Sally Kellerman (1937–2022)
A atriz Sally Kellerman, que marcou época ao estrelar o filme “MASH”, de Robert Altman, morreu nesta quinta (25/2) de complicações de demência em uma instituição de vida assistida em Woodland Hills, Califórnia. Ela tinha 84 anos. Kellerman estreou no cinema em 1957 no cultuado drama de menores infratoras “Reform School Girl” e passou a maior parte da década de 1960 fazendo participações em séries na televisão. Acabou se especializando em produções de sci-fi como “Além da Imaginação” (The Twilight Zone), “Quinta Dimensão” (The Outer Limits), “Os Invasores” (The Invaders) e entrou para a História da TV no piloto aprovado de “Jornada nas Estrelas” (Star Trek), no qual interpretou a médica Dra. Elizabeth Dehner, antes da chegada do Dr. McCoy na Enterprise. Ela começou a se destacar como sobrevivente do ataque do serial killer (Tony Curtis) de “O Homem Que Odiava as Mulheres” (1968). Mas o filme que a deixou em evidência foi mesmo “MASH” (1970), comédia de humor ácido sobre uma unidade médica do exército americano durante a Guerra da Coreia. Pelo papel da chefe das enfermeiras, apelidada de “Lábios Quentes” (Hot Lips) pelo batalhão, Kellerman foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Depois de “MASH”, ela esteve em três outros filmes de Robert Altman: “Voar é com os Pássaros” (1970), “O Jogador” (1992) e “Prêt-à-Porter” (1994). E ainda participou do musical “Horizonte Perdido” (1973), da comédia “De Volta às Aulas” (1986), dos romances “Escrito nas Estrelas” (1993) e “A Última Festa” (1996), e da adaptação live-action de desenho animado “Se Falhar, Morre” (1992), em que interpretou Natasha Fatale, inimiga icônica de Alceu e Dentinho. Nos últimos anos, teve papel recorrente em duas séries: “Maron” (2013-2016), como a mãe do comediante Marc Maron, e “Decker” (2014-2017), como a Primeira Dama dos EUA. Além de atuar, a atriz gravou dois álbuns de música e contribuiu com as trilhas sonoras de “Voar é com os Pássaros”, “Horizonte Perdido”, Rafferty and the Gold Dust Twins (1975) e “Se Falhar, Morre”. Sua voz esfumaçada e sensual também lhe rendeu uma carreira em narrações de comerciais. Em sua vida pessoal, Kellerman foi casada de 1970 a 1972 com o roteirista-diretor Rick Edelstein (da série “Justiça em Dobro”/Starsky & Hutch) e com o produtor Jonathan D. Krane (“Olha Quem Está Falando”) de 1980 até a morte dele em 2016.
Câmara aprova Lei Paulo Gustavo, que vai fomentar a Cultura no Brasil
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (24/2) o projeto da Lei Paulo Gustavo, que prevê a aplicação de R$ 3,8 bilhões em ações emergenciais para conter os efeitos da pandemia de covid-19 sobre o setor cultural. O projeto recebeu 411 votos favoráveis e 27 contrários, apesar do engajamento do secretário da Cultura Mario Frias e seus subalternos em campanha nas redes sociais contra a aprovação. Entre outras manifestações, o secretário da Cultura que é contra disponibilizar mais verbas para a Cultura chegou a insinuar até que Paulo Gustavo não tinha morrido de covid-19. Como relator do texto na Câmara, deputado José Guimarães, acatou duas emendas, a proposta vai voltar ao Senado, antes de seguir para sanção de Jair Bolsonaro. O presidente já antecipou que deve vetar, o que fará o projeto voltar ao Congresso para a derrubada do veto, antes de virar lei. A Lei Paulo Gustavo libera cerca de R$ 3,9 bilhões para a área cultural, como forma de amenizar a paralisação de setor causada pela pandemia – e também pelo travamento de recursos disponíveis, paralisados pela falta de ação e iniciativa do governo. Para situar o leitor, a aprovação da lei destravará apenas parte dos recursos disponíveis no Fundo Nacional da Cultura e do Fundo Setorial do Audiovisual, que são verbas arrecadadas especificamente para o fomento do setor cultural. A Ancine, que pode ter mais de R$ 2,5 bilhões parados no Fundo Setorial do Audiovisual, tem liberado verbas a conta-gotas, fazendo grande estardalhaço a cada edital arrancado a fórceps, enquanto deixa bilhões arrecadados para isto sem uso. A ideia é que esse dinheiro liberado seja executado por estados e municípios, assim como aconteceu com a Lei Aldir Blanc. No ano retrasado, esta última representou um aporte sem precedentes ao setor cultural brasileiro. Foram R$ 3 bilhões destinados aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, também como forma de socorro durante a paralisação das atividades causada pela pandemia. Graças a Lei Aldir Blanc, até projetos que foram boicotados por “filtros” ideológicos de Bolsonaro conseguiram virar filmes, caso do documentário “Transversal”, lançado nesta quinta nos cinemas brasileiros. Do total previsto pela Lei Paulo Gustavo, R$ 2,797 bilhões serão destinados a ações no setor audiovisual e R$ 1,065 bilhão para ações emergenciais para a cultura.
