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  • Etc,  Série

    Richard Herd (1932 – 2020)

    26 de maio de 2020 /

    O ator Richard Herd, conhecido por seus papéis na série “Seinfeld” e em filmes clássicos como “Todos os Homens do Presidente” (1976) e “Síndrome da China” (1979), morreu nesta terça (26/5) aos 87 anos, por complicações de um câncer. Herd fez sua estreia no cinema em “Hercules em Nova York” (1970), que lançou a carreira de ator de Arnold Schwarzenegger. Mas só foi se destacar seis anos depois, como o agente da CIA James W. McCord Jr. em “Todos os Homens do Presidente” (1976). O papel que lhe deu proeminência quase não ficou com ele. Herd só foi escalado após a morte de Richard Long, primeira escolha do diretor Alan J. Pakula. A projeção de “Todos os Homens do Presidente”, vencedor de quatro Oscars, lhe rendeu convite para viver outro personagem de comportamento suspeito, o diretor de uma usina nuclear que tenta esconder um meltdown em “Síndrome da China”. Mas logo trocou os dramas de impacto social pelas comédias de sucesso, vivendo militares em “A Recruta Benjamin” (1980), estrelada por Goldie Hawn, e “O Sargento Trapalhão” (1996), com Steve Martin. Ele teve uma boa parceria com Steve Martin e também John Candy, participando ainda de “Antes Só do que Mal Acompanhado” (1987), ao lado da dupla, e de “Aluga-se para o Verão” (1985), protagonizado por Candy. Paralelamente, teve participações recorrentes em séries famosas, especializando-se em sci-fis televisivas. Viveu um alienígena invasor nos três capítulos da minissérie “V: A Batalha Final” (V: The Final Battle), um klingon em dois episódios de “Jornada nas Estrelas: A Nova Geração” (Star Trek: The Next Generation), um almirante da Frota Estelar em cinco aparições em “Jornada nas Estrelas: Voyager” (Star Trek: Voyager) e o Almirante Noyce em duas temporadas de “Seaquest 2032” (Seaquest SDV). Ele também integrou o elenco fixo de “Carro Comando” (TJ Hooker), dando vida ao Capitão Sheridan, chefe de William Shatner entre 1982 a 1984. Seu trabalho mais lembrado, contudo, foi como ator convidado de “Seinfeld”, interpretando o Sr. Wilhelm, o supervisor de George Costanza (Jason Alexander) em seu emprego no time dos New York Yankees. Ele apareceu em 11 episódios, ao longo de três temporadas da sitcom, incluindo o capítulo final, exibido em 1998. Em entrevista de 2016, Herd disse que o personagem foi divertido de interpretar. “Ele era muito vulnerável e tinha um senso de humor curioso… Ele era meio delirante às vezes. Eu já tive muitos delírios na vida, então foi fácil para mim”, brincou. Ao longo da carreira, Herd filmou como vários diretores famosos, desde suas papéis iniciais até o final de sua filmografia. Entre os muitos parceiros, destacam-se Clint Eastwood, que o comandou em “Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal” (1997) e num de seus últimos desempenhos, “A Mula” (2018). Ele também trabalhou com Jordan Peele no fenômeno “Corra!” (2017).

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    Meninos são hospitalizados por crer que picada de aranha os tornaria super-heróis

    26 de maio de 2020 /

    Três meninos bolivianos foram parar no hospital após serem picados por uma aranha venenosa da espécie viúva negra. De acordo com o canal Telemundo, os três eram irmãos, com idades de 8, 10 e 12 anos, e esperavam que a picada da aranha lhes daria os poderes do Homem-Aranha. O trio ficou internado por quase uma semana, entre 14 e 20 de maio, segundo um porta-voz do Ministério da Saúde boliviano. Eles moram em Chayanta, uma pequena cidade na região andina da Bolívia. Ao ver a aranha enquanto brincavam na rua, tiveram a ideia de virar super-heróis. Após a picada, os sintomas do veneno surgiram em poucos minutos, com febre alta, dor muscular, suor em excesso e tremores pelo corpo. Apenas depois de serem transferidos para um hospital em La Paz os meninos conseguiram receber um antídoto para o veneno da aranha. Eles tiveram alta na quarta-feira passada (20/5).

