Diretor de O Homem nas Trevas vai filmar continuação de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
A Sony Pictures está em negociações avançadas com o cineasta uruguaio Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas”) para dirigir a adaptação de “A Garota na Teia de Aranha”, quarto livro da ex-trilogia “Millennium”. A informação foi apurada pelos sites Variety e Deadline. Originalmente, o escritor sueco Stieg Larsson escreveu três livros de suspense centrados na parceria entre o jornalista Mikael Blomkvist e a hacker Lisbeth Salander, publicados após sua morte em 2005. Mas a trilogia fez tanto sucesso que seus herdeiros decidiram estender a franquia, convidando outros autores a criarem histórias com os personagens. “A Garota na Teia de Aranha”, escrito por David Lagercrantz, acabou virando um best-seller e revivendo o interesse da Sony na franquia. A trilogia original chegou a ser inteiramente filmada na Suécia, lançando ao estrelato mundial os intérpretes dos protagonistas, os suecos Michael Nyqvist e Noomi Rapace. A Sony correu para lançar um remake americano do primeiro filme, intitulado “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), com direção de David Fincher e estrelado por Daniel Craig e Rooney Mara. Mas apesar de elogiado pela crítica e indicado a cinco Oscars, o suspense não fez o sucesso que o estúdio esperava e os planos para suas duas continuações foram arquivados. Fincher chegou a considerar condensar os dois livros seguintes num único filme, mas a Sony decidiu ir direto para o quarto volume da história. Não se sabe como o estúdio irá lidar com a transição das histórias nem se contará com o mesmo elenco do longa de 2011, mas a decisão de filmar uma adaptação inédita nos cinemas é resultado de uma reflexão sobre o crescente desinteresse internacional nos remakes americanos – lembrando que os livros “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar” já foram filmados na Suécia em 2009. A adaptação de “A Garota na Teia de Aranha” já tem roteiro pronto, escrito por Steven Knight (“Senhores do Crime”), e será produzida por Amy Pascal (ex-CEO da Sony) e a equipe original de “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, encabeçada por Scott Rudin. As filmagens devem começar nos primeiros meses de 2017.
Adam DeVine vai estrelar comédia de acampamento de mágicos da Disney
A Disney contratou Adam DeVine (“A Escolha Perfeita”) e Jeffrey Tambor (série “Transparent”) para protagonizarem sua nova comédia infantil “Magic Camp”. A história gira em torno do personagem de DeVine, que é convencido por seu ex-mentor (Tambor) a retornar ao acampamento de verão de sua juventude como conselheiro, na esperança de retomar sua carreira de mágico, e acaba encontrando inspiração na turma desorganizada e rebelde de aspirantes a mágicos. Além de mentor, o personagem de Tambor também é o proprietário do “Magic Camp”. A direção está a cargo de Mark Water (“Meninas Malvadas”), que volta à Disney onde dirigiu um de seus maiores sucessos, o remake de “Sexta-Feira Muito Louca” (2003). O projeto de “Magic Camp” já é antigo e chegou a ter Steve Martin (“Simplesmente Complicado”) cotado para o papel de mentor. Ele próprio escreveu a primeira versão do roteiro, que foi refeito recentemente por Dan Gregor e Doug Mand, roteiristas da série “How I Met Your Mother”. As filmagens vão começar em dezembro em Los Angeles e ainda não há previsão para a estreia.
Dan Stevens vai estrelar o novo filme de ação do diretor de Operação Invasão
O ator Dan Stevens (“Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”) está em negociações para estrelar “Apostle”, o novo thriller de ação de Gareth Evans, diretor da influente franquia indonésia “Operação Invasão” (The Raid). Escrita pelo próprio Evans, a história gira em torno um homem que viaja para uma ilha remota para resgatar sua irmã, sequestrada por um culto religioso. O grupo exige um resgate para o retorno da irmã, minando a determinação do homem de salvá-la. As filmagens estão marcadas para março, mas ainda não há previsão de estreia. Antes disso, Stevens poderá ser visto na nova série do canal pago FX “Legion”, que será a primeira atração televisiva baseada nos filmes dos “X-Men”, prevista para fevereiro. Ele também viverá a Fera na nova versão da Disney para a fábula “A Bela e a Fera”, que estreia justamente em março de 2017.
