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Filme

Guia da Pipoca: Os 10 melhores filmes de junho no streaming

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    Tom Holland revela “sem querer” o título do próximo filme do Homem-Aranha

    24 de junho de 2018 /

    Tom Holland pode ter superado Mark Ruffalo na disputa de trapalhadas entre os dois para ver quem solta mais spoilers dos filmes da Marvel. Brincando com os fãs num vídeo em seu Instagram, o ator acabou revelando, supostamente sem querer, o título da continuação de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. O longa será chamado “Spider-Man: Far From Home” – ou “Homem-Aranha: Longe do Lar”, em tradução literal. A revelação foi feita casualmente pelo ator, em meio a um vídeo em que se desculpava com os fãs por não ter nenhuma novidade sobre o filme, devido ao destino do seu personagem em “Vingadores: Guerra Infinita”. “Eu não sei muito sobre o filme. Estou meio confuso, porque eu morri, então não sei como as coisas vão rolar. Mas o que sei é que já recebi o novo roteiro, estou muito animado para lê-lo, e vai ser ótimo”, disse Holland, levantando um tablet onde se podia ler o título da produção. Ops? Não do jeito como o iPad que destaca o título da produção é erguido em direção à câmera do celular. A “trapalhada” foi proposital para divulgar mesmo o título, inclusive já adotado na ficha do filme no IMDb. Confira abaixo. O novo Homem-Aranha tem previsão de estreia para julho de 2019. Sorry for no announcements, but I love you guys ♥️ Uma publicação compartilhada por ✌️ (@tomholland2013) em 23 de Jun, 2018 às 5:39 PDT

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    Zoe: Sci-fi romântica com Ewan McGregor e Léa Seydoux ganha imagens e trailer

    23 de junho de 2018 /

    A Amazon divulgou o pôster, 14 fotos e o trailer de “Zoe”, sci-fi romântica estrelada por Ewan McGregor (“Trainspotting”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). Os dois trabalham no desenvolvimento de programas de inteligência artificial voltados para relacionamentos. Após desenvolverem um algoritmo que determina a probabilidade de um relacionamento funcionar, o mais novo projeto da dupla são robôs concebidos para se tornar o par perfeito de alguém. O personagem de McGregor desenvolve um relacionamento com a funcionária interpretada por Léa Seydoux, mas tudo acaba se complicando, quando ela desconfia que também fez parte da experiência. Isto a aproxima do primeiro sintético que eles desenvolveram, vivido por Theo James (“Divergente”). O elenco também inclui Rashida Jones (“Te Peguei!”), Matthew Gray Gubler (série “Criminal Minds”), Miranda Otto (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) e a cantora Christina Aguilera (“Burlesque”). Segunda sci-fi romântica de Drake Doremus, diretor de “Equals” (2015), “Zoe” teve première mundial no Festival de Tribeca em abril e será disponibilizado em 20 de julho na plataforma Amazon Prime.

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    Dwayne Johnson se emociona em vídeo ao apresentar documentário sobre a Chapecoense

    23 de junho de 2018 /

    O ator Dwayne “The Rock” Johnson divulgou um vídeo em seu Instagram sobre um trabalho diferente em sua carreira. Ele fez a introdução para o documentário “Nossa Chape”, que mostra a jornada emocionante do time da Chapecoense, que chegou até a final da Copa Sul-Americana de 2016, apenas para ter sua trajetória tragicamente interrompida com a queda do avião que matou 71 pessoas, incluindo a maioria dos atletas e a comissão técnica da equipe. “Levei alguns takes e tive de lutar contra as lágrimas para chegar até o fim”, disse o astro, na legenda do vídeo. “Uma história poderosa e emocionante que foi um completo privilégio introduzir e poder fazer uma pequena contribuição”. O filme foi dirigido por Jeff Zimbalist e Michael Zimbalist, que antes assinaram o documentário “The Two Escobars”, que mostra a relação entre Pablo Escobar e o futebol, enquanto traça a jornada de Andrés Escobar – zagueiro que defendeu a Colômbia na Copa do Mundo de 1994 e foi assassinado depois de fazer um gol contra. Os irmãos Zimbalist também dirigiram o filme “Pelé”, sobre a juventude do maior jogador de futebol de todos os tempos. O documentário será exibido no canal pago Fox Sports dos EUA. Took me a few takes and fought back tears to get thru this one. Join us now on @foxsports or set your DVR’s for NOSSA CHAPE. Very powerful and emotional story that was my absolute privilege to introduce and be a small part of. #NossaChape #Chapecoense ?? Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 23 de Jun, 2018 às 1:15 PDT

