Diretor do filme Annabelle 2 elogia e compartilha pegadinha de Sílvio Santos no Twitter
O diretor de “Annabelle 2: A Criação do Mal”, David F. Sandberg, parabenizou a equipe do SBT pela produção da pegadinha com a boneca do filme, exibida no último domingo (6/8) no quadro “Câmera Escondida” do “Programa Sílvio Santos”. “Eles foram com tudo”, Sandberg descreveu, incluindo um link do vídeo para compartilhar a pegadinha brasileira com seus seguidores. “Eles realmente fizeram a lição de casa com detalhes e acontecimentos do filme”, acrescentou. A “Câmera Escondida” deixou o SBT na liderança de audiência no Rio de Janeiro, empatado com a Globo (13 pontos). Em São Paulo, o “Programa Silvio Santos” ficou em 2º lugar (10 pontos), segundo dados consolidados do Kantar Ibope. A pegadinha também fez sucesso na internet. Em 24 horas, o vídeo, disponibilizado pelo SBT, acumulou quase 400 mil visualizações no YouTube. Foi a terceira vez que o “Câmera Escondida” usou Annabelle para dar sustos. Desta vez, a boneca maligna, que apareceu pela primeira vez no terror “Invocação do Mal” (2013) e depois ganhou filme próprio, assutou babás e diaristas em um casarão antigo no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo. O detalhe é que a boneca usada na produção é um modelo original do filme, enviado especialmente para o quadro. Além disso, o papel de parede também foi enviado dos Estados Unidos. O quarto onde os sustos acontecem foi preparado com 2.500 folhas impressas e envelhecidas, coladas nas paredes. Ao todo, a produção da pegadinha exigiu uma preparação de três dias, para a montagem do cenário e realização dos efeitos especiais. Para captar os sustos, foram utilizadas 17 câmeras escondidas. O vídeo do SBT também é parte do marketing de “Annabelle 2: A Criação do Mal”, que estreia em 17 de agosto no Brasil. Holy shit, they went all in on this @annabellemovie prank in Brazil. https://t.co/qpvQx03grp — David F. Sandberg (@ponysmasher) 7 de agosto de 2017 They've really done their homework with details and events from the movie. — David F. Sandberg (@ponysmasher) 7 de agosto de 2017
Hackers vazam roteiro inédito de Game of Thrones e emails privados da HBO
Os hackers que atacaram a rede de computadores da HBO postaram online o resumo do roteiro de um episódio inédito de “Game of Thrones” e o equivalente a um mês de emails de um alto executivo da HBO. O site The Hollywood Reporter atestou a veracidade dos documentos. As mensagens são a evidência de que os hackers tiveram acesso a dados pessoais da empresa, o que vinha sendo negado pelo presidente Richard Plepler. O material foi disponibilizado via link num serviço de armazenamento em nuvem. O THR recebeu a informação por email enviado pelos próprios hackers, mas diz que não irá comentar ou compartilhar o conteúdo desses materiais, além da verificação de sua autenticidade. Além do material, foi enviado uma mensagem dos hackers dirigida a Pepler, em que os criminosos tripudiam: “Nós invadimos com sucesso a sua enorme rede… A HBO foi um dos nossos alvos mais difíceis de lidar, mas nós fomos bem-sucedidos (levou cerca de 6 meses)”. A mensagem também inclui a extorsão financeira, com ameaças de divulgar material sensível caso a HBO não lhes page um valor não revelado. O texto acrescenta que o canal foi a 17ª empresa invadida e apenas três não pagaram. O ataque foi realizado no dia 31 de julho e, segundo informações do canal, os invasores tiveram acesso a 1,5 terabytes de informações. Na quarta-feira (2/8), a HBO enviou ao Google um pedido para retirar de seus resultados de busca os dados roubados da emissora por hackers, e passou a acionar todos os que divulgaram o material disponibilizado pelos hackers.