Sean Penn está na Ucrânia para documentar guerra com a Rússia
O ator e diretor Sean Penn (“Flag Day – Dias Perdidos”) está em Kiev, capital da Ucrânia, documentando o conflito do país com a Rússia. Ele está fazendo um documentário sobre a guerra desde novembro passado para a produtora Vice. Nesta quarta (24/2), ele se encontrou com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Um vídeo dos dois foi publicado pelo político em seu Stories no Instagram. Veja abaixo. Em comunicado, o governo ucraniano confirmou que “Penn visitou o Gabinete do Presidente e conversou com a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk, bem como jornalistas locais e membros das forças armadas ucranianas”. “O diretor veio especialmente a Kiev para registrar todos os eventos que estão acontecendo atualmente na Ucrânia e dizer ao mundo a verdade sobre a invasão russa a nosso país. Sean Penn está entre aqueles que apoiam a Ucrânia hoje. Nosso país está grato a ele por essa demonstração de coragem e honestidade”, informou o governo local. Penn também participou de uma coletiva de imprensa do governo ucraniano nesta quarta (24/2), enquanto o país se mobilizava contra o ataque. Ele é conhecido por atuar em causas políticas e humanitárias. Em 2010, criou uma organização sem fins lucrativos em resposta aos terremotos no Haiti. A entidade cresceu e passou a ajudar no combate à covid-19 durante a pandemia, enviando testes e vacinas para todo o país. Mais recentemente, ele se posicionou em favor da vacinação obrigatória para produções de Hollywood, dizendo que só participaria das gravações da série “Gaslit”, sobre o escândalo Watergate, após todos os integrantes do elenco e da equipe se vacinarem contra a covid-19.
“Os Simpsons” previu ataque militar da Rússia
Um episódio de “Os Simpsons” que foi ao ar em 1998 previu a tensão entre Rússia e Ucrânia, mostrando a Rússia retomando o status de União Soviética para voltar a ocupar países da era da Cortina de Ferro. Embora a previsão tenha viralizado nas redes sociais, o produtor Al Jean apenas lamentou no Twitter: “Fico triste em dizer que essa não era uma previsão difícil de fazer”. No episódio visionário, Homer (que trabalha numa usina nuclear) está num submarino participando de um treinamento militar. Sem querer, ele ejeta o capitão do veículo diretamente em águas russas, iniciando um incidente internacional. A Rússia acaba revelando que a União Soviética nunca acabou, reconstruindo o Muro de Berlim e colocando soldados e tanques nas ruas para ocupar países vizinhos. “Eu odeio dizer isso, mas eu nasci em 1961, então 30 anos da minha vida foram vividos com o fantasma da União Soviética. Então, para mim, isso é mais regra do que previsão. Só assumimos que as coisas dariam errado”, explicou Al Jean sobre a trama do episódio, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “A agressão histórica nunca realmente desaparece, e você precisa estar super vigilante”, continuou o produtor. “Em 1998, quando este episódio foi ao ar, talvez fosse o auge das relações EUA-Rússia. Mas, desde que [o presidente russo Vladimir] Putin entrou, quase todo mundo deixou claro que ele era um cara mau e coisas ruins iam acontecer.” Ele completa: “Esse é o tipo de previsão em que fazemos referência a algo que aconteceu e pode acontecer de novo — nós esperávamos que nunca aconteceria, mas infelizmente aconteceu”. Gente os Simpsons 😥 Guerra Mundial Ucrânia Rússia Putin EUA Biden pic.twitter.com/XicKMHWvGj — gomesolli (@Gomesolli) February 24, 2022 .@TheSimpsons Very sad to say this was not hard to predict: https://t.co/oC9LScSHrU — Al Jean (@AlJean) February 24, 2022
Britney Spears ataca pai e ex-agente: “Estavam tentando me matar”
