J.K. Rowling revela-se vítima de agressão sexual e ataca “ativismo trans” em texto polêmico
Em resposta à crescente polêmica causada por seus comentários transfóbicos nas redes sociais, a escritora J.K. Rowling, criadora de “Harry Potter” e responsável pela franquia “Animais Fantásticos” nos cinemas, escreveu um ensaio de 3,6 mil palavras em seu site nesta quarta (10/6), em que revela ser uma sobrevivente de agressão sexual e usa esse fato como justifica para seus pontos de vista. O longo texto não é um pedido de desculpas, mas um ataque explícito ao que chama de “ativismo trans”, numa tentativa de justificar os preconceitos que ultrajaram seus leitores e até intérpretes de seus personagens mais famosos, como Daniel Radcliffe, o Harry Potter, e Eddie Redmayne, o Newt Scamander de “Animais Fantásticos”. Ambos condenaram publicamente os comentários de Rowling contra pessoas transexuais, que ela repete em sua “defesa”. “Esqueci a primeira regra do Twitter – nunca espere uma conversa útil – e reagi ao que percebi como sendo o uso de uma linguagem degradante sobre as mulheres. Eu falei sobre a importância do sexo e paguei o preço desde então”, começa o texto, referindo-se ao tuíte que iniciou a controvérsia. No sábado (6/6), Rowling reagiu a um artigo no site de desenvolvimento global Devex, intitulado “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”, com o seguinte tuíte: “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”. Após reclamações de trans que menstruam, ela reagiu: “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, uma realidade vivida por mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas excluir o conceito de sexo remove a capacidade de discutir suas vidas de maneira significativa. Não é ódio falar a verdade… A ideia de que mulheres como eu – que são empáticas com pessoas trans há décadas, encontrando parentesco porque elas são vulneráveis da mesma maneira que mulheres, ou seja, sofrem violência masculina – ‘odeiam’ trans só porque acham que sexo é real e tem consequências… é um absurdo.” O comentário não caiu bem, especialmente porque, no ano passado, Rowling já tinha se envolvido numa discussão similar ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. E esse ponto é retomado com vigor em seu novo texto, que, pelo visto, foi publicado sem passar por seus assessores e pode ter grandes consequências, num momento em que o mundo inteiro discute direitos sociais e preconceito. “Esta não é uma peça fácil de escrever, por razões que em breve ficarão claras, mas sei que é hora de me explicar sobre um problema cercado de toxicidade. Escrevo isso sem nenhum desejo de aumentar essa toxicidade”, escreve Rowling, revelando que seu interesse em questões transexuais é, por um lado, profissional, porque está “escrevendo uma série de crimes, ambientada nos dias atuais, e minha detetive fictícia tem uma idade em que ela se interessa e é afetada por essas questões, mas por outro, é intensamente pessoal.” Ela se refere aos romances policiais de Cormoran Strike, que Rowling escreve sob o pseudônimo de Robert Galbraith. No texto, a escritora descreve “cinco razões para se preocupar com o novo ativismo trans”, justificando a sua “necessidade de falar”, sendo a principal sua revelação de que é uma vítima de agressão sexual e abuso doméstico. “Estou mencionando essas coisas agora, não em uma tentativa de obter simpatia, mas por solidariedade com o grande número de mulheres que têm histórias como a minha, que foram criticadas por serem fanáticas por se preocupar com espaços de sexo único”, defendeu. “Se você pudesse entrar na minha cabeça e entender o que sinto quando leio sobre uma mulher morrendo nas mãos de um homem violento, encontrará solidariedade e familiaridade. Eu compartilho a sensação visceral do terror nessas mulheres trans, porque também conheci momentos de medo cego quando percebi que a única coisa que me mantinha viva era o autocontrole instável do meu agressor.” “Acredito que a maioria das pessoas trans não só representa ameaça zero para os outros, mas também é vulnerável por todos os motivos que descrevi. As pessoas trans precisam e merecem proteção. Como as mulheres, é mais provável que elas sejam mortas por parceiros sexuais. As mulheres trans que trabalham na indústria do sexo, particularmente as mulheres trans de cor, correm um risco particular. Como todos os outros sobreviventes de abuso doméstico e agressão sexual que conheço, não sinto nada além de empatia e solidariedade pelas mulheres trans que foram abusadas por homens”, continuou Rowling. “Então, eu quero que as mulheres trans sejam seguras. Ao mesmo tempo, não quero tornar as meninas e mulheres naturais menos seguras. Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. Rowling contou que foi encorajada a tuitar seus pensamentos no sábado, depois de ler que o governo escocês continuava com planos de reconhecimento de gênero que ela considera “controversos” e “que na verdade significam que tudo que um homem precisa para ‘se tornar mulher’ é dizer que é mulher. Para usar uma palavra muito contemporânea, esse foi meu ‘gatilho’. ” “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele. Fico ao lado das bravas mulheres e homens, gays, heterossexuais e trans, que defendem a liberdade de expressão e pensamento e os direitos e a segurança de alguns dos mais vulneráveis da nossa sociedade: garotos gays, adolescentes frágeis e mulheres que dependem e desejam manter seus espaços sexuais seguros”, explica Rowling. Rowling conta que depois que ativistas trans se voltaram contra ela nas redes sociais passou a maior parte do dia “em um lugar muito escuro dentro da minha cabeça, enquanto