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Filme

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    High-Rise: Distopia estrelada por Tom Hiddleston ganha novo teaser

    9 de janeiro de 2016 /

    O StudioCanal divulgou o pôster e um novo teaser da distopia britânica “High-Rise”, adaptação do cultuado livro “Arranha-Céus”, de J.G. Ballard (autor de “O Império do Sol” e “Crash – Estranhos Prazeres”). O vídeo acompanha Tom Hiddleston (“Thor: O Mundo Sombrio”) no mundo de luxo e luxúria contida na mais moderna construção de Londres, em plenos anos 1970. Autosuficiente, o prédio de “High-Rise” tem seu próprio supermercado, academia e escola, de modo a dispensar o mundo exterior. Mas a prévia também mostra problemas elétricos e a sensação de paranoia que, aos poucos, começa a se tornar visível entre os moradores, entre eles o próprio arquiteto da construção, Jeremy Irons (“Trem Noturno para Lisboa”), antes de explodir em flashes psicóticos. A trama vai se passar na mesma época da publicação original, lançada em 1975. Mas, quando Ballard escreveu o livro, imaginou o prédio como uma torre residencial futurista. A distopia ficava por conta da recriação das divisões sociais no microcosmo da edificação, onde os moradores dos andares superiores se consideram literalmente acima dos demais, até que o ressentimento, aliado à claustrofobia, deságua num surto de violência entre vizinhos. O elenco também inclui Sienna Miller (“Sniper Americano”), Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”), James Purefoy (série “The Following”), Stacy Martin (“Ninfomaníaca”) e Sienna Guillory (“Resident Evil 5: Retribuição”). Com direção de Ben Wheatley (“Turistas”), “High-Rise” estreia em 18 de março no Reino Unido e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    The Boss: Nova comédia de Melissa McCarthy ganha trailer mais grosseiro

    9 de janeiro de 2016 /

    A Universal Pictures divulgou um novo trailer de “The Boss”, comédia estrelada por Melissa McCarthy (“A Espião que Sabia de Menos”), ainda sem título em português. A prévia inclui algumas cenas de humor mais grosseiro em relação ao trailer anterior, liberado com censura livre. O vídeo começa com McCarthy podre de rica, até ser presa por fraude no mercado financeiro e perder tudo. A graça realmente começa após ela precisar morar de favor na casa de uma ex-funcionária, vivida pela sempre ótima Kristen Bell (“Veronica Mars”), onde descobre um jeito de retomar seu império, assumindo os negócios da filha da amiga para dominar o mercado da venda de biscoitos caseiros. A comédia é a segunda produção estrelada por McCarthy e dirigida seu marido Ben Falcone, que também assina o roteiro. A estreia de Falcone como diretor e roteirista foi em “Tammy” (2014), um dos maiores fracasso da carreira da atriz. O bom elenco também inclui Annie Mumolo (série “About a Boy”), Peter Dinklage (série “Game of Thrones”), Kathy Bates (série “American Horror Story”), Kristen Schaal (série “The Last Man on Earth”), Cecily Strong (programa “Saturday Night Live”), Tyler Labine (série “Deadbeat”), Margo Martindale (série “The Americans”) e a jovem Ella Anderson (“A Possessão do Mal”). A estreia está marcada para 8 de abril nos EUA e apenas dois meses depois, em 2 de junho, no Brasil.

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    Atrizes disputam papel em Star Wars: Episódio VIII, que terá outra protagonista feminina

