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    Artistas desistem de Regina Duarte e buscam apoio do Congresso para salvar a Cultura nacional

    19 de maio de 2020 /

    A falta de propostas e projetos da secretaria especial da Cultura fez artistas desistirem de tentar contato com Regina Duarte. Em vez disso, estão agora conversando diretamente com congressistas para aprovar projetos, que possam ajudar a classe durante a crise sanitária do novo coronavírus. Com a participação de artistas e secretários estaduais e municipais de Cultura de todo o país, a Frente da Cultura na Câmara juntou quatro projetos que estavam no Congresso para formar a base de uma espécie de Lei Emergencial da Cultura. Entre as propostas estão auxílios para artistas, repasses para centros culturais e modificações nos prazos de prestação de contas, pagamento de tributos, além da concessão de crédito a juro zero e com prazo de até três anos para pagamento. Há ainda um plano para a descentralização dos recursos, ou seja, de repasse direto para as secretarias de Cultura de estados e municípios, de fundos que estão concentrados e perdidos na esfera federal, onde a incompetência planejada do governo Bolsonaro vem causando graves estragos – além de vetar incentivos, o presidente protela indicações e mantém congeladas verbas arrecadadas e separadas há mais de 500 dias para o setor. Segundo a relatora do projeto, a deputada federal Jandira Feghali (do PC do B carioca), a ideia é garantir que as regiões, que têm maior conhecimento sobre a realidade local, possam fazer melhor gestão desse dinheiro. Ela afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a medida se fez necessária diante da ausência absoluta de propostas do poder Executivo. “Se a gente esperar do governo federal não virá nada, o Congresso precisava tomar a iniciativa de socorrer o setor cultural”, disse a deputada. Artistas como os cantores Ivan Lins e Zélia Duncan, além da produtora Paula Lavigne e do ator Fábio Assunção, estão entre os que tratam do projeto com representantes do Congresso. A classe desistiu de Regina Duarte, após ela dizer que artistas tinha sido beneficiados pelo auxílio emergencial de R$ 600 do governo. Mas, na verdade, Bolsonaro vetou trecho da MP (medida provisória) em que os artistas haviam sido acrescentados como beneficiários. Para Jandira, há uma dificuldade do governo em particular e da classe política em geral em ver a arte como trabalho e seu impacto na economia. “A arte, desde que a gente nasce, faz parte da nossas vidas, faz parte de todas as dimensões da nossa vida, cognitivo, das relações humanas, do nosso desenvolvimento. Mas muitas vezes não olham a arte como ofício, como trabalho, como forma de viver”, lembrou Feghali. “Esse setor faz viver uma cadeia imensa e em torno dela uma série de cadeias como hotéis, bares e restaurantes”, completou. Segundo apurou Jandira Feghali, o Fundo Nacional de Cultura tinha um montante de cerca de R$ 2,9 bilhões aguardando direcionamento em 31 de dezembro de 2019. Vale lembrar que o Fundo Setorial do Audiovisual também contava com mais de R$ 700 milhões, de taxas cobradas do mercado em 2018 para distribuir para novos projetos – cujos editais ainda não foram lançados – , e esse valor deve ter mais que duplicado desde então. Cansados de esperar 500 dias por alguma satisfação do governo, um grupo de artistas fez um vídeo cobrando explicações da secretária especial da Cultura pela demora na liberação das verbas do ano passado, agravada pela ausência de medidas para conter a crise no setor cultural gerada pela pandemia do novo coronavírus. “Cadê Regina”, queriam saber. O Estúdio Sotaque do Mundo, do Rio de Janeiro, até musicou a cobrança. “Cadê o fundo?”, diz os primeiros versos da canção. “Procurei, tô querendo saber, procurei pelo seu parecer, mas você some”, segue a letra, que depois entoa “cadê Regina”. Como Regina Duarte apareceu para defender a ditadura, torturas e minimizar a pandemia de coronavírus, numa entrevista para a rede CNN Brasil que acabou com sua credibilidade diante do setor, ficou claro que os artistas precisavam esquecer da secretaria da Cultura e buscar aliados no poder legislativo. Os encontros com congressistas e secretários regionais de Cultura rendeu tudo o que o governo federal não deu ao setor, transformando os apelos em projeto de lei, de número 1.075, cuja tramitação teve regime de urgência aprovado na semana passada, podendo ser votado ainda nesta semana. Também falando à Folha, Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará e presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, lembrou que cerca de 900 projetos culturais se encontram parados devido à burocracia federal – propositalmente inoperante no governo Bolsonaro. Por conta disso, o Fórum fechou entendimento de que é absolutamente necessária a descentralização do dinheiro. “Conhecemos as realidades locais, podemos ver melhor os programas, existe legislações específicas também”, afirmou à Folha de S. Paulo.