as lembranças de um grave ataque sexual que sofri nos meus 20 anos se repetiam”. “Esse ataque aconteceu em um momento e em um espaço em que eu estava vulnerável, e um homem aproveitou uma oportunidade. Eu não conseguia calar essas lembranças e estava achando difícil conter minha raiva e decepção com a maneira com que acredito que meu governo está agindo, de forma irresponsável, em relação à segurança de mulheres e meninas”, escreveu Rowling. Outra razão pela qual Rowling diz que tuitou surgiu de sua preocupação com “a enorme explosão de mulheres jovens que desejam fazer a transição e também com o número crescente de pessoas que parecem estar destransicionando (retornando ao sexo original), porque se arrependeram de tomar medidas que, em alguns casos, alteraram seu corpo irrevogavelmente e tiraram sua fertilidade. Alguns dizem que decidiram fazer a transição depois de perceberem que eram atraídos pelo mesmo sexo, e que a transição foi parcialmente motivada pela homofobia, na sociedade ou em suas famílias.” “Quanto mais relatos de disforia de gênero eu li, com descrições perspicazes de ansiedade, dissociação, distúrbios alimentares, auto-mutilação e auto-ódio, mais eu me perguntei se, caso eu tivesse nascido 30 anos depois, eu também poderia ter tentado fazer a transição. O fascínio de escapar da feminilidade teria sido enorme. Lutei com um TOC grave quando adolescente. Se eu tivesse encontrado uma comunidade e simpatia online, que não consegui encontrar em meu ambiente imediato, acredito que poderia ter sido convencida a me transformar no filho que meu pai abertamente dizia preferir. ” Ela continuou: “Quero ser bem clara aqui: sei que a transição será uma solução para algumas pessoas disfóricas de gênero, embora também esteja ciente, através de uma extensa pesquisa, que estudos têm mostrado consistentemente que entre 60-90% do total dos adolescentes disfóricos de gênero irão emergir de sua disforia… A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso.”
Eddie Redmayne critica comentários transfóbicos de J.K. Rowling
O ator Eddie Redmayne, que estrela a franquia “Animais Fantásticos”, criada por J.K. Rowling, também se pronunciou contra os tuítes transfóbicos da escritora, que vem causando polêmica desde a noite de sábado (6/5). “O respeito pelas pessoas trans continua sendo um imperativo cultural e, ao longo dos anos, tento me educar constantemente. Este é um processo contínuo”, disse o ator, que antes de viver Newt Scamander nos filmes criados por Rowland foi indicado ao Oscar por seu papel de Lili Elbe, o primeiro homem a passar por cirurgia de mudança de sexo, no filme “A Garota Dinamarquesa” (2015). “Como alguém que trabalhou com J.K. Rowling e com membros da comunidade trans, eu queria deixar absolutamente claro com quem estou. Eu discordo dos comentários de Jo. Mulheres trans são mulheres, homens trans são homens e identidades não binárias são válidas. Eu nunca gostaria de falar no nome da comunidade, mas sei quem meus amigos e colegas transexuais estão cansados desse questionamento constante de suas identidades, que muitas vezes resulta em violência e abuso. Eles simplesmente querem viver suas vidas em paz, e é hora de deixá-los viver assim”, disse Redmayne em um comunicado. Ele se manifestou logo depois de outro intérprete famoso do universo fantasioso criado pela escritora ter protestado contra os comentários de transfóbicos de Rowling. “Mulheres transgêneros são mulheres”, escreveu Daniel Radcliffe, o Harry Potter do cinema, em um ensaio publicado na segunda (8/6) no site do Trevor Project, uma organização sem fins lucrativos dedicada à intervenção em crises e prevenção de suicídio para pessoas LGBTQIA+. “Está claro que precisamos fazer mais para apoiar pessoas trans e não-binárias, não invalidar suas identidades e não causar mais danos”, continuou. “Qualquer declaração em contrário apaga a identidade e a dignidade das pessoas trans e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais conhecimento sobre esse assunto do que Jo ou eu.” A polêmica começou quando Rowling reagiu a um artigo no site de desenvolvimento global Devex, intitulado “Criando um mundo mais igualitário pós-Covid-19 para pessoas que menstruam”. “‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude? Wumben? Wimpund? Woomud? [modificações propositais da palavra ‘woman’, que significa mulher em inglês]”, ela escreveu Rowling. Após reclamações de trans que menstruam, ela reagiu: “Se o sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se o sexo não é real, uma realidade vivida por mulheres em todo o mundo é apagada. Conheço e amo pessoas trans, mas excluir o conceito de sexo remove a capacidade de discutir suas vidas de maneira significativa. Não é ódio falar a verdade… A ideia de que mulheres como eu – que são empáticas com pessoas trans há décadas, encontrando parentesco porque elas são vulneráveis da mesma maneira que mulheres, ou seja, sofrem violência masculina – ‘odeiam’ trans só porque acham que sexo é real e tem consequências… é um absurdo.” No ano passado, Rowling se envolveu numa controvérsia similar ao defender uma mulher que foi demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico, posicionando-se contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Atualmente, a produção do terceiro filme de “Animais Fantásticos” está em pausa no Reino Unido devido à pandemia de covid-19. Os dois primeiros filmes, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” e “Animais Fantásticos e os Crimes de Grindelwald”, faturaram US$ 1,47 bilhão nas bilheterias mundiais. Ainda não está claro se a controvérsia mais recente de Rowling afetará a continuidade da franquia.