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    Casal de Riverdale teria encerrado namoro na vida real

    26 de maio de 2020 /

    A arte imita a vida ou a vida imita a arte? Namorados em “Riverdale” e na vida real, Cole Sprouse e Lili Reinhart parece estar refletindo fora das câmeras a separação de seus personagens na série. Os dois começaram a namorar em 2017, após seus personagens virarem um casal em “Riverdale”. Mas agora que Betty Cooper e Jughead Jones começam a se afastar nas telas, seus intérpretes também estariam encerrando o relacionamento. Eles teriam até se isolado socialmente um do outro, durante a pandemia do novo coronavírus, segundo apuraram a revista People e a coluna/site Page Six, entre outras publicações. A notícia vem poucos dias depois de Sprouse postar uma carta aberta aos fãs no Instagram, dizendo que “não iria tolerar comentários maldosos”, sem especificar sobre o que se referia. “Quando eu entrei em um relacionamento público, essa era uma consequência eu podia prever. Embora eu nunca tivesse a intenção de expor a minha vida pessoal ao público, ficou claro que minha tendência à privacidade permitiu às pessoas impor seus próprios julgamentos”, escreveu ele. Reinhart fez comentários semelhantes no Twitter: “As pessoas são filhas da p*ta só por serem filhas da p*ta. Será que vocês não entendem o conceito de carma? Tudo bem, um dia ele vai alcançar vocês”. Não é a primeira vez que o namoro de Sprouse e Reinhart se desgasta em público. Depois que os dois assumiram o relacionamento, houve um período em que eles passaram separados. Assim que a E! News revelou o término, a People “apurou” que as “personalidades e estilos de vida conflitantes” dos dois teriam levado ao fim do namoro, no ano passado. Mas, poucos dias depois, o casal voltou a aparecer junto na capa de outra revista, a W Magazine, ironizando a cobertura sobre sua separação. “Urgente: uma fonte confirmou que vocês não sabem de m*rda nenhuma das nossas vidas”, diziam em conjunto. E em seguida Reihart declarou seu amor pelas redes sociais.

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    Steven Soderbergh diz que Contágio errou ao acreditar que pessoas seriam racionais diante da pandemia

    23 de maio de 2020 /

    O diretor Steven Soderbergh também tem comparado seu filme “Contágio” (2011) com a realidade da pandemia do novo coronavírus. O filme virou um fenômeno de streaming, durante o isolamento social e muitos passaram a ver suas cenas quase como a realidade de um documentário. Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, o cineasta ponderou os acertos de sua “previsão” no terreno da ficção distópica e destacou o maior equívoco: ele esperava que as autoridades fossem agir racionalmente e não de forma negacionista e anti-ciência diante de uma pandemia de proporções globais. E que o público iria ajudar a conter o contágio e não agir propositalmente – como ir a passeatas contra o isolamento social – para espalhar o vírus. Soderbergh avaliou que ele e o roteirista Scott Z. Burns podem ter errado ao desenhar as reações de seus personagens com uma base “racional”, quando a realidade mostrou que as pessoas são seres irracionais. “Tem sido fascinante ver aspectos dessa história se desenrolaram de formas que nós não levamos em conta. Por exemplo, o comportamento sociológico — a reação das pessoas, dos estados, dos países”, disse o diretor. “Para mim, tem sido um lembrete de que as pessoas não agem de forma racional. Quando estamos com medo, somos profundamente ilógicos. Testemunhar isso é uma loucura”. Por outro lado, o cineasta disse não ter se surpreendido ao saber a covid-19 pode ter nascido dos “wet markets” da China — locais onde produtos perecíveis variados são vendidos, incluindo animais vivos. “Todos os especialistas com quem conversamos disseram que poderia vir de lá. Alguns ainda disseram que teria um morcego envolvido. Isso há mais de dez anos, quando estávamos fazendo pesquisa para o filme… Então, não é uma surpresa”

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    Bryce Dallas Howard comemora formatura após 21 anos de faculdade

