Quase metade da população brasileira mora em cidades sem cinema
Um relatório divulgado pelo Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV) revelou que o número de salas de cinema no Brasil cresceu 12,2% entre 2013 e 2015, de 2.679 telas para 3.005. Mas o resultado mal pode ser comemorado, porque, apesar do crescimento, 46% dos brasileiros moram em cidades em que não há cinema algum. Os dados fazem parte do estudo Impacto Econômico do Setor Audiovisual Brasileiro, que teve consultoria da Associação de Cinema dos EUA (MPA), entidade que representa os seis maiores estúdios de Hollywood em todo o mundo, e foi revelado no RioMarket, área de negócios do Festival do Rio. “Há uma concentração geográfica das salas de cinema em relativamente poucos estados, portanto, precisa ter mais oferta física para que as pessoas possam consumir também produto audiovisual”, disse o diretor da divisão da associação americana para a America Latina (MPA-AL), Ricardo Castanheira, à Agência Brasil. Entre 2013 e 2015, o número de ingressos vendidos nos cinemas do país também subiu de 149,5 milhões para 173 milhões, o que provocou alta no faturamento de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,4 bilhões. O levantamento aponta ainda que, embora a participação dos filmes nacionais tenha crescido no total de lançamentos, saindo de 26,5% em 2009 para 28,9% em 2015, a renda com a venda de ingressos para as produções nacionais não acompanhou esse crescimento. E o motivo é o que os filmes estrangeiros concentram a maior parte da renda das bilheterias. O diretor da MPA-AL disse que muitos brasileiros ainda não frequentam o cinema por causa do valor dos ingressos, considerado elevado. “O valor médio do ingresso em 2013 corresponde 0,6 da renda mensal per capita do brasileiro. Nos países desenvolvidos, é apenas 0,3. Isso se deve à uma elevada carga tributária que incide sobre o setor audiovisual, que se projeta no preço final do ingresso. Reduzir a carga tributária é um desafio extremamente importante para dar um estímulo e vitalidade maior”, apontou. Apesar destes dados, Castanho conclui, como já é tradicional e piloto automático para a MPA, que o maior culpado pela dificuldade de expansão da indústria cinematográfica no país é a pirataria. Esta simplificação simplesmente não cola mais, já que o próprio relatório aponta a falta de salas, preços elevados e até a ausência completa de cinema em muitas cidades. Falta uma política audiovisual decente no país, que não incentive apenas a produção de filmes que a maioria da população não tem acesso. Uma reação à falta de infra-estrutura cinematográfica pode ser constatada em outra parte do relatório, que diz respeito ao crescimento do mercado dos serviços de Vídeo On Demand (VoD), como a plataforma Netflix. Em um ranking mundial, o Brasil é o 8º país que mais consome este tipo de serviço, com receita estimada em US$ 352,3 milhões em 2016. Superando, por exemplo, o México, com receita estimada em US$ 188,4 milhões, e Argentina (US$ 124,8 milhões). No entanto, o VoD também depende de uma política de expansão das telecomunicações, com ampliação do acesso à internet de banda larga a preços mais baixos e de maior velocidade. Afinal, mesmo somando o VoD, apenas 11% da população têm acesso a serviços audiovisuais no país. Se quase metade da população brasileira mora em cidades em que não existem cinemas, se apenas 11% da população tem acesso a serviços VoD, dá realmente para culpar a pirataria? Ao contrário, apenas a pirataria tem cumprido o serviço de levar filmes à maioria da população do país. E combatê-la, em vez de “resolver o problema”, só tende a agravar a dificuldade de acesso aos produtos audiovisuais para o público brasileiro. Infelizmente, a MPA vê a América Latina como um continente criminoso e busca incentivar táticas de repressão numa guerra frontal contra a pirataria, repetindo o que fez a DEA, em sua guerra ao narcotráfico. Tanto é que seu relatório aponta a existência de mais de 400 websites de pirataria voltados para o mercado brasileiro. Desta lista, 57 recebem mais de 1 milhão de visitas mensais. Então, aí está. Um país com 3 mil salas de cinema tem 1 milhão de visitas mensais em sites de pirataria cinematográfica e a culpa é do crime. Que fácil seria se fosse tão simples. Mas, gente, bora ler o relatório completo. Afinal, pagaram por isso.