Redes sociais culpam Jennifer Lawrence pela separação de Chris Pratt e Anna Faris
As redes sociais ainda vão desempregar os redatores dos webloides. Fãs de Chris Pratt e Anna Faris encheram o Twitter e o Facebook de teorias a respeito da separação do casal. E a maioria tem em comum uma conclusão baseada em rumores inventados pelas próprias redes sociais: a culpa seria de Jennifer Lawrence. As publicações de fofoca pegaram a deixa e transformaram os textos dos fãs em notícia. E assim segue a cobertura da indústria de entretenimento, cada vez mais “inventiva” – literalmente, neste caso. Jennifer Lawrence virou a principal suspeita dos fãs porque estrelou “Passageiros” com Chris Pratt em 2016, e os dois compartilharam muitas fotos e vídeos divertidos dos bastidores da produção, revelando grande cumplicidade. O fenômeno é similar ao que aconteceu com Marion Cotillard, apontada como pivô da separação de Brad Pitt e Angelina Jolie, mesmo sem não ter nada a ver com história, simplesmente por ter estrelado “Aliados” com Pitt. Na ocasião foi até pior, porque haviam “fontes anônimas” que confirmavam o affair em notícias igualmente inventivas. Desta vez, não há fontes anônimas. As fontes são os posts de teorias de fãs, muito bem identificados. “A maneira como Lawrence e Pratt se olhavam na divulgação… Eu sabia que o divórcio estava a caminho”, escreveu um usuário do Twitter, mostrando sua prova da teoria. “Já vejo eles dois juntos”, acrescentou outro, tendo visões mediúnicas do futuro casal. Alguns fãs exploraram um suposto climão entre Anna Faris, de 40 anos, e Jennifer Lawrence, que vai fazer 27 anos na próxima semana. Na première de “Passageiros”, em dezembro de 2016, as atrizes se cumprimentarem na frente dos fotógrafos, mas os fãs juram que Anna não estava com uma cara de bons amigos e Jennifer não parecia querer encostar na mulher de Chris Pratt Jennifer Lawrence realmente gosta de homens mais velhos. Por isso, está namorando o diretor Darren Aronofsky, de 48 anos, há quase um ano. Mesmo assim, internautas acharam que, no mínimo, Lawrence espichou um olho gordo sobre o relacionamento de Pratt e Faris. Em uma entrevista no programa de Ellen DeGeneres, ela disse que o casal parecia estar em um romance de Nicholas Sparks – conhecido por seus livros melosos. “Sabe quando você vê duas pessoas tão felizes que você se sente miserável?”, falou Lawrence. O casal se separou após nove anos de casamento, mas permanecerão na vida um do outro por causa do filho Jack, que vai fazer cinco anos.
Chris Pratt e Anna Faris anunciam separação
O casal de atores Chris Pratt e Anna Faris anunciaram sua separação, após nove anos de casamento. A notícia foi compartilhada nas redes sociais – na página do Facebook da Pratt e no Instagram de Faris – na noite de domingo (6/8). “Estamos tristes em anunciar que estamos nos separando legalmente”, diz o texto que os dois publicaram. “Nós tentamos por muito tempo e estamos muito decepcionados. Nosso filho tem dois pais que o amam muito e, por sua causa, queremos manter esta situação o mais privada possível. Ainda nos amamos. Sempre apreciaremos nosso tempo juntos e continuaremos a ter o mais profundo respeito um pelo outros”. Faris e Pratt se conheceram em 2007, quando filmaram a comédia “Uma Noite Mais Que Louca” (que só chegou aos cinemas em 2011). Eles se casaram em 9 de julho de 2009, em Bali, na Indonésia. Seu filho, Jack, agora com 4 anos, nasceu de forma prematura em agosto de 2012 e passou um mês numa unidade intensiva de recém-nascidos. Em entrevista recente à revista People, a atriz disse que ela e Pratt eram um casal “normal”, que “gosta de trabalhar na garagem, lavar roupa e assistir a reality shows”. Em abril, quando Pratt recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, ela fez uma postagem no Instagram enaltecendo-o. “Eu não poderia me orgulhar mais por te chamar de marido”, escreveu. Mas a dinâmica do casal mudou 180 graus, desde que os dois se envolveram. Pratt era um ator de séries, com “Everwood” e “The O.C.” no currículo, e iniciando sua participação em “Parks and Recreation”. Faris era uma estrela de cinema, protagonista da franquia “Todo Mundo em Pânico” e com diversas comédias bem-sucedidas na filmografia, além de dubladora de produções como “Tá Chovendo Hamburguer” e “Alvin e os Esquilos”. Agora, ela é protagonista de uma série, “Mom”, e ele estrela franquias como “Guardiões da Galáxia” e “Jurassic World”.
