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    Morgan Freeman se diz devastado e que nunca praticou assédio sexual na vida

    26 de maio de 2018 /

    Diante da perda de projetos devido à repercussão negativa de acusações de assédio sexual, trazidas à tona por uma reportagem da CNN na quinta (24/5), o ator Morgan Freeman soltou um segundo comunicado em que rechaça as denúncias, afirmando que nunca praticou assédio em sua vida. O ator se diz “devastado” por receber tais acusações, afirmando que sua carreira está em risco por causa das denúncias. “Estou devastado que, aos 80 anos, minha vida corre o risco de ser minada em um piscar de olhos. Todas as vítimas de assédio sexual merecem ser ouvidas e nós devemos ouvi-las. Mas não é justo que casos horríveis de abuso sexual e momentos de elogios fora de lugar e brincadeiras humorísticas sejam coisas equivalentes”, afirmou Freeman. “Eu admito que sou uma pessoa que sente uma necessidade de fazer mulheres e homens se sentirem apreciados e tranquilos ao meu redor. Por isso, eu muitas vezes brinco e elogio mulheres, de uma forma que sempre pensei ser leve e engraçada. Claramente, eu não fui compreendido da maneira que achei. E é por isso que me desculpei anteriormente, e vou continuar a me desculpar com qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida. Mas também gostaria de ser firme: eu nunca criei ambientes hostis de trabalho. Nunca fui um assediador e nunca sugeri dar trabalho a alguém por sexo. Qualquer acusação a este respeito é falsa”, completou o ator. A denúncia da CNN trouxe acusações de oito mulheres que atestaram conduta inapropriada e assédio sexual do ator. Outras oito pessoas confirmaram as acusações. O caso mais sério teria ocorrido com uma assistente de produção de “Despedida em Grande Estilo”, que afirmou que Freeman a tocou sem consentimento nas costas e fez comentários sobre o seu corpo e suas roupas durante toda a produção, que durou meses. “Ele ficava tentando levantar a minha camisa e perguntava se eu estava de lingerie”, contou a mulher, que não teve o nome revelado. Segundo ela, o assédio foi tão grande que o ator Alan Arkin, que também estava no elenco do filme, mandou Freeman parar. Alan Arkin não atendeu pedidos da CNN para corroborar a história. Outro caso teria ocorrido nas filmagens de “Truque de Mestre”, de 2013. A CNN ouviu uma mulher envolvida na produção do filme, que revelou ter sido assediada pelo ator em várias oportunidades, também com comentários sobre o seu corpo. Outras mulheres da equipe passaram pelo mesmo problema, segundo a fonte não identificada. Houve, porém, uma pessoa que se identificou. Para justificar a reportagem, uma das jornalistas responsáveis revelou que tinha sido motivada por interesse próprio em denunciar o ator. Ela afirma ter ficado chocada ao fazer uma entrevista e receber um elogio fora de lugar, que considerou assédio sexual. Estava grávida e Freeman teria dito que queria estar lá, supostamente dentro dela. A afirmação forte foi acompanhada pelas imagens da entrevista, que parecem mostrar outra coisa, um comentário de Freeman sobre uma declaração de Michael Caine, sentado a seu lado, sobre um equívoco que cometeu ao elogiar uma grávida que era apenas gorda. A impressão que a reprodução da entrevista dá é que Freeman gostaria de estar lá para ver isso. Outra cena de bastidores de uma entrevista com o ator, trazida pelas duas repórteres que assinam a denúncia, também mostraram exagero na busca de imagens para corroborar um suposto escândalo. A cena apresentada registra uma troca de elogios sorridentes entre o ator e uma entrevistadora, cujo assunto de sua aparência e o fato de estar solteira foram trazidos à tona pela própria jornalista. Vale a pena considerar se a acusação contra Morgan Freeman não é uma caça às bruxas iniciada por conta de um equívoco e levada à extremos por situações corriqueiras. Um homem de 80 anos é obviamente mais machista que uma jovem de 20. Mas será que isso o torna automaticamente um Harvey Weinstein? Veja abaixo o vídeo da CNN e as “provas” apresentadas para justificar a reportagem, que já custou projetos ao astro veterano e levou o próprio Sindicato dos Atores dos Estados Unidos (SAG) a considerar rever uma homenagem feita a ele no começo do ano por sua carreira premiada.

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    Intérprete do Soldado Invernal é confirmado na Comic Con Experience 2018

    25 de maio de 2018 /

    A Comic Con Experience 2018 anunciou que o ator Sebastian Stan virá a São Paulo em dezembro para participar do evento. Ele é conhecido dos fãs de filmes de super-heróis como o intérprete de Buck Barnes, o Soldado Invernal, que já apareceu em diversos lançamentos da Marvel, inclusive no recente “Vingadores: Guerra Infinita”. Além de participar de um painel sobre os filmes da Marvel, o ator fará de sessões de fotos e autógrafos com os fãs. A Comic Con Experience 2018 acontece na São Paulo Expo entre os dias 6 e 9 de dezembro.

