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5 de novembro de 2026
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    George Kennedy (1924 – 2016)

    1 de março de 2016 /

    Morreu George Kennedy, vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em “Rebeldia Indomável” (1967), que fez quase 100 filmes em seis décadas de carreira e era um dos últimos “durões” clássicos de Hollywood. Ele faleceu no domingo (28/2) em sua casa em Boise, Idaho, aos 91 anos. Segundo o neto do ator, o velho astro havia caído em depressão e ficado debilitado após a morte de sua mulher, Joan McCarthy, em setembro. Nascido em Nova York em 1924, George Kennedy passou a se interessar pelas artes quando se tornou oficial de rádio e televisão das Forças Armadas, durante combates da 2ª Guerra Mundial sob o comando do general George S. Patton – a quem personificou no filme “O Alvo de Quatro Estrelas”, de 1978. Seu primeiro papel foi justamente como sargento do exército na série de comédia “The Phil Silvers Show”, passada num campo militar – apareceu como figurante em 14 episódios, entre 1956 e 1959 – , antes de filmar seu primeiro longa, numa ponta sem créditos de “Spartacus” (1960), e se especializar em viver cowboys durões de filmes e séries. Durante os anos 1960, ele alternou tiroteios televisivos em “Colt .45”, “Cheyenne”, “Laramie”, “Maverick”, “Bat Masterson”, “Couro Cru”, “Paladino do Oeste” (em oito episódios), “Bonanza”, “Daniel Boone”, “Laredo”, “Big Valley”, “Gunsmoke” (sete episódios) e “O Homem de Virgínia” com westerns de tela grande, como “Uma Razão para Viver” (1961), “Sua Última Façanha” (1962), “Shenandoah” (1965) e “Os Filhos de Katie Elder” (1965), trabalhando com grandes diretores e astros do gênero (Kirk Douglas, James Stewart e John Wayne). Desdobrando-se entre malvados e heróis, acabou colecionando clássicos em todos os gêneros, como o homem de mão de gancho que aterroriza Audrey Hepburn em “Charada” (1963), uma vítima das machadadas da psicopata Diane Baker em “Almas Mortas” (1964), um sobrevivente da queda no deserto do avião de “O Vôo do Fênix” (1965) e principalmente como um dos anti-heróis de “Os Doze Condenados” (1967). O filme de Robert Aldrich virou a matriz de um subgênero do cinema de ação que resiste até hoje, como demonstra o vindouro filme de super-heróis “Esquadrão Suicida”. A trama original reunia um grupo de militares americanos, condenados por crimes brutais, que seriam perdoados se tivessem sucesso numa missão suicida contra os nazistas. O elenco, com Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Jim Brown, Telly Savalas, Clint Walker, Donald Sutherland, Robert Ryan e até John Cassavetes, marcou época, assim como o sucesso da produção, que consolidou Kennedy como um dos grandes durões de Hollywood. Logo em seguida, ele coestrelou “Rebeldia Indomável”, como companheiro de prisão do “indomável” Paul Newman. O papel, que lhe rendeu o Oscar, completou sua transição para o estrelato. Mas, curiosamente, nem isso lhe deu protagonismo na indústria. Kennedy continuou percebido como coadjuvante, embora superasse astros mais famosos na quantidade de personagens moralmente ambíguos e complexos em sua filmografia. As ofertas se multiplicaram após seu Oscar, tornando-o um dos atores de maior evidência do final da década de 1960. Ele fez nada menos que 11 filmes em três anos, conseguindo se destacar ao perseguir Tony Curtis num dos primeiros suspenses sobre psicopatas, “O Homem Que Odiava as Mulheres” (1968), além de marcar presença na aventura “Febre de Cobiça” (1968), no drama “O Homem que Se Condenou” (1970), na comédia “O Mais Bandido dos Bandidos” (1970), no tenso thriller racial “O Xerife da Cidade Explosiva” (1970) e em três bons westerns, como o xerife de “O Preço de um Covarde” (1968), o fora-da-lei bonzinho de “Basta, Eu Sou a Lei” (1969) e o líder de “A Revolta dos Sete Homens” (1969), continuação do clássico “Sete Homens e um Destino” (1960). Com tanta disposição, não demorou para outro sucesso reforçar seu status de coadjuvante de luxo. Como o responsável pela manutenção da pista de “Aeroporto” (1970), enquanto uma avião sequestrado tentava um pouso de emergência em meio a uma nevasca, Kennedy virou o herói da maior bilheteria já conquistada pela Universal Pictures até então. “Aeroporto” rendeu mais três sequências, todas coestreladas pelo ator, intérprete do único personagem fixo da franquia. De quebra, o filme ainda inaugurou o subgênero das produções de desastre, uma das principais manias de Hollywood nos anos 1970. Ele continuou em alta durante os anos 1970, nem sempre com êxito, como na versão musical de “Horizonte Perdido” (1973), saindo-se melhor ao lado de outros durões célebres, como John Wayne, que reencontrou em “Cahill, Xerife do Oeste” (1973), e Clint Eastwood, em “O Último Golpe” (1974) e “Escalado para Morrer” (1975). Até participou de outro disaster movie famoso, “Terremoto” (1975), junto de Charlton Heston. E finalmente conquistou o protagonismo almejado em “Vingador Implacável” (1975), filme ao estilo de “Desejo de Matar” (1974), como um justiceiro que vingava o assassinato de sua família. Mas conforme as continuações de “Aeroporto” perdiam interesse, sua carreira começou a minguar. Seus últimos filmes de prestígio vieram em 1978: “Morte no Nilo”, adaptação do mistério homônimo de Agatha Christie, e “O Alvo de Quatro Estrelas”, em que voltou a encontrar John Cassavetes numa missão da 2ª Guerra Mundial. “Aeroporto 79 – O Concorde” (1979) encerrou a boa fase com um desastre autêntico de crítica e bilheteria. Tão ruim que o subgênero inteiro entrou em colapso e sumiu de cartaz. Apesar de seu sucesso pregresso lhe permitir brincar com sua persona na comédia “Um Romance Moderno” (1981), em que interpretou a si mesmo, a década de 1980 foi terrível para o ator, graças a aparições em bombas como “Bolero – Uma Aventura em Êxtase” (1984), ao lado de Bo Derek, e “Comando Delta” (1986), com Chuck Norris e Lee Marvin. Até que, de uma hora para outra, Kennedy se viu reduzido a coadjuvar em terrores baratos, como “O Navio Assassino” (1980), “Pouco Antes do Amanhecer” (1981), “O Demônio do Espaço” (1988) e “Creepshow 2: Show de Horrores” (1987), homenagem de Stephen King aos quadrinhos de horror, roteirizado pelo mestre George R. Romero (“A Noite dos Mortes-Vivos”). Não por acaso, ele acabou voltando para a televisão, aparecendo em 74 episódios das três últimas temporadas da série “Dallas”, entre 1988 e 1991. No papel de Carter McKay, derradeiro rival de J.R. (Larry Hagman) no negócio petrolífero, ainda participou de dois telefilmes que continuaram a trama, “Dallas: O Retorno de J.R.” (1996) e “Dallas: Guerra dos Ewings” (1998). Ele também deve à TV o resgate de sua carreira cinematográfica. Quando a série de comédia “Police Squad” (1982) ganhou seu primeiro filme em 1988, Kennedy assumiu o personagem vivido por Alan North na televisão. A atração fora criada pelos irmãos David e Jerry Zucker e por Jim Abrahams, responsáveis por “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu” (1980), comédia que inaugurou a mania das paródias cinematográficas, tirando sarro justamente da franquia “Aeroporto”. Mas a série não obteve o menor sucesso, cancelada após seis episódios. Abrahams e os Zuckers não se conformaram e conseguiram convencer o estúdio Paramount de que valia a pena lançar um filme com a mesma premissa. Afinal, após seis anos e apenas seis episódios, o público nem perceberia que se tratava de uma adaptação televisiva. Seria como se fosse outra paródia cinematográfica, desta vez de filmes policiais. Dito e feito, “Corra que a Polícia Vem Aí” (1988) virou um enorme sucesso, ganhando mais duas continuações em 1991 e 1994. De quebra, rendeu aos veteranos Leslie Nielsen e George Kennedy uma nova carreira, como comediantes. Famoso por filmes violentos, o ator passou até a fazer produções infantis, dublando personagens na animação “Gatos Não Sabem Dançar” (1997) e na fantasia “Pequenos Guerreiros” (1998), como um dos soldados diminutos do título. Nos últimos anos, ainda trabalhou com o diretor brasileiro Bruno Barreto, figurando na comédia “Voando Alto” (2003), apareceu no drama “Estrela Solitária” (2005), do alemão Wim Wenders, na comédia “Bastidores de um Casamento” (2011), de Sam Levinson, e no thriller “O Apostador” (2014), de Rupert Wyatt, seu último trabalho, no qual atuou de cadeira de rodas, como um homem muito doente. Kennedy publicou seu livro de memórias em 2011, em que tratou não apenas da carreira cinematográfica, mas de problemas pessoais, como a prisão de sua filha por drogas, o que o levou a adotar e criar a própria neta. Além dela, ele adotou mais três crianças com sua quarta e última esposa, cuja morte representou um baque insuperável. Após enfrentar inúmeros nazistas, travar incontáveis duelos, salvar aviões e matar de rir, ele encarou com menos vontade sua derradeira luta. Mas permanecerá no inconsciente coletivo como um dos maiores durões do cinema, que enfrentava qualquer adversidade com um sorriso amplo, brilhante e inconquistável. Tão icônico que se tornou muito maior que seus papeis de coadjuvante.