Pegadinha de Annabelle ganha teaser e vai ao ar no Programa de Sílvio Santos
O SBT divulgou o teaser de sua nova pegadinha com a boneca Annabelle, que vai ao ar neste domingo (6/8) no quadro “Câmera Escondida” do “Programa Sílvio Santos”. A nova pegadinha será a terceira realizada com Annabelle no programa. Desta vez, a boneca maligna, que apareceu pela primeira vez no terror “Invocação do Mal” (2013) e depois ganhou filme próprio, vai assustar babás e diaristas em um casarão antigo no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo. Segundo informações do SBT, a boneca usada na produção é um modelo original do filme, enviado especialmente para o quadro. Além disso, o papel de parede também foi enviado dos Estados Unidos. O quarto onde os sustos acontecem foi preparado com 2.500 folhas impressas e envelhecidas, coladas nas paredes. Ao todo, a produção da pegadinha exigiu uma preparação de três dias, para a montagem do cenário e realização dos efeitos especiais. Para captar os sustos, foram utilizadas 17 câmeras escondidas. Na brincadeira, assim como no novo filme da boneca, há uma menina envolvida com o terror. As vítimas entram no casarão para trabalhar como babá da criança. Mas é só ficarem sozinhas para que “fenômenos sobrenaturais” comecem a acontecer. Os sustos fazem parte do marketing de “Annabelle 2: A Criação do Mal”, que estreia em 17 de agosto no Brasil.
Exibição de Festa da Salsicha na HBO Brasil vira “causa” de gente desinformada
A estreia da animação adulta “Festa da Salsicha” no canal pago HBO causou uma confusão enorme na cabeça dos pais brasileiros que ainda não dominam as teclas do controle remoto de seus serviços de TV por assinatura. E por causa dessa dificuldade, até a assessoria da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul decidiu se manifestar sobre o assunto. Por incrível que pareça, a inabilidade dos pais com o remoto foi discutida por membros do Nudeca (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente), que resolveu avaliar o conteúdo e a legislação respectiva. “O assunto foi proposto em uma reunião de membros da rede e as coordenadoras do Núcleo vão analisar o que pode ser feito”, informou a assessoria. Melhor tratar “o assunto” com o deboche que ele merece do que levar a sério a repercussão das redes sociais, em que pais sem noção confundiram a HBO com o Cartoon Network. Afinal, não é porque seu programa mais popular tem dragões que a HBO é um canal infantil. Aliás, senhores pais, o programa que tem dragões também tem cenas de nudez e sexo. E reprisa à tarde, caso não tenham reparado. Mas a brincadeira é divertida. Especialmente graças à humorista involuntária e candidata a vereadora joseense Letícia Aguiar, que se descreve como “de direita, conservadora, pró vida, família e amiga da polícia” e ilustra seu perfil do Facebook com fotos de Jair Bolsonaro. Ela levou o caso ao limite da caricatura, ao gravar um vídeo onde critica a HBO com o seguinte argumento: “Se não é destinado à crianças, porque então é uma animação infantil?”. Por que, hein? Por que Letícia Aguiar acredita que “Festa da Salsicha” é uma animação infantil? Todos os materiais de marketing do longa-metragem, incluindo cartazes e o trailer, ressaltam que o conteúdo da produção é adulto. A dublagem, inclusive, foi feita pelo coletivo da internet Porta dos Fundos, cujo nome já é uma indicação de suas piadas de duplo sentido. A exibição também foi precedida por aviso de classificação etária. E como a HBO não é o Cartoon Network, oferece opções de senha para os pais. Sim, os serviços fornecidos pelas operadoras de TV paga incluem opções de controle etário para os pais, que podem bloquear por meio de senhas os canais para maiores. Algumas operadoras inclusive bloqueiam automaticamente determinados programas, até que os responsáveis insiram as senhas. Tudo isso é feito com o controle remoto. E