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  • Etc,  Filme

    Gregory Tyree Boyce (1989 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    Gregory Tyree Boyce, que atuou no fenômeno “Crepúsculo” (2008), morreu aos 30 anos. Boyce e sua namorada Natalie Adepoju, de 27, foram encontrados mortos na quarta-feira (13/5) em seu condomínio em Las Vegas. A causa da morte ainda não foi divulgada. O falecimento foi comunicado pela mãe do ator, Lisa Wayne, que lhe prestou homenagem em sua conta do Facebook no domingo (17/5). No texto, em que chama o filho de seu grande apoio e “chef favorito”, ela revelou que Boyce pretendia lançar um restaurante de fast food com pratos batizados “em homenagem aos rappers da costa oeste”, incluindo Snoop Dog, Kendrick Lamar, Roddy Ricch e The Game. Ele se transformou em ator aos 18 anos, ao passar nos testes de elenco de “Crepúsculo”. No filme, viveu Crowley, o estudante da Forks High School que dirigia o carro que só não atropelou Bella Swan (Kristen Stewart) porque ela foi salva no último segundo pela superforça vampírica de Edward Cullen (Robert Pattinson). O acidente acabou aproximando o casal, o que rendeu todo o resto do enredo da franquia. Mas enquanto até atores de pouco destaque na produção, como Anna Kendrick, Christian Serratos e Justin Chon, aproveitaram a popularidade do fenômeno pop para iniciar carreiras duradouras, Boyce não teve o mesmo destino. Ele só voltou a filmar 10 anos depois, como figurante num clipe, e nunca mais apareceu diante das câmeras. Ao completar 30 anos em dezembro, Boyce escreveu no Instagram: “Ao longo dos anos, como todo mundo, cometi erros pelo caminho, mas hoje é um daqueles dias em que apenas reflito sobre os grandes. Que momento para estar vivo… Vamos fazer o resto desses anos da melhor maneira possível”.

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  • Etc,  Filme

    Geno Silva (1948 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    O ator Geno Silva, que interpretou o gângster Caveira em “Scarface” (1983), morreu no último dia 9 em sua casa, na cidade de Los Angeles, aos 72 anos, em decorrência de demência frontotemporal. O falecimento só foi informado pela família no domingo (17/5). Nascido em 20 de janeiro de 1948 em Albuquerque, Novo México, Silva teve uma carreira de quatro décadas, mas de pouca projeção, apesar de ter trabalhado três vezes com Steven Spielberg – em “1941: Uma Guerra Muito Louca” (1979), “Amistad” e “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (ambos de 1997). Seu papel mais lembrado é mesmo o de Caveira (Skull, em inglês), que ironicamente é um personagem sem diálogos, apesar da participação importante em “Scarface” – é o agourento que mata Tony Montana (Al Pacino) no fim do longa de Brian De Palma. Silva também participou de “Wanda Nevada” (1979), dirigido pelo ator Peter Fonda, “Bailes Mexicanos” (1981), de Luis Valdez, “Conspiração Tequila” (1988), com Mel Gibson, “Cidade dos Sonhos” (2001), de David Lynch, e “O Vingador” (2003), estrelado por Vin Diesel. Na televisão, ele participou regularmente da série dramática “Key West”, de 1993, e apareceu em episódios de “Chumbo Gosso” (Hill Street Blues) “Miami Vice”, “Chuck Norris: O Homem da Lei” (Walker, Texas Ranger) e “Star Trek: Enterprise”, entre outras. Sua carreira foi mais bem-sucedida nos palcos. Ele chegou a realizar uma turnê internacional com “O Mercador de Veneza”, ao lado de Philip Seymour Hoffman e John Ortiz nos anos 1990, além de ter se destacado em “Sueño”, escrita por Jose Rivera (“Diários de Motocicleta”). Casado, ele tinha uma filha e dois netos.