    23 de maio de 2020 /

    A atriz Bryce Dallas Howard usou o Instagram para comemorar sua formatura na NYU (New York University), revelando que demorou 21 anos para concluir o curso de Artes. No post, a estrela de “Jurassic World” explicou que a demora aconteceu porque sua carreira de atriz atropelou os estudos. “Eu me matriculei inicialmente em 1999, e depois tranquei o curso para começar a trabalhar como atriz, então essa conquista está a caminho há 21 anos!”, disse ela nas redes sociais. Howard largou a faculdade em 2001, para assumir um papel no teatro. Nos anos seguintes, sua carreira da atriz começou a decolar, com filmes como “A Vila” (2004), “A Dama na Água” (2006), “Homem-Aranha 3” (2007), “O Exterminador do Futuro: A Salvação” (2009) e “Histórias Cruzadas” (2011). Em meio a essa trajetória, o sonho de ter um diploma foi sendo adiado. Recentemente, a atriz, que é filha do ator e diretor Ron Howard, voltou para a NYU para um projeto de sua produtora cinematográfica, Nine Muses Entertainment, e aproveitou para fazer as aulas que faltavam para ganhar seu diploma. “Eu sempre tive um sonho de completar a minha educação formal e, embora hoje não possamos usar as nossas vestes roxas em uma festa de formatura [por causa da pandemia do novo coronavírus], quero agradecer a todo mundo que apoiou e encorajou todos os estudantes que se formam comigo”, escreveu ainda a atriz. Howard também conheceu seu marido, o ator Seth Gabel (de “Fringe” e “Salem”), durante a época da faculdade. Eles estão casados desde 2006, e têm dois filhos. Ver essa foto no Instagram I am so overcome with joy to share that I have officially graduated from NYU!! 💜 I first enrolled in undergrad in ’99, then took a leave of absence to start working as an actor, so this has been 21 years in the making! It’s been a long dream of mine to complete my formal education and though all of us NYU grads couldn’t wear glorious purple robes together today, I want to say thank you to everyone who supported and encouraged all of us graduates every step of the way. To the class of 2020, WE MADE IT 🎉🎓 There’s a special letter to the class of 2020 and my fellow Nine Muses Lab graduates in my bio! #NYU2020 Uma publicação compartilhada por Bryce Dallas Howard (@brycedhoward) em 21 de Mai, 2020 às 3:37 PDT

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    Produtor de Hollywood é preso por fraudar fundo de auxílio à pandemia de coronavírus

    23 de maio de 2020 /

    O executivo de Hollywood William Sadleir, de 66 anos, foi preso nesta sexta (23/5) em Los Angeles por agentes do FBI por determinação da justiça da Califórnia e de Nova York. Ex-presidente da produtora e distribuidora Aviron Pictures, Sadleir é acusado de envolvimento em uma fraude de US$ 30 milhões relacionada a um fundo criado para ajudar empresas durante a pandemia do novo coronavírus. O Ministério Público de Los Angeles afirma que ele solicitou empréstimos de US$ 1,7 milhão usando um fundo criado a partir da crise sanitária. “Imediatamente após o recebimento do valor, uma quantia significativa foi desviada para as contas pessoais da Sadleir e usada para despesas pessoais”, diz o processo. Parte do dinheiro foi usado para pagar os cartões de crédito American Express do produtor e de sua esposa, assim como para pagar parcelas do automóvel, segundo o documento. Em outra denúncia apresentada em Nova York, ele é acusado de participar de vários planos fraudulentos relacionados a investimentos na Aviron Pictures e afiliadas. Os promotores acusaram Sadlier de transferir ilegalmente US$ 25 milhões em fundos da Aviron e usar US$ 14 milhões do total para comprar uma residência em Beverly Hills. “Ele passou a se passar por um funcionário de uma falsa empresa com suposta sede em Nova York, que ele criou para exercer sua atividade ilegal”, disse William Sweeney Jr, vice-diretor do FBI em Nova York. Sadlier, que fundou a Aviron, foi demitido do cargo de alto executivo na empresa no final do último ano. O motivo não foi divulgado. A Aviron Pictures produziu, entre outros filmes, “O Sequestro” (2017), com Halle Berry, o terror “Os Estranhos: Caçada Noturna” (2018), o drama “Uma Guerra Pessoal” (2018), com Rosamund Pike, o fracasso “Calmaria” (2019), com Matthew McConaughey e Anne Hathaway, o romance teen “After” (2019) e o thriller “O Informante” (2019), com Joel Kinnaman. Se condenado pelas quatro acusações de fraude na Califórnia, Sadlier cumprirá 82 anos de prisão. Já as acusações de Nova York – duas de fraude eletrônica e uma de falsidade ideológica – representam outros 42 anos atrás das grades.