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    Harvey Weinstein se entrega à polícia e pode pegar 25 anos de prisão

    25 de maio de 2018 /

    O produtor Harvey Weinstein se entregou à polícia de Nova York na manhã desta sexta-feira (25/5). Se dependesse apenas da polícia, a prisão de Weinstein teria acontecido antes, já que os investigadores alegavam possuir há meses provas suficientes para acusá-lo formalmente pelo assédio sexual das atrizes Paz de la Huerta e Lucia Evans. A Promotoria de Manhattan, no entanto, quis mais tempo para apresentar uma acusação mais consistente, que não levantasse nenhuma dúvida sobre os crimes de Weinstein, acusado por ao menos 75 mulheres de crimes sexuais. Weinstein, que já foi um dos produtores mais poderosos de Hollywood, chegou numa delegacia de Tribeca, em Manhattan, por volta das 7h25 (8h25 em Brasília) sorrindo ironicamente e levando três livros. Ao se apresentar, foi algemado e escoltado por policiais até um tribunal de plantão – sem os livros e sem o mesmo sorriso. Três helicópteros acompanharam a movimentação. Segundo a agência de notícia Reuters, o juiz encarregado do caso, Kevin McGrath, propôs um acordo de fiança de US$ 1 milhão em espécie. Weinstein entregou seu passaporte e concordou em usar um dispositivo de monitoramento que rastreia sua localização até o julgamento. Ele responde por duas acusações de estupro e uma acusação de ato sexual criminoso contra duas mulheres, disseram os promotores, que ainda investigam novos casos para acrescentar à acusação. Se condenado, Weinstein pode pegar até 25 anos de prisão. O advogado do produtor, Benjamin Brafman, disse que ele pretende se declarar inocente. Os abusos sexuais de Weinstein aconteceram ao longo de três décadas, mas a maior parte dos crimes prescreveu. Ele atacava principalmente atrizes jovens em começo de carreira e mantinha suas vítimas em silêncio com ameaças, dizendo-se capaz de impedi-las de trabalhar novamente. As que ousaram recusar seus avanços passaram a ver os papéis minguarem, levando-as a projetos inferiores a seus status. A impunidade acabou apenas em outubro do ano passado, quando o jornal New York Times publicou uma reportagem denunciando os assédios do produtor com depoimento da atriz Ashley Judd, a primeira a ter coragem de assumir o risco de se expor. A matéria mencionava outros casos, mas foi uma segunda reportagem, da revista New Yorker, que abriu as comportas, trazendo declarações de diversas vítimas, inclusive acusações de estupro. A soma das denúncias inspirou outras atrizes a quebrarem o silêncio. Não apenas contra Harvey Weinstein, mas contra todos os predadores da indústria do entretenimento, criando um efeito dominó, alimentado pelo movimento #MeToo, uma hashtag criada de forma espontânea no Twitter para unir vítimas e denunciar assédios. O fenômeno varreu as produções de cinema e TV, gerando novos escândalos e culminando em demissões de produtores, roteiristas e astros poderosos. Pivô de tudo isso, Weinstein sumiu da mídia, buscando refúgio em um centro de reabilitação para viciados em sexo. Isto, porém, não o protegeu das repercussões. Ele foi demitido de seu estúdio cinematográfico, Weinstein Company, e expulso da Academia de Cinema, que organiza o Oscar, da Academia de TV, que organiza o Emmy, do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos e de muitas outras organizações. Paralelamente, sua empresa encontrou dificuldades para manter projetos, passou a ser alvo de inúmeros processos de vítimas e credores, e se viu forçada a pedir falência, sendo vendida num leilão de liquidação. Agora, as denúncias começam a ter implicações criminais. Além da polícia de Nova York, autoridades de Los Angeles e Londres abriram investigações contra Weinstein. Há também uma investigação federal em estágio inicial nos Estados Unidos.

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    Bruna Lombardi grava vídeo com a família após assalto armado em sua casa

    25 de maio de 2018 /

    A atriz Bruna Lombardi usou seu canal do Youtube para se manifestar sobre o assalto que aconteceu em sua casa, invadida por homens armados na manhã de quarta-feira (24/5). Ao lado do marido Carlos Alberto Riccelli e do filho, ela fez questão de demonstrar que todos estavam bem e agradeceu o apoio e a solidariedade recebida. Coube ao filho do casal de atores, Kim Riccelli, explicar que a casa da família foi invadida por assaltantes e ressaltar o sentimento de insegurança no momento da ação. “Você ter a sensação de não estar seguro na sua própria casa é um susto”, comentou. “O exemplo dessas pessoas vem de cima”, acrescentou Bruna. “Quando você vive num país em que os governantes – a elite – roubam sistematicamente grandes quantias, grandes fortunas, e roubam sem sequer arriscar suas próprias vidas, eu acho que a gente não pode reclamar da violência, a gente não pode reclamar dos que invadem nossas casas, porque eles têm o exemplo dos poderosos fazendo isso todos os dias, impunemente”. As declarações confirmam que a família estava em casa no momento do assalto, mas não sofreu nenhuma violência dos criminosos. “Aqui em casa eles só levaram bens materiais, graças a Deus ninguém sofreu nenhum tipo de violência. Num momento como esse temos a prova que os bens materiais não têm valor, perto do que realmente importa na vida da gente”, resumiu a atriz. O crime aconteceu por volta das 11 horas da manhã. A invasão foi flagrada em vídeo por um vizinho do casal, que alertou a polícia. No boletim de ocorrência, registrado no 34º Delegacia de Polícia de São Paulo, consta que “aproximadamente sete homens portando armas longas em três carros renderam o vigia, deixando-o por aproximadamente 30 minutos em um dos carros, enquanto entraram na casa e roubaram alguns pertences.”

