Johnny Depp acusa Amber Heard de ser infiel e mentirosa
O ator Johnny Depp continua decidido a manter sua vida pessoal na mídia. Ironicamente, agora para processar a mesma mídia. Ao comparecer a um tribunal de Londres nesta terça (7/7) para testemunhar na ação legal que abriu contra um jornal britânico, ele acusou sua ex-mulher, a atriz Amber Heard, de manter casos extraconjugais e mentir sobre ter sido agredida por ele. Depp está processando a editora News Group Newspapers, que opera o jornal The Sun, e o editor executivo Dan Wootton por difamação devido a um artigo de abril de 2018 em que foi chamado de “espancador de esposa”. Advogados do tabloide britânico no processo disseram que demonstrariam que a declaração era precisa e que a memória do ator pode ter sido afetada pelo uso excessivo de drogas. “Para evitar qualquer dúvida, nunca maltratei a sra. Heard ou, de fato, qualquer outra mulher na minha vida”, disse Depp em sua declaração. O advogado dele, David Sherborne, afirmou que Heard divulgou alegações de abuso pela primeira vez em maio de 2016, quando obteve uma ordem de restrição contra Depp e parecia ter hematomas no rosto causados por um incidente seis dias antes. “Existe um conjunto substancial de evidências que demonstra claramente que essa foi uma mentira fabricada pela sra. Heard e por seus amigos”, disse Sherborne. Em documentos submetidos ao tribunal, a equipe de Depp também disse que Heard iniciou um caso com o executivo-chefe da Tesla, Elon Musk, no início de 2015, logo após o casamento, e teve ao menos um relacionamento extraconjugal com colegas de elenco, citando James Franco. Em uma declaração escrita, Depp ainda alegou que Heard tinha “uma personalidade borderline calculada e diagnosticada; ela é sociopata; é narcisista; e é completamente desonesta emocionalmente”. Invertendo as acusações, ele afirmou afirma que era ela quem o agredia. E acrescentou: “Agora estou convencido de que ela entrou na minha vida para tirar de mim qualquer coisa que valesse a pena e depois destruir o que restasse”, disse Depp. Além de Depp, Amber Heard também deve dar seu testemunho sobre as agressões.
Após repercussão negativa, Halle Berry desiste de papel de homem transexual
Demorou pouco o entusiasmo da atriz Halle Berry para interpretar um homem transgênero. Após a repercussão negativa nas redes sociais ao anúncio desse projeto, ela se desculpou e informou ter desistido do papel, em um comunicado publicado nas redes sociais. Ela reconheceu que alguém da comunidade LGBTQIA+ deveria ser responsável por contar esta história, e não ela, uma mulher cisgênero. “No fim de semana, tive a oportunidade de discutir ter considerado este papel como um homem transgênero e gostaria de me desculpar por minhas declarações”, afirmou ela, na nota. “Como mulher cisgênero, eu agora entendo que não deveria ter considerado este papel e que a comunidade transgênero deveria sem dúvidas ter a oportunidade de contar sua própria história”, adicionou a atriz. E acrescentou: “Sou grata pelas orientações e conversas críticas dos últimos dias e continuarei a ouvir, me educar e aprender com esse erro. Me comprometo a ser uma aliada no uso da minha voz para promover uma melhor representação na tela, tanto na frente quanto atrás das câmeras.” A decisão da atriz foi recebida com elogios pela GLAAD, organização que defende a correta representação LGBTQIA+ na mídia. “Estamos satisfeitos que Halle Berry tenha ouvido as preocupações das pessoas trans e aprendido com elas. Outras pessoas poderosas devem fazer o mesmo. Um bom lugar para começar é assistindo ao documentário ‘Disclosure’ [na Netflix] para saber mais sobre a representação trans na mídia”. Halle Berry tinha anunciado o projeto numa live do fim de semana. E não foi criticada apenas por querer viver a personagem, mas por confundir o gênero do papel, ao insistir que se tratava da história de uma mulher. “É uma mulher. É uma história feminina. Sim, ela fez a transição para homem, mas quero entender o porquê e como. Então estou torcendo para que eu consiga fazer isso”, disse na ocasião. Na live, a atriz disse que amava o projeto: “Eu quero experimentar esse mundo, quero entender esse mundo. Quero mergulhar fundo, como fiz em ‘Bruised’”, completou, referindo-se ao filme ainda inédito em que interpretou uma lutadora veterana de MMA. Os comentários foram considerados transfóbicos por membros da comunidade LGBTQIA+, já que homem trans é homem e não mulher que vira homem. A reação negativa também era bastante previsível, uma vez que Scarlett Johansson já tinha se envolvido em uma polêmica parecida há dois anos. Berry repetiu exatamente os mesmos passos feitos pela colega em 2018, que acabou desistindo do papel e pedindo desculpas pela forma como lidou com a situação. “Aprendi muito através desse processo”, disse Johansson na ocasião. pic.twitter.com/qpE8Tw1Xmu — Halle Berry (@halleberry) July 7, 2020
Halle Berry cria polêmica ao revelar planos de interpretar homem transexual
Halle Berry não deve ter visto o documentário “Disclosure” na Netflix. Nem se ligado na polêmica que acompanhou o anúncio de Scarlett Johansson num papel transexual há dois anos, que a fez desistir do filme. Só isso explica seu entusiasmo ao anunciar em uma live no Instagram que seu próximo papel provavelmente será o de um transexual. Pior ainda, ela disse que o personagem masculino é uma mulher. “Estou pensando em interpretar uma personagem… Essa mulher é transgênero. Então meu cabelo vai precisar… Ela é uma mulher que faz a transição para homem, então meu cabelo vai precisar ficar bem curto.” A atriz foi criticada por não só afirmar como insistir que se trata da história de uma mulher. “É uma mulher. É uma história feminina. Sim, ela fez a transição para homem, mas quero entender o porquê e como. Então estou torcendo para que eu consiga fazer isso.” Ela prosseguiu dizendo que ama o projeto: “Eu quero experimentar esse mundo, quero entender esse mundo. Quero mergulhar fundo, como fiz em ‘Bruised'”, completou, referindo-se ao filme ainda inédito em que interpretou uma lutadora veterana de MMA. Os comentários foram considerados transfóbicos por membros da comunidade LGBTQIA+, já que homem trans é homem e não mulher que vira homem. “Ainda tentando entender por que a Halle Berry estaria interessada em interpretar um homem transgênero”, comentou uma usuária do Twitter, em meio a uma campanha para que a atriz reconsidere a decisão. Lançado no mês passado, o filme “Disclosure” é didático ao explicar porque papéis de personagens transexuais deveriam ser interpretado por atores trans. Veja um trecho abaixo. Today is a good day to remind people that casting trans actors in trans roles is more than about opportunity. #DisclosureNetflix https://t.co/Ko2gjPHvnU — Disclosure Documentary (@Disclosure_Doc) July 6, 2020
Sebastian Athié (1995 – 2020)
O jovem ator mexicano Sebastian Athié, conhecido por seus papéis em séries exibidas pela Disney Channel na América Latina, morreu aos 24 anos. Ele teve a morte confirmada pela Disney Channel Brasil, que fez uma publicação em sua página no Instagram para lembrar do ator. “Descanse em paz, Sebas. Sua arte e seu sorriso ficarão para sempre. Lamentamos a perda de Sebastián Athié e sempre lembraremos de seu talento, companheirismo, profissionalismo e, acima de tudo, seu enorme coração. Nossos sentimentos à família, colegas, amigos e fãs”, diz o texto. Athié ficou conhecido por sua participação na novela teen argentina “O11CE”, que teve 180 episódios e foi um grande sucesso na América Latina. Sebastian participou de todos os capítulos, integrando um grupo de jovens de diferentes origens que jogam no time Los Halcones Dorados, de Buenos Aires. Ele também namorou uma colega da atração, a atriz Agustina Palma. Seu colega Santiago Stieben, que fez parte do elenco da série, emocionou-se ao gravar um vídeo para falar do amigo nas redes sociais. “Estou realmente muito triste. Hesitei em fazer este vídeo. Mas sinto que quero compartilhar com todos o amor que tenho por você. Meu abraço à sua família, minhas melhores lembranças com você sempre”, comentou. A última publicação de Sebastian no Instagram foi feita no dia 7 de junho. Na ocasião, ele publicou uma foto de si mesmo e usou uma citação de Nelson Mandela: “Ser livre não é apenas se livrar das correntes que lhe prendem, mas viver sendo capaz de respeitar e engrandecer a liberdade dos outros”, escreveu. A causa da morte, até o momento, não foi revelada.