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    Regina Duarte defende sua gestão na Cultura com ataques à esquerda

    22 de maio de 2020 /

    Regina Duarte já tenta fazer controle de danos de sua breve passagem pela Secretaria Especial da Cultura do desgoverno atual. Em artigo publicado nesta sexta-feira (22/5) no jornal O Estado de S. Paulo, ela se defendeu das críticas “à esquerda e à direita” que recebeu enquanto foi a secretária cultural de Bolsonaro, mas principalmente “à esquerda”. Dizendo-se consciente de que sua passagem pela Secretaria seria alvo de críticas, ela afirma que assumiu a missão com a convicção de que teria de “enfrentar interesses entrincheirados em ideologias cujo anacronismo não parece suficiente para sepultá-las”, mas mesmo assim lamenta “a ação coordenada de apedrejar uma pessoa que, há mais de meio século, vem se dedicando às artes e à dramaturgia brasileira”. No artigo, Regina diz ter sido “formuladora de diretrizes” na política cultural de Bolsonaro, sem detalhar suas realizações nos 77 dias em que esteve à frente da pasta. E sem trabalho para mostrar, o texto se revela apenas um roteiro para papel de vítima. Não da direita, que promoveu hashtag #ForaRegina, mas de colegas “de esquerda”. Os colegas que ficaram horrorizados com sua falta de sensibilidade às vítimas reais, da covid-19, e sua defesa da ditadura, com direito à marchinha patriótica, durante a entrevista fatídica para a CNN Brasil, em que tentou agradar terraplanistas para permanecer no cargo. “Amo meu país, sim, e tenho deixado isso sempre bem claro, a ponto de, numa recente entrevista à TV, ter cantado a conhecida marchinha dos anos 70, que fala de ‘todos ligados na mesma emoção’. Nada a ver com defesa da ditadura, como quiseram alguns, mas com o sonho de brasilidade e união que venho defendendo ao longo de toda a minha vida”, justificou a atriz. “E me desculpo se, na mesma ocasião, passei a impressão de que teria endossado a tortura, algo inominável e que jamais teria minha anuência, como sabem os que conhecem minha história. Dito isso, não será o veneno destilado nas redes sociais que me fará silenciar nem renegar amor à minha pátria”. Ela chega a lembrar da novela “Roque Santero”, de Dias Gomes, e seu famoso papel como a Viúva Porcina para dizer que enfrentou a censura nos primórdios da redemocratização – o que é meia-verdade. “Nos anos 80, na pele da Viúva Porcina e integrante do elenco da novela ‘Roque Santeiro’, enfrentei a censura nos primórdios da redemocratização. Fui aplaudida”, falou. “Duas décadas mais tarde, não me abstive de alertar a sociedade sobre a ameaça que representaria para o País um governo de matiz notoriamente socialista. Fui vaiada”. Na verdade-inteira, “Roque Santero” foi completamente censurada pela ditadura e proibida de ser produzida, mas em sua primeira versão, em 1975. Na ocasião, Betty Faria interpretaria a viúva “que foi sem nunca ter sido”. Regina até participou de movimento de repúdio à produção da obra, mas quando a novela foi liberada uma década depois, permitindo que ela vivesse Porcina, o Brasil já tinha um civil na presidência, José Sarney, e a infame Dona Solange, a burocrata que encarnou a censura no Brasil, já estava com a tesoura confiscada, de forma que Regina não enfrentou censura nenhuma para viver esse papel. Ao mesmo tempo, ela chama de “ameaça” “de matiz notoriamente socialista” um governo que, ao ser eleito, jamais ameaçou a democracia ou promoveu atos contra os poderes legislativo e judiciário, em defesa de um novo AI-5, como a administração da qual ela fez parte. Regina não enxerga essas diferenças. Pior: ela diz que chamar atenção para essas diferenças é ruim e sintomático de uma “infodemia” de esquerda. A citação a uma pandemia não vem com a lembrança, tão cobrada pelos artistas, às vítimas da covid-19, mas a uma “pandemia de informações tendenciosas em que conta o viés de quem as veicula e não o factual isento, não a verdade”. Trata-se, por óbvio, de uma visão ideológica do que é “verdade” – para bolsonaristas, ideológica é a “esquerda” e a verdade é “de direita”. Por fim, Regina Duarte acrescenta que o país precisa “de uma política cultural que transcenda ideologias”. Ou seja, que transcenda a esquerda. E finaliza: “Num país que tivesse nas comunicações uma elite pensante que não optasse pelo ‘quanto pior, melhor’, esse era o trabalho que deveria estar sob os holofotes da opinião pública – nunca a minha pessoa”. Vale lembrar, já que Regina esqueceu, que a elite que está nas comunicações lhe pagou salário por cinco décadas, e foi lembrada por ela, em seu próprio texto, via citação de novela, como produtora de arte que merecia ser defendida de um governo autoritário, na época em que estavam “todos ligados na mesma emoção”.