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    Morgan Freeman pede desculpas em meio à repercussão negativa das acusações de assédio

    25 de maio de 2018 /

    O ator Morgan Freeman entrou numa lista negra de Hollywood, após uma reportagem da rede CNN trazer à tona acusações de assédio sexual de oito mulheres contra ele, juntando-o a outras celebridades envolvidas nesta tipo de escândalo nos últimos meses. E isso já está lhe rendendo prejuízos, com o cancelamento de campanhas que o envolviam. Poucas horas após a exibição da reportagem da rede CNN com a denúncia, a empresa de crédito VISA e o serviço de trens TransLink anunciaram a suspensão de anúncios com participação de Freeman. Até o sindicato americano de atores, SAG, informou que analisa retirar um prêmio honorário que entregou a Freeman em janeiro como homenagem à sua carreira. “São afirmações contundentes, devastadoras e absolutamente contrárias a todos os passos que estamos tomando para garantir um ambiente de trabalho seguro para os profissionais desta indústria”, disse um porta-voz do sindicato. Diante da perda de seu maior ativo, a imagem de homem íntegro, o ator decidiu se manifestar. Em comunicado enviado à imprensa, ele pediu desculpas por qualquer “incômodo” causado, sem assumir o assédio. “Qualquer pessoa que me conhece ou trabalhou comigo sabe que não sou alguém que intencionalmente ofenderia ou geraria algum incômodo. Me desculpo com quem quer que tenha se sentido incomodado ou desrespeitado, nunca foi a minha intenção”, declarou Freeman no texto curto. O ator, que está prestes a completar 81 anos, possuía tanta autoestima nos Estados Unidos que seu personagem mais popular era ninguém menos que Deus, papel que viveu em “Todo Poderoso” (2003) e “A Volta do Todo Poderoso” (2007) e que ele ainda explorou na série documental “The Story of God with Morgan Freeman”. Tudo isso acabou após a reportagem exibida na quinta-feira (24/5), em que a CNN trouxe 16 depoimentos anônimos – oito deles de supostas vítimas – que descreveram o comportamento de abuso sistemático do ator nos bastidores de filmagens e viagens promocionais. São casos recentes, não de décadas atrás como os evocados pela maioria das denúncias surgidas no âmbito do movimento #MeToo. Um dos incidentes aconteceu nas filmagens de uma comédia lançada no ano passado, “Despedida em Grande Estilo” (2017). Uma assistente de produção afirmou à CNN que Freeman a tocou sem consentimento durante meses, fazendo comentários sobre o seu corpo e suas roupas. “Ele ficava tentando levantar a minha camisa e perguntava se eu estava de lingerie”, contou a assistente de produção, que não teve o nome revelado. Segundo ela, o assédio foi tão grande que o ator Alan Arkin, que também estava no elenco do filme, mandou Freeman parar. Outro caso aconteceu nas filmagens de “Truque de Mestre”, de 2013. A CNN ouviu uma mulher envolvida na produção do filme, que revelou ter sido assediada pelo ator em várias oportunidades, também com comentários sobre o seu corpo. Outras mulheres da equipe passaram pelo mesmo problema, segundo a fonte da reportagem. Quatro pessoas ouvidas pela CNN afirmaram que nos últimos dez anos viram Freeman deixar as mulheres desconfortáveis no ambiente de trabalho. Duas alegaram terem sido tocadas inapropriadamente pelo ator, entre elas a assistente de produção que contou sobre a tentativa de Freeman tirar a sua camisa. Mas nenhuma dessas pessoas relatou o problema a produtores ou autoridades, com medo de perder o emprego.

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    Netflix ultrapassa a Disney e vira empresa de mídia mais valiosa do mundo

    24 de maio de 2018 /

    A Netflix virou a empresa de mídia mais valiosa do mundo. A conquista da plataforma de streaming aconteceu após uma alta das ações da empresa nesta quinta-feira (24/5), que a levou a ultrapassar o conglomerado Disney pela primeira vez na liderança do mercado. Com cada ação custando US$ 351,09 dólares, a companhia atualmente tem um valor de mercado total de US$ 162 bilhões. Em comparação, a ação da Disney (que teve queda de 1,1% hoje) atualmente custa US$ 101,74 dólares, somando um valor de US$ 152 bilhões. A briga com a Netflix assinala para a Disney a importância de seu projeto de streaming, previsto para ser lançado em 2019. Mas uma parte estratégica deste negócio já pode estar em risco. É que a Comcast, dona dos estúdios Universal e terceira maior empresa de mídia do mundo, quer atravessar a compra da Fox pela Disney, com uma oferta bastante superior ao valor oferecido pela rival.