não com “política”. Afinal, adultos também tem direito de ver desenhos animados. E desenhos adultos são produzidos há mais de – olha como é novidade – 100 anos. Mas isso é cultura. Enfim, trata-se de mais um caso de quem não lê instruções, não busca se informar e termina votando em quem vota. Ou pedindo voto, com a garantia de ser perfeitamente incapaz de usar um controle remoto sem dar um escândalo e reclamar do baixo “nível intelectual”. Sério, mas muito muito engraçado. Veja abaixo. A propósito, tudo isso parece ter começado com um texto de colunista de TV do UOL, ao reclamar que o “desenho pornográfico” estava passando à tarde, mesmo argumento da bolsonarista. As pessoas mais velhas parecem ter mesmo maiores dificuldades de lidar com tecnologia – mesmo sendo uma tecnologia com botões… De todo modo, a incompetência com o remoto foi tanta que a própria HBO tomou a iniciativa de restringir o desenho para o horário noturno, após às 22 horas. Afinal, o bom senso ensina que é preferível manter à distância a turba que brande forcados e tochas contra tudo o que não quer nem consegue entender. Leia aqui a crítica do filme para saber do que realmente se trata.
Hulk salva São Paulo em comercial épico de carro
O novo comercial brasileiro da marca de carros franceses Renault é estrelado por um super-herói de Hollywood. Ninguém menos que o incrível Hulk, com as feições de Mark Ruffalo (seu intérprete em “Os Vingadores”), aparece furioso, irrompendo pelas ruas de São Paulo. O gigante esmeralda abre passagem por marcos arquitetônicos da cidade para impedir que um satélite em queda flamejante cause uma catástrofe épica. Mas tudo não passa de sonho de um motorista preso em outro cenário típico da capital paulista: um engarrafamento. A produtora brasileira PBA Cinema é a responsável pelo material, criado pela agência Neogama e dirigido pelo argentino Jonathan Gurvit, especialista em comerciais com efeitos visuais – e que já tinha filmado um super-herói dirigindo um carro da Toyota. A pós-produção foi feita nos EUA, pela Framestore, empresa responsável pelos efeitos dos filmes da Marvel. A Renault também disponibilizou um making of em seu canal do YouTube. Veja abaixo.
Netflix revela que jovens brasileiros não leem legendas
A Netflix revelou que a maioria do público brasileiro prefere assistir a seus filmes e séries com dublagem nacional em vez de legendas. Segundo afirmou Todd Yellin, vice-presidente de produtos da Netflix, em encontro com a imprensa, 84% dos brasileiros que assistiram a “13 Reasons Why” optaram pela versão dublada, enquanto apenas 16% se valeu das legendas em português. Essa quantidade é absurdamente maior que nos Estados Unidos, país que historicamente tendia a rechaçar conteúdo legendado – afinal, a maioria das produções de cinema é falada em inglês e, portanto, não se formou costume de ler legendas no país. O percentual de público da Netflix norte-americana que prefere ver séries e filmes estrangeiros com dublagem em inglês corresponde a 60% dos assinantes, enquanto 40% prefere assistir no idioma original, com legendas Um levantamento da plataforma apontou que, no Brasil, a vasta maioria do público mais jovem tende a preferir dublagem ao áudio original com legendas. Mas esse percentual tende a diminuir em séries e filmes em que a faixa etária do público-alvo é mais elevada. No caso de “House of Cards”, o percentual entre os que assistem dublado e os que preferem legendado é equivalente, com 50% para cada lado. Isto muda o estereótipo de que americano não gosta de ler. Quem não gosta de ler são os jovens brasileiros. Consequência de um ensino cada vez pior? E se não gostam de ler legendas de filmes, vão ler textos de livros? Melhor não pensar no que isso pode implicar para o país. Afinal, os jovens que não gostam de ler são os mesmos que elegem os políticos que estão aí – e outros piores que podem vir.