Ennio Morricone (1928 – 2020)
O grande compositor Ennio Morricone, criador de trilhas sonoras inesquecíveis, morreu nesta segunda-feira (6/7) em Roma aos 91 anos, por complicações de uma queda sofrida na semana passada. Ele teve uma carreira de quase 70 anos como instrumentista e 60 anos como compositor de obras para o cinema, TV e rádio. Suas músicas acompanharam mais de 500 filmes, venderam cerca de 70 milhões de discos e criaram a identidade sonora de gêneros inteiros, como o spaghetti western, também conhecido como “bangue-bangue à italiana”, o giallo ultraviolento, os filmes americanos de máfia e reverberaram por toda a indústria cinematográfica italiana. “O Maestro”, como era conhecido, nasceu em 10 de novembro de 1928 em uma área residencial de Roma. Seu pai, Mario, tocava trompete, e este foi o primeiro instrumento que o jovem aprendeu a tocar. Graças a essa convivência, ele começou a compor músicas aos 6 anos. Quando tinha cerca de 8 anos, Morricone conheceu seu grande parceiro, o cineasta Sergio Leone, no ensino fundamental. Os dois voltaram a se encontrar duas décadas mais tarde para fazer História. O jovem Morricone começou a carreira compondo músicas para dramas de rádio, ao mesmo tempo em que tocava numa orquestra especializada em trilhas para filmes. “A maioria era muito ruim e eu acreditava que poderia fazer melhor”, disse ele numa entrevista de 2001. Ele trabalhou com Mario Lanza, Paul Anka, Charles Aznavour, Chet Baker e outros como arranjador de estúdio na gravadora RCA e com o diretor Luciano Salce em várias peças. Quando Salce precisou de uma trilha para seu filme “O Fascista” (1961), lembrou do jovem e deu início à carreira de compositor de cinema de Morricone. Depois de alguns filmes, Morricone reencontrou Leone, iniciando a lendária colaboração. O primeiro trabalho da dupla, “Por um Punhado de Dólares” (1964), marcou época e estabeleceu um novo patamar no gênero apelidado de spaghetti western – além de ter lançado a carreira de Clint Eastwood como cowboy de cinema. Os dois assinaram com pseudônimos americanos, e muita gente realmente acreditou que se tratava de uma produção de Hollywood, tamanha a qualidade. Ao todo, Morricone e Leone trabalharam juntos em sete filmes, dos quais o maestro considerava “Era uma Vez no Oeste” (1968) a obra-prima da dupla. O segredo da combinação é que Leone pedia para Morricone compor as músicas antes dele filmar, usando-a como elemento narrativo, muitas vezes dispensando diálogos. Nesta fase, ele também inaugurou duradouras parcerias com Bernardo Bertolucci e Pier Paolo Pasolini. Do primeiro, compôs a trilha de “Antes da Revolução” (1964), mas só retomou as colaborações na década seguinte. Já com o segundo, foi fundo na cumplicidade do período mais controvertido do diretor, embalando clássicos que desafiaram a censura, como “Teorema” (1968), “Orgia” (1968), “Decameron” (1971), “Os Contos de Canterbury” (1972) e “As Mil e Uma Noites” (1974). Serviu até de consultor musical para o mais ultrajante de todos, “Salò, ou os 120 Dias de Sodoma” (1975), proibidíssimo e talvez relacionado ao assassinato nunca resolvido do diretor naquele ano. Fez também muitas comédias picantes e uma profusão de obras sobre crimes e gângsteres de especialistas como Alberto Martino e Giuliano Montaldo. A verdade é que, no começo da carreira, Morricone chegava a compor até 10 trilhas por ano, entre elas composições de clássicos como “De Punhos Cerrados” (1965), de Marco Bellochio, e “A Batalha de Argel” (1966), de Gillo Pontecorvo. E o sucesso dos westerns de Leone – como “Por uns Dólares a Mais” (1965) e “Três Homens em Conflito” (1966), igualmente estrelados por Clint Eastwood – , aumentou muito mais a procura por seus talentos. Sua música não só ressoava em dezenas de filmes, como os demais compositores tentavam soar como ele, especialmente os que musicavam westerns italianos. Morricone ainda deixou sua marca num novo gênero, ao assinar a trilha