Norman Reedus toca baixo em show da banda Anthrax
Norman Reedus, que interpreta o caipira gente boa Daryl em “The Walking Dead”, surpreendeu os fãs da série e do heavy metal ao subir no palco num show do Anthrax, para tocar baixo com a banda. A participação aconteceu na quarta (5/10) em Atlanta, onde Reedus grava a série de zumbis. Ele acompanhou a pauleira na música “Indians” e um trecho do encontro pode ser visto no vídeo abaixo. Vale lembrar que este não é o primeiro “crossover” entre a banda e “The Walking Dead”. O guitarrista do Anthrax, Scott Ian, já fez uma participação especial como zombi, durante a 5ª temporada.
Kleber Mendonça Filho pede exoneração de fundação do governo federal
O diretor Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) entregou na quarta-feira (6/10) uma carta com pedido de exoneração da coordenadoria de cinema da Fundação Joaquim Nabuco. Mesmo assim, manteve agendados compromissos em Los Angeles e San Francisco, onde participará de debates e reuniões de trabalho relevantes às atividades da curadoria do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, segundo autorização que havia recebido anteriormente da autarquia, registrada no Diário Oficial da União. A viagem aproveitaria sua participação no Festival de Nova York, onde será exibido seu filme “Aquarius”. O vazamento de seu pedido de exoneração o pegou de surpresa. “Estou num avião indo para NY. Está tudo certo. Preciso de tempo para projetos de cinema e já pensava nisso há 2 anos”, disse Kleber, por mensagem de texto, ao ser procurado pela reportagem do Jornal do Commercio, de Recife. “Não era nunca para sair matéria antes de eu me explicar, vai ficar destorcido”, lamentou. “Vão fazer especulações em cima de basicamente zero”. Kleber atuava na autarquia ligada ao Ministério da Educação há 18 anos. O afastamento, segundo o cineasta, se deve à necessidade de se dedicar “a projetos de cinema”. Na carta, segundo apurou o Jornal do Commercio, ele não se refere ao fato de não reconhecer o “governo ilegítimo” do qual o Ministério da Educação faz parte. O cineasta adiantou que vai se pronunciar pelas redes sociais assim que chegar à Nova York. Entre os amigos mais próximos, a notícia já era esperada desde que o cineasta protestou contra um “golpe de estado”, convocando o mundo a se posicionar diante do fim da democracia no Brasil, durante a estreia de “Aquarius” no Festival de Cannes, e veio à tona que ele era funcionário de uma instituição do governo federal. Dias antes do protesto de tapete vermelho, o presidente anterior da Fundaj, Paulo Rubem Santiago, pediu demissão por não reconhecer a legitimidade de Michel Temer. O atual presidente da Fundaj, Luiz Otavio Cavalcanti, emitiu um comunicado se manifestando sobre a carta de exoneração, na qual diz que “respeita a decisão do cineasta Kleber Mendonça de entregar o cargo por considerar este um ato pessoal”. E ressalta: “O mesmo respeito com que tratou a decisão de Kleber Mendonça de permanecer no cargo durante os cinco meses da atual gestão”.
Ashton Kutcher e Mila Kunis serão pais de um menino
O ator Ashton Kutcher revelou em uma entrevista para o programa Today que o seu segundo filho será um menino. “Eu estou um pouco assustado para ser honesto. É intensamente assustador”, ele contou, sobre como se sente sobre o segundo filho de seu casamento com Mila Kunis. O ator também comentou que sua filha, Wyatt Kutcher, de 2 anos, tem uma pequena noção de que terá um irmão. “Ela aponta para a barriga de Mila e diz: ‘Irmãozinho’. E então ela aponta para o pai e diz: ‘Cerveja'”, comentou ele. “Eu acho que ela entende que tem algo na barriga, mas eu não sei se ela sabe que não vai ser uma boneca de plástico”, continuou. Ashton e Mila anunciaram recentemente a segunda gestação da atriz. Os atores se conheceram quando fizeram juntos a série “That ’70s Show” nos anos 1990, em que viveram namorados. Na vida real, o namoro só começou em 2012. E virou casamento desde o ano passado.