Terry Crews grava vídeo de apoio à família do menino João Pedro
O ator americano Terry Crews enviou um vídeo prestando sua solidariedade à família de João Pedro, menino de 14 anos que foi morto durante uma operação policial em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. O vídeo foi publicado na noite de terça (9/6) pela ONG Favelas na Luta e traz o ator de “As Branquelas” e da série “Brooklyn Nine-Nine” manifestando seu apoio aos ativistas negros brasileiros, enquanto manda um recado direto para os pais do menino assassinado. “Gostaria de demonstrar minha solidariedade para a família de João Pedro. Eu apoio todos vocês em sua luta por justiça e sua luta para terminar a brutalidade policial nos Estados Unidos e no Brasil. Eu apoio os ativistas negros brasileiros, o povo vivendo nas favelas, as mães das vítimas e todos que estão lutando contra o racismo e violência. Obrigado”, disse Terry na gravação. A morte de João Pedro movimentou a classe artística brasileira nos últimos dias, com pedidos enfáticos pelo fim da brutalidade policial nas abordagens em comunidades carentes. João Pedro também foi lembrado em alguns protestos ao redor do mundo nos últimos dias, que tiveram início com o assassinato de George Floyd por policiais brancos nos Estados Unidos. Ver essa foto no Instagram A luta das Mães vítimas de violências e o movimento Favelas em Luta ganhou um reforço internacional de peso hoje. @terrycrews , ator, ex-jogador de futebol americano, ativista, mandou uma mensagem de solidariedade a família de João Pedro e a todos os ativistas negros e de favelas que estavam nas ruas nos últimos domingos disputando caminhos de construção de um futuro que não seja repleto de desigualdades. _ O levante é global e ecoa em todo corpo negro e favelado que não merece morrer nem de tiro, nem de covid e nem de fome. _ Nós queremos viver! ✊🏾 _ 👉🏾 Pela aprovação do PL 2568/2020 👉🏾 Pela criação de um gabinetao para monitorar o cumprimento da liminar do STF _ Seguimos juntos, Terry! _ #VidasNegrasImportam #FavelasNaLuta #BlackLivesMatters Uma publicação compartilhada por Movimento Favelas na Luta (@favelasnaluta) em 9 de Jun, 2020 às 4:49 PDT
Regina Duarte manifesta-se sobre exoneração: “Ufa!”
A ex-atriz Regina Duarte se manifestou sobre sua demissão do cargo de secretária de Cultura com um “Ufa!”, como se estivesse se livrando de um grande fardo. Ela postou em seu Instagram uma foto do decreto que mostra sua exoneração da Secretaria Especial da Cultura, que foi publicada na edição da madrugada desta quarta (10/4) do Diário Oficial da União (DOU) com assinatura do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Ao lado da imagem do ofício, ela simplesmente escreveu: “Deu-se! #Ufa!”. A ex-secretária já tinha falado sobre a saída na semana passada por meio de um texto publicado em suas redes sociais. “E por falar em Cultura… Aceitei assustada o convite para a missão. Aceitei por amor ao meu país, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: ‘Aceita, Regina!'”, escreveu a ex-atriz. “Minha inexperiência em gestão pública foi crucial para que eu descobrisse, até com certo atraso, que o Projeto de Cultura com que sempre sonhei era inviável, porque eu estava enredada num universo muito mais preocupado com ideologias do que com Cultura. As pressões cotidianas de gente que desconhece a máquina da administração pública foram companheiras constantes. Sempre me pareceu nítido que havia uma torcida nas mídias, nas redes sociais para que a minha gestão não se consolidasse”, escreveu, justificando o fracasso de sua gestão. Ela largou mão de um salário vultoso na Globo para entrar no desgoverno por ser entusiasta de Bolsonaro. No entanto, sofreu desgaste, ganhou desafetos e passou a ser repudiada pela classe artística ao demonstrar apoio à ditadura, relativizar a tortura e menosprezar mortos pela pandemia, sendo recompensada com a demissão, fritada por seu ídolo Bolsonaro durante praticamente todo o tempo em que permaneceu na função. O anúncio da saída da ex-atriz aconteceu há três semanas, em 20 de maio. Em