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    Novo Jurassic World mostra que a franquia não têm fôlego para tantas sequências

    23 de junho de 2018 /

    Quando “Jurassic World” saiu em 2015, a continuação disfarçada de reboot atualizou a franquia e conceitos do amado filme original de 1993 para uma nova geração. Mas a sequência tinha a obrigação de levar a franquia adiante e não condená-la à repetição eterna do esquema “dinossauros à solta, salve-se quem puder”. Pois bem. “Jurassic World: Reino Ameaçado” troca o sem sal Colin Trevorrow, do “Jurassic World” anterior, pelo muito mais talentoso J.A. Bayona na direção. Mas se “Jurassic Park” era só efeitos digitais com um fiapo de roteiro, “Reino Ameaçado” exagera em narrativas sem saber muito bem qual caminho trilhar. São mais ou menos quatro filmes diferentes misturados na mesma trama e todos mal desenvolvidos, resultando um roteiro esquizofrênico que não consegue fazer suas diferentes partes dialogarem entre si. A primeira parte é uma versão atualizada de “O Mundo Perdido: Jurassic Park”, mas com um vulcão em erupção. A ideia chega a ser bacana para os fãs incondicionais, porque juntar vulcão e dinossauros soa como algo digno de blockbuster. Mas não é bem por aí. Afinal, quando a correria de humanos, dinossauros e lava tomam conta da tela, o filme encerra o primeiro ato para dar lugar a um dos momentos mais chatos de toda a franquia. Porém, antes de implodir, essa parte do vulcão traz uma interessante discussão a respeito de direitos dos animais (algo explorado em “O Mundo Perdido”), uma nova extinção dos dinossauros e termina com uma cena emocionante, que é a melhor do filme. E, cá entre nós, apenas esse ato renderia um longa satisfatório, caso fosse devidamente desenvolvido. Seria repetitivo, mas não vergonhoso. Mas, então, vem o segundo ato, que não passa de um intervalo longo para o clímax, apenas para repetir tudo aquilo que já sabíamos e sem trazer a mínima novidade: a raça humana não aprende, quer brincar de Deus e ganhar muito dinheiro sem saber exatamente onde e como gastar. Os protagonistas, novamente interpretados por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, não tem muito o que fazer nesse segmento, então ficam parados, falando e pensando, enquanto a trama vira um leilão de dinossauros tão divertido quanto as cenas de políticos no senado de “Star Wars: A Ameaça Fantasma”. E numa mansão estilo Bruce Wayne, onde a Batcaverna dá lugar a um laboratório/prisão. Vejam só o nível do entretenimento: saímos da ilha para uma mansão. Nesse meio tempo, entre até mesmo um clone humano na trama, que não é essa revelação tão surpreendente que os roteiristas queriam. Enfim, esse cenário logo vira um filme de terror censura livre, temática em que J.A. Bayona se sente à vontade e permite ao diretor de “O Orfanato” e “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” exercitar sua verdadeira vocação entre sombras, luzes e sustos. É o terceiro ato. Bayona acha espaço para seu toque pessoal mesmo quando demonstra o quanto “Jurassic Park” e Steven Spielberg inspiraram sua criatividade como cineasta. Mas é um tanto esquisito ver que os planos gigantescos e abertos da ilha no primeiro ato foram substituídos por um pega-pega dentro de uma mansão proporcionada por mais um dinossauro mutante (o T-Rex não é assustador o suficiente?). Os críticos que reclamaram quando Spielberg mostrou um velociraptor abrindo porta no “Jurassic Park” original, não poderiam prever que, um dia, “Reino Ameaçado” traria um dino sorrindo sarcasticamente e outro capaz de “lê” uma placa (vai saber) sobre vazamento de gás de modo a correr tão rápido quanto Tom Cruise antes de ser consumido pelo impacto e o fogo. O ato final dentro de “Reino Ameaçado” é um gancho safado para mais uma sequência. É uma reviravolta tão inesperada quanto esdrúxula, porque o filme não conduz a trama para esse um clímax, que lembra outra franquia com animais, indicando um futuro diferente, mas que não garante a empolgação desejada. Pelo contrário, a ideia de um “Planeta dos Dinossauros” causa estranheza, desconfiança e a sensação de que tentaram inovar, mas sem a mínima certeza do que estavam fazendo. De positivo, Chris Pratt e Bryce Dallas Howard apresentam seus personagens de forma mais humana e vulnerável neste longa. O tema clássico de John Williams continua lindo, embora toque com vontade mesmo só nos créditos finais e conduzido aqui pelo mestre Michael Giacchino. Os efeitos visuais e sonoros também permanecem incríveis, como já eram desde o início dos anos 1990. A conclusão é que, na verdade, “Jurassic Park” não nasceu para ter tantas sequências. No máximo, uma continuação. Mas, diferente de “Alien” e “O Exterminador do Futuro”, o público parece correr para os cinemas cada vez que um novo longa é lançado. Mesmo que repita praticamente a mesma história de sempre, filme atrás de filme. E qualquer tentativa de sair disso apenas se mostra uma alternativa ainda pior.

