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Filme

Guia da Pipoca: “Supergirl” é o principal lançamento de cinema

Filme do DCU marca a volta dos super-heróis ao circuito cinematográfico

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Profissionais brasileiros estão entre os 529 novos convidados para integrar o corpo de membros da premiação de cinema dos EUA

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24 de junho de 2026
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    Veja Cauã Reymond como imperador do Brasil na primeira foto do filme Pedro

    9 de novembro de 2018 /

    As filmagens de “Pedro”, novo filme de Laís Bodanzky (“Como Nossos Pais”), já começaram e a produção aproveitou para adiantar a primeira foto de Cauã Reymond como Dom Pedro I. “Há anos venho batalhando por esse filme”, contou o ator, em entrevista recente. “Queríamos um olhar feminino e que o personagem tivesse certa sensibilidade, já que D. Pedro foi retratado de outras formas. Tinha muita vontade de trabalhar com a Laís e quando apresentamos o projeto, ela topou na hora. É ela quem está decidindo a forma como vamos conduzir o D. Pedro ao invés de buscar referências em séries, novelas e livros”, explicou Cauã, que emendou: “Ela imaginou um homem que não está nos livros. Será a narração de um determinado momento da vida dele pouco explorado na literatura, em que a Laís fez um exercício de imaginação do que poderia ter acontecido naquele período.” “Pedro” mostrará o imperador a bordo da nau inglesa Warspite retornando à Europa, após ser destronado por um golpe parlamentar. Durante a travessia, reflete sobre sua vida no Brasil desde a infância, quando chegou com seus pais de Portugal, em 1808, até sua saída na calada da noite, fugindo de ser apedrejado pela população, em 1831. Orçado em R$ 11 milhões, o longa, que também será transformado em uma minissérie de quatro capítulos, terá 40% das cenas rodadas em Portugal e na Ilha dos Açores. A realização é uma coprodução de produtoras brasileiras com a portuguesa O Som e a Fúria. O roteiro é assinado por Bodanzky, seu marido e parceiro profissional Luiz Bolognesi e Chico Matoso. Já os outros nomes do elenco ainda não foram divulgados, mas devem incluir atores portugueses. O personagem histórico já foi representado em outras produções nacionais por Tarcísio Meira, em “Indendência ou Morte” (1972). e por Marcos Palmeira, em “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995). Mas Cauã Reymond diz que sua versão será bem diferente da imagem de mulherengo que habita o imaginário popular brasileiro, mais centrada na visão portuguesa do filho do rei Dom João VI.

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    Filme de Deadpool para menores ganha pôster oficial

    9 de novembro de 2018 /

    A Fox divulgou o pôster da versão para menores de “Deadpool 2”. O filme vai voltar aos cinemas americanos com o título de “Once Upon a Deadpool” (Era uma Vez um Deadpool, em tradução livre) com classificação PG-13 (para 13 anos) e trará cenas inéditas com participação do ator Fred Savage. O cartaz reúne justamente Deadpool e Savage, montados numa rena de nariz vermelho, em evidente clima natalino. Vale lembrar que Ryan Reynolds anunciou o projeto em setembro, nas redes sociais, com uma imagem que parodiava o clássico “A Princesa Prometida” (1987). Naquele filme, Savage vivia um menino doente, que ouvia um conto de fadas lido por seu avô. Na foto de Reynolds, Deadpool aparecia lendo um livro para Savage. Detalhes: Reynolds usava a fantasia de Deadpool com um chapéu de Papai Noel e Savage vestia a mesma roupa ilustrada no cartaz. Confira aqui. Aparentemente, é esta a ideia de “Once Upon a Deadpool”: o super-herói contará a aventura vista em “Deadpool 2” para o agora adulto Savage. Essas cenas teriam sido filmadas em um único dia pela dupla de atores, com roteiro de Rhett Reese, Paul Wernick e direção de Dave Leitch – o time de “Deadpool 2”. Foram filmadas, ao todo, oito cenas de interação entre Savage e Deadpool, que representariam os novos começo e fim da produção, além de servir para preencher buracos no meio da história. Estes buracos seriam causados por cortes nas cenas de violência, palavrões e piadas de cunho sexual. Por conta desses cortes, mesmo com as cenas extras, o filme teria 3 minutos menos que a versão integral de “Deadpool 2”. “Once Upon a Deadpool” vai ficar em cartaz nos cinemas dos Estados Unidos por um período limitado, entre os dias 12 e 24 de dezembro apenas. E cada ingresso vendido renderá US$ 1 para uma instituição beneficente de luta contra o câncer, chamada F*ck Cancer, que momentaneamente será rebatizada como Fudge Cancer para ganhar divulgação junto do lançamento para menores. “Deadpool 2” estreou nos cinemas em maio de 2018 e arrecadou mais de US$ 734 milhões nos cinemas mundiais.

