Ator Bryan Cranston – Trumbo – Lista Negra Eddie Redmayne – A Garota Dinamarquesa Leonardo Dicaprio – O Regresso Matt Damon – Perdido em Marte Michael Fassbender – Steve Jobs Melhor Atriz Alicia Vikander – A Garota Dinamarquesa Brie Larson – O Quarto de Jack Cate Blanchett – Carol Maggie Smith – A Senhora da Van Saoirse Ronan – Brooklyn Melhor Ator Coadjuvante Benicio Del Toro – Sicario Christian Bale – A Grande Aposta Idris Elba – Beasts of No Nation Mark Ruffalo – Spotlight Mark Rylance – Ponte dos Espiões Melhor Atriz Coadjuvante Alicia Vikander – Ex Machina Jennifer Jason Leigh – Os Oito Odiados Julie Walters – Brooklyn Kate Winslet – Steve Jobs Rooney Mara – Carol Melhor Ator em Ascensão Bel Powley – A Royal Night Out Brie Larson – O Quarto de Jack Dakota Johnson – Cinquenta Tons de Cinza John Boyega – Star Wars: O Despertar da Força Taron Egerton – Kingsman: Serviço Secreto Melhor Filme Britânico 45 Years Amy Brooklyn A Garota Dinamarquesa Ex Machina The Lobster Melhor Filme de Cineasta Estreante Britânico 45 anos – Andrew Haigh e Tristan Goligher Amy – Asif Kapadia e James Gay-Rees Brooklyn – John Crowley, Finola Dwyer, Amanda Posey e Nick Hornby A Garota Dinamarquesa – Tom Hooper Ex Machina – Alex Garland, Andrew Macdonald e Allon Reich The Lobster – Yorgos Lanthimos, Ceci Dempsey, Ed Guiney, Lee Magiday, Efthimis Filippou Melhor Filme em Língua Estrangeira The Assassin (Taiwan/China) Força Maior (Suécia) Theeb (Emirados Árabes) Timbuktu (França/Mauritânia) Relatos Selvagens (Argentina) Melhor Animação Divertida Mente Minions Shaun, o Carneiro Melhor Documentário Amy Cartel Land He Named Me Malala Listen to Me Sherpa Melhor Roteiro Original Ponte dos Espiões – Matthew Charman, Ethan Coen e Joel Coen Ex Machina – Alex Garland Os Oito Odiados – Quentin Tarantino Divertida Mente – Mark Cooley, Pete Docter, Meg Lefauve Spotlight – Tom Mccarthy, Josh Singer Melhor Roteiro Adaptado A Grande Aposta – Adam McKay e Charles Randolph Brooklyn – Nick Hornby Carol – Phyllis Nagy O Quarto de Jack – Emma Donoghue Steve Jobs – Aaron Sorkin Melhor Fotografia Ponte dos Espiões – Janusz Kaminski Carol – Ed Lachman Mad Max: Estrada da Fúria – John Seale O Regresso – Emmanuel Lubezki Sicario – Roger Deakins Melhor Edição A Grande Aposta – Hank Corwin Ponte dos Espiões – Michael Kahn Mad Max: Estrada da Fúria – Margaret Sixel Perdido em Marte – Pietro Scalia O Regresso – Stephen Mirrione Melhor Trilha Sonora Original Ponte dos Espiões – Thomas Newman Os Oito Odiados – Ennio Morricone O Regresso – Carsten Nicolai, Ryuichi Sakamoto Sicario – Jóhann Jóhannsson Star Wars:O Despertar da Força – John Williams Melhor Design de Produção Ponte dos Espiões – Adam Stockhausen e Rena Deangelo Carol – Judy Becker, Heather Loeffler Mad Max: Estrada da Fúria) – Colin Gibson, Lisa Thompson Perdido em Marte – Arthur Max, Celia Bobak Star Wars: O Despertar da Força – Rick Carter, Darren Gilford, Lee Sandales Melhores Efeitos Visuais Homem-Formiga Ex Machina Mad Max: Estrada da Fúria Perdido em Marte Star Wars: O Despertar da Força Melhor Som Ponte dos Espiões Mad Max: Estrada da Fúria Perdido em Marte O Regresso Star Wars: O Despertar da Força Melhor Figurino Brooklyn Carol Cinderella The Danish Girl Mad Max: Estrada da Fúria Melhor Maquiagem Brooklyn Carol A Garota Dinamarquesa Mad Max: Estrada da Fúria O Regresso Melhor Curta Britânico Elephant Mining Poems or Odes Operator Over Samuel-613 Melhor Curta Animado Britânico Edmond Manoman Prologue
Best-seller juvenil Tudo por um Pop Star vai virar filme
O best-seller “Tudo por um Pop Star”, de Thalita Rebouças, vai virar filme. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, as filmagens estão marcadas para o segundo semestre e marcarão a estreia no cinema do diretor de novelas Cláudio Boeckel (“Senhora do Destino”, “Duas Caras”, “Fina Estampa”, “Império”). Voltado para o público juvenil, o livro conta a história cômica de três amigas adolescentes de Resende, no estado do Rio de Janeiro, que ao descobrirem que seus maiores ídolos vêm ao Brasil para um show no Maracanã, fazem de tudo para ver a boy band bem de perto, apenas para se meter em confusão! A obra já foi transformada em musical no Rio e chegará às telas pela Panorâmica Comunicação, que busca financiamento para o projeto.