vídeo divulgado por ocasião do anúncio original, Bolsonaro afirmou que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz — que encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo para virar secretária — e “por tudo o que representa para todos nós”. Toda sorridente, Regina disse que, na verdade, tinha “ganhado um presente”, porque assumiria cargo na Cinemateca. Só que o prêmio de consolação era presente de grego. O cargo para o qual foi nomeada por Bolsonaro não existia. Era fake, porque a Cinemateca era administrada por uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), e o nome da ex-atriz foi usado para criar caos e justificar o encerramento do contrato com esta entidade sem que realmente houvesse solução para o impasse administrativo, já que a disputa será judicializada. Neste momento, ela não deve assumir a Cinemateca e, com a ruptura do contrato com a Acerp, ninguém sabe que destino terão os arquivos preciosos do cinema brasileiro. Com a exoneração de Regina, que apenas “seguia” no cargo, a pasta da Cultura fica agora oficialmente acéfala. O nome mais cotado para a vaga rotativa, que muda seu titular a cada quatro meses em média, é o do ator Mário Frias, ex-“Malhação”, que está em campanha declarada. Nos últimos dias, ele chegou a publicar uma imagem ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ver essa foto no Instagram Deu-se ! #ufa ! ☺️🎭🎼🎵🎶💖😉🙏🇧🇷 Uma publicação compartilhada por Regina (@reginaduarte) em 10 de Jun, 2020 às 4:01 PDT
Regina Duarte é oficialmente exonerada do cargo de secretária da Cultura
A atriz Regina Duarte, que anunciou sua saída da Secretaria Especial da Cultura em 20 de maio, foi oficialmente exonerada do cargo do cargo na edição desta madrugada do Diário Oficial da União (DOU), pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Em vídeo divulgado por ocasião do anúncio original, Bolsonaro afirmou que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz — que encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo para virar secretária — e “por tudo o que representa para todos nós”. Toda sorridente, Regina disse que, na verdade, tinha “ganhado um presente”, porque assumiria cargo na Cinemateca. Só que o prêmio de consolação era presente de grego. O cargo para o qual Regina foi nomeada por Bolsonaro não existia. Era fake, porque a Cinemateca era administrada por uma organização social, a Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), e a ex-atriz foi usada para criar caos e justificar o encerramento do contrato com esta entidade sem que realmente houvesse solução para o impasse administrativo, já que a disputa será judicializada. Neste momento, ela não deve assumir a Cinemateca e, com a ruptura do contrato com a Acerp, ninguém sabe que destino terão os arquivos preciosos do cinema brasileiro. Com a exoneração de Regina, que apenas “seguia” no cargo, a pasta da Cultura fica agora oficialmente acéfala. O nome mais cotado para a vaga rotativa, que muda seu titular a cada quatro meses em média, é o do ator Mário Frias, ex-“Malhação”, que está em campanha declarada. Nos últimos dias, ele chegou a publicar uma imagem ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Regina Duarte se manifestou sobre a saída na semana passada por meio de um texto publicado em suas redes sociais. “E por falar em Cultura… Aceitei assustada o convite para a missão. Aceitei por amor ao meu país, por paixão irrefreável por Arte e Cultura, por confiança no governo Bolsonaro. Aceitei porque muita gente, muita gente mesmo, quando cruzava comigo, em qualquer lugar, com o olho brilhando de esperança, dizia: ‘Aceita, Regina!'”, escreveu a atriz. Ela largou mão de um salário vultoso na Globo para entrar no desgoverno por ser entusiasta de Bolsonaro. No entanto, sofreu desgaste, ganhou desafetos e passou a ser repudiada pela classe artística ao demonstrar apoio à ditadura, relativizar a tortura e menosprezar mortos pela pandemia, sendo recompensada com a demissão, fritada por seu ídolo Bolsonaro durante praticamente todo o tempo em que permaneceu na função.
