Jeanne Moreau (1928 – 2017)
Morreu a atriz Jeanne Moreau, ícone da nouvelle vague e uma das maiores intérpretes do cinema francês em todos os tempos. Ela tinha 89 anos e foi encontrada morta em sua casa em Paris, na manhã desta segunda-feira (31/7). Mais que estrela francesa, ela foi um mito mundial, tendo estrelado mais de 130 filmes, inclusive no Brasil, para alguns dos maiores cineastas que já existiram. A impressionante relação de diretores que a endeusaram inclui François Truffaut, Elia Kazan, Michelangelo Antonioni, Luis Bunuel, Rainer Werner Fassbinder, Louis Malle, Joseph Losey, Wim Wenders, Theodoros Angelopoulos, Manoel de Oliveira e Orson Welles, que a descreveu como “a melhor atriz do mundo”. “Se foi uma parte da lenda do cinema”, afirmou o presidente francês Emmanuel Macron em um comunicado, no qual descreve Moreau como uma mulher “livre, rebelde e a serviço das causas nas quais acreditava”. Jeanne Moreau nasceu em 23 de janeiro de 1928, em Paris, filha de uma pai restaurador e uma mãe dançarina inglesa. O pai conservador foi responsável por seu feminismo latente. Em entrevista, ela o descreveu como “um homem criado por pais do século 19”, que não suportava o fato de não poder controlar sua mulher. “Isso me marcou pela raiva de ver como uma mulher poderia deixar-se intimidar”, disse, ao descrever a relação de seus pais e a motivação para viver personagens libertárias. Aos 19 anos, após o Conservatório, fez sua estreia no teatro. Mais especificamente na Comédie-Française que, para ela, representava “disciplina, rigor”. A estreia no cinema veio dois anos depois, em 1949, como coadjuvante em “Dernier Amour” (1949), um melodrama de Jean Stelli. As câmeras se apaixonaram pela atriz, que em pouco tempo saiu do elenco de apoio para os papéis principais. Em “Os Amores de uma Rainha” (1954) já viveu a personagem-título, a trágica Rainha Margot, e passou a reinar no cinema. Encarnou a persona de sedutora sensual em “Segredos de Alcova” (1954) e virou uma femme fatale, com “Alma Satânica (As Lobas)” (1957) e “Perversidade Satânica” (1958), estereótipos que acompanharam sua carreira, indissociáveis de sua beleza. Ela já era uma estrela em ascensão quando foi filmada por Louis Malle em “Ascensor para o Cadafalso” (1958), seu primeiro trabalho para um cineasta da nouvelle vague. Foi também sua estreia como cantora no cinema, gravando a voz numa trilha composta e interpretada por Miles Davis, mais elogiada que o próprio filme. Um ano depois, Moreau retomou a parceria com Malle em “Amantes” (1959), que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza. Filme “escandaloso” na época, mostrava a atriz tendo um caso com um estranho na mansão do próprio marido. Este enredo foi considerado “obsceno” em muitos países, inclusive nos Estados Unidos, e marcou Moreau como uma atriz “corajosa”. Após um papel em “Os Incompreendidos” (1959), filme de estreia de François Truffaut, ela voltou a encarnar uma sedutora fatal em “Ligações Amorosas” (1959), a versão de Roger Vadim para o romance “Ligações Perigosas”, de Choderlos de Laclos, no qual viveu a manipuladora Juliette de Merteuil. Já considerada estrela, quis conhecer a escritora Marguerite Duras. “Uma vez que me tornei uma estrela, poderia impor o tema, o diretor, o ator, então disse a mim mesma: vou conhecer esta mulher. Escrevi para ela, ela me recebeu”, contou. Moreau estrelou a adaptação de “Duas Almas em Suplício” (1960), roteirizada pela própria escritora, e venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. As duas ficaram amigas e voltariam a trabalhar juntas outras vezes, inclusive na estreia de Duras como diretora, “Nathalie Granger” (1972). Ao final, a atriz até interpretou Duras em “Cet Amour-là” (2001). Sua fama ficou ainda maior ao cruzar fronteiras com o clássico italiano “A Noite” (1961), em que foi dirigida por Michelangelo Antonioni e contracenou com Marcello Mastroianni. Um dos filmes mais influentes de sua época, tornou-se famoso pela atmosfera, ao retratar uma noite na vida de um casal entediado com a própria relação e com la dolce vitta. Mas não foi seu principal papel. Este viria no reencontro com Truffaut, “Jules e Jim – Uma Mulher para Dois” (1962). O filme foi um turbilhão – e incluía uma canção chamada “Le Torubillon” – ao pregar o amor livre no começo dos anos 1960 e sintetizar o júbilo da juventude numa corrida em direção à câmera, que era uma corrida contra o próprio tempo. Filmes de Godard já tinha estabelecido uma nova estética, mas foi “Jules e Jim” que estabeleceu o novo discurso. A nouvelle vague virava com ele o cinema mais jovem e libertário do mundo, conforme Jean Moreau corria sem amarras para inspirar gerações. Não mais uma garota sexy, mas uma mulher moderna. E os grandes cineastas vieram correndo atrás dela. Joseph Losey a filmou em “Eva” (1962), Orson Welles em “O Processo” (1962), Jacques Demy em “A Baía dos Anjos” (1963), até seu antigo parceiro Louis Malle no espetacular “Trinta Anos Esta Noite” (1963), Luis Bunuel em “O Diário de uma Camareira” (1964), John Frankenheimer em “O Trem” (1964). Louis Malle conseguiu realizar o que muitos invejaram ao juntar Moreau com Brigitte Bardot na comédia western “Viva Maria!” (1965) e ela foi parar na capa da revista americana Time – além de vencer o BAFTA (o Oscar inglês). O sucesso só aumentou seu status, mas ela recusou propostas comerciais para continuar suas parcerias com mestres do cinema, boa parte deles renegados pela própria Hollywood, como Orson Welles, que revisitou em “Falstaff – O Toque da Meia Noite” (1965), “História Imortal” (1968) e “The Deep” (1970). Também filmou mais dois textos de Margarite Duras com o diretor inglês Tony Richardson, “Chamas de Verão” (1966) e “O Marinheiro de Gibraltar” (1967). E voltou a trabalhar com Truffaut em outro filme emblemático, “A Noiva Estava de Preto” (1968), que retomou sua aura noir, de atriz noturna, sombria, antes de virar do avesso as aparências e se tornar tropical. Em 1973, Jean Moreau virou a “Joanna Francesa” do título do filme de Cacá Diegues. No longa brasileiro, ela abandonava o marido – ninguém menos que o estilista Pierre Cardin – para se aventurar com sexo nacional e MPB. Até gravou a música “Joana Francesa”, composta por Chico Buarque. Voltou a experimentar o amor a três e a chocar “valores burgueses” em “Corações Loucos” (1974), de Bertrand Blier, antes de se lançar como diretora. Incentivada por Orson Welles, estreou atrás das câmeras com “No Coração, a Chama” (1976), bisou a experiência com “A Adolescente” (1979) e a encerrou com um documentário sobre sua musa inspiradora, a estrela do cinema mudo Lillian Gish (“Órfãs da Tempestade”) em 1983. Apesar de prestigiada nos Estados Unidos, ela só foi filmar uma superprodução de Hollywood em 1976, “O Último Magnata”, adaptação da obra de F. Scott Fitzgerald em que contracenou com Robert De Niro e foi dirigida por Elia Kazan. Curiosamente, no mesmo ano também estrelou “Cidadão Klein” (1976) para o outsider Joseph