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    Fotos de Bruna Linzmeyer inspiram “polêmica” por falta de depilação – e do que fazer

    24 de maio de 2018 /

    A redes sociais podem ser catalizadores de movimentos de mudança, como o #MeToo e a Primavera Árabe, mas também estimulação a proliferação arquetípica e anabolizada do tradicional fofoqueiro da vizinhança. As velhas tiazinhas que costumavam ser personagens de novelas antigas agora são jovens de ambos os sexos que gostam de comentar de tudo e de todos para todo mundo. E, como bons fofoqueiros, não lhes falta assunto. Os detalhes mais banais viram discussões acaloradas. O que faz lembrar que os maiores fofoqueiros sempre foram grandes moralistas. Afinal, seus comentários jamais perdoam comportamentos fora do padrão. O caso mais recente de falta do que fazer acabou se fixando no corpo da atriz Bruna Linzmeyer. A belíssima estrela de novelas e filmes – e bissexual assumida – fez um ensaio fotográfico que gerou polêmica. Não porque ela posou nua, mas porque não depilou a zero sua virilha e suas axilas. Em imagens compartilhadas no Instagram da atriz e do fotógrafo responsável pelos cliques, Gleeson Paulino, é possível ver que Bruna faz parte da nova geração de mulheres que assume os pelos de seu corpo – mostrando que se depilar ou não é uma decisão de cada pessoa. Mas muitos acharam que a decisão deveria ser deles, criticando o fato da Bruna não se depilar, a ponto de afirmar que se trata de falta de higiene. “Credo… Imagina o cheirinho das camisas, camisetas e vestidos… O suor grudando nos pelos!!! Uma questão de higiene. Para ser feminista, não precisa ser porca”, comentou uma pessoa, ecoada por vários dispostos a criticar tudo o que se move. Agora, que curioso: nenhum homem jamais foi acusado de falta de higiene pelo mesmo motivo. Ao contrário. Ao optarem pela depilação, homens viram alvo dos mesmos fofoqueiros porque, supostamente, deixam de ser homens. Pelo menos, vários seguidores saíram em defesa da atriz, pedindo respeito e afirmando que ela pode fazer o que quiser com o próprio corpo. O que deveria ser óbvio. Veja abaixo os posts que inspiraram a polêmica e leia os comentários grosseiros e mal-educados daqueles que, apesar de ter acesso à internet, ainda acham que os corpos das mulheres pertencem a eles. @gleesonpaulino ♥️ Uma publicação compartilhada por bruna linzmeyer (@brunalinzmeyer) em 21 de Mai, 2018 às 2:06 PDT Our roots twist and twine… leaves are soft and plush. Trunks pressed flush, spine to spine, Whispering acceptance with each gentle touch. Light against dark, sun-dappled silk and bark; Here, in his cooling shade, I long to stay- Differences insignificant, similarities stark; Love, a simple word, to which we waste away our day. He brightens the shadows With such a caring smile… Even you would lurk in his meadows, And hope to stay a little while. Uma publicação compartilhada por Gleeson Paulino (@gleesonpaulino) em 19 de Mai, 2018 às 2:31 PDT Uma publicação compartilhada por Gleeson Paulino (@gleesonpaulino) em 17 de Mai, 2018 às 4:29 PDT

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    China ultrapassa América do Norte como maior mercado de cinema do mundo

    24 de maio de 2018 /

    A China superou a América do Norte e se tornou o maior mercado cinematográfico do mundo no primeiro trimestre de 2018, segundo dados chineses e americanos. As vendas de ingressos na China chegaram a 20,21 bilhões de yuans (cerca de US$ 3,17 bilhões) entre janeiro e março deste ano, de acordo com o órgão especializado China Movie Data Information Network, graças, principalmente, a blockbusters locais. No mesmo período, a arrecadação dos cinemas na América do Norte foi de US$ 2,8 bilhões. Cerca de 75% das bilheterias na China foram geradas por filmes do próprio país. Entre os dez filmes mais bem sucedidos estão sete produções locais. O filme de ação “Operação Mar Vermelho”, sobre uma missão antipirataria do exército chinês no Mar Vermelho, lidera as bilheterias, com 3,6 bilhões de yuans. O investimento na abertura de mais cinemas e o período de férias do Ano Novo chinês contribuíram para o aumento da arrecadação durante o começo do ano. Resta saber se Estados Unidos e Canadá compensarão a diferença durante a temporada de férias da América do Norte, que começa em junho.

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    Filho diz que Woody Allen é vítima do verdadeiro monstro da família, sua mãe Mia Farrow