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    Rei transforma narrativa de épico histórico em cinema experimental

    23 de junho de 2018 /

    Quem tem o hábito de ver muitos filmes, tem hora que se cansa da repetição de temas, de personagens e, principalmente, da forma de tratá-los. Além de encontrar com frequência os mesmos atores e atrizes em papéis principais, sobretudo na produção de países dominantes no cinema, como Estados Unidos e França. As narrativas clássicas, que contam uma história com começo, meio e fim, nessa ordem, com finais felizes, estão em baixa. No entanto, recursos como ir e voltar no tempo ou misturar o real com o imaginado, sonhado ou desejado, não chegam a alterar muita coisa. A forma como os conflitos são resolvidos, correndo contra o tempo até o último minuto, já se tornou algo insuportável. Finais muito abertos e indefinidos nem sempre acrescentam algo ao espectador, além de confundi-lo. E por aí vai. Há grandes cineastas de talento que, usando a narrativa clássica, aliada à criatividade no uso das câmeras, no modo de filmar, produzem grandes obras. Em todo caso, é bom buscar novidades e estar aberto a provocações. Nem tudo o que é novo é bom, é claro, mas não custa conferir. Tudo isso a propósito de um filme experimental que chegou aos cinemas e que merece atenção. “Rei”, do chileno Niles Atallah, tem uma narrativa fragmentada, como a história que ele conta. Aborda um personagem francês, um aventureiro, que em 1860 partiu para a região de Araucanía, no sul do Chile, com a intenção de formar um reino e dele se tornar rei. Supostamente, com o aval do chefe indígena da região. Ao chegar lá, com a ajuda de um guia, descobre que esse chefe está morto e fica difícil justificar sua viagem diante do governo chileno, que o prende e o acusa de usurpação indevida de território e traição ao país, ainda que a região pretendida pelo aventureiro fosse inóspita e estivesse nas mãos dos indígenas. Teriam eles o direito de sagrá-lo rei de Araucanía e Patagônia? É uma história estranha, misto de realidade, fantasia, delírio. Uma coisa de sonhos, memórias perdidas, fantasmagorias. Registros precários e lendas sobre um estranho rei: Orélier-Antoine de Tounens. Para penetrar nessa curiosa e inusitada trama, em que faltariam muitos pedaços, o diretor de “Rei” se utiliza de sofisticadas filmagens, produzidas como filmes antigos, cheios de bolas, borrões, riscos, imperfeições na tela. Inclui fragmentos de filmes realmente existentes? Talvez. Mas não importa. Cria-se um mundo ilusório de pesquisa imagética, com referências a um passado remoto, anterior à criação do cinema. E filma-se, também, o que seria a reconstrução da saga do viajante francês em encenações atuais, com boa qualidade de imagens. O suposto julgamento pelo governo chileno é encenado com os personagens cobertos por máscaras grossas, o que impede qualquer representação realista dos supostos fatos. Descaracteriza a representação cênica dos atores, que fica resumida a bonecos falantes. O filme alterna esses fragmentos narrativos e as diferentes formas filmadas, sem pretender chegar a contar uma saga coerente ou completa. Mas reconstrói, ao menos parcialmente, a lenda e vai além da simples loucura ou delírio extravagante, para se perguntar: o que há de relevante e coerente em tudo isso? O que significa uma figura como essa, que ocupa a cena, quando já estaria desaparecendo de qualquer registro ou memória, se não fosse resgatada em um filme? Esse resgate é importante? Por quê? Enfim, não se trata de uma busca de respostas. Mas, sim, de um exercício de investigação e recuperação da memória e dos sonhos, matéria prima do humano e do coletivo. “Rei” foi vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Cinema Latino-Americano de Toulouse, na França, em 2017.