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  • Etc,  Série

    Ken Osmond (1943 – 2020)

    18 de maio de 2020 /

    Ken Osmond, que ficou famoso como astro infantil na série “Leave It to Beaver” (1957-1963), morreu nesta segunda-feira (18/5) aos 76 anos. A causa da morte não foi revelada. Ela já era um ator mirim “veterano”, com participações em filmes como “O Veleiro da Aventura” (1952) e “O Ocaso de uma Alma” (1955) quando foi contratado, aos 14 anos, para dar vida a Eddie Haskell, o travesso melhor amigo do irmão mais velho de Beaver, na série em preto e branco. Apesar de atuar desde que tinha 9 anos, nada que fez antes teve a projeção do programa sobre Theodore “The Beaver” Cleaver (interpretado por Jerry Mathers) e suas aventuras com a família e colegas da escola num bairro suburbano. A atração foi um sucesso enorme na TV americana, e até hoje influencia narrativas televisivas que seguem o ponto de vista infantil para refletir sobre situações vividas em família – como “The Goldbergs”, Young Sheldon”, etc. O detalhe é que “Leave It to Beaver” não acabou com o fim oficial da série em 1963. A atração foi retomada num telefilme de 1984, que estourou a audiência e rendeu um revival, “The New Leave It to Beaver” (1984–1989), além de um filme em 1997. Osmond apareceu em todas essas produções, repetindo seu papel de Eddie Haskell na TV e virando o pai do personagem no filme, lançado no Brasil como o título de “Sem Querer”. Além disso, ainda manteve Eddie ativo em participações especiais em outras produções, como as séries “Hi Honey, I’m Home” e “Parker Lewis”, nos anos 1990. Foram poucos, mas Osmond também interpretou outros papéis, aparecendo em séries clássicas como “Lassie”, “Caravana”, “Os Monstros” e “Happy Days”. Como esses trabalhos esporádicos, ele precisou buscar outra ocupação profissional a partir dos anos 1970. Para pagar as contas, passou em testes e virou um oficial da Polícia de Los Angeles, mas a mudança de carreira não durou muito. Em 1980, ele foi baleado enquanto perseguia um suspeito de roubar carros. O ferimento foi grave, a ponto dele ser colocado em licença médica e lhe render aposentadoria precoce em 1988. Depois da figuração em “Sem Querer”, seu nome só voltou à imprensa em 2007, quando ele e Jack Klugman (“The Odd Couple”) processaram o Sindicado dos Atores dos EUA (SAG, na sigla em inglês) por supostamente coletar royalties internacionais das séries que ambos estrelaram sem notificá-los. O processo terminou num acordo de compensação financeira em 2010.