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    Lori Loughlin faz acordo por dois meses de prisão em caso de fraude

    21 de maio de 2020 /

    A atriz Lori Loughlin, intérprete da tia Becky em “Três é Demais” e “Fuller House”, aceitou se declarar culpada e cumprir dois meses de prisão, no caso em que é acusada de subornar uma universidade para aceitar suas filhas como estudantes. A pena de Loughlin ainda inclui 24 meses (dois anos) de liberdade condicional, em que terá que reportar as suas atividades ao governo. O marido da atriz, Massimo Giannulli, também aceitou se declarar culpado e deve passar cinco meses na cadeia. Até então, os dois vinham se declarando inocentes, com julgamento marcado para outubro. Eles foram acusados de pagar US$ 500 mil para a USC (University of Southern California) para aceitar suas duas filhas em uma bolsa reservada para atletas do remo — esporte que nenhuma das duas garotas pratica. Por meio de seus advogados, eles alegavam que os US$ 500 mil eram “uma doação legítima” para a instituição. Mas mudaram de ideia, após acompanharem o julgamento de outra mãe famosa, indiciada pelo mesmo crime. A atriz Felicity Huffman (de “Desperate Housewifes e da recente minissérie “Olhos que Condenam”) se declarou culpada desde o início, fez um mea culpa e foi condenada a apenas duas semanas de prisão, saindo três dias antes do previsto em sua sentença. Além das duas, uma investigação do FBI revelou que vários pais milionários pagavam subornos para conseguir vagas para seus filhos nas melhores universidades dos EUA, fraudando o sistema de aprovação por desempenho acadêmico e/ou atlético.

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    Kendall Jenner vai indenizar vítimas da fraude do Fyre Festival

    21 de maio de 2020 /

    A modelo Kendall Jenner vai ter que indenizar um grupo de vítimas do fiasco que se tornou o Fyre Festival de 2017, tema de dois documentários – na Netflix e na Hulu. Promovido como uma versão luxuosa dos grandes festivais de música, o empreendimento se revelou uma grande roubada, com falta de comida, hospedagem barraqueira, deficiência sanitária e ausência dos artistas anunciados, entre outros perrengues. Kendall foi uma das modelos contratadas para divulgar a mentira dos promotores nas redes sociais. Ela e outras famosas publicaram posts promocionais do evento no Instagram, semanas antes do festival, que aconteceu entre o fim de abril e o começo de maio de 2017 em Great Exuma, uma ilha das Bahamas. Sem informar seus seguidores que tinha sido paga pela postagem, que lhe rendeu US$ 275 mil, Jenner prometeu a eles que encontrariam “modelos famosas” por lá e que também teriam “experiências gastronômicas de primeira classe”. Mas até mesmo os sanduíches servidos ao público pagante do Fyre Festival tinham queijo reduzido – e, em alguns casos, nem sequer queijo tinham, tamanha foi a miséria do evento. Alguns consumidores que pagaram pelas férias dos sonhos nas Bahamas entraram com uma ação coletiva contra a estrela das passarelas, por considerar que ela compactuou com a fraude. Para evitar o processo, Jenner ofereceu um acordo financeiro fora dos tribunais, o que acabou sendo selado. E ela ainda teve lucro. Vai pagar apenas US$ 90 mil, um terço do que recebeu, para as vítimas do golpe. Além dela, também estão sendo processados a modelo Emily Ratajkowski e os músicos Migos, Blink-182, Lily Yachty e Pusha, pelos mesmos motivos. Menos sorte teve Billy McFarland, um dos realizadores do Fyre Festival, que foi condenado a seis anos de prisão em 2018 por fraude.

