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    Patty Duke (1946 – 2016)

    30 de março de 2016 /

    A atriz Patty Duke, que venceu o Oscar e teve uma série com seu nome antes de se tornar adulta, morreu na terça-feira (29/3), após sofrer complicações de uma infecção causada por uma perfuração no intestino. Ela tinha 69 anos. Patty nasceu Anna Marie Duke em Nova York, em 1946, e interpretou diversas nova-iorquinas ao longo de sua trajetória, que iniciou muito cedo. Ela ganhou o pseudônimo Patty ainda criança, aparecendo com este nome em seus primeiros trabalhos de 1954, aos oito anos de idade, quando começou a fazer pequenas participações em filmes, telenovelas e diversos teleteatros. A mudança foi exigência de seus empresários, que achavam “Anne Marie” pouco artístico. Os empresários, o casal John and Ethel Ross, não cuidavam apenas de sua carreira. O pai de Patty era um taxista alcoólatra e sua mãe sofria de depressão. Quando a menina tinha seis anos, a mãe teve um surto e expulsou seu pai de casa. Aos oito, a entregou aos cuidados do casal Ross, que passou a cuidar dela, mas não necessariamente de forma amorosa, transformando-a numa máquina de ganhar dinheiro. Forjaram currículo, mentiram sua idade e, quando ela se provava difícil de lidar, a viciaram em álcool. Tudo isto está em sua autobiografia. A criança tinha um talento evidente, que já se manifestava aos 12 anos, quando passou a se destacar em produções de diferentes gêneros, como o drama “A Deusa” (1958), a sci-fi “Quarta Dimensão” (1959) e a comédia “Feliz Aniversário” (1959). No mesmo período, ela fez sua estreia na Broadway, estrelando a peça “The Miracle Worker”, na qual deu vida a Helen Keller, uma garota cega, surda e muda. A peça fez enorme sucesso e ficou em cartaz por dois anos. O papel de Helen Keller acabou sendo, de forma precoce, o ponto alto de sua carreira. Em 1962, aos 16 anos, ela foi escalada para revivê-lo em “O Milagre de Anne Sullivan”, drama dirigido por Arthur Penn, no qual sua personagem precisava de ajuda constante da incansável professora Anne Sullivan (Anne Bancroft, que também atuou na peça). Por seu desempenho, Patty venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante e se tornou, na época, a pessoa mais jovem a conquistar um prêmio da Academia. O Oscar a deixou tão famosa que ela ganhou uma série com seu próprio nome, “The Patty Duke Show”. O título foi escolhido antes que a rede ABC soubesse qual seria trama. A ideia era criar uma atração para a estrelinha ascendente, o que quer que fosse. O fato é que, até então, não existiam programas estrelados por garotas da idade de Patty na televisão. Assim, para decidir sobre o que seria a série, o produtor-roteirista Sidney Sheldon (também criador de “Jeannie É um Gênio”) levou a jovem para passar uma semana com sua família. Na curta convivência, Sheldon reparou que Patty tinha dois lados distintos (mais tarde, ela seria diagnosticada com bipolaridade), o que lhe deu a ideia de criar uma trama sobre duas adolescentes idênticas. Na série, Patty vivia uma nova-iorquina moderna, que passa a conviver com sua prima idêntica (também interpretada pela atriz), vinda da Europa. Embora fossem iguais fisicamente, as duas não podiam ter gostos mais diferentes. E a confusão que suas semelhanças causavam alimentava a maioria das piadas do programa. “The Patty Duke Show” durou três temporadas, entre 1963 e 1966, e marcou época, inaugurando um filão que atualmente responde por boa parte da programação de canais pagos como Nickelodeon, Disney Channel e Freeform (ex-ABC Family): as séries de meninas. Fez tanto sucesso que Patty recebeu indicações ao Emmy, ao Globo de Ouro e também se lançou como cantora. Mas quando completou 18 anos, ela rompeu com os empresários exploradores e quis renegociar seu contrato, fazendo exigências que levaram um impasse e ao fim inesperado da atração, mesmo com boa audiência. Apesar de gravada em preto e branco, “The Patty Duke Show” continuou no ar em reprises ao longo das décadas, chegando a experimentar uma redescoberta em 1988, quando passou a integrar a programação do canal Nickeledeon. As reprises mantiveram a popularidade da produção, a ponto de gerar um telefilme de reencontro, 33 anos após seu cancelamento. Exibido em 1999, o telefilme mostrava as primas casadas, com filhos e até netos. Com o fim de sua série, Patty decidiu priorizar sua carreira cinematográfica. Ela já tinha estrelado seu primeiro filme como protagonista, a comédia adolescente “Uma Lourinha Adorável” (1965), como uma moleca andrógina, dividida entre a vontade de ser um menino, para ter mais liberdade e fazer esportes, e a primeira paixão colegial. Mas seu primeiro longa após “The Patty Duke Show” acabou seguindo na direção oposta, numa escolha arriscada, com o objetivo de mostrá-la adulta. Patty escandalizou