Laura Prepon e Ben Foster estão noivos
Após manterem o namoro em segredo por um bom tempo, a a atriz Laura Prepon (das séries “That ’70s Show” e “Orange is the New Black”) ficou noiva do ator Ben Foster (dos filmes “Programado para Vencer” e “Warcaft”). O casal assumiu a relação no tapete vermelho de “A Garota no Trem”. Não só apareceram juntos num evento pela primeira vez, como Laura, que participa do elenco do filme, desfilou com um cintilante anel de noivado, toda sorridente. Laura e Foster já se conhecem há bastante tempo, pois ele é amigo de Danny Masterson, que também atuou em “That ’70s Show”. Os primeiros rumores sobre um possível relacionamento surgiram em julho, quando o casal foi visto em Nova York, só que os dois conseguiram despistar a imprensa, que nunca mais os flagrou. Fontes próximas aos atores confirmaram à revista People que o anel de diamante no dedo de Laura (veja na foto) é realmente um sinal do compromisso entre eles. A atriz foi a segunda integrante do elenco de “Orange is the New Black” a ficar noiva nesta semana. Na terça, a atriz Samira Wiley publicou no Instagram uma foto usando seu novo anel de diamante dado pela namorada, Lauren Morelli. As duas se conheceram durante a produção da série. Lauren é produtora e roteirista do programa. Em “A Garota no Trem”, Laura interpreta Cathy, a amiga que aluga um quarto em sua casa para a alcóolatra Rachel (Emily Blunt). O thriller, baseado no best-seller homônimo, estreia no Brasil no dia 27 de outubro.
Atriz e roteirista de Orange Is the New Black ficam noivas
A atriz Samira Wiley, que interpretou Poussey na série “Orange Is the New Black”, ficou noiva da roteirista e produtora da atração, Lauren Morelli. Ela compartilhou nas redes sociais que disse “sim” ao pedido de casamento. Na legenda da foto (acima) em que o casal aparece com o anel de noivado, Samira escreveu apenas “Sim”. As duas estão juntas desde 2014, quando a roteirista, que se descobriu homossexual ao escrever a série, separou-se do marido e assumiu o novo romance. Morelli chegou a escrever um artigo, na época, explicando como havia se descoberto gay nos primeiros dias de trabalho na série. As duas não vão mais trabalhar juntas, já que a personagem de Samira saiu da série no final da 4ª temporada. A atriz será vista a seguir na série sci-fi “The Handmaid’s Tale“, atualmente em produção para uma estreia em 2017 na plataforma Hulu.
Pai exige US$ 100 mil de taxa para quem quiser empresariar a estrelinha de Stranger Things
O pai da atriz mirim Millie Bobby Brown, a Onze (Eleven) de “Stranger Things”, decidiu aproveitar o sucesso da menina para pedir dinheiro a agências e agentes que queiram empresariar a carreira de sua filha, uma das estrelas jovenss de maior destaque no momento. O site da revista The Hollywood Reporter apurou com várias agências que Robert Brown, pai da atriz, está cobrando US$ 100 mil como “taxa de assinatura de contrato”. Pelo menos cinco agências confirmaram a proposta, que, segundo elas, pode prejudicar a carreira da menina. “Isso é sem precedentes”, disse ao site um chefe de agência que não quis se identificar. “Estamos acostumados a diminuir nossas taxas de lucro para um cliente que esteja em alta, mas pagar para conseguir um cliente? Se alguém aceitar as condições, isso abrirá uma caixa de Pandora”. Pais de estrelinhas mirins costumam assumir as finanças das crianças desde a época de Jackie Coogan, o personagem-título de “O Garoto” (1921), clássico mudo de Charlie Chaplin, geralmente torrando o dinheiro das crianças e terminando brigados com os próprios filhos. E isso já fez pelo menos um astro infantil desistir de fazer filmes: Macauley Culkin. Millie ainda não foi confirmada no segundo ano de “Stranger Things”, que terá nove episódios e será disponibilizado pela Netflix em 2017. Os fãs esperam que a falta de confirmação seja apenas uma questão de cronograma da plataforma de streaming e não devido a uma “taxa de assinatura de contrato” que possa afastá-la da produção.