Vanity Fair defende reportagem que acusa Angelina Julie de abuso infantil
A revista Vanity Fair não irá se retratar e nem retirar da internet o trecho da entrevista de capa com a atriz e diretora Angelina Jolie, em que ela revelou um “jogo perturbador” no processo de seleção para a protagonista de seu novo filme, “They Killed My Father”, realizado com crianças sem experiência de atuação no Cambodja. Depois da publicação, ela foi criticada por abusar psicologicamente das crianças, o que manchou sua imagem de ativista humanitária. Em comunicado, a artista acusou a entrevistadora de reportar “erroneamente” os testes de elenco. Já seu advogado pediu à publicação que suprimisse os trechos que estariam equivocados e emitisse um pedido de desculpas, além de incluir um novo texto explicando que nada de errado aconteceu durante a produção. A Vanity Fair afirmou ter revisado as anotações da jornalista Evgenia Peretz e ouvido as fitas da entrevista, e garante que a reportagem é condizente com a apuração dos fatos. A publicação anunciou que vai manter o material na íntegra. Mais que isso, ainda divulgou um novo trecho da entrevista, no qual Angelina diz textualmente que as crianças ouviram da equipe de casting que “eles gostariam de brincar de um jogo” com elas. “E o jogo era ‘Nós vamos colocar dinheiro na mesa’. Pense em algo que você precisa (comprar) com esse dinheiro’. Às vezes era dinheiro, às vezes era um cookie. ‘E então pegue’. Aí eles pegavam de volta”, diz a atriz na gravação. A reportagem explica que, segundo as palavras de Angelina, os diretores de elenco do longa colocavam dinheiro na mesa e pediam para as crianças guardarem, pensando em algo que necessitavam. Depois, a equipe fingia pegá-las e as incentivavam a inventar uma mentira para se safar. Em seu comunicado, Angelina ressalta que foi mal interpretada. “Eu estou triste que um pretenso exercício de improvisação, a partir de uma cena que vai estar no filme, tenha sido vista como um enredo real. O centro deste filme é chamar a atenção para os horrores que as crianças encaram na guerra e ajudar na luta pela proteção delas. A sugestão de que dinheiro foi retirado de uma criança durante os testes de elenco é falsa e triste. Eu ficaria ultrajada se fosse isso”, escreveu Angelina. De acordo com a “Vanity Fair”, Angelina procurou crianças nos orfanatos, circos e escolas de favelas. Srey Moch, a garota escolhida para viver a protagonista, teria sido a única a olhar por “muito, muito tempo” para o dinheiro, segundo a atriz. Ao ver que teria que devolver o dinheiro, a cambojana caiu em lágrimas e contou que seu padrinho morrera sem que a família tivesse recursos para um funeral decente. A atriz garantiu que todas as medidas foram tomadas para garantir a segurança, o conforto e o bem-estar das crianças do filme desde os testes. Selecionado para o Festival de Toronto, “Fist They Killed My Father” aborda a loucura genocida do Khmer Vermelho, partido comunista que, ao assumir o poder, massacrou milhões de habitantes no Cambodja nos anos 1970. A trama é baseada no livro de memórias homônimo da ativista de direitos humanos Loung Ung, que relata sua infância cercada pela violência, após testemunhar a morte de toda sua família. O filme será lançado em 15 de setembro pela Netflix, que disponibilizou o primeiro trailer nesta semana. Veja aqui.