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    Pôsteres reúnem todas as versões do Homem-Aranha em seu primeiro longa animado

    9 de novembro de 2018 /

    A Sony divulgou novos pôsteres da animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” que juntam os diferentes Homens-Aranha, Mulheres-Aranha e Porco-Aranha do filme. Os heróis incluem o Homem-Aranha vivido por Miles Morales (voz de Shameik Moore, da série “The Get Down”), que será o protagonista, o Aranha original Peter Parker (Jake Johnson, da série “New Girl”), Gwen Stacy, a Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld, de “Quase 18”), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage, de “Kick-Ass”), a japonesa Peni Parker, também conhecida como Ar//nH (Kimiko Glenn, de “Orange Is the New Black”), e Peter Porker, o Porco-Aranha (Spider-Ham, no original), uma aranha transformada em porco falante (dublado por John Mulaney, de “Saturday Night Live”). A explicação para a convivência entre personagens de universos completamente diferentes nos quadrinhos – como o Ultimate, que originou Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” – é uma experiência dimensional do vilão da trama, o Rei do Crime – que ironicamente é o menos cósmico dos vilões do herói. A presença de Peter Porker é a mais absurda. O personagem fazia parte de um universo antropomórfico, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. Também chama atenção a participação de Ar//nH, a versão mangá/anime do herói, que usa um traje Mecha (mecânico/robótico) e surgiu junto com a Gwen-Aranha (também chamada de Mulher-Aranha, embora esta seja outra personagem) em 2014, num evento/crossover chamado “Aranhaverso”. Este evento, que claramente inspira o desenho, originou várias outras versões do Aranha, inclusive Silk, que faz parte dos projetos de filmes derivados da Marvel na Sony. Apesar da variedade de personagens surgidas no período, a versão em que Gwen Stacy é mordida por uma Aranha radioativa e ganha super-poderes se tornou disparada a mais popular, tanto que ganhou revista própria. Já o Homem-Aranha Noir faz parte do universo Noir da Marvel, com histórias passadas durante a Grande Depressão dos anos 1930. Apesar dessa referência, é outra criação recente – lançada numa minissérie de 2009. Miles Morales é o único da lista que atualmente habita o mesmo universo do Aranha original, após a implosão do selo Ultimate, onde foi criado por Brian Michael Bendis em 2011. Ele foi um dos poucos sobreviventes daquele mundo, graças a uma solução narrativa das “Guerras Secretas”, crossover de 2015. Por fim, como todos sabem, Peter Parker, o Homem-Aranha clássico, nasceu em 1962 das mentes criativas de Stan Lee e Steve Ditko. O elenco vocal ainda inclui Lily Tomlin (série “Grace and Frankie”) como a Tia May, Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como Jefferson Davis, o pai de Miles, Mahershala Ali (“Moonlight”) como Aaron Davis/Gatuno/Aranha de Ferro, tio de Miles, e Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Wilson Fisk, o Rei do Crime. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem roteiro e produção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”). A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função – após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). A estreia está marcada para 10 de janeiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.

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    Captive State: Distopia do diretor de Planeta dos Macacos ganha novo trailer