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    Oscar 2016: Tendências da alta costura vestem as 10 mais elegantes da premiação

    29 de fevereiro de 2016 /

    O tapete vermelho do Oscar 2016 também foi uma passarela para as grandes grifes. Contrariando tendências de outras primaveras, quando costureiros de baile (como os libaneses Zuhair Murad e Elie Saab) eram preferidos pelas atrizes, este ano os vestidos cheios de brocados deram lugares a tendências da alta-costura, vistas em revistas de moda e desfiles das fashion weeks. Decotes profundos, costas nuas, cores de pedras preciosas e outras marcas da temporada fashion foram seguidas à risca pelas estrelas estilosas, que praticamente não erraram nos looks. Mesmo a mais ousada, Cate Blanchett, num vestido cheio de aplicações de flores da marca premium de Giorgio Armani, apareceu escultural e deslumbrante. As demais foram tão sóbrias e minimalistas que nem o colar de US$ 3,7 milhões em diamantes, usado por Charlize Theron, ofuscou as atenções. Mas engana-se quem acha que o visual menos espalhafatoso seja mais simples de ser realizado. O vestido Chanel de Julianne Moore, por exemplo, levou 500 horas de trabalho e 22 artesões para ficar tão perfeito em seu corpo. Suprema ironia, a pior vestida da noite acabou sendo uma ex-top model, Heidi Klum, que apareceu amarelada num vestido Marchesa, comparado a uma algodão doce nas redes sociais.

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    Gloria Pires vira meme após dar vexame na cobertura do Oscar

    29 de fevereiro de 2016 /

    Quem assistiu à transmissão da cerimônia do Oscar 2016 pela rede Globo encontrou pela frente a atriz (“não sou comentarista”) Gloria Pires, escolhida para comentar os vencedores por ter estrelado “O Quatrilho”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1996. E o resultado só não foi um desastre completo porque rendeu memes hilários. Desde a morte de José Wilker, que foi o comentarista de Oscar na Globo durante muitos anos, a emissora vem buscando um substituto. No ano passado, a tentativa foi Lázaro Ramos. Este ano, Glória se sentou ao lado de Artur Xexéo e Maria Beltrão. E, segundo o próprio jornal do grupo, O Globo, “em 2017, provavelmente buscarão outro nome”.   Isto porque a participação da atriz foi desconcertante. “Não sou capaz de opinar”, ela respondeu à apresentadora Maria Beltrão, sobre as chances de Lady Gaga vencer na categoria de Melhor Canção Original. “Não assisti”, acrescentou, a respeito de “Divertida Mente”, na sua vez de comentar o vencedor do Oscar de Melhor Animação. As demais intervenções se limitaram, como diz um meme, à expressões de “novos botões de curtir” do Facebook: “Bacana”, “Muito interessante” e “Curti sim”. Amei os novos botões da Glória Pires pra comentar o Oscar no facebook KKKK #Oscars pic.twitter.com/AO65w2kH5N — otariano (@humotariano) February 29, 2016 Alguns fãs chegaram a se manifestar preocupados com sua saúde. Afinal, o zica pode afetar os neurônios. E em resposta ela produziu o vídeo abaixo, em que diz que achou os memes “superinteressantes”, mas que também viu “que a coisa está tomando uma proporção enorme”. E, ao gradecer as manifestações de apoio, como a hashtag #somostodosgloriapires, acrescentou mais um botão de curtir a seu Facebook customizado: “Achei muito fofo”. Mensagem a todos 😉 Publicado por Gloria Pires em Segunda, 29 de fevereiro de 2016

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    Oscar 2016: Cerimônia exibirá a maior saia justa da história da Academia de Hollywood