Após fechar um contrato milionário para escrever sua autobiografia, Britney Spears deu uma mostra do vem por aí num post desta quarta (23/2) em seu Instagram. Chumbo grosso contra seu pai e sua ex-empresária. “Uma semana antes de me mandarem para aquele maldito lugar (uma de suas reabilitações), a Tri Star me convidou para conhecer seu escritório… as vadias pretensiosas de terno tão legais com aquele ‘estamos aqui para fazer você se sentir especial’! Eu almocei com Lou Taylor e Robin Greenhil”, começou a cantora, se referindo à sua ex-agente, citada na tutela. “Eles disseram: ‘Britney, olhe sua foto na parede!’, com uma grande moldura preta e branca. [A atriz] Kate Beckinsale estava lá também! Elas me bajularam e me ‘fizeram sentir especial’… essas mesmas vadias me mataram uma semana depois”, continuou Britney em seu desabafo. A diva pop ainda mencionou o pai e a relação que ele tinha com Lou Taylor: “Meu pai adorava a essas duas mulheres e teria feito qualquer coisa que elas tivessem pedido. Eu acho que eles estavam tentando me matar… até hoje eu acredito que isso era exatamente o que eles estavam tentando fazer! Mas não havia uma única coisa errada comigo e eu não morri”, escreveu a cantora. Britney ainda prometeu processar a empresa de entretenimento de Lou Taylor, a Tri Star, que foi citada no documentário “Framing Britney Spears”. “Ninguém mais deveria passar pelo que eles me fizeram passar. Eu passei por tudo isso e lembro de tudo. Vou processar horrores a Tri Star! Eles se livraram de tudo, mas estou aqui para alertá-los todos os dias da minha vida preciosa”, ameaçou a estrela. Britney ficou 13 anos sob tutela de seu pai, e durante este período permaneceu sem controle das próprias finanças, dos rumos de sua carreira e de sua vida pessoal, além de não poder dirigir e votar, entre outras coisas. No final de 2021, ela foi liberada oficialmente para decidir sobre sua vida. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Britney Spears (@britneyspears)
Anna Karen (1936–2022)
A atriz inglesa Anna Karen, estrela da série clássica “On the Bus” e da longeva novela “EastEnders”, morreu na noite de terça (22/2) aos 85 anos, num incêndio de sua casa em Londres, na Inglaterra. Três caminhões do corpo de bombeiros foram acionados, com cerca de 20 homens, para conter o incêndio, mas a atriz não resistiu aos ferimentos. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas pelas autoridades britânicas, mas os estudos preliminares sugerem que a tragédia não foi um ato criminoso. Os vizinhos relataram à imprensa britânica que acionaram os bombeiros após perceberem uma grande quantidade de fumaça na porta da casa da atriz. “Eu a conhecia de ‘EastEnders’, era como ter uma celebridade morando na rua, ela era uma velhinha adorável e sempre falava com todos”, declarou um morador. Shane Collins, agente da atriz, emitiu um comunicado lamentando a morte da artista após ter vencido um problema no quadril que a afastou da televisão. “É uma notícia muito triste. Anna era uma grande senhora e uma pessoa muito legal. Ela era uma cliente fantástica para cuidar. Eu não posso expressar o quanto eu gostava dela. Ela passou por um momento difícil depois que quebrou o quadril alguns anos atrás, mas voltou a trabalhar novamente e apareceu em ‘EastEnders'”, disse. Anna Karen nasceu na África do Sul e começou a atuar aos 15 anos. Em seus primeiros longas, trabalhou com Judi Dench em “He Who Rides a Tiger” (1965), Terence Stamp em “A Lágrima Secreta” (1967) e Christopher Plummer em “As Virgens Impacientes” (1969). Em 1969, entrou no elenco do fenômeno televisivo “On the Bus”. A série sobre os funcionários de uma companhia de ônibus durou sete temporadas, até 1973, e ainda rendeu três filmes com todos os atores da atração. O papel de Karen, Olive Rudge, era irmã do protagonista Stan (Reg Varney) e esposa do machista Arthur (Michael Robbins). Caracterizada com óculos de lentes grossas, ela se livra do destino de ser dona de casa mal-amada no final da série, ao se divorciar e arranjar emprego como motorista da empresa de ônibus, fazendo sua própria revolução feminista. A atriz também integrou a popular franquia britânica de comédias “carry on”, estrelando “Fuzarca no Camping” (1969) e a sequência, “Carry on Loving” (1970), antes de iniciar sua passagem por uma sucessão de séries. Seu último longa relevante foi “Delicada Atração” (1996), que foi premiado na Mostra de São Paulo. No mesmo ano, Karen apareceu pela primeira vez na novela “EastEnders”, trabalho que se estendeu, de forma intermitente, até 2017, quando se despediu das telas.