    9 de novembro de 2018 /

    A Focus Features divulgou um novo trailer de “Captive State”, que é tão vago quanto o primeiro. A prévia deixa claro que se trata de mais uma distopia sci-fi, aos moldes de “1984”, construída por invasores alienígenas pseudo-benevolentes, já vistos em séries como “V – A Invasão”, “Terra: Conflito Final” e “Childhood’s End” (baseada no romance clássico de Arthur C. Clarke, que é base de todas essas histórias). O vídeo mostra os Estados Unidos oficialmente sem crimes, pobreza ou desemprego. Mas essa utopia é contraposta à imagens que representam o oposto e ao aviso de que tudo é uma mentira. O paraíso é na verdade resultado de opressão, violência e tirania, administrado por imponentes naves espaciais que comandam os destinos do planeta. Apesar da premissa batida, existem expectativas devido à equipe envolvida. O cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”) assina a direção e também escreveu o roteiro ao lado de Erica Beeney (“O Nerd Vai à Guerra”). Para completar, o elenco inclui Vera Farmiga (“Bates Motel”), John Goodman (“Rua Cloverfield, 10”), James Ransone (“A Entidade”), D.B. Sweeney (“Sharp Objects”), Alan Ruck (série “The Exorcist”), Ashton Sanders (“Moonlight: Sob a Luz do Luar”) e Madeline Brewer (“The Handmaid’s Tale”). “Captive State” estreia em 29 de março nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Trailer de Minha Vida em Marte repete fórmula das continuações brasileiras e leva história para os EUA

    9 de novembro de 2018 /

    A Downtown Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Minha Vida em Marte”, continuação de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014). E dá tristeza ver que a trama desmonta tudo o que foi feito no primeiro filme para mostrar a personagem de Mônica Martelli novamente em busca de homem – sério, ainda que supostamente cômico. Essa reprise da mesma história é a explicação arranjada pelo roteiro para dar mais destaque ao amigo gay, vivido por Paulo Gustavo. Soa forçado, mas nem tanto quanto a viagem aos Estados Unidos que parece ser contratualmente obrigatória em toda continuação de comédia brasileira que se preze – repetindo “De Pernas pro Ar 2”, “Até que a Sorte nos Separe 2” e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”. Virou a fórmula-padrão. Com direção de Susana Garcia, irmã de Mônica, que estreia na função após ser co-roteirista do primeiro filme, “Minha Vida em Marte” ainda traz no elenco Marcos Palmeira, com quem Mônica tinha ficado na história original, além do português Ricardo Pereira (da novela “Deus Salve o Rei”), Heitor Martinez (“Os Dez Mandamentos”), Fiorella Mattheis (“Vai que Cola”) e a ubíqua Anitta (“Meus Quinze Anos”). A estreia está marcada para 27 de dezembro.

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    Brie Larson vem divulgar o filme da Capitã Marvel na Comic Con Experience

    9 de novembro de 2018 /

    O Twitter oficial da Comic-Con Experience 2018 anunciou a vinda da atriz Brie Larson ao evento, para divulgar o filme “Capitã Marvel”, onde interpreta o papel título. Ela vai participar do painel da Disney, marcado para o dia 8 de dezembro. Primeira mulher a protagonizar um filme de super-herói da Marvel, a atriz de 29 anos já tem um Oscar no currículo, por seu desempenho em “O Quarto de Jack” (2015). “Capitã Marvel” também tem diretora mulher, na verdade um casal, Anna Boden e Ryan Fleck (“Parceiros de Jogo”), e estreia marcada para 7 de março nos cinemas brasileiros.

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    Novo Halloween é homenagem relevante ao clássico de John Carpenter