ao decidir estrelar “O Vale das Bonecas” (1967). Na adaptação do romance trash de Jacqueline Susann, ela interpretava uma jovem estrela da Broadway que se viciava em drogas, fazia sexo casual, destruía lares e precisava ser internada para reabilitação. O filme era um dramalhão tão grande que virou cult, ao ser considerado um dos piores melodramas já feitos. Para reafirmar que era uma jovem moderna, ela também estrelou “Uma Garota Avançada” (1969), no qual se rebelava contra os planos de casamento de sua família, abandonando o lar para abraçar o estilo de vida boêmio do Greenwich Village, em Nova York. Mas os papéis de adulta não lhe renderam o mesmo sucesso da adolescência. Durante os anos 1970, ela se viu alternando participações em diversas atrações televisivas, como “Galeria do Terror”, “O Sexto Sentido”, “Havaí 5-0”, “Os Novos Centuriões”, “Police Woman” e “São Francisco Urgente”, com filmes B, como o terror “Sob a Sombra da Outra” (1972) e o desastre sci-fi “O Enxame” (1978). Em 1979, ela voltou à trama que a consagrou, estrelando uma versão televisiva de “O Milagre de Anne Sullivan”, desta vez no papel da professora, comprovando como o tempo tinha passado. Patty havia se tornado adulta demais até em sua vida pessoal, passando por três casamentos frustrados e um relacionamento polêmico com Desi Arnaz Jr., filho de Lucille Ball e Desi Arnaz, quando já tinha 24 anos e ele ainda era menor de idade. O escândalo quase destruiu sua carreira quando ela engravidou em 1971, e as revistas de fofoca especulavam que o pai podia ser o ator de 17 anos. Mas ela rapidamente se casou com John Astins (o Gomez da série “Família Addams”), registrando a criança como filho dele. O jovem cresceu para se tornar um hobbit, Sean Astin, astro da trilogia “O Senhor dos Anéis”. Patti ainda teve outro filho com John Astins, mas o casamento terminou em divórcio em 1983. Após esse período tumultuado, a atriz tentou retomar a carreira televisiva, estrelando quatro séries de curta duração. A que foi mais longe teve uma temporada completa de 22 episódios: a sitcom “It Takes Two”, na qual interpretou a mãe de dois futuros astros televisivos, os jovens Anthony Edwards (o Dr. Mark Greene de “Plantão Médico/E.R.”) e Helen Hunt (a Jamie Buchman de “Louco por Você/Mad About You”). As outras séries foram “Hail To The Chief”, em 1985, na qual interpretou a primeira mulher presidente dos EUA (durou 7 episódios), “Karen’s Song”, em 1987, como uma mãe divorciada (a filha era Teri Hatcher, de “Desperate Housewives”) que se envolve com um homem muito mais jovem (em 13 capítulos), e, por fim, o drama “Amazing Grace”, em 1995, como uma ex-alcoóltra que se torna pastora de uma igreja (5 episódios). Entre 1985 e 1988, ela foi eleita presidente do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG, na sigla em inglês), chegando a comandar uma greve que conseguiu melhorar salários e condições de trabalho para os dubladores de animações. O período coincidiu com o ressurgimento das comédias adolescentes no cinema americano, o que lhe rendeu seu último papel de destaque no filme “Willy/Milly” (1986), como a mãe de uma moleca que, por meio de mágica, virava hermafrodita – uma versão extrema da ideia de “Uma Lourinha Adorável” (1965). Em 1987, ela publicou sua autobiografia, tornando-se a primeira celebridade a se assumir bipolar (ou maníaca-depressiva, como ainda se chamava a condição na época). A experiência a inspirou a virar ativista por melhores condições de saúde mental nos EUA, defendendo tratamentos de distúrbios de personalidade. Após contar sua história em livro, Patty estrelou “Call Me Anna” (1990), uma telebiografia de sua própria vida, intitulada com seu nome de bastimo. Ela ainda apareceu nas comédias “Por Trás Daquele Beijo” (1992), “Nos Palcos da Vida” (2005) e no filme religioso “A História de Oseias” (2012), estrelado por seu filho Sean Astin, além de diversos telefilmes – entre eles, “Luta Pela Vida” (1987), como mulher de Jerry Lewis. Nos últimos anos, experimentou uma fase de redescoberta, recebendo uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e convites para participar de várias séries, como “Glee” e “Drop Dead Diva”. Ela também se tornou uma das poucas atrizes a aparecer nas duas versões de “Havaí 5-0”, ao estrelar um episódio do remake. A melhor participação, porém, ficou reservada para seu último papel, num episódio de “Liv e Maddie” exibido em 2015 no Disney Channel. Na ocasião, ela interpretou duas personagens idênticas, evocando “The Patty Duke Show”: a avó e a tia-avó gêmeas da protagonista Liv (Dove Cameron). Uma bela homenagem para sua despedida das telas. “Eu te amo, mãe”, resumiu Sean Astins, ao informar aos fãs sobre a morte de Patty. “Que atriz!”, lembrou o apresentador Larry King. “Obrigado, Patty, por tudo que nos deu”, manifestou-se a própria Academia.