    9 de janeiro de 2016 /

    Daisy Ridley pode ter concorrência ao posto de musa geek no próximo filme da franquia Star Wars. Diversas fontes apontam que o “Episódio VIII” incluirá uma nova protagonista feminina, a ponto de existir uma guerra entre as estrelas blogueiras da internet para revelar sua intérprete, enquanto atrizes se revezam em testes secretos. O site Collider saiu na frente ao espalhar que Gugu Mbatha-Raw (“Nos Bastidores da Fama”) tinha sido contratada. O rumor foi reforçado quando ela interrompeu sua participação numa peça que estava encenando. Mas a Variety apurou que uma coisa não tinha a ver com a outra, afirmando que ela não teria passado no teste de elenco. Agora é a vez de um jornalista do site The Wrap apontar que Gina Rodriguez (série “Jane the Virgin”) está no páreo, mas a favorita seria Bel Powley (foto acima), a jovem inglesa revelada pelo filme indie “The Diary of a Teenage Girl”, sucesso do Festival de Sundance do ano passado. Tudo isso ainda é rumor. Até o momento, a única novidade confirmada no elenco da continuação é o ator Benício del Toro (“Sicario”), que viverá o vilão da trama. Ainda sem título definido, “Star Wars: Episódio VIII” tem roteiro e direção de Rian Johnson (“Looper – Assassinos do Futuro”), e começa a ser filmado ainda este mês. A estreia está marcada para 26 de maio de 2017 no Brasil. Antes disso, a franquia retornará aos cinemas com um spin-off, “Rogue One: A Star Wars Story”, com direção de Gareth Edwards (“Godzilla”) e lançamento agendado para 16 de dezembro de 2016.

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    Mogli – O Menino Lobo: Pôsteres destacam o realismo das feras computadorizadas da produção

    9 de janeiro de 2016 /

    A Disney divulgou novos pôsteres de “Mogli – O Menino Lobo”, que trazem o menino Mogli (interpretado pelo estreante Neel Sethi, de 10 anos de idade) em meio aos diversos animais com quem contracena na produção. Apesar do realismo das imagnes, Sethi é o único ator real da produção, dirigida por Jon Favreau (“Homem de Ferro”), que usa animação e captura de performance para dar vida aos demais personagens, todos animais selvagens. O elenco de dubladores, por sinal, é repleto de feras. Inclui Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3″), Bill Murray (“O Grande Hotel Budapeste”), Christopher Walken (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”), Idris Elba (“Thor: O Mundo Sombrio”), Lupita Nyong’o (“12 Anos de Escravidão”) e Giancarlo Esposito (série “Revolution”). A trama adapta o clássico infantil “O Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, sobre um menino órfão criado por animais numa floresta da Índia, que já inspirou várias versões, inclusive a animação “Mogli – O Menino Lobo” (1967), último filme produzido por Walt Disney. A nova versão tem lançamento marcado para 14 de abril no Brasil, um dia antes da estreia nos EUA.

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    Zootopia ganha trailer japonês repleto de cenas inéditas

    9 de janeiro de 2016 /

    A Disney divulgou um trailer dublado em japonês de “Zootopia – Essa Cidade é o Bicho”, repleto de cenas inéditas. A prévia destaca melhor a personagem da coelha Judy (dublada por Monica Iozzi no Brasil) e seu relacionamento com o raposo Nick (voz brasileira de Rodrigo Lombardi), sem perder tanto tempo com os coadjuvantes. Na trama, que acontece numa cidade habitada por animais falantes, Nick é suspeito de um crime e passa a ser investigado pela policial Judy, até que ambos se tornam alvos de uma conspiração e são forçados a se unir. Na versão em inglês, as vozes dos dois personagens são dubladas por Jason Bateman (“Quero Matar Meu Chefe”) e Ginnifier Goodwin (série “Once Upon A Time”). Além deles, o elenco de dubladores originais inclui Idris Elba (“Círculo de Fogo”) e J.K. Simmons (“Whiplash – Em Busca Da Perfeição”). Dirigido por Byron Howard (“Enrolados”), Rich Moore (“Detona Ralph”) e o estreante Jared Bush (da equipe de “Operação Big Hero”), “Zootopia” estreia em 18 de fevereiro no Brasil, duas semanas antes do lançamento nos EUA.

