Turma da Mônica: Laços ganha primeiro trailer
A Paris Filmes divulgou o trailer de “Turma da Mônica: Laços”, primeiro filme live-action com os personagens de Mauricio de Sousa. A prévia acompanha os quatro protagonistas, Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão, numa aventura cheia de perigos em busca do cãozinho Floquinho, que desapareceu. As crianças são vividas pelos estreantes Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo e Gabriel Moreira. “Turma da Mônica: Laços” tem direção de Daniel Rezende (“Bingo: O Rei das Manhãs”) e ainda inclui no elenco Monica Iozzi (“Mulheres Alteradas”) como a Dona Luísa, Paulo Vilhena (“Como Nossos Pais”) como seu Cebola, Ravel Cabral (“Vai que Dá Certo 2”) como o Homem do Saco e Rodrigo Santoro (“Westworld”) como o Louco. O longa tem como base a graphic novel homônima, uma releitura do trabalho original de Mauricio de Sousa, criada pelos irmãos Lu e Vitor Cafaggi com uma trama mais adulta e repleta de referências à cultura pop dos anos 1980. A produção estreia nos cinemas brasileiros em 27 de junho de 2019.
Ouça as 15 músicas pré-selecionadas para o Oscar 2019 de Melhor Canção
A Academia de Ciências e Artes Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou a lista das 15 músicas pré-selecionadas para a disputa do Oscar 2019 de Melhor Canção. Todas podem ser ouvidas abaixo. A relação inclui canções de Lady Gaga (para “Nasce uma Estrela”), Kendrick Lamar (“Pantera Negra”), Thom Yorke (“Suspiria”), Troye Sivan (“Boy Erased”), Sade (“Viúvas”), Dolly Parton (“Dumplin'”), Quincy Jones (“Quincy”) e Jennifer Hudson (“RBG”). A música de Hudson, por sinal, é uma composição de Diane Warren, que já disputou nove Oscars da categoria sem vencer nenhum. É uma das duas músicas de documentários da seleção, feita para o filme “RBG”, sobre a juíza Ruth Bader Ginsburg. E, ironicamente, a música de Keisha para a cinebiografia da mesma juíza, “Suprema”, não foi qualificada. Por outro lado, “O Retorno de Mary Poppins” emplacou duas canções, ao estilo dos musicais cafonas que a Academia adora. O mesmo tom marca a faixa selecionada da animação “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”. Como “O Retorno de Mary Poppins” deve emplacar compulsoriamente um representante na categoria, resta saber se o Oscar 2019 será um dos primeiros em tempos recentes a não qualificar uma música de animação. São muitas estrelas para apenas cinco vagas. E isso que Keisha (“Suprema”), Eminem (“Venom”), Demi Lovato (“Uma Dobra no Tempo”), Imagine Dragons (“Wifi Ralph”), Post Malone (“Homem-Aranha no Aranhaverso”), Annie Lennox (“A Private War”), Celine Dion (“Deadpool 2”), Sia (“Vox Lux”) e até Prince (“Infiltrado na Klan”) foram barrados. Os finalistas de todas as categorias serão anunciados apenas no dia 22 de janeiro e a cerimônia de premiação está marcada para 24 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais Globo e TNT. Dê play no playlist a seguir para ouvir todas as 15 canções selecionadas. A lista completa está logo abaixo. “Revelation”, de “Boy Erased: Uma Verdade Anulada” “Suspirium”, de “Suspiria” “All the Stars”, de “Pantera Negra” “The Big Unknown”, de “Viúvas” “We Won’t Move”, de “O Ódio que Você Semeia” “Treasure”, de “Querido Menino” “I’ll Fight”, de “RBG” “Shallow”, de “Nasce uma Estrela” “Girl In The Movies”, de “Dumplin’ “When A Cowboy Trades His Spurs For Wings”, de “A Balada de Buster Scruggs” “Trip A Little Light Fantastic, de “O Retorno de Mary Poppins” “The Place Where Lost Things Go”, de “O Retorno de Mary Poppins” “A Place Called Slaughter Race”, de “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” “Keep Reachin”, de “Quincy” “OYAHYTT”, de “Sorry to Bother You”