    28 de fevereiro de 2016 /

    A premiação do Oscar 2016, que acontece na noite deste domingo (28/2), já é considerada a maior saia justa da história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Criticada pela ausência, pelo segundo ano consecutivo, de artistas negros entre seus indicados, a situação constrangedora tem sido reforçada por vitórias de atores negros em outras premiações importantes da temporada. E amplificada por novas gafes da produção do evento, como a exclusão da cerimônia da cantora transexual Anohni, indicada ao Oscar de Melhor Canção (por “Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção”). Discursos contundentes são esperados. Mas grandes mudanças já estão em curso, que tendem a fazer deste o último Oscar à moda antiga. O último Oscar escolhido por uma maioria esmagadora de homens brancos idosos. Não deixa de ser interessante que a premiação chegue a seu crepúsculo dividida, em seu favoritismo, entre seus três candidatos mais brancos e masculinos, “O Regresso”, “A Grande Aposta” e “Spotlight – Segredos Revelados”, que expõem a macheza de seus protagonistas, capazes de vencer a natureza, a economia e as instituições, rangendo os dentes e se dizendo mais puros e dignos que seus rivais. Esta divisão foi expressa nas votações dos sindicatos de Hollywood, em que diretores preferiram “O Regresso”, produtores “A Grande Aposta” e atores “Spotlight”. Dos favoritos, o mais fraco agrada ao maior grupo de votantes. “Spotlight” não é apenas um filme conservador, no sentido de não ousar esteticamente como os demais, mas se mostra reducionista até naquilo que tem motivado elogios à sua realização. Para o filme do diretor Tom McCarthy, jornalismo investigativo se resume à pesquisa de arquivos, especialmente reportagens antigas. Como a história se passa no começo dos anos 2000, boa parte de sua “ação” acontece em salas cheias de pastas e papéis. Mas se fosse trazida para os dias atuais, a trama mostraria um jornalismo paralisado diante do Google. “A Grande Aposta” é o mais arrojado. Usando técnicas de documentário e derrubando a quarta parede, o diretor Adam McKay surpreende por tornar interessante, da forma mais cínica possível, um tema que afeta a todos, mas que a maioria prefere ignorar: o funcionamento da bolsa de valores. Não que suas explicações convençam. Ao contrário, apenas entretêm. Mas a acidez com que corroem o capitalismo é bastante subversiva para o padrão dos liberais de Hollywood. Por sua vez, “O Regresso” já foi sublimado, pelo grande público, como o Oscar de Leonardo DiCaprio. Fãs que seguem o ator desde “Titanic” (1997) decidiram que o filme representará sua canonização no firmamento cinematográfico, tantas são as romarias anunciadas para celebrar o fim de seu martírio e sua esperada consagração como vencedor do Oscar. Entretanto, como cinema, o filme dirigido por Alejandro González Iñárritu é, na verdade, do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, que pode fazer História ao se tornar o primeiro cinematógrafo a vencer o Oscar por três anos consecutivos. Vista por outro ângulo, a escolha poderia ser bem mais simplificada. Afinal, quem merece vencer o Oscar 2016, o novo filme do diretor da bomba “Trocando os Pés” (2014), do pastelão “Tudo Por um Furo” (2013) ou do oscarizado “Birdman” (2014)? Azarão nesta disputa, “Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, mantém a torcida de uma parcela da crítica, que destaca suas cenas insanas e um diretor que merece mais reconhecimento. Além disso, o filme deixa um legado de frases impactantes e uma protagonista feminina poderosa, algo ainda raro na centenária Hollywood. O apuro de sua produção deve render muitos prêmios técnicos. Porém, todo esse talento é colocado a serviço de uma longa perseguição, que visa o espetáculo visual sem pretender chegar a lugar algum – tanto que é, de forma mais instigante que a jornada de DiCaprio, circular. Embora seja possível enxergar alegorias profundas em sua realização, até os fanboys mais radicalizados apostariam contra “Mad Max” numa disputa de roteiro – categoria a qual nem foi indicado. Há questões importantes de gênero embutidas também nas indicações periféricas de “Carol” e “A Garota Dinamarquesa”, que trazem o universo LGTB ao Oscar. Entretanto, quando barrou a participação de Anohni da cerimônia, a própria Academia tratou de colocar o tema em seu devido lugar, como figurante da festa, que não deve chamar mais atenção que já conquistou. Os dois sequer foram convidados a disputar o Oscar de Melhor Filme. Mesmo assim, “A Garota Dinamarquesa”, que resulta num filme mais convencional que seu tema, acabou criando uma polêmica inesperada. Mais uma. Isto porque a Academia permite aos produtores decidirem em que categoria os candidatos irão concorrer. E “A Garota Dinamarquesa” inscreveu sua protagonista, a atriz sueca Alicia Vikander, como coadjuvante. Graças a esta artimanha, ela se tornou favorita ao prêmio. Mas gerou protestos de quem ficou fora da disputa. Vikander pode ser responsável por impedir a reunião dos astros de “Titanic” na premiação, pois Kate Winslet vinha vencendo troféus como Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “Steve Jobs”. Indiretamente, ao evitar a disputa de Melhor Atriz, ela também deixa aberto o caminho para Brie Larson levar seu Oscar por “O Quarto de Jack”. Embora a seleção de filmes indicados apresente uma tendência inquietante, os flashes quase ofuscam outro tipo de conservadorismo. Afinal, o tapete vermelho é mais que um ritual cafona, em que estrelas desfilam vestidos de grife. É o instante em que a Academia, com a ajuda da mídia, tenta evocar o antigo glamour de Hollywood. Um conceito que também emana da visão de homens brancos idosos, que guardam saudades de uma época em que astros e estrelas, em suas roupas de gala, pareciam descer de carruagens num baile de contos de fadas. A consagração dessa nostalgia, por uma mídia mais interessada em vestidos e sapatinhos de cristal, é o que inspira as torcidas fabulosas por DiCaprio. A generalização do “será que DiCaprio vence?” é digna do público de novelas, que torce pela reviravolta redentora, mesmo que o desfecho tenha sido vazado com antecedência. Melhor seria, ainda, se houvesse a consagração simultânea de Kate Winslet, materializando o final feliz que faltou a “Titanic”, como num conto de fadas da “vida real”. E tudo isso sem que os filmes atuais tenham qualquer relevância para a torcida. Isto é o Oscar para o público e a imprensa médias. O mesmo simbolismo alimenta a torcida por Sylvester Stallone, que concorre como Melhor Coadjuvante por “Creed – Nascido para Lutar”, 39 anos após disputar como Ator e Roteirista pelo mesmo personagem, Rocky. O público, de fato, gosta de um final feliz no cinema. A antítese dessa narrativa à moda antiga pode virar a vitória mais importante do Oscar 2016, encaminhada pelo resultado do Sindicato dos Atores, que já reconheceu, como sendo a melhor, a estrela menos badalada da festa: Brie Larson. Ela não é exatamente uma revelação, pois começou a fazer séries com 10 anos de idade e vem se destacando em filmes indies desde 2010. Aliás, já deveria ter sido indicada por “Temporário 12” (2013), filmaço que teve como pecado ser uma produção sem dinheiro para campanha de premiação. A importância de seu potencial Oscar, por sinal, reside em “O Quarto de Jack” ser a única produção realmente indie na disputa deste domingo, tendo fechado sua distribuição com a pequena A24 apenas após sua exibição no Festival de Toronto – que, inclusive, venceu. Os demais supostos indies da competição, como “Spotlight” e “Carol”, além de destacar estrelas já consagradas, foram realizados com toda a estrutura de estúdio e distribuição garantidas. Brie Larson não era visada por paparazzi antes de “O Quarto de Jack”. O filme não é repleto de famosos, não tem diretor incensado e seus produtores não frequentam a lista dos VIP de Hollywood. Além disso, trata de questões femininas, de abuso e maternidade, representadas sem maquiagem ou glamour algum. Menos comentado entre todos os indicados, trata-se do filme que mais bem representa as mudanças que se espera do Oscar, pós-velhos brancos. Já no outro extremo, o Oscar dos velhos brancos é mais bem representado por “Ponte dos Espiões”, que fez Steven Spielberg bater um recorde, atingindo nove indicações, como o diretor que mais vezes disputou o Oscar de Melhor Filme em todos os tempos. Infelizmente, também é o mais fraco dos trabalhos com que o cineasta concorreu, discutindo justiça e espionagem num cenário de Guerra Fria – a analogia serve, mas seria mais corajoso se, de fato, tratasse do mundo em que vive Edward Snowden. A propósito, a presença de “Ponte dos Espiões” é um dos motivos de questionamento da lista do Oscar de Melhor Filme do ano. Produção apenas mediana, deixou de fora “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, “Creed – Nascido para Lutar” e “Carol”, para citar apenas os mais evidentes – dois filmes estrelados e dirigidos por negros e um terceiro sobre um casal lésbico. Mas a lista poderia incluir ainda “Tangerine”, a maior provocação de todas, protagonizado por uma transgênero negra. Afinal, “Tangerine” também vem conquistando prêmios importantes. Além disso, as regras da Academia permitem até dez indicações nesta categoria, e os escolhidos foram apenas sete, passando a mensagem de que os demais não eram bons – ou dignos – o suficiente para o Oscar. Vale destacar que nenhum filme premiado no Festival de Sundance foi selecionado – nem mesmo o brasileiro “Que Horas Ela Volta?”. Por fim, o foco da polêmica mais recente, o Oscar de Melhor Canção, pode se tornar ainda mais constrangedor. Único negro indicado a qualquer coisa no Oscar 2016, the Weeknd tem tudo para repetir o que aconteceu no ano passado, quando John Legend, o negro de 2015, levou a estatueta de Melhor Canção pelo tema do filme “Selma”. Infelizmente, the Weeknd também representa o pior filme do ano, “Cinquenta Tons de Cinza”, e, junto com Lady Gaga e Sam Smith, entra no mix como sugestão de que a Academia está atenta ao pop moderno. Tão atenta que deixou de fora a melhor música de cinema da temporada, “See You Again”, da trilha de “Velozes e Furiosos 7”, que emocionou tanto quanto o incensado tema de “Titanic”, cantado por Celine Dion. O consolo do rapper Wiz Khalifa é que a Academia jamais considerou rap digno da categoria de Melhor Canção, embora tenha tolerado Common na companhia de John Legend no ano passado – a música, porém, era um gospel. Talvez isto também explique porque nenhum diretor negro tenha, até hoje, “merecido” indicação ao Oscar. Mas nem tudo é apocalipse. Houve uma evolução positiva, por conta da internacionalização da categoria de Melhor Animação. Em vez das produções bobinhas da DreamWorks, acompanham “Divertida Mente” um filme indie (“Anomalisa”) e produções do Reino Unido (“Shaun, o Carneiro”), Japão (“Quando Estou com Marnie”) e até do Brasil! “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, emplacou a primeira indicação de um filme 100% brasileiro no Oscar desde que “Cidade de Deus” surpreendeu em 2004. Apesar disso, a vitória de “Divertida Mente” é considerada até mais garantida que o Oscar de Leonardo DiCaprio. Justos ou injustos, os vencedores do Oscar 2016 serão conhecidos na noite deste domingo (28/2), em cerimônia que será realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação do comediante Chris Rock (“Gente Grande”) e transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista completa dos indicados: INDICADOS AO OSCAR 2016 FILME “A Grande Aposta” “Ponte dos Espiões” “Brooklyn” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “O Quarto de Jack” “Spotlight – Segredos Revelados” DIREÇÃO Adam McKay, “A Grande Aposta” George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria” Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack” Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados” ATOR Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra” Leonardo DiCaprio, “O Regresso” Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa” Michael Fassbender, “Steve Jobs” Matt Damon, “Perdido em Marte” ATOR COADJUVANTE Christian Bale, “A Grande Aposta” Tom Hardy, “O Regresso” Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados” Mark Rylance, “Ponte dos Espiões” Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar” ATRIZ Cate Blanchett, “Carol” Brie Larson, “O Quarto de Jack” Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso” Charlotte Rampling, “45 Anos” Saoirse...