Thomaz Costa briga com pai pelo patrimônio que conquistou com Carrossel
O ator Thomaz Costa, que interpretou Daniel Zapata na novela e nos filmes de “Carrossel”, trava uma briga com seu pai por conta do patrimônio que conquistou ao longo de sua carreira. Desde que seus pais, Luciana Santos e Roberto Costa, optaram por se divorciar há quase cinco anos, ele tentam receber uma parte dos bens que o jovem adquiriu. “A forma mais justa seria que não tivesse a partilha de bens, pelo fato de não ser nada dele, e sim tudo conquistado por nós. Mas já que existe, pelo menos [gostaria de] isentar os meus patrimônios do processo dos meus pais”, revelou o jovem, hoje com 19 anos, à revista Quem. “Meu pai até conversa [comigo], mas ele sente tanta raiva da minha mãe que não enxerga que eu não tenho culpa nisso”. O ator afirma que o pai saiu da casa onde ele mora com a mãe e a irmã, Livia, em 2016, por causa da lei Maria da Penha, mas definitivamente só foi se afastar em 2017. “Durante toda minha vida, eu presenciei as brigas e, hoje, estou sofrendo com algo que não é culpa minha… Estou colhendo aquilo que eu não plantei. E o pior de tudo é ver que meu próprio pai está brigando por algo que é meu”, diz. Em 2018, Costa fez um desabafo online, via Instagram, revelando que seu pai tem problemas com o uso de álcool e que já agrediu sua mãe. “Quando ele bebe, se transforma. Vejo outra pessoa”, disse ele, relatando uma briga física entre os dois, que terminou apenas quando a polícia apareceu para solicitar a saída do pai do ator da casa deles. “As pessoas me julgam e não sabem o que está acontecendo comigo”, disse. “As pessoas só sabem alfinetar, sem saber que eu passo por problemas e problemas e problemas. Isso é péssimo, é horrível e acaba mexendo com a gente”.
Morte de Rafael Miguel completa um ano com assassino foragido
A morte do ator Rafael Miguel e de seus pais completou um ano nesta terça (9/6). E o assassino da família ainda está foragido. Então com 22 anos, Rafael foi assassinado por Paulo Cupertino Matias, pai de sua namorada, que não aceitava o relacionamento dele com a filha. Na ocasião, o jovem foi com seus pais, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50, visitar a família da menina para falar do namoro, já que o casal se gostava muito. A Polícia Civil acredita que o homem tenha disparado 13 tiros em direção às vítimas. Depois do crime bárbaro, ele fugiu. A própria filha do criminoso quer vê-lo preso. Isabela Tibcherani, a ex-namorada do ator, disse em entrevista ao G1 que “o dano é irreparável” e cobrou justiça: “Não sei em que pé andam as investigações pois passaram-se meses e pararam de me informar, o que me levou a pensar que o caso foi deixado de lado, esquecido”. A estudante, hoje com 19 anos, contou ainda que continua no processo de recuperação e que decidiu preservar a imagem dela, que ficou bastante exposta após o crime, dando um tempo das redes sociais. A irmã de Rafael, Camilla Miguel, usou o Instagram para prestar homenagem aos pais e ao irmão. Em um vídeo emocionante, ela falou que o ator costuma aparecer para ela em sonhos: “A última vez que você apareceu em um sonho para mim não quis olhar para ninguém, então eu não sei se você está bem. Sei que tinha tantos sonhos ainda”, disse a jovem, que também relatou que a saudade da família se transformou. “É engraçado que quando eu acho que mais vou me sentir mal é quando eu sinto a presença de vocês, a vida de vocês. A raiva, o ódio e a tristeza não tomam conta, mas obviamente não significa que a gente tenha superado. Eu só sinto vocês de uma forma muito bonita e gostosa, como se estivessem aqui”, disse Camilla na rede social. Rafael Miguel ficou conhecido por um comercial feito durante sua infância, em que pedia para a mãe comprar brócolis. O sucesso do vídeo de 2004 lhe abriu as portas na TV. Com 10 anos, ele fez sua primeira novela: “Cristal” (2006), no SBT. E emendou com participações, no mesmo ano, na minissérie “JK” e na novela “Pé na Jaca”, na Globo. Ainda integrou o elenco do premiado filme “Meu Mundo em Perigo” (2007), de José Eduardo Belmonte, e de mais duas produções da Globo – o telefilme “O Natal do Menino Imperador” e a novela “Cama de Gato” (ambos de 2008) – antes de voltar para o SBT, onde foi se destacar na versão mais recente de “Chiquititas”. Lançada em 2013, a produção fez enorme sucesso e ficou no ar por dois anos, totalizando 545 capítulos.