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    Mario Frias já teria acertado substituir Regina Duarte na Secretaria de Cultura

    20 de maio de 2020 /

    O ator Mario Frias já teria sido convidado para assumir a Secretaria de Cultura, afirmaram aliados do presidente Jair Bolsonaro à vários veículos de imprensa. Ele vai substituir a atriz Regina Duarte, que foi exonerada nesta quarta (20/5), após cerca de dois meses no comando da pasta. Ainda não está definida a data em que o ex-ator será empossado. Sai a Viúva Porcina, de “Roque Santero”, e entra o Drácula, de “Os Mutantes”. Frias é uma ator de novelas de apenas 38 anos, cuja maior credencial para o cargo é ser bolsonarista. Revelado em “Malhação”, em 1998, ele também apareceu em “Senhora do Destino” e “Bela, a Feia”, e atualmente apresentava um game show na Redetv. Frias acompanhou a posse de Regina, mas foi rápido para sugerir seu próprio nome como sucessor da ex-atriz, durante o ápice da campanha #ForaRegina, promovida por terraplanistas das redes sociais. Ele se ofereceu para ocupar o cargo numa entrevista à CNN Brasil, há duas semanas. Na reta final da fritura da ex-atriz e agora ex-secretária, o ex-“Malhação” almoçou por dois dias consecutivos com Bolsonaro no Palácio do Planalto. Na tarde desta quarta (20/5), segundo atualização da agenda oficial do presidente, voltaram a se encontrar, quando o presidente teria batido o martelo. Sem grande currículo, Mario Frias pode se dar ao luxo de se queimar com a classe artística, ao abraçar a política anti-cultural de Bolsonaro. Quinto secretário de Cultura em menos de um ano e meio desse desgoverno, se ele ficar mais tempo na pasta que os dois meses de Regina, se tornará um dos mais resistentes no cargo. O recorde de longevidade pertence a Henrique Pires, que se demitiu após oito meses, recusando-se a praticar censura para agradar ao presidente. Este ato dramático, entretanto, acabou eclipsado pelo sincericídio de Roberto Alvim, que nem Bolsonaro conseguiu segurar após estrelar um vídeo da pasta com discurso inegavelmente nazista.

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    Jon Whiteley (1945 – 2020)

    20 de maio de 2020 /

    O ator e curador de museu Jon Whiteley, que recebeu um raro Oscar honorário juvenil em 1953, morreu aos 75 anos. A causa do falecimento não foi revelada. Whiteley tinha 8 anos quando ele e Vincent Winter estrelaram o drama britânico “Os Raptores”, de Philip Leacock, como meninos que encontram um bebê abandonado e decidem criá-lo. Pela desempenho, ambos receberam o Oscar honorário, uma estátua menor que o troféu original, entregue pela primeira vez em 1934 para Shirley Temple e pela última vez em 1960, para Hayley Mills. Deanna Durbin, Mickey Rooney e Judy Garland também receberam o troféu como atores mirins. Apesar da cerimônia do Oscar ser uma noite de consagração, o menino escocês não pôde ir ao evento em Los Angeles. Seus pais não deixaram. Na verdade, a carreira de ator foi um acidente na vida de Whiteley. Filho do diretor de uma escola, ele aprendeu a ler muito cedo e acabou incentivado a fazer a leitura de uma obra infantil no rádio. A desenvoltura chamou atenção de um produtor de cinema de Londres, que em 1952 o contratou para atuar no thriller criminal “Devoção de Assassino”, em que contracenou com Dirk Bogarde. Depois do Oscar mirim, ele foi trabalhar com um mestre do cinema, Fritz Lang, na aventura “O Tesouro de Barba Rubra” (1955). Também participou do thriller “O Seu Primeiro Crime” (1956), de Val Guest, e “O Jardineiro Espanhol” (1956), novamente com Dirk Bogarde. Mas a carreira foi extremamente curta, encerrando-se após mais dois papéis em episódios de séries de TV. Ao encerrar precocemente sua vida de ator, Whiteley se dedicou a seus estudos, formando-se na faculdade Pembroke e se tornando curador de museus. Ele se aposentou há alguns anos, no Ashmolean Museum, dedicado à arte e arquitetura, na cidade de Oxford. “Ao longo dos séculos, muitos indivíduos ajudaram a forjar o Ashmolean. Entre eles, há aqueles cujos espíritos ainda pulsam nas veias dessa instituição. Jon é um deles”, disse Xa Sturgis, diretor do museu, em comunicado sobre a morte do antigo funcionário.