Ben Stiller revela que teve câncer de próstata e sobreviveu graças a um exame de rotina
O ator Ben Stiller revelou ter enfrentado um câncer na próstata há dois anos. Ele foi diagnosticado com um tumor considerado agressivo e passou por uma cirurgia, e agora que está bem resolveu vir a público para encorajar mais homens a fazerem exames de rotina para detectar a doença. “Eu sinto como se isso tivesse salvado minha vida”. “É o segundo tipo de câncer mais fatal, mas é um dos mais curáveis”, explicou, em um texto publicado no Medium, no qual comparou a descoberta de que sofria da doença com uma cena de “Breaking Bad”. “Um clássico momento Walter White, exceto pelo fato de que era eu e não tinha ninguém filmando nada”. Stiller contou que foi diagnosticado com câncer aos 46 anos, quatro anos antes do recomendado pelos médicos para se fazer os primeiros exames para a detecção da doença. “Se tivesse esperado, seria tarde demais”, escreveu. Ele encerra dizendo: “Acredito que a melhor forma de determinar o curso de ação para este câncer mais tratável, mas também mais mortal, é detectá-lo cedo”.
Kristen Stewart causa em tapete vermelho com visual andrógino e sem sutiã
A atriz Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) causou no tapete vermelho da première de “Certas Mulheres”, que aconteceu na noite de segunda (3/10) durante o Festival de Nova York. Ela apareceu loira, de cabelos curtos e com roupas mais, digamos, masculinas, enquanto as demais atrizes capricharam nos vestidos de gala. Entretanto, ela não cansou de ser sexy, como demonstraram as câmeras hipnotizadas por um detalhe de seu visual andrógino: o blazer roxo aberto, usado sem sutiã. Além dela, as atrizes Michelle Williams (“Sete Dias com Marilyn”), Laura Dern (“Livre”) e Lily Gladstone (“Subterranea”) também estão no elenco do longa dirigido por Kelly Reichardt (“Movimentos Noturnos”). Mas a internet só viu Kristen, de tantos cliques que inspirou. Ao participar da sessão de perguntas e respostas, após a exibição do filme, ela reapareceu com uma camiseta branca sob o blazer. Em “Certas Mulheres”, Kristen interpreta Beth Travis, uma jovem advogada que viaja para bem longe de casa para encarar o desafio de dar aulas pela primeira vez. No meio disso tudo, a personagem começa uma grande amizade com uma fazendeira solitária.
Lindsay Lohan passa por cirurgia após quase perder o dedo em acidente de barco
A atriz Lindsay Lohan passou por um susto na tarde de domingo (2/10). Ela revelou em seu perfil no Snapchat que quase perdeu um dedo num acidente de barco. A revelação foi acompanhada por um vídeo (fotografado ao lado) que mostra a mão esquerda enfaixada, depois de ter passado por uma cirurgia de emergência. Mesmo assim, ela riu do ocorrido. “Eu quase perdi meu dedo. Bom, perdi metade do meu dedo, graças a Deus que nós encontramos o pedaço do meu dedo. Acabei de passar por uma cirurgia. Dói muito”, narrou. A atriz contou que o acidente aconteceu por ter tentado ancorar o barco sozinha. “Meu pobre dedo”, brincou. Apesar do estado em que ficou sua mão, ela ainda conseguiu digitar emojis, como se pode ver na imagem ao lado.