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    Monica Schmiedt (1961 – 2016)

    29 de março de 2016 /

    A cineasta e produtora Monica Schmiedt faleceu na segunda-feira (28/3), em Porto Alegre, aos 54 anos de idade, após uma longa batalha contra o câncer. Ao longo da carreira, iniciada nos anos 1980, ela ajudou a fomentar o nascimento de um novo cinema gaúcho, começando como atriz e designer do título de “Coisa na Roda” (1982), de Werner Schünemann, depois como produtora assistente em “Verdes Anos” (1984), de Giba Assis Brasil e Carlos Gerbase, até se tornar produtora com “O Mentiroso” (1988), novamente de Schünemann. Ela também produziu o celebrado curta “Ilha das Flores”, que projetou o então jovem Jorge Furtado, e, anos mais tarde, integrou a equipe de “O Quatrilho” (1995) de Fábio Barreto, grande sucesso de bilheteria que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Monica ainda produziu os dramas de época “Anahy de las Misiones” (1997), de Sergio Silva, vencedor do Festival de Brasília, e “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (2001), de André Klotzel, vencedor do Festival de Gramado, e foi uma das fundadoras da Casa de Cinema de Porto Alegre, maior pólo de produção cinematográfica da região Sul do país. Com a experiência acumulada nos bastidores da produção cinematográfica, Monica passou à direção, voltando-se ao cinema documental. Ela co-dirigiu o curta “Antártida, O Último Continente” (1997) e o longa “Extremo Sul” (2004), sobre uma expedição à Terra do Fogo, e dirigiu “Doce Brasil Holandês” (2010), exibido no festival É Tudo Verdade. Seu último trabalho foi a produção do filme baseado no romance “Mãos de Cavalo”, do escritor gaúcho Daniel Galera, que recebeu o título de “Prova de Coragem”. Com direção de Roberto Gervitz, o longa tem previsão de estreia para maio nos cinemas. “Monica foi uma mulher guerreira, sempre preocupada em fazer o melhor. Vai certamente fazer falta para o cinema gaúcho e brasileiro”, escreveu Gervitz em sua página no Facebook.

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    Batman vs. Superman supera novos recordes de bilheteria no Brasil

    28 de março de 2016 /

    Os recordes globais de “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” tiveram início no Brasil, um dos primeiros países em que o filme estreou. Na quinta (24/3), um dia antes do lançamento nos EUA, o filme arrecadou R$ 12,9 milhões e marcou a maior abertura da história da Warner Bros. no país. Pois agora chegam os números do fim de semana inteiro. E novo recorde. “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” faturou R$ 39,9 milhões entre quinta (24) e domingo (27/3), segundo apurou a empresa de monitoramento comScore, que faz o aferimento diretamente nos cinemas. O valor ainda é maior quando entram na conta as pré-estreias da quarta à noite. Aí, segundo o Rentrak, a soma chega a R$ 44 milhões. Trata-se da maior bilheteria registrada no país desde que as estreias de cinema passaram a acontecer na quinta-feira. O filme de super-heróis da Warner superou o recordista anterior, “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2” (R$ 37,4 milhões), e também deixou para trás “Vingadores: Era de Ultron” (R$ 37,2 milhões), “Velozes & Furiosos 7” (R$ 37 milhões) e “Star Wars – O Despertar da Força” (R$ 33 milhões). Dentre os citados, apenas “A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”, teve estreia anterior a março de 2014, época da mudança do calendário cinematográfico, mas também chegou às telas numa quinta, dia 15 de novembro, numa estratégia da distribuidora Paris Filmes para aproveitar o público no feriado da Proclamação da República de 2012. O resultado não chega a ser surpresa, tendo em vista que sua distribuição foi a mais ampla da história da Warner no Brasil. O filme monopolizou 45% de todo o parque exibidor nacional, chegando a mais de 1,3 mil salas de cinema. No resto do mundo, o filme também vem registrando bilheterias significativas. Além do Brasil, a estreia foi recorde da Warner na China, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, entre outros países. Ao todo, o filme fez US$ 420 milhões de arrecadação mundial, o que representa a maior bilheteria de estreia de um filme de super-herói de todos os tempos. Nem “Os Vingadores” conseguiram isso. De fato, “Batman vs. Superman” só teve abertura global inferior a três outros filmes, “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 529 milhões), “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (US$ 524,9 milhões) e o último “Harry Potter” (US$ 483,2 milhões). O sucesso de público aconteceu de forma inversamente proporcional à avaliação da crítica, que desancou “Batman vs Superman” com resenhas demolidoras – e até renderam um vídeo hilário com Ben Affleck – , marcando apenas 29% de aprovação no levantamento do site Rotten Tomatoes. Aproveite e leia a crítica da Pipoca Moderna.

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    Batman vs. Superman quebra recordes e vira maior estreia de super-heróis do mundo