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    Vingança usa violência como arma de empoderamento

    23 de junho de 2018 /

    Existe um subgênero do terror conhecido como “rape and revenge”, que faz justamente o que a sua alcunha sugere: mostra cenas de estupro seguidas por uma sanguinolenta vingança. Voltado para o público masculino, este subgênero gerou nos últimos anos alguns produtos de gosto duvidoso, como a franquia “Doce Vingança”, e parecia não ter muito conteúdo a oferecer, a não ser àqueles que ainda aguentam ver mulheres sendo submetidas a situações de objetificação sexual e extrema violência. A produção francesa “Vingança” tinha tudo para ser mais um desses filmes, mas não é. E o motivo para isso é simples: é escrito e dirigido por uma mulher. Estreando aqui no comando de um longa-metragem, a cineasta francesa Coralie Fargeat também é responsável pelo roteiro, que acompanha Jen (a italiana Matilda Anna Ingrid Lutz, de “O Chamado 3”), uma jovem que viaja para um local isolado para passar alguns dias com Richard (o belga Kevin Janssens, da série “Vermist”), um homem casado com quem ela mantém um relacionamento. O sossego dos dois é interrompido pela presença de Stan (Vincent Colombe) e Dimitri (Guillaume Bouchède), identificados apenas como “associados” de Richard, que chegaram mais cedo para a caçada anual que eles fazem pelo deserto que cerca a casa. E não demora a acontecer aquilo que o nome deste subgênero sugere. Mas por mais que Fargeat nos leve para lugares conhecidos, o caminho utilizado é pouco viajado. Assim, se o início apresenta Jen como um objeto sexual – com closes constantes da bunda dela –, o objetivo não é explorar o corpo da atriz, mas dialogar com a percepção que o público masculino tem acerca desse tipo de filme. A cineasta mostra o que o público espera ver, apenas para subverter essa visão em seguida. Isso é mais notável na cena do estupro, na qual a diretora afasta a câmera ato em si para aproxima-la do personagem que assiste aquilo – sendo que ele é um reflexo do voyeurismo do próprio espectador. Aliás, é interessante perceber como o roteiro não desenvolve nenhum dos personagens. Em vez de diminuir o alcance da narrativa, tal escolha a amplia, pois cada uma daquelas pessoas se torna representações muito mais amplas do seu gênero. A proposta da realizadora é criar um microcosmo de uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade. Os homens, neste caso, representam todos os homens que já cometeram atos de violência contra as mulheres. E o oposto é verdadeiro. Isso justifica o fato de a protagonista parecer imortal, continuando viva mesmo após perder litros de sangue. Afinal, ela carrega consigo a força de todas as mulheres. A diretora se utiliza de simbolismos para dar corpo à sua obra. É bastante significativo, por exemplo, que a primeira vingança empreendida por Jen seja contra aquele que viu o ocorrido, mas não fez nada para impedir. E o castigo que ele recebe tem a ver com essa ideia do olhar. Também é notável como, em certo momento, a protagonista precisa retirar um objeto fálico de dentro de si – um galho – e como este é substituído pela imagem de uma águia, simbolizando a liberdade. Tudo isso faz parte da transformação pela qual ela passa ao longo da projeção. E embora ela apareça correndo pelo deserto vestindo apenas de calcinha e sutiã, essa imagem não tem o intuito de ser sedutora, mas empoderadora.