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    Tony Burton (1937 – 2016)

    26 de fevereiro de 2016 /

    Morreu Tony Burton, que interpretou o treinador de Apollo Creed e Rocky Balboa nos filmes da franquia “Rocky”. Ele faleceu na quinta (25/2), aos 78 anos, de doença prolongada, após ter sido repetidamente hospitalizado durante um ano sem nunca ter recebido um diagnóstico oficial. Nascido na cidade de Flint, no Michigan, Burton não era apenas coadjuvante de filmes de boxe. Ele próprio foi um campeão de boxe amador, vencendo dois torneios municipais e um estadual, de 1955 a 1957, na categoria de médio-pesados. Ele tentou seguir carreira como lutador profissional, mas acabou derrotado por nocaute em 1959, o que fez sua trajetória mudar. Durante uma entrevista de 1988, ele revelou que, após um período sem rumo na vida, cumpriu uma pena de prisão de três anos e meio na Califórnia por roubo, mas durante esse período conheceu algumas pessoas que lhe deram a oportunidade de virar ator. Seu primeiro trabalho como ator foi no filme “blaxploitation” “The Black Godfather” (“O poderoso chefão negro”, em tradução literal), de 1974, mesmo ano em que apareceu pela primeira vez numa série, “Kojak”. Em ambas ocasiões, viveu tipos criminosos. A situação se repetiu em um de seus melhores papéis, como um prisioneiro que se alia à polícia para defender uma delegacia de Los Angeles sitiada por gangues, no cultuadíssimo “Assalto à 13ª DP” (1976), de John Carpenter (“Fuga de Nova York”). Sua filmografia ainda incluiu pequenas aparições no terror “O Iluminado” (1980), cortada na maioria dos países em que o filme foi exibido, no drama “Bar Max” (1980), nas comédias “Loucos de Dar Nó” (1980) e “Armados e Perigosos” (1986) e no thriller de ação “Missão de Justiça” (1992). Entre as diversas séries de que participou, destacam-se “O Incrível Hulk”, “Esquadrão Classe A”, “Duro na Queda”, “Águia de Fogo”, “Nova York Contra o Crime”, “A Gata e o Rato” e “Twin Peaks”. Mas seu grande papel foi mesmo “Duke” Evers, o treinador de Apollo Creed, o adversário de Rocky Balboa em “Rocky: Um Lutador” (1976) e “Rocky II: A Revanche” (1979). Nos filmes seguintes, Duke passou a treinar o próprio Rocky, aparecendo em todo a franquia até o sexto longa-metragem, “Rocky Balboa”, lançado em 2006. Infelizmente, já doente, ele não pôde participar nem chegou a ver “Creed – Nascido para Lutar” (2015), que rendeu a Sylvester Stallone uma indicação ao Oscar. Entretanto, seu personagem também pode ser visto nesse filme, homenageado numa cena de flashback. Pelo Twitter, o ator Carl Weathers, intérprete de Apollo Creed, despediu-se do companheiro de cena lembrando que “sua intensidade e talento ajudaram a tornar os filmes ‘Rocky’ um sucesso”