    27 de março de 2016 /

    “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” inaugurou oficialmente o universo compartilhado dos super-heróis da DC Comics de forma grandiosa, fulminando os recordes anteriores dos filmes derivados de quadrinhos. Em seu fim de semana de estreia, liderou as bilheterias dos EUA com uma arrecadação de US$ 170,1 milhões. Mas seu impacto foi ainda maior em escala global, acumulando recordes de faturamento no Brasil, China, Índia, Japão, Reino Unido e diversos outros países, para atingir um total impressionante de US$ 424,1 milhões em ingressos vendidos. O resultado foi um cala-a-boca geral, que enquadrou parte dos blogs nerds que profetizaram seu fracasso meses antes da estreia, além da crítica profissional, responsável por resenhas de forte teor negativo. A resposta aos meros 29% de aprovação crítica, na medição do site Rotten Tomatoes, foi uma nota B no CinemaScore, a pesquisa de opinião realizada com o público americano – equivalente a 70% de aprovação, considerando que A+ é 100% e F- é 0%. Os números que realmente importam para a Warner Bros. são ainda mais animadores. Para começar, o predomínio sobre as demais adaptações de quadrinhos do estúdio. Foram quase US$ 10 milhões a mais que o antigo campeão, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, que fez US$ 160,9 milhões em seu fim de semana de estreia em 2012. A produção ainda quebrou outro recorde, mais importante, superando o maior lançamento já registrado pela Warner nos EUA em todos os tempos: os US$ 169,2 milhões da abertura de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” em 2011. Outras marcas históricas batidas incluem: maior lançamento já registrado no fim de semana da Páscoa e maior estreia já vista antes do período do verão americano. Mas o recorde que deve dar mais orgulho à Warner – e render citação no marketing pós-lançamento – é bem mais significativo. Os US$ 420 milhões de arrecadação mundial são simplesmente a maior bilheteria de estreia de um filme de super-herói de todos os tempos. Nem “Os Vingadores” conseguiram isso. De fato, “Batman vs. Superman” só teve abertura global inferior a três outros filmes, “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 529 milhões), “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (US$ 524,9 milhões) e o último “Harry Potter” (US$ 483,2 milhões). Em suma, quem previa que seu fracasso forçaria o cancelamento do filme da “Liga da Justiça” e de outros projetos de super-heróis da DC Comics pode começar a refazer as contas. Seu sucesso deve tornar ainda mais prioritárias as adaptações dos quadrinhos da Warner, agora consolidadas como concorrência séria para os filmes da Marvel. A recepção de arrasa-quarteirões do líder das bilheterias deixou pouco espaço para os demais filmes em cartaz. Mesmo assim, “Zootopia” continuou saindo-se bem, com um belo desempenho tanto doméstico quanto internacional – já acumula US$ 696,7 milhões em todo o mundo. O único lançamento amplo que arriscou bater de frente com “Batman vs. Superman” foi “Casamento Grego 2”, apostando que seu público seria outro. Perdeu a aposta, com apenas US$ 18,1 milhões e uma estreia modesta em 3º lugar. Fora dessa disputa milionária, duas cinebiografias musicais abriram em circuito limitado: “I Saw the Light”, com Tom Hiddleston no papel da lenda country Hank Williams, e “Born to Be Blue”, com Ethan Hawk como o jazzista Chet Baker. Ambos tiveram bom desempenho por sala. O primeiro fez US$ 50 mil em 5 salas (US$ 10 mil por sala), enquanto o segundo rendeu US$ 47 mil em 3 salas (US$ 15,7 mil por sala). Ou seja, tiveram o dobro de faturamento por tela que “Casamento Grego 2” (US$ 5,7 mil por sala). BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Batman vs. Superman: A Origem da Justiça Fim de semana: US$ 170,1 milhões Total EUA: US$ 170,1 milhões Total Mundo: US$ 420 milhões 2. Zootopia Fim de semana: US$ 23,1 milhões Total EUA: US$ 240,5 milhões Total Mundo: US$ 696,7 milhões 3. Casamento Grego 2 Fim de semana: US$ 18,1 milhões Total EUA: US$ 18,1 milhões Total Mundo: US$ 26,2 milhões 4. Milagres do Paraíso Fim de semana: US$ 9,5 milhões Total EUA: US$ 34,1 milhões Total Mundo: US$ 34,4 milhões 5. A Série Divergente: Convergente Fim de semana: US$ 9,5 milhões Total EUA: US$ 46,6 milhões Total Mundo: US$ 118,4 milhões 6. Rua Cloverfield, 10 Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 56 milhões Total Mundo: US$ 68,1 milhões 7. Deadpool Fim de semana: US$ 5 milhões Total EUA: US$ 349,4 milhões Total Mundo: US$ 745,9 milhões 8. Invasão a Londres Fim de semana: US$ 2,9 milhões Total EUA: US$ 55,6 milhões Total Mundo: US$ 55,6 milhões 9. Hello, My Name is Doris Fim de semana: US$ 1,7 milhão Total EUA: US$ 3,2 milhões Total Mundo: US$ 3,2 milhões 10.Decisão de Risco Fim de semana: US$ 1 milhão Total EUA: US$ 1,7 milhão Total Mundo: US$ 1,7 milhão

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    Críticas negativas de “Batman vs. Superman” deixam Ben Affleck em silêncio

    26 de março de 2016 /

    Os cinemas estão lotados, mas a crítica internacional tem sido implacável com “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça”. Tanto que o assunto virou tema de piada viral. Um vídeo editado e postado no canal Sabconth, do YouTube, destaca a reação – ou falta dela – de Ben Affleck, diante de uma pergunta sobre as críticas negativas. Enquanto Henry Cavill tenta responder, Affleck simplesmente encara o vazio com um olhar inconsolável, que ganha mais impacto com a adição de uma trilha, o clássico “The Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel. Veja abaixo o som do silêncio de Batman.