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    Selfie para o Inferno é vídeo viral que não consegue conexão no cinema

    23 de junho de 2018 /

    Com a evolução da tecnologia e o barateamento dos custos para a realização, a produção de curtas-metragens de terror se proliferou nos últimos anos. Uma busca rápida na internet mostra a enorme quantidade de pequenos filmes feitos apenas com o intuito de pregar um susto no espectador. De vez em quando, algum desses curtas se destaca, atingindo um grande número de visualizações e de compartilhamentos. Quando isso acontece, é normal que algum estúdio ou executivo enxergue ali a possibilidade de gerar lucro, ignorando o fato de que talvez aqueles vídeos tenham funcionado justamente pela sua curta duração. Foi o que aconteceu com os curtas “Mamá”, de Andy Muschietti, e “Lights Out”, de David F. Sandberg, que geraram os longas “Mama” e “Quando as Luzes se Apagam”. E apesar de estes títulos terem apresentado alguns problemas ao serem transpostos para a longa duração, ao menos apontaram que, por trás das câmeras, havia um talento em potencial (Muschietti depois dirigiu “It: A Coisa” e Sandberg fez “Annabelle 2: A Criação do Mal”). Mas o recente “Selfie Para o Inferno”, dirigido por Erdal Ceylan, não faz nem isso. Não apenas o curta que o originou é ruim, como todos os problemas já vistos na pequena obra são exponenciados aqui, criando um longa-metragem extremamente problemático, mal feito e nada assustador. Escrito pelo próprio Ceylan, o roteiro acompanha Hannah (Alyson Walker), uma jovem que recebe a visita da sua prima, a youtuber Julia (Meelah Adams) e percebe que ela está agindo de maneira estranha – por ter se recusado a tirar uma selfie com ela no carro – mas prefere não falar nada. Já em casa, e sem nenhum motivo aparente, Julia vence o seu medo de tirar uma selfie, mas, quando o faz, percebe-se uma sombra atrás dela na foto. Essa sombra se aproxima a cada nova foto, o que não impede Julia de continuar tirando fotos de si mesma, culminando no momento em que ela é atacada. Depois do ataque, ela fica num estado de coma – mas não é levada para um hospital. Hannah, por sua vez, passa a receber estranhas mensagens no seu celular e começa a ser ameaçada pela mesma entidade que feriu a sua prima. Ceylan parece preso à estrutura do curta-metragem, apressando-se para introduzir logo uma situação de perigo e sacrificando o desenvolvimento dos personagens. Desta forma, o relacionamento daquelas pessoas nunca soa verdadeiro, em parte pela inexpressividade dos atores e em parte porque o roteiro tenta estabelecer essa relação por meio de diálogos expositivos e cenas que servem apenas como um respiro entre as sequencias de terror – que não conseguem causar um susto sequer. Assim, o diretor pula de um momento supostamente assustador para outro, esforçando-se para criar tensão, mas sem nunca atingir esse objetivo. Tais tentativas, porém, causam um sério problema de ritmo na narrativa. Além de cometer erros básicos de continuidade, como ao mostrar um ponto de vista da câmera do celular filmando na horizontal, sendo que a personagem está segurando o aparelho na vertical, o realizador também parece atirar para todos os lados, apresentando diversas teorias e possibilidades a respeito dos perigos que cercam a protagonista. E por mais que ele tente esclarecer tudo no final, a sua explicação – que ainda deixa muitas pontas soltas – serve apenas como uma desculpa pouco convincente para justificar os motivos que levam aquelas pessoas a passarem o filme inteiro se colocando em situações de perigo, em vez de buscarem a segurança. Ao final dos seus longos e arrastados 71 minutos de duração, “Selfie para o Inferno” se mostra tão esquecível quanto um stories do Instagram dois dias depois de ser postado.

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    Cinebiografia de Allan Kardec começou a ser filmada no Rio com participação de veterano do cinema francês

    23 de junho de 2018 /

    A cinebiografia de Allan Kardec já começou a ser rodada no Rio. Intitulada “Kardec”, traz Leonardo Medeiros (série “O Mecanismo”) no papel do professor, escritor e tradutor francês considerado o fundador do espiritismo moderno. A direção é de Wagner de Assis, que levou mais de 4 milhões de pessoas aos cinemas com outro filme espírita, “Nosso lar”, em 2010. E uma das maiores curiosidades da produção é a participação do veterano ator francês Christian Baltauss, de 70 anos, que já trabalhou com alguns dos nomes mais celebrados do cinema, como François Truffaut, com quem fez “O Último Metrô” (1980), e Luis Buñuel, de quem integrou o clássico “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). Baltauss interpreta um morador de rua que tem a vida transformada por Allan Kardec na cinebiografia. Seu personagem se chama General e nunca fala, mas logo se estabelece uma conexão entre eles. “Kardec” tem lançamento previsto para o ano que vem.