Jerry Lewis é acusado de assédio por atrizes de seus filmes
O comediante americano Jerry Lewis está sendo acusado de assédio e abuso sexual por atrizes com quem trabalhou em seus filmes, quatro anos após sua morte. As acusações foram reunidas num curta documental produzido pela revista Vanity Fair e dirigido por Amy Ziering e Kirby Dick, a dupla de “Allen contra Farrow”, da HBO. Uma das atrizes que acusa Lewis é Karen Sharpe, hoje com 87 anos, que atuou ao lado do comediante em “O Bagunceiro Arrumadinho”, de 1964. Ela diz que, durante as filmagens, o ator a chamou em seu escritório e começou a se aproximar dela. “Ele me agarrou. Começou a me acariciar. Desabotoou a calça. Francamente, fiquei estupefata.” A atriz afirma ter dito: “Eu não sei se isso é um requerimento para suas atrizes principais, mas não é algo que eu vou fazer”. Isto teria deixado o comediante “furioso”. “Eu senti que isso nunca acontecia com ele”, contou Sharpe, lembrando que a equipe de filmagem foi proibida de falar com ela depois do incidente. A atriz seguiu carreira por mais três anos, até se casar com o diretor Stanley Krammer e se aposentar, voltando a atuar apenas recentemente, após a morte do marido. Hope Holiday, hoje com 91 anos de idade, diz ter temido que suas cenas fossem inteiramente cortadas do filme de 1961 “O Terror das Mulheres”, depois que Lewis a assediou durante as filmagens. “No primeiro dia de trabalho, ele disse: ‘Você pode ir ao vestiário depois? Quero discutir o que vamos filmar amanhã’. Eu me sento e ele me tranca no vestiário. Então ele começa a dizer: ‘Sabe, você poderia ser muito atraente se não usasse calça toda hora. Nunca vi você em uma saia, você tem belas pernas e peitos’. Então ele começou a falar comigo sobre sexo”, descreveu. A partir daí, ele teria começado a se tocar na frente dela. “Eu estava com muito medo, apenas sentei ali e queria tanto sair”, acrescentou. Mais adiante, ela revelou ter sido estuprada por outro ator, sem revelar seu nome. As atrizes dizem não terem denunciado Lewis na época porque ele tinha influência demais na Paramount Pictures. Outras mulheres foram procuradas pelos documentaristas, incluindo Anna Maria Alberghetti, que viveu a princesa de “Cinderelo sem Sapato” (1960), e até as famosas Jill St. John e Connie Stevens. Jill St. John respondeu ao pedido de entrevista dizendo que não queria falar mal dos mortos, limitando-se a comentar que teve “uma experiência infeliz e desapontadora” ao trabalhar com Lewis em “Errado pra Cachorro” (1963). Já Connie Stevens foi uma voz contrastante. Principal protagonista feminina de dois filmes do comediante, “Bancando a Ama-Seca” (1958) e “Um Biruta em Órbita” (1966), ela respondeu: “Eu ouvia falar que ele era difícil com as mulheres. Mas nunca foi comigo”. E completou: “Por consequência, eu fui a única atriz em seu funeral”. Jerry Lewis faleceu em agosto de 2017, aos 91 anos. Veja o curta com as denúncias abaixo.