de “O Pássaro das Plumas de Cristal” (1970), de Dario Argento, considerado o primeiro giallo, uma forma de suspense estilizada e sanguinária, que geralmente envolvia um serial killer e mortes brutais. Confundindo-se com a tendência, fez trilhas para outros giallos famosos, como “O Gato de Nove Caudas” e “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza”, ambos de Argento, além de “O Ventre Negro da Tarântula” e “Uma Lagartixa num Corpo de Mulher”, só para citar trabalhos feitos num período curto. As trilhas destes quatro filmes foram criadas em 1971, simultaneamente a uma dezena de outras, entre elas partituras de pelo menos três clássicos, “Decameron”, de Pier Paolo Pasolini, “Sacco e Vanzetti”, de Giuliano Montaldo, e “A Classe Operária Vai para o Paraíso”, de Elio Petri, sem esquecer uma nova colaboração com Leone, “Quando Explode a Vingança”. Para dar ideia, ele chegou a recusar o convite para trabalhar em “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick, porque não daria conta. Requisitadíssimo, Morricone assinou as trilhas da franquia “Trinity”, que popularizou a comédia western italiana e virou fenômeno de bilheteria mundial, e começou a receber pedidos de produções francesas – teve uma forte parceria com o cineasta Henri Verneuil em thrillers de Jean-Paul Belmondo – e alemãs. Quando Clint Eastwood retornou aos EUA, convocou o maestro a fazer sua estreia em Hollywood, assinando a música de seu western “Os Abutres Têm Fome” (1970), dirigido por Don Siegel. Mas foi preciso um terror para que se estabelecesse de vez na indústria americana. Morricone tinha recém-composto a trilha do épico “1900” (1976), de Bernardo Bertolucci, quando foi convidado a trabalhar em “O Exorcista II: O Herege” (1977), contratado ironicamente devido a uma de suas obras menores, “O Anticristo” (1974). A continuação do clássico de terror decepcionou em vários sentidos, mas o compositor começou a engatar trabalhos americanos, como “Orca: A Baleia Assassina” (1977) e o filme que o colocou pela primeira vez na disputa do Oscar, “Cinzas do Paraíso” (1978). A obra-prima de Terrence Malick era um drama contemplativo, repleto de cenas da natureza, que valorizou ao máximo seu acompanhamento musical. E deu reconhecimento mundial ao trabalho do artista. Apesar da valorização, ele não diminuiu o ritmo. Apenas acentuou sua internacionalização. Musicou o sucesso francês “A Gaiola das Loucas” (1978), o polêmico “Tentação Proibida” (1978), de Alberto Lattuada, e voltou a trabalhar com Bertolucci em “La Luna” (1979) e “A Tragédia de um Homem Ridículo” (1981), ao mesmo tempo em que compôs suspenses/terrores baratos americanos em série. Dois terrores desse período tornaram-se cultuadíssimos, “O Enigma de Outro Mundo” (1982), em que trabalhou com o diretor – e colega compositor – John Carpenter, e “Cão Branco” (1982), uma porrada de Samuel Fuller com temática antirracista. Foi só após um reencontro com Sergio Leone, desta vez em Hollywood, que Morricone deixou os filmes baratos americanos por produções de grandes estúdios. Os dois velhos amigos colaboraram pela última vez em “Era uma Vez na América” (1984), antes da morte de Leone, que aconteceria em seguida. Ambos foram indicados ao Globo de Ouro e o compositor venceu o BAFTA (o Oscar britânico). A repercussão de “Era uma Vez na América” levou o maestro a trabalhar em “A Missão” (1986), de Roland Joffé, que como o anterior era estrelado por Robert De Niro. O filme, passado no Rio Grande do Sul, rendeu-lhe a segunda indicação ao Oscar. Em seguida veio seu filme americano mais conhecido, novamente com De Niro no elenco. “Os Intocáveis” (1987), de Brian De Palma, foi sua terceira indicação ao Oscar – e, de quebra, lhe deu um Grammy (o Oscar da indústria musical). O compositor recebeu sua quarta indicação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por outro filme de gângster, “Bugsy” (1991), de Barry Levinson. Mas nunca se mudou para os Estados