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  • Etc

    Hackers atacam Globoplay

    17 de maio de 2020 /

    Um grupo de hackers atacou a plataforma Globoplay, surpreendendo os assinantes com uma mensagem, vinda do próprio aplicativo, informando que o serviço tinha sido hackeado. Enviada na noite de sábado (16/5), a mensagem avisava que os autores da invasão eram os hackers de um grupo chamado OurMine. A mensagem fez muitos assinantes temerem que os conteúdos exibidos pela Globoplay fossem apagados. “Seu hacker, não apaga ‘Senhora do Destino’. Preciso rever quando tiver filhos”, chegou a pedir um jovem no Twitter. Mas o grupo que assumiu o ataque não costuma realizar esse tipo de ação. O OurMine não apaga dados, não rouba documentos, nem tranca acesso a serviços. O objetivo do grupo é comercial. Eles invadem sistemas para vender seus próprios serviços de proteção. Uma espécie de teste de resistência, para demonstrar a vulnerabilidade de um cliente em potencial. Entre os alvos desses hackers, figuram os CEOs de empresas de tecnologia como Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter) e Sundar Pichai (Alphabet, do Google). Segundo informações da deep web, OurMine é um coletivo de cinco hackers baseados em Dubai, nos Emirados Árabes. Mas eles não se definem como hackers, preferindo ser chamados de especialistas em segurança, que vendem consultoria para consertar brechas de segurança que hackers malignos poderiam explorar. Por incrível que pareça, isso é muito comum no mundo da cibersegurança, a ponto de já haver denominações específicas para diferenciar hackers “do bem” e “do mal”. Os hackers “consultores” são chamados de “white hat” (chapéu branco), enquanto os invasores interessados em ações prejudiciais são “black hat” (chapéu preto). Trata-se de uma referência ao antigo clichê dos filmes de cowboy, que distinguia mocinhos e bandidos pela cor do chapéu. Portanto, apesar do susto, os assinantes do Globoplay não tem muito com o que se preocupar. A comunicação da invasão faz parte das táticas do OurMine, que se diferencia de outros grupos por encerrar a ação ao dar publicidade para seus feitos. Eles usam as contas nas redes sociais das próprias vítimas para avisá-las da invasão. E às vezes até ironizam. “Olá, somos o OurMine. Bem, até o Facebook pode ser hackeado, mas pelo menos a segurança deles é melhor que a do Twitter. Para melhorar a segurança de suas contas, contate-nos”, escreveram em fevereiro passado ao invadir a conta do Facebook no Twitter. No caso do Globoplay, o sistema comprometido foi a plataforma para envio de notificações, segundo informou a própria Globo no Twitter. “O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização”, disse a conta oficial da plataforma. Segundo a empresa, “nenhuma informação dos usuários, assinantes ou não, foi comprometida”, já que o “o sistema de push não se conecta com os bancos de dados dos nossos usuários nem a qualquer outro sistema”. A companhia confirmou ainda que os sistemas da Globo ou do Globoplay não foram invadidos. Apesar da informação oficial, usuários do Twitter criaram vários memes e deboches sobre a atuação dos hackers. Passado o susto, virou piada. O sistema de envio de push notifications do Globoplay, gerenciado por uma empresa parceira, foi alvo de uma ação de cibervandalismo na noite deste sábado, 16/5. Os invasores enviaram duas mensagens que direcionavam o usuário para o site da organização. — globoplay em 🏠 (@globoplay) May 17, 2020

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    Lynn Shelton (1965 – 2020)