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    Assista: Reação à intolerância, documentário Bichas vira fenômeno nas redes sociais

    25 de fevereiro de 2016 /

    Fenômeno nas redes sociais brasileiras, o documentário “Bichas” já teve mais de 200 mil visualizações no YouTube desde que foi disponibilizado em 20 de fevereiro. O filme consiste de depoimentos de seis gays, com histórias e perfis diversos, e foi inspirado por uma violência sofrida pelo diretor, após um desconhecido lhe apontar uma arma por rdyst num grupo em que dois homens andavam de mãos dadas. “Suas bichas, vou atirar em você”, teria dito o valente heterossexual. Publicitário, o jovem pernambucano Marlon Parente decidiu se defender tirando o poder ofensivo da palavra “Bichas”. Pegou uma câmera emprestada, comprou um microfone de R$ 10 e filmou seis amigos com luz natural – sem verba para iluminador. Depois, editou todo o material sozinho e lançou na internet. Foi o que bastou. Políticos, atores e músicos começaram a compartilhar o filme nas redes sociais. E, em três dias, “Bichas” atingiu 100 mil visualizações. A repercussão também rendeu, nesta semana, diversas matérias na imprensa do eixo Rio-SP, além de um convite para Marlon exibir “Bichas” no festival de cinema O Cubo, no Rio de Janeiro. Confira, abaixo, seus 39 minutos na íntegra.

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    Bruce Wayne dirige por Metrópolis em propaganda do novo Jeep

    24 de fevereiro de 2016 /

    A FCA (Fiat-Chrysler Automobile) é o novo parceiro comercial a explorar os personagens de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” num comercial. Após viajar pela Turkish Airlines para Gotham City, Bruce Wayne agora faz propaganda dirigindo um Jeep por Metrópolis. A campanha do novo SUV Renegade da Jeep explora o contexto do trailer oficial da produção (nada é coincidência), enfatizando o veículo que Bruce Wayne (Ben Affleck) dirige em meio à quedas de prédios e destruição. A publicidade traz ainda uma narração feita pelo ator Jeremy Irons, que interpreta o mordomo Alfred no filme: “Você não tem medo, gosta de caos. Quanto mais insano, melhor. E, nestes tempos, precisamos disso. Precisamos de você para correr, enquanto todos os outros fogem”. A FCA afirma que forneceu todos os automóveis para a produção do filme, “incluindo modelos da Jeep, Dodge, Chrysler, Fiat, Alfa Romeo e Maserati”. Confira abaixo o comercial, seguido pelo trailer, que, na altura do 1m30 de exibição, faz propaganda subliminar do Jeep.

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    Douglas Slocombe (1913 – 2016)