Super-Heróis da Marvel dominam pré-seleção do Oscar em Efeitos Visuais
Além da lista dos pré-selecionados ao Oscar 2019 de Melhor Filme em Língua Estrangeira, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira (17/12) os 10 filmes que seguem na disputa do troféu de Melhores Efeitos Visuais. E o que mais chama atenção na seleção é o predomínio de super-heróis da Marvel. O estúdio comparece com os três filmes que lançou neste ano: “Homem-Formiga e a Vespa”, “Vingadores: Guerra Infinita” e “Pantera Negra”. Já a produção do super-herói da DC, “Aquaman”, ficou de fora da lista. A última vez que um filme de super-herói venceu a categoria foi em 2005, com “Homem-Aranha 2”. Além das produções da Marvel, o conglomerado Disney ainda incluiu mais três filmes na relação: duas fábulas de seu próprio estúdio, “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” e “O Retorno de Mary Poppins”, e a sci-fi “Han Solo: Uma Aventura Star Wars”, da Lucasfilm. É 60% – ou, se preferir, mais da metade – do total de pré-selecionados. Os demais filmes na disputa são “Jurassic World: Reino Ameaçado”, “Jogador Nº1”, “O Primeiro Homem” e “Bem-vindos a Marwen”. Todos os indicados ao Oscar 2019 serão anunciados em 22 de janeiro e a cerimônia de premiação está marcada para 24 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais Globo e TNT.
Fora do Oscar, Brasil completa 20 anos sem disputar Melhor Filme em Língua Estrangeira
Conforme esperado, o Brasil ficou fora da lista de candidatos pré-selecionados para disputar o Oscar 2019 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O comitê organizador da premiação anunciou uma pré-seleção com nove filmes que irão disputar as indicações oficiais, e o representante brasileiro não passou do primeiro corte. Fato é que “O Grande Circo Místico” não aparecia nas previsões da imprensa internacional por não ter vencido – nem sequer disputado – prêmio algum. Além disso, tinha sido massacrado pelos críticos americanos ao ser projetado, fora de competição, no Festival de Cannes. Mesmo assim, foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema, num menosprezo à boa repercussão e premiação internacional de outros trabalhos mais cotados. Pesou o nome de seu diretor, Cacá Diegues. Mas só para a Academia Brasileira. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos preferiu, obviamente, selecionar obras com comprovada aprovação no circuito dos festivais – algo de que “O Grande Circo Místico” jamais dispôs. Entre os selecionados, estão o japonês “Assunto de Família”, de Hirokazu Koreeda, vencedor do Festival de Cannes, o mexicano “Roma”, de Alfonso Cuarón, vencedor do Festival de Veneza, o polonês “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski, vencedor do European Film Awards (o “Oscar europeu”), o libanês “Cafarnaum”, de Nadine Labaki, vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, o sul-coreano “Em Chamas”, de Lee Chang-dong, premiado pela crítica em Cannes, e outros longas com passagens premiadas por festivais internacionais. Além de “Roma”, produção da Netflix de um diretor que já venceu o Oscar (por “Gravidade”), o cinema latino-americano é representado também pelo colombiano “Pássaros de Verão”, de Cristina Gallego e Ciro Guerra, vencedor do Festival de Havana. Vale observar ainda que a Netflix, embora festeje “Roma”, não conseguiu emplacar o belga “Girl”, de Lukas Dhont, que venceu a Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Infelizmente, as opções mais competitivas do Brasil foram preteridas. “As Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, além de vencedor do Festival do Rio, foi premiado em dezenas de festivais internacionais e conta com 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, filme mais premiado no Festival de Gramado, também encantou a crítica americana ao passar pelo Festival de Sundance, arrancando 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes – como parâmetro, “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018, tem 92% de aprovação. Assim, o cinema brasileiro completou 20 anos sem conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira – desde “Central do Brasil”, em 1999. Agora, os nove filmes pré-selecionados passarão por nova peneira dos membros da Academia para serem reduzidos aos cinco indicados de sua categoria. Todos os indicados ao Oscar 2019 serão anunciados em 22 de janeiro e a cerimônia de premiação está marcada para 24 de fevereiro, com transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais Globo e TNT. Vale lembrar que, mesmo fora da disputa de filme estrangeiro, o Brasil ainda pode emplacar representantes em outras categorias. A maior chance é de “Tito e os Pássaros” como Melhor Animação. Essa foi a categoria que rendeu a última indicação a uma produção brasileira no Oscar, com “O Menino e o Mundo”, em 2016. Em 2018, o diretor brasileiro Carlos Saldanha também teve um filme indicado como Melhor Animação, mas “Touro Ferdinando” era uma produção estrangeira. Foi o mesmo caso do produtor Rodrigo Teixeira, que participou da produção estrangeira “Me Chame pelo Seu Nome”, indicada a quatro Oscars. Confira abaixo as nove produções que seguem na disputa pelo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira – e não “Melhor Filme Estrangeiro”, já que produções faladas em inglês do Reino Unido, Austrália, Canadá e outros países não concorrem nessa categoria. “Pássaros de Verão”, de Cristina Gallego e Ciro Guerra (Colômbia) “Culpa”, de Gustav Möller (Dinamarca) “Never Look Away”, de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha) “Assunto de Família”, de Hirokazu Koreeda (Japão) “Ayka”, de Sergei Dvortsevoy (Cazaquistão) “Cafarnaum”, de Nadine Labaki (Líbano) “Roma”, de Alfonso Cuarón (México) “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski (Polônia) “Em Chamas”, de Lee Chang-dong (Coreia do Sul)
Aquaman é visto por 1,7 milhão de brasileiros em seu lançamento no país
Um dos filmes maior distribuição no ano no Brasil, “Aquaman” teve o resultado matemático esperado, levando 1,5 milhão de pessoas aos cinemas em seu fim de semana de estreia no país. Considerando as pré-estreias, o número cresce para 1,7 milhão de brasileiros, segundo a consultoria Comscore. Em termos de ingressos vendidos, isso representa uma arrecadação de R$ 31 milhões. O filme é um fenômeno mundial, já tendo ultrapassado US$ 261 milhões de arrecadação em 41 países, sem ainda ter estreado nos Estados Unidos. Só na China foram US$ 189 milhões. O maremoto de “Aquaman” foi tão intenso que o resto das bilheterias nacionais ficou em destroços. Para dar ideia da diferença, o segundo longa mais visto no Brasil entre quinta e domingo (16/12) foi a cinebiografia da banda Queen “Bohemian Rhapsody”, que juntou 60,8 mil pessoas e faturou R$ 1,3 milhão. E o clube dos milionários parou aí. Em 3º lugar, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, visto por 54,9 mil pessoas, teve arrecadação de R$ 945 mil.
