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    Fabiana Carla e Leandro Hassum reclamam de piada gordofóbica do Porta dos Fundos

    9 de junho de 2020 /

    Um vídeo produzido pelo canal de humor Porta dos Fundos, supostamente para divertir, acabou sendo criticado por gordofobia. Intitulado “Teste de Covid”, o vídeo ridiculariza um homem gordo e insinua que ele não pegou o novo coronavírus por ter um “corpo podre”. Vários ativistas mostraram indignação com o esquete, entre eles a atriz e apresentadora Fabiana Carla e o humorista Leandro Hassum. A apresentadora do “Se Joga” publicou um post com vídeo no Instagram, em que diz que o conteúdo é um desserviço em tempos tão delicados. “Eu fico perplexa com a ignorância de ainda associarem um corpo gordo a doença e a desleixo. Aí você me fala ‘ Obesidade é doença’ e eu te digo ‘É!’. Mas que tipo de pessoa, então, ri de doente? Com problemas cardíacos, câncer… É isso que chamam de arte? Eu nunca fiz apologia à gordura e nunca farei. Eu sou adepta do movimento corpo livre, body positive e do bem estar e da saúde”, reclamou. “É irresponsável. Essas pessoas que escrevem piadas gordofóbicas são as mesmas que falam em empatia na internet e sobem hashtags nas redes sociais, mas escorregam em algo que pode afetar seriamente o psicológico de muita gente”, concluiu Fabiana, que pediu desculpas aos colegas do Porta dos Fundos pela crítica pública. Mesmo assim, ela disse que não poderia se calar porque eles não pensaram nela ou outras pessoas com obesidade quando produziram o vídeo gordofóbico. E ainda apelou: “Retirem o vídeo! Já causaram dor através de milhares de compartilhamentos. Mas ainda dá tempo de exercitar a empatia que vocês tanto pregam na internet. E a todos os atingidos pelo vídeo, não se esqueçam, vocês são maravilhosos. Esqueçam isso e entrem todos pela porta da frente, porque vocês são protagonistas”, finaliza. Leandro Hassum também usou seu Instagram para reclamar. Ele compartilhou uma montagem de seu corpo antes e depois de emagrecer e disse que quem é obeso merece respeito. “Esse corpo da esquerda nunca foi podre. Nem o outro. Possuo, assim como muitos brasileiros, uma doença crônica chamada obesidade e me trato. Não é fácil. Você que também sofre dessa doença merece respeito”, desabafou. Atendendo a pedidos, o vídeo saiu do portal durante a segunda-feira (8/6), mas acabou replicado em outras páginas do YouTube. Ver essa foto no Instagram Esse post é um desabafo! É muito difícil se posicionar e eu sempre acreditei que o bullying nunca me atingiu, mas com o passar do tempo, eu fui entender que isso não significa que ele não existiu por perto….E agora ele se apresenta pra mim disfarçado de ARTE. Eu defendo tantas causas, sou parceira de tanta gente, então nessa hora, no meu lugar de fala, eu não posso calar. Chega de empatia seletiva. Todos somos pessoas e merecemos RESPEITO.Desta vez não dá pra só SER, precisei falar, agir, desabafar, mas não é um ataque, é realmente um desabafo. Estou à disposição pra aprendermos juntos, mas preciso estar a serviço e como esse é meu lugar de fala, aqui estou eu. #naoagordofobia Uma publicação compartilhada por Fabiana Karla ✨ (@fabianakarlareal) em 7 de Jun, 2020 às 6:08 PDT Ver essa foto no Instagram Esse corpo da esquerda nunca foi podre. Nem o outro. Possuo ,assim como muitos Brasileiros uma doença crônica chamada Obesidade e me trato. Não é fácil. Vc que tb sofre dessa doença merece respeito. Estou sempre do lado da boa piada, até piada de gordo. Fiz muitas e ainda faço. Porém chamar um gordo de “corpo podre” nesse momento ,que se fala em igualdade e espalhar o bem é um desserviço.Poderia colocar aqui vários ##### mas não farei. Só gostaria de dizer que uma piada não pode ficar acima de um balde de lágrimas. Só se forem lágrimas de alegria. Um abraço respeitoso e carinhoso para meus colegas que reconheço o talento e qualidade mas…erraram na mão. De coração amo vcs mesmo… morro de rir. Vocês merecem todo sucesso que tem. São batalhadores ,inteligentes e atuais. Por isso me espantou um piada tão velha. ❤️❤️❤️ Uma publicação compartilhada por Leandro Hassum (@leandrohassum) em 8 de Jun, 2020 às 9:04 PDT