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    Diretor de Mad Max planeja spin-off centrado na Imperatriz Furiosa

    9 de janeiro de 2016 /

    O diretor e criador da franquia “Mad Max”, o australiano George Miller, revelou que tem interesse em produzir um filme centrado na Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), principal destaque de “Mad Max: Estrada da Fúria”. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, ele afirmou que deixou de fora, de propósito, a história da origem da personagem, que poderia ser explorada num spin-off. “Ela é muito intrigante, então seria ótimo contar sua história”, disse o cineasta. “As origens dela são bastante interessantes, nós apenas as aludimos em ‘Estrada da Fúria’, porque aquele filme é apressado e não tem muito tempo para jogar conversa fora. Mas você sente que ela já passou por muitas coisas.” O diretor revelou que tem dois roteiros prontos para continuar a história de “Mad Max”, mas ainda precisa conversar com a Warner para definir que caminho tomará. “‘Estrada da Fúria’ teve umas três versões diferentes em uma década. Iríamos filmar com o Mel Gibson em 2001, mas o 11 de setembro aconteceu, depois fomos para a Austrália e choveu no deserto depois de 15 anos, até que finalmente tivemos sinal verde para rodar no sul da África. Durante esse tempo, nos aprofundando na história e, nisso, terminamos com dois roteiros, sem realmente tentar. Estamos conversando com a Warner sobre isso agora, mas não sabemos qual das duas versões vai acontecer”, revelou ele. Ele também gostaria de filmar um projeto pequeno antes de voltar ao mundo apocalíptico de Max, que seja menos complicado e rápido de rodar. “Quero algo menor e que a gente consiga resolver rápido. Algo sem tantas dificuldades técnicas, que seja mais baseado na performance dos atores”, disse. “Mad Max: Estrada da Fúria” foi lançado em maio de 2015 e, apesar da repercussão, não se tornou um sucesso de bilheteria, arrecadando apenas US$ 375 milhões em todo o mundo – valor considerado baixo diante de seu orçamento de produção, estimado em US# 150 milhões. Mas o filme foi muito elogiado pela crítica e vem recebendo diversos prêmios, o que surpreendeu o estúdio, que passou a enxergar na produção a chance de conquistar alguns Oscars.

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    Série Deadwood pode retornar como telefilme

    9 de janeiro de 2016 /

    Os fãs que ainda torcem por um final decente para a série “Deadwood”, precipitadamente cancelada em 2006, tiveram uma boa notícia do diretor de programação da HBO. Durante encontro com a imprensa no evento semestral da Associação dos Críticos de Televisão dos EUA, Michael Lombardo contou que David Milch, criador da atração, tem seu aval para produzir um telefilme para resgatar/encerrar a trama. “David tem o nosso comprometimento de que o faremos”, disse Lombardo. “Ele apresentou o que pensou, de um modo geral, como seria a história — e, conhecendo David, isso pode mudar. Mas irá acontecer”, afirmou o executivo, que concorda que o final não foi satisfatório para os fãs. Segundo o executivo, o problema será ajustar as agendas do elenco original, que contava com Timothy Olyphant, Ian McShane, Molly Parker, Garret Dillahunt e Brad Dourif, entre outros, mas ele pretende deixar esse problema nas mãos de David Milch, assim como a definição da data de estreia da produção. Mas isso ainda deve demorar, uma vez que o roteirista atualmente trabalha em outro projeto. “Assim que terminar, ele voltará sua atenção para o roteiro de ‘Deadwood’.” Em agosto, o ator Garret Dillahunt chegou a fazer campanha para a retomada da série, ao postar no seu Twitter a seguinte mensagem: “Vamos HBO, vocês fizeram o filme de ‘Entourage’… Deem um encerramento aos fãs de ‘Deadwood’, vocês podem”. “Deadwood” narrava a origem de uma cidade no Velho Oeste americano, mostrando seus moradores implacáveis e violentos na tentativa de estabelecer uma comunidade. A série era protagonizada por Timothy Olyphant como o xerife brutal Seth Bullock e Ian McShane como o dono de saloon Al Swarengen, que marcou os telespectadores com seu jeito irascível e palavrões constantes. A série durou três temporadas, entre 2004 e 2006, e seu cancelamento foi marcado por protestos dos fãs.