Kid Bengala quer virar rapper
Kid Bengala, conhecido como ator de filmes adultos, anunciou uma mudança radical nos rumos de sua carreira. Ele revelou, por meio das redes sociais, que quer virar rapper. Ele já havia antecipado os planos no final de abril, quando publicou um vídeo em sua conta oficial do Facebook dizendo: “Agora eu resolvi ser cantor de rap. Eu vou fazer trap. Eu vou fundo nessa carreira. E olha: doa a quem doer”. Agora, o ator compartilhou uma amostra do que quis dizer com “doa a quem doer”. Uma prévia de seu rap foi postada no Instagram, onde ele apresentou sua primeira rima: “Agora sou um trapstar e vim para f**er a cena. Transando e fazendo trap, isso para mim não é problema”. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Ansiosos pro novo som do Kid? Posso dropar essa faixa? 🔥 . . . . . . . . . . . @falandoodesexo #boanoite✌ #brasil. #musica. #rapper. #trep. #musico. #sdvtodo. #sdvagora. #gosia. #riodejaneiroinstagram. #salvadormeuamor Uma publicação compartilhada por kid bengala (@kid_bengala_ofc) em 8 de Jun, 2020 às 3:36 PDT
John Cleese revela ter retirado “um pequeno pedaço de câncer”
O ator e comediante britânico John Cleese anunciou em seu perfil no Twitter que retirou um tumor da perna na última sexta-feira (5). Aos 80 anos, o integrante do grupo Monty Python disse que tudo ocorreu bem e que, segundo o médico, foi “apenas um arranhão”. Cleese explicou que seu médico retirou “um pequeno pedaço de câncer” de uma das pernas. “Na minha idade, esse tipo de coisa acontece uma vez por semana”, brincou o humorista, que também estrelou a clássica série da BBC “Fawlty Towers”. Ele será visto a seguir na comédia “The Very Excellent Mr. Dundee”, estrelada por Paul Hogan, o eterno “Crocodilo Dundee”, que já foi filmada, mas ainda não tem previsão de estreia. Had a minor operation on Friday A surgeon cut a small cancerous bit out of my leg Very minor. At my age this sort of thing happens about once a week He did a beautiful job, sewed it up and said " Tis but a scratch " — John Cleese (@JohnCleese) June 8, 2020
Atores de Todo Mundo Odeia o Chris discutem por causa de movimento antirracista
Os atores Terry Crews e Tyler James Williams, que viveram pai e filho na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, protagonizaram uma discussão pública no Twitter por causa do movimento antirracista Black Lives Matter. “Derrotar a supremacia branca sem pessoas brancas cria a supremacia negra. Igualdade é a verdade. Goste ou não, nós estamos todos nisso juntos”, escreveu Crews na segunda-feira (8/6). Ao ler o texto, Tyler James Williams retrucou: “Terry, meu irmão, eu conheço o seu coração, tenho amor por você e sempre terei. Mas ninguém está pedindo uma ‘supremacia negra’ e a narrativa de que estaríamos prejudica nossa causa e nosso povo”. “Estamos apenas vetando vigorosamente nossos ‘aliados’ porque de tempos em tempos eles falharam conosco no passado. Estamos cansados de pessoas brancas que aparecem sorrindo e clamam que ‘não são racistas’ enquanto operam e se beneficiam do privilégio de um sistema claramente racista”, prosseguiu. O protagonista de “Todo Mundo Odeia o Chris” continuou: “Não estamos tentando fazer isso sozinhos. Nós sabemos que não conseguimos. Mas nos recusamos a ter aliados que não vão longe.” Por fim, Tyler James Williams ainda ressaltou que não estava culpando o colega, mas que não gostaria de ver sua energia ser dispendida em direção oposta à causa. Terry Crews respondeu: “Eu entendo, Tyler. Não estou dizendo que a supremacia negra exista, porque não existe. Estou dizendo que se ambos, negros e brancos, não continuarem a trabalhar juntos, más atitudes e ressentimentos podem criar uma perigosa justiça própria.” Tyler James Williams, então, retuitou mensagens de tom racista que citavam o comentário de Crews para ressaltar: “Minha preocupação não é sua mensagem para as pessoas negras, mas para todas as outras”. E encerrou em outro tuíte: “Sua plataforma é grande, cara. Você está por aqui e amo ver isso. Sempre serei um fã das suas conquistas. Mas com todo esse crescimento e diversidade vem uma grande quantidade de responsabilidade para lembrar que toda palavra que dizemos pode ser usada para ajudar o movimento ou prejudicá-lo”. Originalmente exibida entre 2005 e 2009 nos EUA, a série “Todo Mundo Odeia o Chris” (Everybody Hates Chris) era baseada na infância do comediante Chris Rock e trazia Tyler James Williams no papel-título. Reprisada por anos na TV Record, a série virou um fenômeno cultural no Brasil e, vira e mexe, volta ao ar no canal, funcionando de forma equivalente a “Chaves” no SBT. Veja abaixo a troca original de mensagens. Defeating White supremacy without White people creates Black supremacy. Equality is the truth. Like it or not, we are all in this together. — terry crews (@terrycrews) June 7, 2020 Terry, brother, I know your heart and you know I have love for you and always will. No one is calling 4 black supremacy & the narrative that we are hurts our cause & our people. We’re just vigorously vetting our “allies” because time & time again they have failed us in the past https://t.co/d5BDTTATd9 — Tyler James Williams (@TylerJamesWill) June 8, 2020 I understand, Tyler. I was not saying Black supremacy exists, because it doesn't. I am saying if both Black and Whites don't continue to work together– bad attitudes and resentments can create a dangerous self-righteousness. That's all. https://t.co/YLWGnpj8fl — terry crews (@terrycrews) June 8, 2020 I get that but look at how quickly he took what you said and used it to support a counter narrative. My concern isn’t your message to black people but to everyone else. We know how hard this is going to be. We can’t NOT. But this only makes it harder. @terrycrews https://t.co/cXtTHvchRk pic.twitter.com/RhOSXEAqXW — Tyler James Williams (@TylerJamesWill) June 8, 2020