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    Regina Duarte não é mais secretária de Cultura

    20 de maio de 2020 /

    Regina Duarte não é mais secretária especial da Cultura. Um dia depois de almoçar com um dos nomes cotados para assumir o cargo, o ex-“Malhação” Mário Frias, o presidente confirmou nesta quarta (20/5) o remanejamento da ex-atriz de 73 anos para a Cinemateca Brasileira, com sede em São Paulo. Bolsonaro afirmou nesta manhã que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz e “por tudo o que representa para todos nós”. Vale lembrar que ela encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo, com salário muito maior e todas as garantias possíveis para seu futuro, para atender ao convite do presidente e virar secretária de Cultura. Mas não pode reclamar de falta de exemplos de traição, inclusive de amigos íntimos, cometidas por Bolsonaro no poder. Há poucos dias, Regina reclamou foi de “matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosas” que apontavam sua fritura, em meio à campanha #ForaRegina nas redes sociais, incentivada pelo próprio Bolsonaro. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, os dois estavam insatisfeitos um com o outro e se dedicaram a encontrar uma saída honrosa para a artista, que vinha sofrendo intervenção no cargo, sem poder nomear ninguém. A tal saída honrosa, o comando da Cinemateca, foi estabelecida em um café da manhã desta quarta, no Palácio da Alvorada. A solução encontrada reflete uma reclamação de Bolsonaro, que já havia dito publicamente que Regina não dava expediente em Brasília, ficando a maior parte do tempo em São Paulo, trabalhando pela internet, o que prejudicava a gestão da pasta. A ausência da atriz abriria espaço, de acordo com o presidente, a conflitos ideológicos dentro da secretaria. Conflitos ideológicos, na visão de Bolsonaro, não são os absurdos terraplanistas defendidos por seu mentor Olavo de Carvalho, mas a defesa de direitos humanos. “Tem muita gente de esquerda [na secretaria de Cultura] pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite. E ela tem dificuldade nesse sentido”, afirmou ele em 28 de abril. A ex-atriz esperava ter carta branca — algo que lembrou, em sua posse, ter-lhe sido prometido pelo presidente — para poder nomear os subordinados. Mas nunca teve. Bolsonaro mandou exonerar quem ela contratou em duas ocasiões e ainda impediu um terceiro de assumir um cargo, ao mesmo tempo em que manteve quem ela queria destituir e ensaiou trazer de volta quem tinha sido demitido por ela. Em seu discurso por ocasião da demissão-transferência da ex-atriz e ex-secretária de Cultura, Bolsonaro foi condescendente, sugerindo ter dado uma migalha para ela não ficar tristinha. “Pode ter certeza de uma coisa, acho que você quer ajudar o Brasil e o que eu mais quero é o seu bem pelo pelo seu passado e por tudo o que representa para todos nós. Ir para Cinemateca do lado do apartamento, saber que você vai ser feliz e produzir muito mais. Fico feliz por isso. Mas chateado porque sai um pouco do convívio com a gente”, disse o presidente. Bolsonaro postou um vídeo no Twitter ao lado da ex-atriz para justificar a decisão. E ela seguiu firme no papel que escolheu para si mesma pelo resto de sua vida, definindo a mudança como um “presente”. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer a Cinemateca que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da Cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?” A atuação de Regina Duarte como secretária foi digna do Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano em Hollywood, tendo como auge da canastrice a entrevista desastrosa que deu à CNN Brasil, quando teve chilique, defendeu a ditadura e minimizou as mortes de artistas por coronavírus para não perder o cargo. Tanto que a classe artística chegou a criar um manifesto dizendo que “ela não nos representa”. Decididos a ignorá-la, artistas buscaram alianças com secretários municipais e estaduais da Cultura para se dirigir diretamente ao Congresso em busca de aprovação de leis e alternativas de sobrevivência para o setor, durante a crise do novo coronavírus, que Regina não foi capaz de formular. A queda da ex-atriz, pouco mais de dois meses após sua posse, também faz parte do método implantado por Bolsonaro para neutralizar a pasta da Cultura e congelar todo e qualquer fomento para o setor. Trata-se de uma repetição escancarada de situações, que revela a tática de mudar tudo, o tempo todo, para que nada aconteça e ninguém faça coisa alguma. O método das demissões em série, desorganização estrutural e sabotagem assumida implode organogramas e trava definições de comitês importantes, como o responsável pela gestão do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Essa desgovernança, que se aproveita da morosidade burocrática para transformar inoperância em modelo administrativo, explica porque nenhum dinheiro da Cultura foi liberado por Bolsonaro desde que assumiu a presidência. Além de não liberar, seu desgoverno se caracteriza por cortar incentivos e vetar leis que possam ajudar a classe artística, com o objetivo claro de sangrar o setor até matá-lo. Regina Duarte foi peão e cúmplice do maior ataque estatal já sofrido pela Cultura brasileira em todos os tempos. Seu sucessor deve apenas esquentar banco para o próximo, e assim sucessivamente, para que o pior presidente da História do Brasil avance em sua guerra cultural declarada, com o objetivo de sucatear o setor.