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    Rede de cinemas Cinépolis vira pólo lançador de filmes exclusivos

    26 de março de 2016 /

    Segundo maior grupo exibidor do Brasil, a rede de cinemas Cinépolis inaugurou uma estratégia diferenciada e promissora, apostando em lançamentos exclusivos em seu circuito. Após experimentar essa abordagem com sucesso com dois lançamentos religiosos, o drama americano “Quarto de Guerra”, em dezembro, e o mexicano “Little Boy – Além do Impossível”, no começo de março, a rede lançou seu primeiro filme brasileiro exclusivo neste fim de semana. A iniciativa foi feita com a distribuição de “A Luneta do Tempo”, primeiro longa dirigido pelo cantor e compositor Alceu Valença, que chegou em 14 salas da Cinépolis, boa parte delas no Nordeste, em parceria com distribuidora Fênix. “Há alguns produtos que não chegam no mercado, mas tem o seu potencial. É um nicho a ser explorado”, explicou Paulo Pereira, diretor comercial da rede, em entrevista ao site Filme B. Com 44 cinemas e 341 salas pelo país, que representam 11,5% do parque exibidor nacional, a iniciativa da Cinépolis, rede de origem mexicana, pode se provar uma boa solução para os bons filmes brasileiros que estão padecendo para encontrar salas disponíveis no mercado. “Chatô – O Rei do Brasil”, por exemplo, com todo o seu potencial, foi lançado em apenas 16 salas no ano passado, e mesmo assim foi o segundo filme que mais encheu salas em seu fim de semana de estreia. Diante da falta de iniciativa da Ancine (Agência Nacional de Cinema), o próprio mercado começa a desenrolar o grande nó de distribuição que pressiona negativamente o cinema brasileiro de qualidade, impedindo seu crescimento. “Estamos olhando muito os filmes nacionais agora”, disse o diretor da Cinépolis, que já prepara outro lançamento exclusivo ainda neste semestre. Será um filme infantil.

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    Garry Shandling (1949 – 2016)

    25 de março de 2016 /

    O famoso comediante americano Garry Shandling morreu na tarde de quinta-feira (24/3), ao sofrer um ataque cardíaco repentino em Los Angeles, aos 66 anos de idade. Ele fez muito sucesso na TV durante os anos 1980 e 1990, quando estrelou as séries “It’s Garry Shandling Show” e “The Larry Sanders Show”. Garry Emmanuel Shandling nasceu no dia 29 de novembro de 1949 em Chicago. Formado em Publicidade e Marketing, mudou-se para Los Angeles na década de 1970 para trabalhar em uma agência de propaganda, mas aproveitou a proximidade com a indústria de entretenimento para se tornar roteirista. A carreira artística começou quando ele enviou um roteiro especulativo para a série “Sanford & Son”, que acabou gravado pela rede NBC em 1975. O êxito do episódio o levou a escrever mais quatro capítulos do seriado no ano seguinte, além de uma história de “Welcome Back, Kotter”. Mas o formato dos sitcoms acabou frustrando suas expectativas. Cansado de discutir com produtores, preferiu largar a televisão para virar comediante stand-up. E logo foi “descoberto” pelo programa de variedades “The Tonight Show”. Convidado a participar da atração apresentada por Johnny Carson em 1981, fez tanto sucesso que virou atração recorrente, aparecendo como apresentador convidado em várias ocasiões, até 1987. Tanto que, quando Carson se aposentou, Shandling chegou a ser cotado para substituí-lo. A repercussão de suas aparições no “Tonight Show” lhe rendeu um especial de TV, “Garry Shandling: Alone in Vegas”, exibido pelo canal pago Showtime em 1984, que estava interessado em transformá-lo numa atração fixa de sua programação. O projeto foi a semente da primeira série estrelada pelo comediante, “It’s Garry Shandling’s Show”, criada por ele e Alan Zweibel (roteirista do humorístico “Saturday Night Live”) em 1985, como uma sátira das sitcoms tradicionais. Na trama, Shandling interpretava uma versão ficcional de si mesmo, um comediante que estrelava uma sitcom e que, durante os episódios, rompia a quarta parede, interrompendo a narrativa para conversar com o público, comentando fatos e integrando a audiência em suas histórias. Exibida até 1990, a série durou quatro temporadas, com um total de 72 episódios. Mas o grande sucesso de Shandling viria no canal concorrente, “The Larry Sanders Show”, produzida entre 1992 e 1998 para o HBO. Desta vez inspirada nas experiências de Shandling no programa de Johnny Carson, a série acompanhava os bastidores de produção de um talk show fictício, apresentado por Larry Sanders (alter-ego de Shandling) e Hank Kingsley (Jeffrey Tambor, hoje protagonista da série “Transparent”). Durante os episódios, Sanders/Shandling aparecia entrevistando celebridades reais, mas tudo seguia roteiros prévios, que embaraçavam a distinção entre os limites de um talk show real e a ficção. Desenvolvida em parceria com Dennis Klein (criador de “Cosby”), “The Larry Sanders Show” teve seis temporadas e um total de 89 episódios, mas é mais celebrada por suas mais de 50 indicações ao Emmy, que a tornaram uma das primeiras produções da TV paga valorizadas pelas mudanças promovidas pela Academia da Televisão – só a partir de 1988 séries da TV paga passaram a disputar as categorias principais, até então reservadas para programas da TV aberta. Vale lembrar que “A Família Soprano”, considerada uma espécie de marco do HBO no Emmy, só surgiu em 1999, após o fim de “The Larry Sanders Show”. Foi, portanto, a comédia de Shandling que, de fato, deu credibilidade para o canal, além de estimular seus executivos a buscar produções que desafiassem as fórmulas estabelecidas da TV aberta. Shandling aproveitou sua popularidade para também se lançar no cinema durante os anos 1990, aparecendo em comédias como “Um Dia de Louco” (1994), com Steve Martin, como dublador de um dos bichos falantes de “Dr. Dolittle” (1998), com Eddie Murphy, e “À Beira do Caos” (1998), com Sean Penn e a dupla da série “House of Cards”, Kevin Spacey e Robin Wright. Após o fim do “Larry Sanders Show”, ele escreveu e estrelou “De que Planeta Você Veio?” (2000), comédia dirigida pelo mestre Mike Nichols, em que viveu um alienígena sem emoções que vem à terra em busca de uma esposa para procriar. Seu par perfeito era Annette Bening, com quem ele também trabalhou em “Segredos do Coração” (1994). Mas não houve química com o público e a crítica, resultando num fracasso de bilheteria e resenhas negativas. Na mesma época, ele ainda coestrelou “Ricos, Bonitos e Infiéis” (2001), produção repleta de estrelas, e gozou seus últimos instantes de fama ao aparecer como si mesmo na série “Arquivo X” (num episódio de 2000) e nas comédias “Zoolander” (2001) e “Metido em Encrenca” (2001). Entretanto, a ausência na telinha logo fez as ofertas de papeis diminuírem, a ponto dele passar vários anos sem filmar. Fora uma dublagem na animação “Os Sem Floresta” (2006), Shandling só foi reaparecer nos filmes da Marvel, interpretando um senador, chamado Stern, em “Homem de Ferro 2” (2010) e “Capitão América 2: O Soldado Invernal” (2014). Foi seu último papel. Shandling nunca se casou, mas entre 1987 e 1994 viveu com Linda Doucett, atriz e modelo que integrou o elenco recorrente de “The Larry Sanders Show”.

