Disney quer Emma Stone como Cruella De Vil no novo filme dos 101 Dálmatas



A Disney abriu negociações para a atriz Emma Stone estrelar a nova versão do clássico infantil “101 Dálmatas”, que terá o nome da vilã, “Cruella”. O estúdio quer a estrela de “O Espetacular Homem-Aranha” no papel ingrato da inimiga dos pets.

Segundo o site da revista Variety, a nova produção deve se focar nas origens de Cruella De Vil, aderindo à fórmula de “Malévola” (2014). Mesmo assim, não será tarefa fácil gerar simpatia para a malvada, que tem como objetivo matar filhotinhos de cachorros para fazer um casaco de peles.

A personagem se tornou famosa graças ao desenho animado “A Guerra dos Dálmatas” (1961), primeira adaptação do livro infantil de Dodie Smith realizada pela própria Disney, que a introduziu no Brasil com o ótimo nome de Malvina Cruela. Os novos tradutores, porém, abandonaram a denominação na segunda adaptação do estúdio, que mostrou a vilã de carne e osso, vivida por Glenn Close (“Guardiões da Galáxia”). A produção de 1996 também preservou o título original do livro, “101 Dálmatas”, e ainda ganhou continuação em 2000, batizada de “102 Dálmatas”.



Incansável em suas reciclagens, a nova versão faz parte da estratégia da Disney de explorar suas propriedades mais famosas em filmes com atores reais, que começou com “Alice no País das Maravilhas” (2010) e manteve seu sucesso nas versões recentes de “Malévola” e “Cinderela”. Entre as adaptações em desenvolvimento, incluem-se ainda filmes de Dumbo, Pinóquio, Príncipe Encantado, Gênio da Lâmpada, o jovem Rei Arthur de “A Espada Era a Lei” e Mogli, o Menino Lobo.

O roteiro de “Cruella” está sendo escrito por Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”), que retorna ao universo das fábulas da Disney, após assinar “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013). Ainda não há diretor envolvido na produção, nem previsão de estreia.


Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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