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  • Etc

    Daniel Radcliffe briga com J.K. Rowling por comentário transfóbico

    8 de junho de 2020 /

    A escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter”, causou repúdio na comunidade LGBTQIA+ após comentários considerados transfóbicos no Twitter, no momento em que protestos contra a discriminação acontecem em todo o mundo. E agora o próprio Harry Potter, ou melhor, Daniel Radcliffe, intérprete do personagem no cinema, manifestou-se contra ela. As mensagens da autora foram reação a um artigo no site de desenvolvimento global Devex. Ela ficou ressentida com o título “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”. “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”, escreveu Rowling na noite de sábado (6/5). Críticos apontaram que as visões de Rowling igualavam feminilidade à menstruação – sendo que há muitos homens transsexuais que menstruam. “Mulheres transgêneros são mulheres”, escreveu Radcliffe em um ensaio publicado no site do Trevor Project, uma organização sem fins lucrativos dedicada à intervenção em crises e prevenção de suicídio para pessoas LGBTQIA+. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais conhecimento sobre esse assunto do que Jo ou eu.” Ele comentou que, embora a mídia possa transformar sua afirmação numa “briga entre JK Rowling e eu”, “como alguém que foi homenageado por trabalhar com e continua contribuindo para o Projeto Trevor na última década, e, como ser humano, sinto-me compelido a dizer algo neste momento”. O ator de 30 anos citou que 78% dos jovens trans e não-binários relataram ter sido discriminados devido à sua identidade de gênero. “Está claro que precisamos fazer mais para apoiar pessoas trans e não-binárias, não invalidar suas identidades e não causar mais danos”, conclui Radcliffe. Não é a primeira vez que Rowling é acusada de transfobia. Em dezembro, ela defendeu uma mulher que foi demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico, posicionando-se contra uma legislação que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Diante da segunda polêmica consecutiva, fãs de Harry Potter também reviveram um antigo debate sobre a representação LGBTQIA+ e de minoria étnicas nos livros da autora, lembrando que a personagem Cho Chang é a única personagem não branca na saga literária. Katie Leung, que interpretou Cho Chang nos filmes, também acabou se pronunciando sobre o assunto. Sem citar o nome da escritora, a atriz escreveu: “Então vocês querem as minhas opiniões sobre a Cho Chang? Ok, aí vai” e anexou vários links de petições e doações para projetos de ajuda a transexuais negras.

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  • Etc

    MTV Movie & TV Awards de 2020 é adiado por tempo indeterminado

    8 de junho de 2020 /

    A MTV decidiu adiar a edição deste ano do MTV Movie & TV Awards por tempo indeterminado, devido à pandemia de coronavírus. A emissora também descartou realizar o evento de forma virtual, preferindo esperar para reunir artistas e público diante de suas câmeras. Embora a MTV não tenha revelado uma data ou plano relativo ao Movie & TV Awards, o evento do ano passado foi gravado em Los Angeles em 15 de junho e transmitido em 17 de junho no canal. Durante a maior parte de sua existência, a premiação de filmes era conhecida como MTV Movie Awards e aproveitava o início da primavera nas bilheterias do verão. Em 2017, o nome foi alterado para MTV Movie & TV Awards e passou a incluir categorias de séries. Em 2018, a MTV mudou o programa para junho, a fim de capitalizar a temporada de campanhas do Emmy e os primeiros blockbusters do verão norte-americano. No ano passado, as indicações foram anunciadas em 14 de maio e os vencedores incluíram “Vingadores: Ultimato” como Melhor Filme e “Game of Thrones” como Melhor Série.

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  • Etc,  Filme

    Criador de Percy Jackson detona adaptações da Fox

    8 de junho de 2020 /

    Apesar de ter cedido os direitos de “Percy Jackson” para uma série da Disney+ (Disney Plus), o autor Rick Riordan revelou odiar as adaptações cinematográficas de seus romances populares, feitas pela Fox, escrevendo que eles são como o “trabalho de uma vida passando por um moedor de carne”. Riordan fez o comentário para fãs que também compartilharam sua insatisfação com os filmes de “Percy Jackson” no Twitter. “Eu não sei, mas claramente é um erro”, escreveu Riordan depois que um fã apontou que uma cena foi alterada em relação ao filme original ao ser transmitido pela Disney+ (Disney Plus). “Eles deveriam censurar a coisa toda. Apenas duas horas de tela em branco. Outro fã reagiu ao tuíte de Riordan, escrevendo: “É refrescante que o tio Rick odeie os filmes de PJo ainda mais do que nós”. Foi quando Riordan acrescentou que os filmes são apenas “algumas horas de entretenimento” para o público, mas para ele, “é o trabalho da minha vida passando por um moedor de carne, quando implorei para que não fizessem isso”. Ao longo da conversa, Riordan admitiu que nunca viu os filmes, mas não culpa os atores por eventuais problemas. “Ainda não vi os filmes e não pretendo fazê-lo”, ele tuítou. “Eu os julgo por ter lido os roteiros, porque me preocupo mais com a história. Eu certamente não tenho nada contra os atores muito talentosos. Não é culpa deles. Lamento que tenham sido arrastados para essa bagunça”, comentou. As estrelas do filme original ainda não comentaram os tuítes de Riordan, mas Logan Lerman, que interpretou Percy Jackson no cinema, demonstrou recentemente apoiar a adaptação dos livros de Riordan numa série, após o anúncio da produção para a plataforma de streaming da Disney. Mas seu comentário também pode ser interpretado como uma crítica aos filmes. “Animado para ver isso! Espero que a adaptação consiga ser aquilo os livros merecem”, ele escreveu. A data de estréia da série ainda não foi anunciada. I don't know, but clearly it's a mistake. They should censor the entire thing. Just two hours of blank screen. https://t.co/nPq9TPg9Sd — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020 Well, to you guys, it's a couple hours entertainment. To me, it's my life's work going through a meat grinder when I pleaded with them not to do it. So yeah. But it's fine. All fine. We're gonna fix it soon . . . 😀 https://t.co/YFuk55kGJU — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020 Finally, I still have not seen the movies, and don't plan on ever doing so. I judge them from having read the scripts, because I care most about the story. I certainly have nothing against the very talented actors. Not their fault. I'm just sorry they got dragged into that mess. — Rick Riordan (@rickriordan) June 8, 2020