Anitta bate boca com ex-ministro bolsonarista
A cantora Anitta entrou numa discussão o ex-ministro Ricardo Salles, do governo Bolsonaro, após ele criticar sem motivo artistas convidados por Caetano Veloso para participarem de encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Há quase um ano, a cantora chegou a vir a público pedir a saída do então Ministro do Meio Ambiente do governo – o que acabou acontecendo. Ela reagiu a uma frase infeliz de Salles. “Melhor fariam ao meio ambiente, ao Brasil e aos brasileiros se levassem propostas de prosperidade econômica aos mais pobres, mas o que eles gostam mesmo é de Lei Rouanet”, escreveu o ex-ministro em seu perfil no Twitter, batendo na tecla bolsonarista que os maiores artistas brasileiros vivem de “mamata”, enquanto deveriam fazer o trabalho que o governo não faz. Apesar da obsessão bolsonarista com a Lei Rouanet, o encontro de artistas com Rodrigo Pacheco tem como pauta o risco que projetos de lei em tramitação no Senado podem trazer ao meio ambiente. Ao ver o ataque-padrão de Salles, Anitta retrucou. “E a gente por um acaso é político para ficar fazendo o trabalho de vocês?”, começou a cantora. “Mas ainda assim a gente dedica nosso tempo a consertar as bostas que vocês fazem e trazer informação pro povo pra ver se não dá a cagada de novo de te eleger deputado nas próximas eleições pra você se safar”, completou. O ex-ministro do Meio Ambiente se filiou ao PL, seguindo os passos do presidente Jair Bolsonaro, para tentar disputar uma vaga a deputado federal. Segundo a direção nacional do PL, a expectativa é de que Salles, condenado por improbidade administrativa (sentença depois revertida) e investigado por esquema de exportação de madeira ilegal do Brasil, seja um dos deputados mais votados neste pleito. Aproveitando o tema, a cantora também divulgou a mobilização de Caetano: “Dia 9 de Março em Brasília ato #CaetanoPelaTerra, às 15h, em frente ao Congresso defendendo o meio ambiente”. “Sabemos que não é a sua [prioridade]. Talvez neste dia você esteja na frente de um juiz, se defendendo das acusações de crimes praticados contra o meio ambiente pra não ser preso”, completou Anitta sobre o ex-Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro. Sem ter como argumentar, Salles reagiu com uma piada de 5ª série às críticas: “Só converso daqui pra frente com a Anitta Burritta se ela conseguir fazer sozinha um vídeo soletrando “Pa-ra-le-le-pi-pe-do” sem usar o teleprompter.” Detalhe: a “piada” redeu um surto de emojis bolsonaristas, mas também uma avalanche de críticas com palavras de verdade. O próprio Caetano Veloso criticou o político, usando um meme popular das redes sociais, em que se lê “Como você é burro, cara”. O meme que hoje é viral veio de uma participação de Caetano no programa Vox Populi, quando ele desqualificou o jornalista Geraldo Mayrink em 1978. Melhor fariam ao meio ambiente, ao Brasil e aos brasileiros se levassem propostas de prosperidade econômica aos mais pobres, mas o que eles gostam mesmo é de Lei Rouanet… https://t.co/1dtgg0imtP — Ricardo Salles (@rsallesmma) February 23, 2022 Dia 9 de Março em Brasília ato #Caetanopelaterra as 15h em frente ao Congresso defendedo o meio ambiente. Sabemos que não é a sua. Talvez neste dia você esteja na frente de um juiz, se defendendo das acusações de crimes praticados contra o meio ambiente pra não ser preso. — Anitta (@Anitta) February 23, 2022 Só converso daqui pra frente com a @Anitta Burritta se ela conseguir fazer sozinha um vídeo soletrando “Pa-ra-le-le-pi-pe-do” sem usar o teleprompter … #teletubbies — Ricardo Salles (@rsallesmma) February 23, 2022 pic.twitter.com/YX5Vm8PXWd — Caetano Veloso (@caetanoveloso) February 23, 2022
Geraldo Sarno (1938-2022)