Variety elogia projeto da Spcine para incentivar filmagens internacionais em São Paulo
A Spcine, empresa municipal de cinema que estimula a produção de audiovisual na capital paulista, está lançando nesta semana uma consulta pública de edital para Atração de Filmagens em São Paulo, em que oferece descontos/reembolsos (cash rebate) de 20% em despesas para produções estrangeiras que se comprometerem a gastar no mínimo R$ 2 milhões na região. A iniciativa é inédita no Brasil, mas já é utilizada em outras 97 cidades, como Londres, Nova York e Madri. Entretanto, o projeto tem pioneirismo mundial em outras áreas, a ponto de ter chamado a atenção do site da revista americana Variety, que conversou com a presidente da entidade, a cineasta Laís Bodanzky, e o diretor Luiz Toledo, elogiando a iniciativa e colocando-a em destaque para interessados dos EUA. Além de propiciar geração de emprego e incentivar a profissionalização de técnicos brasileiros que poderão trabalhar em mais projetos, a Spcine também promoverá ação afirmativa, ao premiar maior participação de minorias, estabelecendo maiores retornos (de até 30%) para produções encabeçadas por artistas negros ou mulheres em cargos de criação, elenco principal ou chefia de equipe. Mas tem mais. A Spcine ainda oferecerá pontos extras de porcentagem de descontos para produções que praticarem gerenciamento de resíduos, reciclagem e outras iniciativas pró-ambientais. Esse incentivos também se estenderão a outros tipos de produções elegíveis, como séries nacionais de potencial internacional – devido à distribuição em streaming – , além de comerciais de marcas multinacionais realizados na cidade. Em outra linha de incentivo, a Spcine premiará pelo menos dois roteiros de produções internacionais que incluírem a cidade ou um personagem de São Paulo em sua narrativa, sem necessariamente serem filmados ou produzidos na capital. Luiz Toledo ainda indicou que os projetos contarão com uma “cláusula de pandemia”, em que a Spcine se comprometerá a pagar salários mínimos para funcionários de filmagens que forem impedidos de trabalhar devido a um lockdown súbito, em meio à pandemia. As propostas que forem beneficiadas pelo edital, claro, deverão cumprir todas as recomendações dos órgãos de saúde pública, especialmente da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. O edital estará aberto para consulta e comentários públicos de 10 de junho a 24 de julho. Ao final deste período, a presidente da Spcine acredita que a cidade já poderá ser utilizada para filmagens, que no momento estão proibidas pela crise sanitária. “Acredito que seremos capazes de retomar as sessões de filmagens em algumas semanas, ou no segundo semestre de 2020, quando os descontos entrarem em vigor”, disse Bodanzky à Variety. Além de movimentar a economia de São Paulo num momento de crise econômica, a publicação americana também avaliou que o projeto pode representar uma alternativa importante contra o desmonte cultural praticado pelo desgoverno federal, notando que o setor audiovisual está “praticamente congelado desde que Bolsonaro chegou ao poder em janeiro de 2019”. Em tom quase eleitoral, a Variety chega a destacar a importância do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, na renovação da política brasileira, por sua postura pró-ativa em questões sociais, citando um programa que captura emissões de gases dos dois principais aterros da cidade para gerar eletricidade.
Supergirl: Chyler Leigh diz que momento em que Alex assumiu-se lésbica ecoou sua vida real
Casada com o ator Nathan West, após os dois se conhecerem na série “Sétimo Céu”, e mãe de três crianças, a atriz Chyler Leigh tem aproveitado seu papel na série “Supergirl” para revelar detalhes de sua sexualidade que não parecem tão evidentes. Assim como Alex Danvers se assumiu lésbica na série, a atriz vem trazendo à tona que não é tão hetero quanto seu casamento sugere, e que ao longo dessa jornada de autodescoberta tem contado com o apoio do próprio marido. Depois de se assumir queer no ano passado, ela revelou na segunda-feira (8/6) que a saída do armário de sua personagem em “Supergirl” foi muito parecida com sua própria experiência pessoal. A confissão foi feita num texto do site Create Change, que Chyler lançou com o marido e outros parceiros para encorajar positividade e mudanças, com o objetivo de criar um mundo melhor. É importante notar que, embora o post de Leigh fale sobre sua jornada pessoal, a atriz não rotulou sua sexualidade, mas descreveu como pessoas próximas sentiram-se ressentidas pelo que viram na série e, pelo que dá para entender, também em sua vida. “Quando me disseram que