    16 de maio de 2020 /

    A cineasta Lynn Shelton, conhecida por trabalhos no cinema indie americano e por ter assinado a recente minissérie “Little Fires Everywhere”, morreu na sexta-feira (15/5) em Los Angeles devido a complicações de um distúrbio sanguíneo. Ela tinha 54 anos. Um dos novos talentos emergentes do cinema independente americano dos anos 2000, a diretora se projetou com o “O Dia da Transa” (2009), premiado nos festivais de Sundance, Cannes, Deauville e vencedor do troféu John Cassavettes na principal premiação indie dos EUA, o Spirit Awards. O curioso é que ela só começou a carreira depois de ouvir a diretora francesa Claire Denis revelar, em 2003, que tinha 40 anos quando dirigiu seu primeiro longa-metragem. Na ocasião, Shelton tinha mais de 30 e percebeu que não estava velha para aprender a filmar. Ela escreveu e dirigiu oito longas-metragens ao longo de 14 anos, iniciando com “We Go Way Back”, drama adolescente que ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival Slamdance de 2006, seguido por “Bilhantismo Natural”, que lhe rendeu o prêmio “Alguém pra Prestar Ação” no Independent Spirit Awards em 2008. Em seguida, veio “O Dia da Transa” (Humpday), que fez sua carreira decolar. O filme também inaugurou sua parceria com o ator Mark Duplass, que voltaria em outras produções, e se tornou um divisor cultural sobre a representação da sexualidade masculina através de uma lente feminina. Seus filmes seguintes foram conquistando orçamento e público maiores. Duplass voltou em “A Irmã da sua Irmã” (2011), mas para contracenar com uma atriz famosa de Hollywood, Emily Blunt, enquanto “Encalhados” (Laggies, 2014) juntou Keira Knightley, Chloë Grace Moretz e Sam Rockwell. Entre os dois, ela ainda fez “Touchy Feely” (2013), com Rosemarie DeWitt, Ellen Page, Allison Janney e outros. A carreira indie foi colocada de lado por convites para dirigir séries de prestígio. Ela comandou, entre outros, episódios de “Mad Men”, “New Girl”, “Projeto Mindy”, “Fresh Off the Boat”, “The Good Place”, “Santa Clarita Diet”, “GLOW”, “Dickinson”, “The Morning Show” e metade da minissérie “Little Fires Everywhere” (Pequenos Incêndios por Toda Parte), encerrada há menos de um mês. No ano passado, lançou seu último filme, “Sword of Trust” (2019), estrelado por Marc Maron (de “GLOW”), no papel de um proprietário de loja de penhores que obtém uma espada capaz de provar que foi o Sul que venceu a Guerra Civil dos EUA. Ela também teve um papel no filme como a ex-namorada de Maron e iniciou um relacionamento com o ator fora das telas. Os dois estavam escrevendo um roteiro juntos para um próximo filme da Shelton no momento de sua morte.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Fred Willard (1933 – 2020)

    16 de maio de 2020 /

    O ator americano Fred Willard, que estrelava a série “Modern Family”, morreu na sexta (15/5), em Los Angeles, de causas naturais aos 86 anos. Sua morte aconteceu poucos meses após seu personagem morrer do mesmo modo na série. Ele vivia Frank Dunphy, o pai de Phil (Ty Burrell), e sua última participação em “Modern Family” foi ao ar em janeiro passado, na temporada final da sitcom. Geralmente escalado em papéis engraçados, Willard provocava sorrisos desde os anos 1960, quando apareceu na série clássica “Agente 86”. Sua vocação para o humor o levou a participar de filmes como “O Expresso de Chicago” (1976), que reuniu Gene Wilder e Richard Pryor, “Adivinhe Quem vem para Roubar” (1977), com Jane Fonda e George Segal, o cultuado “Isto é Spinal Tap” (1984), de Rob Reiner, e “Roxanne” (1987), com Steve Martin e Daryl Hannah. Ele também foi o chefe de Mike Myers em “Austin Powers” (1999), o pai de Alyson Hannigan em “American Pie: O Casamento” (2003), o apresentador do programa de competição canina de “O Melhor do Show” (2007) e o diretor do canal de TV dos dois filmes de “O Âncora” (de 2004 e 2013), estrelados por Will Ferrell. Apesar disso, Willard acabou se destacando mais por seus trabalhos na TV. Após um arco como presidente dos EUA em “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman” (1993–1997), ele também apareceu em mais de um episódio de “Irmã ao Quadrado”, “Ally McBeal”, “Roseanne”, “Louco por Você” (Mad About You), “Os Feiticeiros de Waverly Place”, “Chuck” e especialmente “Everybody Loves Raymond”, que lhe rendeu três indicações consecutivas ao Emmy como Melhor Ator Convidado – ele vivia o sogro conservador de Brad Garrett na série. Seu papel em “Modern Family” ainda lhe rendeu mais uma – a quarta e última – indicação ao Emmy, em 2010. Willard também teve uma vasta carreira como dublador, dando vozes a personagens das séries animadas “Hércules”, “A Lenda de Tarzan” e “Kim Possible”, da Disney, “O Rei do Pedaço”, da Fox, e “The Loud House”, da Nickelodeon, além de ser ouvido em filmes como “O Galinho Chicken Little” (2005), “A Casa Monstro” (2006), “Wall-E” (2008) e “Aviões 2: Heróis do Fogo ao Resgate” (2014), entre muitas outras produções. Seu último trabalho foi concluído no começo deste ano e ainda permanece inédito. Ele interpretou o pai de Steve Carell na série inédita “Space Force”, que estreia em 29 de maio na Netflix.