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    Desgoverno: Verbas de até US$ 1,5 bilhão do setor audiovisual teriam sumido

    8 de junho de 2020 /

    A falta de transparência do desgoverno atual não se limita aos dados sobre a covid-19. Na última sexta-feira (5/6), a Ancine (Agência Nacional do Cinema) disponibilizou números enigmáticos sobre o FSA, o fundo do setor audiovisual brasileiro. Seis meses depois de anunciar um montante de R$ 703,7 milhões, relativo à taxas cobradas em 2018, disponível para produções de filmes, séries e games nacionais em 2019, e após adiar a liberação dessa verba ao infinito, a Ancine dá a entender que esse dinheiro simplesmente não existe – ou sumiu. Em um relatório que só fará sentido após passar por uma bancada de auditores especializados (leia a nota pública aqui), a Ancine revelou que o FSA, que deveria ter cerca de R$ 1,5 bilhão (sem contabilizar juros), apresenta saldo negativo, sendo na verdade um fundo deficitário. Onde está o dinheiro? É o que quer saber o TCU (Tribunal de Contas da União). Esse relatório abracadabra, complexo para um olhar leigo, já é resultado de um questionamento da Justiça, que busca a explicação sempre cobrada pela Pipoca Moderna sobre o motivo de a Ancine não lançar edital algum para o setor audiovisual desde que Bolsonaro assumiu o desgoverno federal. A Ancine parece sugerir sob seus números opacos que a fortuna foi corroída, talvez por má gestão financeira da diretoria anterior, talvez por desmandos do desgoverno atual e talvez ainda por outros “detalhes” burocráticos, incluindo pedaladas fiscais – elas mesmas, as famosas. Entretanto, há apenas seis meses a atual diretoria anunciou que o valor existia, dando publicidade até a seus centavos. E tem o detalhe: os tais R$ 703,7 milhões já eram menores que o montante previsto e se referem à arrecadação de 2018, disponível para fomentos do ano passado – que não aconteceram. A taxa Condecine ainda continuou a ser cobrada durante todo o ano de 2019 e deveria ter gerado montante igual ou superior para o fomento do audiovisual em 2020. É o que apontam as planilhas. O próprio site da Ancine apresenta as planilhas do FSA, que comprovam arrecadação de 1,1 bilhão em 2018 e mais 1,2 bilhão em 2019. Elas demonstram que, deste total, R$ 724 milhões deveriam ter sido destinados para fomento do audiovisual em dezembro de 2018. E em dezembro de 2019, a previsão era outro montante igual. Ou seja, praticamente 1,5 bilhão para a produção de novos filmes, séries e videogames brasileiros. Mas nenhum edital foi publicado para receber esses valores. Até Bolsonaro, o fundo era sempre liberado no máximo nos primeiros meses de cada ano. Mas as últimas reuniões do comitê gestor do Fundo a lançar novos editais aconteceram em 2018, durante o governo Temer – e diziam respeito à aplicação de valores arrecadados em 2017. Para complicar ainda mais, o pior presidente da História do Brasil ainda fez questão de vetar a renovação da Lei do Audiovisual no ano passado, impedindo que as produtoras conseguissem viabilizar projetos junto à iniciativa privada, via incentivo fiscal, de forma a concentrar toda a possibilidade de fomento no FSA. Este fundo que, agora se descobre, é na verdade sem fundo. Desde que Bolsonaro assumiu, a estratégia para o setor tem sido a paralisação. Sem pressa para nomear diretores na Ancine, destituindo secretários de Cultura a cada quatro meses e mantendo – como mantém atualmente – a coordenação cultural acéfala em seu desgoverno, Bolsonaro tem impedido que o comitê gestor do FSA faça reuniões. Com isso, o valor do fundo era mantido longe do conhecimento público. Mas a brincadeira de esconde-esconde acabou. O TCU cobrou e a Ancine tem agora a obrigação de mostrar onde foi parar cada centavo que estava sob sua guarda. Segundo o esboço de justificativa, apresentado na sexta, a entidade teria assumido compromissos financeiros no valor de R$ 944 milhões, mas só teria, em caixa, R$ 738 milhões. Isso significa que a agência não tem dinheiro nem para pagar todos os projetos contemplados nos editais de 2018 – os últimos que foram lançados – e, muito menos, para lançar novas chamadas. Uma das explicações para a falta de dinheiro, pelo que se pode visualizar na versão da Ancine, seria um erro contábil no pacote de editais de 2018, chamado #AudiovisualGeraFuturo, que somou cerca de R$ 1,2 bilhão, quase o dobro dos R$ 748 milhões previstos para o período. Há, nesse conjunto, projetos que foram contratados, mas há também editais não lançados e outros que tiveram resultados divulgados, mas não teriam sido contemplados. A página da Secretaria da Cultura sobre os editais foi derrubada – ao seguir o link que diz “Confira aqui os editais”, o resultado é “Oops! Essa página não pode ser encontrada”. A gravidade dos fatos se manifesta numa pantomima, em que a atual diretoria ensaia culpar, sem muita convicção, senão a diretoria anterior, o próprio desgoverno pelo endividamento. Mas levou um ano e meio para fazer qualquer acusação ou mesmo denunciar o rombo. E só se pronunciou após o TCU cobrar explicações. O atual presidente da Ancine, Alex Braga, já era diretor da agência no governo Temer – desde 2017. E estava na entidade desde 2003, tendo atuado na maior parte deste tempo como procurador, com a função, justamente, de zelar pela otimização dos recursos públicos utilizados na Ancine. E ele não manifestou contrariedade quando os supostos editais onerosos foram votados e aprovados em 2018. Portanto, culpar a gestão anterior não lhe tira responsabilidade sobre a fonte dos problemas na administração do FSA. Em busca de pistas sobre o paradeiro do dinheiro, chama especial atenção a forma como links sobre editais e respectivas prestações de conta do desgoverno tendem a apontar para páginas inexistentes. Uma das omissões mais facilmente