O cineasta baiano Geraldo Sarno morreu na noite de terça (22/2) aos 83 anos no Hospital Copa D’Or, que declarou não ter autorização para revelar a causa da morte. Filho de imigrantes italianos, ele nasceu no sertão baiano e fez da região tema de seus filmes. Foram mais de 15, do curta “Viramundo” (1965) ao longa “Sertânia” (2020), que abordaram o movimento migratório nordestino, as religiões e cultura populares. Amigo de Glauber Rocha desde a infância, Sarno foi engajado antes mesmo de ser cineasta, chegando a participar no Centro Popular de Cultura, iniciativa da UNE (União Nacional dos Estudantes) que reuniu um grupo de intelectuais de esquerda, com o objetivo de criar e divulgar uma “arte popular revolucionária”. O caldeirão cultural da época que antecedeu o golpe militar de 1964 levou Sarno a encontrar o grupo de documentaristas que comporiam a Caravana Farkas (batizada em referência ao produtor húngaro Thomas Farkas) que traria o “cinema direto” ao Brasil. Depois de estudar cinema em Cuba, ele filmou seu primeiro clássico produzido por Farkas. Com “Viramundo”, retratou a migração nordestina para São Paulo e revelou a nova classe operária brasileira, formada por camponeses de origem nordestina, vindos ao Sudeste em fuga da seca e da fome, além do surgimento de um sistema religioso neopentecostal, que viria a se tornar hegemônico no Brasil com um império de templos, TVs e até partido político. Ele fez vários outros curtas documentais importantes entre os anos 1960 e 1970, alguns produzidos por Farkas, abordando sempre temas nordestinos, desde a economia sertaneja até personalidades como Lampião e Padre Cícero. Mas, curiosamente, sua estreia em longa-metragem e na ficção foi num filme infantil: “O Pica-pau Amarelo” (1973), primeira adaptação cinematográfica da obra de Monteiro Lobato. Sarno fez só mais dois longas de ficção na carreira e um híbrido de documentário e dramatização. A ficção mais importante foi “Coronel Delmiro Gouveia” (1978), sobre o conflito entre duas forças predatórias: o coronelismo nordestino e o imperialismo multinacional. Seu último filme produzido por Farkas venceu o Festival de Havana, em Cuba. Apesar de buscar a ficção nos anos 1970, a ênfase de sua filmografia continuou sendo documental. Sarno buscou traçar, além do Nordeste em todas as suas variações, um mapa da identidade cultural do Brasil, entre o impacto modernista da “Semana de Arte Moderna” (1974) às sequelas do passado escravagista de “Casa-Grande e Senzala” (1978). Em 2008, ele venceu o Candango de Melhor Direção no Festival de Brasília com o docudrama “Tudo Isto me Parece um Sonho”, sobre a história do general pernambucano Ignácio Abreu e Lima, que participou de batalhas que resultaram na libertação da Colômbia, Venezuela e Peru da Coroa Espanhola ao lado de Simon Bolívar no século 19. Em seu último longa, voltou à ficção para abordar o universo dos cangaceiros. “Sertânia” foi exibido na Mostra de Tiradentes de 2020, pouco antes de começar a pandemia, e venceu 12 prêmios em festivais diferentes.
Oscar 2022 deixará 8 categorias fora da premiação ao vivo
A cerimônia do Oscar 2022 será mais curta que nos anos anteriores. Para assegurar uma transmissão com menos de três horas de duração, uma parte das 23 categorias que disputam o troféu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA não será premiada ao vivo. Em uma iniciativa que já está causando tensão entre os membros da Academia – mas que provavelmente será bem recebido pelo público em geral – , a entrega de oito prêmios vai acontecer antes do início da transmissão oficial do Oscar, apenas para os convidados que chegarem com antecedência no Dolby Theatre. As categorias que não serão premiadas ao vivo são: Melhor Edição, Design de Produção, Trilha Sonora, Som, Maquiagem e Cabelo, Curta, Curta Documental e Curta de Animação. Os discursos de agradecimento dos vencedores destas categorias serão gravados, editados e apresentados de forma concisa durante a transmissão. O Tony Awards, premiação do teatro americano, já utiliza um modelo semelhante. A medida ocorre um ano depois que a exibição do Oscar atingiu a menor audiência de sua História, causando considerável tensão entre a Academia e a rede ABC, que detém os direitos exclusivos da cerimônia nos EUA até 2028. Em carta enviado a seus membros, a Academia destacou que apesar de ser um premiação da indústria cinematográfica, o Oscar também é um programa de TV “e devemos priorizar o público da televisão para aumentar o envolvimento do espectador e manter o programa vital, ágil e relevante”. “Para ser claro, todos os indicados em TODAS as categorias de prêmios serão identificados no ar e os discursos de aceitação de TODOS os vencedores serão apresentados na transmissão ao