    9 de novembro de 2018 /

    Passou da hora de muita gente admitir que terror é um gênero relevante. É verdade que, quando um filme de horror faz sucesso, a fórmula é desgastada até não dar mais com continuações infinitas e repetitivas. Mas quando inaugura tendências ou, pelo menos, comprova sua conexão com discussões importantes para a sociedade de sua época, o filme costuma marcar seu nome na história do cinema. Em 1978, por exemplo, o lendário cineasta John Carpenter lançou um filme que influenciaria para sempre a cultura pop, além de dezenas de imitações. O slasher movie de Carpenter gerou um subgênero inteiro de terror ao mostrar um psicopata mascarado solitário tocando o terror numa cidadezinha pacata, na década do assassino do zodíaco. Tamanho foi impacto que sem ele não haveria “Sexta-Feira 13”, “A Hora do Pesadelo” ou “Pânico”. E tem outra: Michael Myers adorava matar mulheres, crime que ainda pauta o cinema de hoje por, infelizmente, nunca ter deixado de refletir a nossa realidade. Atento a suas origens, o “Halloween” de 2018 segue relevante. Admirador da obra de John Carpenter, o diretor eclético David Gordon Green, que assinou “Segurando as Pontas”, não assumiu riscos e prestou uma homenagem, com referências que deixarão os fãs com sorrisos enormes. É um caminho seguro e válido, que opta por reverenciar o único filme da franquia que fez História, fingindo que nenhuma continuação existiu e dando sequência aos eventos do clássico. Além disso, toma a estrutura do roteiro original como base e retoma com saudosismo a trilha composta pelo próprio John Carpenter. Mas faz Michael Myers esfolar o dobro, talvez o triplo de pessoas que ele esfaqueou no primeiro, conduzindo ao inevitável confronto com Laurie Strode (novamente vivida por Jamie Lee Curtis), a babá que sobreviveu ao clássico e esperou quatro décadas para reviver o pesadelo. Mas o “Halloween” de 2018 é mais que uma simples continuação da história original. Mais que as mudanças trazidas pela técnica, a produção também atualiza os temas da obra. Trata-se de um legítimo slasher, com todos os prós e contras do gênero, mas também um exemplar da era #MeToo. Em cena, mulheres decididas, corajosas e influentes se destacam em oposição a homens babacas ou burros, com exceção do assassino mascarado, claro, que, apesar de demente, consegue ser o macho mais inteligente do filme, embora represente um agressor violento de mulheres por motivos óbvios. Tirando bebês (uma grata surpresa), Michael mata sem explicações tudo que encontra pela frente, embora mantenha sua preferência por mulheres, especialmente as tradicionais babás. Só que o filme não é do monstro, mas da atriz que deve sua carreira ao primeiro “Halloween”. Jamie Lee Curtis, filha dos astros Tony Curtis (“Quanto Mais Quente Melhor”) e Janet Leigh (“Psicose”), protagoniza aqui o filme de maior sucesso liderado por uma atriz de 60 anos muito bem vividos, e que merecia mais reconhecimento da Academia por “Um Peixe Chamado Wanda” (1988) e “True Lies” (1994). Sua presença em cena é tão hipnotizante que ameaça o apelo pop da imagem de Michael Myers. A estrutura do roteiro reflete tanto o “Halloween” de 1978 que deixou o esperado embate entre os dois personagens principais somente para os tensos minutos finais, exatamente como no original. A diferença é que, agora, o público anseia pelo confronto, enquanto há 40 anos ninguém tinha certeza se Laurie chegaria viva até o final. Como, desta vez, Laurie se diz pronta para a volta de Michael, o roteiro de Danny McBride (ele mesmo, o comediante de “Segurando as Pontas”) peca ao rechear o miolo do filme com personagens descartáveis que entram em cena somente para servir de guisado para o psicopata. Para provar que há um excesso de gente sem propósito, onde diabos foi parar o crush da neta de Laurie após a festa de Halloween? Não adianta dizer que a última cena entre os dois serviu apenas para isolar a menina pelas ruas como presa fácil para o monstro, porque foi criada uma expectativa e o personagem simplesmente desapareceu sem nem ao menos dar de cara com Michael Myers. Aliás, há um certo desperdício da neta (Andi Matichak) e a filha (Judy Greer) de Laurie durante toda a trama, embora elas se mostrem importantes na conclusão da história. Ao menos, as portas ficam abertas para mais uma sequência, que virá, graças ao sucesso do filme, e tem a obrigação de ser superior. Mas ficam duas certezas: não dá para fazer “Halloween” sem Jamie Lee Curtis e a volta Michael Myers embute a consequência de um revival da tendência que ele despertou há 40 anos. Hollywood já prepara a volta de Jason, de “Sexta-Feira 13”, e outros monstros da era slasher devem ressuscitar para o século 21, com a promessa de extirpar à facadas qualquer resquício de originalidade que sobreviver.

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    O Primeiro Homem transforma conquista da lua em drama intimista