localizáveis reflete a época em que Bolsonaro protestou contra um edital de projetos de séries de temática LGBTQIA+, dizendo que não aprovaria seu conteúdo. Uma live ofensiva, desinformada e homofóbica do presidente inspirou o então ministro da Cidadania Osmar Terra a derrubar o edital. Só que ele não teria poderes para isso, o que gerou uma crise jurídica e levou o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) a entrar com uma ação por improbidade administrativa na Justiça. Pra resumir a história, o preconceito foi acomodado de forma a não contemplar as séries mencionadas nominalmente por Bolsonaro em sua live, mas supostamente premiando outras produções. Só que o relatório das verbas destinadas aos “80 projetos selecionados” desse imbróglio conduz a uma endereço do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) – agente financeiro do FSA – que informa que a página não existe. Será que a prestação de contas está em outro link ou apenas em documentos oficiais? Cabe ao TCU verificar. Neste período nebuloso, Bolsonaro também começou a falar em “filtros” – critérios de censura – para o fomento cultural e alimentou o caos na Ancine. Após demitir por decreto o diretor-presidente Christian de Castro Oliveira, que já estava enrolado em investigação da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, manteve o órgão paralisado por cinco meses com apenas um diretor, Alex Braga, respondendo por toda a diretoria-colegiada. O desgoverno protelou o quanto pôde para nomear mais dois diretores evangélicos sem representatividade no mercado, visando preencher outras duas cadeiras no comando da entidade, suficientes para seu funcionamento mínimo. Essa estrutura precária foi piorada com a falta de nomeação de um Secretário do Audiovisual, iniciativa que caberia ao Secretário da Cultura, cargo que se tornou rotativo e ausente no desgoverno. O Secretário do Audiovisual é um dos membros do comitê gestor do FSA, junto do Secretário da Cultura. A atual composição do Comitê Gestor, com mandato de dois anos, foi estabelecida pela Portaria nº 2.068, de 23 de outubro de 2019, e além dos secretários citados inclui o Ministro da Cidadania, como titular, e seu substituto legal, como suplente, entre outros membros. Só que, depois da publicação dessa portaria, Bolsonaro tirou a pasta da Cultura do ministério da Cidadania, jogando-a no Turismo. Isso representou outra pedra burocrática no meio do caminho da materialização do comitê. A prática de paralisar o setor com burocracia está mais que manifestada pelo governo. Porém, não se sabia, até sexta passada, que isso também ajudava a encobrir um rombo financeiro. A burocracia, claro, é um dos motivos alegados pelo relatório dos números mágicos para o sumiço bilionário. O abracadabra seria fruto da remuneração supostamente excessiva dos bancos que operam o FSA e das regras do desgoverno relativas às aplicações, que exigem que os juros dos investimentos do FSA sejam devolvidos ao Tesouro Nacional, e lá precisem passar por outra etapa de autorização e liberação para poderem ser usados pelo fundo. Em outras palavras, haveria represamento dos valores em outra ponta do sistema, aparentemente dentro do ministério da Economia. Aos trancos e barrancos, a Ancine ainda teria liberado cerca de R$ 500 milhões para projetos de editais de 2018, ao longo do ano passado. De janeiro a abril de 2020, porém, os valores limitaram-se a menos de R$ 60 milhões, o que gerou processos de produtores lesados para que fossem liberadas as verbas aprovadas há dois anos. Mesmo assim, nenhum novo edital foi lançado. Em seu ofício ao TCU, a Ancine alega que já havia previsão para esse estouro em seu orçamento de 2018 e que ele seria compensado pela “utilização de rendimentos das aplicações no montante de R$ 348 milhões, incluindo-os nos investimentos do FSA para aquele ano”. Mas aponta que, em momento posterior, esse dinheiro saiu de suas mãos, porque “houve a determinação de que estas receitas sejam recolhidas ao Tesouro Nacional”. Culpar o desgoverno – ou o próprio TCU, que chegou a intervir nas contas da Ancine em 2019 – por orientações que renderam prejuízo financeiro explicaria o rombo das verbas de 2018. Mas não justifica o sumiço do dinheiro de 2019 e 2020, que, segundo se deduz pelo relatório da agência, só teria servido para pagar juros e taxas bancárias. A se acreditar nisso, o investimento que rendeu, segundo o mesmo relatório, estimados R$ 615 milhões em 2018, resultou em prejuízo de mais de US$ 1,5 bilhão após a eleição de Bolsonaro. Se isso tudo não pagou apenas juros e taxas, então, pode ter havido pedaladas fiscais, palavra que remete à desculpa usada pelo Congresso para realizar o impeachment de Dilma Rousseff, e que significa usar orçamento futuro para pagar dívidas do passado – geralmente para cobrir rombos, como o caso. É exatamente o que sugere esta conclusão do ofício da Ancine: “Segundo diagnóstico realizado, a totalidade dos recursos para pagamento de agentes financeiros se encontra comprometida com obrigações anteriores. Mesmo se consideradas as disponibilidades financeiras para 2019 e 2020, o valor seria insuficiente para a contratação do total de investimentos em projetos anunciados [em 2018], restando ainda um saldo negativo de R$ 3,6 milhões”. Traduzindo: em vez de ter US$ 1,5 bilhão para fomentar novos projetos, a Ancine deve R$ 3,6 milhões a “agentes financeiros” – quais sejam: o BRDE e o BNDES – devido a “obrigações anteriores” – quais sejam? Qualquer conclusão sobre erro contábil, mal-entendido, gestão temerária, improbidade administrativa, crime fiscal ou ação penal caberá ao TCU, que também deverá proceder a busca pelo montante não contabilizado e determinar a responsabilização por eventuais desmandos, após o destrinchamento dos números e os meandros kafkianos do desgoverno de Bolsonaro.