Charlotte Rampling será homenageada no Festival de Berlim 2019
A atriz britânica Charlotte Rampling será homenageada com um Urso de Ouro especial por sua carreira no Festival de Berlim de 2019. Ela venceu o Urso de Prata de Melhor Atriz em 2015 por seu desempenho em “45 Anos”, de Andrew Haigh, papel que também lhe rendeu uma indicação ao Oscar e seu segundo European Film Award de Melhor Atriz (o primeiro foi por “Swimming Pool – À Beira da Piscina”). Em homenagem a Rampling, o 69º Festival Internacional de Cinema de Berlim exibirá uma seleção dos filmes mais conhecidos da atriz, incluindo “Os Deuses Malditos” (1969), de Luchino Visconti, “Memórias” (1980), de Woody Allen, “O Veredito” (1982), de Sidney Lumet, “Sob a Areia” (2000) e “Swimming Pool” (2003), ambos de François Ozon. “Estou muito feliz que a homenagem deste ano seja dedicada à sublime atriz Charlotte Rampling”, disse Dieter Kosslick, diretor da Berlinale. “Ela é um ícone do cinema não convencional e excitante.” Além de aparecer várias vezes com filmes na Berlinale, Rampling também presidiu o júri internacional do festival em 2006. Rampling marcou época justamente por papéis pouco convencionais. A atriz, que estreou ainda adolescente como figurante no primeiro filme dos Beatles, “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (1964), virou protagonista com “Georgy, a Feiticeira” (1966) e foi se tornar sex symbol com o polêmico “O Porteiro da Noite” (1974), como uma sobrevivente do Holocausto que passa a se relacionar com seu torturador. Ela também participou de várias séries televisivas, desde a clássica “Os Vingadores”, nos anos 1960, até atrações mais atuais, como “Dexter” e “Broadchurch”. Longe de se aposentar, a atriz de 72 anos continua a trabalhar em ritmo intenso. Só em 2018 ela estrelou três filmes em diferentes países, entre eles o thriller “Operação Red Sparrow”. Ela acaba de filmar “Valley of the Gods”, do polonês Lech Majewski, e está atualmente rodando “Benedetta”, do holandês Paul Verhoeven.
Jeff Bridges será homenageado no Globo de Ouro 2019
O Globo de Ouro vai homenagear o ator Jeff Bridges com o tradicional Cecil B. DeMille Award, que premia o conjunto da obra de grandes artistas de Hollywood. Bridges, que já venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama por “Coração Louco”, desempenho que também lhe rende o Oscar em 2010, vai receber o prêmio na cerimônia que acontece no dia 6 de janeiro, em Los Angeles. Além da vitória pelo papel de cantor country, Bridges tem outras quatro indicações ao Globo de Ouro no currículo, que começam com um lançamento de 1985, “O Homem das Estrelas” (1985). A indicação mais recente foi por “A Qualquer Custo” (2017). O astro, que completou 69 anos no último dia 4 de dezembro, foi visto este ano em “Mau Momentos no Hotel Royale”, que só estreia no Brasil em janeiro. Seu próximo trabalho é um drama sem título da diretora Reed Morano, premiadíssima pela série “The Handmaid’s Tale”. Homenageados recentes do Globo de Ouro com o troféu Cecil B. DeMille incluem Oprah Winfrey, Meryl Streep, Denzel Washington, George Clooney, Woody Allen, Jodie Foster, Morgan Freeman e Robert De Niro. A cerimônia do Globo de Ouro 2019 será transmitida ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT.
European Awards: Guerra Fria é o grande vencedor do “Oscar europeu”
O filme polonês “Guerra Fria” (Cold War) foi o grande vencedor dos European Film Awards 2018, premiação da Academia Europeia de Cinema, considerado o Oscar do cinema europeu. O drama em preto e branco de Pawel Pawlikowski arrecadou nada menos que cinco troféus na cerimônia, realizada na noite de sábado (15/12) em Sevilha, na Espanha. Além de Melhor Filme Europeu do ano, “Guerra Fria” conquistou as categorias de Melhor Direção, Roteiro (ambos de Pawlikoski), Atriz (Joanna Kulig) e Edição (Jaroslaw Kaminski). A quantidade de troféus é a mesma conquistada pelo filme anterior de Pawlikoski, “Ida”, em 2014. Na ocasião, após vencer como Melhor Filme Europeu, “Ida” também conquistou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Por “Guerra Fria”, Pawlikowski já tinha sido considerado o Melhor Diretor do Festival de Cannes desde ano. O longa é, obviamente, o candidato da Polônia para tentar uma vaga no Oscar 2019. Outros destaques da premiação inclui o troféu de Melhor Ator para Marcello Fonte por seu papel em “Dogman”, do italiano Matteo Garrone, também reprisando seu reconhecimento anterior em Cannes. O prêmio de Melhor Documentário ficou com “Bergman – 100 anos”, de Jane Magnusson, o de Melhor Comédia com “A Morte de Stalin”, do escocês Armando Iannucci, e o de Melhor de Animação para outra produção polonesa, “Another Day of Life”, codirigido por Raul de la Fuente e Damian Nenow. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Melhor Filme Europeu “Guerra Fria”, de Pawel Pawlikowski Melhor Documentário Europeu “Bergman – 100 Anos”, de Jane Magnusson Melhor Diretor Europeu Pawel Pawlikowski (“Guerra Fria”) Melhor Atriz Europeia Joanna Kulig (“Guerra Fria”) Melhor Ator Europeu Marcello Fonte (“Dogman”) Melhor Roteiro Europeu Pawel Pawlikowski (“Guerra Fria”) Melhor Fotografia Europeia Martin Otterbeck (“Utøya 22 de Julho”) Melhor Edição Europeia Jaroslaw Kamiński (“Guerra Fria”) Melhor Direção de Arte Europeia Andrey Ponkratov (“Verão”) Melhor figurino Europeu Massimo Cantini Parrini (“Dogman”) Melhores Cabelos e Maquiagem Europeus Dalia Colli, Lorenzo Tamburini e Daniela Tartari (“Dogman”) Melhor Trilha Sonora Europeia Christoph M. Kaiser e Julian Maas (“3 Days in Quiberon”) Melhor Som Europeu André Bendocchi-Alves e Martin Steyer (“The Captain”) Melhores Efeitos Visuais Europeus Peter Hjorth (“Border”) Melhor Animação Europeia “Another Day of Life”, de Raul de la Fuente & Damian Nenow Melhor Comédia Europeia “A Morte de Stalin”, de Armando Iannucci Melhor Descoberta Europeia – Prêmio FIPRESCI “Girl”, de Lukas Dhont Prêmio do Público Europeu “Me Chame Pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino
Fracasso de Máquinas Mortais pode dar prejuízo de até US$ 150 milhões
A péssima bilheteria de estreia de “Máquinas Mortais” na América do Norte acionou alarmes no estúdio Universal. A sci-fi abriu com uma arrecadação apocalíptica de apenas US$ 7,5M (milhões) em seu primeiro fim de semana em cartaz nos Estados Unidos e no Canadá. O fim do mundo. Embora tenha se saído melhor no exterior, atingindo um total de US$ 42,3M, dificilmente seu orçamento de US$ 110M será coberto. Para piorar, fontes ouvidas pelo site Deadline garantem que o total gasto na produção foi muito maior que o divulgado. Após consultar analistas do mercado, o site considerou que o filme pode render um prejuízo estimado entre US$ 100M a US$ 150M, após deduzir impostos, salários de equipe e todos os gastos de marketing. A Universal apostou que o nome de Peter Jackson, coautor do roteiro e responsável pela produção, seria suficiente para atrair o público. Perdeu. O cineasta de “O Senhor dos Anéis” não assinou a direção do filme, que ficou a cargo do estreante Christian Rivers, assistente de Jackson nos filmes do “Hobbit” e técnico de efeitos visuais nas duas trilogias da Terra Média. Para completar, a produção foi protagonizada por atores pouco expressivos como Hera Hilmar (série “Da Vinci’s Demons”), Robert Sheehan (“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”) e Jihae (série “Mars”). Não são exatamente astros de blockbusters. Os nomes mais famosos do elenco são Hugo Weaving (“O Hobbit”) e Stephen Lang (“Avatar”), que vivem os antagonistas. Mesmo assim, havia planos de lançar uma franquia baseada no longa, extraído do primeiro volume de uma quadrilogia literária do escritor britânico Philip Reeve, conhecida como as “Crônicas das Cidades Famintas”. A história é completamente absurda, sobre cidades gigantescas que devoram o que encontram pelo caminho, transformadas em aparatos gigantescos via tecnologia steampunk, na vastidão desértica do pós-apocalipse. O fracasso enterra de vez o ciclo das adaptações de distopias juvenis, que já tinha levado tiros fatais anteriormente, mas não na cabeça. “Máquinas Mortais” não terá continuação, assim como a “5ª Onda”, “O Doador de Memórias”, “A Hospedeira” e “Divergente”, que ficou sem final com o cancelamento de seu quarto filme. Apesar disso, vem aí “Chaos Walking” em 2020. O filme não dirigido por Peter Jackson estreia no Brasil em 10 de janeiro, mesmo dia de “Hellboy” e do elogiadíssimo “Homem-Aranha no Aranhaverso”.