Filme sobre Ayrton Senna já começou a ser roteirizado
Depois de muitas negociações frustradas com estúdios, finalmente começou a sair do papel o longa metragem baseado na história de Ayrton Senna. O Instituto Ayrton Senna confirmou à coluna de Ricardo Feltrin, no UOL, que um roteiro já está sendo desenvolvido para o projeto. A ideia é lançar o longa em 2019, quando se completarão 25 anos da morte do piloto, falecido num acidente durante uma corrida em Imola, Itália. A trama e o roteiro serão submetidos à família Senna, que não revela qual será o estúdio encarregado da produção, mas não deve ser a Warner – que tentou produzir um longa anos atrás, com Antonio Banderas no papel do piloto. “Realmente tivemos negociações com a Warner no ano retrasado, mas depois disso não voltamos a falar mais”, disse à coluna Bianca Senna, diretora de Branding do IAS e sobrinha do tricampeão da F1. “Temos, sim, um projeto de longa metragem com previsão de estreia em 2019, o ano que marcará os 25 anos do legado do Ayrton”, afirma Bianca. Ainda não há elenco definido nem previsão para o começo das filmagens.
Samuel L. Jackson e Travis Fimmel vão estrelar sci-fi de catástrofe gravitacional
Os atores Samuel L. Jackson (“A Lenda de Tarzan”) e Travis Fimmel (série “Vikings”) vão estrelar a ficção científica “Inversion”. Segundo o site da revista Variety, o filme terá direção de Peter Segal (“Agente 86”) e um orçamento de US$ 130 milhões. Fimmel viverá um vigarista que se junta a uma cientista chinesa (papel de Liu Yifei de “Os Quatro”) numa missão desesperada para salvar a Terra de uma perda súbita e terrível de gravidade, enquanto Jackson vai interpretar um investigador do departamento americano de Segurança Nacional que acredita que a dupla é a responsável pela catástrofe e passa a persegui-los, tentando evitar maior destruição. O roteiro foi escrito por Paul Haggis (“Crash: No Limite”), David Arata (“Filhos da Esperança”) e Bragi Schut (“Caça às Bruxas”). As filmagens vão começar em 27 de fevereiro em Berlim e as locações também incluirão Chicago e Xangai. Ainda não há previsão para a estreia
Kevin Can Wait: Trailer revela participação de Adam Sandler na série de Kevin James
A rede CBS divulgou o trailer do próximo episódio de “Kevin Can Wait”, nova série de comédia estrelada por Kevin James (“O Zelador Animal”). E a surpresa fica por conta de uma participação bastante especial: Adam Sandler. Os dois amigões já fizeram diversos filmes juntos, com Sandler como protagonista. Agora, os papéis se invertem com a visita do comediante à série do parceiro. Na prévia, James até diz que ele é a pessoa mais importante na vida dele, exceto pela mulher. E, curiosamente, James e Sandler já foram até casados no cinema, em “Eu os Declaro Marido e… Larry” (2007). Entretanto, não é a primeira vez que Sandler visita uma série estrelada por Kevin James. Anos atrás, ele fez uma participação na sitcom que projetou o ator gordinho, “The King of Queens” (1998-2007). Em “Kevin Can Wait”, Kevin James vive um policial recentemente aposentado, que descobre que passar mais tempo com a esposa (Erinn Hayes, de “Childrens Hospital”) e os filhos pode ser mais difícil do que enfrentar o crime. A participação de Sandler em “Kevin Can Wait” vai acontecer no episódio “Who’s Better Than Us?”, em que Kevin fica sabendo como o seu ex-parceiro policial (Sandler) está muito feliz com o substituto que ocupou sua vaga. Com ciúmes, ele resolve lembrar ao amigo o que ele está perdendo. O papel do novato, por sinal, também será uma participação especial: o ex-campeão da UFC Chris Weidman. “Who’s Better Than Us?” vai ao ar na segunda-feira (7/11) nos EUA. A série será exibida no Brasil em breve pelo canal pago Warner.