minha personagem sairia do armário na 2ª temporada, uma enxurrada de pensamentos e emoções passou por mim por causa da responsabilidade que senti em representar autenticamente a jornada de Alex”, escreveu Leigh. “O que eu não percebi na época era como a cena em que ela finalmente confessou sua verdade saltaria das páginas do roteiro e se tornaria genuinamente uma variação da minha situação. Na vida real. Meu coração parecia que ia sair do meu peito em cada take que gravamos, sempre apresentando uma oportunidade para tirar essas palavras honestas da minha boca. Embora elas não correspondam exatamente ao meu diálogo pessoal, o coração por trás delas certamente foi o mesmo. O diretor, a imprensa, a mídia, o elenco e os fãs ainda me dizem que foi a saída do armário mais realista que eles já assistiram, e para roubar as palavras de Alex, é porque havia alguma verdade no que ela disse sobre mim. A cena está na 2ª temporada, episódio 6, se vocês quiserem ver por si mesmos”, acrescentou. Leigh também comentou como aquele episódio levou sua família a perder amigos, mas que ela e o marido aprenderam “a se orgulhar de quem somos, não importa o custo”. “Aqui está o lado ruim”, continuou. “Desde que o episódio foi ao ar, amigos queridos (e até seguidores ávidos de ‘Supergirl’) me disseram que eles não assistiriam mais à série por causa da jornada de Alex ter se afastado do que suas crenças consideravam aceitável. Logo depois, eles começaram a se distanciar e, eventualmente, minha família e eu fomos excluídos, marcando a perda de muitas pessoas que amávamos. No entanto, após essa ferida inicial, não guardei rancor pela resposta negativa, porque, como eu disse, todos nós temos dificuldades de uma maneira ou de outra com aceitação (seja qual for o assunto), seja em relação a nós mesmos ou com os outros”, considerou. “Tem sido um caminho longo e solitário para meu marido e para mim, mas posso dizer de todo o coração que, depois de todos esses anos, ele e eu ainda estamos descobrindo as profundezas de nós mesmos e um do outro, mas ao longo de nossa jornada aprendemos a ter orgulho de quem somos, não importa o custo”. Veja abaixo a cena citada pela atriz e outra em que Alex revela sua sexualidade para a irmã Kara (Melissa Benoist), a Supergirl.
Fabio Porchat se desculpa por vídeo gordofóbico do Porta dos Fundos
O comediante e apresentador Fabio Porchat usou a conta do grupo Porta dos Fundos no Instagram para promover uma conversa ao vivo sobre gordofobia e se desculpar pelo vídeo “Teste de Covid”, publicado pelo grupo em seu canal no YouTube. No vídeo, o ator Fabio de Luca interpretava um paciente em busca do resultado de um teste para covid-19, que fala ao telefone com a atriz Thati Lopes, no papel de atendente de laboratório que lhe passa o laudo e orientações médicas via telefone. A personagem avisa que o resultado foi negativo, uma vez que o vírus não teria conseguido “resistir ao seu corpo podre”, enquanto faz críticas à sua saúde e estilo de vida. O esquete foi acusado de gordofobia e atraiu a ira de várias pessoas nas redes sociais, inclusive de colegas, como Fabiana Carla e Leandro Hassum. Outra que protestou, a criadora de conteúdo Bianca Barroca, foi convidada por Porchat para participar do debate sobre o tema na live. Ao se desculpar, Fabio reforçou que críticas de minorias não podem ser encaradas como “mimimi”. “Para mim, o problema não é a ignorância, porque ninguém nasce sabendo. O problema é não querer aprender”. Ele explicou que, no Porta dos Fundos, todos os roteiros passam por uma aprovação. “Cada um escreve o roteiro e leva para uma reunião, para uma leitura coletiva. A gente ouviu, leu junto e o mais curioso foi que ninguém ficou com o pé atrás, porque não havia indicação de ator. Então a piada central era uma pessoa com o organismo tão podre que nem o vírus iria querer ficar lá dentro”, disse. No entanto, reconheceu que, depois de pronto, o material ganhou um potencial diferente. “Não importa se você teve a intenção ou não, o que importa é que aquilo passou. No meio do caminho, alguma coisa torta atrapalhou. Não precisa querer ser racista, por exemplo, para ser. A gordofobia é muito forte e já está na cabeça de todo mundo”. Diante de indagações de Bianca, ele ainda comentou vídeos do passado produzidos pelo grupo. “O Porta dos Fundos já fez vídeos em que o gordo era a piada central. O nosso primeiro vídeo tinha o nome ‘Traveco na Firma’. A gente jamais falaria isso hoje. Acreditamos que estamos em uma constante evolução. A mesma coisa com a gordofobia, essa conversa é uma ótima discussão para que a nossa luta não seja seletiva”, disse. Fabio reforçou ainda que a ideia é fazer as piadas com os opressores e não com os oprimidos. Durante a conversa ao vivo, o ator Fabio de Luca também fez uma breve participação, alegando que, devido a repercussão com o vídeo, sua relação com o próprio corpo mudou. “Esse alerta me fez me enxergar de maneira diferente. Eu sempre fiz piada com o meu corpo porque achava que tinha que ser assim e não precisa, é só viver”, resumiu. Veja a íntegra da live abaixo. Ver essa foto no Instagram com @biancabarroca e @alexandrismos Uma publicação compartilhada por Porta dos Fundos (@portadosfundos) em 8 de Jun, 2020 às 1:59 PDT