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    Daniel Lobo (1973 – 2016)

    25 de março de 2016 /

    Morreu o ator Daniel Lobo, que interpretou o menino Pedrinho na série “Sitio do Pica-Pau Amarelo” entre 1985 e 1986. Ele faleceu na quinta-feira (24/3) num hospital em Tubarão, Santa Catarina, de câncer, aos 43 anos de idade. Revelado aos 13, na adaptação da obra infantil de Monteiro Lobato, Daniel foi o terceiro e último ator a interpretar Pedrinho, o protagonista da atração, durante a primeira versão da série clássica, que ficou no ar por uma década, entre 1977 e 1986, na rede Globo. Ele ainda participou da minissérie “Desejo” (1990) e da série “Confissões de Adolescente” (1994), e apareceu em algumas novelas, como “74.5 – Uma Onda no Ar” (1994), “Esperança” (2002) e “Beleza Pura” (2004), mas sua carreira acabou se voltando mais para o teatro, especialmente em Santa Catarina, onde vivia. Seu último trabalho no palco foi como ator e diretor do espetáculo “Nise da Silveira – Guerreira da Paz”, sobre história da psiquiatra alagoana discípula de Carl G.Jung. A peça estava sendo apresentada no Museu de Arte de São Paulo (MASP), mas, após seis semanas, o espetáculo precisou ser interrompido devido ao quadro de saúde de Daniel. “Após seis comoventes semanas de temporada no MASP, com o público crescendo a cada dia e a perspectiva de lá ficarmos por muito tempo, por motivos de saúde sinto-me na missão de interromper a caminhada”, escreveu Daniel em seu perfil no Facebook no dia 12 de março. Ele se despediu agradecendo ao público, deixando no ar os aplausos do fim de seu espetáculo de vida.

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    Mestre dos quadrinhos eróticos, Milo Manara homenageia Rey, de Star Wars: O Despertar da Força

    24 de março de 2016 /

    A heroína Rey, encarnada por Daisy Ridley em “Star Wars: O Despertar Da Força”, ganhou homenagem do mestre dos quadrinhos eróticos, o italiano Milo Manara, que publicou em seu Facebook uma ilustração da personagem, ao lado do pequeno BB-8. Veja acima. Celebrado como o desenhista de mulheres mais sensuais dos quadrinhos, a obra de Manara já inspirou três filmes, “O Clique” (1985), a continuação “The Ultimate Attraction” (1997) e a animação “La Légende de Parva” (2003). Mas seu melhor projeto relacionado ao cinema foi uma colaboração com o cineasta Federico Fellini, que resultou na criação do álbum em quadrinhos “Viagem a Tulum” (1991), “estrelado” por Marcello Mastroianni. Rey estará de volta aos cinemas em “Star Wars: Episódio VII”, que estreia em dezembro de 2017. A atriz Daisy Ridley também está cotada para viver Lara Croft no reboot de “Tomb Raider”.