Tropas Estelares, a sci-fi cult de Paul Verhoeven, vai ganhar remake
A Sony Pictures planeja refilmar “Tropas Estelares”, clássico sci-fi dirigido por Paul Verhoeven em 1997. Segundo o site The Hollywood Reporter, o estúdio contratou os roteiristas Mark Swift e Damian Shannon para escreverem a nova versão. A dupla deve ter impressionado meio mundo com sua versão de “Baywatch”, comédia baseada na série “SOS Malibu”. Afinal, antes só tinham feito “Freddy vs. Jason” (2003) e o remake de “Sexta-Feira 13” (2009), e agora estão sendo requisitados para assumir diversos blockbusters. Além de “Tropa Estelares”, desenvolvem “Genie”, a versão de “Aladdin” com atores para a Disney, e uma adaptação dos quadrinhos “Power and Glory”, de Howard Chaykin, para a New Line/Warner. “Tropas Estelares” será o terceiro remake consecutivo de um filme de Verhoeven produzido por um grande estúdio, após “O Vingador do Futuro” (2012) e “RoboCop” (2014). Nenhum deles foi considerado melhor que os originais. Por sinal, o cineasta holandês continua na ativa e foi indicado pela França para representar o país com seu novo filme, “Elle”, na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Mas a Sony evita chamar seu remake de… remake. Em vez disso, o projeto está sendo apresentado como uma nova adaptação do romance original, escrito por Robert A. Heinlein em 1959. Ninguém que trabalhou no filme de 1997 está envolvido na produção. A trama clássica da sci-fi acompanha uma força militar do futuro que combate alienígenas com forma de insetos, para impedir uma invasão espacial. Ironicamente, a versão de Verhoeven, estrelado por Casper Van Dien, Denise Richards e Neil Patrick Harris, foi bastante criticada quando chegou aos cinemas por seus aspectos aparentemente fascistas, mas o tempo tratou de revisar as opiniões, trazendo maior compreensão à proposta transgressora do diretor. “Tropas Estelares” acabou se tornando tão cultuado que a Sony mantém a franquia ativa até hoje, com o lançamento de animações e filmes para o mercado de home video.
Mulher Maravilha: Novo trailer legendado sugere a possibilidade de um bom filme
A Warner Bros. divulgou três pôsteres e o novo trailer legendado do filme da “Mulher-Maravilha”. Repleto de cenas inéditas, ele começa no presente e mostra a heroína desencantada ao lembrar do passado – o longo flashback que é o próprio filme. Entre as cenas inéditas, há detalhes da origem da heroína interpretada pela atriz Gal Gadot, com cenas na ilha das amazonas, o salvamento do aviador Steve Trevor (papel de Chris Pine, de “Star Trek”) e sua decisão de ir ao mundo dos homens para enfrentar a guerra que ameaça a paz mundial. Há até vislumbres da personagem misteriosa de Elena Anaya (“A Pele que Habito”), que será a vilã da história. É tudo muito bonito, com uma fotografia refinada e ótimos efeitos visuais. Até as mudanças na história e a escolha do tom parecem acertadas para dar credibilidade à personagem – a esta altura, os fãs já sabem que o filme mudou a época da ação, situando a trama na 1ª Guerra Mundial, ao contrário dos quadrinhos, que foram lançados quando os EUA entraram na 2ª Guerra e refletiam este fato. O problema é que a Warner sempre faz bons trailers, que entretanto resultam em filmes diferentes dos anunciados. A novidade é que, desta vez, o roteiro é de dois autores da DC Comics, Allan Heinberg e Geoff Johns. A direção é de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”) e o elenco ainda inclui Robin Wright (série “House of Cards”), Connie Nielsen (“Ninfomaníaca”), Lisa Loven Kongsli (“Força Maior”), Danny Huston (“X-Men Origens: Wolverine”), David Thewlis (franquia “Harry Potter”), Saïd Taghmaoui (“Trapaça”), Ewen Bremner (“Êxodo: Deuses e Reis”) e Lucy Davis (“Todo Mundo Quase Morto”), que rouba todas as cenas em que aparece como Etta Candy. “Mulher-Maravilha” estreia em 1 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Trainspotting 2: Continuação do clássico dos anos 1990 ganha primeiro trailer completo