Losey, americano que fez carreira no exterior e a dirigiu três vezes – a última em “La Truite (1982). Sua fama de “corajosa” a levou a “Querelle” em 1982, adaptação de Jean Genet com direção de Rainer Werner Fassbinder que virou um marco do cinema gay, pela forma crua como retratou relações sexuais entre homens. Exibido no Festival de Veneza, o filme polarizou opiniões, a ponto do Presidente do Júri, o veterano cineasta Marcel Carné, divulgar um manifesto durante a premiação, lamentando a decisão dos colegas de não premiarem a obra. “Ame ou odeie, um dia o filme de Fassbinder vai encontrar o seu lugar na história do cinema.” Na época, porém, a repercussão foi brutal. E até Moreau, acostumada com escândalos, preferiu uma saída estratégica para a televisão francesa. Só foi voltar ao cinema cinco anos depois, numa comédia leve, “Ladrão de Milagres” (1987). Em 1990, participou de “Nikita – Criada Para Matar”, thriller de ação dirigido por Luc Besson, que se tornou uma das maiores bilheterias internacionais do cinema francês. E assim voltou ao mundo. Seu itinerário cinematográfico a levou literalmente “Até o Fim do Mundo” (1991), com o alemão Win Wenders, obra seguida por “O Passo Suspenso da Cegonha” (1991), do grego Theodoros Angelopoulos, “O Mapa do Coração” (1992), do neozelandês Vincent Ward, “O Amante” (1992), do francês Jean-Jacques Annaud, “As Cento e Uma Noites” (1995) da belga Agnes Varda, “Além das Nuvens” (1995), parceria de Antonioni e Wenders, até conduzi-la de volta a Hollywood, com o romance “Bem-Me-Quer, Mal-Me-Quer” (1996), que juntava o casal Jude Law e Claire Danes, e o sucesso “Para Sempre Cinderela” (1998), com Drew Barrymore. No mesmo ano, ela recebeu das mãos de Sharon Stone um Oscar honorário por toda a sua carreira. A homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos foi apenas uma dentre as inúmeras honrarias que a estrela recebeu nos últimos anos por sua vasta filmografia. A lista inclui um Leão de Ouro em 1992, um Urso de Ouro em 2000, uma Palma de Ouro em 2003 e um “Super César” (o Oscar francês) em 2008, em celebração aos 60 anos de sua carreira. Ela também foi a única atriz convidada a presidir duas vezes o júri do Festival de Cannes (em 1975 e 1995). E mesmo com tantas homenagens ao seu passado, nem cogitava a aposentadoria. Seu último grande filme francês foi “O Tempo que Resta” (2005), de François Ozon, mas isto porque cineastas de todo o mundo disputavam filmá-la. O israelense Amos Gitai fez nada menos que quatro filmes com ela: “Aproximação” (2007), “Mais Tarde, Você Vai Entender” (2008), “Carmel” (2009) e “A Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas” (2009). Mas Moreau também filmou com o bósnio Ahmed Imamović (“Go West”), o estoniano Ilmar Raag (“Uma Dama em Paris”), o malaio Tsai Ming-liang (“Face”) e o português Manoel de Oliveira em seu último longa-metragem, “O Gebo e a Sombra” (2012). Em 2013, ela estrelou uma série francesa que era uma verdadeira homenagem a seu talento, “Le Tourbillon de Jeanne”, que contou com a participação de grandes astros do cinema francês. “Mas não sou o tipo de pessoa que pensa ‘Oh meu Deus, não era maravilhoso quando eu tinha 25 anos?'”, ela afirmou, em entrevista ao jornal New York Times em 2000, quando se tornou a primeira mulher eleita para integrar a Academia de Belas Artes francesa. Foi nesta ocasião, como notou o jornal americano, que ela se tornou “oficialmente” imortal. Mesmo que já fosse considerada mitológica há muitos e muitos anos.