    23 de fevereiro de 2016 /

    Morreu o diretor de fotografia Douglas Slocombe, que filmou dezenas de clássicos, deixando sua marca em obras reverenciadas como “A Dança dos Vampiros”, de Roman Polanski, “O Grande Gasby”, estrelado por Robert Redford, e a trilogia original de “Indiana Jones”. Ele faleceu na segunda-feira (22/2) aos 103 anos de idade, em um hospital de Londres, onde era tratado desde janeiro em decorrência de uma queda. Nascido em Londres, em 10 de fevereiro de 1913, Douglas Slocombe começou a demonstrar seu talento para captar imagens como fotojornalista. Ele fotografou para as famosas revistas Life e Paris-Match nos anos 1930, até que, no início da 2ª Guerra Mundial, trocou a máquina fotográfica pela câmera de cinema, interessado em documentar com urgência momentos históricos, como a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1939. Essas suas primeiras filmagens integraram o célebre documentário “Lights out in Europe” (1940), realizado por Herbert Kline. Ao fim do conflito europeu, ingressou na indústria do cinema britânico. Contratado pelo Ealing Studios, começou sua carreira profissional como operador de câmera do cineasta Charles Crichton em “For Those in Peril” (1944), drama de guerra que mesclou técnicas de filmagem de documentário para criar cenas realistas. Mas foram seus trabalhos na antologia de terror “Na Solidão da Noite” (1945), no segmento dirigido por Alberto Cavalcanti, e em “Grito de Indignação” (1947), a primeira comédia do estúdio, novamente com Crichton, que o tornaram requisitado. As comédias se provaram tão populares para o Ealing que Slocombe praticamente se especializou em filmes do gênero estrelados por Alec Guinness, como “As Oito Vítimas” (1949), “O Mistério da Torre” (1951), “O Homem do Terno Branco” (1951) e “Todos ao Mar!” (1957). Mas entre esses sucessos de bilheteria, ele também aperfeiçoou a construção de atmosferas sinistras em preto e branco, trabalhando com mestres do gênero noir como Basil Dearden em “Do Amor ao Ódio” (1950) e Gordon Parry em “A Tentação e a Mulher” (1958) Sua transição para o cinema colorido veio carregada de vermelho, com o cultuado terror “Circo dos Horrores” (1960), de Sidney Hayers, seguido por um legítimo terror da Hammer, “Grito de Pavor” (1961). Mesmo assim, Slocombe demorou a largar a predileção pelo preto e branco, do qual ainda se valeu para rodar importantes filmes dramáticos como “A Marca do Cárcere” (1961), em que Stuart Whitman viveu um pedófilo, “Freud – Além da Alma” (1962), cinebiografia do pai da psicanálise estrelada por Montgomery Clift, o drama feminista “A Mulher que Pecou” (1962), em que Leslie Caron viveu uma solteira grávida, e principalmente “O Criado” (1963), obra pioneira do homoerotismo, dirigida por Joseph Losey, que lhe rendeu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Cinegrafia em Preto e Branco. A repercussão desses filmes o colocou em outro patamar, tornando-o disputado por diretores de blockbusters. Slocombe viu-se obrigado a abandonar o preto e branco definitivamente, ao embarcar nas aventuras “Os Rifles de Batasi” (1964), “Vendaval em Jamaica” (1965), “Crepúsculo das Águias” (1966) e “A Espiã que Veio do Céu” (1967). Aos poucos, porém, começou a selecionar melhor as ofertas de trabalho, o que lhe permitiu encontrar o equilíbrio entre o sucesso comercial e o culto cinéfilo, a partir da comédia de terror “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski, em que usou locações cobertas de neve para ressaltar, mesmo em cores vibrantes, os contrastes do cinema expressionista. E continua sua série de cults com o suspense “O Homem que Veio de Longe” (1968), de Joseph Losey, o drama de época “O Leão no Inverno” (1968), de Anthony Harvey, o thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, a cinebiografia de Tchaikovsky “Delírio de Amor” (1970), de Ken Russell, e o drama de guerra “Seu Último Combate” (1971), de Peter Yates. A sequência impressionante de filmes de alto nível o levou a ser procurado por um mestre da velha Hollywood, George Cukor. Apesar de ser filmada em Londres com Maggie Smith e outros atores britânicos, a comédia “Viagens com a Minha Tia” (1972), de Cukor, acabou se tornando o passaporte de Slocombe para o sonho americano, ao lhe render sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia. A partir daí, ele passou a alternar Londres e Hollywood, acumulando trabalhos nos dois lados do Atlântico, como as produções americanas “Jesus Cristo Superstar” (1973) e “O Grande Gatsby” (1974), que lhe rendeu seu segundo BAFTA, seguidas por “As Criadas” (1975) e “A Vida Pitoresca de Tom Jones” (1976) no Reino Unido. A cinebiografia “Júlia” (1977), em que Jane Fonda viveu a escritora Lillian Hellman, rendeu-lhe sua segunda indicação ao Oscar, além do terceira BAFTA, mas um trabalho menor, realizado no mesmo ano, provou-se mais importante para o futuro de sua carreira. Slocombe conheceu Steven Spielberg na função de quebra-galho, para filmar uma pequena sequência, rodada na Índia, de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), pois o diretor de fotografia titular da produção não poderia fazer a viagem. O resultado impressionou o jovem diretor, que convidou o cinematógrafo veterano, então com 70 anos de idade, para trabalhar em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Slocombe conquistou sua terceira e última indicação ao Oscar pelo primeiro filme de Indiana Jones. Mas o reconhecimento foi além da Academia. Ao captar e atualizar a sensação de perigo constante e as inúmeras reviravoltas dos velhos seriados de aventura, Slocombe materializou sequências antológicas, que entraram para a história do cinema, ampliando ainda mais seu legado e influência com os filmes seguintes da franquia, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Ele ainda filmou “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), a volta de Sean Connery ao papel de James Bond, e o drama de época “Lady Jane” (1986), com Helena Bonham Carter, antes de se aposentar após o terceiro Indiana Jones, com 75 anos de idade. “Harrison Ford foi Indiana Jones na frente das cameras, mas Dougie foi o meu herói atrás das câmeras”, declarou Spielberg, ao se despedir do velho parceiro.

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    Alice Através do Espelho: Vídeo destaca participação da cantora Pink na trilha sonora

    21 de fevereiro de 2016 /

    A Disney divulgou um vídeo de bastidores de “Alice Através do Espelho”, que mostra a cantora Pink cantando uma versão do clássico rock psicodélico “White Rabbit”, de Jefferson Airplane, para a trilha sonora da produção. Usada no segundo trailer do filme, a versão é basicamente um cover, bastante fiel – e dispensável. Mas Pink revela, no vídeo, que também vai gravar uma canção inédita e original para a trilha. Vale lembrar que o primeiro filme teve uma música exclusiva de Avril Lavigne. A continuação vai mostrar o retorno de Alice (Mia Wasikowska) ao País das Maravilhas, onde reencontra personagens como a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), a Rainha Branca (Anne Hathaway), o Chapeleiro Louco (Johnny Depp), o Coelho Branco (dublado por Michael Sheen) e a Lagarta Azul (voz de Alan Rickman, em seu trabalho final). Mas se os personagens e o visual colorido remetem ao filme anterior, o roteiro abre mão da trama de Lewis Carroll para introduzir um vilão chamado Tempo, vivido por Sasha Baron Coen (“Os Miseráveis”), que não existe no livro “Alice Através do Espelho”. Com roteiro de Linda Wolverton (“Malévola”) e direção de James Bobin (“Os Muppets”), a estreia acontece em 26 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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    Emma Watson pretende se afastar do cinema por um ano para se focar no feminismo

    19 de fevereiro de 2016 /

    A atriz britânica Emma Watson informou que vai tirar um ano de férias do cinema para se concentrar no movimento feminista. A afirmação foi feita durante uma entrevista à publicação nova-iorquina Paper Magazine. “Ficarei um ano sem atuar para me concentrar em duas coisas: meu desenvolvimento pessoal é uma delas”, disse Watson. “Pensei em ficar um ano fora do cinema para focar em estudos de gênero”, explicou a atriz. “Quero escutar o máximo de mulheres que puder. É algo que estive fazendo por conta própria, através da ONU, na campanha ‘HeForShe’ e em meu trabalho em geral”, completou. Embaixadora da Boa Vontade de ONU Mulheres, a atriz de 25 anos se envolveu recentemente na campanha “HeForShe”, que procura somar o compromisso dos homens para acabar com a desigualdade de gênero antes de 2030. A entrevista é narrada como uma conversa informal entre Watson e a prolífica escritora americana e ativista feminista Bell Hooks, e ambas trocaram experiências. Na entrevista, Watson também lembrou seus primeiros passos como atriz, aos 9 anos, no papel da estudante de magia Hermione na série “Harry Potter”, baseada nos romances de J.K. Rowling. Ela confessou que, na época, na época queria aparentar ser uma adolescente “muito mais cool” que seu personagem. As férias de Emma Watson não deverão ser muito sentidas pelos fãs, pois ela deixou prontos alguns trabalhos, como a sci-fi “The Circle”, ainda sem previsão de lançamento, e a versão com atores da fábula “A Bela e a Fera”, da Disney, que chega aos cinemas em 30 de março de 2017.