A Sony Pictures do Reino Unido divulgou o pôster e o trailer completo da continuação de “Trainspotting”, que, 20 anos depois do lançamento do primeiro filme, faz referência ao texto utilizado no trailer original, com as frases sobre escolhas e a conclusão de que, em vez de escolher a vida é mais fácil escolher a heroína. A atualização fica por conta da inclusão de elementos contemporâneos no texto, como Twitter, Instagram, Facebook, reality shows, pornô de vingança e outros. E, apesar de o protagonista dizer que não usa mais heroína, a prévia mostra que a sequência terá o mesmo clima de sexo, drogas e música eletrônica, a partir do reencontro dos personagens, com a volta de Renton (Ewan McGregor) à órbita de Sick Boy (Jonny Lee Miller), Spud (Ewen Bremner) e Begbie (Robert Carlyle), e imagens de viagens profundas, ligadas ao consumo de novas drogas do século 21. Além deles e do diretor Danny Boyle, o roteirista John Hodge, que escreveu a adaptação do romance original de Irvine Welsh, também retorna à produção. Mas desta vez ele não vai se prender tanto à trama literária específica – no caso, o livro “Porno”, escrito por Welsh, que continua a trama de “Trainspotting” – para contar o que aconteceu com os personagens após duas décadas. Infelizmente, a continuação não ficará pronta a tempo de marcar os 20 anos do filme original. Mas por pouco. A estreia está marcada para 27 de janeiro no Reino Unido. E, por algum motivo, ganhou o título de “T2 Trainspotting”, que sem querer referencia “T2”, mais conhecido no Brasil como “O Exterminador do Futuro 2” (1991). Parece que também escolheram as drogas, em vez de um título adequado.
Mostra de São Paulo premia filme venezuelano
A 40ª Mostra Internacional de São Paulo premiou o filme venezuelano “El Amparo”, estreia do diretor Rober Calzadilla, sobre o embate entre o Exército venezuelano e um grupo de colombianos acusados de serem guerrilheiros, na região da fronteira entre os dois países. “El Amparo” recebeu por unanimidade o troféu de Melhor Filme, conferido pelo júri internacional do evento, que premia apenas novos diretores, com até dois longas no currículo. Duas atrizes receberam menção honrosa: Mirjana Karanovic, como uma mulher forçada a lidar com um câncer e com o passado misterioso do marido, na coprodução da Sérvia Bósnia e Croácia “A Boa Esposa”, e Lene Cecilia Sparrok, como uma garota que é forçada a esconder os rastros de sua minoria étnica para ser aceita, no sueco “Sámi Blood”. O iraniano “Maat”, de Saba Kazemi, levou o prêmio Abbas Kiarostami, instituído este ano em homenagem ao cineasta falecido em junho, que destaca filmes que expandem o limite da narrativa clássica. A trama do vencedor gira em torno do dilema moral de um grupo de famílias, após encontrar dinheiro escondido num imóvel. O júri internacional foi composto pela diretora americana Bette Gordon, o diretor paulista Jeferson De, a produtora argentina Lita Stantic, o diretor francês Nicolas Klotz, o diretor e produtor belga Peter Brosens, e o diretor de som português Vasco Pimentel. Já os favoritos do público foram outros. Entre os filmes internacionais, o público preferiu o sul-coreano “The Handmaiden”, de Park Chan-wook e os documentários “Gurumbé”, de Miguel Rosales, sobre o flamenco, e “Gaga – O Amor pela Dança”, de Tomer Heymann, que aborda um coreógrafo israelense e não uma cantora pop americana. Entre os nacionais, a votação popular destacou “Era o Hotel Cambridge”, drama sobre uma ocupação urbana dirigido por Eliane Caffé, e “Martírio”, documentário de Vincent Carelli sobre a impunidade no assassinato de índios, denunciado pelo diretor como um verdadeiro genocídio que acontece diariamente no Mato Grosso do Sul. Por fim, a crítica premiou outra mostra de filmes: “Depois da Tempestade”, drama familiar do japonês Hirokazu Koreeda, que já tem distribuição garantida no Brasil, e o documentário brasileiro “Pitanga”, que a atriz Camila Pitanga filmou, ao lado do diretor Beto Brant, sobre seu pai, o ator Antonio Pitanga. A Mostra continua agora com sua tradicional sessão de “repescagem” no CineSesc, que até a próxima quarta (9/11) exibirá alguns dos destaques do evento. Clique nos títulos dos destaques para assistir aos trailers de cada obra.