Robert Hardy (1925 – 2017)
O ator inglês Robert Hardy, que interpretou o ministro da Magia Cornelius Fudge na franquia “Harry Potter”, morreu aos 91 anos. A morte foi confirmada pela família do ator em um comunicado e a causa não foi revelada. Hardy atuou por mais de 60 anos no teatro, na televisão e em filmes. Ele iniciou a carreira estrelando a série “David Copperfield” (1956) no papel-título do órfão que descobre a vida adulta. Mas o personagem que mais desempenhou na carreira foi o ex-Primeiro Ministro britânico Winston Churchill. Ele chegou a vencer o BAFTA pelo papel, ao estrelar a série britânica “Winston Churchill: The Wilderness Years” em 1981. Depois, repetiu a performance no filme “The Woman He Loved” (1988), na série “War and Remembrance” (1988), no telefilme “Bomber Harris” (1989), num episódio de “Agatha Christie’s Marple” (2006) e no telefilme “Churchill: 100 Days That Saved Britain” (2015), seu último trabalho. O ator nunca filmou em Hollywood, mas deixou sua marca em grandes sucessos do cinema britânico, do clássico de espionagem “O Espião que Veio do Frio” (1965) até a própria franquia “Harry Potter”, da qual participou de quatro filmes – de “Harry Potter e e a Câmara Secreta” (2002) a “Harry Potter e a Ordem da Fênix” (2007). Também chegou a contracenar com John Lennon na sátira “Como Eu Ganhei a Guerra” (1967) e estrelou alguns filmes cultuados do terror britânico, como “Espetáculo de Sangue” (1967), “O Estrangulador de Rillington Place” (1971) e “Herança Maldita” (1973), mas a maior parte de sua carreira foi voltada à TV. Mesmo assim, integrou o elenco grandioso do drama “Razão e Sensibilidade” (1993), ao lado de Kate Winslet, Emma Thompson e Hugh Grant, filme que venceu o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.
Ator da série clássica Os Gatões é preso por assalto sexual e posse de drogas
O ator Tom Wopat, astro da série clássica “Os Gatões” (The Dukes of Hazzard), grande sucesso dos anos 1980, foi preso, acusado de assalto sexual, agressão e posse de drogas em Massachusetts. A polícia cumpriu um mandato de prisão após a queixa de uma colega de elenco de uma peça que iria estrear nesta quinta (3/8). Segundo o Departamento de Polícia, ele foi preso em seu carro, após sair de uma sessão de ensaio. Na ocasião, os policiais que cumpriam o mandato de prisão encontraram “dois sacos de pó branco que se acredita ser cocaína”, o que resultou no acréscimo de uma acusação por posse de drogas. A polícia não forneceu detalhes sobre quem acusou Wopat, mas a queixa registra que Wopat tocou inapropriadamente uma mulher em 23 de julho, durante um ensaio da peça “42nd Street”. Segundo o site TMZ, ele teria enfiado a mão dentro da calcinha da colega. Wopat interpretava Luke Duke em “Os Gatões”, que, após aprontar, sempre fugia da polícia com seu primo Bo (John Schneider) à bordo de um “dojão” laranja batizado de General Lee. Os trabalhos mais recente do ator foram na série “Longmire” e em filmes B com outros astros da década de 1980, como Sean Young (“Blade Runner”) e Ralph Macchio (“Karatê Kid”).