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    Andrzej Zulawski (1940 – 2016)

    18 de fevereiro de 2016 /

    Morreu o diretor polonês Andrzej Zulawski, dos cultuados “O Importante É Amar” (1975) e “Possessão” (1981). Ele faleceu em consequência de um câncer, aos 75 anos de idade, informou seu filho, o também cineasta Xawery Zulawski, pelo Facebook. Zulawski nasceu em 1940 na cidade polonesa de Lwów – que após a 2ª Guerra Mundial foi rebatizada de Lviv e anexada à Ucrânia. Ele estudou cinema em França no final dos anos 1950 e iniciou a carreira como diretor assistente do célebre cineasta polonês Andrzej Wajda, trabalhando no potente drama do holocausto “Samson, a Força Contra o Ódio” (1961), na antologia romântica “O Amor aos 20 Anos” (1962) e no épico napoleônico “Cinzas e Diamantes” (1965). A qualidade de seu trabalho acabou chamando atenção do ucraniano Anatole Litvak, já estabelecido em Hollywood, que o convidou a auxilia-lo nas filmagens do clássico de guerra “A Noite dos Generais”, filmado na Polônia com muitos astros ingleses, como Peter O’Toole, Tom Courtenay e Donald Pleasence, além do egípcio Omar Shariff, em papeis de militares nazistas. Com a experiência adquirida, dirigiu seu primeiro longa-metragem em 1971, “A Terça Parte da Noite”, passado durante a ocupação nazista da Polônia, mas com tom bem diferente das obras em que foi assistente. A perseguição de um homem fugitivo, que tem a família exterminada, assumia com Zulawski contornos de terror, com direito a visões alucinógenas. O tema da descida à loucura repetiu-se em “O Diabo” (1972), passado durante a invasão da Polônia pela Prússia no final do século 18. Mas a violência do protagonista, que disfarçava uma metáfora sobre como a Polônia vinha sendo tratada por invasores ao longo dos séculos, fez o filme ser proibido pelas autoridades comunistas. A proibição levou o cineasta a buscar exílio na França, onde realizou, em 1975, aquela que é considerada a sua obra-prima, “O Importante É Amar”, melodrama estrelado pela austríaca Romy Schneider. História de um triângulo amoroso, o longa mostra uma atriz no ponto mais baixo da sua carreira, filmando obras eróticas, quando um fotógrafo apaixonado resolve lhe ajudar, financiando, com dinheiro de agiotas, uma produção teatral para ela estrelar. O gesto a comove, mas ela é casada e se vê dividida. Romy Schneider, que venceu o César (O Oscar francês) pelo papel, dizia que “O Importante É Amar” foi o melhor filme de sua carreira, repleta de clássicos. Depois das performances à beira da histeria de “O Importante É Amar”, Zulawski buscou novos excessos com seu filme seguinte, “Possessão” (1981). Novamente demandando uma grande performance de sua protagonista, o diretor filmou Isabelle Adjani entre cenas grotescas e escatológicas. Na trama, após pedir divórcio de seu marido, o comportamento da sua personagem se torna cada vez mais errático. Até que as suspeitas de infidelidade revelam algo muito pior, com o clima alucinatório atingindo níveis apocalípticos. O terror contou também com uma coincidência importante: dois meses antes, o ator Sam Neill tinha interpretado Damien Thorne em “A Profecia 3”. Ele era o marido traído, mas também a besta apocalíptica do novo horror, que surgia inicialmente como um monstro amórfico, fazendo sexo com Adjani. A entrega da atriz às situações bizarras acabou recompensada com o César, além de um prêmio no Festival de Cannes. “Possessão” foi um filme nascido do aborto de outro. Consagrado com “O Importante É Amar”, Zulawski tentou voltar a filmar na Polônia em 1977. Mas a produção de “Globo de Prata” foi interrompida pelos comunistas e parte dos negativos se perdeu, levando o diretor a voltar à França para extrapolar em “Possessão”. Entretanto, Zulawski completaria aquele filme interrompido em 1988, usando narração em off para cobrir a ausência das cenas desaparecidas. Os filmes seguintes de Zulawski mantiveram-se fiel a seu estilo exagerado e controverso, atraindo sempre grandes atrizes dispostas a se arriscar, como Valérie Kaprisky, em “A Mulher Pública” (1984). Como um jovem atriz inexperiente, sua personagem é convidada a desempenhar um papel em um filme baseado em, claro, “Os Possessos”, de Dostoievski. Mas o diretor passa a tomar conta de sua vida pessoal, e em pouco tempo ela se torna incapaz de identificar a diferença entre o filme e a realidade. Logo após se casar com Sophie Marceau, Zulawski a escalou em “A Revolta do Amor” (1985), livremente adaptado de “O Idiota”, de Dostoievski, colocando-a como vértice de um triângulo amoroso estranho e trágico, que envolve seu namorado ladrão e o idiota que o segue por todo o lado. O casamento rendeu mais três filmes com a atriz, “Minhas Noites São Mais Belas que Seus Dias” (1989), “A Nota Azul” (1991) e “A Fidelidade” (2000). Este último lidava com a questão do amor e a fidelidade e, sintomaticamente, antecipou a separação do casal, que se divorciou no ano seguinte. Além de dar imagens a suas obsessões amorosas, Zulawski também era apaixonado pela arte, o que rendeu várias adaptações e referências a grandes autores – de Dostoievski a Andy Warhol, celebrado em “A Fidelidade”. Mas ele também filmou referências mais diretas, como “Boris Godounov” (1989), a gravação da famosa ópera de Modest Mussorgsky sobre os eventos trágicos do governo do czar Boris no século 17 – repleto de anacronismos para incluir críticas à União Soviética – e “A Nota Azul”, sobre os últimos dias de Chopin. Com o fim da União Soviética, ele fez uma nova tentativa de filmar na Polônia, trabalhando sobre um roteiro da escritora feminista Manuela Gretkowska. O título “Szamanka” (1996) significa xamã em polonês, e há a múmia de um xamã na história, mas a trama gira realmente em torno de uma jovem (a estreante Iwona Petry), conhecida apenas como “a italiana”, que exerce um fascínio irresistível sobre os homens. Totalmente amoral, ela faz o que lhe dá na telha e ninguém consegue recusá-la, especialmente o professor de antropologia que lhe aluga um quarto. Como de praxe, não faltam visões, que culminam num desfecho canibal. Mesmo após a queda do comunismo, o filme incomodou o governo polonês, que só permitiu exibições noturnas, enquanto a crítica local o taxou como “O Último Tanto em Varsóvia” pelo forte conteúdo sexual. Mas após lançar seu filme seguinte, “Fidelidade”, a separação de Marceau abalou seu processo criativo, fazendo-o se afastar do cinema por 15 anos, período em que se dedicou à literatura e expressou sua desilusão e desgosto pelo estado do cinema atual. “Fui o último aluno destes dinossauros que admirei, Bergman, Fellini, Kurosawa, Welles, Stroheim, Peckinpah… O cinema que queria fazer não existe mais, a voz extinguiu-se. A inteligência abandonou o argumento e a realização para se refugiar na tecnologia. Para mim, acabou”, ele escreveu em 2004. Apenas a proximidade da morte o fez retornar à ativa, com o lançamento de “Cosmos”, seu último filme, em 2015. Adaptação do romance homônimo de Witold Gombrowicz, “Cosmos” acompanhava dois amigos que chegavam numa casa de campo, onde encontram sinais misteriosos e assustadores. A obra rendeu a Zulawski o prêmio de Melhor Diretor do Festival de Locarno, o mais importante reconhecimento de sua carreira, com o qual se despediu, no exato momento em que o filme começa a ganhar “vida” no circuito exibidor.