Unidos, o que lhe permitiu continuar trabalhando no cinema europeu – em obras como “Busca Frenética” (1988), de Roman Polanski, o premiadíssimo “Cinema Paradiso” (1988), de Giuseppe Tornatore, “Ata-me” (1989), de Pedro Almodóvar, e “Hamlet” (1990), de Franco Zeffirelli. Eventualmente, voltou a bisar parcerias com De Palma, Joffé e até fez alguns blockbusters de Hollywood, como “Na Linha de Fogo” (1993), em que reencontrou Clint Eastwood, “Lobo” (1994), de Mike Nichols, e “Assédio Sexual” (1994), novamente de Levison. Mas sua última indicação ao Oscar foi uma produção italiana, outra colaboração com Tornatore: “Malena” (2000). Na verdade, Morricone musicou todos os filmes de Tornatore desde “Cinema Paradiso”. Foram 10 longas e alguns curtas, até 2016. Seu ritmo só diminuiu mesmo a partir de 2010, quando, em vez de 10 trabalhos anuais, passou a assinar 4 trilhas por ano. Apesar de convidado, ele nunca trilhou um filme dirigido por Eastwood, decisão da qual mais se arrependia, mas recebeu das mãos do velho amigo o seu primeiro Oscar. Foi um troféu honorário pelas realizações de sua carreira, em 2007. Morriconi ainda veio a receber outro prêmio da Academia, desta vez pelo trabalho num filme: a trilha de “Os Oito Odiáveis”, western dirigido por Quentin Tarantino em 2015. Esta criação sonora também lhe rendeu o Globo de Ouro e o BAFTA. E ele fez sem ver o longa, no estúdio particular de sua casa. Grande fã de sua obra, Tarantino já tinha usado algumas de suas composições como música incidental em “Kill Bill”, “Django Livre” e “Bastardos Inglórios”. E deu completa liberdade para Morricone, que, em troca, disse que trabalhar com o diretor em “Os Oito Odiáveis” tinha sido “perfeito… porque ele não me deu pistas, orientações”, permitindo que criasse sua arte sem interferência alguma. “A colaboração foi baseada em confiança”. O maestro ainda ganhou muitos outros prêmios, entre eles 10 troféus David di Donatello (o Oscar italiano) ao longo da carreira – o mais recente por “O Melhor Lance” (2013), de Tornatore. Foi uma carreira realmente longa, que seu velho parceiro Tornatore transformou em filme, “Ennio: The Maestro” (2020), um documentário sobre sua vida e obra, finalizado pouco antes de sua morte, que deve ser lançado ainda neste ano. Mas a última palavra sobre sua vida foi dele mesmo. Morricone escreveu seu próprio obituário, que seu advogado leu para a imprensa após o anúncio de sua morte. “Eu, Ennio Morricone, estou morto”, começa o texto, em que o maestro agradeceu a seus amigos e familiares, e dedicou “o mais doloroso adeus” a sua esposa Maria Travia, com quem se casou em 1956, dizendo “para ela renovo o amor extraordinário que nos unia e que lamento abandonar”. Relembre abaixo alguns dos maiores sucessos do grande mestre.
Nick Cordero (1978 – 2020)
O ator e cantor Nick Cordero morreu no domingo (5/7) após uma longa luta contra a covid-19. Ele estava internado numa UTI de Nova York desde 1ª de abril e chegou a ter a perna amputada após complicações decorrentes do coronavírus. Mas a infecção comprometeu os dois pulmões e ele não resistiu. A morte foi confirmada por sua esposa, Amanda Kloots, no Instagram, onde ela mantinha os seguidores informados sobre a luta do marido. Cordero tinha 41 anos. “Meu querido marido faleceu nesta manhã. Ele estava cercado de amor por sua família, cantando e orando enquanto gentilmente deixava esta terra”, escreveu Amanda na rede social. “Estou incrédula e machucada em todos os lugares”, acrescentou. “Meu coração está partido porque eu não consigo imaginar nossas vidas sem ele.” Cordeiro foi indicado ao Tony (o Oscar do teatro) por “Bullets Over Broadway” e estrelou as montagens de “Waitress”, “A Bronx Tale the Musical” e “Rock of Ages”. Ele também trabalhou no filme “Despedida em Grande Estilo” e nas séries “Blue Bloods” e “Law & Order: SVU”, Sua esposa disse que ele testou negativo para covid-19 duas vezes, antes de um terceiro teste dar positivo.