Angelina Jolie se manifesta após reportagem sugerir abuso infantil em seu novo filme
A atriz e cineasta Angeline Jolie decidiu se manifestar após a repercussão negativa de sua entrevista para a revista Vanity Fair, que sugere abuso infantil na seleção do elenco de seu novo filme como diretora, “First They Killed My Father”, inspirado na infância da ativista pelos direitos humanos Loung Ung durante os horrores do Khmer Vermelho. De acordo com a reportagem, Angelina procurou crianças em orfanatos, circos e escolas de favelas do Cambodja. E para escolher a protagonista que interpretaria a jovem Loung Ung, os diretores de elenco criaram uma espécie de jogo cruel por seu realismo: eles colocavam dinheiro numa mesa e diziam para a criança candidata ao papel para pensar em algo de que precisava e depois pegá-lo. Aí o responsável pela seleção fingiria pegá-las, como se elas estivessem roubando, e elas teriam que inventar uma mentira para se safar. Angelina nega esta interpretação da história. Ela divulgou um comunicado, publicado pelo Huffington Post, em que afirma que o teste era simulação de uma cena do filme, como qualquer teste de elenco, e que havia médicos, assistentes sociais e parentes das crianças presentes durante todo o processo de escolha. “Estou chateada porque um exercício de improvisação, de uma cena que de fato existe no filme, foi descrita como se fosse uma situação real”, declarou. Ela também negou que dinheiro real tenha sido usado na simulação e afirmou ter ficado chateada com o que considera falsas alegações. “Seria um ultraje para mim se isso tivesse acontecido”, acrescentou. Na entrevista gravada pela Vanity Fair, porém, ela diz textualmente: “Srey Moch (a garota escolhida) foi a única que ficou olhando para o dinheiro por muito, muito tempo. Quando ela foi obrigada a devolver o dinheiro, ficou muito emocionada. Todas essas coisas voltando”. Neste momento da entrevista, a atriz cai em lágrimas para concluir: “Quando perguntaram para que era o dinheiro, ela disse que seu padrinho morrera e eles não tinham dinheiro para um funeral decente”. “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers” foi selecionado para o Festival de Toronto.
Intérprete de Jaime Lannister em Game of Thrones processa empresária por fraude
O ator Nikolaj Coster-Waldau, que interpreta Jaime Lannister em “Game of Thrones”, abriu um processo judicial contra sua ex-empresária, alegando fraude. Na ação, ele afirma que Jill Littman se apossou de comissões às quais não tinha direito. Coster-Waldau demitiu Littman, mas ela continuou retendo 10% sobre seus ganhos na série da HBO, afirmando que seu contrato cobre o trabalho até o fim da atração. O advogado do ator diz que não existe tal contrato, apenas um acordo verbal, e quaisquer documentos apresentados pela empresária com a assinatura de Coster-Waldau foram feitos apenas para assegurar seu visto de trabalho, já que ele é estrangeiro – dinamarquês, para ser mais exato. Os termos exatos do processo envolvem uma denúncia por “conduta desleal e fraudulenta”.
20 anos após Titanic, seus atores se dedicam a salvar icebergs
Os atores de “Titanic” voltaram a se encontrar num baile beneficente de Leonardo DiCaprio em prol da sustentabilidade, 20 anos após o lançamento do filme. E o ator Billy Zane, que viveu o vilão Cal, aproveitou o registro de seu reencontro com DiCaprio e Kate Winslet para ironizar no Instagram: “A turma reunida. Agora estamos salvando icebergs. Vai entender…” Veja abaixo. A brincadeira é uma referência especialmente ao empenho de DiCaprio, por meio de documentários e eventos, para impedir o derretimento da calota polar pelo aquecimento global. O evento aconteceu em Saint-Tropez, na França, e teve como atrativo principal um leilão para um jantar privado com DiCaprio e Winslet, intérpretes do casal Jack e Rose no filme de 1997. O diretor James Cameron, por sinal, prepara um documentário para marcar os 20 anos do lançamento do filme. Curiosidade: o baile de DiCaprio contou até com a presença de celebridades brasileiras, como Ivete Sangalo, Bruna Marquezine, Sabrina Sato, Duda Nagle, Thassia Camargo e Sasha Meneghel. Gangs back together. Now we're saving icebergs. Go figure.. @katewinsletofficial @leonardodicaprio @leonardodicapriofdn Uma publicação compartilhada por Billy Zane (@billyzane) em Jul 26, 2017 às 1:12 PDT
Robert Patinson confirma seu “meio” noivado com a cantora FKA Twigs
Robert Pattinson pretende casar. Em entrevista ao programa de rádio “The Howard Stern Show”, o ator confirmou que está noivo da cantora FKA Twigs – ou meio noivo. “Sim, nós meio que estamos noivos”, afirmou o ator. O casal está junto desde 2014. Reservado sobre sua vida pessoal, o ator afirmou que tem essa postura para proteger seu relacionamento dos fãs da saga “Crepúsculo”, que até hoje não se conformam com o final do seu relacionamento com sua parceira na franquia, Kristen Stewart. Namorados nos filmes e na vida real, os dois romperam após a atriz trair Pattinson com o diretor Rupert Sanders, de “Branca de Neve e o Caçador” (2012). “Por alguma razão, há um grupo de fãs malucos de ‘Crepúsculo’ que gostam de ver conspiração em tudo o que faço. Então prefiro proteger a minha vida pessoal”, disse. FKA já foi vítima de ataques racistas nas redes sociais. “Ela é fantástica e super talentosa. É uma coisa frustrante, para protegê-la eu tenho que criar um grande limite, que acaba dificultando o próprio relacionamento”, revelou o ator.