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    Disney e Marvel assumem postura política e ameaçam boicote contra lei “religiosa” antigay nos EUA

    23 de março de 2016 /

    A Disney e os estúdios Marvel decidiram tomar uma postura política e ameaçar de boicote o estado americano da Georgia, onde vêm rodando seus filmes – como “Homem-Formiga”, “Capitão América: Guerra Civil” e “Guardiões da Galáxia 2” – , caso uma controversa lei antigay seja aprovada pelo governador. “Disney e Marvel são empresas inclusivas e, por mais que tenhamos tido ótimas experiências filmando na Geórgia, nós planejamos levar nossos negócios para qualquer outro lugar caso qualquer legislação que permita práticas discriminatórias se torne lei estadual”, disse um porta-voz dos estúdios nesta quarta-feira. Outras subsidiárias do conglomerado Disney, como a rede ABC, também vão participar do boicote, informou o site The Hollywood Reporter. O motivo da controvérsia se deve à iniciativa de políticos da bancada evangélica local, que enviaram um controverso projeto de lei de liberdade religiosa ao governador Nathan Deal. Deal tem até o dia 3 de maio para decidir se deve ou não sancioná-lo. O projeto, oficialmente intitulado Lei de Proteção do Livre Exercício, diz que nenhum pastor/padre/ministro religioso pode ser forçado a realizar o casamento de pessoas do mesmo sexo e que nenhum indivíduo pode ser forçado a participar de um — disposições que, como apontam os críticos da discriminação, já estão garantidas pela Primeira Emenda. Mas não é só isso. A lei também prevê que nenhuma organização religiosa seja “obrigada a fornecer serviços sociais, educacionais ou de caridade que violem as crenças destas organizações baseadas na fé”. Tais organizações não poderiam ser forçadas a “contratar ou manter como empregada qualquer pessoa cuja crença ou prática religiosa ou a falta delas esteja em desacordo com o que essas organizações acreditam”. Em suma, se sancionada, a lei 757 permitirá que associações religiosas possam se negar a realizar casamentos, dar empregos ou mesmo a prestar serviços a homossexuais. Caso seja aprovada, o precedente criado pela lei pode ser estendido para outros estados e ampliar seus limites para além da “liberdade de religião”. Do jeito que está, já cria discriminação, podendo afetar, inclusive, o atendimento a estudantes e, caso mais extremo, pacientes homossexuais em instituições hospitalares ligadas à igrejas/templos. Grupos de direitos humanos conclamaram que representantes de grandes estúdios de Hollywood se manifestassem contra o projeto de lei, pedindo um boicote ao estado caso a lei seja sancionada. “Como outros estados, a Geórgia oferece incentivos fiscais para produções de cinema e TV, e como resultado, a indústria do entretenimento tem uma pegada econômica imensa no estado. Mas, se esta lei for sancionada, seus funcionários, seus contratados, todos aqueles que trabalham em suas produções estão em risco de sofrer discriminação chancelada pelo Estado. Isso está errado. É anti-americano. É uma afronta a todos os valores dos quais Hollywood se orgulha”, disse Chad Griffin, presidente da Human Rights Campaign, em um evento no último dia 19. Ele continuou: “Vocês têm a influência e a oportunidade de não apenas derrotar esse projeto, mas para enviar uma mensagem de que há consequências para leis perigosas e odiosas como essa”. O governador republicano já havia criticado versões anteriores do projeto, afirmando que vetaria qualquer medida que permitisse a discriminação no estado “a fim de proteger as pessoas de fé”. Porém, no último dia 18 ele afirmou estar “agradavelmente surpreso” com a nova versão que lhe foi enviada. Deal ainda não indicou se intenciona assinar ou não o projeto. Em 22 de fevereiro deste ano, o governador participou das celebrações do Dia do Filme, que celebrava os mais de US$ 1,7 bilhão gastos por produções audiovisuais no estado entre 1 de junho de 2014 a 30 de junho de 2015. Apesar de seu entusiasmo com a lei, Nathan Deal precisa dar satisfação a grandes empresas que já se posicionaram contra a lei. Além da Disney, Coca-Cola, Home Depot e UPS ameaçam boicotar o estado, que pode entrar em crise financeira. “Para as empresas da Geórgia competirem pelos melhores talentos, temos que ter locais de trabalho e comunidades diversas e acolhedoras para todas as pessoas, não importando raça, sexo, cor, nacionalidade, etnia, religião, idade, deficiência, orientação sexual ou gênero”, disseram as megacorporações em comunicado conjunto. Até a NFL, Liga Nacional de Futebol Americano, advertiu, no último dia 18, que se o projeto passar, a decisão de realizar o Super Bowl em Atlanta em 2019 ou 2020 pode ser afetada. O estado é um dos finalistas para sediar a partida, um dos eventos mais importantes do calendário esportivo americano. Times locais como os Atlanta Braves, Atlanta Falcons e Atlanta Hawks também engrossam a lista dos que se opõem à lei.