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    John Mahon (1938 – 2020)

    19 de maio de 2020 /

    O ator John Mahon, que viveu policiais e militares em vários blockbusters dos anos 1990, morreu em 3 de maio, de causas naturais em sua casa em Los Angeles. Ele tinha 82 anos e sua morte foi anunciada apenas na terça (19/5) por seu filho Joseph. Nascido em 3 de fevereiro de 1938, em Scranton, Pensilvânia, Mahon contraiu poliomielite na infância e passou quase nove meses totalmente paralisado. Ele nunca recuperou o uso total do braço esquerdo, mas tornou-se um mentor de atores com deficiência e escreveu sobre sua vida e carreira em um livro de memórias de 2014 (“A Life of Make Believe: From Paralysis to Hollywood”). Ele estudou línguas clássicas e literatura inglesa na Universidade de Scranton, onde conheceu o dramaturgo e ator Jason Miller, vencedor do Prêmio Pulitzer, com quem veio a trabalhar frequentemente. Em 1971, ele foi indicado ao prêmio de Melhor Ator pelos críticos de teatro de Nova York pela peça “Nobody Hears a Broken Drum”, escrita por Miller. Em seguida, fez sua estreia no cinema num pequeno papel em “O Exorcista” (1973), de William Friedkin, filme em que seu amigo Miller encarnou seu papel famoso, como o padre Karras. A amizade da dupla continuou com a peça “That Championship Season” do dramaturgo, que marcou a estreia de Mahon como diretor de teatro. A carreira de diretor progrediu em inúmeros produções da Broadway e do circuito off-Broadway em Nova York, incluindo montagens de “Hair”, “Camelot”, “Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?” e “Um Estranho no Ninho”. Apesar disso, Mahon teve tempo para atuar em diversas séries e filmes. No cinema, a maioria de seus papéis foram registrados nos anos 1990, quando fez “Sob a Sombra do Mal” (1990), de Curtis Hanson, o clássico de terror “As Criaturas Atrás das Paredes” (1991), de Wes Craven, o thriller “Um Passo em Falso” (1992), de Carl Franklin, a comédia “Meu Querido Presidente” (1995), de Rob Reiner, o clássico neo-noir “Los Angeles: Cidade Proibida” (1997), novamente sob direção de Hanson, a sci-fi apocalíptica “Armageddon” (1998), de Michael Bay, e a sátira de espionagem “Austin Powers” (1999), de Jay Roach. É uma lista impressionante, com sucessos de bilheterias e queridinhos da crítica. Na TV, também colecionou participações em atrações icônicas, como “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files), “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), “MacGyver – Profissão: Perigo” (MacGyver), “A Supermáquina” (Knight Rider), “Arquivo X” (The X-Files), “Angel”, “Frasier”, “Crossing Jordan”, “Arquivo Morto” (Cold Case) e “Star Trek: Enterprise”. Seus últimos trabalhos incluíram o filme “Zodiaco” (2007), de David Fincher, e seu único papel recorrente numa série, como o porteiro George de “Studio 60 on the Sunset Strip” (2006–2007). Ele também atuou em vários comerciais.

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