Disney quer Emma Stone como Cruella De Vil no novo filme dos 101 Dálmatas
A Disney abriu negociações para a atriz Emma Stone estrelar a nova versão do clássico infantil “101 Dálmatas”, que terá o nome da vilã, “Cruella”. O estúdio quer a estrela de “O Espetacular Homem-Aranha” no papel ingrato da inimiga dos pets. Segundo o site da revista Variety, a nova produção deve se focar nas origens de Cruella De Vil, aderindo à fórmula de “Malévola” (2014). Mesmo assim, não será tarefa fácil gerar simpatia para a malvada, que tem como objetivo matar filhotinhos de cachorros para fazer um casaco de peles. A personagem se tornou famosa graças ao desenho animado “A Guerra dos Dálmatas” (1961), primeira adaptação do livro infantil de Dodie Smith realizada pela própria Disney, que a introduziu no Brasil com o ótimo nome de Malvina Cruela. Os novos tradutores, porém, abandonaram a denominação na segunda adaptação do estúdio, que mostrou a vilã de carne e osso, vivida por Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”). A produção de 1996 também preservou o título original do livro, “101 Dálmatas”, e ainda ganhou continuação em 2000, batizada de “102 Dálmatas”. Incansável em suas reciclagens, a nova versão faz parte da estratégia da Disney de explorar suas propriedades mais famosas em filmes com atores reais, que começou com “Alice no País das Maravilhas” (2010) e manteve seu sucesso nas versões recentes de “Malévola” e “Cinderela”. Entre as adaptações em desenvolvimento, incluem-se ainda filmes de Dumbo, Pinóquio, Príncipe Encantado, Gênio da Lâmpada, o jovem Rei Arthur de “A Espada Era a Lei” e Mogli, o Menino Lobo. O roteiro de “Cruella” está sendo escrito por Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”), que retorna ao universo das fábulas da Disney, após assinar “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013). Ainda não há diretor envolvido na produção, nem previsão de estreia.
Os Dez Mandamentos bate recorde de pré-venda do cinema brasileiro
Com lançamento marcado apenas para o dia 28 de janeiro, “Os Dez Mandamentos – O Filme” já conquistou um recorde de bilheteria no Brasil. Segundo informações divulgadas pela rede Record, já foram vendidos mais de 400 mil ingressos em todo o país, o que representa a maior pré-venda da história do cinema nacional, ultrapassando até “Tropa de Elite 2” (2010). Se o ritmo continuar assim, é provável que o filme derivado da TV supere até mesmo “Jogos Vorazes – A Esperança: O Final”, recordista de pré-venda no Brasil, que teve mais de 640 mil ingressos comercializados antes de sua estreia. Além disso, se a pré-venda servir de parâmetro, “Os Dez Mandamentos” pode ultrapassar o recorde de público de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Em levantamento anterior do portal UOL, a Cinemark, uma das redes onde se registrou a maior procura, e o Espaço Itaú apontaram que há um interesse muito grande por parte de grupos de evangelizações, que têm comprado muitos ingressos, visando fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas no dia da estreia, 28 de janeiro, nas principais capitais do país. No caso do Espaço Itaú, o esgotamento de ingressos é ainda maior, atingindo todas as sessões do primeiro fim de semana de estreia em todos os cinemas da rede. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é escrito por Vivian de Oliveira e dirigido por Alexandre Avancini, que também assinam a novela, promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da novela, prevista para estrear em março de 2016.