Hackers atacam a HBO e roubam material inédito, inclusive de Game of Thrones
O canal pago americano HBO foi alvo de um ataque massivo de hackers nos últimos dias, que roubaram episódios inéditos e informações sigilosas de sua programação. O presidente da HBO, Richard Plepler, confirmou a invasão em um email enviado para todos os funcionários, afirmando que a situação é “perturbadora para todos”. Segundo a revista Entertainment Weekly, episódios das séries “Ballers” e “Room 104” já apareceram para download em sites ilegais. Além disso, um roteiro do próximo episódio de “Game of Thrones”, com exibição programada para domingo (6/8), também circula pela internet. Até o momento, nenhum capítulo da série mais popular da HBO foi disponibilizado. Mas os hackers ainda não tiveram tempo de processar todo o material e prometem vazar novidades, de um total de 1,5 terabytes de dados que eles roubaram do canal. A HBO, por sua vez, não comentou que tipo de conteúdo foi roubado, como séries e produções específicas, ou a quantidade de dados atingidos. Em seu comunicado oficial, a emissora confirmou apenas que “recentemente experimentou um incidente cibernético, que resultou no compromisso de informações proprietárias”. “Nós imediatamente começamos a investigar o incidente e estamos trabalhando com empresas de segurança pública e de segurança cibernética. A proteção de dados é uma prioridade máxima na HBO, e levamos a sério nossa responsabilidade de proteger os dados que possuímos”, completa o texto. Essa não é a primeira vez que criminosos atacam os dados de grandes produtoras de conteúdo audiovisual. Em abril, um hacker invadiu o sistema da Netflix e vazou episódios da 5ª temporada de “Orange Is the New Black”. Mas a maior vítima até o momento foi a Sony. Em 2014, em represália pela produção da comédia “A Entrevista”, hackers norte-coreanos roubaram 100 terabytes de dados do estúdio, que foram disponibilizados na internet, incluindo e-mails comprometedores de executivos. Após o vazamento, Amy Pascal acabou perdendo o cargo de presidente da Sony Pictures.
Sam Shepard (1943 – 2017)
O ator, roteirista e dramaturgo Sam Shepard morreu na última quinta-feira (26/7), aos 73 anos, em sua casa no estado americano de Kentucky. Ele foi vítima de complicações da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), e estava cercado pela família no momento da morte, segundo anunciou um porta-voz na segunda-feira (31/7). Vencedor do Pulitzer por seu trabalho teatral – pela peça “Buried Child” (1979) – e indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por “Os Eleitos” (1983), Samuel Shepard Rogers III nasceu em 1943, no estado de Illinois, filho de pai militar. Antes de ficar conhecido em Hollywood, ele tocou bateria na banda The Holy Modal Rounders (que está na trilha de “Sem Destino/Easy Rider”), e decidiu escrever peças num momento em que buscava trabalhos como ator em Nova York. Em 1971, escreveu a peça “Cowboy Mouth” com a então namorada Patti Smith, que marcou sua traumática estreia nos palcos. Já no início das apresentações, Shepard ficou tão perturbado por se apresentar diante do público que abandonou o palco e, sem dar nenhuma explicação, foi embora da cidade. Ele decidiu se concentrar em escrever. Acabou assinando até roteiros de cinema, como o clássico hippie “Zabriskie Point” (1970), de Michelangelo Antonioni, e a adaptação da controvertida peça “Oh! Calcutta!” (1972). Também escreveu, em parceria com Bob Dylan, “Renaldo and Clara” (1978), único longa de ficção dirigido por Dylan. O filme marcou a estreia de Shepard diante das câmeras, numa pequena figuração. Sentindo menos pânico para atuar em estúdio, enveredou de vez pela carreira de ator, trabalhando a seguir no clássico “Cinzas do Paraíso” (1978), de Terrence Malick, como o fazendeiro que emprega Richard Gere e Brooke Adams. Fez outros filmes até cruzar com Jessica Lange em “Frances” (1982). A cinebiografia trágica da atriz Frances Farmer iniciou uma longa história de amor nos bastidores entre os dois atores, que só foi encerrada em 2009. Na época, ele já