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  • Etc,  Série

    Multinacional chinesa processa Marvel pelo nome da série WandaVision

    7 de junho de 2020 /

    A multinacional chinesa Wanda Group resolveu processar a Marvel e a Disney pelo uso do nome “WandaVision”, escolhido para batizar uma série baseada nos personagens dos Vingadores na plataforma Disney+ (Disney Plus). A empresa, que possui a maior cadeia de cinemas do mundo — criada a partir da aquisição da gigante americana AMC Theaters, por US$ 2,6 bilhões em 2012 – , afirma ter marca registrada do nome Wanda e a utiliza em diferentes campos do entretenimento, incluindo bonecos, jogos de tabuleiro, enfeites de festa, etc. Wanda é o nome da Feiticeira Escarlate, personagem vivida por Elizabeth Olsen nos filmes da Marvel, que vai estrelar a nova atração junto com o Visão (Paul Bettany). Por enquanto, a Marvel não mudou o título e nem alterou a data de estreia da série, mesmo em meio à pandemia de coronavírus. “WandaVision” tem previsão de estreia para o fim de 2020.

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  • Etc

    Jennifer Aniston doa US$ 1 milhão para movimento antirracista

    7 de junho de 2020 /

    A atriz Jennifer Aniston decidiu apoiar os movimentos contra o racismo com mais que palavras de incentivo. De acordo com o jornal inglês Daily Mirror, a estrela de “Friends” doou US$ 1 milhão para a organização não governamental Color of Change, que ajuda a coordenar campanhas por justiça racial. A doação reflete o discurso incisivo da atriz diante dos protestos antirracistas que eclodiram pelos EUA após a morte de George Floyd, asfixiado por policiais brancos na rua, à luz do dia. “Esta semana foi de partir o coração por muitos motivos. Precisamos reconhecer que o racismo e a brutalidade neste país estão acontecendo há muito tempo — e nunca foram aceitáveis”, ela escreveu no Instagram. “Como aliados que querem igualdade e paz, é a nossa responsabilidade fazer barulho, demandar justiça, nos educar sobre esses temas e, mais do que tudo, espalhar amor. Quanto tempo deixaremos passar sem nenhuma mudança? Quanto tempo?”, completou. Ver essa foto no Instagram This week has been heartbreaking for so many reasons. We need to acknowledge that the racism and brutality in this country has been going on for a long time – and it’s NEVER been okay. As allies, who want equality and peace, it’s our responsibility to make noise, to demand justice, to educate ourselves on these issues, and more than anything, to spread love. How much more time are we willing to let pass without change? HOW MUCH MORE TIME? ⠀ ⠀ Text FLOYD to 55156 and sign the @colorofchange petition to have all four of the officers who killed #GeorgeFloyd arrested. Uma publicação compartilhada por Jennifer Aniston (@jenniferaniston) em 30 de Mai, 2020 às 2:11 PDT

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  • Etc

    John Boyega agradece apoio a seu discurso antirracista e diz que vai continuar a luta