    9 de novembro de 2018 /

    “Nós decidimos ir à Lua nesta década e fazer as outras coisas, não porque são fáceis, mas porque são difíceis”, disse o presidente americano John F. Kennedy em 1962, num discurso célebre que deu um novo gás para a corrida espacial e culminou com a pegada do astronauta Neil Armstrong no solo lunar. “O Primeiro Homem”, nova parceria do cineasta Damien Chazelle com o ator Ryan Gosling (ambos de “La La Land: Cantando Estações”), conta a história de Armstrong mostrando que as dificuldades mencionadas por Kennedy vão muito além dos problemas tecnológicos. Escrito por Josh Singer (“The Post – A Guerra Secreta”) com base no livro de James R. Hansen, o roteiro acompanha quase uma década na vida de Neil Armstrong (Gosling), um piloto de testes que, ao pilotar um X-15, teve o seu primeiro vislumbre do espaço. A tranquilidade espacial é substituída pela conturbada realidade terrestre. Após perder a filha, vítima de câncer, Neil decide voltar ao trabalho. Mas quando lhe empurram um serviço burocrático – que lhe daria tempo para pensar na sua perda –, ele enxerga a oportunidade de sair dali e ingressar no programa espacial. Assim, fica estabelecida desde o início a relação trabalho-família, algo que vai ser reforçado ao longo de toda a narrativa. Chazelle explicita isso ao demonstrar como o relacionamento de Armstrong com a sua família melhora quando seu trabalho está indo bem – e como piora quando as coisas vão mal. Além disso, o diretor investe em uma montagem paralela que mostra Neil no espaço e sua esposa, Janet (Claire Foy, de “The Crown”), na Terra, dando igual importância a estes dois eventos. A relação trabalho-família também é um fator determinante para levá-lo a aceitar a missão. Quando questionado sobre os motivos de querer ir até à Lua, Neil fala da possibilidade de poder enxergar as coisas sob outra perspectiva. Sua perspectiva, porém, tem mais a ver com a sua trajetória pessoal para lidar com o luto do que com as mudanças que tal viagem causaria no mundo. Por mais que o personagem de Buzz Aldrin (Corey Stoll, de “Homem Formiga”) ofereça uma opinião dissonante – falando sobre a corrida espacial contra a União Soviética –, fica claro que o filme se posiciona de maneira contrária à opinião pragmática de Aldrin e favorável à motivação emocional de Armstrong. Marcado por um histórico de tragédias, o protagonista parece se afastar de todos como forma de se proteger. Afinal, é na solidão que encontra a segurança para lidar com os seus problemas. Numa determinada cena, Neil vê um balanço na árvore e menciona para o colega Ed White (Jason Clarke, de “Planeta dos Macacos: O Confronto”) que a sua filha tinha um igual. Porém, antes de levar a conversa adiante e expor demais a sua intimidade ao amigo, ele se afasta, retornando à sua escuridão solitária. E Gosling, que não é um ator expressivo, representa bem essa personalidade introvertida justamente pela frieza da sua atuação. Damien Chazelle também opta por uma abordagem intimista. Apostando em planos fechados, o realizador transforma a sua câmera num personagem que acompanha os astronautas, vendo as coisas sob o mesmo ponto de vista deles – os voos são filmados todo no interior dos foguetes, e não por fora, como costumam ser filmes sobre o espaço. Mais do que isso, porém, a câmera parece sentir o que eles sentem, partilhando a tensão deles durante os voos – em muitos casos, a câmera treme tanto que não dá pra identificar o que está sendo mostrado, numa representação subjetiva da visão daquelas pessoas. E é bastante significativo que, quando finalmente chegam à Lua, a câmera seja a primeira a sair. Contando uma história que já é, ao menos em partes, conhecida pelo público, o longa é mais focado nos desafios da viagem, e não no seu destino. E foram muitos desafios. O design de som destaca o ranger dos metais das aeronaves antes da decolagem, apontando para o perigo iminente que aquela tecnologia representa. Trata-se de um perigo real, que custou a vida de alguns astronautas ao longo dessa jornada. Tal insegurança é reproduzida pelo próprio Armstrong quando conversa com a família pouco tempo antes de embarcar e fala da possibilidade de não voltar. Porém, apesar de temer a viagem, ele a aceita, uma vez que, de certa maneira, ele precisa dela. “Este é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade” disse Neil Armstrong ao pisar na superfície lunar pela primeira vez. O filme de Damien Chazelle, porém, faz o caminho inverso, diminuindo o salto representado pela humanidade naquele momento e aumentando a importância do passo para aquele primeiro homem.