Lupita Nyong’o circulou na Comic-Con como Power Ranger Rosa e ninguém percebeu
A atriz Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “12 Anos de Escravidão” (2013), esteve na Comic-Con de San Diego como parte do elenco do filme “Pantera Negra”. Mas também aproveitou para divertir do meio da multidão sem que ninguém soubesse quem ela era. Para isso, aproveitou-se por ninguém se espantar com Cosplays para se fantasiar como uma Power Ranger Rosa. Ela ainda gravou um vídeo para zoar com o público, que não a conheceu, mesmo tendo feito de tudo para chamar atenção, incluindo dançar feito louca e apontar para uma miniatura de sua personagem em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). Ao publicá-lo em suas redes sociais, ela ainda perguntou se alguém a tinha visto na Comic-Con. A desenhista de capas dos quadrinhos da DC Comics Cat Staggs não só viu como conversou com ela, e foi no Twitter chorar por não tê-la reconhecido. “Meu Deus! Você veio para a minha mesa! Eu conversei com você e agora quero morrer!”, comentou a “fã”. Veja o vídeo abaixo. Did you see me at Comic Con?! #SDCC2017 pic.twitter.com/9Vnx4ss96d — Lupita Nyong'o (@Lupita_Nyongo) July 26, 2017
Em primeira grande entrevista pós-divórcio, Angelina Jolie revela que dará tempo no cinema
Angelina Jolie encerrou seu afastamento da mídia norte-americana pós-divórcio com uma entrevista de capa para a edição de setembro da revista Vanity Fair. Além de posar para fotografias inspiradas em filmes antigos, a atriz falou sobre a separação do ator Brad Pitt, que ocorreu em setembro, e apesar de divulgar seu novo longa como diretora, “First They Killed My Father: A Daughter of Cambodia Remembers”, selecionado para o Festival de Toronto, afirmou que pretende se distanciar do cinema para priorizar os filhos. “As coisas ficaram feias”, ela disse, sobre o final do relacionamento com Pitt. “Eu não queria usar esta palavra… As coisas ficaram difíceis.” Foi assim, evitando comentários negativos, que a atriz e cineasta explicou que ela e o ex-marido superaram a fase mais tumultuada da separação e agora trabalham juntos na criação dos seus seis filhos. “Temos consideração um pelo outro e cuidamos da nossa família. Nós dois nos empenhamos para alcançar as mesmas metas.” Jolie disse não ter interesse em trabalhar em outro filme por um tempo, afirmando que agora sua prioridade é ser uma boa dona de casa e mãe para seus filhos. “Eu só quero fazer um bom café da manhã e manter a casa limpa. Essa é a minha paixão. A pedido de meus filhos, estou fazendo aulas de culinária”, contou. “Venho tentando há nove meses ser uma boa dona de casa, recolher o cocô do cachorro, lavar os pratos e ler histórias para dormir. E estou indo bem nas três”, afirmou à revista. Também declarou que está disposta a proteger os sentimentos dos filhos. “Não quero que meus filhos fiquem preocupados comigo. Acho importante chorar no chuveiro e não na frente deles.” Angelina revelou ainda ter sido diagnosticada com Paralisia de Bell, uma condição que enfraquece os músculos, provocando deformação em um lado do rosto. Segundo a atriz, que não deu muitos detalhes sobre o assunto, ela já está curada, graças à acupuntura. “Eu na verdade me sinto mais mulher, porque sinto que estou sendo esperta sobre minhas escolhas, e estou colocando minha família em primeiro lugar. Estou no comando de minha vida e minha saúde. Acho que isto é o que torna uma mulher completa”, disse Jolie. Veja abaixo as fotos que acompanham a entrevista:
Propaganda da Siri com Dwayne Johnson vira fenômeno viral