Annabelle 3 termina suas filmagens
As filmagens de “Annabelle 3” foram encerradas. Uma foto da claquete da produção com a informação de “encerramento” foi compartilhada no Twitter oficial do universo de Invocação do Mal. “Annabelle 3” contará com a participação do elenco da franquia “Invocação do Mal”. Como foi revelado em julho, a história será centrada na menina Judy Warren, de dez anos, assim como seus pais – ninguém mais, ninguém menos que Ed e Lorraine Warren, vividos por Patrick Wilson e Vera Farmiga. O filme deve contar como a boneca foi parar com os Warren, retomando a trama do “Invocação do Mal” original de 2013. Diz a sinopse divulgada pela Warner: “Determinados a manter Annabelle sem poder para causar mais destruição, os demonologistas Ed e Lorraine Warren trancam a boneca em casa, colocando-a de maneira segura atrás de um vidro sagrado e chamando um padre para abençoar o local. Mas uma noite de horrores malignos está prestes a acontecer quando Annabelle acorda os demais espíritos maléficos do quarto, e todos eles vão atrás de um novo alvo: Judy, a filha de 10 anos dos Warren, e suas amiguinhas”. A atriz mirim McKenna Grace foi a escolhida para interpretar a versão mais nova de Judy Warren. A personagem foi vivida nos dois “Invocação do Mal” por Sterling Jerins, que atualmente tem 14 anos. Sua substituta é apenas dois anos mais nova, mas já tem uma vasta filmografia, que inclui as séries “Designated Survivor”, “The Haunting of Hill House”, o especial de Natal de “O Mundo Sombrio de Sabrina”, além dos filmes “Jogador Nº 1”, “Um Laço de Amor”, “Eu, Tonya” e o vindouro “Capitã Marvel”, onde será vista como a jovem Carol Danvers (Brie Larson). Durante a San Diego Comic-Con 2018, o produtor da franquia, James Wan, descreveu o terceiro filme da boneca como “‘Uma Noite no Museu’, mas aterrorizante”, já que Annabelle terá o poder de fazer com que outros objetos ganhem vida. Imagina-se que os objetos incluam os artefatos místicos guardados na “sala de troféus” de casos sobrenaturais dos Warren. O terceiro “Annabelle” marcará a estreia na direção de Gary Dauberman, que escreveu os dois longas anteriores, além dos sucessos “It: A Coisa” e “A Freira”. A data prevista para a estreia é 3 de julho de 2019 nos Estados Unidos. Filming is officially done on #Annabelle3. See you in theaters next summer. pic.twitter.com/kOTdFGHBro — The Conjuring Universe (@ConjuringFilms) December 15, 2018
X-Men: Fênix Negra ganha novas fotos
A Fox divulgou novas fotos de “X-Men: Fênix Negra”, que destacam a personagem do título, vivida por Sophie Turner, bem como os demais X-Men e a misteriosa vilã alienígena interpretada por Jessica Chastain. O filme vai mostrar a transformação da heroína Jean Grey na vilã Fênix Negra, traçando sua evolução desde a infância até sua explosão de raiva contra a humanidade e o momento em que os X-Men decidem enfrentá-la. Esta é a segunda vez que o roteirista Simon Kinberg aborda a mesma trama. É dele o roteiro do péssimo “X-Men: O Confronto Final” (2006), tão ruim que quase acabou com a franquia, resultando num reboot no filme seguinte, “X-Men: Primeira Classe” (2011), após um hiato de cinco anos. Em “O Confronto Final”, Kinberg reinventou completamente “A Saga da Fênix Negra”, ponto alto