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    Disney anuncia nova série de Star Wars estrelada por Diego Luna

    9 de novembro de 2018 /

    Ao apresentar o nome, logotipo e planos do serviço de streaming Disney+ (Disney Plus), o CEO da empresa Bob Iger anunciou uma nova série com atores derivada dos filmes de “Star Wars”. Ainda sem título definido, a produção será um prólogo de “Rogue One – Uma História Star Wars” (2016) centrado no personagem Cassian Andor, que, assim como no cinema, será interpretado por Diego Luna. As gravações vão começar em 2019 e os episódios seguirão Andor durante a formação da Aliança Rebelde, antes dos eventos apresentados em “Rogue One” e também do primeiro longa da saga clássica, “Guerra nas Estrelas” (1977). “Voltar para o mundo de ‘Star Wars’ é muito especial para mim”, disse o ator, em comunicado. “Ainda guardo muitas lembranças do excelente trabalho que fizemos e das amizades que conquistei durante essa jornada.” “Nós temos uma aventura fantástica pela frente, este novo formato vai nos dar a chance de explorar mais profundamente tais personagens”, completou Diego. No comunicado oficial da produção, a Lucasfilm acrescentou que a série “explorará contos cheios de espionagem e missões ousadas para restaurar a esperança de uma galáxia nas garras do impiedoso Império”. O projeto vai se juntar a “The Mandalorian”, uma criação original do cineasta Jon Favreau (“Homem de Ferro” e “Mogli”), que, por sinal, se passa em período próximo na cronologia de “Star Wars”. As duas séries serão disponibilizadas na plataforma Disney+ (Disney Plus), que deve estrear no segundo semestre de 2019.

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    Diretor de Lego Batman vai filmar versão live action de Jonny Quest

    8 de novembro de 2018 /

    O diretor Chris McKay, que ganhou projeção com a animação “LEGO Batman: O Filme”, foi escolhido pela Warner para dirigir a adaptação de cinema da série animada “Jonny Quest”. “Jonny Quest” foi criado em 1964 pelos estúdios Hanna-Barbera e revolucionou o gênero das séries animadas, até então dominado por comédias de animais falantes, ao focar seus episódios em tramas de aventura e ficção científica, além de se diferenciar de toda a produção da época pelos traços elegantes do desenhista Doug Wildey, um dos maiores mestres dos quadrinhos americanos de western. O personagem-título era um menino que acompanhava seu pai cientista em aventuras ao redor do mundo, enfrentando dinossauros, múmias e robôs de cientistas loucos. Além de Jonny e do Dr. Benton Quest, os personagens incluíam o piloto e agente federal Roger Bannon, o órfão indiano adotado Hadji, o cachorrinho Bandit e eventualmente a misteriosa “Jezebel” Jade, interesse romântico de Bannon. O programa durou apenas uma temporada, mas se tornou cultuado e ganhou inúmeras reprises, até ser resgatado nas décadas de 1980 e 1990 em novas aventuras animadas e histórias em quadrinhos. A Warner tenta materializar o filme, que será estrelada por atores reais, desde 2007, quando encomendou um roteiro para Dan Mazeau (“Fúria de Titãs 2”). Outros que escreveram roteiros para a história foram Robert Rodriguez (“Sin City”) e Terry Rossio (“Piratas do Caribe”). Espera-se que McKay tenha mais sorte com “Jonny Quest” do que com seus outros projetos de cinema. No ano passado, ele foi anunciado pela própria Warner como responsável por um filme solo do herói “Asa Noturna”, que jamais entrou no cronograma do estúdio. Ele também deveria dirigir uma nova versão de “Dungeons & Dragons”, projeto que supostamente estreia em 2021, mas que também parece ter sido esquecido.

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    Netflix anuncia animações derivadas de Círculo de Fogo e Altered Carbon