A Apple divulgou um comercial da Siri, a assistente de voz de seu sistema operacional, mostrando como o produto ajuda o ator Dwayne Johnson a planejar seu cotidiano. E o vídeo virou um fenômeno viral, visto mais de 7,5 milhões de vezes no YouTube e mais que o triplo disso nas redes sociais do astro – em apenas três dias! O vídeo brinca com a fama de Dwayne como astro mais ocupado de Hollywood, mostrando ele organiza sua agenda. Graças à Siri ele consegue praticar jardinagem, dirigir de forma veloz e furiosa, pilotar um avião, restaurar a pintura do teto da Capela Sistina, lançar uma coleção de moda, criar um prato culinário, viajar ao espaço e, claro, filmar uma cena de blockbuster em apenas 24 horas. Na vida real, o ator também conhecido como The Rock vive fase ocupadíssima, com vários projetos acontecendo simultaneamente. Atualmente no ar na HBO, com a 3ª temporada da série “Ballers”, ele já estrelou dois filmes nos cinemas em 2017 e vem a seguir com “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, previsto para janeiro no Brasil, “Rampage”, em abril, “Skyscraper”, em julho, e tem mais dez filmes anunciados até 2020.
James Cromwell é preso em protesto contra o SeaWorld de San Diego
O veterano ator James Cromwell, de 77 anos, voltou a ser preso nesta segunda-feira (24/7). Além de ser conhecido por papéis em “Babe, o Porquinho Atrapalhado” (1995), “Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato” (1996) e “O Artista” (2011), entre outras produções, Cromwell é um assíduo militante de causas sociais, o que geralmente lhe rende visitas à prisão. Desta vez, ele participava de um protesto da organização PETA, que luta pela proteção dos animais, contra o parque aquático SeaWorld de San Diego. Segundo testemunhas, o ator usava um megafone para protestar contra o abuso de animais e mortes prematuras de baleias orcas, quando foi preso. O protesto foi exibido ao vivo pelo endereço da PETA no Facebook. Veja abaixo o vídeo da manifestação. No final do mês passado, Cromwell foi condenado a uma semana na prisão por se recusar a pagar uma multa de US$ 250, após ter sido detido num protesto contra uma usina de energia no estado de Nova York, e em 2013 ele foi preso por se manifestar contra testes em animais na Universidade do Wisconsin.
Ansel Elgort passeia por São Paulo e aparece de surpresa em cinema que exibe seu filme
Em São Paulo para promover o filme “Em Ritmo de Fuga” (Baby Driver), o ator americano Ansel Elgort aproveitou o fim de semana para conhecer alguns pontos turísticos da capital paulista. Ele está registrando sua estadia no Instagram, onde já postou fotos do “Beco do Batman”, na Vila Madalena, e da Catedral da Sé, no centro, onde inclusive compartilhou um beijo com a namorada Violetta Komyshan, que o acompanha na viagem. “Amo viajar pelo mundo com você”, escreveu ele na legenda da imagem. Ele também postou um vídeo de uma aparição surpresa num cinema. Após tentar passar despercebido, ele deixou o público em polvorosa ao revelar sua presença. Veja abaixo. No longa, Ansel vive o protagonista, um ás dos volantes, que tem de ouvir música o tempo todo para evitar um zumbido em sua cabeça. Capaz de escapar de qualquer perseguição, ele é utilizado por um chefão do crime para uma série de fugas espetaculares durante assaltos. O problema é que se mostra tão eficiente que o bandido decide não cumprir o acordo estabelecido para liberá-lo após um último golpe, ameaçando sua namoradinha para mantê-lo a seu serviço. Além dele, o elenco destaca Lily James (“Cinderela”), Kevin Spacey (série “House of Cards”), Jamie Foxx (“Django Livre”), Jon Hamm (série “Mad Men”), Jon Bernthal (série “Demolidor”), Eiza González (série “Um Drink no Inferno/From Dusk Till Dawn”), Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers) e a cantora Sky Ferreira (vista em “Canibais”). Dirigido por Edgar Wright (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”), o filme tem 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes e surpreendeu a Sony por abrir em 2º lugar no feriadão do Independence Day americano, à frente de “Transformers: O Último Cavaleiro”. Em quatro semanas, já rendeu US$ 84,2 milhões no mercado doméstico, mais