Prêmio People’s Choice celebra popularidade de Velozes e Furiosos 7 e The Big Bang Theory
“Velozes e Furiosos 7” e “The Big Bang Theory” confirmaram que são muito populares na premiação anual do gosto comum americano, o People’s Choice Awards. Na cerimônia realizada na madrugada de quinta (7/2) no Microsoft Theatre, em Los Angeles, o longa estrelado por Vin Diesel venceu nas categorias de Filme Favorito e Filme de Ação Favorito, enquanto “Big Bang” levou os troféus de Série Favorita e, pela quinta vez, Série de Comédia Favorita. Os premiados são eleitos pelo público, por meio de voto na internet, num concurso de popularidade, que tem como principal parâmetro o sucesso e não a qualidade. De forma adequada, os vencedores não são chamados de “melhores”, mas “favoritos”. O prêmio foi criado em 1975 pelo produtor americano Bob Stivers, e, inclusive, deu cria, inspirando o Teen Choice e o Kids’ Choice Awards, no mesmo formato, direcionado às personalidades do público infanto-juvenil. Ironicamente, nunca houve muitos diferença entre os vencedores dos três troféus anuais. Este ano, o evento também celebrou atores como Sandra Bullock, Chris Hemsworth, Melissa McCarthy e Johnny Depp, filmes como “Perdido em Marte” e “Busca Implacável 3”, séries como “Grey’s Anatomy” e “Outlander”, e cantores como Taylor Swift e Ed Sheeran. O melhor momento da premiação ficou por conta do agradecimento de Vin Diesel, que, ao receber os prêmios de “Velozes e Furiosos 7”, lembrou as dificuldades para terminar as filmagens após a morte de Paul Walker. “Foi o amor de todos nós do elenco que fez com que conseguíssemos terminar o filme após a tragédia”, disse Diesel, antes de cantar a música “See You Again”, tema do longa-metragem, que virou uma homenagem a Walker. Já o pior ficou por conta da invasão do palco por um homem desconhecido, que quis chamar atenção quando a equipe do programa “The Talk” fazia seu discurso de vencedor da categoria de Programa Diurno Favorito. Ele acabou literalmente chutado para fora pela apresentadora Sharon Osbourne, mulher de Ozzy e uma das participantes do programa. CINEMA Filme favorito: Velozes e Furiosos 7 Ator favorito: Channing Tatum Atriz favorita: Sandra Bullock Filme de ação favorito: Velozes e Furiosos 7 Ator favorito de filme de ação: Chris Hemsworth Atriz favorita de filme de ação: Shailene Woodley Comédia favorita: A Escolha Perfeita 2 Ator favorito de comédia: Kevin Hart Atriz favorita de comédia: Melissa McCarthy Drama favorito: Perdido em Marte Ator favorito de drama: Johnny Depp Atriz favorita de drama: Dakota Johnson Filme favorito para a família: Minions Suspense favorito: Busca Implacável 3 Dublador favorito: Selena Gomez TELEVISÃO Série favorita: The Big Bang Theory Comédia favorita da TV aberta: The Big Bang Theory Ator favorito de comédia: Jim Parsons Atriz favorita de comédia: Melissa McCarthy Drama favorito da TV aberta: Grey’s Anatomy Ator favorito de drama: Taylor Kinney Atriz favorita de drama: Ellen Pompeo Comédia favorita da TV paga: It’s Always Sunny in Philadelphia Drama favorito da TV paga: Pretty Little Liars Ator favorito da TV paga: Kevin Hart Atriz favorita da TV paga: Sasha Alexander Série favorita da TV paga premium: Homeland Ator favorito da TV paga premium: Dwayne Johnson Atriz favorita da TV paga premium: Kristen Bell Drama policial favorito: Person of Interest Ator favorito de drama policial: Nathan Fillion Atriz favorita de drama policial: Stana Katic Série favorita de ficção científica ou fantasia da TV aberta: Beauty and the Beast Série favorita de ficção científica ou fantasia da TV paga: Outlander Ator favorito de série de ficção científica ou fantasia: Jensen Ackles Atriz favorita de série de ficção científica ou fantasia: Caitriona Balfe Série favorita de streaming: Orange is the New Black Ator favorito em uma nova série de TV: John Stamos Atriz favorita em uma nova série de TV: Priyanka Chopra Série animada favorita: Os Simpsons Reality de competição favorito: The Voice Apresentador favorito de programa matutino: Ellen DeGeneres Time favorito de apresentadores em um programa matutino: The Talk Apresentador favorito de talk show: Jimmy Fallon MÚSICA Artista favorito: Ed Sheeran Artista favorita: Taylor Swift Grupo favorito: Fifth Harmoy Revelação favorita: Shawn Mendes Artista country favorito: Blake Shelton Artista country favorita: Carrie Underwood Grupo country favorito: Lady Antebellum Artista pop favorita: Taylor Swift Artista de hip-hop favorito: Nicki Minaj Artista de R&B favorito: The Weeknd Disco favorito: “Title” – Meghan Trainor Música favorita: “What Do You Mean?” – Justin Bieber Ícone da música favorito: Madonna
Diplomacia mostra como Paris escapou da destruição na 2ª Guerra Mundial