era casado e o divórcio só aconteceu depois do affair. Shepard finalmente se destacou em “Os Eleitos”, o grandioso drama de Philip Kaufman sobre os primeiros astronautas americanos, no qual viveu Chuck Yeager, que quebrou a barreira do som e sucessivos recordes como o piloto mais veloz do mundo. Sua história corria em paralelo à conquista do espaço, mas chegava a ofuscar a trama central, a ponto de lhe render indicação ao Oscar – perdeu a disputa para Jack Nicholson, por “Laços de Ternura” (1983). Fez seu segundo filme com Lange, “Minha Terra, Minha Vida” (1984), enquanto escrevia o fabuloso roteiro de “Paris, Texas” (1985), dirigido por Wim Wenders, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Paralelamente, ainda alinhavou a adaptação de sua peça “Louco de Amor” (1986). Dirigido por Robert Altman, “Louco de Amor” foi o filme que consagrou Shepard como protagonista, na pele do personagem-título, apaixonado por Kim Basinger a ponto de largar tudo para encontrá-la num motel de beira de estrada e convencê-la a dar mais uma chance ao amor. O ator e roteirista resolveu também virar diretor, e foi para trás das câmeras em “A Casa de Kate é um Caso” (1988), comandando sua mulher, Jessica Lange, num enredo sobre uma família que passou anos separada até finalmente decidir acertar as contas. O filme não teve a menor repercussão e Shepard só dirigiu mais um longa, o western “O Espírito do Silêncio” (1993), que nem sequer conseguiu lançamento comercial. Por outro lado, entre estes trabalhos ele se tornou um ator requisitado para produções de temática feminina, como “Crimes do Coração” (1986) e “Flores de Aço” (1989), que giravam em torno de vários mulheres e seus problemas, e de histórias de amor, como “O Viajante” (1991), “Unidos pelo Destino” (1994) e “Amores e Desencontros” (1997). Como contraponto a essa sensibilidade, também fez thrillers de ação em que precisou mostrar-se frio e calculista, como “Sem Defesa” (1991), de Martin Campbell, “Coração de Trovão” (1992), de Michael Apted, e “O Dossiê Pelicano” (1993), de Alan J. Pakula. Ele conseguiu o equilíbrio e se manteve requisitado, aparecendo em alguns dos filmes mais famosos do começo do século, como o thriller de guerra “Falcão Negro em Perigo” (2001), de Ridley Scott, e “Diário de uma Paixão” (2004), de Nick Cassavetes. Em 2005, estrelou seu último filme com Lange, “Estrela Solitária”, dirigido por Wim Wenders, como um astro de filmes de cowboy que abandona uma filmagem e tenta se reconectar com a família, apenas para descobrir que tem um filho que não conhece. Dois anos depois, fez um de seus melhores trabalhos como ator, “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (2007), de Andrew Dominik, no papel de Frank James, o irmão mais velho de Jesse, interpretado por Brad Pitt. Ele voltou a trabalhar com o diretor e com Pitt em “O Homem da Máfia” (2012). Entre seus últimos trabalhos ainda se destacam o suspense político “Jogo de Poder” (2010), de Doug Liman, o thriller de ação “Protegendo o Inimigo” (2012), de Daniel Espinosa, e os dramas criminais “Amor Bandido” (2012), de Jeff Nichols, “Tudo por Justiça” (2013), de Scott Cooper, e “Julho Sangrento” (2014), de Jim Mickle. Em alta demanda, Shepard permaneceu requisitado e desempenhando bons papéis até o fim da vida. Só no ano passado estrelou três filmes (“Ithaca”, “Destino Especial” e “Batalha Incerta”). Mas depois de tanto viver namorado e amante, no fim da carreira especializou-se em encarnar o pai de família. Eles fez vários filmes recentes nesta função, como “Entre Irmãos” (2009), de Jim Sheridan, como o pai de Jake Gyllenhaal e Tobey Maguire, e “Álbum de Família” (2013), de John Wells, cuja morte volta a reunir a família disfuncional, formada por Julia Roberts, Meryl Streep e muitos astros famosos. A sua última e marcante aparição foi na série “Bloodline”, da Netflix, como o patriarca da família Rayburn, sobre a qual girava a trama de suspense. A atração completou sua trama na 3ª temporada, lançada em maio deste ano. Sam Shepard deixa três filhos — Jesse, Hannah e Walker.