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    Governo cria crise na Cultura e Regina Duarte culpa a imprensa

    16 de maio de 2020 /

    A secretária especial da Cultura Regina Duarte atacou a imprensa com uma postagem nas redes sociais na manhã deste sábado (16/5), em que se disse vítima de uma “infodemia” de “matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosas”. Mas errou o alvo. Desde que foi nomeada para chefiar a secretaria da Cultura, Regina tem sido atacada, na verdade, pela ala ideológica do governo Bolsonaro. Após uma entrevista desastrosa à CNN Brasil, em que relativizou tortura, ditadura, mortes por coronavírus e ainda cantarolou música ufanista da época da pior repressão, também passou a receber críticas e repúdio da classe artística. Mas enquanto acusa a imprensa de ser responsável pelos males que a afligem, o verdadeiro ataque se manifesta por meio de atos do governo que a ex-atriz insiste em defender. Uma decisão publicada no Diário Oficial de sexta (15/5) e assinada pelo ministro Walter Braga Netto, da Casa Civil, exonerou o secretário adjunto da pasta, Pedro Horta, número dois de sua secretaria. Horta tinha sido nomeado pro Regina no final de abril e ficou poucas semanas no cargo. Antes do governo Bolsonaro, ele era o responsável pelo departamento comercial da Ceagesp, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, e já foi secretário parlamentar e advogado de Celso Russomanno, político e professor de direito constitucional. A decisão foi comemorada pela militância bolsonarista nas redes sociais. Grupos ligados ao ideólogo Olavo de Carvalho estão promovendo uma campanha de fritura de Regina Duarte e pedindo sua demissão, pois acreditam que ela estaria levando “infiltrados da esquerda” para dentro do governo do “Brasil uber alles” de seu líder, Jair Bolsonaro. A extremista Geralda Gonçalves (conhecida como Geigê) publicou uma mensagem em tom provocativo sobre a nova queda: “Bom dia! Menos um traíra #ReginaPedePraSair”, escreveu. Anteriormente, Regina também não tinha conseguido nomear seu favorito ao posto de número dois da secretaria, o gestor público e produtor Humberto Braga, que foi igualmente alvo de uma campanha nas redes sociais com acusações de ser um “esquerdista” tentando se infiltrar no governo. Para completar, há três semanas, Bolsonaro mandou demitir o pesquisador Aquiles Brayner, indicado por Regina para a diretoria do Departamento de Livro, Literatura e Bibliotecas. Ele caiu apenas três dias após sua nomeação, novamente sob pressão de perfis radicais nas redes sociais. Enquanto isso, a paralisação da Cultura segue firme, completando 500 dias de desmontagem do setor, sem que as principais verbas de fomento tenham sido liberadas. Mas, para Regina Duarte, a culpa dos problemas que a Cultura enfrenta é da imprensa. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Para VOCÊS , meus queridos. BOM DIA!💐💓💞💞💞❤️🥰 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 16 de Mai, 2020 às 6:39 PDT

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    Milton Gonçalves tem alta após três meses em hospital

    15 de maio de 2020 /

    O veterano ator Milton Gonçalves, de 86 anos, recebeu alta do Hospital Samaritano Barra, do Rio, na quinta-feira (14/5), após passar cerca de três meses na unidade. Ele foi internado no começo de fevereiro, depois de sofrer um acidente vascular cerebral isquêmico, ocasião em que passou por uma cirurgia e foi transferido para a unidade neurointensiva. Três dias depois, segundo boletim, Milton foi ligado a aparelhos para respirar. No dia 2 de março, o ator passou para a unidade semi-intensiva, apresentando “evolução positiva ao tratamento”, segundo o boletim médico.