    24 de maio de 2018 /

    Nem todos os filhos de Woody Allen pintam o pai como um monstro pedófilo. Para Moses Farrow, por exemplo, Woody Allen é uma vítima do verdadeiro monstro da família, sua mãe Mia Farrow. Não é a primeira vez que ele diz isso, em frontal desacordo com o relato da irmã Dylan, que acusa o pai de abuso sexual, e do irmão Ronan, um dos repórteres mais importantes na denúncia que derrubou o magnata Harvey Weinstein e deu início a uma grande limpeza em Hollywood, marcando o fim da tolerância com predadores. Mas esta é a primeira vez que ele defende o pai adotivo sem ninguém lhe perguntar. Moses, que foi adotado ainda bebê na Coréia do Sul por Mia Farrow e depois co-adotado por Allen em 1991, virou terapeuta especializado no atendimento de famílias. E lida com relatos muito parecidos com o que diz ter experimentado em sua vida pessoal. Isto o inspirou a desabafar na quarta-feira (23/5) em seu blogue. No longo texto, intitulado “Um Filho Fala”, Moses afirma ter visto Mia Farrow maltratar fisicamente seus irmãos até deixá-los “fisicamente incapacitados, arrastando-os por um lance de escadas para serem jogados em um quarto ou em um armário, então tendo a porta trancada do lado de fora”. Ele alega que sua irmã adotiva, Soon-Yi Previn, “era bode expiatório mais frequente”. Em 1992, Allen teve um caso com Soon-Yi, com quem se casou mais tarde, terminando seu relacionamento com Mia Farrow e iniciando a batalha pela custódia de seus filhos, tanto biológicos quanto adotivos, que culminou na denúncia de Dylan, então com sete anos de idade. “Quando Soon-Yi era jovem, Mia certa vez jogou uma grande peça de porcelana na cabeça dela. Felizmente ela errou, mas as peças quebradas atingiram suas pernas”, afirma Moses. “Anos depois, Mia bateu nela com um telefone.” Estas lembranças já tinham sido trazidos à público anteriormente, durante conversas com o escritor Eric Lax para uma biografia de Woody Allen. Na ocasião, Moses também comentou sobre as alegações de sua irmã Dylan, de que Allen a molestou quando criança, alegando que o cineasta nunca fez nada parecido. Em seu post no blog, Moses reforçou sua posição de que Allen — que nunca foi condenado e que negou as alegações de Dylan por décadas — é inocente. Para ele, sua irmã mais nova jamais foi molestada por Woody Allen, mas isso não a impede de ter sido uma vítima de assédio. Vítima de uma campanha de manipulação da mãe, Mia Farrow. Na época em que Dylan Farrow disse ter sido alvo de abusos por parte de Allen, Mia já travava uma luta diária contra o diretor. Fazia sete meses desde que atriz descobrira a relação entre a sua filha adotiva Soon-Yi e o então parceiro Woody Allen – o casal está junto até hoje. Segundo Moses, tudo o que se ouvia em sua casa naquele período era que Woody era “maldoso, um monstro, o diabo”, e que Soon-Yi “estava morta” para eles. “A minha mãe era a nossa única fonte de informação sobre Woody – e ela era extremamente convincente”, ele descreve. “Também tínhamos aprendido repetidamente que ir contra a sua vontade trazia repercussões horríveis.” Moses vai direto ao ponto, ao descrever o dia em que o suposto abuso teria acontecido. Quando Woody Allen foi passar o dia com as crianças na casa de Connecticut – enquanto Mia foi às compras – , todos estavam em estado de alerta, graças à campanha de sua mãe, de que o diretor era o mal encarnado. Ele afirma que havia cinco crianças e três adultos na casa na ocasião – duas babás e uma professora de francês, e “que todos tinham sido instruídos durante meses que Woody era um monstro. Portanto, nenhum de nós teria permitido que Dylan se afastasse com Woody, mesmo que ele tentasse”, garante, afirmando que seu pai nunca ficou sozinho com a irmã no dia em que supostamente a teria abusado. O rapaz afirma que as pessoas se basearam na relação entre Woody e Soon-Yi (que nunca foi sua filha adoptiva) para se convencerem de que as alegações de Dylan eram verdadeiras. “Sim, [a relação] era pouco ortodoxa, desconfortável, perturbadora para a nossa família e magoou terrivelmente a minha mãe. Mas a relação, por si só, não foi tão arrasadora para a nossa família como a insistência da minha mãe em fazer da sua traição o centro das nossas vidas desde então”. O terapeuta aponta ainda algumas incongruências na versão dos acontecimentos descrita por sua irmã mais nova, como o trenzinho de brinquedo que Dylan associa ao momento do abuso. Segundo sua acusação, Woody a teria distraído com o brinquedo enquanto a tocava. Mas o trenzinho não estava no lugar em que a jovem afirma ter sido abusada. Para Moses, na idade de Dylan seria normal que o reforço da acusação e da repetição da história substituísse a realidade. E ele lembra que a mãe ensaiou o que ele devia dizer no julgamento de custódia. Na sua opinião, tanto de testemunha dos fatos e como expert em terapia familiar, a falta de nexo da acusação deveria ser suficientes para que as pessoas tivessem menos vontade de jogar pedras num homem que, para ele, sempre foi inocente. Ao final, Moses dirige-se às pessoas que vieram à público, após a pressão do movimento #MeToo, se dizer arrependidas por terem trabalhado com o seu pai no passado: “Precipitaram-se ao se juntar a um coro de condenação com base numa acusação desacreditada [por múltiplas investigações], por medo de não estarem no lado ‘certo’ deste grande movimento social”. Ele deixou ainda uma mensagem para a irmã: “Desejo paz e sabedoria para que você possa compreender que dedicar sua vida a ajudar a nossa mãe a destruir a reputação do nosso pai não lhe trará, provavelmente, nenhum consolo.”

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    Jeffrey Tambor é acusado de assédio verbal e intimidação no set de Arrested Development