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    Shia LaBeouf vai voltar a estrelar filme do diretor de Corações de Ferro

    22 de junho de 2018 /

    O diretor David Ayer (“Esquadrão Suicida”) vai voltar a dirigir Shia LaBeouf no longa de ação “Tax Collector”. Os dois trabalharam juntos em 2014, no filme de guerra “Corações de Ferro”. Além de dirigir, Ayer também escreveu o roteiro e será um dos produtores de “Tax Collector”, que não teve sua premissa revelada. A expectativa é que a produção comece a ser filmada nos próximos meses, em Los Angeles. O diretor também trabalha na sequência de “Bright”, filme da Netflix lançado em 2017, enquanto LaBeouf interpreta o próprio pai na cinebiografia “Honey Boy”, atualmente em pós-produção.

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    Homem-Formiga e a Vespa vão ao universo subatômico em novos vídeos da Marvel

    22 de junho de 2018 /

    A Marvel divulgou quatro novos vídeos e pôsteres internacionais de “Homem-Formiga e a Vespa”. Os vídeos são um trailer japonês, duas featurettes com entrevistas e uma cena da produção. Com muitos trechos inéditos, eles mostram o Homem-Formiga e a Vespa, interpretados por Paul Rudd e Evangeline Lilly, adentrando o universo subatômico, um desenvolvimento que, conforme aponta o produtor Kevin Feige, será muito importante para “Vingadores 4”. Há também bastante destaque para a Vespa, que aparece arrebentando criminosos com maior destreza que o colega super-herói. Evangeline Lilly diz que o filme tem ação do início ao fim. Novamente dirigido por Peyton Reed (de “Homem-Formiga”), o longa estreia em 5 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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    Teen Choice Awards 2018 revela segunda parte de sua lista de indicações