    7 de junho de 2020 /

    O ator John Boyega, intérprete de Finn na recente trilogia de “Star Wars”, agradeceu o apoio que recebeu por seu discurso em um protesto antirracista em Londres, que viralizou nas redes sociais, mas disse que só desabafar não é o suficiente, por isso vai continuar a luta por melhores condições de vida para a população negra. “Eu quero dizer ‘obrigado’ por todo o amor e apoio que vocês compartilharam comigo nestes últimos dias, embora nada do que eu tenha feito mereça elogios, ou seja sequer o suficiente, no quadro maior das coisas”, escreveu no Instagram. “Este é um momento intenso para a nossa comunidade, e a coisa mais importante é manter o ímpeto e não perder de vista a importância de encontrar soluções de longo prazo e comprometimentos [governamentais], para o bem da nossa geração e da próxima”, continuou. “Eu acredito que todo grande movimento começa com uma renovação da mente. Eu sei que todo mundo está pensando: ‘O que vem a seguir? O que fazemos agora?’. Eu estou pensando a mesma coisa!”, admitiu Boyega. “As conversas sobre apoiar negócios negros já estão acontecendo, e eu vou continuar a estimular essas conversas. Queremos ideias sustentáveis e concretas. Queremos aumentar o nosso conhecimento! Estou animado para ver este despertar acontecendo em todos nós”, disse ainda. “Eu vou continuar usando a minha plataforma para lutar contra as injustiças e desigualdades na nossa comunidade, mas um homem não pode fazer tudo sozinho — eu preciso de vocês. Precisamos de todo mundo, de todas as indústrias, origens socioeconômicas, países. Todo mundo unido para mudar as coisas de verdade”, completou. Na nova postagem, Boyega mostrou fotos de suas visitas a várias escolas em Southwark, bairro londrino, antes do agravamento da pandemia. Segundo o ator, ele foi a essas escolas “levar a sua história e ouvir o que a nova geração tinha a dizer”. “Aquele momento abriu meus olhos e me inspirou, para dizer o mínimo. Eu estou ansioso para continuar fazendo este trabalho, contribuindo mais — assim que for seguro. Eu incentivo os outros homens negros da minha comunidade, meus amigos, a fazerem o mesmo”, declarou. “Forjar uma conexão com as nossas crianças e motivá-las para um futuro mais forte e mais brilhante é urgente, necessário. No meio tempo, vamos trabalhar para abrir caminho para elas, para que possam voar. Amo todos vocês, fiquem seguros”, finalizou. Em seu emocionado discurso no Hyde Park, em Londres, o ator lembrou vidas inocentes que foram perdidas precocemente por causa do racismo ao longo da história, e disse que não temia um eventual prejuízo à sua carreira por causa do discurso. “Estou falando para vocês do meu coração. Eu não sei se vou ter uma carreira depois disso, mas f*da-se”, afirmou. Após o discurso, vários diretores disseram nas redes sociais que adorariam trabalhar com Boyega e a conta oficial de “Star Wars” no Twitter chamou o ator de “herói”. Ver essa foto no Instagram I want to thank you all for the love and support you have shared over the last few days, although nothing I have done is for praise, or is truly even enough, in the grand scheme of things. This is an intense time for our community, and the most important thing is for us to maintain momentum and not lose sight of how critical it is to pursue long term solutions and commitments, for the sake of our generation, and the next. Our individual pursuits of success and belonging remain, but now more than ever, it’s important to use this movement as fuel to inspire new ways of thinking, building, and growing, together. I believe any great movement starts with a renewal of the mind. I know you’re all thinking, what’s next? Where do we go from here? Because I’m thinking the same shit! Conversations about black businesses, ownership and support are happening, and I will continue to have these conversations with the full intention of birthing ideas that are sustainable and tangible. Let’s increase our knowledge! I’m excited to see an awakening happening in all of us! I’ll continue to use my platform to fight against the injustices and inequalities in our community, no matter what. Nonetheless, one man can’t do it alone – I need you, and we need each other! We need everyone, across industry’s, soci-economic backgrounds, countries, to unite with a shared goal of REAL change. Before the pandemic hit, I visited a few schools in Southwark, to share my journey and to truly understand the minds and needs of our next generation. It was eye opening and inspiring to say the least, and I look forward to continuing this work, and contributing more, once it is safe to do so. I urge the black men of our community, my peers, to do the same. Connecting with our kids and motivating them towards a future that is stronger and brighter, is urgent, and necessary. In the meantime, let’s work on clearing the runway for them, so they can take off, and fly. Love everyone, and stay safe x Uma publicação compartilhada por John Boyega (@johnboyega) em 7 de Jun, 2020 às 3:17 PDT

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    Disney doa US$ 5 milhões para organizações que lutam por justiça social e igualdade racial nos EUA

    7 de junho de 2020 /

    A Walt Disney Company se comprometeu a doar US$ 5 milhões para organizações que visam promover a justiça social e a igualdade racial nos EUA. O anúncio acontece em meio à grande onda de manifestações que vem acontecendo no país após o assassinato de George Floyd, sufocado por policiais brancos na rua, em plena luz do dia. Parte dessa doação (US$ 2 milhões) será destinada a NAACP (National Association for the Advancement of Colored People), a mais antiga entidade dedicada ao combate do racismo, fundada em 1909. Outra parte dos recursos será direcionada a organizações indicadas por funcionários da companhia. “O assassinato de George Floyd forçou nossa nação, mais uma vez, a confrontar a longa história de injustiça que as pessoas negras sofrem nos EUA e é fundamental que permaneçamos juntos, falando e fazendo tudo o que for possível para garantir que atos de racismo e violência nunca mais sejam tolerados”, disse Bob Chapek, CEO da The Walt Disney Co., em uma mensagem postada no blog oficial da empresa. “Essa doação de US$ 5 milhões continuará apoiando os esforços de organizações sem fins lucrativos, como a NAACP, que vem trabalhando incansavelmente para garantir equidade e justiça”, disse. No post, a Disney ainda mencionou já ter doado milhões de dólares na forma de bolsas de estudo para estudantes de grupos subrepresentados, incluindo um montante de US$ 2,5 milhões para o United Negro College Fund. A Disney também usou sua programação televisiva para ajudar a promover a discussão sobre racismo e opressão nos Estados Unidos. Nesta semana, a ABC News exibiu um especial sobre os protestos em torno da morte de George Floyd chamado “America in Pain: Whats Comer Next”, o Disney Channel lançou uma campanha de conscientização para crianças e adolescentes e a rede ABC programou dois episódios antigos de “Black-ish” com o tema do racismo, sendo um deles focado na violência policial contra negros nos EUA.