    24 de maio de 2018 /

    Após ser demitido por assédio sexual em “Transparent”, Jeffrey Tambor está às voltas com nova polêmica, desta vez em “Arrested Development”. A atriz Jessica Walker, que interpreta sua esposa na série da Netflix, acusou-o de assédio verbal e intimidação psicológica durante as gravações da nova temporada da atração. A situação criou uma saia justa e dividiu o elenco, e após tentar minimizar o clima dos bastidores, os atores Jason Bateman e Tony Hale foram às redes sociais pedir desculpas para a atriz e lamentar seus próprios comportamentos diante das acusações. A acusação veio à tona durante uma entrevista do elenco de “Arrested Development” para o jornal The New York Times, realizada como contraponto a uma reportagem da revista The Hollywood Reporter que retratava o ator como injustiçado em “Transparent”. Questionados sobre o comportamento do ator em sua série, Jessica Walter admitiu ter tido um problema sério, após ter sido assediada “verbalmente” durante as gravações numa série de “explosões” do ator. “Em quase 60 anos de trabalho, nunca tive ninguém que gritasse comigo daquele jeito em um set. E é difícil lidar com isso”, disse Walter. Bateman defendeu Tambor durante a discussão, dizendo que o comportamento explosivo era “parte de seu processo”, mas Walter discordou. Tony Hale também tentou jogar panos quentes na roupa suja lavada diante da imprensa, ao observar que “todos nós temos nossos momentos”. Mas Walter não aceitou a explicação masculina (“mansplaning”, como brilhantemente taxaram as feministas): “Não é assim. Aquilo foi ruim demais”. Foi então que Bateman insistiu em sua versão de “mansplaning”. Sutilmente qualificando sua colega como chorona, disse que era comum trabalhar com pessoas “difíceis” e que ele tinha queixas “zero”. “Mais uma vez, não quero menosprezar ou desculpar ou qualquer outra coisa, mas na indústria do entretenimento é incrivelmente comum ter pessoas que, entre aspas, são ‘difíceis’. E quando você está em uma posição privilegiada para contratar pessoas, ou tem uma influência em quem é contratado, você faz ligações telefônicas. E você diz: ‘Ei, então eu ouvi X sobre a pessoa Y; me fale sobre isso’. E o que você aprende é o contexto, e você aprende sobre o caráter e aprende sobre hábitos de trabalho, ética no trabalho e começa a entender, porque é um processo muito amorfo, esse tipo de trabalho ferrado que fazemos, você sabe, vida falsa. É uma coisa estranha, e é um terreno fértil para o comportamento atípico, e certas pessoas têm certos processos”. A atriz mais jovem do elenco, Alia Shawkat, que também co-estrelou “Transparent” com Tambor e que já havia apoiado publicamente “as vozes das vítimas”, contrapôs suas colegas masculinos. “Mas isso não significa que seja aceitável. E o ponto é que as coisas estão mudando e as pessoas precisam se respeitar de forma diferente”. Depois da entrevista, as redes sociais lotaram de críticas à defesa de Bateman do comportamento condenável de Tambor. Isto levou o ator a refletir e mudar de tom, assumindo-se “incrivelmente envergonhado” e afirmando lamentar profundamente ter subestimado os sentimentos de sua colega Jessica Walter. “Eu pareço que acho aceitável alguém gritar no ambiente de trabalho. Mas não acho. Parece que estou desculpando Jeffrey. Eu não estou. Parece que eu sou insensível a Jessica, mas eu não sou”, ele escreveu no Twitter. “Eu percebi horrorizado que não tinha noção de como aquele incidente a afetou. Eu estava tão determinado a deixar Jeffrey saber que ele contava com nosso apoio, que subestimei os sentimentos da vítima, outra pessoa que amo muito, e ela estava sentada ao meu lado”. Ele continou: “Este é um grande momento de aprendizado para mim. Eu não deveria ter tentado dar uma explicação masculina ou consertar uma briga, ou fazer tudo ficar bem. Eu deveria ter me focado no que é mais importante. Nunca há qualquer desculpa para abuso, de qualquer forma, de qualquer gênero. E a voz da vítima precisa ser ouvida e respeitada. Ponto.” Tony Hale também foi ao Twitter pedir desculpas por seus comentários e dizer que procurou pessoalmente Walter após a entrevista. “‘Arrested Development’ é uma das minhas famílias”, escreveu Hale. “Independentemente das minhas intenções, está claro que minhas palavras, tanto ditas quanto não ditas, serviram para minimizar a dor de Jessica e por isso lamento muito.” Tambor foi demitido de “Transparent”, série mais premiada da Amazon, no início deste ano depois que sua ex-assistente Van Barnes e sua colega Trace Lysette, ambas transexuais, o acusaram de assédio sexual e agressão. A 5ª temporada de “Arrested Development” estreia na próxima terça (29/5) na Netflix.

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    Morgan Freeman é acusado de assédio sexual por oito mulheres

    24 de maio de 2018 /

    Morgan Freeman, um dos atores veteranos mais respeitados de Hollywood, foi acusado por oito mulheres de conduta inapropriada e assédio sexual. Outras oito pessoas confirmaram as acusações, numa reportagem exibida nesta quinta-feira (24/5) pela rede CNN. O ator e sua equipe foram procurados pelo canal de notícias, mas não se pronunciaram. Um dos casos aconteceu recentemente, durante as filmagens de “Despedida em Grande Estilo” (2017). Uma assistente de produção afirmou à CNN que Freeman a tocou sem consentimento nas costas durante meses e fez comentários sobre o seu corpo e suas roupas. “Ele ficava tentando levantar a minha camisa e perguntava se eu estava de lingerie”, contou a assistente de produção, que não teve o nome revelado. Segundo ela, o assédio foi tão grande que o ator Alan Arkin, que também estava no elenco do filme, mandou Freeman parar. Outro caso aconteceu nas filmagens de “Truque de Mestre”, de 2013. A CNN ouviu uma mulher envolvida na produção do filme, que revelou ter sido assediada pelo ator em várias oportunidades, também com comentários sobre o seu corpo. Outras mulheres da equipe passaram pelo mesmo problema, segundo a fonte da reportagem. Quatro pessoas ouvidas pela CNN afirmaram que nos últimos dez anos viram Freeman deixar as mulheres desconfortáveis no ambiente de trabalho. Duas alegaram terem sido tocadas inapropriadamente pelo ator, entre elas a assistente de produção que contou sobre a tentativa de Freeman tirar a sua camisa. Mas nenhuma dessas pessoas relatou o problema a produtores ou autoridades, com medo de perder o emprego. O ator de 80 anos é tão venerado que seu personagem mais marcante é ninguém menos que Deus, papel que viveu em “Todo Poderoso” (2003) e “A Volta do Todo Poderoso” (2007) e que ele ainda explorou na série documental “The Story of God with Morgan Freeman”. Ele também ficou ficou marcado por filmes como “Conduzindo Miss Daisy” (1989),”Seven: Os Sete Crimes Capitais” (1995), “Um Sonho de Liberdade” (1994), “Red: Aposentados e Perigosos” (2010), “Invictus” (2009), no qual viveu Nelson Mandela, e “Menina de Ouro” (2004), que lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.