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    Padre do interior de São Paulo quer processar o filme Spolight – Segredos Revelados

    17 de fevereiro de 2016 /

    O padre José de Afonso Dé, da cidade de Franca, no interior de São Paulo, pretende processar os produtores do filme “Spotlight – Segredos Revelados”. O motivo é que ele acredita que o nome dele aparece no final do filme em uma lista mundial de pedofilia envolvendo integrantes da Igreja Católica. O advogado do padre, José Chiachiri Neto, relata ter revertido, no Tribunal de Justiça de São Paulo, sete das nove acusações contra o cliente dele. “Já interpomos recurso para absolvê-lo em sua totalidade”, argumentou, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. De acordo com o advogado, é aguardado um desfecho favorável ao caso. “Quando sair o resultado, vamos à Justiça contra os produtores do filme.” No processo, será exigida uma indenização por lesão à honra. “Isso será feito devido à divulgação do nome do padre e da cidade de Franca no mundo todo”, afirma Chiachiri. O texto final do filme, porém, só cita a cidade de Franca, sem dar nome ao padre. A investigação da identidade ficou por conta da revista Isto É, que lembrou os casos envolvendo o padre – ocorreram em 2010 e as vítimas tinham entre 12 e 17 anos de idade – e outros representantes da Igreja nas localidades brasileiras listadas pela produção americana. Indicado a seis categorias do Oscar 2016, “Spotlight – Segredos Revelados”, dirigido por Tom McCarthy, mostra os bastidores da investigação de um grupo de jornalistas de Boston que descobriram um enorme escândalo de abuso sexual infantil dentro da arquidiocese católica local, revelando uma prática de acobertamento levada adiante pela Igreja em todo o mundo.

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    George Gaynes (1917 – 2016)

    17 de fevereiro de 2016 /

    Morreu o ator George Gaynes, que será sempre lembrado como o comandante Lassard dos sete filmes da franquia “Loucademia de Polícia” e por viver o pai adotivo da pequena Punky na série dos anos 1980 “Punky: A Levada da Breca”. O ator faleceu na segunda-feira (15/2) aos 98 anos de idade, em Washington, nos Estados Unidos. Gaynes teve uma vasta carreira, de mais de 50 anos, na TV e no cinema. Seu currículo inclui aparições em séries como “Bonanza”, “Missão Impossível”, “Guerra, Sombra e Água Fresca” e “O Homem de Seis Milhões de Dólares”, e a lista dos cineastas com quem trabalhou forma um verdadeiro “quem é quem” de Hollywood. Mesmo assim, ele só foi se tornar mais conhecido na idade em que muitos já pensam na aposentadoria. Nascido em 1917 em Helsinki, na Finlândia, Gaynes era cantor de ópera, mas teve sua carreira interrompida pela 2ª Guerra Mundial, quando buscou refúgio nos Estados Unidos. Foi reencontrar o público na Broadway nos anos 1950, onde usou sua voz de barítono para estrelar diversos musicais. Sua estreia no cinema, curiosamente, foi numa produção francesa, “Jaula Amorosa” (1964), clássico de René Clément, em que contracenou com Jane Fonda e Alain Delon. Outros filmes cultuados de sua filmografia incluem “O Grupo” (1966), de Sydney Lumet, “Sem Rumo no Espaço” (1969), de John Sturges, “Nosso Amor de Ontem” (1973), de Sydney Pollack, e “Viagens Alucinantes” (1980), de Ken Russell, transitando do drama à fantasia fantástica. Sua predileção pelo humor só foi estabelecer a partir de “Dois Vigaristas em Nova York” (1976), de Mark Rydell. Gaynes começou a se especializar em comédias, dando sequência ao filão com “No Mundo do Cinema” (1976), de Peter Bognadonovich, “Cliente Morto Não Paga” (1982), de Carl Reiner, e o imensamente popular “Tootsie” (1982), de Sydney Pollack, no qual beijou Dustin Hoffman. Suas comédias eram geralmente sucessos de público, trazendo a marca de grandes diretores, de carreiras consagradas em Hollywood. No entanto, o filme que o tornou conhecido foi iniciativa de um novato da indústria, Tom Wilson, que escreveu e dirigiu “Loucademia de Polícia” (1984). O êxito da produção foi um verdadeiro fenômeno, tanto que rendeu sete sequências. A maioria dos atores originais abandonou as continuações, conforme o sucesso diminuía, mas Gaynes permaneceu firme como comandante da “Loucademia” até o último longa, lançado em 1994, e até na série derivada, que durou só uma temporada, entre 1997 e 1998. Seu grande hit televisivo, na verdade, veio com um papel bem diferente. Poucos meses após “Loucademia de Polícia” estourar nas bilheterias, Gaynes foi contratado para viver seu primeiro personagem fixo numa série de TV, estrelando “Punky: A Levada da Breca” em 1984, como o pai adotivo da pirralha interpretada por Soleil Moon Frye. A série infantil se tornou seu segundo êxito, sendo renovada por quatro temporadas e adaptada até como um desenho animado – que também contou com Gaynes e Frye como dubladores. A fama, porém, chegou tardiamente em sua carreira, quando o ator já tinha 67 anos de idade. Por isso, após os filmes da “Loucademia de Polícia”, ele não fez muitos outros papeis. Sua última década incluiu participações em “Tio Vanya em Nova York” (1994), de Louis Malle, “As Bruxas de Salém” (1996), de Nicholas Hytner, “Mera Coincidência” (1997), de Barry Levinson, e “Recém-Casados” (2003), de Shawn Levy, seu último trabalho, em que viveu o padre responsável por casar os personagens de Ashton Kutcher e da também já falecida Brittany Murphy. Gaynes era casado com a também atriz Allyn Ann McLerie e deixa uma filha, uma neta e duas bisnetas. Além de uma “filha da televisão”, Soleil Moon Frye, a intérprete da Punky, que se pronunciou sobre a morte do ator em seu Instagram. “Quando eu penso sobre os melhores momentos da minha vida, eles foram compartilhados com este homem incrível. O universo acaba de ganhar uma estrela gigante. Você estará para sempre no meu coração e na minha alma”, lamentou a atriz, que se despediu assinando como “sua pequena Punky”.

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