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    Justice Smith se assume queer e revela namoro com ator de Queen Sugar

    6 de junho de 2020 /

    O ator Justice Smith, conhecido por seus papéis em “Pokémon: Detetive Pikachu”, “Jurassic World: Reino Ameaçado” e na série “The Get Down”, se assumiu queer no Instagram. O ator revelou que está namorando o colega de profissão Nicholas L. Ashe, da série “Queen Sugar”, e que o movimento Black Lives Matter precisa incluir os direitos dos negros LGBTQIA+. “Nic e eu fomos a um protesto em Nova Orleans [nos EUA] hoje”, escreveu ele, referindo-se às manifestações que eclodiram pelo país após o assassinato de George Floyd, sufocado à luz do dia por policiais brancos. “Nós bradamos: ‘Vidas negras trans importam’, ‘vidas negras queer importam’, ‘todas as vidas negras importam'”. “Como um homem negro queer, eu me senti desapontado ao ver pessoas ansiosas para dizer que vidas negras importam [‘black lives matter’], mas hesitando ao incluir a palavra trans/queer na frase. Eu quero reiterar uma coisa: se o seu movimento não inclui vozes negras queer, ele não é antirracista”, comentou o ator. “Se a sua revolução se sente bem em deixar pessoas negras trans como Tony McDade morrerem para liberar apenas homens negros cisgênero e héteros, ela não é antirracista. Você está tentando lutar contra um sistema desenhado contra você, mas não quer deixar ninguém vir junto”, escreveu ainda. “Está no nosso condicionamento tentar chegar o mais perto possível da branquitude, da heteronormatividade, da masculinidade, porque é nesses lugares que estão o poder. Se a gente conseguir que eles gostem de nós, talvez nos deem um pedaço desse poder”, continuou. “A revolução não pode ser sobre fazer com que eles gostem de nós. Tem que ser sobre reivindicar coisas que deveriam ser nossas desde o começo. O que deveria ser dado a indivíduos negros, queer, trans desde o começo: o direito de existir, viver e prosperar, em público, sem medo de perseguição e violência”, explicou. Para encerrar sua mensagem de maneira positiva, Smith colocou fotos suas com o namorado, Ashe, no post. “Há tanta tragédia na timeline neste momento, então adicionei algumas fotos minhas com Nic para mostrar um pouco de #alegrianegra #amornegro #amorqueernegro”, escreveu. “Você tem sido minha rocha e meu farol durante todo este momento e eu te amo tanto. Eu sei que do outro lado disso tudo há uma mudança, mas a luta está só começando”, declarou ainda. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram @nckash and I protested today in New Orleans. We chanted ‘Black Trans Lives Matter’ ‘Black Queer Lives Matter’ ‘All Black Lives Matter’. As a black queer man myself, I was disappointed to see certain people eager to say Black Lives Matter, but hold their tongue when Trans/Queer was added. I want to reiterate this sentiment: if your revolution does not include Black Queer voices, it is anti-black. If your revolution is okay with letting black trans people like #TonyMcDade slip through the cracks in order to solely liberate black cishet men, it is anti-black. You are trying to push yourself through the door of a system designed against you, and then shut the door behind you. It is in our conditioning to get as close to whiteness, straightness, maleness as we can because that’s where the power is. And if we appeal to it, maybe it’ll give us a slice. But the revolution is not about appeal. It is about demanding what should have been given to us from the beginning. What should have been given to black, queer, and trans individuals from the beginning. Which is the right to exist. To live and prosper in public. Without fear of persecution or threat of violence. There is so much tragedy on the timeline these last couple of days so I added some photos of me and Nic to show some #blackboyjoy #blacklove #blackqueerlove ❤️🧡💛💚💙💜 You’ve been my rock and guiding light through all of this and I love you so much. I know that on the other side of this Is change, though the fight is far from over. #justicefortonymcdade #justiceforninapop #justiceforgeorgefloyd #justiceforahmaud #justiceforbreonna #sayhername #defundthepolice #endwhitesupremacy Uma publicação compartilhada por Justice Smith (@standup4justice) em 5 de Jun, 2020 às 8:37 PDT

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    Marvel condena uso da caveira do Justiceiro por policiais que reprimem atos antirracistas nos EUA