O novo filme do grande diretor alemão Volker Schlöndorff, chamado “Diplomacia”, é baseado na peça teatral do mesmo nome de Cyril Gely, que fez o roteiro do filme, em parceria com o diretor. Mas o assunto é o mesmo do filme de René Clément “Paris Está em Chamas?” (1966), lançado em DVD há pouco tempo. A trama se passa em 25 de agosto de 1944 na Paris ocupada pelos alemães, quando a entrada dos Aliados para a retomada da cidade é iminente, assim como o fim da guerra, já perdida para o Eixo, capitaneado pela Alemanha. O general Dietrich von Choltitz (Niels Arestrup, de “Cavalo de Guerra”), que coordena as forças de ocupação alemãs em Paris, é fiel ao Terceiro Reich e recebe ordem expressa, vinda de Hitler, para explodir a capital da França, incluindo suas pontes, monumentos e museus. A ideia era oferecer aos vencedores terra arrasada. Sabemos o final da história, mas o filme de Schlöndorff constrói um belo suspense com isso. O que fará o general? Está tudo pronto para explodir, fartamente carregado de dinamite, falta só a ordem para a explosão. Ela virá? O que acabará determinando tal decisão é o relacionamento do general com o cônsul-geral da Suécia em Paris, Raoul Nordling (André Dussolier, de “Três Lembranças da Minha Juventude”). Do embate intelectual entre ambos far-se-á a luz. O filme se centra na relação dos dois personagens, como se ela estivesse ocorrendo toda na noite fatídica da decisão. As cenas originais de rua servem apenas de elemento ilustrativo. É do confronto dos dois que se alimenta todo o filme. Em econômicos 88 minutos, acompanhamos toda a evolução da conversa que colocava em jogo um dos maiores patrimônios culturais da humanidade e vidas humanas em profusão. Os dois protagonistas, atores brilhantes, que já haviam vivido os mesmos papéis no teatro em 2011, carregam magistralmente a trama. André Dussolier, que faz o cônsul-sueco, é um dos atores que mais atuaram com Alain Resnais, que o tinha como um de seus prediletos. Mas trabalhou também com François Truffaut, Claude Chabrol, Claude Lelouch, Erich Rohmer, Coline Serreau, Bertrand Blier e muitos outros. Niels Arestrup, o general, trabalhou com Chantal Akerman, Claude Lelouch, Marco Ferreri, István Szabó, Jacques Audiard, Steven Spielberg, Bernard Tavernier e, também, Alain Resnais. Outra bela trajetória. Com atores assim, o resultado é eletrizante. Mesmo tudo se passando basicamente entre as paredes da sala de trabalho do oficial nazista. Em comparação com a superprodução francesa “Paris Está em Chamas?”, que reuniu um dos maiores elencos e participações especiais às pencas, a economia de recursos e de tempo de “Diplomacia” é incrível. René Clément contou com roteiro de Gore Vidal e Francis Ford Coppola. Teve no elenco Jean-Paul Belmondo, Charles Boyer, Alain Delon, Kirk Douglas, Glenn Ford, Yves Montand, Anthony Perkins, Michel Piccoli e até Orson Welles, no papel do cônsul sueco. Precisou de 165 minutos para registrar o mesmo fato. Mas escolheu outro caminho: o do minucioso detalhamento das batalhas de rua na Paris em que a Resistência tentava reconquistar pontos estratégicos, à espera do embarque aliado. Interessante do ponto de vista histórico, com base nos fatos e resgate de imagens originais em grande quantidade, mas longo e cansativo. “Diplomacia”, ao contrário, foca no embate razão vs. emoção, sobre seguir ordens absurdas sem questioná-las e do medo de enfrentá-las, mas também da coragem de fazê-lo, dos riscos a correr, da capacidade de avaliar a monstruosidade que estava em jogo. Volker Schlöndorff já se debruçara sobre a questão humana, que a guerra abala e destrói de forma absurda, em “O Mar ao Amanhecer” (2011) e principalmente em sua obra-prima, “O Tambor” (1979), em que um menino grita e bate um tambor para enfrentar os absurdos da guerra e da vida. Seu estilo contundente de filmar obriga o espectador a encarar realidades estranhas e desagradáveis. E constrói um forte humanismo como resposta.
Os Oito Odiados evidencia maneirismos de Quentin Tarantino
A teoria de que Quentin Tarantino perdeu sua principal parceira com a morte da montadora Sally Menke, que trabalhou com o cineasta de “Cães de Aluguel” (1992) a “Bastardos Inglórios” (2009), ganha força neste novo filme, “Os Oito Odiados” (2015), que possui uma metragem de quase três horas de duração. Desde “Cães de Aluguel” (1992), Tarantino faz uma espécie de prova de fidelidade com seu espectador. Os mais impacientes, por exemplo, não devem gostar de tanto falatório em seus filmes, ansiando pela ação e a violência que vêm a seguir, mas os diálogos sempre costumam surpreender. Desta vez, porém, o resultado nem é tão divertido nem tão tenso. Os primeiros “capítulos” de “Os Oito Odiados” se passam dentro de uma carruagem que leva quatro pessoas: dois caçadores de recompensas, o Major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e John Ruth (Kurt Russell), uma mulher levada para a forca, Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), e um homem que afirma ser o novo xerife de Red Rock (Walton Goggins). O ódio de classe e raça já começa a se manifestar a partir da conversa entre essas quatro