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    Guillermo del Toro negocia dirigir remake de Viagem Fantástica

    9 de janeiro de 2016 /

    O cineasta Guillermo del Toro (“A Colina Escarlate”) está negociando dirigir uma nova versão da sci-fi clássica “Viagem Fantástica” (1966) para a 20th Century Fox. A informação é do site The Hollywood Reporter. O projeto tem produção de James Cameron (“Avatar”) e já vem sendo desenvolvido há anos. A demora tem a ver com o perfeccionismo de Cameron, que já recusou roteiros de Shane Salerno (“Armageddon”), do casal Cormac e Marianne Wibberly (“A Lenda do Tesouro Perdido”) e de Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”). A versão mais recente da trama foi escrita por David Goyer (trilogia “Batman”), com quem Del Toro trabalhou em “Blade 2” e no abortado projeto de “Nas Montanhas da Loucura”, adaptação de H.P. Lovecraft. O filme original de 1966 acompanhava um grupo de cientistas que, durante a Guerra Fria, era miniaturizado para iniciar uma jornada no corpo de um diplomata, vítima de um atentado terrorista, para curá-lo de um coágulo no cérebro. Dirigido por Richard Fleischer (“Conan, o Destruidor”), o filme trazia Rachel Welch, Stephen Boyd e Donald Pleasence injetados dentro do corpo humano, a bordo de um submergível que mais parecia uma nave espacial. “Viagem Fantástica” ganhou dois Oscars, de Efeitos Especiais e Direção de Arte. E fez tanto sucesso que rendeu um desenho animado, exibido dentro do programa infantil “Banana Splits” (1968), além de ter inspirado uma comédia da década de 1980, “Viagem Insólita” (1987).

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  • Etc,  Filme,  Série

    Robert Balser (1927 – 2016)

    8 de janeiro de 2016 /

    Morreu Robert Balser, diretor de animação do musical psicodélico dos Beatles “Submarino Amarelo” (Yellow Submarine, 1968) e do icônico “Heavy Metal – Universo em Fantasia” (1981). Ele faleceu no sábado passado (7/1), num hospital de Los Angeles, de insuficiência respiratória aos 88 anos de idade. “Submarino Amarelo” foi seu primeiro trabalho em longa-metragem, numa carreira que começou com curta-metragens escandinavos e espanhóis, em 1961. Na produção dos Beatles, Balser foi responsável por supervisionar 200 animadores, que realizaram a obra em ritmo frenético e com orçamento mínimo, finalizando-a em menos de um ano. Não havia sequer roteiro, apenas quatro músicas inéditas dos Beatles, que não se envolveram na produção nem para dublar suas contrapartes animadas. Além das músicas, o único ponto de partida era o submarino amarelo do título, de onde veio a ideia de usá-lo numa viagem. Balser contou que o resto só surgiu após muito whisky compartilhado com o codiretor de animação Jack Stokes, mas o resultado foi surpreendente. Com seu visual de pop-art, esquema de cores Day-Glo e personagens bizarros, o filme foi comparado a uma viagem de LSD, conjurando imagens para a psicodelia dos anos 1960 e, de quebra, tornando-se uma das produções mais populares e influentes da história da animação. O sucesso lhe rendeu o convite para criar a abertura animada do filme “Inspetor Clouseau” (1968), terceiro longa da franquia “Pantera Cor-de-Rosa”. Mas logo ele se voltou à televisão, onde também trabalhou em animações antológicas, como a série animada do grupo musical Jackson Five, nos anos 1970, e “A Turma do Charlie Brown”, nos anos 1980. Balser também trabalhou na adaptação de “As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, produzida para a televisão em 1979, antes de fazer outra obra cultuada, dirigindo a sequência do personagem “Den” na adaptação dos quadrinhos “Heavy Metal”. Suas cenas foram consideradas o ponto alto do filme, que marcou época pelo pioneirismo, ao oferecer fantasia animada para maiores, entre muito sexo, drogas e rock’n’roll.