Estreia de Luke Cage “quebra” a Netflix
O público norte-americano teve excesso de vontade para assistir a estreia de “Luke Cage”, a terceira série de super-herói da Marvel na Netflix. Os servidores da plataforma de streaming não aguentaram o congestionamento e caíram, deixando a Netflix fora do ar por duas horas durante o sábado (1/9). Apenas servidores dos Estados Unidos e Reino Unido foram afetados. Claro que “o herói que quebrou a Netflix” acabou virando meme. Até o showrunner da série, Cheo Hodari Coker, usou o Twitter para questionar seus seguidores: “Será que vocês quebraram a Netflix?”. A própria Netflix sugeriu que a procura por “Luke Cage” foi superior ao esperado, publicando uma mensagem nas redes sociais com uma imagem do herói rindo à toa, acompanhada pelo texto: “Nem todos os heróis usam capas. Engenheiros no resgate. Estamos de volta”. A 1ª temporada de “Luke Cage” foi inteiramente disponibilizada na sexta (30/9) e a “quebra” da Netflix aconteceu durante as maratonas dos episódios.
Herschell Gordon Lewis (1926 – 2016)
Pioneiro do terror visceral, o cineasta Herschell Gordon Lewis faleceu na semana passada, noite de 26 de setembro, aos 90 anos em sua casa na Flórida, aparentemente de causas naturais. Formado em Jornalismo, o cineasta pautou sua carreira inteira por projetos sensacionalistas, desde a estreia em 1961 com “Living Venus”, sobre o relacionamento do dono de uma revista masculina e uma de suas modelos, que ele escreveu e dirigiu. Suas primeiras obras exploravam descaradamente a nudez, entre elas “Daughter of the Sun” (1962), em que uma professora se revelava adapta do nudismo (termo da época), “Boin-n-g” (1963), sobre os testes de escalação de um filme adulto, “Scum of the Earth” (1963), a respeito de uma rede de pedofilia, e até uma versão erótica da fábula de Cachinhos Dourados, “Goldilocks and the Three Bares” (1963). Mas ao trocar o softcore erótico pelo terror, com seu primeiro filme sanguinário, acabou influenciando todo o gênero. Colorido, com ênfase no vermelho, “Banquete de Sangue” (Blood Feast, 1963) marcou época nos circuitos de cinema drive-in nos Estados Unidos. A história seguia um serial killer que queria juntar diversas partes de corpos femininos para conjurar uma antiga deusa egípcia. Mas o que chamava atenção era a forma como a violência era retratada por Lewis, de forma bastante explícita para a época, o que rendeu críticas repletas de adjetivos impressionistas. Alguns desses adjetivos acabaram virando rótulos para descrever os subgêneros que se originaram a partir do longa: splatter (“respingado” de sangue) e gore (“sanguinolento”). Ele completou uma trilogia sangrenta com o lançamento de “Maníacos” (Two Thousand Maniacs!, 1964), predecessor dos terrores rurais, e “Color Me Blood Red” (1965), em que um maníaco usa o sangue de suas vítimas para criar pinturas de sucesso. Depois do jorro inicial de criatividade e vísceras, Herschell explorou outros tipos de terror. Fez “Something Weird” (1967), em que a vítima de um acidente adquire poderes extra-sensoriais e passa a ajudar a polícia a resolver crimes – como no livro posterior de Stephen King, “A Hora da Zona Morta” – , “A Taste of Blood” (1967), sobre um vampiro determinado a matar os descendentes dos assassinos de Drácula, e “The Gruesome Twosome” (1967), em que mãe e filho escalpelam universitárias. Acabou embarcando no sexo, drogas e rock’n’roll do período, com lançamentos que refletiam o final dos anos 1960, como “The Girl, the Body, and the Pill” (1967), centrado numa professora de educação sexual, “Blast-Off Girls” (1967), sobre uma garage band vítima de um empresário ganancioso, “She-Devils on Wheels” (1968), acompanhando uma gangue de motoqueiras selvagens, “Suburban Roulette” (1968), sobre a prática do swing (que no Brasil era sexistamente chamado de “troca de esposas”), etc. Feitos com pouco dinheiro, equipe técnica reduzida e atores amadores, os filmes