    22 de junho de 2018 /

    O Teen Choice Awards 2018 divulgou a segunda parte de sua lista de indicados, que inclui os prêmios de beijos, casal, vilões, revelações, mídias sociais e sucessos de verão, entre outros. Uma das curiosidades é que a brasileira Anitta aparece entre os artistas musicais da web. A nova leva de indicações confirma o favoritismo das séries “Riverdale”, “Stranger Things” e da recém-cancelada “Shadowhunters”, que somam mais cinco indicações cada. Entre os filmes, a vantagem desta vez é de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, com sete nomeações, inclusive para Kelly Marie Tran, perseguida por racistas no Instagram, que aparece na categoria de Melhor Revelação do Cinema. Os vencedores serão escolhidos pelo público. As votações começam no próximo dia 19 e, para votar, basta acessar o site oficial ou usar a hashtag com o nome da categoria + seu favorito no twitter. O Teen Choice Awards 2018 acontece no dia 12 de agosto, com exibição nos Estados Unidos pela rede Fox. Ainda não há confirmação para o Brasil, mas o canal pago Warner tem feito a transmissão dos últimos anos. Confira abaixo a lista dos indicados. TELEVISÃO Melhor Vilão da TV (#MelhorTVVillain) Anna Hopkins – “Shadowhunters” Cameron Monaghan – “Gotham” Gabrielle Anwar – “Once Upon a Time” Mark Consuelos – “Riverdale” Mind Flayer – “Stranger Things” Odette Annable – “Supergirl” Melhor Série Revelação (#MelhorBreakoutTVShow) “9-1-1” “Anne with an E” “Black Lightning” “On My Block” “Siren” “The Resident” Melhor Revelação da TV (#MelhorBreakoutTVStar) Iain Armitage – “Young Sheldon” Luka Sabbat – “Grown–ish” Lyric Ross – “This Is Us” Nafessa Williams – “Black Lightning” Oliver Stark – “9-1-1″ Vanessa Morgan – “Riverdale” Melhor Casal da TV (#MelhorTVShip) Cole Sprouse & Lili Reinhart – “Riverdale” Grant Gustin & Candice Patton – “The Flash” K.J. Apa & Camila Mendes – “Riverdale” Matthew Daddario & Harry Shum Jr. – “Shadowhunters” Millie Bobby Brown & Finn Wolfhard – “Stranger Things” Stephen Amell & Emily Bett Rickards – “Arrow” Melhor Programa de Verão (#MelhorSummerTVShow) “Beat Shazam” “Cobra Kai” “Marvel’s Cloak & Dagger” “So You Think You Can Dance” “The Bold Type” “Total Bellas” Melhor Summer TV Star (#MelhorSummerTVStar) Aisha Dee – “The Bold Type” Aubrey Joseph – “Marvel’s Cloak & Dagger” Katie Stevens – “The Bold Type” Meghann Fahy – “The Bold Type” Olivia Holt – “Marvel’s Cloak & Dagger” Xolo Maridueña – “Cobra Kai” TELEVISÃO E CINEMA Melhor Beijo (#MelhorLiplock) Chadwick Boseman & Lupita Nyong’o – “Pantera Negra” Chris Pratt & Zoe Saldana – “Vingadores: Guerra Infinita” Cole Sprouse & Lili Reinhart – “Riverdale” Gina Rodriguez & Justin Baldoni – “Jane the Virgin” Millie Bobby Brown & Finn Wolfhard – “Stranger Things” Zac Efron & Zendaya – “O Rei do Show” Melhor Piti (#MelhorHissyFit) Adam Driver – “Star Wars: Os Últimos Jedi” Jack Black – “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” Joe Keery – “Stranger Things” Kevin Hart – “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” Madelaine Petsch – “Riverdale” Mark Ruffalo – “Vingadores: Guerra Infinita” Melhor Ladrão de Cena (#MelhorSceneStealer) Charlie Heaton – “Stranger Things” Katie McGrath – “Supergirl” Nick Jonas – “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” Taika Waititi – “Thor: Ragnarok” Tom Hiddleston – “Thor: Ragnarok” Vanessa Morgan – “Riverdale” Melhor Vilão do Cinema (#MelhorMovieVillain) Adam Driver – “Star Wars: Os Últimos Jedi” Aiden Gillen – “Maze Runner: A Cura Mortal” Bill Skarsgård – “It: A Coisa” Cate Blanchett – “Thor: Ragnarok” Josh Brolin – “Vingadores: Guerra Infinita” Michael B. Jordan – “Pantera Negra” Melhor Revelação do Cinema (#MelhorBreakoutMovieStar) Keala Settle – “O Rei do Show” Kelly Marie Tran – “Star Wars: Os Últimos Jedi” Letitia Wright – “Pantera Negra” Nick Robinson – “Com Amor, Simon” Olivia Cooke – “Jogador Nº 1” Sophia Lillis – “It: A Coisa” Melhor Casal de Cinema (#MelhorMovieShip) Bella Thorne & Patrick Schwarzenegger – “O Sol da Meia-Noite” Chadwick Boseman & Lupita Nyong’o – “Pantera Negra” Dylan O’Brien & Kaya Scodelario – “Maze Runner: A Cura Mortal” Nick Robinson & Keiynan Lonsdale – “Com Amor, Simon” Sophia Lillis & Jeremy Ray Taylor – “It: A Coisa” Zac Efron & Zendaya – “O Rei do Show” Melhor Filme de Verão (#MelhorSummerMovie) “Incríveis 2″ “Jurassic World: Reino Ameaçado” “Alma da Festa” “Oito Mulheres e um Segredo″ “Han Solo: Uma História Star Wars” Melhor Ator de Cinema de Verão (#MelhorSummerMovieActor) Alden Ehrenreich – “Han Solo: Uma História Star Wars” Chris Pratt – “Jurassic World: Reino Ameaçado” Donald Glover – “Han Solo: Uma História Star Wars” Julian Dennison – “Deadpool 2″ Ryan Reynolds – “Deadpool 2″ Sam Claflin – “Vidas à Deriva” Melhor Atriz de Cinema de Verão (#MelhorSummerMovieActress) Bryce Dallas Howard – “Jurassic World: Reino Ameaçado” Emilia Clarke – “Han Solo: Uma História Star Wars” Melissa McCarthy – “Alma da Festa” Sandra Bullock – “Oito Mulheres e um Segredo″ Shailene Woodley – “Vidas à Deriva” Zazie Beetz – “Deadpool 2″ Melhor Série de Verão (#MelhorSummerTVShow) “Beat Shazam” “Cobra Kai” “Marvel’s Cloak & Dagger” “So You Think You Can Dance” “The Bold Type” “Total Bellas” Melhor Artista de TV de Verão (#MelhorSummerTVStar) Aisha Dee – “The Bold Type” Aubrey Joseph – “Marvel’s Cloak & Dagger” Katie Stevens – “The Bold Type” Meghann Fahy – “The Bold Type” Olivia Holt – “Marvel’s Cloak & Dagger” Xolo Maridueña – “Cobra Kai” MÚSICA Melhor Música Pop (#MelhorPopSong) Delicate – Taylor Swift Don’t Go Breaking My Heart – The Backstreet Boys In My Blood – Shawn Mendes No Excuses – Meghan Trainor No Tears Left to Cry – Ariana Grande This Is Me – Keala Settle & “The Greatest Showman” Ensemble Melhor Música Country (#MelhorCountrySong) Cry Pretty – Carrie Underwood Heaven – Kane Brown Life Changes – Thomas Rhett Meant to Be – Bebe Rexha (feat. 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    Sony desenvolve filme derivado do Homem-Aranha com a heroína Seda