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    Bruce Willis veste uniforme de Armageddon na quarentena

    15 de maio de 2020 /

    O ator Bruce Willis resolveu usar o seu “figurino de salvar o mundo” durante a quarentena. A filha do ator, Rumer Willis, postou a foto do pai usando o macacão laranja que guardou do set de “Armageddon” (1998), filme em que ele tenta impedir um asteroide de se chocar com a Terra. Willis tirou o uniforme espacial do armário para entreter a família, que está passando junta o isolamento preventivo contra a pandemia do novo coronavírus. Ele já se mostra pronto no caso de precisarem de alguém para impedir o apocalipse. Dirigido por Michael Bay (“Transformers”), “Armageddon” trazia Willis como Harry S. Stamper, líder de uma equipe de trabalhadores da indústria do petróleo recrutada para ir ao espaço, furar o asteroide em rota de extinção e enterrar uma bomba em seu centro, com o objetivo de explodi-lo em mil pedaços antes de atingir o planeta. O filme faturou mais de US$ 550 milhões nas bilheterias mundiais e também incluía Billy Bob Thornton, Ben Affleck, Liv Tyler, Steve Buscemi, Owen Wilson, Will Patton e Michael Clarke Duncan em seu elenco, mas seu maior legado foi a música do Aerosmith, “I Don’t Want to Miss a Thing”, indicada ao Oscar. Willis está em quarentena com sua atual mulher, Emma Heming, a ex-Demi Moore, e suas cinco filhas: Rumer (31 anos), Scout (28) e Talllah (26), do casamento com Moore; e Mabel (8) e Evelyn (6), da relação com Heming. A segunda mulher e as filhas pequenas juntaram-se apenas recentemente aos demais, após passarem os primeiros dias impedidas de viajar para o rancho de Demi, onde estão todos juntos, devido à restrições sanitárias. Essa “família moderna” tem feito vários posts nas redes sociais mostrando a harmonia com que convivem juntos. Ver essa foto no Instagram He said this is “His saving the 🌎 outfit” (Actual one from Armageddon ☄️) #thismanisadamnledgend Uma publicação compartilhada por Rumer Willis (@rumerwillis) em 14 de Mai, 2020 às 5:05 PDT

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    Ex-estrela mirim de Carrossel ensina ao Ministro da Educação que o Enem precisa ser adiado