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    Invocação do Mal 2: Trailer assustador marca volta de James Wan ao terror

    8 de janeiro de 2016 /

    A Warner Bros divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Invocação do Mal 2”, continuação do terror de 2013. A prévia é assustadora, embora insista que se trata de uma história real, extraída dos arquivos de Lorraine e Ed Warren, o casal de investigadores paranormais vividos no cinema por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Desta vez, eles investigam a famosa assombração de Enfield, que aflige uma família em Londres, especialmente a filha Janet (Madison Wolfe, de “O Herdeiro do Diabo”), aterrorizada por um poltergeist. Novamente escrito pelos irmãos Chad e Corey Hayes, “Invocação do Mal 2” ainda traz de volta o diretor James Wan, que retomar o terror após bater recordes de bilheteria com seu primeiro filme de ação, “Velozes & Furiosos 7”. A estreia está marcada para 9 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Spotlight denuncia um dos maiores escândalos do século em homenagem ao bom e velho jornalismo

    8 de janeiro de 2016 /

    Um dos filmes mais incensados pela crítica americana em 2015, favorito a diversos prêmios da temporada, “Spotlight – Segredos Revelados” chega aos cinemas em sintonia com estes tempos de denúncias de esquemas de corrupção em grandes corporações e no governo, mas também das revelações pessoais em redes sociais, de gente disposta a compartilhar a sua própria experiência como vítima de abuso sexual na infância ou na adolescência. O longa de Tom McCarthy trata de um escândalo específico, trazido à luz pela imprensa americana em 2002: o número alarmante de ocorrências de padres católicos que abusaram sexualmente de crianças em suas paróquias. A trama acompanha o trabalho investigativo de um grupo de repórteres do jornal The Boston Globe, que tem início com a chegada de um novo editor, interessado no caso de abuso de um padre local, abafado pela Igreja. Puxando o fio da meada, a investigação chega a novos casos e passa a ganhar proporções assustadoras, envolvendo dezenas de sacerdotes e vítimas. Mas nenhum caso tivera repercussão até então, graças ao trabalho de advogados, acordos financeiros e pressão social. Impressionados com a descoberta, os repórteres decidem enfrentar a poderosa Igreja Católica, revelando uma sordidez que repercute até os dias de hoje, levando até o Papa Francisco a se manifestar. Além da trama relevante, “Spotlight” materializa uma realização técnica admirável. A fotografia, de Masanobu Takayanagi, dá profundidade de campo a ambientes de trabalho reduzidos, como a redação do jornal, e a cenografia, figurino etc. também não ficam atrás. A reconstituição é fidedigna e feita de forma discreta e sóbria, evocando a estética elegante de clássicos do jornalismo político, como “Todos os Homens do Presidente”, de Alan J. Pakula, e “Rede de Intrigas”, de Sidney Lumet, ambos de 1976, com direito a toda a carga de urgência e suspense que obras como essas requerem. Para completar, o elenco é formado por artistas de peso como Michael Keaton (“Birdman”), Mark Ruffalo (“Os Vingadores”), Rachel McAdams (“Questão de Tempo”), Brian d’Arcy James (série “Smasht”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e John Slattery (série “Mad Men”), intérpretes da equipe que sacrifica a vida pessoal pela dedicação ao trabalho. De fato, é curioso como os cônjuges dos jornalistas praticamente não aparecem em cena, sinalizando a obsessão pela notícia que marca a vida desses profissionais. O filme também apresenta seu caso como um símbolo de resistência, diante do fechamento ou demissões em massa que vêm acontecendo nos jornais, devido à popularização dos sites da internet. O fato é que a nova mídia não demonstrou, até agora, interesse em bancar investigações ao longo de meses de pesquisa e aprofundamento como a realizada pela equipe de “Spotlight”. A perda dos jornais, representaria a perda da informação. Portanto, “Spotlight” supre duas funções: o de filme-denúncia e de filme-homenagem ao estilo de jornalismo old school e às pessoas que o fazem/faziam. Mas é mesmo como filme-denúncia que a obra de Tom McCarthy se mostra mais contundente, ao revelar uma instituição religiosa insuspeita como uma espécie de máfia, capaz de esconder todas as fontes, comprar advogados ou oferecer altas somas em dinheiro em troca do silêncio. Troque a religião por partido político, e a história também pode servir de paradigma para iluminar outras lamas profundas.