da parceria entre Chris Claremont e John Byrne nos quadrinhos, e agora filma novamente o mesmo enredo. Além de escrever e produzir, desta vez, Simon Kinberg ainda é responsável pela direção, em sua estreia na função. O elenco volta a reunir o elenco de “X-Men: Apocalipse” (2016): Jennifer Lawrence (Mística), Michael Fassbender (Magneto), James McAvoy (Professor Xavier), Nicholas Hoult (Fera), Evan Peters (Mercúrio), Alexandra Shipp (Tempestade), Tye Sheridan (Cíclope), Kodi Smit-McPhee (Noturno) e, claro, Sophie Turner (Jean Grey/Fênix). A estreia foi remarcada (pela segunda vez) para 6 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer de cinebiografia traz Matt Smith como o inovador e polêmico fotógrafo Robert Mapplethorpe
O estúdio Samuel Goldwyn Films divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Mapplethorpe”, cinebiografia do fotógrafo Robert Mapplethorpe, que tem Matt Smith (“The Crown”) no papel principal. Robert Mapplethorpe foi um dos mais importantes fotógrafos do século 20. Suas fotografias em preto e branco causaram furor e marcaram os anos 1970 e 80 por conta da controvérsia trazida à tona por uma exposição de sua obra dedicada à cena gay sadomasoquista. Na época, a exposição foi taxada de pornografia e rendeu discussão acalorada sobre o que, afinal, é arte. Ele também fotografava personalidades famosas e uma de suas fotos de Patti Smith ilustrou o icônico disco “Horses” (1975), um dos primeiros lançamentos da cena punk nova-iorquina. Os dois, por sinal, viveram juntos do final dos anos 1960, quando a cantora se mudou para Nova York, até 1974. Seu talento, infelizmente, derivada de um estilo de vida autodestrutivo que, alimentado pela promiscuidade sexual, acabou levando-o à morte por Aids em 1989. O filme que vai contar toda essa história tem roteiro e direção da documentarista Ondi Timoner (“Dig!”), à frente de sua segunda obra de ficção. O elenco destaca Marianne Rendón (da série “Imposters”) como Patti Smith, além de Hari Nef (“Transparent”), John Benjamin Hickey (“The Good Fight”), Mark Moses (“The Last Ship”), Carolyn McCormick (“The Post”), Brian Stokes Mitchell (“Mr. Robot”) e McKinley Belcher III (“Ozark”). A premiére aconteceu no Festival de Tribeca, em 22 de abril nos Estados Unidos, quando rachou a crítica. Desde então, o longa venceu vários festivais LGBTQ ao redor do mundo. Mas ainda não ganhou previsão de lançamento comercial.
Morbius: Atriz de Círculo de Fogo 2 negocia estrelar novo spin-off do Homem-Aranha
A atriz porto-riquenha Adria Arjona (“Círculo de Fogo 2: A Revolta”) está negociando sua participação em “Morbius”, próximo lançamento do universo do Homem-Aranha em desenvolvimento pela Sony. Ela deve interpretar Martine Bancroft, noiva do protagonista, que será vivido por Jared Leto (“Esquadrão Suicida”). Nos quadrinhos, a personagem tem destino trágico – dependendo da versão, ou vira vampira ou é assassinada por um inimigo de Morbius. Baseado nos quadrinhos da Marvel, o filme pertence ao mesmo universo do bem-sucedido “Venom”. O roteiro é da dupla Burk Sharpless e Matt Sazama (do infame “Os Deuses do Egito”) e a direção está a cargo do sueco Daniel Espinosa (“Vida”). Atualmente em pré-produção, o filme ainda não tem previsão de estreia.