do cineasta destinavam-se exclusivamente ao circuito dos drive-ins, e só foram se tornar cultuados muitos anos depois. Por isso, quando o cinema erótico começou a ganhar prestígio, ele adotou pseudônimos para filmar pornografia a partir de 1969, inclusive o infame “Black Love” (1971), que prometia um olhar “educacional” explícito sobre “os hábitos sexuais dos casais negros americanos”. Com o dinheiro arrecadado com os filmes hardcore, bancou quatro projetos, dois deles de temática caipira – e “This Stuff’ll Kill Ya!” (1971) pode ser considerado precursor direto da série “Os Gatões” – e dois com a palavra “gore” no título, fazendo com que ganhasse a alcunha de “Padrinho do Gore”. Mais sanguinário que seus predecessores, “The Wizard of Gore” (1970) era uma coleção de desmembramentos, providenciada por uma mágico, que hipnotizava vítimas para matá-las diante de uma audiência encantada pelo realismo dos “truques”. E “The Gore Gore Girls” (1972) girava em torno do assassinato de strippers. A brutalidade do cinema de Herschell logo encontrou seguidores numa geração formada por Wes Craven, John Carpenter e Tobe Hopper, que elevaram ainda mais a violência do terror – o “splatter” (respingado) virou “slasher” (retalhado). Mas seu estilo amador não sobreviveu para ver o terror visceral lotar cinemas. Por toda a carreira, ele financiou e produziu seus próprios filmes, mas o fim dos drive-ins e o declínio das sessões duplas, que coincidiu com o início da era do multiplex, acabou com o espaço para a projeção de seus filmes. Sem circuito exibidor, Herschell decidiu se aposentar do cinema, passando a escrever livros de – acredite – publicidade. Os anos se passaram, até que fãs de terror se deram conta de seu legado, traçando as origens do cinema visceral a seus primeiros longas. Assim, sua filmografia acabou redescoberta, com lançamentos em home video e sessões em festivais do gênero. Convocado a sair das trevas em que tinha sumido, ele acabou retornando em 2002 com seu primeiro longa em três décadas, “Blood Feast 2: All U Can Eat”, continuação do seu primeiro sucesso de terror. O longa contou com a participação de outro nome do cinema underground americano, o cineasta John Waters, fã assumido do cinema do “Padrinho do Gore”. Herschell Gordon Lewis ainda lançou mais um filme em 2009, intitulado “The Uh-Oh! Show”, sobre um programa televisivo de prêmios, valendo dinheiro ou, no caso de respostas erradas às perguntas do apresentador sorridente, membros decepados. Era o que ele chamava de comédia.
Angelina Jolie “não quer” que Brad Pitt seja processado… desde que ceda a guarda dos filhos
Embora Brad Pitt tenha dado a entender que a tentativa de pintá-lo como vilão em seu divórcio com Angelina Jolie tenha partido da equipe dela, os rumores de que ele teria agredido seu filho mais velho, Madox, tomaram rumos que a própria atriz não esperava. Angelina não quer expor sua família nos tribunais e, por isso, tentará evitar que Brad Pitt seja processado. É o que diz o site TMZ, que tem sido o espalha-boatos oficial do time da atriz. Segundo o TMZ, a estrela de Hollywood teria decidido se manifestar a favor de Brad Pitt, caso a Vara de Família e Infância de Los Angeles decida abrir uma ação contra o galã. Claro que essa “bondade” também está sendo usada para assegurar o que ela sempre quis ao iniciar o divórcio, a guarda dos filhos. No toma lá dá cá, o ator está sendo pressionado a aceitar apenas o direito de visitação, e sob termos duros: precisará estar acompanhado de um terapeuta nas primeiras visitas e fazer testes aleatórios para detectar consumo de álcool e drogas. Para acertar os detalhes da separação, Jolie contratou Judy Smith, a consultora de crises que inspirou a personagem Olivia Pope, da série “Scandal”. Fontes do TMZ garantem que “Smith tem sido uma grande ajuda para acalmar as coisas, de modo que as negociações entre ambos os lados possam avançar”.