Estreias: Doutor Estranho tem o maior lançamento, mas há outros destaques na programação
Maior estreia da semana, “Doutor Estranho” ocupa os shoppings com um novo super-herói da Marvel, numa história repleta de efeitos visuais e elenco acima da média do gênero, liderado por Benedict Cumberbatch. O filme conquistou a crítica internacional – 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes – , mas o mais surpreendente é a forma como incorporou e traduziu a psicodelia dos desenhos originais de Steve Ditko na linguagem dos blockbusters modernos. O fato de a Marvel fazer um filme sobre uma criação da fase hippie da editora também diz muito sobre a confiança, a capacidade e o status de seu estúdio, numa lição de como criar franquias e expandir um universo cinematográfico com personagens considerados “estranhos”. Há dois outros filmes hollywoodianos na programação. “A Luz Entre Oceanos” é um melodrama rasgado, baseado num best-seller. O elenco também é ótimo, e pelo menos para o casal central foi um trabalho prazeroso – Michael Fassbender e Alicia Vikander começaram a namorar durante as filmagens. Eles interpretam um casal num farol isolado, que encontra um bebê num barco à deriva e, depois de cuidar da menina por vários anos, descobre a verdadeira mãe (Rachel Weisz), que acredita ter pedido a filha no mar. Segue-se então o embate entre Fassbender, moralmente compelido a contar a verdade, e Vikander, para quem a criança é sua filha de verdade. A trama é de partir o coração, mas também digna de telenovela. Com 59% de aprovação da crítica americana, naufragou nas bilheterias dos EUA, dando prejuízo com apenas US$ 12 milhões de arrecadação. “Indignação” rendeu ainda menos em circuito bastante restrito. Mas conquistou a crítica, com 81% de aprovação. Drama de época baseado no livro homônimo de Philip Roth (“Revelações”), marca a estreia na direção do roteirista e produtor James Schamus, grande parceiro do cineasta Ang Lee em filmes como “O Tigre e o Dragão” (2000), “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), “Desejo e Perigo” (2007) e “Aconteceu em Woodstock” (2009). O filme também destaca uma interpretação surpreendente de Logan Lerman, como um jovem judeu de Nova Jersey, que sofre preconceito e enfrenta um clima conservador de repressão sexual ao ingressar numa Universidade nos anos 1950. O lançamento antecede outra aguardada adaptação de Philip Roth neste ano – “Pastoral Americana”. O circuito limitado também contempla os fãs de cinema indie com o relançamento de “Estranhos no Paraíso” (1984), hoje cultuadíssimo como pioneiro da revolução estética trazida pelos filmes independentes americanos. Em preto e branco e inspirado na nouvelle vague, venceu a Câmera de Ouro no Festival de Cannes como Melhor Filme de Estreia de 1984, o Leopardo de Ouro do Festival de Locarno, o prêmio de Melhor Filme da Sociedade Nacional dos Críticos dos EUA e o Prêmio Especial do Juri do Festival de Sundance. Clássico absoluto, na época parecia muito moderno. A programação internacional inclui ainda o alemão “13 Minutos”, segundo filme do cineasta Oliver Hirschbiegel (“A Queda! As Últimas Horas de Hitler”) a tratar do nazismo. Baseado em fatos reais, o longa mostra a iniciativa de um trabalhador comum alemão (Christian Friedel, de “A Fita Branca”), que cansado dos absurdos do nazismo decide traçar um plano para assassinar Hitler. Considerado traidor, o carpinteiro Georg Elser foi preso após tentar explodir o Führer, mas só executado quando a Alemanha considerava ter perdido a guerra, por ordem direta do ditador. Apenas em 2011, com a inauguração de uma estátua em sua homenagem em Berlim, ele passou a ser festejado como herói da Alemanha. A outra metade da programação (cinco filmes) é composta por filmes brasileiros – que, entretanto, não ocupam a metade (nem um décimo) das salas destinadas aos lançamentos internacionais. São duas ficções, das quais se destaca “Canção da Volta”, estreia do documentarista Gustavo Rosa de Moura nas narrativas dramáticas. No filme, ele dirige sua esposa, a também cineasta Marina Person – Moura foi um dos produtores de “Califórnia” (2015), dirigido por ela. Alçada pela primeira vez ao posto de protagonista, Marina vive uma mulher