    6 de junho de 2020 /

    Depois de uma campanha online pedir que a Disney/Marvel proíba a polícia dos Estados Unidos de utilizar a caveira do Justiceiro em seus uniformes, a Marvel se pronunciou, afirmando que “está levando a sério” o uso não licenciado do símbolo do Justiceiro por policiais vistos na linha de frente da repressão contra os protestos antirracistas que eclodiram nos EUA desde a morte de George Floyd, sufocado por policiais brancos. Embora não tenha dado detalhes das ações que pretende adotar para impedir o uso do símbolo da caveira, a Marvel condenou diretamente a associação entre policiais e o Justiceiro, apontando para um trecho de uma história em quadrinhos em que o próprio personagem aborda o tema. “Não somos iguais. Vocês fizeram um juramento de manter a lei e ajudar as pessoas, enquanto eu desisti disso há muito tempo. Vocês não fazem o que eu faço, ninguém faz. Vocês precisam de um modelo? O nome dele é Capitão América e ele ficará feliz em ouvi-los”, diz o Justiceiro na revista indicada pela editora, em que Frank Castle aparece rasgando um adesivo com sua caveira colada em uma viatura e exigindo que os policiais nunca mais a utilizassem. Conhecido por matar criminosos, o logo do Justiceiro representa um vigilantismo que não cabe a policiais no mundo real, que são convocados para manter a ordem, e não executar suspeitos. A Marvel também apontou para uma declaração pública de apoio aos protestos que fez pelas redes sociais. “Nós estamos juntos contra o racismo. Estamos juntos pela inclusão. Estamos juntos com nossos funcionários, contadores de histórias, criadores e toda a comunidade negra. Precisamos nos unir e falar sobre isso”, escreveu a empresa no último domingo (31/5) nas redes sociais. Para completar, Gerry Conway, criador do personagem, disse que criará uma campanha para desassociar a caveira de Frank Castle da brutalidade policial. Pelo Twitter, o quadrinista convocou artistas não-brancos a “reivindicar a caveira como um símbolo de justiça ao invés de [um ícone para] opressão ilegal da polícia”.

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    Claude Heater (1927 – 2020)

    6 de junho de 2020 /

    O ator e cantor de ópera Claude Heater, que ficou conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme “Ben-Hur” (1959), morreu na semana passada aos 92 anos. A notícia foi confirmada só neste sábado (6/6) no site oficial do cantor. O rosto de Heater nunca aparece em “Ben-Hur”, e seu nome também não é visto nos créditos. Nas cenas do filme, ele é retratado sempre de costas ou com a face escondida — não por vontade do diretor William Wyler, mas por uma determinação legal. Na época em que o longa foi feito, a lei britânica proibia mostrar o rosto ou a voz de Jesus em um filme no qual ele fosse “um personagem secundário”. O protagonista de “Ben-Hur”, no caso, é o personagem-título, um príncipe judeu interpretado por Charlton Heston. O longa de William Wyler acabou vencendo 11 Oscar, incluindo melhor filme, o maior número de estatuetas já vencido por um filme – anos depois, a marca também foi igualada por “Titanic” (1997) e “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” (2003). O “Ben-Hur” dos anos 1950 era remake de uma das maiores produções do cinema mudo, lançada em 1925, e ganhou uma nova versão em 2016, com o brasileiro Rodrigo Santoro no papel de Jesus, desta vez aparecendo em todas as cenas. Heater aceitou o papel porque foi missionário mórmon antes de começar a carreira de cantor, iniciada na Broadway em 1950, no musical cômico “Top Banana”, no qual vivia um malabarista. Poucos anos depois, se deslocou para o ramo da ópera, ganhando elogios por performances em “La Traviata” e “Faust” em Nova York (EUA). Heater viajou para Milão (Itália) para estudar canto e depois se apresentou por toda a Europa. Pouco antes de se aposentar, retornou às telas, desta vez numa produção operística, uma montagem belga de “Tristão e Isolda”, baseada na ópera de Wagner, em que viveu o papel de Tristão e cantou em alemão. Em 2007, ele escreveu um livro, “Fatal Flaws in the Most Correct Book on Earth”, onde denunciou inconsistências em sua experiência religiosa na igreja mórmon.

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    Califórnia pretende retomar produção de filmes e séries em uma semana

    6 de junho de 2020 /

    A Califórnia pretende retomar a produção de filmes e séries em uma semana, informaram as autoridades estaduais ao aprovarem novas diretrizes para impedir a propagação do novo coronavírus nos estúdios. Os produtores precisarão da aprovação das autoridades locais de saúde para reiniciar as filmagens, de acordo com uma declaração do Departamento de Saúde da Califórnia, emitida na sexta (6/6). Com a aprovação, poderão voltar ao trabalho a partir da sexta-feira que vem (12/6), seguindo medidas indicadas pela força-tarefa formada por estúdios e Hollywood e sindicatos. As medidas, desenvolvidas por representantes de Walt Disney, Netflix, AT&T, Warner Bros e NBCUniversal, além de sindicatos como SAG-AFTRA, IATSE e DGA, incluem testes amplos de coronavírus, checagens diárias de sintomas e outras salvaguardas para permitir que atores e membros da equipe possam voltar ao trabalho em condições seguras. As filmagens no estado foram interrompidas em meados de março, numa medida para conter a pandemia de coronavírus.

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