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    Clint Walker (1927 – 2018)

    23 de maio de 2018 /

    Morreu Clint Walker, astro da série clássica “Cheyenne” e um dos “12 Condenados”. O ator americano faleceu na segunda-feira (21/5) em sua casa no interior da Califórnia, aos 90 anos, de um problema cardíaco. Norman Eugene Walker nasceu em 30 de maio de 1927, em Hartford, Illinois. Ele deixou a escola aos 16 anos para encontrar emprego – primeiro em uma fábrica local, depois na marinha mercante. Em 1948 ele se casou com a primeira de suas três esposas, com quem teve uma filha. Aspirando uma vida melhor, a família mudou-se para Las Vegas, onde o jovem arranjou trabalho como segurança no Sands Hotel. Foi lá que o ator Van Johnson, impressionado com seu porte físico, sugeriu que ele explorasse a atuação. O jovem seguiu o conselho e começou a fazer testes para compôr figuração. Até que foi-lhe oferecida a oportunidade de conhecer o lendário diretor Cecil B. DeMille, que preparava a produção de seu último épico, “Os Dez Mandamentos” (1956). Mas a caminho do estúdio, ele viu uma mulher mais velha atrapalhada com seu carro, pedindo ajuda para trocar um pneu. Ele não pensou duas vezes, mesmo que o tempo perdido na boa ação pudesse lhe custar o papel. Quando chegou à reunião, DeMille lhe disse severamente: “Você está atrasado, jovem”. Conforme ele conta esta história, em sua biografia, Walker lembrou-se de pensar: “Uh-oh. Minha carreira terminou antes de começar!” Ele tentou se justificar, explicando que havia parado para ajudar alguém na estrada, sendo inesperadamente interrompido por DeMille. “Sim, eu sei tudo sobre isso. Aquela mulher era minha secretária”. Walker conseguiu um papel um pouco mais destacado, como capitão dos guardas. Isto lhe abriu as portas em Hollywood. E, logo depois, um novo encontro com outra lenda de Hollywood mudou sua vida para sempre. A começar por seu nome. Norman virou Clint por decisão de Jack Warner, da Warner Bros., ao contratá-lo para viver seu primeiro grande papel, Cheyenne Bodie, um cowboy destemido e de bom coração, que acabou enfrentando inúmeros bandidos na televisão. O nome do personagem, por sua vez, era herança da tribo que o criou. Os pais do rapaz foram mortos por índios desconhecidos, mas ele foi encontrado vivo por uma tribo Cheyenne, que o criou dos 10 aos 18 anos, quando ele decidiu retornar para a civilização branca. Apesar de seu passado traumático, Bodie mantinha uma atitude positiva e compreensiva em relação aos nativos americanos, algo ainda pouco comum no gênero conhecido como “bangue-bangue” por ter mais tiros que tolerância. Lançada em 1955, “Cheyenne” foi uma das primeiras séries produzidas pela Warner e a primeira de temática western da TV americana. Parecia até cinema em comparação às demais atrações televisivas da época, tamanho o cuidado tomado pelo estúdio para inaugurar o gênero. A série fez tanto sucesso que virou, de fato, cinema. Dois episódios de 1957 foram reunidos numa edição especial e lançados como um filme nos Estados Unidos. O impacto da produção também inspirou o surgimento de outras séries e, de uma hora para outra, a programação televisiva se viu cercada por um tiroteio de cowboys rivais. Clint Walker não tinha quase experiência como ator quando foi selecionado por Jack Warner para a produção. Tampouco sabia andar a cavalo – aprendeu na marra. Mas tinha um físico e uma estatura imponente, que deixava os demais atores na sombra. Tanto que as cenas de briga de “Cheyenne” costumavam ser difíceis de filmar, porque Walker ocupava toda a tela. Não só era muito alto, com 1,80 metro, mas também tinha um peitoral de fisiculturista. E a série aproveitava ao máximo para enfatizar estas qualidades, filmando-o descamisado em diversas ocasiões, mesmo quando o enredo não pedia. Na época, um crítico do jornal The New York Times chegou a defini-lo como “o maior e mais bonito herói ocidental a montar um cavalo, com um par de ombros capaz de rivalizar com o de King Kong”. “Cheyenne” só não aproveitou seus belos olhos azuis porque era produzida em preto e branco. Mas quando ele apareceu nos primeiros filmes em Technicolor, seu fã-clube aumentou. O ator aproveitou a popularidade da série para estrelar alguns westerns durante as pausas da produção. Assim, projetou-se no cinema. Os filmes da época incluem “O Rifle de 15 Tiros” (1958), “A Lei do Mais Valente” (1959) e “Ouro que o Destino Carrega” (1961), todos dirigidos por Gordon Douglas – e o último coestrelado pelo futuro 007 Roger Moore. Além de viver outros cowboys no cinema, ele também viveu o mesmo cowboy em outras séries. “Cheyenne” deu origem a um universo compartilhado de séries de cowboys da Warner, que incluíam “Bronco”, “Sugarfoot”, “Colt. 45”, “Lawman” e a popular “Maverick”. Body até apareceu num episódio de “Maverick” de 1960, mas a principal ligação das séries se deu por conta de uma personagem vivida por Diane Brewster, que após ser introduzida num capítulo de “Cheyenne” fez quatro aparições em “Maverick”. A série ficou no ar por sete temporadas, até 1963. Ou, mais exatamente, até o fim do contrato de Clint Walker. O ator queria ter saído da produção antes, já que tinha muitos convites para filmar e, durante um impasse na longa negociação com a Warner, chegou até a ser substituído provisoriamente por outro cowboy em sua própria série: Bronco, personagem que depois ganhou um spin-off. Ao sair de “Cheyenne”, ele também decidiu dar um tempo nos papéis de cowboys. Foi fazer uma comédia – que virou clássico – , “Não Me Mandem Flores” (1964), como coadjuvante de Rock Hudson e Doris Day. Estrelou o único filme dirigido pelo cantor Frank Sinatra, o drama de guerra “Os Bravos Morrem Lutando” (1965). Foi parar nas selvas da Índia na aventura “Maya” (1966). E, principalmente, se alistou na missão histórica de “Os 12 Condenados”, o clássico de 1967 que estabeleceu a fórmula dos filmes de anti-heróis, os malvados necessários, reunidos para atingir um objetivo capaz de redimi-los ou matá-los. Nada menos que o esquadrão suicida original. Muito copiado, o filme dirigido pelo mestre Robert Aldrich acompanhava um grupo de militares americanos presos por crimes de guerra, recrutados pelo major vivido por Lee Marvin para atingir um alvo importante atrás das linhas nazistas, durante a 2ª Guerra Mundial. As chances de sucesso eram pequenas, de retornar com vida menores ainda, mas se fossem capazes de realizar o feito, eles teriam as sentenças comutadas e ainda seriam considerados heróis. Ao lado de Clint Walker, toparam a proposta personagens vividos por Charles Bronson, Donald Sutherland, Jim Brown, Telly Savalas, o cantor Trini López e até o cineasta John Cassavetes. Foi um estouro de bilheteria, que ganhou continuações, imitações e até uma série nos anos 1980. Também foi o ponto alto da carreira de Walker, que ao tentar retomar os filmes de cowboy, pensando em reviver seus dias de glória, acabou enveredando por um punhado de produções B que esgotaram seus créditos como ator de cinema. No melhor deles, “O Grande Búfalo Branco” (1977), voltou a contracenar com Charles Bronson. A falta de novos sucessos o fez reaparecer na TV, numa profusão de participações especiais, inclusive como interesse amoroso de Lucille Balle no clássico sitcom “The Lucy Show”. Mas foi como seu velho personagem, Cheyenne Brody, que retomou a atenção do público. Cheyenne Brody reapareceu depois de 30 anos sumido, em plenos anos 1990, em duas oportunidades: num telefilme do personagem “The Gambler” (vivido pelo cantor Kenny Rogers), que reunia diversos cowboys clássicos da TV, e num episódio do revival da série “Kung Fu” de 1995. Esta foi também a última aparição de Clint Walker como ator. Depois disso, ele ainda trabalhou como dublador em “Pequenos Guerreiros” (1998), aventura infantil de Joe Dante, sobre um grupo de soldados de brinquedo criados com tecnologia de ponta que decidem levar sua missão a sério demais. Na produção, ele voltou a se juntar com alguns de seus co-protagonistas de “Os 12 Condenados”.