vivo. Todos os cineastas e artistas premiados em todas as categorias ainda terão o ‘momento Oscar’ comemorativo que merecem no palco do Dolby, diante de um público extasiado”, segue o texto. Para que isso aconteça, a Academia explica: “A cerimônia presencial começará uma hora antes no Dolby Theatre para apresentar oito categorias de prêmios antes do início da transmissão ao vivo. Essas apresentações serão editadas por nossas equipes de criação e produção e serão integradas perfeitamente ao programa ao vivo na televisão”. “Para o público de casa, o fluxo do show não mudará, mas ficará mais conciso e ágil com essa nova cadência, de modo que a transmissão ao vivo possa terminar – sim, com a categoria de Melhor Filme – na marca de três horas”, continua a mensagem. A Academia ainda pondera que vai avaliar o resultado dessa inovação para decidir se irá continuar procedendo deste modo nos próximos anos: “No futuro, avaliaremos essa mudança e continuaremos procurando maneiras adicionais de tornar nosso evento mais divertido e emocionante para todos os envolvidos, dentro do Dolby Theatre e em casa”. O texto se encerra com o enaltecimento de todas as categorias e um pedido de compreensão aos membros votantes e eletivos da instituição. “Cada ramo da Academia e cada categoria de premiação é indispensável para o sucesso de um filme e vital para esta indústria. Nosso desafio e nosso objetivo é criar um show do Oscar empolgante e simplificado, sem sacrificar os fundamentos de longa data de nossa organização. Agradecemos sua compreensão e seremos gratos por seu apoio inabalável”.
“We Don’t Talk About Bruno” vira maior hit musical da Disney
A música “We Don’t Talk About Bruno”, da animação “Encanto”, completou um mês no topo da parada de sucessos da revista Billboard. Trata-se de um recorde. A gravação é a primeira faixa de uma trilha da Disney a ocupar a liderança do Hot 100 por quatro semanas consecutivas. O bolero entoado coletivamente pelo elenco de “Encanto” é uma composição do autor da trilha sonora, o dramaturgo Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro de Nova York”). Até então, a música mais bem-sucedida da Disney era “All for Love”, trilha da aventura live-action “Os Três Mosqueteiros” (1993) gravada por Bryan Adams, Rod Stewart e Sting, que liderou o Hot 100 durante três semanas. Apesar desse sucesso, a música não foi escolhida pelo estúdio para disputar o Oscar de Melhor Canção Original. Em seu lugar, a Disney preferiu disputar o troféu da Academia com “Dos Oruguitas”. Veja abaixo a cena de “Encanto” que apresenta “We Don’t Talk About Bruno”.
Atriz da série “Reunião de Família” está desaparecida desde sexta
A atriz Jaida Benjamin, intérprete de Kelly na série “Reunião de Família” da Netflix, está desaparecida desde sexta-feira. O Departamento de Polícia de Los Angeles relatou que a atriz de 27 anos foi vista pela última vez na área de Los Angeles, na Tujunga Avenue e Ventura Boulevard, em 19 de fevereiro. Sua família não consegue contatá-la desde então e a mãe pediu ajuda ao público em um post no Instagram. “Nunca pensei que teria que fazer esse tipo de post. Meu bebê está desaparecido. Por favor, me ajudem a encontrá-la. Não consigo respirar”, postou Jocinda Benjamin, junto de um cartaz de “desaparecida”. Seu tio Jihan Johnston, cofundador da Beat Botics, também postou no Twitter sobre o desaparecimento da jovem. A polícia ainda não está considerando a possibilidade de um crime, mas a investigação segue ativa.
Homem armado é preso diante da casa de atriz de “Baywatch”
Um homem armado foi preso no fim de semana diante da casa atriz Alexandra Daddario, conhecida por filmes como “Baywatch”, “Terremoto: A Falha de San Andreas”, “Percy Jackson” e vista recentemente na série “White Lotus”. De acordo com o site TMZ, o Departamento de Polícia de Los Angeles atendeu um chamado e encontrou “um homem irado” na frente da residência, gritando algo para a atriz e se recusando a cooperar com as autoridades. A polícia deteve o suspeito, identificado como David Adam Cako, e revistou seu carro, onde descobriram uma arma carregada. Ele foi então preso por posse de arma de fogo escondida. Ainda não se sabe se a atriz de 35 anos estava em casa no momento do incidente.