pessoas do norte americano do século 19, poucos anos após o fim da Guerra Civil. Lembra um pouco “No Tempo das Diligências” (1939), de John Ford, ao juntar um grupo heterogêneo de pessoas em um pequeno espaço. A diferença é que com Tarantino temos um elemento negro e forte, vivido por Jackson, e a mulher, por sua vez, não é nenhuma dama, mas uma assassina, uma vadia como insiste o texto, que deve ser tratada na porrada até ser devidamente enforcada. O curioso de “Os Oito Odiados” é a insistência de Tarantino em usar o glorioso Ultra Panavision 70, desperdiçado na falta de lindas imagens em planos gerais de exteriores, já que a maior parte do filme se passa em espaços interiores fechados. Após a carruagem, os quatro primeiros personagens encontram os outros quatro odiados num armazém, em que todos se protegem durante uma tempestade de neve. O confinamento faz dos diálogos o principal elemento cênico, aproximando o filme de uma peça de teatro. Mas Tarantino não deixa esquecer, em nenhum momento, que seu ofício é o cinema, seja pelo movimento da câmera, pelo ajuste de foco ou pela inclusão de um narrador inesperado, que também serve para lembrar como o cineasta sente prazer em manipular o tempo da narrativa e combinar diferentes gêneros – no caso, um clima de mistério à Agatha Christie, que movimenta o capítulo final. A coragem do cineasta em exagerar no tempo dos diálogos é diretamente proporcional à fidelidade de seus fãs, mas cobra um preço em “Os Oito Odiados”, que resulta em seu trabalho menos brilhante, inclusive diante do despretensioso “À Prova de Morte” (2007). Não há envolvimento com os personagens, resultado do falatório interminável, que prejudica a criação de um clima de tensão como Tarantino tão bem desenvolveu na cena inicial da cabana em “Bastardos Inglórios”, ou no jantar da metade de “Django Livre” (2012). Desta vez, tudo fica para o final. A violência tarda, mas não falha, como é praxe nos longas do cineasta. Ainda que demore para explodir, ela chega em doses sanguinolentas dignas de filme de horror com muito gore. Mas parece vir quase como que por maneirismo, deixando evidentes as repetições de estilo e autocitações. Mesmo as reviravoltas, que permanecem eficientes, demonstram um esforço mais frio e racional por parte de Tarantino para provocar surpresas. Só que, esperadas como tique de jogador de pôquer, elas resultam menos “surpreendentes” do que intencionaria o próprio diretor, o que nunca é um bom sinal.
Algo não deu certo em Vai que Dá Certo 2
Desta vez não deu certo. “Vai que Dá Certo 2”, sequência do sucesso de 2013, traz os mesmos personagens, que continuam a levar a vida com as mesmas dificuldades de antes, lamentando o fato de não conseguirem o tão sonhado dinheiro. Mas seu retorno se dá num registro menos cômico e um pouco mais sombrio, ficando a dúvida se isso ocorreu acidentalmente ou de forma deliberada para o tornar o filme pouco engraçado. O personagem mais centrado ainda é Rodrigo (Danton Mello), que começa o filme em um casamento com Jaqueline (Natália Lage). A moça é tão encantadora que seus três amigos patetas, Amaral (Fábio Porchat), Tonico (Felipe Abib) e Danilo (Lúcio Mauro Filho), ficam secando e torcendo para um dia poder ter uma chance com ela também. Coisa de gente imatura e sem noção ou de quem não tem filtro para falar o que realmente sente? A nova chance de os rapazes ficarem ricos surge em um vídeo comprometedor, que traz um sujeito que quer dar o golpe do baú em uma mulher mais velha. Vladimir Brichta interpreta esse sujeito. E o tal vídeo pode por fim ao seu casamento e a sua chance de enriquecer. Acontece que outras pessoas também estão interessadas no vídeo e no quanto podem lucrar com a chantagem, como é o caso de dois policiais corruptos e de uma prima de Rodrigo e Danilo. A partir daí, o filme assume um tom grave que compromete o já ralo humor presente. Sobram risos amarelos, silêncio, um certo incômodo e alguma tensão. Nem mesmo Lúcio Mauro, que também retorna como o avô gagá, consegue imprimir humor nas cenas de que participa. Ao contrário, sua sequência com Natália Lage pode até ser taxada de mau gosto. Fragmentado como uma coleção de esquetes, o fiapo narrativo tenta costurar a trama por meio de uma série de situações envolvendo uma sacola de dinheiro escondida. Mas o filme se sustenta mesmo na boa química de seu elenco (mesmo com a ausência de Gregório Duvivier). Talvez o problema esteja na mão pesada do diretor Maurício Farias, que retorna, desta vez acompanhado por Calvito Leal, demonstrando toda a influência de seus trabalhos em minisséries, séries e telenovelas para a Rede Globo. O problema de registro, porém, não vem de hoje, já que “O Coronel e o Lobisomem” (2005) também vacilava muito no uso do humor. Resta saber se, mesmo com seus equívocos, a sequência conseguirá repetir o sucesso do original. No Brasil das comédias blockbusters, ter graça parece realmente não importar.