que o dobro de seu orçamento de US$ 34 milhões de produção. O lançamento ainda não chegou nos principais mercados internacionais. No Brasil, a estreia está marcada para quinta-feira, dia 27. So fun!!! Surprising this theatre in Brazil showing a screening of #BabyDriver!!! I sat in the audience in this hoodie, nobody knew it was me 🙂 then the woman on the mic asked for a volunteer to pick a name out of a hat that would get a special meet and greet with "Ansel" and I raised my hand. To come pick a winner. Unfortunately she yelled my name before I made it down to surprise everyone but it was still epic! After this we all took pics together! Instead of one winner there were 200! Loved meeting you guys and watching the movie w you too! I was so nervous somebody would notice me and distract everyone watching the movie for the first time! Can't wait for everyone to see Baby Driver 🙂 Uma publicação compartilhada por Ansel Elgort (@ansel) em Jul 23, 2017 às 6:29 PDT Exploring São Paulo ? @carmelovarela Uma publicação compartilhada por Ansel Elgort (@ansel) em Jul 23, 2017 às 12:14 PDT Love traveling the world with you Uma publicação compartilhada por Ansel Elgort (@ansel) em Jul 23, 2017 às 12:05 PDT With a little help from my friends #Ringo #Pele ?????????? ? @carmelovarela Uma publicação compartilhada por Ansel Elgort (@ansel) em Jul 23, 2017 às 8:43 PDT ?????????????????????? FINALLY MADE IT BRAZIL!!! #BabyDriver ? @carmelovarela Uma publicação compartilhada por Ansel Elgort (@ansel) em Jul 22, 2017 às 4:22 PDT
John Heard (1945 – 2017)
O ator americano John Heard foi encontrado morto em um quarto de hotel na cidade de Palo Alto, na Califórnia, aos 72 anos. Segundo autoridades locais, Heard estava hospedado para se recuperar de uma cirurgia de coluna feita recentemente. A causa da morte ainda não foi confirmada. Nascido em Washington, capital dos EUA, em 1945, Heard iniciou sua carreira em espetáculos off-Broadway, em Nova York. Sua estreia no cinema ocorreu em 1977, na comédia “Between the lines”, de Joan Micklin Silver. Na década seguinte, começou a se destacar no papel do escritor Jack Kerouac em “Os Beatniks” (1980) e ao estrelar o cultuado remake do terror “A Marca da Pantera” (1982), ao lado de Nastassja Kinski e Malcolm McDowell. Ele virou protagonista com outro terror, “C.H.U.D. – A Cidade das Sombras” (1984), co-estrelado por Daniel Stern, com quem voltaria a trabalhar na franquia “Esqueceram de Mim”. Com a carreira em ascensão, apareceu em “Depois das Horas” (1985), de Martin Scorsese, “Rebelião em Milagro” (1988), ao lado de Sonia Braga e com direção de Robert Redford, “Atraiçoados” (1988), de Costa-Gavras, “Quero Ser Grande” (1988), com Tom Hanks, e “Tempo de Despertar” (1990), ambos de Penny Marshall. Mas seu principal sucesso só veio nos anos 1990, e como coadjuvante, no papel do pai de Macaulay Culkin nos dois primeiros filmes da franquia “Esqueceram de Mim”, de 1990 e 1992. Nos anos seguintes, manteve-se ocupado com thrillers como “Na Linha de Fogo” (1993), estrelado por Clint Eastwood, “O Dossiê Pelicano” (1993), com Julia Roberts e Denzel Washignton, e “Olhos de Serpente” (1998), com Nicolas Cage, mas também produções indies, como “Berço Silencioso” (1997), no qual contracenou com sua ex-esposa Margot Kidder (a Lois Lane, de “Superman – O Filme”) e “Pollock” (2000), estrelado e dirigido por Ed Harris. Entre seus filmes mais recentes estão a comédia “As Branquelas” (2004), o thriller de ação “Anjos da Vida – Mais Bravos que o Mar” (2006), com Kevin Costner, e o drama criminal “Aposta Máxima” (2013), com Ben Affleck. Nos últimos anos, Heard vinha se dedicando mais à TV. Ele fez aparições em séries como “Família Soprano”, “Lei e Ordem”, “CSI: Miami”, “Prison Break”, “Southland”, “NCIS: Los Angeles”, “Modern Family”, “Person of Interest”, “Elementary”, “Outsiders” e o remake de “MacGyver.