    8 de novembro de 2018 /

    A Netflix anunciou diversos novos projetos asiáticos, e os destaques da lista são séries animadas, entre elas duas versões anime de franquias conhecidas: a franquia cinematográfica “Círculo de Fogo” e a série “Altered Carbon”, produzida pela própria Netflix. Já anunciada anteriormente pelo serviço de streaming, a série em anime de “Círculo de Fogo” ganhou seus primeiros detalhes. A trama será uma continuação dos dois filmes, lançados em 2013 e 2018. A trama mostrará dois irmãos que precisam pilotar um Jaeger (os robôs gigantes da saga) para escapar de um local desolado e tentar encontrar os seus pais desaparecidos. Craig Kyle (“Thor: Ragnarok”) e Greg Johnson (“X-Men: Evolucion”) servirão como showrunners da série, que terá produção de Guillermo Del Toro, diretor do filme original. Já “Altered Carbon” virará um anime de longa-metragem. O filme, escrito por Dai Satô (roteirista dos desenhos clássicos “Cowboy Bebop” e “Wolf’s Rain”), servirá como uma expansão do universo da série, que estreou em 2017 na Netflix e terá uma 2ª temporada no ano que vem. A trama de “Altered Carbon”, inspirada no livro de Richard Morgan, mostra um futuro em que a humanidade essencialmente atingiu a imortalidade, inventando tecnologias que permitem que a consciência de cada indivíduo seja transferida de corpo para corpo. Outros três projetos de anime revelados pela Netflix são “Cagaster of an Insect Cage”, cujo título soa como piada escatológica, e se passa em um futuro no qual uma misteriosa doença transforma humanos em insetos gigantes; “Yasuke”, um conto do Japão feudal, sobre um samurai que tenta proteger uma criança caçada por forças sinistras; e “Trese”, produção filipina sobre uma heroína que enfrenta a máfia local, composta por seres sobrenaturais. A plataforma também produzirá duas séries tailandesas com atores, “The Stranded” e “Shimmers”, que se passam no universo das escolas particulares de elite do país – na primeira, os estudantes são vítimas de um naufrágio e se veem presos em uma ilha deserta, enquanto na segunda gira em torno de ocorrências sobrenaturais no campus. Para completar, ainda foi anunciada a produção de uma comédia adolescente taiwanesa, “Triad Princess”, sobre uma jovem que, contrariando o desejo do pai, um chefão do crime organizado, torna-se guarda-costas de uma atriz famosa. Nenhum dos projetos tem previsão de estreia.

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    Taron Egerton diz que não participará de Kingsman 3

    8 de novembro de 2018 /

    O ator Taron Egerton, intérprete do protagonista Gary ‘Eggsy’ Unwin em “Kingsman: Serviço Secreto” (2014) e “Kingsman: O Círculo Dourado” (2014), revelou que não vai voltar ao papel em “Kingsman 3”. “Eu não sei se isso é novidade, e acho que estou autorizado a dizer, mas não estou no próximo filme de ‘Kingsman'”, disse o ator britânico ao Yahoo Movies. “Isso não quer dizer que nunca mais estarei na franquia. Eu estive com [o diretor] Matthew Vaughn há alguns dias, continuamos trabalhando juntos, mas a próxima jornada nesse universo não tem a ver comigo”. A declaração contradiz informação anterior. Numa entrevista para a revista Empire, Vaughn disse que o terceiro filme marcaria “a conclusão do relacionamento de Harry Hart e Eggsy”, referindo-se aos personagens de Colin Firth e Taron Egerton. A nova informação que circula sobre a produção revela que Taron Egerton não vai participar do filme pois a terceira parte da franquia será um prólogo, passado no começo do século 20, que contará a origem do serviço secreto Kingsman e introduzirá uma nova agente chamada Conrad. “Kingsman 3” terá novamente roteiro de Jane Goldman e direção de Matthew Vaughn, responsáveis pelos dois primeiros filmes, e boatos recentes incluem os nomes de Brad Pitt e Rachel Weisz no elenco cotado para a produção. Baseados nos quadrinhos escritos por Mark Millar e ilustrados por Dave Gibbons, os dois “Kingsman” faturaram cerca de US$ 410 milhões cada, com orçamentos que variaram dos US$ 81 aos 104 milhões. As filmagens do terceiro devem começar em breve para cumprir o cronograma de lançamento da Fox. O filme tem previsão de estreia em novembro de 2019.

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    Trailer legendado de A Princesa e a Plebeia traz Vanessa Hudgens em papel duplo

    8 de novembro de 2018 /

    A Netflix divulgou o pôster, fotos e o trailer legendado de mais uma comédia romântica adolescente, “A Princesa e a Plebeia” (The Princess Switch). A prévia revela uma versão moderna da famosa fábula de Mark Twain, “O Príncipe e o Mendigo”, que mostra o que acontece quando uma turista americana troca de lugar com uma nobre europeia para que esta possa descobrir como é viver longe das regras da monarquia. A ex-estrelinha da Disney Vanessa Hudgens (de três “High School Musical”) estrela a produção no papel duplo do título, e obviamente encontra o romance também em dose dupla, incorporado por Sam Palladio (“Nashville”) e Nick Sagar (“Caçadores de Sombras”). Quem assina a trama é a veterana roteirista de TV Robin Bernheim, dividindo créditos com sua assistente Megan Metzger. As duas trabalharam juntas com o diretor Mike Rohl na produção canadense “Quando Chama o Coração: A Série”. A estreia está marcada para 16 de novembro na Netflix.

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