Estreias: O Bom Dinossauro leva as crianças para a pré-história no começo de 2016
A animação “O Bom Dinossauro” é o lançamento mais amplo da semana, chegando aos cinemas em 880 salas. Bom para as crianças, mas nem tanto para os adultos, o que é novidade em relação às produções da Pixar. Passada numa pré-história alternativa, em que os dinossauros não foram extintos e convivem com a humanidade, o roteiro martela a moral da história até os menorzinhos entenderem. Spoiler: amizade é importante e é preciso superar medos. Logo após lançar seu filme mais ousado, “Divertida Mente”, a Pixar surpreende com a sua produção menos esperta. Nos EUA, a estreia foi em 25 de novembro e resultou numa bilheteria muito abaixo do esperado. A comédia brasileira “Vai que Dá Certo 2” é a segunda maior estreia dos shoppings, com 520 salas. A trama traz os amigos do filme de 2013 embarcando em novo esquema furado para ganhar dinheiro fácil, desta vez já sem a mesma graça. Sorrisos amarelos, no máximo. Fecha o circuito dos shoppings o western “Os Oito Odiados”, lançado em “pré-estreia” em 200 salas na semana passada. A produção tem seu circuito aumentado para 340 telas. Por conta do predomínio de blockbusters na programação, o drama americano “Spotlight – Segredos Revelados” ganhou uma distribuição limitada. Favorito ao Oscar de Melhor Filme, após conquistar diversos prêmios da crítica em 2015, o filme vai estrear em apenas 58 salas. A trama acompanha o trabalho investigativo dos repórteres que descobriram e denunciaram o escândalo de pedofilia acobertado pela Igreja Católica nos EUA, que abalou a fé de milhões e fez balançar as estruturas do Vaticano. Os demais lançamentos são microscópicos. “Diplomacia”, que aborda o plano nazista para destruir Paris, marcou a volta do cineasta alemão Volker Schlöndorff às grandes premiações, vencendo o César (o Oscar francês) de Melhor Roteiro. Chega em oito salas. A lista ainda inclui “O Fio de Ariane”, draminha francês irrelevante de 2014, que tem exibição em três salas no Rio e São Paulo, mas também dois filmes premiadíssimos, o austríaco “A Segunda Esposa” e o húngaro “O Cavalo de Turim”, que passaram, respectivamente, na Mostra de São Paulo de 2012 e na Mostra Indie Brasil de 2011. Quando parecia que jamais ganhariam lançamento comercial no Brasil, eis que conseguem… chegar a uma sala, cada um – no Cinesesc SP e no Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Só para constar: “O Cavalo de Turim”, de Béla Tarr, é uma verdadeira obra-prima, premiada no Festival de Berlim e pela Academia Europeia de Cinema. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todas as estreias da semana” state=”closed”] Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]
Straight Outta Compton e Descompensada surpreendem nas indicações do sindicato dos roteiristas
O Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) anunciou os indicados a seu prêmio anual, que reconhecerá os melhores roteiristas do cinema e da televisão em 2015. A lista traz algumas surpresas, como “Straight Outta Compton – A História do N.W.A.”, escrito pelo estreante Jonathan Hernan e Andrea Berloff, e “Descompensada”, a comédia de Amy Schumer, ambos reconhecidos na categoria de Roteiro Original. Nesta categoria, também chamou atenção a notável ausência de Quentin Tarantino, ignorado por “Os Oito Odiados”. Com a supervalorização ainda de “Sicario” e “Ponte dos Espiões”, o caminho ficou aparentemente aberto para “Spotlight: Segredos Revelados”. Já os indicados como Roteiro Adaptado foram os esperados, com “Carol”, “Perdido em Marte”, “A Grande Aposta”, “Trumbo – Lista Negra” e “Steve Jobs”, numa disputa bem mais equilibrada. Nas diversas categorias televisivas, os destaques foram para “Game of Thrones”, “Mad Men” e as estreantes “Better Call Saul” e “Mr. Robot”. Os vencedores do WGA Awards 2016 serão conhecidos em duas cerimônias marcadas para 13 de fevereiro de 2016, que acontecerão simultaneamente em Los Angeles e Nova York. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos indicados” state=”closed”] Indicados ao WGA Awards 2016 CINEMA Melhor Roteiro Original Descompensada – Amy Schumer Ponte dos Espiões – Joel Coen, Ethan Coen e Matt Charman Sicario: Terra de Ninguém – Taylor Sheridan Spotlight: Segredos Revelados – Tom McCarthy e Josh Singer Straight Outta Compton – A História do N.W.A. – Jonathan Hernan e Andrea Berloff Melhor Roteiro Adaptado Carol – Phyllis Nagy A Grande Aposta – Adam McKay e Charles Randolph Perdido em Marte – Drew Goddard Steve Jobs – Aaron Sorkin Trumbo – Lista Negra – John McNamara Melhor Roteiro de Documentário Being Canadian – Robert Cohen Going Clear: Scientology and the Prison of Belief – Alex Gibney Kurt Cobain: Montage of Heck – Brett Morgen Prophet’s Prey – Amy J. Berg TELEVISÃO Melhor Roteiro em Série de Drama The Americans – Peter Ackerman, Joshua Brand, Joel Fields, Stephen Schiff, Lara Shapiro, Joe Weisberg, Tracey Scott Wilson, Stuart Zicherman Better Call Saul – Vince Gilligan, Peter Gould, Gennifer Hutchison, Bradley Paul, Thomas Schnauz, Gordon Smith Game of Thrones – David Benioff, Bryan Cogman, Dave Hill, D.B. Weiss Mad Men – Lisa Albert, Semi Chellas, Jonathan Igla, Janet Leahy, Erin Levy, Tom Smuts, Robert Towne, Matthew Weiner, Carly Wray Mr. Robot – Kyle Bradstreet, Kate Erickson, Sam Esmail, David Iserson, Randolph Leon, Adam Penn, Matt Pyken Melhor Roteiro em Série de Comédia Broad City – Lucia Aniello, Paul W. Downs, Naomi Ekperigin, Ilana Glazer, Abbi Jacobson, Chris Kelly, Anthony King, Jen Statsky Silicon Valley – Amy Aniobi, Alec Berg, Mike Judge, Carrie Kemper, Sonny Lee, Dan Lyons, Carson Mell, Dan O’Keefe, Clay Tarver, Ron Weiner Transparent – Arabella Anderson, Bridget Bedard, Micah Fitzerman-Blue, Noah Harpster, Ethan Kuperberg, Ali Liebegott, Our Lady J, Faith Soloway, Jill Soloway Unbreakable Kimmy Schmidt – Emily Altman, Jack Burditt, Robert Carlock, Azie Mira Dungey, Tina Fey, Lauren Gurganous, Charla Lauriston, Sam Means, Dan Rubin, Meredith Scardino, Allison Silverman, Lon Zimmet Veep – Simon Blackwell, Jon Brown, Kevin Cecil, Roger Drew, Peter Fellows, Neil Gibbons, Rob Gibbons, Sean Gray, Callie Hersheway, Armando Iannucci, Sean Love, Ian Martin, Georgia Pritchett, David Quantick, Andy Riley, Tony Roche, Will Smith Melhor Roteiro em Série Nova Better Call Saul – Vince Gilligan, Peter Gould, Gennifer Hutchison, Bradley Paul, Thomas Schnauz, Gordon Smith Bloodline – Jonathan Glatzer, Carter Harris, Glenn Kessler, Todd A. Kessler, Addison McQuigg, Arthur Phillips, Jeff Shakoor, Daniel Zelman The Last Man on Earth – Andy Bobrow, Liz Cackowski, Erik Durbin, Will Forte, Kira Kalush, Matt Marshall, Tim McAuliffe, David Noel, Erica Rivinoja, John Solomon, Emily Spivey Mr. Robot – Kyle Bradstreet, Kate Erickson, Sam Esmail, David Iserson, Randolph Leon, Adam Penn, Matt Pyken Unbreakable Kimmy Schmidt – Emily Altman, Jack Burditt, Robert Carlock, Azie Mira Dungey, Tina Fey, Lauren Gurganous, Charla Lauriston, Sam Means, Dan Rubin, Meredith Scardino, Allison Silverman, Lon Zimmet Melhor Roteiro Original em Minissérie ou Telefilme American Horror Story – Brad Falchuk, John J. Gray, Todd Kubrak, Crystal Liu, Ned Martel, Tim Minear, Ryan Murphy, Jennifer Salt, James Wong Flesh and Bone – Bronwyn Garrity, Jami O’Brien, Adam Rapp, Moira Walley-Beckett, David Wiener Sons of Liberty – Stephen David, Kirk Ellis, David C. White Saints & Strangers – Seth Fisher, Walon Green, Chip Johannessen, Eric Overmyer Melhor Roteiro Adaptado em Minissérie ou Telefilme Fargo – Steve Blackman, Bob DeLaurentis, Noah Hawley, Ben Nedivi, Matt Wolpert The Red Talent – Elizabeth Chandler, Anne Meredith Show Me a Hero – David Simon, William F. Zorzi Melhor Roteiro de Episódio em Série de Drama “Explosivos” – episódio de Narcos – Andy Black “International Assassin” – episódio de The Leftovers – Damon Lindelof & Nick Cuse “Mind’s Eye” – episódio de The Good Wife – Robert King & Michelle King “Mother’s Mercy” – episódio de Game of Thrones – David Benioff & D.B. Weiss “Person to Person” – episódio de Mad Men – Matthew Weiner “Uno” – episódio de Better Call Saul – Vince Gilligan & Peter Gould Melhor Roteiro de Episódio em Série de Comédia “Alive in Tucson” – episódio de The Last Man On Earth – Will Forte “Connection Lost” – episódio de Modern Family – Megan Ganz & Steven Levitan “Joint Session” – episódio de Veep – Simon Blackwell & Georgia Pritchett “Racegate” – episódio de Maron – Dave Anthony “Rock, Paper, Scissors, Gun” – episódio de Black-ish -Peter Saji Melhor Roteiro de Episódio em Série Animada “Gayle Makin’ Bob Sled” – episódio de Bob’s Burgers – Lizzie Molyneux & Wendy Molyneux “Halloween of Horror” – episódio de Os Simpsons – Carolyn Omine “Hank After Dark” – episódio de BoJack Horseman – Kelly Galuska “Housetrap” – episódio de Bob’s Burgers – Dan Fybel “Sky Police” – episódio de Os Simpsons – Matt Selman “Walking Big & Tall” – episódio de Os Simpsons – Michael Price [/symple_toggle]
Mad Max e O Regresso disputarão o prêmio do sindicato dos Diretores de Fotografia