Atriz de Supernatural é diagnosticada com câncer de mama
A atriz Samantha Smith, que viveu a mãe de Sam e Dean na série “Supernatural”, revelou aos fãs ter sido diagnosticada com câncer de mama. Em post nas redes sociais, ela contou que terá que passar em breve por uma dupla mastectomia. “Bom, aqui vai. Acabei de ser diagnosticada com câncer de mama (pela segunda vez, mas essa é outra história). Então, vou fazer uma mastectomia dupla em algumas semanas, o que é bom. Meu prognóstico é ótimo. Peitos novos e sem mamografias por toda a vida? #SilverLinings!”, ela escreveu, usando a expressão em inglês que fala do “lado positivo” das notícias ruins. A atriz também aproveitou para alertar os fãs sobre a importância dos exames preventivos e de cuidar da própria saúde. “Por favor, não negligencie sua saúde. Faça os seus exames. Se eu tivesse demorado para procurar tratamento, sabe Deus o que eu iria enfrentar. Eu vou ficar bem. Eu quero que vocês fiquem bem também. Cuidem-se”, completou. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Here’s the deal. I was just diagnosed with breast cancer. (For the 2nd time, but that’s another story…) So I’ll have a double mastectomy in a couple weeks, which is fine. My prognosis is great. New boobs & no mammograms for life? #SilverLinings! In all seriousness, the reason I’m talking about this right now is, luckily I found this with a self-exam, but my doctor told me that 50% –FIFTY% – of Americans have sought NO health care since March, *even with symptoms of illness.* And OBGYN visits are down to record lows. Please don’t neglect your health. Get your screenings. If I had waited to seek treatment, who knows what I’d be facing. I’m going to be fine. I want you to be fine, too. Look after yourselves, & I’ll keep you posted on this ride. 💗 Sam Uma publicação compartilhada por Samantha Smith (@samsmithgrams) em 3 de Jul, 2020 às 11:04 PDT
Comunidades de fãs rejeitam a criadora de Harry Potter após manifestações transfóbicas
Os sites da MuggleNet e The Leaky Cauldron, duas das maiores e mais bem estabelecidas comunidades de fãs de “Harry Potter”, divulgaram um comunicado conjunto em apoio a pessoas trans e rejeitando os comentários transfóbicos feitos e reiterados desde junho por JK Rowling, a própria criadora de “Harry Potter”. “Embora seja difícil falar contra alguém cujo trabalho há tanto tempo admiramos, seria errado não usar nossas plataformas para combater os danos que ela causou”, diz o comunicado. “Nossa postura é firme: mulheres trans são mulheres. Homens transgêneros são homens. Pessoas não binárias são não binárias. As pessoas intersexuais existem e não devem ser forçadas a viver no binário. Permanecemos com os fãs de Harry Potter nessas comunidades e, embora não toleremos os ataques que JKR recebeu por expor suas opiniões sobre pessoas trans, devemos rejeitar suas crenças”, diz o comunicado. Além da manifestação pública, os dois sites tomaram a decisão de deixar de incluir links para o site particular de Rowling, parar de divulgar seus posts, acompanhar sua vida pessoal e até mesmo qualquer trabalho da escritora que não seja relacionado a Harry Potter. Para completar, os sites anunciaram que vão passar a se referir à escritora como #JKR no futuro, para impedir que postagens sobre Rowling sejam exibidas em seus feeds de mídia social.
Jennifer Grey e Clark Gregg encerram casamento de 19 anos
A atriz Jennifer Grey, até hoje lembrada por “Dirty Dancing – Ritmo Quente” (1987), e o ator Clark Gregg, o agente Coulson dos filmes da Marvel e da série “Agents of SHIELD”, oficializaram seu divórcio, após 19 anos casados. Os dois já tinham se separado em janeiro e estavam passando a quarentena em locais diferentes. A decisão foi anunciada simultaneamente pelos dois no Instagram, na noite de sexta (3/7). Ambos postaram uma foto em que aparecem juntos e sorrindo, ao mesmo tempo em que revelaram estar “chorando” muito ao assumir o fim do casamento. “Depois de 19 anos juntos, nos separamos em janeiro, sabendo que sempre seríamos uma família que se ama, valoriza e se importa”, diz o texto, assinado em conjunto pelo casal. “Recentemente, tomamos a difícil decisão de nos divorciar, mas permanecemos próximos e profundamente agradecidos pela vida que compartilhamos e pela maravilhosa filha que criamos”. Eles têm uma filha de 18 anos, Stella Frances Gregg, que já apareceu num episódio de “Agents of SHIELD” e num filme escrito, dirigido e estrelado pelo pai, “Trust Me” (2013). Ver essa foto no Instagram after 19 years together, we separated in january, knowing we’d always be a family who loves, values and cares for each other. we recently made the difficult decision to divorce, but