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    Pior filme do ano, The Ridiculous 6 é o maior sucesso da Netflix

    8 de janeiro de 2016 /

    A comédia western “The Ridiculous 6”, um dos piores filmes de 2015, é um sucesso de público, garante Ted Sarandos, diretor de conteúdo do Netflix. Lançada com exclusividade pelo serviço de streaming em dezembro, a produção estrelada por Adam Sandler foi o filme mais visto no espaço de um mês desde a inauguração do Netflix. Quantos viram? Ninguém sabe. O Netflix não revela números nem permite auditoria na audiência de seu serviço. É preciso, então, acreditar cegamente na palavra de Sarandos, aceitando que “muitos” viram, mais do que viram outros programas. “The Ridiculous 6” é o recordista de críticas negativas de 2015. Conseguiu a façanha de cravar 0% de aprovação no site Rotten Tomatoes, e só não fez menos porque a medição não conta saldo abaixo de zero. Assim sendo, nenhum outro filme lançado no ano passado teve pior repercussão que ele. A crítica simplesmente destruiu o filme, que é o primeiro lançamento do Netflix com Sandler. Outros virão, com chance de superar este. Clique aqui para ler o que os críticos americanos disseram sobre o lançamento. “Ridículo”, o título do próprio filme, foi o comentário mais ameno. “Um novo baixo nível para as comédias cinematográficas”, resumiu mais recentemente o crítico do site Playlist. A produção foi notícia por conta do protesto de seu elenco de figurantes indígenas, que teria abandonado as filmagens acusando o roteiro de insultar as mulheres e anciãos nativos americanos e de mostrar a cultura apache de maneira “grosseira”. O filme tem direção de Frank Coraci (“Juntos e Misturados”) e mostra Sandler como um órfão criado numa tribo indígena com cinco meio irmãos, interpretados por Taylor Lautner (“Crepúsculo”), Rob Schneider (“Gente Grande”), Luke Wilson (“Legalmente Loira”), Terry Crews (“Os Mercenários”) e Jorge Garcia (série “Lost”). O elenco é grandioso e ainda inclui Nick Nolte (“Caça aos Gângsteres”), Steve Buscemi (série “The Boardwalk Empire”), Will Forte (“Nebraska”), John Turturro (“Transformers”), Harvey Keitel (“O Grande Hotel Budapeste”), David Spade (“Gente Grande”), Nick Swardson (“Esposa de Mentirinha”), Jon Lovitz (“Gente Grande 2″), Whitney Cummings (série “Whitney”), Steve Zahn (“Clube de Compras Dallas”), Danny Trejo (“Machete”), Chris Parnell (“Anjos da Lei”), Lavell Crawford (série “Breaking Bad”) e os cantores Blake Shelton (série “Maliby Country”) e Vanilla Ice (“As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze”).

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    Roteirista de Steve Jobs vai estrear na direção com filme de poker clandestino

    8 de janeiro de 2016 /

    Vencedor do Oscar por “A Rede Social” (2010) e cotado a repetir a façanha por “Steve Jobs”, Aaron Sorkin se prepara para estrear como diretor de cinema. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele vai dirigir um drama sobre poker clandestino, intitulado “Molly’s Game”, para a Sony Pictures. Assim como em seus outros trabalhos, trata-se de uma cinebiografia, baseada no livro de memórias escrito por Molly Bloom. O filme vai acompanhar a trajetória da ex-esquiadora que, após não conseguir se classificar para as Olimpíadas, começou a organizar lendárias partidas ilegais de poker. Ela chegou a ganhar US$ 8 milhões nessa época em Los Angeles. Suas jogatinas se tornaram concorridíssimas, atraindo astros famosos do cinema, como Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire. Mas sua vida glamourosa, de muita ostentação, acabou chamando atenção da máfia russa para o negócio, além da Justiça americana. O filme ainda não tem cronograma de produção nem previsão de lançamento.

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