depressiva, que, após tentar o suicídio, desperta um sentimento de vigília constante no marido (João Miguel), logo transformado em paranoia e obsessão. Já “Intruso” parece um vídeo amador de terror espírita. Trata-se de um trabalho feito em 2009 por Paulo Fontenele, que chega aos cinemas só depois do diretor ter se “consagrado” no gênero besteirol, assinando “Se Puder… Dirija!” (2013), “Divã a 2” (2015) e “Apaixonados: O Filme” (2016). Pensando bem, estes também podem ser definidos como horrores. Completam a programação três documentários. O menos expressivo é “Cícero Dias, O Compadre de Picasso”, trabalho bastante didático sobre o pintor pernambucano modernista do título. Mas os outros dois tiveram até repercussão internacional. “Curumim” acompanha os últimos dias de Marcos “Curumim” Archer, brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas. O longa é intenso, com imagens gravadas clandestinamente no corredor da morte pelo próprio Archer, graças ao contrabando de um celular para a prisão. Tudo feito sem nenhum apoio da embaixada do Brasil na Indonésia, que não ajudou o cineasta Marcos Prado (“Paraísos Artificiais”) nem a falar com Marcos. A première mundial aconteceu sob aplausos na mostra Panorama, do Festival de Berlim. Por fim, “Cinema Novo” é um olhar afetivo para o movimento cinematográfico do título, realizado pelo filho de seu maior expoente. Eryck Rocha tinha apenas três anos de idade quando seu pai, Glauber Rocha, morreu em 1981, e a obra permite um reencontro cinematográfico entre os dois. O documentário é um jorro contínuo de imagens, em que se destaca uma montagem vertiginosa, que intercala cenas de filmes, imagens e depoimentos da época. Não chega a contar uma história, mas forma um painel tangível da geração que levou o cinema brasileiro para as ruas, para as praças e descobriu a realidade do país – dos problemas urbanos à crise rural. A experiência é impressionista, mas também pode ser chamada de impressionante. Já em sua première, “Cinema Novo” venceu o prêmio Olho de Ouro (L’Oeil d’Or) como o Melhor Documentário do Festival de Cannes de 2016. O filme também foi escolhido para abrir o Festival de Brasília.
Karen Gillan vai virar diretora de cinema
A atriz Karen Gillan (ex-“Doctor Who” e atualmente na franquia “Guardiões da Galáxia”) vai virar diretora de cinema. Segundo o site Deadline, ela fará sua estreia atrás das câmeras em “The Party’s Just Beginning”, filme que ela também escreveu e vai estrelar. Embora não haja maiores informações sobre a trama, o título sugere uma comédia. A produção também vai marcar o lançamento de uma nova produtora indie, Mt. Hollywood Films, que tem como missão realizar filmes comercialmente viáveis dirigidos por mulheres e minorias. As filmagens de “The Party’s Just Beginning” vão acontecer em janeiro na Escócia, terra natal da atriz-roteirista-diretora, mas ainda não há previsão para a estreia. Além de reprisar seu papel como Nebula em “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, Karen Gillan também está no elenco da continuação de “Jumanji”, na sci-fi “The Circle” e, segundo rumores, até em “Vingadores: Guerra Infinita”, todos candidatíssimos a virarem blockbusters.
All We Had: Primeiro filme dirigido por Katie Holmes ganha trailer
A Gravitas divulgou o pôster e o trailer do drama indie “All We Had”, primeiro filme dirigido pela atriz Katie Holmes. Ela também estrela a produção, no papel de uma mãe solteira que enfrenta problemas financeiros. Despejadas e com o carro quebrado, ela e sua filha decidem recomeçar a vida numa nova cidade, arranjando trabalho numa lanchonete e formando laços inesperados com simpáticos desconhecidos. O elenco também inclui Stefania LaVie Owen (série “The Carrie Diaries”), Richard Kind (série “Gotham”), Luke Wilson (série “Roadies”), Judy Greer (“Homem-Formiga”), Eve Lindley (série “Mr. Robot”), Mark Consuelos (série “Pitch”) e Katherine Reis (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”). O filme teve première no Festival de Tribeca e conquistou a crítica, com 80% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia comercial vai acontecer em circuito limitado nos Estados Unidos no dia 9 de dezembro, mas não há previsão para o lançamento no Brasil.