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    Wagner Moura grava vídeo em que critica politização da Lava-Jato

    20 de março de 2016 /

    O ator Wagner Moura gravou um vídeo, postado no Facebook, em que, sem dizer o nome da Lava-Jato, tece críticas à politização da investigação criminal que atingiu em cheio os governantes do país, dizendo-se preocupado com o rumo das investigações. O vídeo já foi compartilhado por vários integrantes do Partido dos Trabalhadores. Nele, Moura afirma ser favorável a que se investigue a corrupção no país, mas faz várias ressalvas e insinuações, dizendo que a grande imprensa de hoje é a mesma que esteve envolvida no golpe de 1964 e dando a entender que as prisões dos corruptos, referendadas pelo Supremo Tribunal Federal, seriam usadas como “massa de manobra política” de interesses escusos. “Me preocupam essas prisões midiáticas e a Justiça brasileira estar trabalhando sob uma influência de uma agenda política ou sob influência de um circo midiático fazendo uma determinada parte da população bater palma. Sou a favor das investigações, mas sou mais a favor da democracia”, ele diz. Segundo o ator, a Justiça estaria visando apenas o PT, esquecendo que vários caciques do PMDB e do PP constam das investigações do Ministério Público, além das delações terem atingido o presidente do PSDB. Buscando construir sua teoria de conspiração, Wagner sintetiza seu pensamento de forma curiosa: “Eu quero que políticos corruptos sejam presos, julgados e condenados, mas eu quero que tudo isso aconteça de forma democrática e que siga os ritos democráticos, a Constituição, o Código Penal brasileiro”. As contradições da peça transpiram um intertexto preocupante, como se o ator defendesse que se investigue apenas até certo ponto. Afinal, seu desejo por uma justiça “democrática” não é diferente daquilo que vem sendo feito pela força tarefa e pelo juiz Sérgio Moro. Ou, por acaso, todos os passos da operação Lava-Jato não estão sendo realizados de acordo com a legislação, a Constituição e, para não deixar dúvidas, com aval dos poderes instituídos, como o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal? Para deixar claro: é impossível ser mais constitucional, legal e democrático que isto neste país. Vale lembrar ao ator seu próprio desempenho – por sinal, brilhante – na série “Narcos”, em que incorpora o traficante Pablo Escobar. Na trama, o chefão do crime também virou político e foi eleito democraticamente, mas encontrou um Congresso disposto a destituí-lo, uma polícia federal firme e um judiciário intransigente, que impediu a Colômbia de ser governada por bandidos. A História – e a série estrelada por Wagner Moura – demonstra que uma justiça destemida apenas fortalece a democracia. Como registro, é interessante considerar que José Padilha, diretor e produtor de “Narcos”, tem opinião contrária a de Moura sobre o tema. Curta Verdade sem manipulação (y)Wagner Moura sempre sensato e inteligente. Publicado por Verdade sem manipulação em Terça, 15 de março de 2016

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    José Carlos Avellar (1936 – 2016)

    18 de março de 2016 /

    Morreu o crítico e curador José Carlos Avellar, que comandou a RioFilme e era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles. Ele faleceu na manhã desta sexta-feira (18/3), no Rio de Janeiro, aos 79 anos, por complicações decorrentes da quimioterapia. Avellar estava internado no Hospital São Lucas, em Copacabana, onde tratava um linfoma. Nascido no Rio de Janeiro em 1936, Avellar foi um importante pensador do cinema brasileiro. Formado em jornalismo, trabalhou durante duas décadas no Jornal do Brasil, onde se estabeleceu como um dos críticos de cinema mais importantes do país. Ele também fez filmes. Nos anos 1960 e 1970 dirigiu três curtas, além de ter exercido a função de diretor de fotografia, produtor e editor em outros filmes, como os documentários “Ião” (1976), de Geraldo Sarno, e “Triste Trópico” (1974), de Arthur Omar. Seu principal legado aconteceu entre 1995 e 2000, quando foi diretor da RioFilme, responsável pelo lançamento de dezenas de longas no período, que ficou conhecido como Retomada do cinema brasileiro. Também participou de júris oficiais e de crítica de festivais internacionais como Veneza e Cannes, e foi, por muitos anos, o representante brasileiro da crítica no Festival de Berlim. Avellar lançou seis livros de ensaios sobre cinema, entre eles “O Chão da Palavra: Cinema e Literatura no Brasil” (2007), no qual analisa clássicos nacionais adaptados de livros, e “O Cinema Dilacerado” (1986). Em dezembro de 2006, foi condecorado pelo governo francês com a láurea de Chevalier des Arts et Lettres. Desde 2008, Avellar era responsável pela programação dos cinemas do Instituto Moreira Salles, que se despediu do curador com uma nota que reverencia sua capacidade. “Avellar era capaz de rememorar cenas específicas, descrevendo em detalhes um singelo plano, de um filme assistido décadas atrás. Seus artigos e ensaios exibiam um vasto conhecimento da produção mundial e da história do cinema”, diz o comunicado.

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    X-Men: Mercúrio faz propaganda de carro, mostrando que não precisa disso

    16 de março de 2016 /

    É no mínimo irônico. O mutante Mercúrio, vivido por Evan Peters (série “American Horror Story”) na franquia “X-Men”, foi escalado para participar de uma propaganda da montadora sul-coreana Kia Motors, em que aparece apenas para mostrar que, com seus superpoderes, o que menos precisa é de um carro. Já é a segunda vez que o herói paga mico publicitário. Na época de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), ele teve que devorar hamburgers em supervelocidade. Reveja abaixo. Mercúrio faz parte do novo time de mutantes do filme “X-Men: Apocalipse”, que será liderado por Mística (Jennifer Lawrence) e chega aos cinemas em 19 de maio.

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