Lupita Nyong’o, Djimon Hounsou e RuPaul estão no novo calendário Pirelli
A Pirelli divulgou uma vídeo e fotos de bastidores da produção de seu novo calendário tradicional de celebridades. O tema da edição de 2018 é “Alice no País das Maravilhas” e é assinado pelo fotógrafo Tim Walker, conhecido por suas imagens surreais e lúdicas. Mas o principal detalhe da sessão de fotos é que, desta vez, o casting celebra a diversidade, enfocando várias personalidades negras, como a top model Naomi Campbell, as atrizes Lupita Nyong’o e Whoopi Goldberg, o ator Djimon Hounsou, o rapper P. Diddy e a drag queen RuPaul. Confira as fotos e o vídeo do making of abaixo.
Sérgio Sá Leitão é o novo Ministro da Cultura do Brasil
O Brasil tem novo Ministro da Cultura. O quarto em menos de um ano. O jornalista Sérgio Sá Leitão foi anunciado na pasta pela Presidência da República. Segundo o portal UOL, a nomeação de Sá Leitão contou com o apoio do cineasta Cacá Diegues, de quem Michael Temer é próximo e com quem o presidente conversou nas últimas semanas sobre a indicação. Sérgio Sá Leitão sucede a dois demissionários e um interino relutante. A pasta estava sem titular desde 18 de maio, quando Roberto Freire pediu demissão. Ele tinha assumido o Ministério após o pedido de demissão do antecessor, Marcelo Calero, em novembro do ano passado. Já o Ministro interino, João Batista de Andrade, cotado para assumir a pasta, pediu a Temer para não ser efetivado. Os motivos da dificuldade para emplacar um titular na Cultura são escândalos de corrupção do atual governo. A escolha de Sérgio Sá Leitão não deve acalmar os ânimos da classe artística. Durante o último Festival de Berlim, o diretor Marcelo Gomes expressou temor com sua indicação para a direção da Ancine, opção original de Michel Temer. Apesar do acirramento político do país, Sá Leitão já esteve no Ministério da Cultura anteriormente, convidado pelo então Ministro Gilberto Gil, durante o governo de Lula. Desde então, passou por várias estatais, do BNDES à RioFilme, de 2009 a 2015. Por isso, a Presidência ressaltou, em nota, a “ampla e reconhecida experiência” do jornalista de 49 anos. Como Chefe de Gabinete de Gil entre 2004 e 2006, Sá Leitão tomou medidas importantes, como a criação do Programa de Economia da Cultura, a coordenação do Programa de Apoio à Exportação de Música (Pró-Música) e da CulturaPrev, Fundo de Pensão para os Trabalhadores da Cultura. Ao ir para a RioFilme, fez a produtora atingir sua era de ouro, permitindo que o Rio de Janeiro voltasse a se tornar um dos principais polos produtores de audiovisual do país, além de atrair produções internacionais, como “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” e “Velozes e Furiosos 5”. Sua gestão inspirou iniciativa similar da Prefeitura de São Paulo, que lançou a SPCine. Apesar disso, Sá Leitão foi acusado de favorecer as grandes produtoras, em detrimento do cinema autoral. Vale observar que sua saída da RioFilme coincidiu com o fim da incipiente era dos blockbusters rodados no país.