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    Meghan Markle comparece a primeiro evento público como duquesa de Sussex

    22 de maio de 2018 /

    Atriz Meghan Markle (série “Suits”) compareceu a seu primeiro evento público como duquesa de Sussex, nesta terça-feira (22/5), ao lado do marido, o príncipe Harry. O casal foi ao Palácio de Buckingham, em Londres, para uma festa de comemoração aos 70 anos do pai de Harry, o príncipe Charles. Harry e Meghan adiaram sua saída para a lua de mel para participar da festa, que é celebrada no jardim do Palácio. No evento, a atriz assumiu o visual conservador que acompanha sua cunhada desde o casamento com o príncipe William, com chapéu e vestido claros da grife britânica Goat, além do mesmo estilo de penteado com coque. Para completar, ainda usou meias brancas de lycra, apesar de ter sido um dia de calor em Londres. Vale apontar que a Chanel apostou na volta das meias brancas à moda em seu mais recente desfile em Paris. Por curiosidade, o simples fato de Meghan aparecer com a roupa da Goat fez o site oficial da grife entrar em colapso pelo excesso de visitas no Reino Unido. Até agora, o local da lua de mel dos recém-casados é desconhecido, com alguns veículos de imprensa apostando que eles podem viajar para Botswana, possivelmente para um campo de safari exclusivo que o casal visitou em agosto do ano passado, poucos meses antes de anunciar seu noivado.

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