    14 de maio de 2020 /

    Atriz Fernanda Concon, mais lembrada pelo papel de Alicia Gusman na novela infantil e nos filmes de “Carrossel”, deu uma lição a Abraham Weintraub em vídeo publicado nas redes sociais. Hoje com 17 anos, ela mostrou ter muito mais conhecimento sobre a situação do ensino brasileiro que o próprio ministro da Educação, que insiste em manter a data do ENEM inalterada, em plena crise sanitária do novo coronavírus, sem levar em consideração a dificuldade dos estudantes mais pobres para estudar em casa. Em seu vídeo, Fernanda afirma que o ministro Weintraub nunca ouviu que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, segundo o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e questionou o mito da meritocracia no Brasil. “Por aqui, 13,5 milhões de pessoas vivem em extrema pobreza, ou seja, com até R$ 145 por mês”, começou a atriz, que logo emendou uma ironia: “já que o ministério dele gosta de falar ‘estude!’, eu vim aqui falar pra vocês que eu pesquisei. Uma matéria de 2017 mostra que o plano de internet, naquela época, custava pelo menos R$ 40. Uma pessoa que vive com até R$ 145, você está dizendo que ela tem que gastar 30% do que ela ganha por mês em internet”, comparou a atriz, referindo-se ao fato de o governo acreditar que todos os alunos matriculados estão estudando pela internet. Então, ela demonstrou como a defesa de uma suposta meritocracia, bandeira do Ministro, serve apenas para disfarçar preconceito e perpetuar desigualdades históricas, podendo, inclusive, piorar situações já insustentáveis. “Em entrevista à Jovem Pan, Weintraub diz que o objetivo do Enem é ‘selecionar as pessoas mais qualificadas e mais inteligentes’. Qualificadas você quer dizer ‘dinheiro’, né? O discurso da meritocracia no Brasil não nasceu ontem, e tem muita gente que acredita ainda nesse conto de fadas da meritocracia”. “Eu gostaria de reiterar aqui pra vocês que nós somos a 7ª nação mais desigual do mundo. E pra quem não entende muito de meritocracia eu vou dar uma explicada rápida: pega uma arena, divide as pessoas em dois grupos porque elas vão competir entre elas, ok? Pra um grupo você dá AK-47, metralhadora, todo tipo de proteção para uma batalha, e pro outro grupo você vai dar aquelas faquinhas de cortar legume. Aí você botou esses dois grupos para competir. Quem você acha que vai ganhar?”, disse. Como o país segue sem aulas, devido à pandemia do coronavírus, manter a data do Enem para novembro significa apenas reforçar a desigualdade de condições que existe entre estudantes sem recursos e aqueles com laptop e local adequado para estudar em casa. Fernanda não é politica, mas, além de atriz, também é estudante. Ver essa foto no Instagram Exame Nacional do Ensino Médio ou Exame de Privilégios do Ensino Médio ? #ADIAENEM Uma publicação compartilhada por Fernanda Concon (@fernandaconcon) em 10 de Mai, 2020 às 3:21 PDT

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    Channing Tatum fura quarentena e é obrigado a fazer teste de covid-19 para ver a filha

    14 de maio de 2020 /

    O ator Channing Tatum precisou fazer um teste para o novo coronavírus para poder encontrar a filha Everly (de 6 anos), após furar a quarentena e comemorar seu aniversário com um grupo de amigos. De acordo com o site TMZ, Tatum festejou os 40 anos de idade no último dia 26 de abril com um grupo de amigos, que recebeu em seu rancho. Sua ex-mulher, a também atriz Jenna Dewan, ficou sabendo da história e o impediu de ter contato com a filha até provar, por meio de teste, que não tinha se contaminado. Tatum e Dewan dividem a guarda de Everly desde a separação, em 2018. Além de Everly, a atriz também é mão de um novo bebê, nascido em março, do noivado com o ator Steve Kazee. Ainda segundo o TMZ, o ator entendeu e atendeu a exigência, sem que houvesse briga entre os dois. Após fazer o teste, ele esperou alguns dias pelo resultado, que foi negativo, e o casal concordou que Tatum poderia ficar com Everly um pouco mais do que o habitual para compensar o tempo perdido.

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    Brasil vira Titanic em vídeo que resume a evolução da pandemia no país

    14 de maio de 2020 /

    O curtametragista e editor Henrique Santilli Acquaviva resolveu exercer seu talento de forma crítica, ao editar um vídeo com cenas do filme “Titanic”, incluindo uma legendagem adaptada para a situação atual do Brasil. Batizada de “Pandemic – A História de um País que Naufragou”, a versão Titanic do Brasil mostra em cinco minutos como a crise sanitária do novo coronavírus se alastrou de forma caótica pelo país, com direito a vários personagens da vida real, como Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e até Luciano Hang (o Véio da Havan) e Regina Duarte, em versões hollywoodianas. Enquanto o barco afunda, as legendas destacam todos os passos do desastre, do Carnaval à falta de governo em Brasília. O final é trágico, com a heroína (Kate Winslett) lembrando que votou em Haddad no segundo turno. Publicado nas redes sociais na segunda-feira (11/5), o vídeo já foi visto 61 mil vezes no Instagram e rendido muitos elogios nas páginas do autor. Confira abaixo a versão do Facebook.

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