A Sociedade dos Diretores de Fotografia dos EUA (ASC, na sigla em inglês) divulgou os indicados ao prêmio anual da categoria. A seleção do sindicato reúne os principais nomes da categoria e costuma antecipar os profissionais nomeados ao Oscar. O maior campeão da lista é Emmanuel Lubezki, que concorre por “O Regresso”. Indicado pela sexta vez, ele já venceu em quatro ocasiões, pelos filmes “Filhos da Esperança” (2006), “A Árvore da Vida” (2011), “Gravidade” (2013) e “Birdman” (2014). Ele irá concorrer com o veterano Roger Deakins, que chega à 12ª indicação com “Sicario”, das quais renderam três vitórias e até um prêmio pela carreira. Outro veterano selecionado, John Seale concorre pela quinta vez com “Mad Max – Estrada da Fúria”, após vencer por “O Paciente Inglês” (1996). A lista de concorrentes também inclui dois cinegrafistas calejados, Janusz Kaminski, que chega à sexta indicação com “Ponte dos Espiões”, e Ed Lachman, na terceira nomeação com “Carol”. A principal ausência ficou por conta de Robert Richardson, responsável pela fotografia grandiosa de “Os Oito Odiados”, captada no clássico formato dos 70mm. O vencedor será revelado em cerimônia marcada para o dia 14 de fevereiro, em Los Angeles. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos indicados ” state=”closed”] Indicados ao ASC Awards Janusz Kaminski – Ponte dos Espiões Ed Lachman – Carol John Seale – Mad Max: Estrada da Fúria Emmanuel Lubezki – O Regresso Roger Deakins – Sicario [/symple_toggle]
Velozes & Furiosos 8 pode ser filmado em Cuba
“Velozes & Furiosos 8” pode se tornar o primeiro blockbuster moderno filmado em Cuba. A informação é do site da revista The Hollywood Reporter. Fontes da publicação revelaram que o diretor da sequência, F. Gary Gray (“Straight Outta Compton – A História do NWA”), retornou recentemente de uma viagem de reconhecimento ao país, que até recentemente era embargado para produções americanas, com a papelada que precisará ser preenchida para obter autorização para as filmagens. Procurada pelo THR, a Universal Pictures confirmou que está “atualmente em processo de buscar aprovação dos governos dos Estados Unidos e Cuba para filmar porções do próximo ‘Velozes & Furiosos’ em Cuba”. A franquia já foi ao Japão, ao Brasil, à Inglaterra e aos Emirados Árabes anteriormente, mostrando sua predileção por locações internacionais e excitantes. Caso a produção confirme vá mesmo à Cuba, será a primeira vez que um grande estúdio de Hollywood filmará no país desde a década de 1960. Marcando a nova fase de relacionamento entre os dois países, um filme indie americano sobre Ernest Hemingway, “Papa”, já foi rodado no país, e teve première em novembro no Festival de Havana. Além disso, um episódio da 5ª temporada de “House of Cards” será gravado em Havana, marcando a primeira vez que uma série americana será produzida em Cuba. Apesar de a comunidade cinematográfica ser vigorosa em Cuba, graças ao prestígio internacional do Festival de Havana, o país sofre com problemas de infra-estrutura, como a internet irregular e falta de equipamentos modernos de filmagem, o que pode adicionar desafios para qualquer produção cinematográfica, especialmente um projeto tão grande e ambicioso como “Velozes & Furiosos 8”. Segundo o THR, a produção do longa-metragem também estaria avaliando locações na Rússia e na Islândia. As filmagens devem começar em poucos meses, pois a estreia está marcada para 14 de abril de 2017.
Star Wars: O Despertar da Força supera Avatar e vira maior bilheteria de todos os tempos nos EUA
É oficial: “Star Wars: O Despertar da Força” é o filme de maior bilheteria de todos os tempos na América do Norte. Nesta quarta (6/1), o filme dirigido por J.J. Abrams ultrapassou os US$ 760,5 milhões conseguidos por “Avatar” (2009) nas bilheterias americanas. O detalhe é que enquanto o filme de James Cameron levou 72 dias para atingir o número final de seu recorde, o novo “Star Wars” levou apenas 20 para ultrapassá-lo. Um feito fenomenal. No ranking mundial, porém, “Star Wars: O Despertar da Força” ainda permanece em 4º lugar, devendo superar o montante de US$ 1,6 bilhão de “Jurassic World” (2015) nos próximos dias, mas ainda muito distante dos US$ 2,1 bilhões de “Titanic” (2007) e US$ 2,7 bilhões de “Avatar”. A seu favor, “Star Wars: O Despertar da Força” ainda não estreou no segundo maior mercado do mundo, a China, onde entra em cartaz apenas no sábado, dia 9 de janeiro. O prognóstico para este último lançamento, por sinal, é uma incógnita, já que a trilogia original nunca foi lançada no país.