    22 de junho de 2018 /

    A Sony está desenvolvendo um novo filme derivado do universo do Homem-Aranha. E desta vez trata-se de uma super-heroína: Seda (Silk, no original), a identidade secreta da jovem sul-coreana Cindy Moon. O detalhe é que a personagem já apareceu no universo Marvel. Vivida por Tiffany Espensen, Cindy Moon foi vista como parte da equipe acadêmica do colégio de Peter Parker (Tom Holland) em “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” e na cena do ônibus escolar de “Vingadores: Guerra Infinita”. Nos quadrinhos, Cindy é uma colega de classe de Peter Parker que também é picada por uma aranha radioativa na mesma época que ele. Ela ganha habilidades semelhantes às dele. Ou melhor, habilidades superiores. Ela é capaz de disparar teias pelas pontas dos dedos, é mais rápida e tem um Sentido Aranha avançado (conhecido como Sentido Seda). Seda só perde para o Homem-Aranha no quesito da força física. Curiosamente, a intérprete da personagem coreana é, na verdade, uma atriz chinesa. Tiffany Espensen nasceu em 1999 em Lianjiang, China, mas veio muito jovem para os Estados Unidos. Sua carreira já conta com vários trabalhos, inclusive aparições em séries como “Hannah Montana”, “Criminal Minds”, “Tru Jackson”, “House” e “Boa Sorte, Charlie!”. Ela também foi protagonista da série “Kirby Buckets” no canal pago Disney XD e está no elenco de “Best Worst Weekend Ever”, que chega em breve na Netflix. A produção do filme de “Seda” está a cargo de Amy Pascal, a ex-presidente da Sony responsável por desenvolver o universo cinematográfico do Homem-Aranha, que este ano ganhará dois filmes: “Venom”, em outubro, e a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, com estreia marcada para dezembro.

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    Cineasta Xavier Dolan entra na continuação de It: A Coisa

    22 de junho de 2018 /

    O ator e diretor canadense Xavier Dolan, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes por “É Apenas o Fim do Mundo” (2016), entrou no elenco de “It: Capítulo Dois”. De acordo com o site Deadline, ele viverá Adrian Mellon. No livro de King, Mellon é um jovem gay que é agredido e jogado de uma ponte em Derry. O incidente marca a volta de Pennywise à cidade, quase 30 anos após enfrentar as crianças nos eventos apresentados no primeiro filme. O papel será o segundo da carreira de Dolan numa produção hollywoodiana, após aceitar o convite para participar de “Boy Erased”, do ator e diretor Joel Edgerton (“O Presente”). A decisão de fazer “It” pode ter a ver com o fato dele próprio ser gay assumido e já ter explorado o terror da homofobia num de seus filmes de maior repercussão, “Tom na Fazenda” (2013). Além dele, a produção também confirmou a participação de Will Beinbrink (da série “A Rainha do Sul/Queen of the South”) como Tom Rogan, o marido abusivo de Beverly (interpretada por Jessica Chastain na sequência). “It: Capítulo Dois” tem novamente direção de Andy Muschietti e estreia prevista para setembro de 2019.

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