we remain close and are deeply grateful for the life we’ve shared and the wonderful daughter we’ve raised. – jennifer & clark p.s. totally crying as we post this Uma publicação compartilhada por Jennifer Grey (@jennifer_grey) em 3 de Jul, 2020 às 10:33 PDT Ver essa foto no Instagram After 19 years together, we separated in January, knowing we’d always be a family who loves, values and cares for each other. We recently made the difficult decision to divorce, but we remain close and are deeply grateful for the life we’ve shared and the wonderful daughter we’ve raised. – Jennifer and Clark P.S. Totally crying as we post this. Uma publicação compartilhada por Clark Gregg (@clarkgregg) em 3 de Jul, 2020 às 10:33 PDT
The Last of Us: Part 2 bate recordes de venda e expõe vexame dos robôs extremistas
O sucesso sem precedentes do game “The Last of Us: Part 2” encerra de vez a discussão sobre a capacidade dos nerds da extrema direita de mobilizar qualquer boicote cultural. Eles já atacaram os filmes “Pantera Negra” (herói negro), “Capitã Marvel” (heroína feminina) e a nova trilogia “Star Wars” (falta de homens brancos heroicos), que se tornaram fenômenos de bilheteria. Agora, miraram em seu primeiro game, bombardeando sites como Metacritic e IMDb com preconceito e notas baixas para tentar impedir o sucesso do jogo. Com mais de 100 mil comentários (a maioria negativos), “The Last of Us: Part 2” virou o produto mais comentado do Metacritic em todos os tempos. A se acreditar nessas resenhas, o jogo deve ter sido o maior fracasso de todos os tempos… Mas, graças a essa mobilização sem precedentes, os extremistas conseguiram apenas demonstrar o que não queriam. Barulhentos e armados com robôs para multiplicar suas opiniões, revelaram que, na prática, são muito poucos para fazer qualquer diferença no mundo real. Isto porque “The Last of Us: Part 2” é o maior sucesso de vendas de 2020. Em menos de um mês, o jogo, lançado em 19 de junho passado, já vendeu mais cópias no Reino Unido do que todos os outros títulos do top 10 (dos mais vendidos do ano)… somados. O levantamento foi realizado pela GfK, empresa global que realiza estudos de mercado, e foi divulgado pelo site Games Industry. A continuação da história de Ellie e Joel ficou na frente de jogos como “Fifa 20” (2º), “Ring Fit Adventure” (3º), “Animal Crossing: New Horizons” (4º) e “Mario Kart 8: Deluxe” (5º). Só em seu primeiro fim de semana, “The Last of Us: Part 2” já tinha alcançado a marca de 4 milhões de cópias vendidas. Além disso, quebrou o recorde de estreia para o PlayStation 4. Perdidos no meio da gritaria extremista, alguns fãs verdadeiros realmente lamentaram o destino de um dos protagonistas da franquia. Mas a campanha fraudulenta abafou tanto as reclamações legítimas quanto os elogios rasgados, para fazer prevalecer apenas ataques homofóbicos – os reacionários apelidaram o jogo de “the lesbian of us”, dizendo que ele é fruto de “ideologia de gênero”. Sem cair nesta falsa polêmica, a crítica colocou a nota do game nas alturas, com 94% de aprovação no Metacritic. O jogo é a continuação do premiado “The Last of Us”, de 2013, história de sobrevivência numa espécie de pós-apocalipse zumbi, que liderou diversas listas de melhores games da década, e que recentemente teve sua adaptação para o formato de série anunciada pelo canal pago HBO. A série será escrita e dirigida pelos criadores de “Chernobyl”, o roteirista Craig Mazin e o diretor Johan Renck, que trabalharão na adaptação com o autor do game, Neil Druckmann.
Earl Cameron (1917 – 2020)
O ator Earl Cameron, um dos primeiros e maiores astros negros do cinema britânico, morreu na sexta-feira (3/7) em sua casa em Kenilworth, na Inglaterra, de causas não reveladas. Ele tinha 102 anos. Cameron virou ator por acaso. Imigrante de Barbados, trabalhava como lavador de pratos quando foi visitar um amigo nos bastidores de um musical no West End londrino no final dos anos 1940. Naquele dia, um ator foi demitido e ele acabou aproveitado no ensaio para cantar um refrão. Não só entrou na peça como participou de diversas montagens teatrais, antes de fazer sua estreia bombástica nas telas em 1951, escalado pelo célebre diretor Basil Dearden como um marinheiro recém-chegado de navio em Londres, no clássico noir “Beco do Crime”. Naquele filme, o personagem de Cameron se envolvia com uma garota branca (Susan Shaw), num contexto de racismo e crime que entrou para a História. Foi o primeiro romance interracial produzido pelo cinema britânico. Apesar desse começo impactante, ele foi relegado a papéis menores nos longas seguintes, atuando geralmente em produções passadas na África, ainda no período colonial britânico, como “Simba” (1955), “Odongo” (1956), “A Morte Espreita na Floresta” (1956), “A Marca do Gavião” (1957) e até na série “O Caçador Branco” (1957). Só foi voltar à Londres urbana em novo filme de Dearden, o clássico “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959), noir excepcional, vencedor do BAFTA de Melhor Filme Britânico, que se passava nos clubes noturnos de jazz da capital inglesa e novamente revisitava as relações interracionais e o racismo contra imigrantes caribenhos. Desde vez, ele interpretou um médico, irmão da personagem-título. Era o assassinato de sua irmã, confundida com uma mulher branca pela polícia, que dava início à trama, apresentada como uma investigação de crime racial. Após outras aventuras coloniais, inclusive um Tarzan – foi parceiro do herói em “Tarzan, o Magnífico” (1960) – , ele estrelou seu terceiro drama racial, “Lá Fora Ruge o Ódio” (1961), mais uma vez numa relação com uma mulher branca. Dirigido por Roy Ward Baker, o drama trazia o ator como o operário-modelo de uma fábrica, que era selecionado para receber uma promoção, despertando grande ressentimento entre seus colegas brancos. Cameron fez outro Tarzan – “Os Três Desafios de Tarzan” (1963) – e sua maior produção colonial, “Os Rifles de Batasi” (1964), de John Guillermin, antes de virar um agente secreto aliado de James Bond em “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965). Ele também participou de “Dezembro Ardente” (1973), romance estrelado e dirigido por Sidney Poitier em Londres, integrou a produção libanesa “Maomé – O Mensageiro de Alá” (1976), ao lado de Anthony Quinn, e voltou a contracenar com o intérprete de 007, Sean Connery, em “Cuba” (1979). Mas aos poucos tomou o rumo da TV, onde apareceu em dezenas de produções, inclusive nas célebres séries “Doctor Who” e “O Prisioneiro”, antes de dar uma pausa de 15 anos nas telas. Retornou apenas na década de 1990 para dar continuidade à longa filmografia. Entre seus trabalhos mais recentes estão o thriller “A Intérprete” (2005), de Sydney Pollack, estrelado por Nicole Kidman, o premiado “A Rainha” (2006), de Stephen Frears, que consagrou Helen Mirren, e “A Origem” (2010), de Christopher Nolan, com Leonardo DiCaprio.
Super-heróis da TV adotam máscaras contra covid-19 em campanha de conscientização
A Warner Bros. Television (WBTV) divulgou nas redes sociais uma coleção de imagens com os heróis das séries da rede The CW usando máscaras de proteção contra a covid-19. “Algumas máscaras ocultam identidades. Algumas máscaras salvam vidas. Se você precisa sair, seja um super-herói. Por favor, use uma máscara para sua segurança e saúde de outras pessoas”, diz o texto que acompanha as imagens. Os heróis que serviram de modelo para a campanha de conscientização são Flash, Supergirl, Arqueiro Verde, Raio Negro e Stargirl. Esta última, caçula da turma, é a única que (ainda) não faz parte oficial do Arrowverso. Curiosamente, ficaram de fora Batwoman, que está em processo de escalar uma nova protagonista, e os personagens de “Legends of Tomorrow”. Confira abaixo. Ver essa foto no Instagram Some masks hide identities. Some masks save lives. If you must go out, be a superhero. Please wear a mask, for your safety and the health of others. #ShowUsYourMask #ShowUsYourSuperMask #ConnectedTogether #TBT Uma publicação compartilhada por Warner Bros TV (@warnerbrostv) em 2 de Jul, 2020 às 2:29 PDT
Jason, de Sexta-Feira 13, faz campanha pelo uso de máscaras em Nova York
O estado de Nova York, nos EUA, lançou uma campanha criativa e inusitada para incentivar as pessoas a usarem máscaras como proteção contra a pandemia de covid-19. Para isso, escalou um garoto-propaganda famoso, conhecido por sempre usar máscara. Ninguém menos que Jason Voorhees, o serial killer da franquia “Sexta-Feira 13”. O vídeo mostra Jason andando pelo metrô e pelas ruas de Nova York, com o macacão e a máscara de hockey icônicas da franquia. “Não é fácil. A máscara pode nos fazer as pessoas se sentirem desconfortáveis”, ele explica, enquanto o vídeo revela o terror dos pedestres em seu caminho. Por outro lado, Jason também não consegue pegar um táxi, já que todos se assustam, levando-o a desabar: “Gostaria que todos pudessem me ver da maneira que eu sou… Por trás da máscara eu sou apenas um cara normal”. No final, uma menina se aproxima e lhe oferece uma máscara de pano. O vídeo termina com um um aviso: “Usar uma máscara pode ser assustador. Não usar pode ser mortal. Usem máscaras”. Para fãs da franquia de terror, vale lembrar que esta não é a primeira vez que Jason passeia por Manhattan. Ele já assustou os moradores locais em 1989, no filme “Sexta-Feira 13 – Parte 8: Jason Ataca Nova York”.










